Edição 152     Diretor / Editor: Osias Wurman Segunda, 01 de Fevereiro de 2010

 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- Os estados árabes do Golfo Pérsico temem ataques iranianos em caso de ação contra Teerã, em represália a instalação de baterias de mísseis americanos em seus territórios.

- O primeiro-ministro italiano Berlusconi criticou a saída israelense de Gaza e afirmou que “Não pode ser que Israel evacue comunidades somente para assistir a queima de antigas sinagogas, atos de destruição e ataques com mísseis.”

- As recentes chuvas em Israel provocaram a alta de um metro no nível da água do Mar da Galiléia.
- O Ministro de Transportes de Israel revelou que a Suprema Corte de Justiça israelense aprova linhas de ônibus “kasher” que separam homens de mulheres.
- Dois árabes israelenses, moradores em Jerusalém Oriental, foram detidos pelo Shin Beth por serem agentes do Hamas para promover ataques terroristas dentro de Israel.
 
 



Osias Wurman
Jornalista

 

Nós jamais esqueceremos!

Esta é uma edição muito especial da Rua Judaica, que não fecha nem no período de férias.

Os leitores encontrarão uma ampla cobertura fotográfica do evento em memória das vítimas do Holocausto, realizado em Recife, com a presença do Exmo. Sr. Presidente Lula, e grande número de autoridades, como foi divulgado em nossa edição-extra de 28/1. Um belo tento para a CONIB e para a Federação Israelita de Pernambuco.

Destacamos dois trechos da fala presidencial que merecem nosso comentário.

O primeiro refere-se à Roseana Aben-Athar Kipman, embaixatriz brasileira no Haiti, que vem desenvolvendo um maravilhoso trabalho de amor ao próximo, muito antes da atual tragédia.

Roseana faz questão de enaltecer sua condição de judia e usa seu nome de família, Aben-Athar, ostentando, com muito orgulho, a Estrela de David em seu peito. Seu avô foi médico de renome e especializado em Hanseníase, no tempo em que tratar pacientes desta moléstia era coisa para abnegados da medicina.

Disse Lula :

“Antes de prosseguir, não posso deixar de mencionar a tragédia que o povo do Haiti está vivendo. E lembrar o exemplo dos 20 brasileiros, militares e civis, que lá perderam suas vidas quando trabalhavam pela reconstrução do país. O que nos conforta neste momento é ver a solidariedade do povo brasileiro em favor do povo haitiano. E, nesse sentido, a comunidade judaica em nosso país vem sendo exemplar, como pôde ser visto pelo apoio imediato que o Hospital Israelita Albert Einstein procura dar às vítimas, apesar de todas as dificuldades de acesso.

Peço licença para homenagear aqui aquela que se constitui em um dos importantes símbolos da compaixão e da solidariedade humana: a embaixatriz Roseana Aben-Athar Kipman. Talvez vocês nem saibam que ela – que carrega uma estrela de David no peito – é neta de um judeu, o médico Jayme Aben-Athar, que dedicou a sua vida aos doentes de hanseníase. Ao aconchegar crianças feridas e, em muitos momentos, até mesmo expor sua vida para salvá-las, Roseana expressa o papel que a nossa presença no Haiti tem desde antes do terremoto: compaixão, solidariedade e convicção de que os haitianos podem um dia erguer uma nação que eles mesmos sustentarão.”(grifo nosso)
O segundo destaque é para a afirmação do Presidente Lula referente à conversa que teve com Ahmadinejad do Irã, em sua recente visita ao Brasil, onde pode dizer que 6 milhões de judeus foram exterminados, e isto não pode ser negado.

Disse Lula :

“Como vocês sabem, o presidente Shimon Peres, o presidente Mahmoud Abbas e o presidente Ahmadinejad estiveram no Brasil recentemente. Durante esses encontros, conversamos longamente sobre a necessidade de uma paz duradoura no Oriente Médio e sobre os obstáculos que vêm impedindo alcançar esse objetivo.  Mostrei ao presidente do Irã que é impossível negar o Holocausto, que 60 milhões de vidas foram perdidas na Segunda Guerra Mundial em combates, em enfrentamentos de parte a parte. Mas que os 6 milhões de judeus não foram mortos em combates, foram exterminados. E ninguém tem o direito de desconhecer o extermínio de tanta gente. Falamos também da nossa disposição de dialogar com todos os setores envolvidos, sobre como o nosso país, com longa tradição pacifista e de respeito às diferenças, pôde contribuir nos processos que visam à resolução dos conflitos na região.

Em março próximo, terei a honra de visitar mais uma vez Israel, a Palestina e a Jordânia. E mais uma vez, em nome do povo brasileiro, levarei até lá nossa mensagem de tolerância e de paz, nossa convicção em defesa do diálogo comum. Uma mensagem que é baseada não em uma utopia, mas na realidade de uma nação onde as mais diversas comunidades convivem em harmonia.”

Devemos nosso total reconhecimento às palavras proferidas pelo Presidente Lula, e ao esforço físico de sua presença no evento, em condições de saúde que a imprensa já teve oportunidade de anunciar.

Foi, indiscutivelmente, uma emocionante e inesquecível homenagem aos que tombaram.

Nós jamais esqueceremos !


 




 


COMUNICADO AOS LEITORES


A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer que todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.

 
 

DIA MUNDIAL EM LEMBRANÇA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO INSTITUÍDO PELA ONU (27/1)

Conforme prometido em nossa edição-extra do dia 28 de janeiro, apresentamos abaixo as imagens do evento promovido pela CONIB e Federação Israelita de Pernambuco, na mais antiga sinagoga das Américas, a Kahal Tzur Israel em Recife.

CERIMÔNIA NA SINAGOGA KAHAL TZUR ISRAEL- RECIFE


ACENDIMENTO DAS SEIS VELAS EM HOMENAGEM
ÀS VÍTIMAS JUDAICAS DO HOLOCAUSTO

 

CERIMONIA SOLENE DEFRONTE AO PRÉDIO DA SINAGOGA


AUTORIDADES E CONVIDADOS



(FOTOS:RUA JUDAICA- PRES. DA REPÚBLICA – RENATA VICTOR- CONIB- DIVULGAÇÃO-MARCIA SASSON)


O PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de celebração do Dia Internacional da Recordação do Holocausto. Recife - PE, 27 de janeiro de 2010


AUDIO ORIGINAL DO PRONUNCIAMENTO:

http://www.info.planalto.gov.br/exec/inf_audio_play.
cfm?linkaudio=pr1667-2@.mp3

Meu caro amigo e governador do estado de Pernambuco, Eduardo Campos, e sua companheira Renata Campos,

Minha querida companheira Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil,

Ministros que me acompanham nesta delegação, Alfredo Manevy, interino da Cultura; Carlos Minc, ministro do

Meio Ambiente; Franklin Martins, da Comunicação Social; Edson Santos, de Política de Promoção da Igualdade Racial,

Meu caro amigo João Lyra Neto, vice-governador do estado de Pernambuco e sua senhora Leila Queiroz,

Senhor Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil, na pessoa de quem cumprimento os demais membros do corpo diplomático aqui presentes,

Senador Romero Jucá, líder do governo no Senado,

Deputada federal Ana Arraes,                                                                          

Deputados federais Charles Lucena, Fernando Ferro, Marcelo Itagiba e Pedro Eugênio,

Senhor e amigo João da Costa Bezerra Filho, prefeito de Recife, e sua senhora Marília Bezerra,

Dom Fernando Saburido, arcebispo de Recife e Olinda,

Doutor Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil, na pessoa de quem cumprimento
todos os membros da comunidade judaica brasileira,

Senhor Ivan Kelner, presidente da Federação Israelita de Pernambuco, na pessoa de quem cumprimento os demais presidentes de federações israelitas aqui presentes,

Senhor Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-Americano,

Senhor José Safra,

Dona Paola Bernstein e senhor Ben Abraham, sobreviventes do Holocausto,

Senhor Germano Haiut e Fábio (incompreensível),

Senhores rabinos,

Amigos e amigas, companheiros da imprensa pernambucana e da imprensa nacional,

Meus amigos e minhas amigas,

Eu me sinto especialmente honrado pela oportunidade de me reunir com os senhores e as senhoras no local onde funcionou a primeira sinagoga das Américas. Daqui partiram aqueles que fundaram a cidade de Amsterdã, a cidade de Nova Amsterdã, Nova York. Espero, modestamente, que esta ocasião ajude a divulgar a existência deste local, cujas paredes guardam a história da inserção da comunidade judaica em um país acolhedor, tolerante e democrático.

Desejo que todos os brasileiros conheçam que aqui, ainda no século XVII, já se materializava a amizade entre dois povos tão diferentes. E desejo, também, que todos os brasileiros judeus conheçam esta sinagoga que faz parte da sua história.

Nesse sentido, dou os meus sinceros parabéns, na pessoa da professora Tânia Kaufman, a todos aqueles que contribuem para a preservação, divulgação e manutenção deste tesouro histórico. E agradeço, na pessoa do Ivan Kelner, a todos que se dedicaram a realizar esta singela cerimônia.

Antes de prosseguir, não posso deixar de mencionar a tragédia que o povo do Haiti está vivendo. E lembrar o exemplo dos 20 brasileiros, militares e civis, que lá perderam suas vidas quando trabalhavam pela reconstrução do país. O que nos conforta neste momento é ver a solidariedade do povo brasileiro em favor do povo haitiano.

E, nesse sentido, a comunidade judaica em nosso país vem sendo exemplar, como pôde ser visto pelo apoio imediato que o Hospital Israelita Albert Einstein procura dar às vítimas, apesar de todas as dificuldades de acesso.

Peço licença para homenagear aqui aquela que se constitui em um dos importantes símbolos da compaixão e da solidariedade humana: a embaixatriz Roseana Aben-Athar Kipman. Talvez vocês nem saibam que ela – que carrega uma estrela de David no peito – é neta de um judeu, o médico Jayme Aben-Athar, que dedicou a sua vida aos doentes de hanseníase. Ao aconchegar crianças feridas e, em muitos momentos, até mesmo expor sua vida para salvá-las, Roseana expressa o papel que a nossa presença no Haiti tem desde antes do terremoto: compaixão, solidariedade e convicção de que os haitianos podem um dia erguer uma nação que eles mesmos sustentarão.

Minhas amigas e meus amigos;

Esta é a quinta vez consecutiva em que me encontro com a comunidade judaica no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto – data instituída pelas Nações Unidas também há cinco anos, em referência ao dia em que o exército soviético libertou o campo de extermínio de Auschwitz.

Naquele 27 de janeiro de 1945, o mundo pôde testemunhar, estarrecido, as barbáries e os terrores que afligiram o povo judeu durante a Segunda Guerra. Este momento que envergonha a humanidade não pode e não deve ser esquecido. O Holocausto e suas vítimas devem ser sempre lembrados. Não apenas como uma obrigação de honrar o passado, mas, sobretudo, como um alerta para que tragédias como essa não se repitam nunca mais no futuro.

Como vocês sabem, este é o último ano em que participo desta cerimônia como Presidente da República – e espero que todos os presidentes que me sucederem também participem todos os anos. Por isso quero, nesta ocasião, me deter em um aspecto que julgo essencial para a compreensão da História: o Holocausto, o extermínio em massa, a destruição e a humilhação de tantas vidas, tudo isso só pôde ocorrer porque, antes, a democracia e o respeito aos direitos humanos também foram sendo progressivamente aniquilados.

Os nazistas, em um primeiro momento, demonizaram os comunistas, acusando-os falsamente de incendiar o prédio do Parlamento Alemão em 1933. Com isso, suprimiram o seu direito de se organizar em partido, restrição que em seguida foi imposta aos socialistas, sociais-democratas e todos os demais que não se alinhassem ao nazismo. Desde então, a repressão cresceu em uma espiral devastadora. Atividades sindicais foram restritas. As instituições do estado alemão foram sendo substituídas pelo poder de Hitler e de seus auxiliares diretos. Liberdades e direitos civis, como o habeas corpus, foram extintos. A imprensa foi posta sob censura. Religiosos que levantassem a voz sofriam punições. E os cidadãos que ousassem discordar eram confinados nos chamados “campos de recuperação”, isolando-se, assim, todos aqueles que se opusessem ao nacional-socialismo do Hitler.
Foi dentro deste ambiente de destruição da democracia que se consolidou o caráter racista do regime nazista. Em setembro de 1935, foram editadas as leis que caracterizavam a pureza do sangue alemão, colocavam os judeus como cidadãos de segunda classe e proibiam o matrimônio entre judeus e não judeus. Uma delas, a “Lei da Cidadania”, enunciava literalmente que “um judeu não pode ser um cidadão do Reich. Ele não tem direito a votar em negócios políticos, ele não pode ocupar cargo público”. Com isso, todos os judeus que ocupavam cargos públicos foram obrigados a se aposentar no final daquele ano.

Às leis racistas e autoritárias e à repressão somou-se um dos maiores esforços de propaganda já vistos até hoje. Seu objetivo: alimentar a discriminação e a intolerância, associando uma imagem cada vez mais repulsiva aos judeus, às pessoas com deficiências, aos negros, aos ciganos, aos homossexuais. Parecia impossível que a crueldade comandada, planejada e executada pelo Estado nazista pudesse ir além. Mas o odioso episódio da noite dos cristais quebrados – em novembro de 1938 – viria a explicitar com precisão o objetivo exterminador.
Numa única noite, 91 judeus foram mortos. Outros 25 a 30 mil foram presos e levados para campos de concentração. Cerca de 7,5 mil lojas de judeus e 1,6 mil sinagogas foram reduzidas a escombros. A sequência da história nós já conhecemos: a guerra, o extermínio, a máquina da morte.

Estou certo de que todos os participantes deste evento conhecem o trágico roteiro que acabei de narrar. Optei, contudo, por repeti-lo para todos nós lembrarmos que foi a supressão da democracia que abriu a avenida para o fascismo e para o nazismo. Sempre faço questão de reafirmar que a democracia é um bem do qual não podemos abrir mão nunca. E nesta ocasião quero também dizer que a democracia política, social e econômica é a nossa principal arma contra a discriminação e a intolerância.  A democracia não é a consolidação do silêncio, mas sim da manifestação das múltiplas vozes reivindicando os seus direitos. O povo brasileiro me deu a honra de governar um país já democrático e tolerante. E chegando ao fim do meu segundo mandato, me orgulho de ter contribuído para o fortalecimento das instituições, para a liberdade de imprensa, para a expansão das políticas públicas a todos os setores e comunidades de nossa sociedade e, especialmente, para a ampliação da participação social.
Fico feliz quando vejo, por exemplo, os catadores de materiais recicláveis e os grandes industriais circularem pelos palácios em Brasília. E não só eles, mas os pequenos agricultores e os empresários rurais; as pessoas com deficiência, os hansenianos, os idosos, os jovens, as crianças; os empresários e trabalhadores de todas as áreas; os intelectuais, cientistas, artistas e devotos de todas as religiões.

E fico feliz de estar aqui com vocês – que também são testemunhas e participantes desse grande diálogo democrático – e celebrarmos mais uma vez a vida em um país formado por muitos povos que se relacionam em harmonia.

Minhas senhoras e meus senhores,

Como vocês sabem, o presidente Shimon Peres, o presidente Mahmoud Abbas e o presidente Ahmadinejad estiveram no Brasil recentemente. Durante esses encontros, conversamos longamente sobre a necessidade de uma paz duradoura no Oriente Médio e sobre os obstáculos que vêm impedindo alcançar esse objetivo.  Mostrei ao presidente do Irã que é impossível negar o Holocausto, que 60 milhões de vidas foram perdidas na Segunda Guerra Mundial em combates, em enfrentamentos de parte a parte. Mas que os 6 milhões de judeus não foram mortos em combates, foram exterminados. E ninguém tem o direito de desconhecer o extermínio de tanta gente. Falamos também da nossa disposição de dialogar com todos os setores envolvidos, sobre como o nosso país, com longa tradição pacifista e de respeito às diferenças, pôde contribuir nos processos que visam à resolução dos conflitos na região.

Em março próximo, terei a honra de visitar mais uma vez Israel, a Palestina e a Jordânia. E mais uma vez, em nome do povo brasileiro, levarei até lá nossa mensagem de tolerância e de paz, nossa convicção em defesa do diálogo comum. Uma mensagem que é baseada não em uma utopia, mas na realidade de uma nação onde as mais diversas comunidades convivem em harmonia.

Todos nós, governo e sociedade, podemos trabalhar para que se aproxime o dia em que israelenses e palestinos vivam em segurança em seus respectivos Estados. Um dia no qual a paz e o respeito serão os pilares de um novo Oriente Médio, próspero e com justiça social, no qual todos os conflitos que existem hoje passem a aparecer apenas nos livros de História.

A Terra Santa é uma referência não apenas para as três grandes religiões monoteístas, mas para toda Humanidade. E cabe a todos ajudar os povos que ali habitam a encontrarem o caminho que levará a um futuro melhor.

Muito obrigado, shalom.



VÍDEO COBERTURA NACIONAL DA TV GLOBO:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1200073-7823-LULA+FICARA+DE+REPOUSO+POR+ORDEM+MEDICA,00.html



 
 

VANDALOS AGEM EM CEMITÉRIO NA FRANÇA


O cemitério judeu de Estrasburgo foi profanado-Foto: AP

No dia em que são lembrados os 65 anos do fim do campo de concentração nazista de Auschwitz, cerca de 30 túmulos do cemitério judaico de Estrasburgo (França) apareceram nesta quarta-feira profanados. Segundo Patrick Russel, comissário responsável pela segurança do departamento de Bas-Rhin, no nordeste da França, 18 lápides foram marcadas com suásticas e outras 13 foram derrubadas. Em um dos túmulos, os profanadores - que parecem ter agido na noite de terça para quarta-feira - escreveram em alemão "Judden Raus" (judeus fora). O cônsul honorário de Israel em Estrasburgo se disse "furioso" e "envergonhado" com o incidente, e vinculou a profanação com o aniversário do fim do campo de Auschwitz. Há duas semanas, na casa da prefeita da cidade, Roland Ries, e no carro de um membro de uma mesquita apareceram inscrições nazistas contra o Islã.


O Ministro do interior da França, Brice Hortefeux, passa por uma lápide do cemitério judeu
pichada com uma suástica, em Cronenburgo, cidade próxima a Strasburgo.



 
 

DENUNCIA DE LEITOR

Ontem, na festa Gambiarra, no MAM-Rio, qual não foi minha surpresa ao me deparar com esse poster imenso de Adolf Hitler numa das paredes da festa. Muito embora a foto fosse feita a partir da montagem de fotos pornográficas (o que você só constataria chegando muito perto do quadro, na verdade) fica patente o mau-gosto e desrespeito dos organizadores no que tange a memória de tantas e tantas pessoas.





 
 

MENINO HAITIANO É LEVADO PARA ISRAEL PARA PASSAR POR UMA CIRURGIA EM SEU CORAÇÃO


ASSISTA AO VÍDEO :

http://terratv.terra.com.br/Noticias/Especiais/Terremoto-no-Haiti/
4717-268117/Menino-haitiano-vai-a-Israel-para-fazer-cirurgia.htm



 
 

ROLA NA INTERNET

Este caminhão de lixo palestino parece adaptado para funcionar como lançador portátil de mísseis Qassam. A inscrição na porta diz: "Se este veiculo infringiu as leis de transito, favor telefonar para a Autoridade Palestina"


 
 

DESCUIDO NA SEGURANÇA POSSIBILITOU ATENTADO CONTRA HAMAS

Mahmoud al- Mabhouh estava "em missão" em Dubai, quando foi assassinado, segundo a mídia do Golfo Pérsico informou na manhã de domingo, citando fontes de uma organização sênior em Damasco. As fontes confirmaram que Mabhouh, um dos fundadores da ala militar do Hamas, foi um elemento-chave no suprimento de armas para o movimento palestino. Segundo o relatório, Mabhouh não foi acompanhado por guardas de segurança em sua viagem a Dubai, que estava programada para durar vários dias, embora normalmente ele tinha uma equipe regular de guarda-costas e de um membro sênior da ala militar do Hamas. A razão era técnica: Os guardas não conseguiram bilhetes para o mesmo vôo. E assim, durante o assassinato, al-Mabhouh estava sozinho em seu quarto de hotel, sem guarda-costas. "Não havia lugar para eles no vôo", disse Talal Nasser, um porta-voz do Hamas em Damasco. "Por isso, ele viajou sozinho, e os guardas de segurança foram listados para se juntarem a ele no dia seguinte." Apesar dos atentados anteriores, o homem do Hamas visitou o emirado sob a sua verdadeira identidade. "Ele tinha cinco passaportes, um com o seu nome verdadeiro e os demais com nomes diferentes, mas desta vez ele viajou com sua verdadeira identidade", disse Nasser. "Ele tinha viajado para Dubai muitas vezes no passado da mesma maneira, sem quaisquer problemas."

Segundo Nasser, "Nós não temos os detalhes ainda, mas é possível que ele tivesse usado um telefone celular que estava sendo monitorado para fazer uma chamada de telefone sobre seus planos. Existem também as companhias aéreas que enviam suas listas de passageiros por via fax, e isso pode ter dado uma oportunidade para os assassinos.” Ele acrescentou: "Estamos  verificando cuidadosamente os nossos planos de segurança para altas personalidades, olhando para os passos que devem ser tomados  afim de garantir que são seguros, tanto quanto possível." O lider do Hamas, diz Mabhouh,  foi "envenenado e eletrocutado". Segundo funcionários da segurança nos Emirados Árabes Unidos, ele encontrado morto por um dos funcionários do Hotel Rotana, três dias depois de chegar em Dubai. "O corpo tinha marcas de queimaduras e tortura de choques elétricos", segundo uma das fontes. O jornal Khaleej Times relatou que Mabhouh aparentemente foi sufocado até a morte por um travesseiro posto sob seu rosto. De acordo com informações adicionais, quatro homens mascarados entraram em seu quarto durante vários dias antes dele ser assassinado. A polícia de Dubai  declarou que os assassinos suspeitos foram identificados, mas já haviam fugido do país.


 
 


UTILIDADE PÚBLICA – PROCURA-SE


CASO I - Necessito uma informação que poderá me ajudar. Veio de Israel um pedido de uma prima cujo pai me salvou a vida durante uma noite  no gueto de  Stanislavov. Trata se do  seguinte; ela pede  que localize no Rio de Janeiro um parente cujo nome é: Sylwio ou Silvio, sobrenome; Rotstein ou Rohstein. Como não tenho a quem recorrer peço se possível  a sua ajuda. Desde já agradeço uma possível resposta,
 Atenciosamente,

Henrietta (Rita) Braun


CASO II
-
O senhor conhece alguém da comunidade judaica de Fortaleza?  Uma congregante nossa, chamada Ruth Joseph, esta procurando a prima, chamada Doris Fishman.  

E.G. – CALIFÓRNIA-EUA


CASO III
- Caro Osias, peço-lhe que encaminhe este meu pedido para o departamento adequado pois não se trata de comentário ou informação. Não tive a oportunidade de escrever a respeito durante a homenagem aos judeus de Nilópolis, mas agora o faço pois estou buscando a Sra. Paulina Levin ( Paie), filha de Samuel  e Cecilia Levin, ambos já falecidos. Jacob Levin, irmão de Paulina, mudou -se para o Rio bem como a própria Paulina, que hoje deve ter aproximadamente 80 anos, teve um filho Shloimele do primeiro casamento e dois filhos do segundo. Paulina era sobrinha de Ester Bulmasz, grande ativista das Pioneiras. Todos os nomes citados eram de Nilopolis. Gostaria imensamente de obter noticias desta minha amiga e parente tão querida e inesquecível. Agradeço a quem puder me enviar noticias. 

Sra. Miriam Finguerman - São Paulo

INFORMAÇÕES DEVEM SER ENVIADAS PARA : owurman@globo.com


 
 

Após França, Dinamarca prevê restrições a uso de véu islâmico


(Reuters)

O governo da Dinamarca afirmou que o véu islâmico integral (niqab), usado por algumas mulheres muçulmanas, não faz parte da cultura nacional. Segundo a administração local, porém, não é necessário proibir essa vestimenta, pois elas já são limitadas pelas regras vigentes. O governo de centro-direita afirmou que o uso da burca - que cobre o corpo todo - e do niqab é algo "diametralmente oposto" aos valores sob os quais a sociedade dinamarquesa foi construída. O governo pediu que fossem cumpridas integralmente as atuais regras, as quais permitem que dirigentes do setor público e privado exijam que estudantes, professores e trabalhadores mostrem seus rostos. Um comunicado sobre o tema foi divulgado pelo governo dinamarquês nesta quinta-feira. O texto vem a público meses após uma discussão sobre se a Dinamarca deve ou não introduzir uma proibição para essas vestimentas. Discussão similar ocorre na França.Um relatório feito a pedido do governo registra que apenas duas ou três mulheres usam burca na Dinamarca, e até 200 usam o niqab. As informações são da Associated Press. (Agencia Estado)

 

 
 

SETE ANOS SEM ILAN RAMON

Fernando Bisker – Miami/EUA- Exclusivo para Rua Judaica

Hoje, 1 de fevereiro de 2010, é lembrado o sétimo ano do falecimento de Ilan Ramon, o primeiro astronauta israelense a viajar ao espaço. Gostaria de compartilhar uma parte da história real de Ilan Ramon, que trabalhava na Nasa e vivia na Flórida.

Certo dia, o Rabino Zvi Konivov (foto) organizou uma palestra com Ilan Ramon, para um seleto grupo de líderes da comunidade judaica da Flórida. O serviço de segurança israelense e os funcionários da Nasa programaram o evento para que tudo fosse feito da forma mais discreta possível. Após a palestra, Ilan Ramon procurou o Rabino e disse: "Rabino, em breve viajarei ao espaço, e representarei o povo de Israel perante o mundo. Decidi comer somente comida Kasher e respeitar o Shabat durante o tempo em que estiver na missão espacial, como símbolo da tradição do nosso povo."

O Rabino, encarregado de tratar do assunto perante a Nasa, deparou-se com a primeira indagação: "Comida Kasher para astronautas?," perguntaram, "Como faremos isso?" . Não foi tarefa fácil, porém Ilan Ramon não abriu mão de sua decisão, e a Nasa por fim encontrou uma solução. Contratando os serviços da empresa My Own Meal, de Deerfield, cuja especialidade é preparar kits para acampamentos e viagens, adaptou-se o menu às exigências da Nasa, e preparou-se todo o cardápio Kasher de Ilan Ramon.


(Ilan Ramon segurando um copo de Kidush)

Resolvida a questão da comida, o próximo desafio:  Shabat no espaço - O ciclo de um dia no espaço se completa a cada 90 minutos, ou seja, a cada certa quantidade de horas Ilan Ramon teria que cumprir o Shabat, o que logicamente não faz sentido. A questão foi levada às grandes autoridades rabínicas que chegaram à conclusão: O Shabat deve ser cumprido de acordo com o horário do local de partida, o Cabo Canaveral, como se Ilan estivesse cumprindo o Shabat na Terra. Com essa resposta, os preparativos religiosos começaram a ser realizados. 

Impossível descrever o choque de todos os membros da sinagoga quando foram informados pela polícia local sobre a explosão da nave. O silêncio absoluto selou o momento, uma tristeza profunda invadiu aquela comunidade naquele instante. A mensagem mais forte que Ilan Ramon deixou para todos nós é a da força de vontade, da perseverança, do idealismo característicos do nosso povo. Ilan, descendente de sobreviventes do Holocausto, levou consigo o desenho do adolescente Petr Ginz, assassinado aos 16 anos de idade pelos Nazistas. No desenho, que ilustrava a paisagem da Lua, estava contida a idéia da conquista, o êxodo final do nosso povo, o troféu da vitória, eternizado infelizmente pela morte de Ilan Ramon. Não obstante, seguimos, nós judeus, sabendo-nos representados pela figura de Ilan Ramon, um herói, por suas escolhas e por seu caráter. Independente do seu nível de observância do judaísmo, cada passo do crescimento espiritual de um indivíduo pode ser um alicerce para toda a humanidade. Se houver constância e vontade de fazer o bem, as dificuldades se transformarão em desafios. E, afinal, a que se resume nossa existência se não uma coleção de desafios a serem superados?

Neste sétimo ano de falecimento de Ilan Ramon, é importante lembrar que esse homem, ao chegar no ponto máximo de sua carreira, não estava preocupado em ser capa de jornal e ser o centro de seu próprio ego. Ilan Ramon, humildemente, colocou seu foco em representar o povo judeu, em cumprir os preceitos básicos da Torá, mesmo em condições tão adversas. Aproveitou seu estrelato para deixar sua mensagem. Cabe a nós preservar esta memória em palavras - que o povo judeu consiga fazer de suas tradições uma prática viva.


 
 


LÍDERES RELIGIOSOS ABENÇOAM REITOR DA USP

Em uma cerimônia de cerca de duas horas e meia, na Sala São Paulo, no Centro da cidade, João Grandino Rodas, 64 anos, assumiu o cargo de reitor da Universidade de São Paulo (USP) pregando o diálogo permanente e a democratização e transparência na gestão da universidade. Em seu discurso de posse, o novo reitor criticou o uso da força e da violência "utilizada de maneira corriqueira" e defendeu o diálogo aberto e efetivo com a comunidade uspiana. A gestão de sua antecessora, Suely Vilela, foi duramente criticada por ter usado a força policial contra manifestantes em diversas ocasiões.


Estiveram presentes à cerimônia, que teve apresentação da Orquestra Sinfônia da USP, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, os ministros do STF Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o deputado estadual Barros Munhoz, presidente da Assembleia Legislativa de SP. Antes de assinar o termo de posse, Rodas recebeu as bênçãos de líderes religiosos do catolicismo, representado pelo cardeal arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e pelo arcebispo emérito da arquidiocese de Bauru, Dom Antonio Maria Mucciolo; do protestantismo, reverendo Ademir Aguiar; do judaísmo, rabino Michel Schlesinger; do budismo, patriarca Saikawa Tosho; do islamismo, xeique Armando Hussein Saleh; e do candomblé, ialorixá Wanda de Oxum.


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

JOBIM EM ISRAEL

Em sua visita de cinco dias a Israel, na semana passada, o ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobim se encontrou com as principais autoridades de Israel. Do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu ao presidente Shimon Peres e o ministro da Defesa Ehud Barak. Ele também se encontrou com a presidente do Supremo Tribunal, Dorit Beinisch (um dia antes de ela ser atacada com uma sapatada por um maluco). Ao chegar a Israel, ele deu uma entrevista a jornalistas sobre os objetivos da viagem. Reproduzo abaixo as respostas completas relacionadas a Israel, que não foram divulgadas nos jornais.


PERGUNTA: Qual o objetivo da visita a Israel?

JOBIM: Quando o presidente Peres esteve no Brasil, ele nos procurou, queria conversar com a gente, e fez o convite. Nós temos muitos interesses na área da defesa. Inclusive tem uma empresa israelense, a Elbit, instalada em Porto Alegre, que trabalha na modernização e digitalização do F-5, e está mexendo com os Bandeirantes também. Como o presidente Lula virá aqui no dia 14 de março, eu também resolvi aceitar o convite. Mostrar a disposição que o Brasil tem de ter uma colaboração em termos de defesa. Agora, sempre com a observação de que o Brasil não é comprador de instrumentos de defesa. O Brasil aceita que qualquer tipo de transação sempre que esteja embutida a transferência de tecnologia, capacitação nacional.

PERGUNTA: Mas é possível alinhar nesta visita acordo para a compra de equipamentos, como por exemplo, veículos aéreos não-tripulado (VANTs)?


JOBIM: Vamos conversar sobre VANTs, sim, mas fechar não. Vamos fazer os primeiros contatos.

PERGUNTA: Seria uma preparação para o presidente Lula fechar, quando vier?


JOBIM: Não. Tudo depende da velocidade disso tudo. Agora, o problema dos vants está vinculado à nossa estratégia na fronteira da Amazônia. É a melhor forma de monitorar a Amazônia, já que é impossível você ter acesso a toda a fronteira. E também no monitoramento da zona do Pré-Sal, que é também outra área crítica. São duas áreas críticas. Aquela faixa Florianópólis-Espírito Santo, que ali são 300 milhas náuticas de profundidade, e nos 12 mil km da fronteira da Amazônia.

PERGUNTA: O Brasil também espera vender tecnologia para Israel?


JOBIM: Sim. Eles poderiam pensar também em comprar super-tucanos. E há possibilidade de negociar com a Embraer. Tudo isso é um caminho de duas mãos, mas para isso tem que começar. Começar por um lado.

PERGUNTA: Como o senhor vê o relacionamento entre Brasil e Israel?


JOBIM: Acho que é bom. O que tem que ficar claro é que o Brasil sempre teve uma posição de conversar com todo mundo. Houve no Brasil restrições quando o presidente Lula recebeu o presidente do Irã. Mas, ao mesmo tempo, nós recebemos o presidente Shimon Peres, o presidente Abbas. Enfim, a posição nossa sempre é a de que só se resolve temas sentando na mesa. O Brasil sempre teve essa posição. É o que fazemos na América Latina. Todas as discussões que a gente faz, a própria criação do Conselho de Defesa Sul-Americama, foi nesse sentido. Possibilitar que as questões do continente sejam discutidas na mesa. Assim foi resolvida as relações Colômbia-Equador.

PERGUNTA: O Brasil negociaria também com o Hamas?


JOBIM: Isso não cabe ao ministério da Defesa, mas eu creio que para a solução dos problemas é preciso ter disposição de falar com todo mundo. É a linha do Brasil. Não significa que outros países precisam usar a mesma linha. Nós falamos com quem decidimos falar.

PERGUNTA: Há algum tipo de cooperação entre Brasil Irã na área de defesa?


JOBIM: Não. Não temos muita coisa com o Irã. Na área atômica, por exemplo, o Brasil tem enriquecimento de urânio, mas tem todos os compromissos com o uso pacífico de energia nuclear.

PERGUNTA: Israel convidou 21 Secretários Estaduais de Segurança e Comandantes de Polícia para um Seminário de Segurança. Ele é importante, ao seu ver?


JOBIM: Sim. É importante que os secretários venham conhecer. Isso tudo é preparação para a Copa e para a Olimpíada. Nós temos que correr contra o tempo e isso nós sabemos bem.

PERGUNTA: O Brasil está sendo procurado por outros países para oferecer serviços de segurança para a Copa e as Olimpíadas?


JOBIM: Sim... Itália, França, EUA... O Brasil virou moda. Mas tem que ter cuidado para não criar euforia.


 
 

PERDAS COMUNITÁRIAS – EM MEMÓRIA- IZKOR


Seweryn Blumberg Z’L

Seweryn Blumberg nasceu em outubro de 1931, tendo fugindo com parte da família para a Sibéria quando a Alemanha invadiu a Polônia. Com o término da guerra, e separado de sua mãe, ouviu a notícia de que ela estava no Brasil, e vem ao seu encontro. Aqui, ele foi estudar na escola ORT onde se formou em técnico de telefonia. Conseguiu emprego na antiga Cia. Telefônica quando, prematuramente, seu padrasto faleceu . Seweryn abandonou o emprego porque precisava sustentar a mãe e a meia –irmã , e foi trabalhar como “clientele”(ambulante). No clube Macabeus da Tijuca conheceu Sarina Nigri, com quem se casou em 1959 . Seu trabalho comunitário começou neste clube, em meados da década de 70 . Na década de 80 foi nomeado  diretor-financeiro da Federação Israelita-FIERJ, ficando por 4 gestões seguidas, quando ajudou a implementar o “Bolsa Emprego”, um programa que rendeu muitos frutos para nossa comunidade .Também na década de 80 foi eleito vice-presidente da Saara (Sociedade dos Amigos da Rua da Alfandega-RJ) , cargo que ocupou até o seu falecimento.


Ester Wengrover Schwartz

A Liga Feminina Israelita do Brasil, com muita tristeza, comunica o falecimento de sua Presidente Ester Wengrover Schwartz. O sepultamento ocorreu, no dia 26/01, na ala judaica do Cemitério Jardim da Saudade.


 
 

Escola árabe-judaica dá exemplo de convivência pacífica em Israel

ARI PEIXOTO Jerusalém

Duas professoras em sala de aula. Uma fala hebraico. A outra, árabe. Elas explicam as formas geométricas para alunos da quarta série, israelenses e palestinos. Não muito longe dali, as brincadeiras das crianças do jardim de infância, comandadas pelas professoras Mimi e Aya, também nos dois idiomas, confirmam que esta não é uma escola comum. Das cinco escolas bilíngues Max Rayne que funcionam no país, a de Jerusalém, inaugurada em 2008, foi a pioneira. Lili, argentina de nascimento, diz que um idioma complementa o outro, e isso ajuda os alunos e que tanto ela quanto Angie, a colega de classe, se sentem realizados trabalhando na escola.

Atualmente, 500 alunos árabes e judeus sentam-se lado a lado nas salas de aula. Juntos, discutem as lições ensinadas pelos mestres. Aprendem a respeitar as diferenças culturais e, acima de tudo, aprendem que suas escolhas não dependem das questões políticas dos governos. Em qualquer outra parte do mundo, isso não chamaria a atenção. Mas em uma região onde ódio e violência são matéria-prima do dia a dia, a iniciativa bem pode ser chamada de revolucionária.

ASSISTA O VÍDEO :

http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1464654-16020,00-ESCOLA+ARABEJUDAICA+DA+EXEMPLO+DE+
CONVIVENCIA+PACIFICA+EM+ISRAEL.html

Mais do que provar que a coexistência em harmonia entre árabes e judeus é possível, escolas como esta são uma espécie de ponte entre um presente e um passado de guerras e discórdias e um futuro de paz e compreensão.Yael e Areen, de 14 anos, estudam juntas há nove. São amigas de dormir uma na casa da outra. Eyal, que é a caçula da sua família, diz que considera Areen como sua irmã mais nova. “Não pensamos uma na outra como árabe ou judia. Ela é minha amiga, ela é a pessoa de quem eu gosto e isso basta”, diz Areen.

Na parte administrativa, Ala Khatib e Dália Perez, os codiretores, discutem os assuntos relativos à escola e tomam juntos as decisões. Ala me diz que depois de 61 anos de existência seria um absurdo se Israel não tivesse uma escola árabe-judaica como esta. Ele afirma que ainda é cedo para dizer que o modelo da escola é vitorioso, mas reconhece que a lista de espera que existe hoje mostra que eles estão no caminho certo.
Ronen Weinberg, pai de dois alunos, diz que recebe muitas críticas de amigos e parentes. Mas não se importa, porque cada vez mais acredita que esse é o caminho certo.

Munir, também pai de aluno, estava me dizendo que não se trata apenas de mostrar que viver em paz é possível, mas também de que todas as pessoas são iguais, quando Suzana, mãe de Yael, apareceu. Foi recebida com beijos. Munir pergunta: “Vocês gravaram os beijos? É sobre este tipo de relacionamento que eu falava. É tudo sobre as pessoas, sempre sobre as pessoas”.

 
     
 

DIA EM MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO NO RIO DE JANEIRO

A Comunidade Judaica carioca celebrou nesta quarta-feira, 27 de janeiro, o Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto. A cerimônia, presidida pelo Presidente da Loja Herut, Dr. Herman Glanz, contou com as participações de Dr. Ernesto Mayer Rymer (Presidente da B'nai B'rith/RJ), Dr. Gerson Hochman (Presidente do Conselho da FIERJ), Prof. Dr. João Ricardo Moderno (Presidente da Academia Brasileira de Filosofia), Coronel Luiz Eduardo Baptista Pereira,(ex-adido militar da Embaixada Brasileira em Israel), Professor Edgard Leite e Aleksander H. Laks (Presidente da Sherit Hapleitá/RJ). A cerimônia foi aberta com a leitura, pelo jornalista Victor Grinbaum (coordenador do Grupo Brasileiro de Articulação Sionista - ArtiSion), de uma mensagem do Sr. Osias Wurman (Cônsul Honorário do Estado de Israel no Rio de Janeiro), que se achava  em Recife para a cerimônia oficial da data, promovida pela CONIB - Confederação Israelita do Brasil, com a presença do Exmo. Presidente da República, Luis Inácio da Silva, e onde também estava a Presidente da FIERJ, Léa Lozinsky.

Além da importância da data para a coletividade judaica, os participantes do painel expuseram diversos temas relacionados ao assunto, tais como as raízes filosóficas do nazismo, a pregação das idéias totalitárias nas escolas e universidades, a formação da consciência do povo alemão da época e o panorama atual, onde idéias semelhantes são pregadas e inculcadas na juventude universitária, com a disseminação na mídia. Também traçaram um paralelo entre as atrocidades das potências do Eixo na Segunda Guerra, a concepção dos assassinatos em massa nos campos de concentração, as ameaças terroristas contra os judeus e os ensinamentos que podem ser extraídos das condutas políticas observadas nos dias de hoje.

Aleksander H. Laks destacou sua experiência como prisioneiro de campo de concentação. Após recitar o El Maleh Rahamin e o Kadish em memória das vítimas do Holocausto, os participantes do evento assistiram ao videoclipe Adon Olam, um rap que questiona as motivações do Holocausto. O Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto foi uma realização da Loja Herut da B’nai B’rith Rio de Janeiro e contou com o apoio da Academina Brasileira de Filosofia, Grupo Brasileiro de Articulação Sionista (ArtiSion), Associação Nacional dos Veteranos da FEB (ANVFEB) e da Associação Brasileira Beneficente dos Israelitas Sobreviventes da Perseguição Nazista (Sherit Hapleitá). O evento foi seguido de coquetel oferecido pela Chai Delly.


 
 


INCORRIGÍVEL E MENTIROSO

O bispo britânico Richard Williamson, que em abril terá que depor na Justiça alemã por negar o Holocausto, ainda insiste em qualificar o extermínio de judeus por nazistas de "enorme mentira", como publica a revista "Der Spiegel". A publicação alemã, que sai à venda na segunda-feira, cita e-mails internos da Irmandade de Pio, seguidora do arcebispo francês Marcel Lefevre, em que Williamson nega a morte de seis milhões de judeus.Nos textos, o bispo critica o fato de que, sobre esse "dado" do Holocausto, foi construída uma "nova ordem mundial".

Segundo Williamson, só 1,3 bilhão de judeus deportados foram levados dos campos de extermínio de Treblinka, Madjanek, Belzec e Sobibor para a região da União Soviética ocupada pelo Exército nazista, mas nenhuma morreu em câmaras de gás. Em entrevista a um canal sueco há mais de um ano, o bispo britânico negou que tenha havido um assassinato sistemático de judeus nas câmaras de gás durante o Terceiro Reich. A negação do Holocausto na Alemanha é crime. O Ministério Público de Regensburg puniu Williamson com uma multa de 12 mil euros pelas declarações, mas como o bispo entrou com recurso, foi aberto um processo penal para o caso.


 
 

SOBREVIVENTES CONTRA MUSSOLINI NA APPLE

A venda na loja on-line da Apple de mais de cem discursos do ditador italiano Benito Mussolini despertaram a indignação de sobreviventes do Holocausto e de seus descendentes. A associação American Gathering of Holocaust Survivors and their Descendants, que reúne vítimas do massacre nazista aos judeus, decidiu pedir explicações à Apple pelo conteúdo, que foi disponibilizado para iPhone e iPod Toch.

Para a vice-presidente da organização, Elan Steinberg, trata-se de "um insulto à memória de todas as vítimas do nazismo e do fascismo, judeus ou não, a ser condenado como uma ofensa à decência e à consciência".

O conteúdo dos discursos foi colocado à venda no dia 21 de janeiro pelo programador italiano Luigi Marino. "Pretendemos protestar aos dirigentes da Apple que, tendo o controle desta página, são os responsáveis", reiterou Steinberg.

Atualmente, os textos de Mussolini são os mais vendidos da loja virtual, tendo sido baixados 6 mil vezes. O preço de cada texto é de 79 centavos de euro. (ANSA)


 
 

Maluco Atira Sapato na Presidente da Suprema Corte de Israel

A juíza Dorit Beinisch caiu de sua cadeira, sofreu hematomas no rosto e teve seus óculos quebrados por causa do ataque. Mas ela não sofreu nada sério e logo retornou à corte para encerrar a sessão. O autor da agressão, identificado como Pinchas Cohen, de 52 anos, foi preso pela polícia logo após o ataque.


Ainda não se sabe o que o motivou a atirar o sapato na juíza, mas foi revelado que em 2006 ele foi proibido de se aproximar de uma corte em Jerusalém por três meses por ter ameaçado um juiz da cidade. Relatos dos que presenciaram o ataque desta quarta-feira contam que Cohen teria gritado “corrupta”, “traidora” e “você destruiu minha vida” antes de arremessar o calçado.


A juíza caiu da cadeira e teve seus óculos quebrados

O episódio ocorreu durante uma audiência sobre o uso medicinal de maconha, mas aparentemente o ataque não teve nenhuma relação com isso.


 
 

Dois terços de sobreviventes do Holocausto sofrem de estresse pós-traumático

Dois terços dos 220 mil sobreviventes do Holocausto que atualmente residem em Israel sofrem de estresse pós-traumático, segundo um estudo divulgado hoje por uma organização de Tel Aviv que atua para cobrir as necessidades dessas pessoas.A pesquisa, realizada pela Fundação para o Benefício das Vítimas do Holocausto em Israel, revela, além disso, que 88% deles sofrem pelo menos uma doença crônica.A fundação, cuja direção está integralmente formada por sobreviventes do genocídio nazista, calcula que o número de testemunhas vivas do massacre será de 156,1 mil em 2014 e de 47 mil em 2025.

Embora esse número diminua, o envelhecimento deste grupo "significa que suas necessidades aumentarão, algo para o que é preciso preparar-se", aponta a pesquisa.

"O estudo revela dados preocupantes que indicam que muitos sobreviventes do Holocausto residentes em Israel têm uma necessidade crescente de apoio substancial e assistência para enfrentar com dignidade seus últimos anos", aponta seu presidente, Ze'ev Factor, que escapou vivo do campo de concentração nazista de Auschwitz.

A fundação atende anualmente cerca de 55 mil sobreviventes e é financiada pelo Governo israelense e por um órgão que administra as reparações mundiais aos judeus pela Shoah (Holocausto). A metade deles tem depressão e 80% sofrem distúrbio do sono. "É verdade que em Israel não há sobreviventes do Holocausto sem um teto para dormir ou que passem fome, mas não só de pão vive o homem. Infelizmente, os números mostram que muitos sobreviventes do Holocausto sofrem de estresse pós-traumático, depressão, solidão e problemas médicos crônicos", assegura Factor. Os dados foram divulgados hoje, véspera do dia internacional em memória das vítimas do Holocausto, para o qual Israel enviou seus principais dirigentes ao exterior.Assim, o chefe de Estado, Shimon Peres, viajou ontem para a Alemanha, onde amanhã pronunciará um discurso perante o Parlamento. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, por sua vez, partiu ontem à noite para a Polônia, onde participará da comemoração dos 65 anos da libertação do campo de Auschwitz.Já o titular de Assuntos Exteriores, Avigdor Lieberman, deve ir hoje à Hungria para assistir a uma cerimônia organizada pela comunidade judaica local. O número dois da chancelaria israelense, Danny Ayalon, participará amanhã na Eslováquia em um ato de homenagem a não-judeus que salvaram judeus das perseguições dos nazistas e seus aliados. EFE


 
 

Dados de inteligência de Teerã elevam preocupações sobre programa nuclear do Irã

Dieter Bednarz, Erich Follath e Holger Stark

O Ocidente há muito suspeita do programa nuclear do Irã. O "Spiegel" obteve novos documentos sobre testes secretos e estruturas de liderança que colocam em questão as alegações do país de estar exclusivamente interessado no uso pacífico da tecnologia. É provável que tenha sido a última tentativa de neutralizar a disputa nuclear com Teerã sem recorrer a novas e dramáticas sanções ou à ação militar. O plano, formulado pela Casa Branca em outubro, tinha o apoio da Rússia e da China e veio com o selo de aprovação do presidente norte-americano. Claramente era uma operação Barack Obama.


Foto de satélite de 27 de setembro de 2009 mostra usina suspeita de enriquecimento
de urânio instalada nas montanhas da região de Qom, no Irã.

A descoberta tem renovado as suspeitas de que o Irã está trabalhando em um programa nuclear secreto. A ideia era o Irã enviar grande parte de seu urânio enriquecido ao exterior, tudo de uma vez, pelo período de um ano, e receberia em troca quantidades monitoradas internacionalmente de combustível nuclear. O acordo beneficiava todos os lados: os iranianos teriam suficiente material para seu programa nuclear civil e para experimentos científicos, e o mundo poderia ficar tranquilo, sabendo que Teerã não teria suficiente material físsil para seu programa secreto de enriquecimento de urânio -o Ocidente assume como a construção de uma bomba atômica.

Os líderes em Teerã concordaram com a proposta "em princípio". Contudo, durante semanas ludibriaram a comunidade internacional com uma vaga alusão a uma "resposta final". Quando essa resposta finalmente materializou-se, veio na forma de uma "contraproposta". Nela, Teerã insistia que a troca não poderia ocorrer de uma só vez, que deveria ser em estágios, e que o material não seria enviado ao exterior. Em vez disso, Teerã queria que a troca ocorresse no Irã.

Mais uma vez, o governo do Irã fez pouco do Ocidente com promessas falsas de sua boa vontade de encontrar um terreno comum. Teerã oficialmente rejeitou o plano de troca nuclear na última terça-feira. Para piorar, após a descoberta pelo Ocidente de uma usina de enriquecimento de urânio secreta próxima a Qom, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, de forma desafiadora, anunciou que nunca desistiria, que de fato construiria outras 10 usinas.

Material altamente volátil

Contudo, as autoridades em Washington e nas capitais européias não estão tão preocupadas com esses anúncios vaidosos e pouco realistas quanto com relatórios de inteligência baseados em fontes de dentro do Irã e informações de desertores de alto escalão. As novas informações, segundo especialistas americanos, provavelmente levarão o governo norte-americano a reavaliar os riscos vindos do país controlado pelos mulás nos próximos dias e aumentar o nível de alarme de amarelo para vermelho. Até aqueles que, no passado, algumas vezes de forma justificada, consideraram os relatórios alarmistas como propaganda israelense, estão extremamente preocupados. Entre eles estão especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (Aiea), cuja meta é impedir a disseminação de armas nucleares.

Após uma extensa investigação interna, as autoridades da Aiea concluíram que um computador obtido do Irã anos atrás continha material altamente volátil. O laptop chegou às mãos americanas por meio da agência de inteligência estrangeira da Alemanha, Bundesnachrichtendienst (BND),e foi então passado à Aiea em Viena.


Guarda Revolucionária do Irã realiza teste de míssil durante manobras militares em local não revelado.

Novos mísseis de curto alcance teriam sido lançados pelos iranianos no dia 27 de setembro de 2009, segundo reportagem do Der Spiegel. O Ocidente elevou a preocupação com o Shabab-3, nome dado aos mísseis do Irã que supostamente têm um alcance de 2.000 km e que, portanto, seriam capazes de atingir o territõrio de Israel. O ex-ministro de defesa interino do Irã, Ali Reza Asgari, que conseguiu desertar para os EUA onde recebeu nova identidade, fez um relatório informativo. O cientista nuclear Shahram Amiri, que "desapareceu durante uma peregrinação a Meca em junho de 2009 também teria informações particularmente valiosas. As autoridades iranianas acusaram a Arábia Saudita e os EUA de sequestrarem o especialista, mas é mais provável que ele tenha desertado.

Como resultado das novas acusações, o governo do Irã voltou a ser pressionado. As suspeitas giram em torno da questão de quem exatamente é responsável pelo programa nuclear do país -e o que isso diz sobre sua natureza. O governo disse consistentemente à Aiea que a única agência envolvida no enriquecimento do urânio é o Conselho Nacional de Energia e que seu trabalho era exclusivamente dedicado ao uso pacífico da tecnologia. Contudo, segundo um dossiê de inteligência atualmente estudado nos círculos diplomáticos em Washington, Viena, Tel Aviv e Berlim, e obtido pelo "Spiegel", na melhor das hipóteses, isso é uma meia verdade.

De acordo com o documento sigiloso, há um ramo militar secreto do programa de pesquisa nuclear do Irã que responde ao Ministério de Defesa e tem estruturas clandestinas. As autoridades que leram o dossiê concluíram que o governo em Teerã leva a sério o desenvolvimento de uma bomba e que seus planos estão bem avançados. Dois nomes aparecem repetidamente nos documentos, particularmente em conexão com o programa de armas nucleares: Kamran Daneshjoo e Mohsen Fakhrizadeh.

Coração secreto do programa de armas nucleares do Irã

Daneshjoo, 52, o novo ministro de ciências, pesquisa e tecnologia do Irã, também é responsável pela agência de energia atômica do país e é considerado um aliado próximo de Ahmadinejad. Líderes da oposição dizem que ele é linha dura e que foi parcialmente responsável pela eleição presidencial aparentemente fraudada em junho. O homem de barba branca diz ter estudado engenharia na cidade britânica de Manchester e depois passado vários anos trabalhando no "Centro de Tecnologia da Aviação" em Teerã. Especialistas ocidentais acreditam que esse centro se tornou em uma sub-organização do Ministério de Defesa conhecida como Fedat, das iniciais de "Departamento de Aplicações Expandidas de Alta Tecnologia"- coração secreto do programa de armas nucleares do Irã. O chefe da organização é Mohsen Fakhrizadeh, 48, oficial da Guarda Revolucionária e professor da Universidade Imam Hossein, em Teerã.

As organizações ocidentais de inteligência acreditam que, apesar da agência de energia nuclear e do Fedat competirem em algumas áreas, eles concordaram em dividir o trabalho na questão central da pesquisa em armas nucleares, com a agência nuclear primariamente supervisionando o enriquecimento de urânio enquanto o Fedat está envolvido na construção de uma ogiva nuclear a ser usada nos mísseis Shahab. Especialistas acreditam que os cientistas do Irã poderiam produzir neste ano uma versão primitiva da bomba, do tamanho de um caminhão, mas que teria que ser comprimida para que se encaixasse em uma ogiva nuclear e assim gerar a ameaça estratégica que deixa Israel e o Ocidente tão alarmados -e que podem atingir este estágio entre 2012 e 2014.


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad usa óculos 3-D para assistir apresentação sobre os foguetes iranianos, durante uma visita ao centro de controle espacial do país, em 2008

Os iranianos teriam conduzido testes não nucleares de um mecanismo detonador de uma bomba nuclear há mais de seis anos. O desafio tecnológico é de acender uniformemente os explosivos convencionais em torno do centro de urânio -o que é necessário para produzir a reação em cadeia desejada. Acredita-se que a série de testes foi conduzida com uma ogiva de alumínio. Em outras palavras, tudo além do centro era "real". De acordo com relatórios, engenheiros de Teerã usaram fibras finas e uma placa de circuitos medidora no lugar do material físsil. Isso permitiu que medissem as ondas de choque e fotografassem os flashes que simulam a detonação de uma bomba nuclear com algum grau de precisão. Os resultados aparentemente foram tão estimulantes que o governo iraniano desde então classificou a tecnologia como "possível".

O "Spiegel" obteve acesso à tabela de organização do Fedat e a uma lista de nomes de cientistas que trabalham para a agência. A Aiea, que tem sede em Viena, também tem esses documentos, mas o presidente iraniano alega que são falsos e que estão sendo usados para desacreditar seu país. Após declararem há dois anos que os iranianos tinham congelado seu programa de pesquisa em armas nucleares em 2003, a CIA e outras agências de inteligência provavelmente pintarão um cenário mais sombrio agora. Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU está considerando sanções mais duras contra o Irã.

Considerando sanções

Quando a França assumir a presidência rotativa do Conselho, em fevereiro, Washington talvez pressione por uma solução. Moscou não está descartando medidas punitivas adicionais, mas é mais provável que a China, que negociou bilhões em acordos energéticos com o Irã, vete tais medidas. A China pode, contudo, aprovar sanções "de inteligência", tais como restrições de viagens para altos membros da Guarda Revolucionária e cientistas nucleares. Fakhrizadeh já está em uma lista de autoridades sujeitas a tais restrições, e Daneshjoo poderá ser acrescentado. O Ocidente, contudo, provavelmente estará sozinho se impor sanções verdadeiramente nocivas ao Irã -e às suas relações comerciais lucrativas com o Irã. A arma comercial mais eficaz seria um embargo de combustível. Pela falta de capacidade de refinaria, o Irã, que tem a segunda maior reserva de petróleo do mundo, importa quase metade da gasolina que usa. Sanções de combustível gerariam um forte aumento no preço da gasolina, inevitavelmente levando à inquietação social. Especialistas não estão certos se isso afetaria a já fraca popularidade do regime ou se os líderes do país usariam isso para inflamar o povo contra o "Ocidente maligno".

Isso deixa a opção militar. Além das consequências políticas e da possibilidade de contra-ataques, seria extremamente difícil bombardear as instalações nucleares do Irã. Os cientistas nucleares literalmente se enterraram em instalações subterrâneas, em locações que seriam virtualmente impossíveis de se alcançar com armas convencionais. Até mesmo os especialistas israelenses têm dúvidas sobre os danos possíveis ao programa nuclear por meio de bombardeios de suas instalações. Por outro lado, o general David Petraeus, em geral um homem tranquilo, pareceu absolutamente beligerante quando perguntado se as instalações nucleares iranianas poderiam ser atacadas militarmente. "Certamente que podem ser bombardeadas", disse ele duas semanas atrás, em Washington.

Tradução: Deborah Weinberg


 
 

Eliane Brum ganha Prêmio Rei da Espanha de Jornalismo

A jornalista Eliane Brum foi uma das vencedoras do Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha por sua reportagem "O Islã dos Manos", publicada na revista ÉPOCA de 2 de fevereiro de 2009.

O texto que mostra a expansão do Islã nas periferias brasileiras foi o ganhador na categoria Imprensa. Foram também premiados trabalhos de rádio, televisão, fotografia e jornalismo digital.

A reportagem de Eliane pode ser lida no site de ÉPOCA, sob o título "Islã cresce na periferia das cidades do Brasil".

A 27ª edição do prêmio, convocado anualmente pela Agência Efe e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), escolheu o trabalho de Eliane porque ele ""mostra que as novas tendências religiosas na América Latina não se limitam à expansão de seitas evangélicas".

Eliane Brum trabalhou durante 11 anos no jornal gaúcho Zero Hora e desde 2000 escreve para ÉPOCA. Já lançou três livros de reportagem (Coluna Prestes, de 1994, A Vida que Ninguém Vê, de 2006, e O Olho da Rua, de 2008) e um documentário (Uma História Severina, de 2005). Recebeu mais de quarenta prêmios nacionais e internacionais de jornalismo.

O Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha na categoria de Imprensa oferece 6 mil euros (US$ 8,4 mil) e é entregue pelo rei Juan Carlos I. Ao todo, 161 trabalhos disputaram as cinco categorias. Jornalistas de países ibero-americanos, Estados Unidos, Filipinas, Guiné Equatorial, Israel e Marrocos puderam participar.


 
 

Os 200 anos da mais antiga comunidade judaica do Brasil

Foi a ousadia de Napoleão ao império português, que obrigou uma atitude drástica da coroa em Lisboa. Mais que a fuga para o Brasil, a mudança da corte representou finalmente, o nascimento do país para a comunidade internacional.  Explica-se: até 1808, o Brasil vivia como em 1500. Portugal controlava todos os meios de produção, a economia passava obrigatoriamente pelos cofres de Lisboa e a colônia era inalcançável. D. João VI, impelido pela necessidade de manter os luxos deixados no velho continente, seguiu rigidamente a orientação inglesa, que patrocinou a fuga e agora cobraria a conta. Essa abertura dos portos, somada a liberdade religiosa, é que motiva a primeira grande imigração judaica para a Amazônia Brasileira.

Vindos do Marrocos espanhol, no norte da África, comerciantes buscavam especiarias e introduziram uma maneira peculiar de negócios. Deixavam manufaturas como pagamento do que foi colhido na floresta, isso bem antes do ciclo da borracha. É essa saga de pioneiros da grande epopéia histórica, a Imigração Judaica para a Amazônia, que este ano comemora 200 anos de seu início. A borracha na segunda metade do século XIX estimulou o sonho de riqueza fácil. Cerca de 1000 famílias oriundas dos “mellahs” do Marrocos, deixou profundas raízes, em hábitos... sobrenomes... etc

Toda a programação desta data está disponível no Portal Amazônia Judaica  - www.aj200.com – através do projeto "200 Anos da Presença Judaica na Amazônia" que vai divulgar todas as atrações previstas para 2010 em comemoração a esta importante marca histórica dentro do contexto regional e nacional. O bi-centenário acontece no momento em que o Congresso Nacional sanciona Lei que estabelece o Dia Nacional da Imigração Judaica – dia 18 de março.

Mais informações sobre os 200 anos dos judeus na Amazônia: David Salgado
Sderot Itzchak Rabin 21/6 – Modiin – Israel
Skype: davidsimoneishaiurielsime

Elias Salgado 
- Rua Almirante Tamandaré,41/1105 - Flamengo - Rio de Janeiro - Cep.: 22210-060
Skipe: elias salgado - Email: elmaleh@terra.com.br - Email: portal200anos@gmail.com
Portal: www.aj200.com


 
 

Lieberman em Budapeste : “Em Israel, qualquer cidadão pode se tornar Primeiro Ministro”.



Judith Klein, de Budapeste- Exclusivo para a Rua Judaica.

Esta semana, Avigdor Lieberman está em Budapeste. Depois de se encontrar com políticos da cúpula do Governo Húngaro – Bajnai Gordon, Primeiro Ministro, e Orbán Víktor, candidato que lidera nas pesquisas de opinião a sucessão ao cargo, - Lieberman esteve na sede da MAZSIHISZ (Confederação das Entidades Judaicas da Hungria), onde foi homenageado com um almoço.


Bajnai Gordon e Orbán Víktor

Evet Lieberman nasceu em 5 de junho de 1958 em Kishinev, União Soviética (atual Moldávia). A família emigra para Israel em 1978, quando Lieberman muda seu nome para Avigdor. Inicialmente, consideram viver em kibutz, mas logo se mudam para Beer Sheva.

Neste período, Avigdor faz “bicos” aqui e acolá, e acaba se empregando como "aluno Shablul" (caracol), em um clube onde conhece sua futura esposa. Um ano depois é promovido a gerente-geral, responsável por todas as atividades no clube. Entre 1983 e 1988, Lieberman ajuda a fundar o Fórum Sionista dos Judeus Soviéticos, e se torna membro do Conselho da Comunidade Econômica de Jerusalém. 

A partir de 1988, começa a trabalhar com Benjamin Netanyahu. Desde então o acompanha em sua trajetória como líder do partido Likud, e chefe de gabinete do primeiro-ministro. Nas eleições de 2006, o partido de Lieberman ganha onze cadeiras, cinco a mais que nas eleições anteriores. Inicialmente na oposição, depois de alguns meses Avigdor Lieberman e o então primeiro-ministro Ehud Olmert assinam um acordo de coalizão em que Lieberman se torna Vice-Primeiro-Ministro e Ministro de Assuntos Estratégicos, cargo recém-criado para combater a ameaça estratégica do Irã.

Hoje, Avigdor Lieberman é Ministro de Assuntos Estrangeiros de Israel. Compartilha com primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a opinião favorável à expansão dos assentamentos e à manutenção de Jerusalém como a capital indivisível de Israel. Figura polêmica dentro da política israelense, Lieberman declara: "Eu sempre fui polêmico porque apresento novas idéias. Para mim, ser polêmico é positivo." Entre outras idéias polêmicas, Lieberman batalha pelo redesenho da fronteira entre Israel e a Cisjordânia. Ele e a esposa Ella têm duas filhas e um filho. Desde 1988 vivem no assentamento de Nokdim no deserto da Judéia, na Cisjordânia. Mas, por um acordo de paz, está disposto a abandonar sua casa, apesar de ter vivido lá por tanto tempo.


Foto aérea de Nokdim, na Cisjordânia

Homenageado pela Comunidade Judaica de Budapeste, em almoço na sede da MAZSIHISZ, Lieberman falou sobre sua trajetória política. “Quando imigrei com meus pais para Israel, em 1978, comecei trabalhando como ajudante no aeroporto. Da posição que ocupo hoje em dia, posso afirmar que Israel é o lar de todos os judeus, onde quer que eles se encontrem, e que qualquer cidadão israelense pode se tornar Primeiro Ministro. Em Israel, assim como no resto do mundo, todos os judeus são iguais, sejam eles Sefardim ou Esquenazim, ortodoxos ou moderados, residam eles em Israel ou na diáspora, todos têm as mesmas oportunidades”.

“Nosso maior desafio, hoje, é trazer de volta ao Judaísmo e ao Sionismo os filhos de casamentos mistos, que têm apenas noções rudimentares sobre as milenares tradições judaicas. Estes meio-judeus estão completamente afastados da sua origem, não falam o hebraico, não têm religião, freqüentam outros círculos de relacionamento. Não podemos deixar que sejam “os outros”, aqueles que querem nos eliminar, a nos lembrar da nossa origem judaica”.

Encerrou a sua fala dizendo: “Leshaná Habaá BeYerushalaim” (No próximo ano, nos encontramos em Jerusalém).


Assistam o vídeo da participação de Judith Klein no Salon
SNBA 2009, no Carrousel Du Louvre, em Paris, no link :


http://www.youtube.com/watch?v=fXU31Mz59BA



 
     
 

DESTAQUES SOCIAIS



















 

 
 
 


querido irmão Osias,
voltei ontem da Índia, numa importante reunião de ministros do BASIC sobre o clima e estou indo amanhã com o pres Lula na comemoração da resistência ao Holocausto em Recife, na nossa primeira sinagoga.saudações ecojudaicas do teu parceiro de sempre
Carlos Minc

Caro amigo e irmao, muito justas as inúmeras manifestações recebida por vc em razão da sua atuação em defesa das boas causa e na organização de importantes eventos. O reconhecimento publico e' a melhor recompensa. Shalom.
Marcelo Itagiba.


Parabenizo a Rua Judaica,por seus servicos de utilidade publica,alias  mui esperada sempre ....como  coloca abaixo ..sem ter anunciantes.......sem nunca receber ajuda  de  ninguem.provando que  o mias importante e informar bem a coletividade............e ainda  deixando claro ......que o seu compromisso e com o leitor,anunciante e a VERDADE!!!!!
abram sztutman -israel

Caro Sr. Wurman , ja estava a ponto de sugerir a confeccao de uma lista com os maiores feitos do povo Judeu para o bem estar da humanidade, comecando pelo Profeta Moises.Hoje vi os percentuais de premios Nobel e outros topicos publicados na Rua Judaica.Apesar da explicitude dos percentuais citados, ainda gostaria de ver uma lista com nomes e feitos do povo Judeu publicada em varios idiomas. Acredito que hoje em dia, com a facilidade de se consultar bancos de dados isso nao seria dificil.
Ayrton Luz Queiroga-Aventura, FL USA

Caro Osias,Gostaria de recomendar o filme de Mateus Leonardi Redivo, "Israel do Outro Lado do Muro" - que aborda o tema da deformacao da imagem de Israel na Midia.
Sandra Rejwan - Jerusalem


Chorei ao ler a carta da Sra. Victoria Masri de Saba. Tocante, vai direto a nossa alma. Passa um chizuk, um fortalecimento na nossa vontade e conscientização que temos que fazer o bem, seguir a Torah, e ter Emunah, de uma maneira incrivel. Obrigado
Natan Sakkal

Parabéns pelo n. 150 !
Continue. É importante informar bem.Shalom.
Semy Glanz

Osias, lí a Edição do Notícias da Rua Judaica (15-01-2009 2a. edição) e fiquei chocada com a reportagem da Daniela Kresch de Tel Aviv (e que escreve "Das Ruas de Jerusalém"!!!). Eu conheço o Guma Aguiar pessoalmente e ele é uma pessoa maravilhosa que faz muito chesed e dá muita tzedaká em Israel e nos EUA. Ele está sofrendo sim de um stress nervoso por causa do tio que está em litígio contra ele para controlar os negócios e pegar o dinheiro que ele fez. Este tio, que foi sócio do Guma, contratou uma firma de investigação que o segue por toda a parte e manda para ele mensagens descrevendo quem estava sentado do lado dele em aviões, aonde esteve com a mulher e filhos, com quem conversou, enfim, durante mais de um ano, ele tem sido perseguido por investigadores do tio que quer a fortuna para si.
Isto está muito longe dele ser um "milionário esquisito" ou "doido e megalomaníaco". Ele diz para todos sim, que seu objetivo é ver o Templo de Salomão reconstruido porque é por isso que todos os judeus rezam e tem rezado por 2000 anos. Ou rezamos para D-us nos levar de volta à Terra Prometida para tomar cervejinha em Tel Aviv? Ele só fala em voz alta o que pedimos com fervor em voz baixa 3 vezes ao dia. Foi também muito injusto compara-lo com Arkady Gaydamak que é um puro oportunista e usa sua fortuna para adquirir poder político e nem isso funcionou para ele em Israel. O Guma nunca se candidatou, ele não se mete em política, e seu objetivo é totalment outro.
Sinceramente, foi um artigo mal escrito, mal pesquisado que só teve o objetivo de difamar um judeu que está numa situação difícil e que francamente não acrescentou nada à nossa apreciação do que está se passando em Israel. Espero que isto não seja um sinal de que a Notícias da Rua Judaica se tornará um folhetim, aberto a publicar fofocas inúteis.
Esta "jornalista" poderia sim pesquisar o que está se passando com as familias expulsas de Gush Katif que 4 anos mais tarde ainda moram em caravanas e estão sofrendo terrivelmente, ou sobre a situação economica das instituições em Israel que foram extremamente afetadas com a crise financeira do ano passado, muitas tendo fechado e outras em situação precária. Ela poderia também contar sobre o impacto que o congelamento das construções impostas pelo Obama teve sobre 35 mil palestinos que perderam seus empregos. Eu moro em Jerusalém e posso dizer que ela não reportou nada de nossas ruas.  Espero ler suas próximas edições com melhores matérias.Abraços
Deborah Srour - (sou advogada em Nova Iorque e colunista da Hora Israelita na Rádio Bandeirantes)

Querido Osias:
Obrigada pela pronta resposta. Vi sua nota de responsabilidade dos colaboradores mas ainda assim, acho que deve haver discrição em publicar um artigo que descreve Jerusalem como "Imã de Malucos". Fiquei sim, pessoalmente ofendida porque eu sou de Jerusalem. Sem falar do fato de eu conhecer o Guma e toda a estória de perto. Gosto muito de receber e ler as Notícias da Rua Judaica pois além das sinopses serem bem elaboradas e suscintas, me dão uma idéia dos assuntos de interesse dos nossos leitores brasileiros.
"Keep up the good work"! Um grande abraço
Deborah Srour

Caros Osias e Judith, A respeito de musica Klezmer, (assunto mencionado nesta edição da "Rua Judaica"), gostaria de perguntar se Vocês receberam a notícia de que houve um festival internacional de musica klezmer, "Klezfiesta", de 7 a 22 de novembro ultimo (2009) na Argentina - que foi um sucesso bastante grande. Houve presença de vários conjuntos, do mundo inteiro (EUA, Canada, Alemanha, Slovaquia, Noruega, Romenia, Dinamarca etc..). E o unico conjunto brasileiro, convidado ao festival, foi o grupo AZDI - já bastante conhecido da comunidade em São Paulo - (e também em várias cidades do Brasil). Componentes do grupo AZDI:
TÂNIA GRINBERG
- DANIEL ROCHA - LEONARDO PADOVANI - DANIEL TAUSZIG  - ITAMAR PEREIRA - PRISCILA BRIGANTE

Sugiro verificar nos seguintes links este assunto:http://www.klezfiesta.com.ar/klezfiesta_eng.html , http://www.klezfiesta.com.ar/bandas_eng.html  (Bandas participantes)Sobre AZDI: www.azdi.com.br Embora eu possa ser suspeito (podem ver pelo nome, que sou pai de um dos componentes do AZDI) mas acho que a divulgação disto, pode trazer informações de interesse para a nossa comunidade no Brasil. Para maiores informações sobre esta participação sugiro entrar em contato com Daniel Tauszig ( dtauszig@terra.com.br ) ou com Tania Grinberg (vacavoa@terra.com.br ).
Laszlo Tasuszig - SP

Amigo Osias (permita-me assim chama-lo) Fiquei bastante feliz em receber o video, realmente foi um grande momento para a comunidade do Rio, e por   que não dizer para todos nos Judeus do Brasil, que no evento vimo-nos muito bem representados.Tenha meus sinceros agradecimentosShabat Shalom
Clemente Hamoy - Belém do Pará

SENHOIRES ESTOU ACUSANDO O RECEBIMENTO E AGRADECENDO A CD COM A PALESTRA DE SIMON PERES NO COPACABANA PÁLACE. FOI UM MOMENTO HISTÓRICO  DE UM VERDADEIRO ESTADISTA QUE VOU REPETIDAS VEZES REVER..
beatriz kamergorodski

Querido Osias Wurman, Recebi hoje o vídeo da visita do Presidente Shimon Peres ao Rio de Janeiro e assisti emocionado. Quero lhe agradecer profundamente a você e aos que patrocinaram que este DVD tenha sido realizado. Por outra parte, gostaria saber se além do Rio, os eventos em São Paulo e Brasília  também foram documentados e se alguém ou entidade fez o mesmo trabalho que você. Gostaria muito de ter esse material. OBRIGADO!!!! MIL VEZES A VOCÊ.
Maharaja  (Nachman Szmulewicz)

Morei um pouco mais de quatro anos (1967-71) na Polonia. Chegando a Varsovia ainda no fim de um longo verao, ecoavam ainda nos ares e nos comentarios das pessoas os efeitos da chamada Guerra dos Seis Dias (04-10.06.67). Intrigavam-me as opinioes fortemente antijudaicas, nao propriamente antissionistas, dos orgaos locais de comunicacao social. Interessei-me pelo assunto no pahis que abrigou o maior numero de campos da morte na Segunda Guerra. Visitei varios deles, por quatro vezes e em estacoes do ano diferentes o de Oswiecin-Brzezinka (Auschwitz-Birkenau), onde fiz amizade com uma ex-prisioneira que lah permaneceu. Com ela aprendi mais que na batelada de livros que li. Eh a ela, Hanka, que meu pensamento se volta, hoje e amanhan, no aniversario da libertacao daqueles campos, em nome dos massacres lah ocorridos.Abracos do
Arnaldo Carrilho

 Parabens pelas 150 edicoes , que sejam mais 1800 e que não seja mais rua e sim avenida, alameda, parque etc...
Bernardo Kogan, São Paulo.

Parabéns pela marca de 150 edições eletrônicas de nossa Rua Judaica. Que cada vez mais as edições traduzam o sentimento da colônia judaica e repudie toda e qualquer manifestação de racismo, seja ela de que forma for. Mazal-Tov......
Jayme Saul Epelboim-Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos-PREFEITURA DE NITERÓI

Prezado Osias Wurman,Parabéns pelo trabalho contínuo e oportuno de divulgação de seu Notícias Rua Judaica.Leio sempre os seus artigos que me têm sido importante ferramenta de informação e atualização.Abraços e agradecimentos sinceros,
Jacques Ribemboim - Presidente da Sinagoga Israelita do Recife (fundada em 1927).

Não sei ao certo à quem me dirigir para referir um parecer:Creio que deveria haver um ato de repúdio à propaganda vigente do Banco Itaú. A referida propaganda passa ao expectador a ideia de que as provocações são geradas por Israel. O que não concordo.Solicito que encaminhem este e-mail às autoridades competentes.
Agradeço a atenção dispensada.
Helio (hspp) - Curitiba

Sr.Osias e equipe, parabens por esse Jornalismo persistente e corajoso , que nos informa com precisão o que se passa em Eretz Israel e a que não temos acesso pela midia habitual
Frima Sapiro

  
A Rua Judaica dessa quinzena publica a realização de atos públicos em várias cidades do país, no dia 27 de janeiro, em comemoração ao "Dia Mundial em Memória das Vítimas do Holocausto", um dos quais, em Recife, com a presença do presidente Lula. A Organização das Nações Unidas escolheu e instituiu a data de 27 de janeiro para marcar o Dia do Holocausto. Quantos de seus leitores sabem por quê essa data e o que ocorreu nesse exato dia?
A 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho em sua arremetida final em direção a Berlim,  libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio nazista. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio contra os judeus. O dia da libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho – 27 de janeiro de 1945 – foi declarado pelas Nações Unidas Dia Internacional em Memória do Holocausto.  As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz-Birkenau na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram. Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Sessenta e cinco mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.  "Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde. Por respeito à verdade histórica e como gratidão perene aos heroicos e destemidos soldados do Exército Vermelho, que dobraram a espinha da Whermacht em Stalingrado, mudaram o curso da guerra e marcharam em meio a duras batalhas para tomar Berlim, livrando a humanidade da sanha nazista, a razão da escolha do dia 27 de janeiro deveria ser ressaltada em todos os atos comemorativos do Dia do Holocausto. 
Os judeus, em especial, onde quer que se encontrem, não podem e não devem esquecer jamais esse episódio.
Max Altman - SP

Parabens Osias por esta marca de 150 edições da Rua Judaica , sempre trazendo noticias e comentarios importantes , não só para a Comunidade Judaica como para todos que o acompanham. B´Hatzlachá para os próximos 150 !!!!
Léa P. Lozinsky

Prezados Senhores, Não sei se este endereço de e-mail é o certo p/obter algumas respostas que eu não consigo obter : Porque só após 65 anos, a cada mes, ou a cada 3,5 ou até mais meses, estão aparecendo nomes de Herois e Heroinas que salvaram  : uma alemã Irena Sandler, salvou 2.500 crianças judias, durante o Holocausto, outro salvou 1.800 crianças tb. judias, outro salvou 1.100 judeus, e  de tempo em tempo,  tenho recebido, inclusive do Exterior, e-mails, mostrando vídeo dos herois e heroinas e as crianças que foram salvas, ou mesmo os adultos judeus, dando beijinhs e abraços em seus Salvadores. Outra respsta que não consigo obter, sabendo e muito bem sabido, que p/salvar ou esconder um único Judeu, era sentença de morte, não só p/quem o fazia mas tb.p/toda a família. Daí, acreditar que alguem salvou  mil e tantos Judeus, até muito mais ou  menos, não dá p/acreditar. Acredito Sim, que muitos salvaram 1 ou até mais judeus, pois alem de ter parentes que foram salvos, que foram exatamente dois, minha tia, irmã  gemea de meu pai e seu marido, foram escondidos em plena Alemanha Nazista, durante todo o Holocausto, tb. acredito em fatos que lí e que tinham lógica. Agora aí vai uma pergunta que ninguem vai  conseguir responder : No Caso  Oscar Schindler, sabe-se que ele tinha uma lista em mãos, só de nomes judeus, a qual escolheu um a um, de acordo c/a idade e tb. de ac^rdo c/o estado de saúde de cada um (a). Sabe-se tb. que ele pediu a seus superiores , a licença de  usar estes judeus, para  construirem uma Fábrica, da qual dois  dos 5 superiores seriam seus sócios, e p/Oscar Schindler e seus sócios,  só lucrariam c/o trabalho escravo, sem terem que pagar um único centavo aos que foram selecionados p/a tarefa.
Agora  pergunto :  Se a Guerra não tivesse acabado, e se a Fábrica  de O.Schindler e seus sócios já estivesse concluída, o que é que teria acontecido c/os mais de 1000 ou 1200 judeus de sua lista ? Pergunto também : Porque na lista de O.Sch., não havia um único adolecente , ou uma única criança ? Ninguem vai me convencer, de que entre 1200 seres humanos não havia uma única criança, ou adolecente. Não podemos esquecer, que Steven Spielberg é um excelente cineasta, e tb. em seu filme "A  LISTA  DE  SCHINDLER " teve que florear um pouco.
REHA  OSIEK  NÉE   ROSENSTEIN

A igreja, como sempre, tenta fugir de suas responsabilidades e crimes. Ela tem tradição nisso. Querem um exemplo colossal: quantas autoridades eclesiásticas falam da Inquisição? Há sites da web que chegam ao disparate de afirmar que ela não existiu. É a mesma cantilhena revisionista dos nossos dias. Durante mais de 200 anos, milhares e milhares de judeus foram trucidados e/ou convertidos à força pela "santa" igreja católica na Península Ibérica e nos paises colonizados por Portugal e Espanha. Graças do Eterno, muitos dos descendentes dos chamados pejorativamente de marranos estão retornando - de cabeça erguida e radiantes de orgulho - ao judaísmo de seus valorosos antepassados. 
Martinho Faustino Xavier Júnior - João Pessoa/PB.

Osias, lindas palavras de uma mae enlutada pelo seu filho .  nao existe situaçao pior no mundo.  Que as palavras , e os pedidos feitos por ela,sejam realizados. Nos Judeus de todo o mundo sentimos irreparfaveis perdas.
Sara Nigri.

Caro Osias,Acho interessante mencionar, que um dos membros da equipe de resgate israelense no Haiti é um ex-sheliach da Chazit Hanoar/RJ. Ele se chama Rafi Sadi e esteve na tnuá conosco entre os anos 1990 e final de 1992. Como ex-boguer da Chazit, tive um enorme privilégio de ter tido contato intenso com o Rafi nesta época e posso dizer que ele é uma pessoa muito especial.
Fico imaginando como o mundo seria melhor se existissem somente mais alguns milhares assim como ele.
Um abraço,
Marcelo Nogueira

Osias,Tenho acompanhado as polêmicas em torno da tatuagem do BBB Marcelo Dourado. Acompanhei também o diálogo no programa, em que ele é acusado por uma participante de ter a tatuagem da suástica em seu corpo. Sua defesa se baseou no fato deste símbolo existir há mais de 3000 anos. O que talvez nem ele tenha percebido é que a suástica tatuada em seu corpo é a suástica budista, que diferencia-se da nazista pelo sentido do movimento. Tanto é que no desenho de seu braço a suástica encontra-se na roupa de um samurai. É importante que isso seja divulgado, já que tem muita gente criando polêmica.Veja a imagem da tatuagem:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://correio24horas.globo.com/recursos/BancoImagens
/%257B8C23A336-C7CD-47FE-93E7-A7AC61916840%257D_
suastica.jpg&imgrefurl=http://correio24horas.globo.com/noticias/noticia.asp%3Fcodigo
%3D47573%26mdl%3D49&usg=hpM_Q0QqceqA3Rk1viCY48AgUOA=
&h=338&w=450&sz=44&hl=ptBR&start=2&tbnid=7toxaq8njUD8xM:
&tbnh=95&tbnw=127&prev=/images%3Fq%3Dsu%25C3%25A1stica
%2Bdourado%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR

Rafael Ramos.

Á quem interessar possa:acho que estão dando muita importancia a tatuagem de um "cara"que esta se achando (como dizem hoje os jovens).Na noite da abertura o bial( Coitado já esta se enrolando até nas perguntas),teve a falta de Etica e,perguntou ao MIchel se vc gostar de uma moça Não judia oque diriam seus pais e ,avós?.Como diria o Bussunda :"FALA SERIO". e muda de canal digo eu:
suzana grinspan. (ativista comunitaria )

Vale ressaltar que a apresentação do BBB na qual o sujeito falou sobre a suástica, foi numa EXIBIÇÃO EDITADA.Desta maneira, poderia ter sido evitada.Eu mandei um email dirigido ao Pedro Bial, que é um conhecido meu há muito tempo, demonstrando a minha indignidade.
Zé Henrique F.

Prezado Osias,Obrigado pela resposta.
Uma ação imediata da CONIB ou FIERJ é, em minha opinião, a conduta apropriada. Após o processo concluído, divulgar uma nota na imprensa e TV relatando o fato e a pena imposta. O que acho inapropriado é desencadear, mais uma vez, a guerra de manifestos. A Globo deverá retirá-lo do ar? Se o assunto retornar, sim, e explicar o motivo. Deste modo, não haverá indiferença. Como eu não sabia qual sua opinião a respeito do BBB, eu não quis comentar a respeito. Concordo que a grandíssima maioria dos expectadores é de semi-analfabetos, mas é possível que 90% deles nem saiba a relação da suástica com nazismo, racismo e holocausto. Lido com jovens universitários há mais de 30 anos. Muitos não têm a mínima noção a respeito desde tema e judaísmo, anti-semitismo, e holocausto não fazem parte das suas preocupações e valores, assim como muitos temas que “os mais antigos” aprenderam em casa ou na escola. Nossa atitude, como judeus, é manter a vigilância e sermos bastante agressivos no combate ao anti-semitismo. Mas, também, exercer a cidadania de modo exemplar e mostrar para todos porque os judeus serão eternos através de nosso modelo cultural.  Acho que me entusiasmei e desviei do assunto... Schalom!
Mauro Keiserman

Prezado Osias, Fico muito grato pela boa vontade em me ajudar, meu nome é Jefferson Carlo Beserra Gualda e se o amigo puder pode publicar meu e-mail. Meus ancestrais vieram da Espanha e Alemanha, locais de forte colonozação judaica, mas já tinhamos perdido toda a cultura de origem por motivos que ainda não sei com certeza, mas pela história de nosso povo posso imaginar. Os sobrenomes de minha casa são: Mansano, Peregrino, Lopes, Leite, Bezerra, Tarifa, Zaborni, Dionizio, Gualda entre outros. Shalom.
Carlo Beserra Gualda

Osias gosto muito da sua materia esta de parabens. Eu sou de Recife acho que você conheceu um cidadão na sinagoga chamado Ismar Kaufman sou sobrinho dele, eu estava sentado la fora com minha familia, e vi você na camera eu disse nunca vi este homem em minha vida, mas sabia sem pestanejar que era você hehehee parabens amigo pelo seu belo trabalho um abraço...
Andre Casanova

Gostaria de ajuda no sentido de manter contato com o Leitor/ Colaborador ; Samuel Sztyglic. Se for possível, favor enviar meu e-mail edmilsonpaes@hotmail.com para que ele possa me retornar se possível. O meu interesse se prenda a pessoa de Evangelina de Lima Barreto, antiga professora do Sr Samuel, que é uma das personagens da Peça que escrevi a respeito de Lima Barreto.O depoimento do Sr Samuel, seria muito importante.Desde já agradeço
Edmilson Paes

Caro Sr. Osia Wurman
Eu, Carlos Gabriel Guimarães, Prof. Dr. do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, venho por meio deste solicitar a informação de como ter acesso ao livro Lucien Wolf, Essay in Jewish History  with a memoir, ed. by Cecil Roth (London: Jewish Historical Society of England, 1934). O motivo desta solicitação está relacionado com a minha pesquisa no CNPq sobre a atuação da firma comercial Samuel Phillips & Co no período 1808-1850.  Estive na Inglaterra no ano passado e, junto ao Rothschild Archive, consegui as correspondências trocadas entre o banco (e o banqueiro Nathan Rothschild) e a firma (estou trabalhando com cuidado as correspondências). Entretanto, face ao período de tempo na Inglaterra, não tive como ter acesso ao livro de Wolf e, uma série de informações genealógicas estão sendo necessárias (Nathan Rothschild e Samuel Moses Samuel eram casados com as filhas do negociante Levi Barent Cohen). O referido livro foi utilizado pelo Prof. Roderick J Barman no texto Nathan Mayer Rothschild and Brazil: the role of Samuel Phillips & Co. Grato pela atenção.
Carlos Gabriel Guimarães-GHT/PPGH/UFF-Pesquisador do CNPq

Prezado cônsul honorário do Estado de Israel no Rio de Janeiro, Sr. Osias Wurman,
Fiquei estupefato com a capa de O Globo de hoje, terça-feira, dia 19 de Janeiro de 2010. A frase abaixo da manchete (principal) sobre o Haiti diz: "Entidade alerta para risco de tráfico internacional de bebês órfãos."E logo abaixo da foto de uma mão ajudando uma criança ferida está escrito:"Um menino ferido é tratado no hospital de campanha montado por Israel no Haiti: órfãos em risco" O Globo, com essa mensagem subliminar de que uma criança tratada por ajuda israelense está em risco, junta-se ao jornal sueco que divulga a propaganda antisemita palestina que os judeus matam crianças para se aproveitarem delas. Antes - na idade média - para fazer matzot e hoje - no nosso mundo científico-tecnológico - para fazer experiências ou pegar e transplantar seus órgãos. Enfim, penso que O Globo merece uma forte resposta por parte do consulado ou da embaixada de Israel, seja através de pressões diretas junto à ouvidoria ou aos editores do jornal, junto aos governantes do Estado do Rio de Janeiro ou mesmo na justiça por difamação contra a ajuda voluntária israelense. Aliás, penso que as entidades israelenses, em conjunto com a FIERJ deveriam investigar melhor essa tal de Sandra Cohen, editora da seção "Mundo" de O Globo, para entender como essa pessoa permite publicações maliciosas ou difamatórias contra o estado judeu.Seria ela uma "self-hate" jew ? Ou o sobrenome Cohen é fachada de uma ex-mulher de judeu ? Enfim, qual a sua história e qual o motivo da maldade contra o Estado de Israel ?
Beni Rawet

Queridos amigos, Uma vez que necessitei da ajuda de vcs,  tive a grata surpresa do retorno de vcs. Foi possível satisfazer plenamente as necessidades da minha irmã que perdeu quase que totalmente sua casa na  enchente de Santa Catarina em novembro de 2008.Tb,estou  passando por problemas de saúde, mas parece que vou conseguir uma liminar para tratamento adequado após 2 recusas do meu convênio médico. Sei como é grande a luta pela vida e com saúde,portanto desta vez não é para mim que peço ajuda e sim para  a mãe de uma grande amiga e com o consentimento dela estou retransmitindo o e-mail  dela.Juntos podemos fazer grandes coisas e nos tornarmos seres humanos bem mais dignos dos bons olhares de D’us !!!Conto com vcs!!!Beijos de grande estima!
Silvia Parnes

Instituído pela Assembléia Geral das Nações Unidas, por quase totalidade dos votos presentes (exceção evidente do regime fundamentalista do Irã), o Dia 27 de Janeiro remete-nos a uma profunda reflexão da tragédia do Holocausto durante a II Guerra Mundial (1939-1945), perpetrada pelo tirânico regime nazista, que vitimou mais de Seis Milhões de Judeus, e em torno de Cinco Milhões de Não-Judeus. Leva-nos não apenas a uma profunda reverência à Memória das Vítimas - assassinadas, sobreviventes e combatentes -, mas à firme postura histórica e política em favor da construção de uma sólida Cultura da Paz, Coexistência, Direitos Humanos e Diálogo. Seguem abaixo alguns links que considerei interessante para a importantíssima Data de hoje. Abraços,
Marcelo Walsh

Shabat shalom, sou muitíssimo grato pelos e-mail que tenho recebido de vcs e todos os assuntos relativo ao nosso povo estou com minhas atenções voltadas para que em minhas preces selam manifesto minha kavana diante do Eterno que seja benditos todos que nos bem dizem amem
Yaacov Ben Guershon

A Carta da Senhora Victoria Masri de Saba toca o coração da gente e nos mostra o quão grandiosa é a alma de quem crê em Deus. Ela mais nos conforta de que nós a ela. Me senti pequeno.
Mário Celso de Moraes-São Paulo-SP

Recentemente assisti ao filme Sherlock Holmes e fiquei surpresa ao constatar que os livros relacionados à magia negra eram escritos em hebraico. (????)Não deveríamos nos manifestar quanto a isso ?De onde tiraram essa associação de idéias ?Aguardo algum retorno de vcs,
Patricia Manela P. Lima

Gostaria de estabelecer contato com a Sociedade de amigos da UHJ pois sou professor da Fundação Getulio Vargas e tenho 500 alunos por ano na graduação de tecnologia de processos..Estes alunos podem ser candidatos aos cursos de posgraduação da UHJ na área de nanotecnologia.Shalom
Leone Ajdelsztajn

Sr. Cônsul, Sou conselheiro do Clube Monte Sinai. Eu e minha esposa estivemos no Recife em 2004. Li a matéria da "Rua Judaica" e estou enviando fotos que tirei da Sinagoga KAHAL ZUR ISRAEL, a  mas antiga das Américas, que estava com a reforma avançada quando da nossa visita. A sua localização ficava à Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus de 1636 à 1654, conforme foto em anexo.
Jayme Benayon

Muito interessante a notícia. Parabéns a nossos irmãos israelitas de Pernambuco e minhas homenagens aos sobreviventes do holocausto.
Samuel Vital Ferreira

Terror do Hamas e o Brasil-Marx Golgher
 Das visitas a Brasilia de chefes de governo do Oriente Médio no ano passado, o que mais importa a Israel, Estado e povo judeu, em  relação à postura do Brasil em face do Islã terrorista, atualmente promovido pela República Islâmica do Irã, foi o pedido público do presidente da AP, M. Abbas, pela intercessão do presidente Lula junto ao "seu amigo", Ahamadinejad,  pela cessação imediata do intenso apoio moral e financeiro que o governoTeerã dá ao Hamas, Movimento de Resistência Islâmica, a sustentar golpistas de Gaza que se apoderaram do poder contra a AP em meio a um banho de sangue de palestinos em 2007....Esta denuncia certamente é mais contundente e isenta acusação sobre a situação nesta conturbada região dominada pelo Hamas. Se é verdade que o governo israelense não tem uma aguçada percepção do significado do pedido de Abbas na conjuntura de Gaza, não menos verdade que o ishuv do Brasil deveria suprir tal carência de "public diplomacy", solicitando, pelas suas entidades expressivas, ao presidente Lula e ao Itamarary a necessidade do atendimento tal solicitação do presidente da AP, M. Abbas,  como ponto fundamental para abertura do caminho da paz na Terra Santa, tão enfatizada defendido pelo governo de Brasilia. Shalom,
Marx Golgher – Belo Horizonte- MG

Shalom Sr. Osias.Gostaria muito de presentear lo com o meu livro " Fragmentos de uma Vida"  que lancei ano passado e não se encontra nas livrarias qual seria o melhor e mais rápido caminho para chegar as suas mãos isto se naturalmente e do seu interesse e disponibilidade..Traduzi alguns exemplares para polonês e mandei para família em Israel ; N.Y.e Polônia, para Centro de Pesquisas e Ensino  em Varsóvia cujo interesse e reviver o tema  " Judeus Poloneses no Holocausto." Pediram licença para uso  do meu livro  a fim de entusiasmar os estudantes  para se preparar para o doutorado .Agradeço o seu retorno em resposta ao meu pedido e aguardo as informações.                                                        
 Rita Braun

Boa tarde. Ao longo do mês farei uma retrospectiva com fotos feitas durante os trabalhos fotográficos. Não colocarei os trabalhos propriamente feitos ( por motivos de privacidade), mas sim as situações, as cenas, os momentos belos, mágicos e inusitados inclusive. Segue o link: http://www.leogoldfarb.com/interna.php?pg=fotos&hds=
fotos&hd=destaque&categoria=8
  obs. caso não consigam abrir diretamente, por favor copiem o link e colem na barra de endereços. Desejo que curtam!
Leonardo Goldfarb 

Querido Osias, envio uma coletânea de vídeos da ajuda humanitária de Israel ao Haiti. tem imagens impressionantes e vale divulgar para o público maior . acesse www.hagshamabrasil.blogspot.com e veja os vídeos
Sergio Rosenboim

Prezado Osias,
Com  imensa tristeza, comunico o falecimento do meu  companheiro e seu fiel leitor, SAMUEL  MILLER , ocorrido em 12 de dezembro/09. A dor e a perplexidade não me permitiram  avisa-lo. Somente consegui fazer contato com o nosso dileto Prof. ISRAEL BLAJBERG. Como era de sua vontade, o meu querido SAMUEL recebeu todo o conforto  espiritual do judaismo, do qual ele tinha muito orgulho, inclusive participando, apesar da idade (83 anos)   e alguns problemas de saúde, do YON  KIPPUR. As cerimônias fúnebres foram orientadas pelo nosso querido Rabino SIMONOWITZ que se encontra no Rio de Janeiro, mas me orientou, juntamente com a Diretoria da ACIB , no que foi necessário. Aproveito a oportunidade para agradecer todas as provas de amizade e carinho para conosco, lamentando, apenas, não ter o privilégio de conhece-lo pessoalmente.Grata por tudo,
RUTH  MILLER-Brasilia/DF
 

Shalom Sr.Osias e  Equipe da Rua Judáica!!!
Enquanto a religião mulçumana cresce, cá estamos nós os "filhos dos forçados" nesta batalha constante, de uma vez nos redescobrindo como judeus, continuarmos na senda da Toráh e da tradição dos nossos antepassados.A reportagem que vocês colocaram sobre os Judeus Etíopes, me alegra muito por um lado e me deixa completamente triste por outro. Me alegro pq vejo sinceramente, os filhos de Yaakov Avinu, que outrora num coma profundo, acordam e retornam à Crença dos seus antepssados. E um retorno digno e legítimo. Um retorno com gosto de Érets Israel, pois fizeram e ainda farão sua Aliáh. Sua "subida". A minha tristeza, embora jamais será entendida por aqueles judeus como eu, mas que não tiveram a história triste que nós os Benei Anussim tivemos nessas terras, é que por um motivo que todos nós estamos carecas de saber, não somos ouvidos. Esta é a realidade. Talvez eu esteja generalizando e errado por conta disto, mas esta é a realidade de pelo menos os Anussim que conheço. Que estão todo Shabat e toda semana comigo compartilhando, e procurando viver uma vida de Toráh. Porque não ha um interesse real e sincero por parte dos Rabinos com relação a nós? Até quando vão fingir que não existimos, que não passamos de histórias do passado, quando não muito estórias da carochinha? O certo é que ha um D'us nos Céus, que vê e olha a tudo e a todos!! NEste eu confio. Confio que por velar pela Sua palavra, fará as coisas acontecerem para que nós os Benei Anussim também tenhamos de volta o que nos fora arracado. Quando os Rabinos e o Estado de Israel tomam decisões como as tomadas em relação aos Judeus Etíopes, não estão fazendo favor a ninguém !!! Estão fazendo a obrigação de reconhecerem o direito real, judáico e legítimo destes que QUEREM VOLTAR AO SEIO DO CONVÍVIO DO "JUDAÍSMO JUDÁICO". É uma redundância, mas creio que vocês entendem o que eu quero dizer!!!Enquantos os que possuem autoridade para nos ajudar, (principalmente aqueles que como eu, que querem viver com todos os direitos e deveres em Israel) preferem nos dar as costas como resposta, nós não temos outra alternativa, senão CONTINUARMOS, seguindo em frente, construindo nossas comunidades, nossas associações, nossas sinagogas aqui nesta Galut, até o dia em que Hashem por fim a este nosso cativeiro !!!!Berachot a todos !!!
Tiago da Rocha Sales (Ia'aqob Tsur)

Stone defendendo Hitler e piada de extremo mal-gosto!!!!Cara palhaço, que não respeita os 6 milhoes de judeus mortos de forma mais vil e covarde, como nunca se viu na historia da humanidade!!!!Shoa nunca mais!!!!
Paulo Cesar da Silva


Prezado Osias, Shalom! Gostaria de te pedir um favor especial.  Recebo com grande prazer teus emails, todavia não sei pq razão (por qual motivo talvez de configuração) eu não consigo visualizar as imagens que o acompanham.  Apenas  visualizo o texto.  Será que vc saberia me orientar em termos de como configurar de forma a que eu possa visualizar as imagens?  Antecipadamente agradecido,
Abraão Roizenblit.
NR.- Depende do anti-virus de seu computador. Em caso de futuros problemas sugerimos acessar o conteúdo pelo site www.ruajudaica.com

Oliver Stone deve ter um propósito que desconhecemos e que, além de obscuro, talvez tenha algo a ver com a sua sanidade, comprovadamente abalada e desfigurada, dada as suas declarações e a postura q adotou, acerca da maior violência humana já registrada pela história. Veja bem, qualquer cidadão minimamente esclarecido teria vergonha de se expor publicamente, aventando a possibilidade de eximir Hitler da responsabilidade que o consagra na história, comprovada e documentada. Quem faz isso ou é ignorante ou é um demente e tratar o assunto enviesando-o num outro contexto é um insulto! O Homem queria a todo custo dominar a Europa e o mundo, exterminar grupos que julgava impuros, como quase o fez e, com a ajuda de propagandas massivas, dispostas a quem queira ver até hoje e cujos preceitos, no mundo atual, custamos a acreditar que existiram! Daquela forma, com aquelas propostas! Fora essas declarações toscas de Oliver Stone, vemo-lo mancomunado com as piores "autoridades" atuais. Ditadores populistas empenhados em criar ciladas que os perpetue no poder, especialistas em arruinar nações, em podar a liberdade, em aviltar a democracia, em violentar o desenvolvimento humano, que tanto já padece nesse mundo cheio de diferenças, repleto desses oportunistas! Oliver Stone é digno de pena, de piedade, de clemência, porque não faculta bem do que diz e, encerra a sua carreira manchado pela indignação de quem o notava. Digo isso porque quero crer que ele seja apenas alguém doente e não um monstro. Tenho certeza de que o mundo em que habitamos, com todas as suas diferenças, com todas as suas falhas e com todas as limitações, de todos os povos, saberá discernir a verdade quando se tratar de Hitler e, que nenhum homem, seja qual for sua crença, seus preceitos ou sua formação, poderá negar ou mudar o que as linhas do tempo não apagam. O único contexto cabível a Hitler é o de que ele não era humano, Hitler era um monstro, movido pelo ódio e pela loucura, do que existe de mais deplorável em qualquer ser já existente nesse mundo. Oliver Stone é só mais um apelando pra aparecer e justamente para uma platéia cujo mundo civilizado inteiro despreza e que, inclusive, pode devorá-lo. Tenho pena de Oliver Stone e de todos os envolvidos nessa produção macabra. Oliver Stone é um coitado, um infeliz.
Mário Celso de Moraes-São Paulo-SP  Brasil

 

 
 

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof