Edição 180    Diretor / Editor: Osias Wurman Sexta, 03 de Setembro de 2010

 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- Jornais árabes estão ridicularizando o encontro entre Abbas e Netanyahu, promovido pelo governo de Barak Obama, afirmando tratar-se de um “show” para a TV.

- O Egito cancelou a visita programada do ministro do exterior do Irã ao Cairo, após suas acusações de que líderes árabes estavam traindo suas nações por ordem dos EUA.

- O Hezbollah está concentrando guerrilheiros ao sul do Líbano para possível ação durante os feriados de Ano Novo em Israel. Uma explosão feriu hoje 5 militantes que estavam num armazém secreto de armas perto da fronteira.
- Um número recorde de turistas passou neste verão pelo aeroporto Ben Gurion de Israel, totalizando 2,69 milhões de passageiros.
- Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um tratamento revolucionário para matar as células do AIDS. As drogas existentes atualmente somente retardam o desenvolvimento da doença tornando-a controlável por mais tempo.

 

 



Osias Wurman
Jornalista

 

ANO NOVO PARA UM VELHO POVO

Entramos no final do mês de Elul pelo calendário hebraico. Trata-se do mês mais importante do ano pois celebraremos, ao seu final, o Rosh Hashana, o ano novo judaico de 5771, e também o Yom Kippur, o dia do perdão.

Neste mês é tradição desejarmos um feliz ano novo para todos. Neste período, cada um deve fazer um verdadeiro balanço do ano que passou, levando a credito as boas ações, e a debito os erros.

Ensinam nossos sábios que o arrependimento, as orações e a filantropia podem reverter os maus desígnios do destino.

É fácil concluir que em relação aos principais preceitos do judaísmo, como os Dez

Mandamentos, erramos apenas suavemente. Na verdade, o maior perigo reside nos atos errados que praticamos e sequer sentimos que são erros.

Um exemplo claro está nas lições do grande sábio da Torah – o sábio e estudioso Chafetz Chaim.  Lashon Harah, a maledicência, ou falar mal dos outros, é algo que fazemos muitas vezes sem perceber e ignoramos o mal que isto pode provocar.

Em nossa boca temos a mais perigosa das armas de um ser humano, ou seja: a palavra. Para ferir alguém com uma arma é preciso que este alguém esteja em nossa frente ou em nossa direção. Através da difamação, ou Lashon Harah, podemos atingir alguém que está a quilômetros de distancia e até em outro país.

Ao refletirmos sobre os erros do ano que passou, devemos tentar lembrar a quem teríamos ofendido com palavras, ou simplesmente divulgando boatos e mentiras, procurando concertar os danos causados.

Em Rosh Hashana é fundamental concentrar o pensamento nas atitudes, procurando repetir as virtudes e eliminar as falhas.

Este ano, devemos ter em mente durante as orações e festividades, que um jovem judeu ainda está privado de sua tão preciosa liberdade.

Enquanto um só judeu estiver cativo, é como se todos nós judeus estivéssemos cativos!

Refiro-me a Guilad Shalit, o israelense que nesta semana completou seus 24 anos numa prisão do grupo terrorista Hamas, onde encontra-se há mais de 4 anos sem visitas, sequer da Cruz Vermelha.

Falar em paz é falar em respeito mútuo. È falar em humanismo. É falar em amor ao próximo.

Que este ano novo seja cheio de alegrias, saúde, paz e realizações pessoais, com muito orgulho de filhos e netos.

Que o mundo caminhe por avenidas mais largas onde também possam transitar os menos aquinhoados pelo destino.

Que possamos comemorar finalmente a paz justa e definitiva entre árabes e israelenses. Que possamos ter menos desemprego e mais justiça social em nosso Brasil.

Shanah Tovah ! Feliz 5771 !

 

 
 


COMUNICADO AOS LEITORES


A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer que todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.

 
 

No tempo do Grande Templo


Arnaldo Bloch – Especial para Rua Judaica

Sempre que se aproxima o ano novo judaico fico com uma inquietação. Não me refiro ao Yom Kippur, que vem no pacote da festa, exigindo sérias reflexões.

Refiro-me, sim, à inquietação de saber que nada será como antes, no tempo do Grande Templo da Tenente Possolo, que minha família frequentara desde seus inícios no país. A sinagoga ainda existe e exibe sua beleza e monumentalidade.

Mas não está mais ali o Feigenbaum z’l, fazendo as vezes de rabino, dando socos no púlpito exigindo o silêncio da congregação que se comportava como na arquibancada do Maracanã, mas com um espírito bom, aquele da anedota do analfabeto que assovia para falar com Deus.

Poucos ali rezavam de verdade, mas todos assobiavam para uma força maior. O Feigenbaum só lembrava que tinha que haver um limite, então o silêncio se restabelecia por alguns minutos, até, num crescendo, a zona imperar de novo.

Tio Adolpho, um dos maiores beneméritos, tinha a cota maior de quem era chamado à Torá.


Adolpho, Arnaldo e Manchetinha

Fiquei décadas imaginando quando chegaria meu dia, e quando enfim subi, achei que não ia suportar o peso dos rolos, e senti-me humilhado diante dos velhinhos em jejum que seguravam Torás mais pesadas que a minha como verdadeiros guiborim, e era deles que eu extraía forças para não deixar o Pentateuco cair no chão (já imaginaram?).

Quando se aproximava então o toque do shofar e a criançada corria, para a escadaria baixa e larga diante do altar onde receberiam uma chuva de doces, era como rumo à liberdade. E então todos cantavam, juntos, como num grande coral, o Avinu Malkeinu com aquela melodia oriental, e eu sempre chorava e tinha a noção exata e maior do pertencimento a uma tribo, microcosmo da humanidade que um dia entrará em comunhão e a paz reinará.

Chag Sameach.

(A partir desta semana o jornalista Arnaldo Bloch integra a equipe de colunistas da Rua Judaica)


 
 


Entrevista a
Daniela Kresch –
Tel Aviv


ILAN SZTULMAN


Entrevista a Daniela Kresch – Tel Aviv

Dando continuidade à série de pequenas entrevistas com alguns dos 10 mil brasileiros que moram em Israel, o personagem desta semana é um nome de peso: Ilan Sztulman, 52 anos, o novo cônsul de Israel em São Paulo. Funcionário de carreira do Ministério das Relações Exteriores, Ilan ocupava, até agora, a posição de vice-diretor de Assuntos Públicos da chancelaria. Mas a partir de 5 de setembro, comanda oficialmente o consulado paulista, que havia sido fechado há sete anos por corte de verbas. O fechamento, segundo ele, foi um erro que agora é consertado pela diplomacia nacional. Nascido em São Paulo, casado, pai de dois filhos, Ilan fez aliá aos 18 anos.

1) Ilan, quando você veio morar em Israel?

Em março de 1976.

2) Por quê você optou em morar em Israel?


Porque sou sionista.

3) Do que você mais gosta, em Israel?


Das pessoas.

4) Do que menos você gosta?

Do ritmo da vida.

5) Qual é o lugar mais agradável do país, na sua opinião?

Jerusalém.

6) Qual é o lugar menos agradável?


Também Jerusalém. A cidade tem certas áreas agradáveis e outras, nem tanto.

7) Qual é a palavra em hebraico que você mais gosta?

“Ahava” (amor).

8) Qual é a palavra em hebraico que você menos gosta?

“Maniac” (maluco ou maníaco, dependendo do interlocutor)

9) Que comida israelense é a mais saborosa?


Existe comida israelense “de fato” (risos)? Humus.

10) O que você diria para quem pensa em fazer aliá?


Que este é um lugar muito, muito aberto, onde qualquer pessoa pode se achar e fazer o seu caminho de maneira muito mais fácil do que qualquer outro lugar do mundo.


 
 

 

 

 
 

Abbas e Netanyahu concordam em voltar a se encontrar em 12 dias

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deram hoje um passo adiante ao concordarem voltar a se encontrar daqui a duas semanas para continuar trabalhando em um "acordo de paz". O representante americano para o Oriente Médio, George Mitchell, que participou das conversas diretas reatadas hoje, anunciou que Abbas e Netanyahu voltarão a se ver nos dias 14 e 15 de setembro em um país da região.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, ofereceu seu país como sede do encontro em carta publicada no jornal "The New York Times", embora não tenha sido confirmado oficialmente.


Mitchell ressaltou que para que as negociações tenham êxito precisam ser particulares e tratadas com o máximo cuidado. Tanto palestinos como israelenses concordaram em condenar a violência "contra civis inocentes" e trabalharão para manter a segurança na região. Também concordaram em estabelecer dois Estados como solução para o conflito, e mostraram otimismo de que as conversas possam ser finalizadas em um ano.

As partes remarcaram hoje em Washington uma série de encontros que se sucederão aproximadamente a cada duas semanas, e alguns terão a participação dos EUA.

Neste processo serão abordadas todas as diferenças existentes entre as partes, algumas já foram discutidas, outras serão citadas conforme o processo for avançando. Não foi divulgado se o assunto dos assentamentos judaicos foi debatido nesta primeira conversa.

O primeiro-ministro israelense assegurou que está disposto a conseguir "um compromisso histórico" para a paz com o líder palestino, a quem qualificou como "um parceiro para a paz" e reconheceu que, embora "não seja fácil", está disposto a fazer concessões "dolorosas".

"Só conseguiremos uma paz verdadeira e duradoura com concessões mútuas e dolorosas", assinalou.

Por sua parte, Abbas reiterou seu desejo de iniciar uma nova era "que traga paz, justiça, segurança e prosperidade para todos", mas lembrou seu pedido aos israelenses para que encerrem "todas as atividades" nos assentamentos judaicos.

 
 

CHARGE DO “THE TIMES”



“Eu apoio o direito de um grupo religioso construir em sua propriedade....” (Mesquita do Ground Zero).

“Às vezes” (Congele os assentamentos)


 
 




 
 

O Jogo de Colocar a Culpa no Outro Está no Horizonte

Abbas não é Arafat, e uma vez que isto se tornar evidente para todos, a festa de apontar o dedo para os outros terá inicio.

Por Moshe Arens - Haaretz

Desta vez não vai ser um ‘déjà vu’. As negociações entre Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas, promovidas e dirigidas por Barack Obama, não serão nada parecidas com as negociações que aconteceram durante os últimos dezesseis anos, sucessivamente, entre Yitzhak Rabin, Netanyahu e Ehud Barak, do lado israelense, e Yasser Arafat do outro. Arafat tinha o apoio de quase todos os palestinos, e tinha todo o direito de representá-los.

Mas não menos importante, Arafat tinha o poder para colocar em prática os acordos que ele fez. Havia apenas a questão de se saber se ele realmente queria e estava tentando chegar a um acordo de paz com Israel. Até agora, graças às concessões generosamente oferecidas por Barak em Camp David há 10 anos, quando essas mesmas concessões foram rejeitadas por Arafat, sabemos que embora ele tivesse o poder de chegar a um acordo de paz com Israel, não era esse o seu objetivo.

Com Mahmoud Abbas é uma história completamente diferente. Ele não tem o apoio de todos os palestinos, nem mesmo da maioria deles. O Hamas declara que ele não tem o direito de representar os palestinos nas próximas negociações. Mesmo na Cisjordânia o nível de apoio que ele goza entre os palestinos é questionável. Mas o mais importante, ele não tem a autoridade para colocar em prática qualquer acordo que poderia chegar com Netanyahu. Ele está plenamente consciente disso, e essa é provavelmente a explicação para a sua relutância em entrar nas negociações, para as quais está indo arrastado, chutando e gritando a cada centímetro do caminho, pelo presidente dos Estados Unidos.

Os palestinos sabem disso. Os israelenses, que conhecem bem o cenário palestino, compreendem isso. É difícil acreditar que os americanos não saibam disso. Talvez Obama pense que o dinheiro vai ser a resposta - que o apoio financeiro suficiente para Abbas iria eventualmente fornecer-lhe a legitimidade e autoridade que tanto lhe falta.

Mas o dinheiro já enche os bolsos dos palestinos que estão no território de Abbas, mas não isso não substitui o apoio que ele não tem entre o seu povo. Arafat poderia ter feito a paz com Israel, mas não quis. Abbas pode ou não querer fazer a paz com Israel, mas ele não pode.

Então, o que está acontecendo aqui? Esta é uma versão do oriente médio da peça "As Roupas Novas do Imperador"? Até onde e quando vão prosseguir as negociações antes que alguém declare que "o imperador está nu!"? Na verdade, parece bastante claro que antes que isso aconteça, as negociações vão se transformar em um jogo de colocar a culpa no outro. Ninguém vai querer aceitar a culpa pelo fracasso das conversações. Todo mundo vai tentar colocar a culpa no prato do outro. E isso não será simplesmente um jogo infantil. Ser considerado culpado pelo fracasso de negociações tão amplamente anunciadas pode causar graves consequências políticas.

Caso Obama seja considerado o culpado, isso seria um mais um golpe quando a sua popularidade está em declínio, e seria coroar uma série de decisões erradas vis-à-vis o Oriente Médio com negociações que ele de fato tem forçado para participarem, e que poderá resultar em mais raiva e frustração, e considerado como um grave erro de julgamento.

Abbas foi aconselhado por muitos palestinos para não participar dessas negociações. A generosidade americana e pressão norte-americana que o levou à mesa de negociações fizeram-lhe parecer um fantoche americano. E uma falha na mesma mesa de negociação não vai melhorar a opinião sobre ele, aos olhos de seu povo.

Quanto a Netanyahu, os seus críticos estão apenas esperando para o atacarem e acusarem de nunca ter sido sincero com suas palavras sobre como alcançar um acordo de paz com os palestinos. Sua coalizão poderá ficar um pouco abalada. E todos aqueles ao redor do mundo que se dedicam a atacar violentamente Israel encontrarão num fracasso das negociações muito combustível para seus ataques.

Se assegurar de não ficar com a culpa pelo fracasso e saindo na frente no jogo de apontar o culpado poderá ser o principal objetivo dos participantes das negociações. Parece que, além dos preparativos para as negociações que estão atualmente em curso em Jerusalém, uma reflexão séria deve ser dada a tática a ser empregada no "jogo da culpa" que, sem dúvida, irá acompanhar cada passo das negociações. Enquanto Netanyahu reúne sua equipe para as conversações de Washington, ele poderia muito bem convidar o Professor Robert Aumann, o especialista mais renomado em Israel em teoria dos jogos, para integrar a equipe.

 
 

Em meio a negociações, militantes palestinos em Gaza prometem onda de ataques contra Israel

Grupos de militantes palestinos juntaram forças para intensificar os ataques contra Israel, possivelmente incluindo atentados suicidas, anunciou o movimento islâmico Hamas nesta quinta-feira, mesmo dia em que os líderes palestino e israelense deram início às negociações diretas em Washington e acordaram impulsionar as conversas de paz.

Em entrevista coletiva, um porta-voz do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, disse que 13 grupos militantes se juntaram para perpetrar "ataques mais eficazes" contra Israel. Questionado se isso incluiria atentados suicidas, afirmou que "todas as opções estão abertas".

- Decidimos criar um centro de coordenação para nossas operações contra o inimigo - afirmou Abu Obeidah, porta-voz das Brigadas Ezzedin al-Qasam, o braço armado do Hamas.
Ele prometeu ainda que, com a união dos grupos, o "inimigo sionista" será atingido "em qualquer lugar e em todo momento".

O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, afirmou também nesta quinta que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, mantiveram reuniões produtivas e vão se encontrar novamente na região nos dias 14 e 15 de setembro e, após isso, a cada duas semanas. Segundo diplomatas, os encontros devem ser realizados no Egito.

O diálogo direto para a paz ocorreu apesar do enorme ceticismo e de episódios recentes de violência na Cisjordânia, que ressaltam os desafios enfrentados por ambos os líderes enquanto buscam um acordo para estabelecer um Estado independente palestino, ao lado de Israel.

Horas antes do início da retomada das conversações na capital americana, colonos judeus na Cisjordânia ocupada já anunciavam planos para iniciar novas obras em seus enclaves na região.



 
 


 
 


ATENDENDO A PEDIDOS – BIS DO MINISTRO BENJAMIN ZYMLER NA TV

Assistam neste domingo (5/9) às 12,15 h na CNT (canal 22 da NET-RJ, canal 9-RJ e canal 25 da SKY em todo Brasil) a entrevista do Ministro Benjamin Zymler que assumirá em novembro a presidência do TCU-Tribunal de Contas da União, ao jornalista Osias Wurman, no programa “De Olho no Rio”.


 
 

FEDERAÇÃO DESEJA SHANÁ TOVÁ


No próximo dia 08 de setembro, logo depois do pôr-do-sol, o povo judeu celebra a festividade de Rosh Hashaná, o Ano Novo de 5771. Rosh Hashaná significa, literalmente, “cabeça do ano”, no sentido de começo.

Nossa certeza é que, antes de qualquer coisa, o povo judeu deve manter-se coeso, preparado para desafios, calcado permanentemente nos seus valores legítimos e nas suas raízes. Nestes dias de jejum, oração e caridade, temos de lembrar o que o Criador e a história judaica demandam, que permaneçamos unidos como um só povo. Podemos manter a unidade, mesmo quando discordamos em nossas opiniões. O nosso objetivo é comum, diferimos no modo de alcançá-lo.

No alvorecer de um novo Rosh Hashaná, transmitimos à comunidade judaica nossa confiança e a certeza que todos manterão inabaláveis as convicções que herdaram de seus predecessores.

Desejo à toda comunidade judaica, Shaná Tová e um feliz e frutífero Ano Novo.

Boris Ber


Presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo

 

 
 


Banqueiro Alemão Faz Declarações contra Imigrantes, Especialmente Muçulmanos

Faz mais de uma semana desde que Thilo Sarrazin - um executivo do banco central da Alemanha, membro sênior do Partido Social Democrata (SPD), e um provocador político - vem espalhando comentários racistas contra a minoria muçulmana na Alemanha. E faz esses comentários por todas as plataformas de mídia para promover o seu novo livro "Deutschland schafft sich ab" (A Alemanha está acabando com ela mesma), que foi lançado na segunda-feira.

Nas últimas semanas o popular tablóide alemão Bild publicou partes do livro. Em entrevistas realizadas com jornais alemães de maior qualidade Sarazzin, que é banqueiro, foi contra o Islã em geral, e afirmou que o nível de inteligência alemã está declinando como resultado da imigração. Ele reforçou suas assertivas com estatísticas pseudo-científicas sobre a fertilidade, inteligência e o trabalho. No entanto, quando ele afirmou em uma entrevista no domingo que os judeus carregam um "gene específico" que os diferencia de todas as outras nações, as autoridades políticas alemãs se pronunciaram. A chanceler Angela Merkel pediu que ele fosse expulso do Bundesbank, o banco central da Alemanha, e prometeu que discutiria a questão com os dirigentes da instituição financeira. Merkel disse que as declarações eram "inaceitáveis" e acrescentou: "Estes são comentários que somente trazem danos e não ajudam na integração neste país, que é um dever nacional".

Juntou-se à Merkel na sua denúncia o ministro das Relações Exteriores Guido Westerwelle que afirmou que Sarrazin "ultrapassou o limite". Uma longa lista de membros do Partido da União Democrata Cristã também se juntou à condenação. O SPD que é o próprio partido de Sarrazin, também não lhe poupou duras críticas. A sede do partido em Berlim anunciou na segunda-feira que vai iniciar procedimentos oficiais para expulsá-lo do partido.
Em defesa da sua afirmação muito contestada, Sarazzin fez referencia a pesquisas publicadas em revistas científicas que "revelam a base genética compartilhada pelos judeus europeus". Quanto ao comentário em si, ele afirmou, "não foi dito nem em forma positiva nem negativa".

Algumas centenas de manifestantes protestaram contra Sarrazin na entrada do salão de eventos. Conclamavam para "combater o racismo" e "mandem Sarazzin embora da direção do Bundesbank". Os manifestantes também tocaram música turca com um volume alto, mas que não se ouvia dentro da sala de eventos, onde a conferência de imprensa foi realizada.

Centenas de jornalistas lotaram o salão em antecipação à chegada de Sarrazin, que foi acompanhada pelos flashes das câmeras normalmente reservado para as celebridades não-políticas.

Para muitos alemães, o problema não é sobre o objeto das declarações de Sarrazin - o aumento de imigrantes na Alemanha, especialmente os muçulmanos - mas a maneira em que ele se expressa em seu livro. Sarrazin fala de uma "identidade nacional alemã" e uma "inteligência inata". Ele também usa ferramentas estatísticas para provar que os imigrantes estão se multiplicando em um ritmo mais rápido do que os alemães nativos. Ele afirma que essa é a prova definitiva da ameaça à "identidade nacional" e "ao nível de inteligência". Este tipo de discurso lembra aos alemães o anti-semitismo nazista, que também utilizava duvidosas ferramentas científicas para provar suas teorias. Na enxurrada de mídia que tem resultado do debate, o conteúdo real das suas declarações foi perdido.


 
 

Atentado Sangrento Mata Quatro Israelenses na Véspera do Início das Negociações de Paz

Quatro moradores da colônia Beit Hagai foram mortos em ataque terrorista perto de Hebron, e centenas de pessoas participaram na quarta-feira dos seus funerais.

Talya Imes, de 45 anos, e seu marido Yitzhak Imes de 47 foram enterrados no cemitério do Monte das Oliveiras, enquanto que Avishai Shendler de apenas 24 será enterrado em Petah Tikva e Kochava Even-Haim com 37 anos foi enterrada em Ashdod. A sinagoga de Beit Hagai ficou lotada com membros das famílias durante a manhã, e quando os corpos foram trazidos para dentro podia se ouvir choros e o rasgar de roupas de luto. O casal Imes deixou seis órfãos que se refugiaram nos braços uns dos outros. Moriah, a viúva de Avishai teve que ser amparada pelas mulheres da sua família.

O filho dos Imes, Ariel, elogiou o casal. "Mãe, pai, alguma coisa mudou muito ontem. Vocês eram uma parte natural da família, e de repente vocês não estão mais aqui. Eu não posso acreditar que a minha mãe que sempre cuidou tão bem de nós não está mais aqui" disse ele. "Volte para mim, mãe". Momi-Haim fez elogios da sua esposa. "Como posso dizer adeus para você? Eu só quero que você fique. Eu não quero que você seja machucada dessa maneira. É covardia atirarem dessa maneira contra uma mulher em um carro" disse ele.

O porta-voz do Knesset, Reuven Rivlin também falou durante a cerimônia e disse que novas construções seriam "uma adequada resposta sionista ao terror". "Aos olhos dos terroristas não existe a Linha Verde (fronteiras de 1967), e não há nenhuma diferença entre Beit Hagai ou Bait Kama, ou Beit Yehoshua," ele afirmou.

O rabino Dov Lior também falou sobre essas vítimas, e pedi a D’us para que "desse uma merecida punição aos terroristas pelo sangue derramado do seu povo". "Nós temos forças de segurança, mas nossos líderes devem alterar o seu modo de pensar que podemos chegar a um acordo com esses criminosos. Nós todos, da Esquerda e da Direita queremos a paz, mas eles querem única e somente a aniquilação de Israel. Nossos corações estão com estas três famílias enlutadas" disse ele.

Entretanto, o ministro da Defesa Ehud Barak e o Comandante do Estado Maior das FDI Gabi Ashkenazi pediram aos colonos para manterem a calma. "Dentro desta dor e sofrimento, eu peço aos dirigentes das colônias a as pessoas de Beit Hagai para mostrarem discrição e responsabilidade. Estamos empenhados numa longa luta pelo nosso direito de ter uma vida em paz e segurança com os nossos vizinhos" afirmou Barak.

No dia seguinte um outro atentado a tiros, na mesma estrada, atingiu o carro de um jovem casal de colonos que conseguiu escapar com ferimentos.

O grupo terrorista Hamas assumiu a responsabilidade em ambos os casos.

 
 

Ex-Pastor diz que Obama Não é Muçulmano

Durante um inflamado sermão em Little Rock, o ex-pastor do presidente americano disse que o inimigo vai "cercá-lo com psicopatas que vão dizer que você não é realmente um batista". O controverso ex-pastor do presidente Barack Obama estava se referindo a pessoas que erroneamente acreditam que Obama é muçulmano, a quem chamou de "psicopatas".

O reverendo Jeremiah Wright fez um veemente sermão na Igreja do Novo Milênio, em Little Rock quando criticou amplamente os que apóiam a guerra no Iraque. Wright também defendeu o pastor da igreja Wendell Griffen, que é ex-Juiz do Tribunal de Apelações de Arkansas, por falar contra a guerra. A única referência de Wright sobre Obama foi quando comparou os adversários de Griffen com aqueles que pensam erroneamente que Obama é muçulmano. O presidente é cristão. Wright disse que "os inimigos irão cercá-lo de psicopatas que vão criticá-lo ... dizendo que ‘você não é realmente uma Batista’ e que o presidente não é realmente um cristão, ele é muçulmano".


 
 


Imãs Muçulmanos Visitam Auschwitz

Oito imãs curvaram-se em oração diante de uma escultura em Dachau que representa vividamente os judeus mortos na Europa. É uma imagem que vale por mil palavras para a reconciliação e o entendimento.

No entanto, mesmo antes da sua aparição na mídia judaica - na primeira página do Forward com a história sobre os imãs americanos visitando os dois campos de concentração na Europa – foram severamente criticados por judeus e por equívocos motivados por rumores.

Abraham Foxman, que é o diretor nacional da Liga Anti-Difamação questionou se era adequado que um funcionário do governo americano os acompanhasse na viagem, que foi patrocinada pelo Centro de Entendimento Inter-Religioso baseado em Nova Jersey e pelo intelectual alemão Konrad Adenauer Stiftung.
Defensores da viagem e alguns eruditos liberais, todos acusaram Foxman de viés anti-muçulmano, e rumores surgiram que a ADL (Anti-Defamation League) estava conspirando junto com os conservadores para desacreditarem muçulmanos moderados.

Esta confusão - agora mais ou menos resolvida - é um sinal preocupante de como estão as tensões das relações entre judeus e muçulmanos por causa de um centro islâmico planejado para ser construído muito perto do local onde estava o World Trade Center em Manhattan. Este clamor também ameaçou, por um instante, suplantar o triunfo de uma declaração de oito líderes muçulmanos americanos que repudiaram a negação do Holocausto e condenaram o anti-semitismo.

Tudo começou quando Foxman ouviu falar sobre a viagem de 10 a 12 agosto dos imãs para Auschwitz e Dachau através do rabino-chefe da Polónia, Michael Schudrich, e contatou a funcionária do governo americano que acompanharia o grupo para tentar demovê-la da sua participação.

No contato de Foxman com a funcionária - Hannah Rosenthal, que é a representante do Departamento de Estado para o combate e o monitoramento do anti-semitismo, bem como colega de Foxman quando estavam à frente do Conselho Judaico para Assuntos Públicos - Foxman disse que era um "conselho pessoal" para que ela participasse somente de missões governamentais.

"Por que existe a necessidade de um funcionário do Departamento de Estado para acompanhá-los?" perguntou Foxman. "Há muito a fazer contra o anti-semitismo e ela não deveria participar de uma viagem de uma ONG".

A viagem foi organizada pelo rabino Jack Bemporad, diretor do Centro de Entendimento Inter-Religioso e Marshall Breger, um judeu ortodoxo e ex-funcionário do governo Reagan, que ensina Direito na Universidade Católica e organiza programas de diálogos inter-religiosos. Rosenthal rejeitou os conselhos de Foxman. "Se qualquer um que tivesse a mesma sorte que eu por ter este trabalho, o faria do seu próprio jeito", disse Rosenthal. "Eu fiz do meu jeito". Após sua conversa com Rosenthal, circularam rumores que Foxman tinha dito que os imãs que participaram da viagem eram "maus", que ele tinha aconselhado Schudrich para boicotar a viagem e que ele estava pressionando a Casa Branca para negar a participação de Rosenthal. Foxman negou categoricamente todas essas acusações.


 
 

Tribuna dos Leitores - Hebraica-Rio

(Carta do Presidente da Hebraica –Rio em resposta ao leitor Danny Langier)

A HEBRAICA-RIO ESTÁ BEM.  E MUITO BEM,

DETERMINAÇÃO E CONFIANÇA EM SUA CAPACIDADE EMPRESARIAL COMBINADOS COM MUITO TRABALHO, FORAM OS ELEMENTOS DISPONOBILIZADOS PELO PRESIDENTE DA HEBRAICA-RIO, LUIZ MAIROVITCH, HOJE CUMPRINDO O SEU TERCEIRO MANDATO, PARA PROMOVER A RECUPERAÇÃO FINACEIRA, PATRIMONIAL E O RESPEITO QUE MERECE A CASA DO ISHUV. AOS OLHOS DOS PASSIVOS E DOS DESPROVIDOS DE FORÇA OU CAPACIDADE DE CONTRIBUIR PARA AS COISAS DA COMUNIDADE JUDAICA, AQUELE PATRIMONIO, HERANÇA DOS ANTEPASSADOS, TERIA UM FINAL DESASTROSO OU MESMO SUCUMBIDO COMPLETAMENTE. A ESTES SE JUNTARAM OUTROS, POUCOS NA VERDADE, QUE JAMAIS CONTRUIRAM DE ALGUMA FORMA OU TEM CONHECIMENTO ATUALIZADO DA VIDA DIÁRIA DO NOSSO CLUBE.

A CONQUISTA, DEMONSTRADA NO SUCESSO ADMINISTRATIVO ALCANÇADO NA RECUPERAÇÃO DA HEBRAICA-RIO VEM INCOMODANDO ATÉ UM AUSENTE DO BRASIL HA MAIS DE 5 ANOS QUE, DESPROVIDO DE ÉTICA, USOU A PAGINA ELETRÔNICA DA “NOTICIAS DA RUA JUDAICA” PARA EXPRESSAR DE FORMA LEVIANA, INFUNDADA E DESCABIDA, O SEU TOTAL DESCONHECIMENTO E DESRESPEITO PARA COM A HEBRAICA-RIO, SEU PRESIDENTE, SEUS DIRIGENTES, ÀS PESSOAS DEDICADAS AS CAUSAS HEBRAICANAS E AOS ABNEGADOS ASSOCIADOS QUE COM ESFORÇO, POSSIBILITAM A SUA MANUTENÇÃO. 

NOSSO TRABALHO EM PROL DA MANUTENÇÃO E MELHORIA DA HEBRAICA-RIO COMO UM PONTO DE LIGAÇÃO ENTRE A COMUNIDADE JUDAICA, A FIERJ, O POVO, E O ESTADO DE ISRAEL, NORTEADO PELO RESPEITO E BEM ESTAR, PARA TERMOS UMA HEBRAICA GRANDE, DISCIPLINADA E REPRESENTATIVA.

QUE ESTEJAMOS, TODOS, INSCRITOS E SELADOS NO LIVRO DA VIDA COM SAUDE, PAZ E FELICIDADE.

SHANÁ TOVÁ UMETUKA  - 5771.

LUIZ MAIROVITCH – PRESIDENTE



 
 




 
 


Israel diz que está disposto a devolver Jerusalém Oriental aos palestinos

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou que Israel está disposto a entregar aos palestinos Jerusalém Oriental, e que o ataque de terça-feira (31) com o saldo de quatro colonos judeus não impedirá a nova negociação de paz.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira (1º) no jornal Haaretz, Barak assegura que as negociações diretas que estão sendo realizadas em Washington - as primeiras entre as duas partes em quase dois anos -, estarão baseadas no princípio de "dois Estados para duas nações". O objetivo do novo processo de paz é "colocar fim ao conflito e a possibilidade de qualquer reivindicação futura", e para isso as partes devem negociar todos os considerados "aspectos cruciais" do conflito regional, sustentou o ministro da Defesa.


Entre esses "aspectos cruciais", Barak cita a segurança israelense, a delimitação das fronteiras do Estado palestino, uma solução para o problema dos refugiados e a questão da disputa por Jerusalém, para muitos o ponto nevrálgico do conflito na região.

"Jerusalém Oeste e 12 bairros judeus, onde vivem 200 mil pessoas, serão nossos. Os bairros árabes, onde vivem cerca 250 mil pessoas, serão seus", diz Barak, que acrescenta que "um regime especial regerá a Cidade Antiga", a parte mais disputada de Jerusalém e que abriga o Muro das Lamentações e a chamada Esplanada das Mesquitas.

Incluído a regra sobre Jerusalém Oriental - onde os palestinos exigem fixar a capital de seu Estado independente - o plano exposto pelo ministro da Defesa de Israel é muito similar ao negociado em 2000 na cúpula de Camp David, quando Barak era chefe de Governo e que fracassou por sua rejeição ao retorno de todos os refugiados palestinos desde a criação em 1948 do Estado de Israel.

Sobre o ataque perpetrado por milicianos do Hamas, e no qual morreram quatro colonos judeus em Hebron (Cisjordânia), o titular israelense de Defesa afirma que "é um incidente muito sério", e considera que é "uma tentativa de impedir o início da negociação".

Barak adverte, no entanto, que o ataque "não pode atingir os abalar o esforço nas negociações de paz". Segundo o mediador americano George Mitchell, o processo de negociação direta que começa em Washington nasce com o propósito de alcançar um acordo de paz no prazo de um ano.


 
 


Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv


A FORÇA DA ROMÃ

Às vésperas do Ano Novo judaico, nada melhor do que falar de uma fruta que simboliza, em Israel, a festa do Rosh Hashaná: a romã.

Depois de 12 anos de estudos, pesquisadores israelenses do Hospital Rambam, em Haifa, descobriram recentemente que comer romã faz bem à saúde: ajuda a evitar ataques do coração e derrames.

Quer dizer: a romã, além de simbólica, também é medicinal. Não é à toa, então, que a fruta está ligada à saúde em várias culturas.

Para os gregos, por exemplo, era associada à fecundidade e também à riqueza. No Velho Testamento, também está associada às paixões. Seria um afrodisíaco.

Os médicos sugerem tomar todos os dias meio copo de suco da fruta, que também teria o poder de previnir o câncer e evitar o envelhecimento, além de enriquecer o corpo com minerais, vitaminas e ferro.

Quem preferir, pode comer meio copo de sementes de romã (uma delícia com um pouco de mel em cima). Aliás, prefiro mesmo comer as sementes (acho o suco meio amargo). É gostoso também espalhar sementes de romã em cima de saladas e outros pratos. Dá um gosto especial e é crocante.

Não entendo nada de enzimas, mas ao que parece, a romã eleva o nível de uma enzima produzida no fígado e previne arteriosclerose. Enfim, ajuda a desentupir os vasos sanguíneos bloqueados.

Outras frutas mediterrâneas, menos comuns no Brasil, que teriam o mesmo efeito são a murta e a alfarroba.

Tudo isso para desejar a todos um feliz 5771. De alegrias, saúde, prosperidade, riqueza e, claro, muitas paixões.



 
 

PARA QUEM USA O FACEBOOK


Na página do candidato alguns eleitores dele negam abertamente o Holocausto e, acusam a quem defende a História, de assassino de crianças palestinas. Leiam e deixem a mensagem de repúdio lá:

http://www.facebook.com/#!/miltontemer?v=wall&story_
fbid=150993928253249&ref=notif&notif_t=feed_comment_reply

 

 
 

Escolas na Austrália Pedem Estranhas Tarefas aos Alunos

Uma escola católica na Austrália Ocidental pediu desculpas aos pais dos alunos após os professores terem premiado uma criança vestida como Adolf Hitler. Aos alunos entre nove a 10 anos de idade foi dada a tarefa de se vestirem na escola igual a pessoas famosas, e os professores consideraram como vencedor um menino que se vestia como o líder nazista usando uma roupa com a suástica.

O diretor disse que, em retrospectiva a escola teria agido diferente. A escola em Perth, que não foi identificada, foi forçada a pedir desculpas depois de reclamações de várias pessoas que o traje era inconveniente e desagradável. Em uma entrevista ao jornal West Australian, o diretor disse que acreditava que as pessoas tinham feito da questão uma "montanha o que era um montículo". Ele disse que "algumas pessoas ficaram contrariadas porque as crianças gritavam Hitler", mas disse que faziam isso somente para expressar suas opiniões sobre quem deveria ganhar.

Ele defendeu as ações da escola, descrevendo-o como um “evento que não iria se repetir” e acrescentando que “Hitler era uma pessoa realmente bastante famosa”. Em sua carta aos pais, ele disse que atividades semelhantes seriam restritas a personagens "adequadas para alunos do curso ensino primário". Os pais também foram informados que as crianças também teriam ensinamentos para entenderem as "sensibilidades" que cercam certas figuras e personagens. A escola também foi criticada por permitir que as crianças se vestissem como vampiros e anjos da morte, disse ele ao jornal.

Na semana passada, outra escola no oeste da Austrália recebeu críticas generalizadas depois que um professor deu aos alunos a tarefa de planejarem um ataque terrorista. Esta tarefa foi posteriormente cancelada.

 

 
 



 
 


Dita entrou com processo contra antigo proprietário em Los Angeles

A atriz Dita Von Teese entrou com uma ação na Justiça de Los Angeles nesta segunda-feira (30) reclamando ter sido vítima de anti-semitismo por parte do proprietário do antigo apartamento onde morava. A informação é do site TMZ. Tempos atrás, ao informar ao proprietário que iria deixar o imóvel e queria de volta os US$ 5 mil deixados como depósito, ela acabou ouvindo comentários racistas. O homem parece não ter ficado contente com o desfecho do contrato e acabou dizendo que era preciso, no negócio que faz, "ter cuidado com os judeus".

Fonte:
Terra


 
 

O NOVO KKL -KEREN KAYEMET LEISRAEL DO RJ

A nova diretoria do KKL - Keren Kayemet Le Israel - composta por Varda Usiglio (presidente) e Clarita Paskin (vice-presidente) tomou posse no último dia 24 em cerimônia realizada na sede da FIERJ. O KKL é responsável por toda atividade florestal de Israel, a criação de novos povoados, o desenvolvimento sustentável das regiões áridas e a melhora do meio ambiente em Israel. O evento  contou com a presença de representantes de diversas instituições judaicas do Rio de Janeiro, além da presidente da FIERJ, Lea Lozinsky e seu vice Jayme Salomão, o cônsul honorário de Israel no RJ Osias Wurman , o representante do KKL-Brasil – Arieh Edelheit, e o representante do KKL-RJ - David Arazi.

A nova diretoria conta também com a colaboração de Marcia Mileguir, Gerson Hirsch, Raymond Zeiger, Clarita C. Caspary, Cláudia Hochman, Gerson Hochman, Stephan Blank, Andreya Roizman e Janete Menaged. Nessa oportunidade, recordou-se a figura do Eng. Samuel Feigenbaum z"l, recentemente falecido, por dedicar grande parte de sua vida ao KKL do Rio de Janeiro.

O primeiro evento da nova diretoria aconteceu durante um jantar no salão reservado do restaurante Mr. Lan (Eike Batista), reunindo o novo executivo, representantes do KKL do Brasil e de Israel, e ativistas comunitários.


Clarita Paskin (vice-presidente KKL RJ), David Arazi (representante KKL Rio de Janeiro), Varda Usiglio (presidente KKL RJ), Suzana e Osias Wurman (cônsul honorário de Israel no RJ), Arieh Edelheit (representante KKL Brasil) e Michael Adari (representante KKL America Latina).

E a nova presidente do KKL-RJ já foi entrevistada pela radio Kol Israel de Jerusalém, num programa em homenagem a compositora israelense Nurit Hirsch, autora das canções Oseh Shalom, Bashana Habaá, El Haderech, Abanibi, Ve Shuv Itchem, Kvar Acharei Chatzot, Hach Iarab, entre outras. 

Ouça a importante entrevista no link:

http://www.iba.org.il/media/?recorded=14&starting=HaKesher


 
 

Taglit Birthright Israel

No mês de dezembro, o Hillel Rio alcançará a fantástica marca de 880 jovens que viajaram para Israel pelo projeto Taglit Birthright Israel. Como  único provedor do programa na cidade, o Hillel está comprometido com a construção de uma ponte entre os jovens da comunidade judaica do Rio de Janeiro e o Estado de Israel.

Assim, profissionais e voluntários do Hillel investem em atividades de alto nível para estes jovens judeus se prepararem para seus encontros com a sociedade israelense.

Seja você também mais um a participar dessa incrível jornada de judaísmo, emoção e identidade, e  inscreva-se no Hillel Rio, Av. Borges de Medeiros, 3429, Lagoa.

Dúvidas ou mais informações, escreva para taglit@hillelrio.org.br ou ligue para (21) 2246-0039.


 
 

CONEXÃO RIO-MIAMI


Nelson Menda

The Jazz Singer

Um dos programas imperdíveis para quem vai a Nova Iorque é assistir a uma peça ou show na Broadway, sucedâneos do teatro judaico, cujas encenações, em inglês e/ou iídishe, ocorriam naquele privilegiado local da Big Apple. Uma das peças que mais agradou ao público foi The Day of the Atonement, O Dia da Expiação, que estreou em 1926 e cumpriu uma estrondosa carreira de sucesso.

Escrita por Samson Raphaelson em 1921 a história relata a vida de um cantor de sinagoga, membro da quinta geração de uma tradicional família de Hazanim que preparou o filho, dono de uma bela voz, para sucedê-lo no templo quando se aposentasse. Todavia, ao invés de se dedicar à interpretação dos cânticos sagrados, plenos de invocações e lamentos, o jovem cantor se deixou fascinar pelos encantos da vida fora da religião e, para tristeza do pai, trocou o repertório litúrgico por ritmos profanos, como o jazz, gênero musical visto com maus olhos por ele. A peça agradou em cheio e o ator que fazia o papel do velho cantor litúrgico era um Hazan na vida real.  

CINEMA MUDO

Se o teatro, naqueles saudosos tempos, já caminhava com suas próprias pernas, o cinema, por outro lado, apenas engatinhava. Os filmes eram mudos e era preciso colocar um pianista de carne e osso na frente da tela para dedilhar o teclado e tentar animar as imagens que se sucediam, silenciosas e monótonas, em preto e branco. Sam Warner, aliás, Samuel Eichenbaum, também judeu, fundador da Warner Brothers, foi o pioneiro na produção de filmes sonoros, através da utilização de grandes discos de acetato que deveriam funcionar de forma  sincronizada com a projeção das imagens, o que representou um enorme avanço para a indústria cinematográfica. Chamou o novo sistema de Vitafone e a Warner  investiu uma pequena fortuna no seu desenvolvimento. Sam decidiu  lançar a novidade com uma película de longa metragem que agradasse ao grande público. Nada melhor, portanto, do que levar para o celulóide um espetáculo que já atraía multidões ao teatro. Os produtores convidaram Yossele Rosenblat, Hazan que encantava os frequentadores de sua sinagoga, pela qualidade da voz e a emoção que imprimia aos cânticos religiosos, a desempenhar o papel de pai do jovem e rebelde artista. Ele interpreta a si mesmo na cena em que o filho, na platéia, contempla, emocionado, o próprio genitor cantando no palco seguida por uma genial fusão de imagens, em pleno púlpito, como pode ser visto e ouvido em

http://www.youtube.com/watch?v=y1HURXWH9FA&feature=related

Para o papel título foi convidado o ator judeu Al Jolson, cujo nome real era  Asa Yoelson e a cena antológica em que ele, rosto pintado de preto, interpreta um artista negro cantando para sua iídishe mamme sentada na platéia já faz parte da própria história da sétima  arte. Confira no link:

http://www.youtube.com/watch?v=24sB2hxrU3g 


O PRIMEIRO OSCAR

The Jazz Singer  estreou em 1927, foi um tremendo sucesso e fez da Warner Brothers a líder entre as demais empresas cinematográficas dos Estados Unidos, que conquistou, com a película, além de um polpudo faturamento, o  Oscar de 1929, na primeira realização desse certame.  Por uma fatalidade Sam Warner, considerado o pai do cinema falado, não conseguiu colher os louros de sua própria criação, pois morreu vítima de um Acidente Vascular Cerebral aos 40 anos, suprema ironia, às vésperas do lançamento do filme em Los Angeles. 

VERSÃO BRASILEIRA

Há dois meses estive com o Rabino Stauber na Sinagoga de Copacabana, ele próprio possuidor de uma voz possante e extremamente afinada. Se não fosse  Rabino, poderia ter sido um cantor lírico e, não há a menor dúvida, de grande sucesso. Ao saber que eu estava residindo em Miami, esboçou um enorme sorriso e perguntou se eu conhecia o melhor Hazan da Flórida, nada mais nada menos do que Shlomo Stauber, seu próprio filho. Já de volta a Miami marquei um encontro  com Shlomo em um agradável restaurante Kasher do Biscayne Boulevard, pois tinha curiosidade em conhecer um cantor litúrgico também filho de Rabino cuja história havia me reportado, de imediato, ao antigo clássico do cinema. Shlomo tem em comum com o personagem do The Jazz Singer apenas o talento para a música, pois ele e o pai, Baruch Ashém, sempre se deram às mil maravilhas. 

O HAZAN STAUBER

Shlomo Stauber é um jovem simpático, dinâmico e extrovertido que não aparenta ter trinta anos, pois mais parece um garoto. Nasceu em Israel e chegou ao Brasil com três anos de idade. Estudou no Colégio Bar Ilan, em Copacabana e, posteriormente, na Yeshivá de Cotia, em São Paulo, pois pretendia seguir a carreira de Rabino, como o pai. Todavia, o talento para a música levou-o a aprender piano e guitarra e a aprimorar a voz com o também Hazan e Professor de canto Moshé Shulhof em Miami. Depois de uma passagem por Long Island, no Estado de Nova Iorque, Shlomo se transferiu para Miami, onde exerce a função de Hazan da Sinagoga Young Israel of Kendall há dez anos http://www.youngisraelofkendall.com/ 

Exatamente por ser jovem, dispor de um completo domínio de voz e de palco e uma energia de fazer inveja, tem sido requisitado para cantar e animar festas e eventos judaicos, especialmente casamentos, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Em agosto passado comandou uma festa na Hebraica-Rio http://www.youtube.com/watch?v=iSEA5ofGEm0 e já se prepara para viajar mais uma vez à Cidade Maravilhosa, onde deverá agitar a galera jovem em um casamento marcado para o dia 16 de outubro próximo e aproveitar para gravar em estúdio seu primeiro CD de canções hassídicas. Shlomo relatou que, há pouco tempo, foi chamado para animar uma festa de casamento que uniu cônjuges de duas importantes famílias americanas que, para fugir ao lugar comum, decidiram realizar a cerimônia em um país do Caribe. O escolhido foi o sofisticado Resort El Conquistador, em Porto Rico, que dispõe, além de todas as mordomias de um cinco estrelas, como praia e campo de golfe exclusivos, uma ilha própria, com águas azuis, cristalinas e mornas.  Sei disso porque já me hospedei nesse hotel há alguns anos. Não que eu seja milionário, mas na época do Natal eles oferecem pacotes que incluem o transporte aéreo e a hospedagem a preços imbatíveis. Como as pessoas de fé cristã fazem questão de passar o período natalino em casa, é fácil adivinhar que o estabelecimento, nesse período, recebe um grande número de hóspedes judeus. A lamentar, apenas, na época  em que lá estive com minha família, a ausência do jovem e dinâmico Hazan Shlomo Stauber. nmenda@hotmail.com  

SERVIÇO

Além de atuar como crooner interpretando melodias judaicas em hebraico nos ritmos de rock, pop e chassídico, Shlomo Stauber partiu para a formação de sua própria banda, a Azamra Orchestras, assim mesmo, no plural.  Azamra  significa Vamos Cantar em hebraico. Otimista incorrigível, partiu logo para a formação não de um, mas de dois conjuntos musicais, pois a demanda é tanta que, algumas vezes, é preciso estar presente em duas festas ao mesmo tempo. Nesse caso, a razão, mais uma vez, está com seu pai, o Rabino Eliezer Stauber, pois Shlomo, se já não é, será, dentro de muito pouco tempo, o Hazan mais requisitado da Flórida.


 
 

Hambúrguer muçulmano

Cardápio da francesa Quick oferece hambúrguer Halal e outros sabores, enquanto no país se discute integração de comunidade muçulmana e banimento do véu.

Um hamburguer Halal da cadeia de fast-food em Fleury Merogis, no sul de Paris; o sanduíche está no novo cardápio da francesa Quick, inaugurado na quarta-feira (1/9). Rede de lojas, com 22 pontos, também retirou o bacon do menu para atender às necessidades da comunidade muçulmana, enquanto o país discute integração e o banimento do véu islâmico em lugares públicos  (Foto: Christophe Ena / AP)


 
 

Após defender condenada à morte, Carla Bruni é chamada de 'prostituta' por jornal do Irã

Um jornal estatal iraniano chamou de prostituta a primeira-dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, num raro ataque contra a família de um líder estrangeiro. A cantora, há uma semana, havia defendido publicamente Sakineh Mohammadi Ashtiani, iraniana condenada ao apedrejamento por adultério. Um site e uma emissora de TV vinculados ao Estado também fizeram ataques à primeira-dama, insinuando que, como Sakineh, ela cometeu adultério.

Num editorial intitulado "Prostitutas francesas entram no tema de direitos humanos", o diário "Kayhan", cujo diretor é representante do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, criticou Bruni e também Isabelle Adjani, atriz francesa que está promovendo uma campanha em favor de Sakineh.

"Bruni, a moralmente corrupta cantora e atriz de origem italiana, foi capaz de dividir a família Sarkozy para se casar com o presidente francês, e ultimamente surgiram novas informações sobre seu caso com um cantor", diz o artigo.

Uma emissora de TV e a página eletrônica www.inn.ir, de propriedade do Estado, emitiram opiniões parecidas sobre a primeira-dama. Segundo o site, "os antecedentes de Carla Bruni mostram claramente por que essa mulher imoral apoia uma pessoa condenada por adultério e ser cúmplice do assassinato do marido".

O ataque à cantora constitui uma resposta a uma carta escrita por Carla Bruni a Sakineh, reproduzida pela imprensa. "Por que derramar seu sangue e privar os filhos de sua mãe? Porque você viveu, amou, porque você é uma mulher e iraniana? Tudo em mim se recusa a aceitar isso", escrevera Bruni.

O chanceler italiano, Franco Frattini, fez um novo apelo por Sakineh e pediu uma mobilização européia para o caso, dizendo que a vida da mulher está por um fio. O governo argentino também pediu a Teerã que suspenda sua execução.

O futuro de Sakineh continua incerto. A audiência que definiria sua situação foi adiada pela terceira vez. A Comissão Internacional Contra o Apedrejamento anunciou, em nota, que, no sábado, autoridades da prisão de Tabriz informaram Sakineh de que ela seria executada na madrugada do dia seguinte. Ela teria escrito seu testamento e chorado. De acordo com a Comissão, no entanto, a execução não foi levada adiante, o que levaria a crer em mais uma ação do governo para mostrar que não se deixará influenciar pela opinião pública em relação ao caso.

 
 

Escolas de Tel Aviv Terão Programa Educativo sobre Gays

O Comitê de Educação da cidade Tel Aviv decidiu o lançamento de um programa educativo nas escolas municipais sobre a identidade sexual, a familiarização com a comunidade dos gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (GLBT) e da prevenção da homofobia e da discriminação. A decisão foi tomada apesar da oposição das facções religiosas, que abandonaram uma reunião do comitê realizada em junho passado, durante a qual o plano foi apresentado. Binyamin Babayof que é membro do Conselho e do Partido Shas se referiu ao conteúdo do programa como um "deboche".

O programa foi iniciado pelo membro do Conselho Municipal Yaniv Weizman, que também é conselheiro do prefeito Ron Huldai sobre assuntos da comunidade gay, na sequência ao ataque a tiros contra um centro de juventude gay na cidade e outros atos de violência contra membros da comunidade. O programa está previsto para ser introduzido nas escolas de Tel Aviv em janeiro próximo. O vice-prefeito Assaf Zamir, que lidera o Comitê de Educação, disse que o programa é importante em função da grande comunidade de gays e lésbicas na cidade e ao fato de que mais e mais membros escolhem para se casarem.

"Há um 'baby boom' na comunidade da GBLT da cidade. Pelo menos 100 crianças de famílias de pessoas do mesmo sexo estão atualmente matriculadas em escolas da cidade, e perguntas como" Por que Almog tem dois pais? estão sendo ouvidas cada vez mais. "Este programa ajudará a proporcionar respostas a perguntas das crianças" afirmou ele.

"Tel Aviv tem um papel histórico na melhoria da situação da comunidade gay em Israel e abrindo o caminho para a igualdade social e a aceitação dos outros" acrescentou Zamir. O programa foi iniciado em colaboração com a Hoshen, o centro de informação e educação da comunidade GLBT.


 
 

O CIGARRO , O CAVALO E O HERSHEY´S

Fernando Bisker – Miami-EUA

"O GLOBO - 28.Ago.2010 - SÃO PAULO - Estudo do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (Icesp) mostra que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não largam o vício mesmo após descobrir a doença"


Após ler esta reportagem no Jornal O Globo me veio a famosa pergunta - Quem é considerado uma pessoa "livre"?

Tentarei, é claro, utilizar a sabedoria milenar judaica para tentar responder, já que muitas vezes aproveito meu espaço no Rua Judaica para compartilhar e difundir o valor do tesouro contido em nossos livros:

Na passagem acima, é chocante o paradoxo - como é possível que a maioria dos pacientes, mesmo sabendo do terrível prognóstico de um câncer, continua fumando? Seriam escravos de seus vícios? Há muitos vícios: a comida, a bebida, os jogos, a busca incessante de cada vez mais e mais diversos prazeres sexuais, e por aí vai. Em todas estas áreas, a falta de auto-controle pode destruir uma vida, um casamento, o relacionamento com filhos, família e colegas de trabalho.

Uma passagem Torah: "Quem é o verdadeiro forte? Aquele que é capaz de controlar seus impulsos e desejos. (Pirke Avot)"

Uma pequena cena do cotidiano neste ultimo final de semana aqui em Miami que me chamou a atenção:

Estávamos eu e meu filho de 5 anos na sinagoga, e dei-lhe um chocolate - para meu filho, que por sua vez estava ao lado de um amiguinho, que olhou para o chocolate. Ao ser oferecido um pedaço, o menino rapidamente respondeu com ar inquisitivo - " É Kasher?" Respondi que sim, com um sorriso no rosto, e percebi que seus olhinhos e os de meu filho brilhavam enquanto recitavam com gosto a deliciosa bracha feita com muito apetite antes de chocolate Hershey's que resolveram dividir em duas partes iguais.

Este é um exemplo singelo de como as leis de kashrut podem contribuir no exercício do auto-controle, e auxiliar na educação e na formação do caráter e no desenvolvimento dos bons hábitos.

Uma pessoa que aprende a regrar-se na seleção daquilo que vai comer, não somente utilizará este auto-controle no caso específico da comida, como também pode utilizar estas mesmas habilidades em todas as áreas da vida (levando em conta, evidentemente, que trata-se de pessoas verdadeiras e comprometidas em fazer o que é autenticamente correto).

Concluo com uma história do lendário rabino Isroel Meir Kagan, o Chafetz Chaim, situado na Europa oriental em meados do século XIX, cuja obra é constantemente publicada e comentada em grandes volumes até hoje:

Viajando de charrete para a Polônia com seus alunos, o rabino Isroel Meir passou por um restaurante que não era kasher, e todos sentiram inevitavelmente um forte cheiro de churrasco. Um de seus alunos comentou, ao sentir o tal cheirinho de picanha - "Que cheiro ruim insuportável, este cheiro forte de carne Taref (não-kasher)..."  O rabino por sua vez respondeu "Meu caro aluno, muito pelo contrário! O cheiro é muito bom, e com certeza a carne também deve ser extremamente saborosa, porém nós não a comemos simplesmente porque temos consciência de que esta carne não é kasher."

Existem dois caminhos básicos na vida: Ou seremos o cavalo, ou o cavaleiro.

Quem determinará nossas escolhas? Até que ponto nossas compulsões, nossos desejos nos estão guiando e fazendo escolhas sem nos darmos conta? Quais são os rumos que prentendemos tomar, que direções seguir e que objetivos perseguir neste novo ano judaico que se inicia? E, por fim, quem estará guiando o cavalo?  

Fbisker@gmail.com

 

 
 

Israel é um dos melhores países para se viver, segundo pesquisa da revista Newsweek

A revista Newsweek classificou 100 países com base na saúde, educação, economia e critérios de corrupção, colocando Israel na 22ª posição, um ponto acima da Itália e um abaixo da Espanha. Os Estados Unidos ficaram em 11° lugar, enquanto a Finlândia ficou em primeiro lugar. Israel teve um total de 79 pontos em 100. Os E.U. marcaram 85 pontos. Os dez primeiros países na pesquisa foram, respectivamente, a Finlândia, Suíça, Suécia, Austrália, Luxemburgo, Noruega, Canadá, Holanda, Japão e Dinamarca.

Na categoria saúde, Israel ocupa o oitavo lugar, 15° em dinamismo econômico, 25º em qualidade de vida, 27° em ambiente político, 40º na educação. O Japão recebeu a maior pontuação na categoria saúde. A expectativa de vida de uma mulher japonesa é a maior do mundo - 86 anos.

Espanha, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, França e Cingapura foram todos classificados acima Israel. Nigéria e Camarões estão no final da lista, com Burkina Faso em último lugar. A Turquia foi avaliada 52º, a Síria em 83° e o Irã em 79º. O Brasil ocupa a 48° posição.


 
 

FLASH


A líder da oposição israelense, Tzipi Livni, conversa com crianças de trabalhadores imigrantes e israelenses na escola Bialik-Rogozin no primeiro dia de aula em Tel Aviv- Israel.


 
 

Teatro do absurdo em Israel

A recusa de cerca de trinta atores, dramaturgos e escritores / autores para se apresentarem no novo centro cultural em Ariel nos força a recordar a famosa declaração atribuída ao sexto presidente de Israel, Chaim Herzog, que descanse em paz: "A direita não tem cérebro, mas a esquerda não tem coração". Não é necessário ser um grande fã do conceito do ‘Grande Israel’ ou dos colonos na Judéia e Samaría, para entender que, desta vez, o grupo de refuseniks foi longe demais: judeus boicotando judeus sobre a localização e, possivelmente, também devido a suas opiniões políticas.

Ariel é o lar de dezenas de milhares de judeus, incluindo muitos simpatizantes da esquerda, e assim como o dinheiro subsidia os salários e os teatros dos refuseniks, os moradores também merecem uma dose de cultura, especialmente com a inauguração de um novo centro cultural.

Até que tenha sido decidido de outra forma, e enquanto os residentes de Ariel forem residentes de Israel em todos os sentidos, não se pode utilizar o dinheiro de pessoas pagadoras de impostos, e ao mesmo tempo, se recusando a se apresentar diante destas mesmas pessoas. Vocês estão acrescentando a ofensa a injuria!

Se tivesse acontecido o inverso, e os residentes Ariel se recusassem a participar de uma apresentação caso os atores,  por exemplo,  não tivessem servido no Exército israelense, estes mesmos refuseniks iriam criticar duramente esta conduta como "chutzpah ", e certamente perderiam as estribeiras.

Assim, os teatros que sugam o dinheiro do Estado deveriam proporcionar doses de cultura para os contribuintes. Então, em primeiro estas pessoas deveriam subir no palco e se apresentarem, e só depois poderiam promover protestos contra os assentamentos, se desejassem, mesmo em Ariel.

O que se verificou foi uma jogada insensata de dramaturgos e atores de teatro, que provavelmente terá uma resposta dos seus colegas de direita. De fato, caso os israelenses de centro e os de direita boicotassem o Habima, por exemplo, que é o teatro nacional de Israel, será que os espectadores de esquerda compareceriam a um dos menores locais de Tel Aviv, o Tsavta 2, sem deixarem muitas cadeiras vazias?


 
 

Israelense IAI fabricará asas para o F-35

A IAI (Israel Aerospace Industries) deve firmar em breve com a fabricante norte-americana Lockheed Martin um contrato de cooperação industrial visando a fabricação de até 900 pares de asas para o caça F-35, informou a Flight International. Segundo uma fonte interna da IAI, a empresa está extremamente satisfeita com os termos da parceria a ser firmada, entretanto o número exato de asas a serem fabricadas ainda não foi definido pela Lockheed.

O acordo entre as duas fabricantes será finalizado após a assinatura de uma carta de oferta e aceitação (LOA, na sigla em inglês) pelo governo de Israel visando a aquisição de 20 caças F-35 para a Força Aérea do país, sendo parte de uma ampla parceria industrial com os EUA. Tal parceria deverá ver diversas empresas israelenses assegurarem participação como fornecedoras do programa F-35 firmando acordos que somados poderão chegar a US$ 4 bilhões. Foto: Lockheed Martin/Portal CR

 
 

Espiã nazista provocou derrota aliada em 1940

Uma ex-bailarina russa que se transformou em espiã nazista foi o estopim do fracasso da contra-ofensiva militar lançada por forças franco-britânicas na Noruega em abril de 1940, segundo documentos confidenciais revelados ao público pelo MI5, o serviço secreto britânico.

Marina Lee teve acesso aos planos de ataque no quartel-general das forças aliadas que libertariam o país escandinavo, invadido pelo exército alemão em 9 de abril de 1940. Ela passou os documentos aos alemães, e estes foram capazes de repelir o avanço inimigo, conforme relatam os documentos desclassificados enviados para o arquivo nacional britânico. Procurada pelo MI5 durante anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Lee nunca foi encontrada - e as acusações contra ela jamais puderam ser confirmadas, de acordo com os documentos.

A responsabilidade da ex-bailarina na derrota aliada foi estabelecida quase dois anos depois do incidente, graças às confissões de um agente alemão chamado Von Finckenstein a outro espião alemão arrependido, Gerth Van Wijk, ambos presos em um centro de interrogatórios em Londres. Em janeiro de 1942, Von Finckenstein explicou que o serviço secreto alemão havia infiltrado uma mulher no círculo social do general inglês Claude Auchinleck, encarregado de lançar a contraofensiva naval na Noruega. Ela conseguiu os planos da campanha aliada, e os transmitiu ao comandante alemão do porto de Narvik, general Eduard Dietl, que pôde então reorganizar suas defesas e vencer Auchinleck. Além disso, Finckenstein revelou que Marina Lee era casada, nasceu na Rússia com o nome de Marina Alexievna. Bailarina em seu país, imigrou para Oslo, onde dirigia uma escola de dança. As declarações de Finckenstein foram corroboradas em novembro de 1942 por outro espião alemão capturado, K. C. Hansen.


 
 




 
 

Petróleo é Encontrado em Israel

A empresa Noble Energy tem estimativas de vastas quantidades de petróleo encontrado abaixo das reservas de gás na costa de Israel, mas salientam a dificuldade de se estimar quanto do petróleo localizado abaixo de camadas profundas de rochas poderá ser extraído. O sócio sênior da empresa de perfuração Noble Energy de perfuração de gás na área Leviathan, estimou  que as reservas localizadas sob a reserva de gás no local poderão ser de três bilhões de barris de petróleo. O reservatório está localizado sob uma camada profunda de rocha, e ainda não se pode precisar o quanto poderá ser extraído.

Segundo as estimativas da Noble Energy, os testes preliminares antes da perfuração terão inicio em outubro, ao custo de US$ 150 milhões, e durante a perfuração a plataforma poderá ser substituída por outra com capacidade mais poderosa de perfuração.

Se acredita que as reservas de gás Leviathan, localizadas a cerca de 120 quilômetros a oeste de Israel, possam conter mais de 453 BMC (bilhões de metros cúbicos), com a probabilidade de extração de gás de cerca de 50% d esse total.

São parceiros na perfuração também o Delek Group (45,34%), através das empresas Avner Oil Exploration e a Delek Drilling, e a Ratzio Yam (15%) sendo que o restante é controlado pela Noble Energy. Esta nova descoberta vem logo após um relatório preliminar pela Givot Olam Oil no início deste mês, que estima que cerca de 1,5 bilhões de barris de petróleo podem estar na reserva de petróleo Megged 5 perto de Rosh Ha'ayin. O relatório final, que irá determinar se energia poderá ser produzida do petróleo, será apresentado em 05 de setembro.

A reserva total de petróleo no mundo (em 2006) era de 1,3 trilhão de barris, mas a maior parte desta quantidade está concentrada no território de menos de 15 países. As reservas de petróleo localizadas em países que não são considerados como potências petrolíferas totalizam cerca de 133 bilhões de barris, e dessa forma fazendo que a quantidade estimada de petróleo em Megged 5 seja considerada como bastante significativa. No Qatar, por exemplo, as reservas de petróleo são cerca de 15 bilhões de barris.

 
 

Angel Schindel e a Claims Conference


Judith Klein de Budapeste

Realizou-se em Nova York a reunião anual da Diretoria da Claims Conference, com a presença de cerca de 60 participantes de todo o mundo. Infelizmente, o Brasil não estava representado nesta Assembléia, mas atua no atendimento aos sobreviventes brasileiros através da UNIBES, em São Paulo. A Argentina, único país membro da América Latina, representada pelo Sr. Angel Schindel, desempenhou papel importante na Assembléia da Claims Conference, e me concedeu esta entrevista com exclusividade para as “Notícias da Rua Judaica”.


Angel Schindel

Doutor em Ciências Econômicas, Professor emérito da Universidade de Buenos Aires, Angel Schindel, há mais de três anos, é Vice-presidente da DAIA – Delegação das Associações Israelitas Argentinas, que é a instituição “guarda-chuva” com mais de 140 organizações afiliadas de diferentes tipos de atividades e tendências religiosas, reformistas, ortodoxas, sócio-culturais, esportivas, assistenciais, e que tem filiais em toda a República. A DAIA, fundada há 65 anos, é a representação política da comunidade judaica argentina, cuja missão mais importante era combater o anti-semitismo, e que atualmente foi ampliada, porque luta contra todo tipo de discriminação. A DAIA tem sido promotora da lei anti-descriminatória na Argentina, e é uma das três ONGs que tem lugar permanente no Diretório do Instituto Nacional contra a discriminação.


Homenagem ao Vice-presidente INADI, Pedro Mouratian na DAIA

A DAIA foi uma das fundadoras da “Claims Conference” em 1951, e deste modo tem um lugar no Conselho Diretivo do Board of Directors da Claims. A influencia que a Claims Conference tem na América Latina é obviamente menor que a da Claims em Israel, ou nos Estados Unidos, e mais recentemente, na Europa, notadamente nos países da antiga União Soviética. Na América Latina, a Claims tem aprovado vários projetos, que no entanto têm menor importância que as de outras latitudes. Isto se deve a várias razões, talvez porque na AL não tenhamos podido solicitar esses fundos de maneira adequada, para ajudar principalmente os sobreviventes do Holocausto, ou para aplicar em educação e documentação, ou talvez porque muitos dos sobreviventes não estejam em situação econômica tão má que necessitem de auxílio da Claims. Esta Instituição ajuda principalmente aquelas pessoas que estão em situação financeira difícil, mas não é o nosso caso na Argentina, e talvez tampouco seja no Brasil, onde os sobreviventes prosperaram, e não necessitam da ajuda destes fundos.


Vista parcial da Assembléia dos Diretores da Claims Conference

Para nós, conforme eu me manifestei nesta assembléia, a aposta está no futuro, e fundamentalmente no tema da educação. Propomos que a capacidade de negociação da Claims Conference se destine no futuro a negociar novos fundos – o que não vai ser fácil -, mas vai ter que vir dos países responsáveis, como a Alemanha, ou talvez a Áustria, para que permanentemente contribuam para a educação e a discussão do Holocausto, para que não se perca no tempo um dos episódios mais horríveis da história da Humanidade.

Sem desconhecer as necessidades dos sobreviventes que estão em delicada situação econômica, é importante o papel da CC no financiamento destas atividades, particularmente por causa da ascendência de grupos negacionistas da Shoá, que acabam se transformando em anti-semitismo, anti-israelismo e anti-sionismo.

Agradou-me esse convite deste periódico brasileiro para expressar estas palavras, porque simultaneamente ao trabalho que a DAIA desenvolve na Claims Conference, também é uma das ONG que coadjuvam na Argentina com a “International Task Force” para o estudo e a investigação do Holocausto. A Argentina é o único país da América Latina que faz parte da “International Task Force”. Seria importante que outros países latino-americanos se incorporassem a esse grupo de trabalho. Estamos trabalhando continuadamente com os governos, propondo idéias. Já conseguimos que o Conselho Federal de Educação aprove o ensino obrigatório da Shoá em todas as escolas. Obviamente esta é uma decisão política que precisa ser implementada, que necessita de recursos para formar novos docentes capacitados, e nossa idéia é ir apresentando à Claims Conference programas para a formação de docentes não só para a Argentina, mas também para a América Latina, para que possamos através deste processo educativo contribuir para mitigar um dos flagelos da Argentina e, do mundo todo, que é o anti-semitismo.

A DAIA não se preocupa apenas com as questões da Argentina, mas também com tudo o que acontece na América Latina. Preocupa-nos o que sucede na Venezuela, a estreita relação da Venezuela com o Irã... esta preocupação nos aflige constantemente, também por causa da estreita relação entre a Argentina e a Venezuela, mas também ficamos preocupados, por exemplo, quando Ahmadinejad foi recebido pelo Presidente Lula, nós pedimos uma entrevista com o Embaixador do Brasil, e lhe entregamos pessoalmente uma carta, mostrando nosso desagrado por ele receber a pessoa que é presidente de um regime totalitário, alguns de cujos membros estão sendo perseguidos pela Interpol como conseqüência da ação da Justiça Argentina, porque a bomba que destruiu a sede da comunidade partiu de grupos terroristas iranianos. Evidentemente esta carta não vai muda a política externa do Brasil, mas de qualquer maneia fica registrado o nosso desagrado.

 
 


DESTAQUES SOCIAIS

 

 

CENTRO DE HISTÓRIA E CULTURA JUDAICA
Curso: “A filosofia judaica através dos tempos”
Curso coordenado pelo Prof. Saul Fuks

O DEUS DE ESPINOSA E O DEUS DA TRAIÇÃO
“Como o radicalismo de Espinosa o leva a criticar a concepção do Deus do monoteísmo e a defender uma forma de identidade entre Deus e a natureza”

Dr. MARCOS  ANDRÉ  GLEIZER

16 de setembro de 2010 - 20 HORAS - Auditório do CHCJ
Rua General Severiano, 170/ 6º. Andar -Telefones: (21) 2156.0413 e 2275.7096 - E.mail: chcj@uol.com.br     Site: www.portalcn.com/chcjrj

 

 

A profª drª Liana Gottlieb, docente na pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero (SP), recebeu oPrêmio Mariazinha Fusari de Educomunicação, em reconhecimento por sua trajetória acadêmica no âmbito da interface comunicação/educação, especialmente por sua contribuição nas áreas da formação para a recepção da mídia e para a formação de educadores para o ensino superior, a partir do conceito de dialogicidade (Buber), rememorando, por outro lado, sua contribuição para a fundação do próprio NCE - Núcleo de Comunicação e Educação da ECA/USP, e o desenvolvimento de seus projetos, ao longo dos últimos 20 anos. A premiação se deu na abertura do II Encontro Brasileiro de Educomunicação, promovido pelo CCA-ECA/USP e o NCE/USP, no auditório Freitas Nobre, do Departamento de Jornalismo da ECA/USP, no dia 23 de agosto. Cabe assinalar que a USP está lançando o primeiro curso de licenciatura em Educomunicação do Brasil.



Prêmio SIBRA de reconhecimento comunitário

Celi Maltz Raskin, presidente da Na’amat Pioneiras Porto Alegre, recebeu o prêmio de reconhecimento comunitário no dia 28 de agosto em evento no hotel Plaza São Rafael. Também foram agraciados Eugênia Berlim (Wizo), Henry Chmelnitsky (FIRS), membros da Hora Israelita e Lizete Wolkind (CIB). Joceli Kupper Terner, vice-presidente de Na’amat Pioneiras Brasil, entregou a homenagem para Celi. O prêmio é um reconhecimento ao trabalho de pessoas em prol da comunidade judaica.

Na foto, Sophia Maltz, Celi Maltz Raskin, Ena Raskin, Guershon Kwasniewski (líder espiritual da SIBRA), e Joceli Kupper Terner

 

 

 

 
     

     
 



DEVIDO AO GRANDE NÚMERO DE MATÉRIAS, A TRIBUNA DOS LEITORES VOLTARÁ NA PRÓXIMA EDIÇÃO.


 
     

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Nova Iorque - Daniel Geller
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof