Edição 129        Diretor / Editor: Osias Wurman Domingo, 02 de Agosto de 2009

 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


-Exército libanês se prepara para eventual ataque de Israel na fronteira.

- Governo iraniano acusa nações ocidentais como responsáveis pelas mortes nos distúrbios pós-eleitorais, com ênfase para a Inglaterra.

- Alguns assessores de Netanyahu estão certos de que o israeli-americano Rahm Emanuel está incitando Barak Obama contra o governo de Israel.
- Relatório indica que 65 mil empresas israelenses estão em risco de encerrar seus negócios, com predominância para restaurantes e pubs, onde 29% estão em risco iminente de fechar.
- O governo americano reiterou as sanções contra a Síria por incitamento ao grupo Hezbollah que desestabiliza o Líbano.
- Pesquisa em Israel indica que 64% de todos os israelenses judeus, incluindo 50% dos seculares,  desejam que o Grande Templo de Jerusalém seja reconstruído.
- Os hotéis de turismo em Israel apresentam uma queda de 27% na presença de estrangeiros no primeiro semestre de 2009, enquanto os israelenses cresceram em 3% a presença nos hotéis.







Osias Wurman
Jornalista


NEUTRALIDADE UNILATERAL?

Aplaudimos toda e qualquer iniciativa equitativa que tenha como finalidade estimular a paz entre palestinos e israelenses.

Mas este não é o caso do propalado jogo amistoso entre os times do Flamengo e Corinthias, organizado pelo Itamaraty, para acontecer em setembro na cidade palestina de Ramallah.

É notória a popularidade do futebol na região e, mais ainda, quando jogadores famosos como Ronaldo do Corinthians e veteranos do Flamengo como Zico, pretendem estar no grupo visitante.

Se desejamos prestar uma homenagem à paz, devemos fazê-la de forma neutra e transparente.

Porque contemplar apenas a torcida palestina com a exclusividade em assistir uma homenagem destinada a provocar efeito em dois lados ?

Da forma errada como foi idealizado, o que estaria sendo plantado no evento, seria mais um motivo desagregador e unilateralmente distorcido.

Os aficionados israelenses, que torcem e admiram o futebol brasileiro, ficariam “assistindo” do outro lado da fronteira, impossibilitados de entrar como cidadãos de um país estrangeiro.

Alguns descredenciados da comunidade judaico-brasileira, sem mandato em qualquer entidade que lhes garanta qualquer representatividade, endossaram de forma egoísta,arbitraria e particular, a pretendida aberração.

Felizmente prevaleceu a ordem hierárquica, e o presidente da CONIB, Dr. Claudio Lottenberg, à frente de uma delegação da entidade maior do judaísmo brasileiro, pleiteou e conseguiu do Presidente da República, que fosse feita gestão junto ao Itamaraty para que sejam realizados dois jogos, um em cada lado da fronteira.

Desta forma, concretizada a promessa do Excelentíssimo Sr. Presidente Lula, estaremos assistindo uma verdadeira homenagem à paz e à justiça na região.

 

 
     
     
 

MADONNA NO JORNALISMO

O maior jornal israelense, "Yediot Ahronot", anunciou com orgulho, Na quarta-feira passada, sua mais nova correspondente internacional - Madonna. A assinatura da "material girl" está na primeira página do diário, com um resumo de um artigo que será publicado na íntegra na edição de sexta-feira, intitulado "Como minha vida mudou".


O jornal traduziu seu texto para o hebraico. Madonna não é judia mas adotou o nome hebraico de Esther e se envolveu com o lado místico do judaísmo através do estudo da cabala. Em seu artigo, a popstar de 50 anos descreve seu despertar para a religião há cerca de 14 anos, dizendo ter compreendido que fama e fortuna não são o fim, mas apenas o início.

Em 2004, a cantora fez uma peregrinação a Israel. Madonna planeja fazer dois shows no país em setembro, como parte da turnê "Sticky and sweet tour".


 
 

SOLIDARIEDADE A JOSÉ DE ALENCAR


Presidente e rabino da CIP visitam vice-presidente da República

O vice-presidente da República, Sr. José Alencar, recebeu nessa quarta-feira, dia 29 de julho, a visita da presidente da Congregação Israelita Paulista, Sra. Dora Lucia Brenner, e do rabino Michel Schlesinger. Na ocasião, o rabino Schlesinger realizou uma prece pelo pronto restabelecimento do vice-presidente, que se encontra internado no hospital Sírio Libanês. Os dois aproveitaram o encontro para convidar o político para a apresentação que a Orquestra Filarmônica de Israel, sob regência do maestro Zubin Mehta, fará na Sala São Paulo, dia 9 de agosto, em beneficio da CIP.  


 
 

FELIPE MASSA ESTÁ EM BOAS MÃOS

ENTREVISTA EXCLUSIVA DO MÉDICO JUDEU-HÚNGARO E DIRETOR ADMINISTRATIVO DO ÁEK, HOSPITAL MILITAR DE BUDAPESTE para “NOTÍCIAS DA RUA JUDAICA”

Por Judith Klein - Budapeste, 29 de julho de 2009.


Assista a entrevista em : http://www.owurman.com/videos/felipe_massa_20090729.wmv

O Prof. Dr. Andor Grósz é diretor administrativo do Hospital Militar de Budapeste (ÁEK). Em entrevista exclusiva para os leitores do “Notícias da Rua Judaica”, Dr. Grósz contou como foi a entrada, a operação e a recuperação do piloto brasileiro de Fórmula 1 Felipe Massa.


Hospital Militar de Budapeste

Às 15:20 horas do último sábado (25 de julho de 2009), trazido de helicóptero, deu entrada no Hospital Militar de Budapeste o piloto brasileiro de fórmula 1 da Ferrari Felipe Massa, após ter sido atingido por uma mola que se soltou na pista. Submetido imediatamente a uma operação que durou 1 hora, retirou-se do lado esquerdo da testa de Massa os fragmentos do osso fraturado após o choque, afastando assim o perigo de complicações maiores que poderiam se seguir, caso a operação não tivesse sido realizada rapidamente.

Depois da operação, Felipe Massa foi internado em UTI, de onde saiu esta manhã (29), e se recupera satisfatoriamente. Seu estado clínico geral é estável, e esperamos que dentro de poucos dias ele possa retornar ao convívio da família e à vida normal. Perguntado sobre quando o piloto poderá deixar o hospital, Dr. Andor Grósz disse que é difícil de prever, pois ainda é cedo para prognosticar a total ausência de possíveis seqüelas, que em geral levam algum tempo para aparecer.

Quanto à transferência de Felipe Massa para outro hospital em Paris, Dr. Grósz negou esta hipótese, anteriormente aventada pela assessoria de imprensa do piloto. Tanto o diretor da Ferrari, quanto a família de Massa, se disseram inteiramente satisfeitos com o nível de atendimento dado ao paciente, e pensam que o melhor é que ele continue aqui em Budapeste até sua total recuperação e alta. Isto equivale a dizer que o tratamento que Felipe massa recebeu aqui é o melhor possível.


György Sessler e Dr. Andr Grósz

Andor Grósz tem 55 anos, é casado e pai de duas filhas. É diretor-substituto do Administrador Geral do Hospital Militar de Budapeste, ÁEK (Álami Egézségügyi Központ); Professor catedrático da Faculdade de Medicina;General médico do Exército Húngaro, Especialidade: oftalmologia; Presidente da Comunidade Judaica de Kecskemét e arredores, onde vive uma população de cerca de 100.000 habitantes, e um grande número de judeus; Membro da Diretoria do Mazsihisz (Confederação das Comunidades Judaicas da Hungria).


 
 

FACEBOOK RETIRA SITE DE TERRORISTA

Um político israelense e pessoas que apóiam Israel tiveram sucesso para a redução da presença do líder do Hezbollah, Sheikh Hassan Nasrallah, na rede social da mídia através da sua página para fãs de Nasrallah - que se gabava de ter mais de 9.000 adeptos – e que foi retirada na segunda-feira do site de rede de relacionamentos Facebook. A batalha contra a página de adeptos foi travada pelo ex-ministro da segurança interna e parlamentar Avi Dichter (Kadima) e a ‘Jewish Internet Defence Force’ (JIDF) =  Força de Defesa Judaica pela  Internet, que combate o anti-semitismo e o terrorismo na web. O Facebook tem regras sobre as páginas que são de ódio e que promovem o comportamento terrorista e, portanto, Dichter solicitou que os que o apóiavam  denunciassem o fato ao site de fãs. O JIDF enviou "alertas para ações" para cerca de 100.000 pessoas através do Facebook, Twitter e e-mail. "Não faz sentido que terroristas como Nasrallah, bin Laden e outros possam ter uma página numa rede social que eu, você e toda a família utilizamos para o prazer" disse Dichter ao Jerusalem Post na terça-feira.


Conteúdos online como a página de fãs pró-Nasrallah são bastante comuns, disse David, que é o fundador do JIDF por e-mail. Ele pediu que o seu sobrenome não fosse divulgado para proteger a sua privacidade. Quando o JIDF encontra um site que promove o ódio, a violência ou o terrorismo, tenta tomar as medidas necessárias, disse David. No início desta semana o Facebook retirou uma página de fãs dedicada a Ismail Haniyeh que é o primeiro-ministro do Hamas em Gaza. Existem muitas razões que o Facebook desativaria um perfil ou uma página, informou um porta-voz da empresa através de um e-mail. Perfis ou páginas que são "falsos, de ódio ou ameaçadoras para os outros, ou que representam ou promovem organizações terroristas reconhecidas" podem estar sujeitas a retirada. O JIDF descobriu o site de fãs de Nasrallah na sexta à noite. Já no sábado, à tarde, o escritório de Dichter também foi informado. Nisan Ze'evi, que é assistente para a assuntos sobre a média social de Dichter, informou que havia visto o site com numerosos comentários e observações, e o que é o mais preocupante - fotos de Hitler, soldados israelenses mortos e tanques danificados do IDF. Dichter decidiu utilizar a sua presença no Facebook para fazer alguma coisa sobre isso. Ele informou aos seus seguidores sobre como denunciar a página para o Facebook e para dizerem a outros sobre o mesmo. Um grupo de cerca de 15 adolescentes e jovens adultos permaneceu até altas horas da noite para divulgar a denuncia. A resposta para os seus apelos à ação foi notável disse Ze'evi. Alguns usuários do Facebook até mesmo postaram conteúdo israelense - incluindo vídeos da supermodelo israelense Bar Refaeli – no site de Nasrallah para mostrarem o seu apoio à Israel. Já na manhã de segunda-feira de manhã Ze'evi verificou que a página de Nasrallah estava inativa. "Jovens que estão em férias escolares, em vez de estarem bebendo e fumando cigarros, agora estão lutando contra Nasrallah no mundo virtual" disse Ze'evi.

 
 

Arqueologia e o Segundo Templo

Uma única inscrição de dez linhas em aramaico na lateral de uma taça de pedra comumente utilizada para rituais de pureza, durante a época do Segundo Templo, foi descoberta recentemente durante escavações arqueológicas no Monte Sion em Jerusalém, segundo informou o The Jerusalem Post. Inscrições deste tipo são extremamente raras e apenas um pequeno número delas foi encontrado em escavações científicas feitas dentro da cidade. As escavações arqueológicas estão sendo realizadas dentro do Parque Nacional Gan Sovev Homot Yerushalaim, perto do Portão de Sion. Os trabalhos estão sendo dirigidos pelos Professores Shimon Gibson e James Tabor da Universidade da Carolina do Norte, em Charlotte, e com a coordenação de Evyatar Cohen e Tsvika Tsuk da Autoridade de Parques de Israel. As escavações são uma continuação dos trabalhos realizados no local durante a década de 1970 por Magen Broshi, quando uma monumental inscrição em árabe do século XIII foi encontrada. Esta inscrição deverá ser exibida na nova ala arqueológica a ser aberta no próximo ano no Museu de Israel.


Esta nova inscrição em aramaico, do primeiro século da era cristã, está sendo presentemente decifrada por uma equipe de peritos em epigráficos, num esforço para determinar o significado do texto, que é claro, mas críptico. As escavações também produziram uma seqüência de restos de construções que remontam aos períodos dos Primeiro e Segundo Templos, durante os períodos bizantino e iniciais do período islâmico.

Do período do Segundo Templo, os arqueólogos descobriram uma grande casa com uma mikve (piscina de purificação), com um teto abobadado extraordinariamente bem preservado. Dentro desta casa foram encontrados três fornos de pão, que remontam ao ano de 70 da EC, quando as tropas romanas de Tito invadiram a cidade. Arqueólogos acreditam que esta área da parte alta da cidade de Jerusalém serviu como alojamentos sacerdotais de Jerusalém durante a época do Segundo Templo.


 
 

COEXISTÊNCIA ENTRE RABINOS E IMÃS

Delegação de líderes espirituais da Europa visitou os EUA para conhecer  "sinagogas gêmeas", que é uma iniciativa destinada a fazer avanços no diálogo inter-religiões, a luta contra o anti-semitismo e a islamofobia. Uma delegação de mais de duas dezenas de imãs e rabinos europeus compareceram na semana passada numa reunião na Casa Branca onde prometeram participar nos esforços americanos para o combate à islamofobia e ao anti-semitismo.


A declaração foi assinada por líderes religiosos de nove países europeus, após uma missão inter-religiosa de quatro dias nos Estados Unidos, e que levou o grupo para a Casa Branca, Departamento de Estado, Congresso Nacional, Museu Memorial do Holocausto, Nações Unidas, ‘Ground Zero( Local onde ficavam as torres gêmeas em NY), e até mesmo ao Yankee Stadium.

A missão foi organizada pela ‘Foundation for the Ethnic Understanding- Fundação para o Entendimento entre as Etnias’ em conjunto com o Congresso Judaico Mundial nos Estados Unidos e da Sociedade Islâmica da América do Norte.

Como parte da declaração, os rabinos e os imãs se esforçaram para participar num fim de semana no futuro para a geminação de Mesquitas e Sinagogas na América do Norte e na Europa, e que deverá acontecer entre os dias 13 a 15 de novembro de 2009. Durante a "geminação", as mesquitas locais e as sinagogas irão se juntar na base de uma-a-uma para manterem programas para a promoção da unidade e a compreensão mútua.

Os programas de geminação centrar-se-ão sobre algumas questões que incluirão o combate à islamofobia e ao anti-semitismo, a luta contra a pobreza, para que seja garantido um tratamento justo para os imigrantes e refugiados, a conservação do meio ambiente e maneiras para se reunirem jovens muçulmanos e judeus. Durante o período da missão, aos delegados foram apresentados o sucesso das iniciativas americanas inter-confessionais, as quais também poderiam ser aplicadas nos seus respectivos países, para facilitarem e encorajarem um diálogo com seus colegas e trabalharem para a melhoria da imagem americana junto aos muçulmanos em outros países. Os imãs e rabinos vieram da Bélgica, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Rússia, Suíça e Reino Unido.


 
 

ARMAÇÃO DIPLOMÁTICA


Grupo de israelenses que compareceu ao evento em caráter particular.

Nos dias 27 e 28 de julho foi realizado no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, um evento intitulado “Seminário Internacional de Mídia sobre a Paz no Oriente Médio – Promovendo o diálogo israelense-palestino – um ponto de vista sul-americano”. O evento foi organizado pelo Departamento de Informação Pública (“DPI”) da ONU em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Tal Seminário já vem sendo realizado anualmente em diversos países, sendo esta a primeira edição sediada no Brasil. Em suas edições anteriores, o Seminário foi palco de severas e virulentas críticas dirigidas exclusivamente a Israel, que acabaram por tirar por completo a legitimidade e credibilidade do evento como promotor da paz. Talvez por isso, o governo israelense tenha decido não mandar qualquer representante ao Rio de Janeiro este ano.

O governo brasileiro, por sua vez, deu grande importância ao evento, e se fez representar pelo Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, bem como pelo Assessor especial da presidência da república para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ambos reiteraram o desejo do Brasil de participar ativamente como intermediador no conflito no Oriente Médio, certamente como parte de uma aspiração de obter no futuro um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Além das autoridades brasileiras e da ONU, participaram do evento diversos jornalistas que cobrem os acontecimentos do Oriente Médio.

Embora tenha sido ressaltada a importância de uma mídia precisa e equilibrada, uma vez mais este não foi o tom do Seminário. Poucos foram os jornalistas que se recusaram a aceitar a versão de que o conflito em questão possui apenas um culpado (Israel) e uma vítima (os palestinos). A maior parte dos conferencistas aproveitou seu tempo de exposição para reiterar suas críticas a Israel e condenar sua postura em relação aos palestinos. Por outro lado, atentados terroristas, lançamento de foguetes contra a população civil de Israel e uso de civis como escudos humanos pelo Hamas foram praticamente ignorados. Tampouco se falou sobre o incitamento ao ódio observado em grande parte da mídia árabe.

O jornalista palestino Ahmad Issa Adwiad foi um dos poucos participantes dispostos a criticar o terrorismo do Hamas e a violência que este grupo pratica contra os próprios palestinos de oposição com a colaboração da Síria. Infelizmente, seu discurso não recebeu a devida atenção da imprensa, que praticamente ignorou sua participação no evento.

Flavio Naidin, advogado.

Exclusivo para a Rua Judaica

(Fotos:Eial Sztejnerg)


 
 

CONIB VISITA LULA E CRITICA “JOGO DA PAZ”


Claudio Lottenberg entrega a Lula uma Mezuzah, recipiente afixado nos umbrais das portas de residências judaicas contendo uma oração em hebraico.

Uma delegação da CONIB- Confederação Israelita do Brasil conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre temas como a situação atual no Oriente Médio e a eventual vinda a Brasília do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. O presidente da Conib, Cláudio Lottenberg, expressou suas críticas em relação a contatos do governo brasileiro com o dirigente iraniano.

O presidente Lula enfatizou que os contatos não significam endosso a posições de Ahmadinejad. Afirmou rechaçar com veemência idéias como a negação do Holocausto e a destruição de Israel, teses defendidas pelo presidente iraniano. Lula disse que, com ações junto a diversos países do Oriente Médio, busca contribuir com a construção de um diálogo amplo na região, a fim de se alcançar um cenário de pacificação.


Diretores da CONIB e da FISESP com Lula, Dilma Rousseff e Clara Ant.

Cláudio Lottenberg, no encontro realizado na semana passada, criticou a forma como é organizado o chamado “Jogo da Paz na Palestina”, proposta do Itamaraty para levar Corinthians e Flamengo a um jogo na Cisjordânia. “Para nós, não faz sentido um jogo da paz em que não haja israelenses, já que as autoridades palestinas não garantem a segurança para eles irem a Ramallah”, sustentou Lottenberg. “Somos a favor da iniciativa, mas ela está sendo conduzida de forma errônea”. A delegação da Conib sustentou ainda que a iniciativa, com novas características, deveria levar o nome de “Jogo da Paz no Oriente Médio”. O presidente Lula se comprometeu a falar com o Itamaraty sobre o assunto. A partida está inicialmente prevista para ocorrer em setembro.

Na reunião da semana passada, Lula recebeu a delegação da Conib acompanhado de Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, e de Clara Ant, assessora especial da Presidência da República.


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

PÂNICO SUÍNO

Semana passada dei-me conta de como o pânico em relação à gripe suína chegou finalmente, com força total, a Israel. Minha filha, de um ano e meio, começou a ter ataques de tosse por algum motivo que ainda não descobri. Um médico acha que ela pegou um vírus desses normais. Outro acredita que ela é alérgica a alguma coisa. Seja o que for, está longe de ser gripe suína. Mas só o fato de ela tossir parece preocupar muita gente. Nunca vi tanta gente olhando para uma criança que tosse.

Na terça-feira passada, uma moça que chegou a se afastar de nós no meio da rua quando ouviu a menina tossir. Nesse mesmo dia, os principais jornais do país publicaram manchetes apocalípticas (como é de costume, na imprensa daqui...) sobre a morte do primeiro israelense vítima de gripe suína: um morador de Eilat, no sul do país, de 35 anos. Ele morreu de pneumonia após contrair o vírus H1N1.

A gripe passou a ser o principal assunto entre os israelenses. Principalmente pelo fato de que é muito difícil diagnosticar quem tem gripe suína e quem pegou apenas uma gripe normal. Alguns casos graves (um bebê em Petah Tikva e uma mulher grávida em Jerusalém, por exemplo) estão sendo acompanhados de perto pela imprensa, aumentando ainda mais a sensação de pânico.  Até agora, cerca de 1.500 casos foram confirmados. Mas o ministério da saúde de Israel divulgou que a expectativa é de que mais de 700 mil israelenses peguem a doença (10% dos moradores do país!).

Num passo criticado por muitos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu gastar mais de US$ 150 milhões para comprar vacinas suficientes para todos os israelenses. Isso depois que especialistas afirmaram que uma vacina totalmente eficiente ainda não foi fabricada. Seria um passo populista, sem efeito real na luta contra a epidemia.

Segundo o doutor Motti Ravid, um dos médicos ouvidos pela mídia nacional, o auge do contágio ainda está longe. Isso porque estamos, por aqui, no verão. Só daqui a uns seis meses é que Israel vai sentir o baque de uma epidemia da nova gripe. Em geral, em janeiro e fevereiro é que a maioria dos israelenses costuma ter gripe. Metade do país falta ao trabalho e à escola (metade é exagero, mas muitos...).

Até lá, segundo Ravid, vai ser difícil evitar o contágio coletivo. Até porque, mesmo que o governo do país gaste uma tonelada de dinheiro em vacinas experimentais, até que elas cheguem à população pode ser tarde demais. A solução é apenas uma: informar a população sobre os sintomas da doença e quem deve se preocupar de verdade (mulheres grávidas, crianças, idosos e doentes). Explicar o que é o vírus é o primeiro passo para diminuir o nível do pânico e, em consequência, aumentar a eficiência do tratamento em geral.


 
 


Canadá Recusa Professor Terrorista

Após duras criticas de organizações judaicas, a Universidade de Carleton no Canadá desistiu na terça-feira DE seus planos para readmitir um professor acusado de matar quatro pessoas em 1980 por atentado a bomba contra uma sinagoga em Paris. Diab Hassan de 55 anos tinha um contrato para lecionar aulas de sociologia dois dias por semana até meados de agosto. O advogado de Diab disse a um tribunal, na segunda-feira, que o seu cliente esperava retornar a lecionar nesta semana. Mas a universidade informou que um professor em tempo integral "o irá substituir imediatamente" e explicando que a mudança tinha o objetivo de fornecer aos alunos "um ambiente acadêmico estável, produtivo e favorecedor para a aprendizagem". O informe também dizia que não haveria nenhum comentário adicional sobre o assunto.

Diab, que nasceu no Líbano e se tornou cidadão canadense em 1993, tem estado virtualmente sob prisão domiciliar desde que foi preso no ano passado. Ele foi libertado sob fiança, mas sob condições estritas, enquanto ele luta contra os esforços das autoridades francesas para a sua extradição para aquele país. O escritório da influente organização B'nai Brith no Canadá afirmou que a universidade tinha feito "a coisa certa" não deixando Diab ensinar. Antes da declaração da universidade sobre Diab, a organização divulgou uma declaração dizendo que era "profundamente perturbadora" a notícia de que o suposto elemento que explodiu uma bomba mortal na sinagoga da Rua Copérnico estará lecionando. "Os canadenses deveriam estar extremamente preocupados que um alegado terrorista, acusado de cometer tais atos hediondos, e que iria ensinar os nossos jovens numa das principais universidades do Canadá", disse Frank Dimant que é o vice-presidente executivo da B'nai Brith do Canadá.

"Achamos que é deplorável que a diretoria da universidade achE que não existe nada de errado empregando Diab. A proteção e a segurança da comunidade como um todo, e do campus da Universidade Carleton em particular, são grandes preocupações para nós".


 
 

Colonos Querem Retornar

Quatro anos se passaram desde a retirada dos assentamentos mas os colonos pretendem regressar a Gush Katif. Trazei o povo de Israel de volta para Gush Katif era a frase principal do comício realizado perto cruzamento de Kissufim; ex-colonos israelenses lamentam a retirada unilateral de Gaza e se dizem "abandonados" pelo Estado. Cerca de 2.000 pessoas participaram na terça-feira passada de um comício perto do cruzamento de Kissufim para marcar os quatro anos desde a retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza. A maioria dos participantes era de antigos colonos de Gush Katif que foram evacuados.


Pinchas Wallerstein, que é Diretor-Geral do Conselho Yesha, disse no evento: "Eu sinto um sentimento de perda que caiu sobre nós pelo Hamastan ", afirmou durante o comício que tinha o título "Tragam o povo de Israel de volta a Gush Katif". "O Estado nos abandonou. Nenhum dos que foram evacuados consegue ganhar o seu sustento nem estão vivendo em casas permanentes, e este é o nosso fracasso" disse ele. Segundo estatísticas apresentadas pela Comissão Gush Katif, a maioria dos desalojados ainda não começou a trabalhar em residências permanentes, e os trabalhos para uma infra-estrutura inicial para as obras, ainda não tiveram início em 48% das comunidades destinadas para os desalojados. A taxa de desemprego entre os desalojados é de 21%, especialmente nas áreas de Ashkelon e Nitzan.

Entre os poucos membros do Knesset que participaram do rali estava Uri Ariel (União Nacional) que disse que centenas de famílias que foram deslocadas ainda residiam em habitações temporárias. "Esta situação é intolerável. E digo ao governo: Cumpram com as suas promessas". Uma recente sondagem realizada pelo Instituto de Pesquisas Maagar Mochot para o Comitê de Gush Katif constatou que 68% dos israelenses lamentam o apoio que deram no passado para a desocupação, ao contrário de 22% que disseram que não lamentam. A pesquisa também mostrou que 66% dos israelenses acreditam que o tratamento dado pelo governo em relação aos desalojados é "insatisfatório", mas 54% disseram Gush Katif não deveria ser reinstalada. Apenas 19% dos entrevistados eram a favor da reinstalação da área.


 
 

VERBORRÉIA DE HUGO CHÁVEZ

Os Estados Unidos querem que a Colômbia "seja o Israel da América Latina" e, da mesma forma que o Estado judeu impede a unidade árabe, os colombianos bloqueiam a "união do mundo latino-americano", disse hoje o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Para Chávez, "os EUA estão desesperados" e por isso, "com apoio americano, aconteceu no mês passado o golpe de Estado contra Manuel Zelaya em Honduras, "e por isso ataca" agora a Venezuela e o Equador através da Colômbia.


"A Colômbia é um braço do império", afirmou o presidente venezuelano. Chávez, que nas duas últimas semanas acusou do mesmo modo a Colômbia, rompeu no ano passado relações diplomáticas com Israel, após ataques aos palestinos. Anunciou que possivelmente fará o mesmo com a Colômbia, após ordenar a retirada de seus funcionários em Bogotá - com exceção do diplomata de menor categoria - devido a acusações sobre um desvio de armas venezuelanas à guerrilha colombiana. O papel que "o império" atribuiu a Israel e à Colômbia explica "tanta afinidade" entre esses países e "devemos estar a cada dia mais cientes", afirmou Chávez. EFE


 
 

LIBERMAN CONTESTA CHÁVEZ

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, assegurou em Bogotá que o país não tem a intenção de interferir nos problemas da América do Sul. "Nós (os israelenses) temos problemas suficientes em nossa região (o Oriente Médio)", afirmou Liberman, que esteve na capital colombiana numa visita oficial de dois dias. Com esta afirmação, Liberman respondeu às críticas que recebeu do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao fazer referência também às relações deste com o Governo iraniano, cuja presença na região é considerada como um perigo por Israel.

Este assunto e a eventual presença do grupo islâmico libanês Hisbolá na América Latina centrou a agenda de Liberman em sua viagem pela região, quando visitou a Colômbia após uma visita ao Brasil, à Argentina e ao Peru. "O presidente Chávez é muito famoso por sua maneira de enfrentar as situações e por sua estranha forma, estranho idioma em relação com Israel e, talvez, com outras nações da comunidade internacional", observou o ministro. O chanceler israelense disse que os problemas que o presidente venezuelano enfrenta na região são da Venezuela, como país do âmbito sul-americano. "Nós não temos nenhuma intenção de interferir nestes problemas da América do Sul", disse Liberman durante uma entrevista coletiva com seu colega da Colômbia, Jaime Bermúdez. "Parece que hoje Israel deve ser cada vez mais ativa neste continente, porque vamos desempenhar um papel maior na comunidade internacional e na política internacional", afirmou. Neste contexto, o ministro lembrou que Israel teve a "má experiência" de dois ataques terroristas na região, ambos na Argentina. EFE


 
 

BONDER INAUGURA CENTRO CULTURAL

Será inaugurado no próximo dia 3 de agosto o Centro de Cultura e Tradição Judaica Midrash no Leblon-RJ. Midrash em hebraico significa "extrair sentido". A expressão foi escolhida pelo rabino Nilton Bonder para dar nome ao novíssimo centro de cultura e tradição judaica. Em um casarão de três andares e 450 metros quadrados, onde funcionou a academia de ginástica Yara Vaz, as portas se abrirão para cursos, exposições, pocket shows, debates e exibição de filmes. "É um espaço nos moldes de um Instituto Goethe ou de uma Aliança Francesa", exemplifica o religioso. "Vamos abordar como a tradição judaica dialoga com a cultura local e produz diferentes resultados." Na estreita Rua Venâncio Flores, o imóvel de três andares chama atenção pela fachada esculpida com caracteres hebraicos, uma criação do arquiteto paulista Isay Weinfeld, autor do projeto de reforma, cujas obras custaram 2 milhões de reais. As letras recortadas permitem que a luminosidade invada as quatro salas, com capacidade para vinte a oitenta lugares cada uma. "Queremos que a casa se transforme em um lugar de encontros e produção cultural, mantendo sua identidade histórica mas sem um olhar tribal", diz a diretora de teatro Joice Niskier, responsável pela variada programação, em parceria com os curadores Paulo Moura (música) e Halina Grynberg (conteúdo). "É um desafio."

O ambiente despojado e com traços contemporâneos acolherá debates variados: cabala, jazz, teatro, a política externa de Barack Obama, cinema e psicanálise – e tudo pode ser acompanhado no site do local. Entre uma aula e um filme, os frequentadores poderão renovar as energias com comidinhas kasher preparadas segundo as regras da Torá, o livro sagrado dos judeus, e servidas em uma cafeteria no térreo. Na primeira semana de funcionamento, a programação foi pensada como uma apresentação da casa à comunidade. Na agenda inicial, estão previstos uma mostra de curtas israelenses de animação, um bate-papo do escritor Moacyr Scliar com o desenhista Ziraldo e uma apresentação do flautista e saxofonista David Ganc com o violonista Mauro Perelman, na estreia da série Saideira Musical. As próximas atrações da programação são os cantores Jorge Mautner, Soraya Ravenle e Ithamara Koorax. Na semana seguinte, começam as aulas. O rabino Bonder fala sobre "Atos de misericórdia"e "A cabala da alegria", enquantoa atriz Clarice Niskier, que fez sucesso com a peça A Alma Imoral, ministra o curso "Teatro e transgressão". Cada aula custa em média 70 reais. Nas palestras, filmes e shows, a entrada é gratuita. (VEJA/RIO)


 
 

Israel Prepara Plano Para Combater a Prostituição

A Comissão do Knesset sobre o Status da Mulher discute programas para a erradicação da prostituição e a reabilitação das vítimas de agressões sexuais, porém constatam a falta de dados reais sobre estes problemas em Israel. Isaac Herzog, que é o Ministro dos Assuntos Sociais, disse à comissão que o seu Ministério alocou substanciais quantidades de dinheiro para a realização de uma pesquisa especial sobre a extensão da prostituição em Israel. De acordo com o Instituto de Pesquisas Toda'a sobre a prostituição e o tráfico sexual, e que é membro da coligação internacional contra o tráfico de mulheres, 20.000 homens e mulheres se prostituem em Israel e cerca de 5.000 deles são adolescentes e crianças.

A comissão também debateu os fundos necessários para os seus programas. Ambos os programas foram incluídos no orçamento de 2007, mas a transferência dos fundos foi adiada e atualmente estão sob a custódia e gestão do Ministério da Fazenda.  O representante do Ministério da Fazenda que estava presente na reunião disse que até agora nenhum cronograma havia sido estabelecido para transferências orçamentárias. O Ministro Herzog disse à Ynet que "esses programas são extremamente importantes. “Estes recursos financeiros irão nos permitir colocá-los em prática e nós vamos exigir que o Tesouro os transfira para nós imediatamente". Orit Zuaretz (Kadima), que é membro do Knesset e presidente da subcomissão sobre o tráfico sexual, notou a falta de informações substanciais sobre a prostituição em Israel e acrescentou como exemplo que um dos pleitos das mulheres que são libertadas da prisão, é que para elas não existe uma forma real para ganharem o seu sustento e colocarem as suas vidas de volta nos trilhos e, portanto, eram compelidas a voltar para a prostituição.


 
 

Shopping Center em Jerusalém Oriental

Um prédio abandonado na Rua Saleh-a-Din irá em breve se tornar um centro comercial, e será o primeiro na parte leste da capital. A Rua Salah-a-Din tem servido como um centro de negócios na parte leste de Jerusalém desde a época do mandato britânico em Israel. Esta rua tem sido o local de muitos estabelecimentos, como o edifico principal dos correios e o  prestigioso Hotel American Colony que se localiza presentemente nas cercanias do bairro de Sheikh Jarrah.

Nos últimos dias, comerciantes da área e pessoas que passavam pelo local ficaram surpresos ao verem atividade num dos locais mais reconhecíveis da rua – as fundações de um grande edifício que havia sido abandonado há mais de 40 anos, o que o deixou num estado de degradação.

Desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, a estrutura de 10 andares se tornou um dos lugares mais rústicos da cidade e atualmente servia como morada para drogados, cafetões e sem-teto, e considerada como um grande risco sanitário.  Alguns dias atrás, trabalhadores de construção chegaram ao local e começaram a limpar o piso do andar mais baixo e colocaram uma placa (em árabe e em inglês) "Mall A-Dar - Muhamad Zaki Nusseibeh e filhos". Um advogado que tem escritório perto disse nesta semana que o término desse projeto iria revolucionar a parte comercial e a vida social de Jerusalém Oriental. O prédio é de propriedade da família Nusseibeh, que é uma das mais prestigiadas famílias palestinas da capital. Os Nusseibehs são muçulmanos que ainda hoje mantém a guarda das chaves da Igreja do Santo Sepulcro. Esta propriedade na Rua Saleh-Din é propriedade da família desde os tempos do domínio Otomano. Através dos anos o imóvel serviu como orfanato, uma enfermaria e uma escola. Em 1965 Muhammad e Hisham, que pertencem a família, planejaram transformar o local num hotel, mas o projeto foi abandonado devido a Guerra dos Seis Dias.

Há cerca de 10 anos atrás Muhammad Nusseiba, depois de ter obtido o acordo da família, decidiu construir um edifício para shopping center e escritórios no local. Não houve construções de novos edifícios em Jerusalém Oriental, desde 1967, e que carecia de um shopping center. O primeiro andar será um shopping e os demais andares serão de escritórios. Este projeto se constitui o primeiro empreendimento comercial em Jerusalém Oriental desde a sua anexação por Israel.


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque


TRAGÉDIA NA COMUNIDADE JUDAICA SÍRIA

Os mais de 75.000 membros da comunidade judaica síria de Nova Iorque moram principalmente no bairro de Brooklyn, entre as Avenidas I e V (de norte a sul) e entre a Avenida Nostrand e a Rua 6 West (de leste a oeste).  Os mais prósperos, que não são poucos, passam o verão no balneário bucólico de Deal, no estado de Nova Jersey. 

Trata-se de uma comunidade bastante tradicionalista, unida e solidária.  Diz-se que gastam cerca de 100 milhões de dólares por ano em obras de caridade e serviços comunitários.  Os 6.000 judeus que puderam emigrar da Síria na década de 90 com a permissão do então presidente Hafez Assad (com a condição de que não fossem viver em Israel) foram recebidos no Brooklyn com moradia, escola grátis e tudo o que necessitaram para uma rápida integração.  Ocasionalmente a comunidade é denegrida em público, especialmente por ex-membros, como nas peças de teatro “Syria, America” (em 2000) e “Stunning” (em 2009), e por outros judeus, como na longa matéria “The Sy Empire” no New York Times (em 2007).  [SY, pronunciado ‘éss-uái’, é como o judeu sírio é chamado por muitos].

Empresas bem sucedidas pertencentes a membros da comunidade incluem Century 21, Nobody Beats the Wiz, Rainbow, Jordache, Bonjour, Strawberry.  Alguns empresários, porém, sujaram seus nomes e a reputação da comunidade.  Eddie Antar foi dono de uma famosa cadeia de 43 lojas de aparelhos eletrônicos chamada “Crazy Eddie”.  Após uma longa investigação por fraude, em grande parte auxiliada por seu sobrinho e diretor financeiro Sam Antar (que conseguiu escapar da prisão graças ao seu testemunho), a companhia declarou falência e Eddie fugiu para Israel.  Foi extraditado para os EUA em 1993 e, além de pagar altíssimas multas, passou dois anos encarcerado.  Solomon Dwek, conhecido como “o filho do rabino” (seu pai é o fundador da Yeshivá e diretor do Kolel de Deal), fez uma grande fortuna em imóveis mas acabou perdendo quase tudo.  Em 2006 ele depositou um cheque de 25,2 milhões de dólares (sem fundos) num banco, transferiu 22,8 milhões por telefone, e acabou sendo preso pelo FBI.


Solomon Dwek

 


O maior trauma para a comunidade, no entanto, ocorreu no dia 23 de julho, quando um promotor federal anunciou a prisão de 44 pessoas, incluindo 3 prefeitos de cidades de Nova Jersey, um vereador e 5 rabinos (entre os quais Saul Kassin, considerado o rabino-chefe da comunidade judaica síria).  As provas de corrupção (contra os políticos) e lavagem de milhões de dólares através de instituições sem fins lucrativos (contra os rabinos) teriam sido obtidas graças à colaboração ativa e creativa de Solomon Dwek em troca de uma nova identidade e proteção para ele e sua família, em local obviamente não declarado.  Na opinião de Sam Antar, cuja experiência desonrosa não pode ser ignorada, as prisões efetuadas até agora são apenas a ponta do iceberg: “esse indivíduo caguetou 44 pessoas – alguns desses 44, para evitar a cadeia, vão entregar outros ... há 300 agentes [federais] trabalhando nesse caso, e eles não irão se contentar só com 44 presos”.

O rabino Israel Dwek, numa prédica de shabat, criticou duramente “as ações de um delator contra os seus companheiros” e declarou que seu filho Solomon não seria mais bem-vindo em sua casa (o boato de que ficaria de luto foi desmentido).  Dizem os advogados dos rabinos acusados que Solomon “implorou-lhes ajuda, antes de começar a servir a sua pena de prisão, para ocultar alguns de seus bens para o sustento de sua família”.  De acordo com a lei americana, a menos que a polícia possa provar que um acusado havia cometido ato(s) semelhante(s) no passado, a mera comissão de uma fraude por encorajamento ou pressão de um agente do governo não constitui um crime.  Muitos na comunidade judaica síria rezam para que seja esse o desenlace da tragédia.


 
 

Embaixada de Israel abre inscrições para workshop anti-drogas

Novo curso será oferecido pela Embaixada de Israel por meio do Centro de Cooperação Internacional, MASHAV. O workshop internacional "Enhancing Cooperation as Part of an Effective Demand Reduction Strategy Based on the  Israel Anti-Drug Authority's Model" ocorrerá em Israel de 19 de outubro  a 12 de novembro de 2009. As inscrições estão abertas até o dia 11 de setembro. As aulas serão em inglês e o curso irá oferecer aos participantes uma visão geral das estratégias israelenses no controle de drogas e enfatizar todas as questões relacionadas a: prevenção, tratamento e reabilitação, ação comunitária e muito mais.
Para os candidatos selecionados será oferecida uma bolsa de estudos que inclui pensão completa, assistência e seguro médico durante o período do curso. A passagem aérea não está incluída e as despesas pessoais são por conta do estudante.

Para maiores informações os interessados devem entrar em contato com a Embaixada de Israel em Brasília, em horário comercial, pelo e-mail: consulsec@brasilia.mfa.gov.il, pelo telefone (61) 21050500 ou pelo site http://brasilia.mfa.gov.il.


 
 

Itália cria fundo para Gaza

O governo italiano criou um fundo para fornecer ajuda emergencial à Faixa de Gaza, palco de uma ofensiva militar promovida por Israel em 2008. O Ministério de Relações Exteriores da Itália anunciou que serão liberados 4 milhões de euros para o financiamento de  projetos nas áreas de saúde, agricultura e saneamento básico.  Os recursos deverão ser repassados à região por meio do escritório da Cooperação Italiana em Jerusalém. A ofensiva em Gaza foi realizada em resposta a lançamentos de mísseis do Hamas na direção do sul de Israel.


 
 

Desconhecimento sobre o Judaísmo

Quatro quintos dos israelenses seculares, e mais da metade dos judeus por todo o mundo, definem o seu conhecimento sobre as práticas e tradições judaicas como medíocres ou poucas, conforme uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Rafi Smith para a União Mundial de Estudos Judaicos. Quinhentos judeus israelenses, com idades de 18 anos ou mais, participaram nesta pesquisa por telefone e que foi realizada entre os dias 7 a 9 de julho, e as suas respostas foram divididas com base nos seus níveis de observação das práticas religiosas (seculares, Masorti, religiosos e haredi (ultra-ortodoxos). Os participantes foram solicitados a classificar os seus conhecimentos sobre o judaísmo. Aos que tinham filhos com idades de 12 ou mais, foram perguntados sobre se os seus filhos tinham também conhecimento sobre o judaísmo, enquanto que aqueles que tinham filhos com menos de 12 anos, ou não tinham filhos, eram perguntados sobre o conhecimento dos seus pais sobre o judaísmo.


Esta sondagem revelou que 80% dos israelenses seculares, e 59% dos israelitas em outros países, definiam os seus níveis de conhecimento sobre o judaísmo e suas heranças judaicas como medíocres ou menos ainda. A porcentagem que alegavam um baixo nível de conhecimentos foi relativamente elevada entre os adultos acima dos 55 anos (21%), dentre os descendentes de judeus ashkenazi (22%), e entre aqueles com rendimentos financeiros acima da média (20%). Entre o público secular, o nível de conhecimento judaico e fontes judaicas das crianças foram percebidos como sendo igual ou ligeiramente maiores que a dos seus pais, enquanto que as pessoas sem filhos com idade maior que 12 anos achavam que os seus pais tinham conhecimentos judaicos muito maiores do que deles próprios. Esta pesquisa, portanto, assinala uma "geração perdida" de judeus que acreditam que todos os outros - tanto os seus pais como seus filhos - tem um conhecimento maior sobre os estudos judaico do que eles mesmos. Isto contrasta com a tendência que é geralmente percebida entre os judeus israelenses seculares que o "nível de conhecimento judaico tem constantemente diminuído – e que hoje os adultos sabem menos do que os seus pais e os seus filhos sabem ainda menos do que eles, afirmam os pesquisadores.

Em contrapartida, o nível de conhecimento sobre o judaísmo entre os haredim é cada vez maior: os pais acham que os seus filhos têm pelo menos os mesmos conhecimentos que eles, se não mais. O estudo aborda a crescente polarização na sociedade israelense, que chama de "o Estado de Tel Aviv contra o Estado de Jerusalém", enfatizando a profunda divisão entre eles em termos de interesse pelo conhecimento judaico. Entre os israelenses seculares, que definem o seu nível de conhecimento como sendo de um nível baixo, apenas 25% pretendem expandir os seus conhecimentos judaicos.

Mas quase metade (43%) de todos os israelenses seculares quer aumentar os seus conhecimentos sobre o judaísmo e as fontes judaicas, citando opções como o secular Beit Midrash (Centro de Estudos sobre a Toráh) (15%) ou instituições acadêmicas judaicas (14%). Além disso, 70% do público religioso "tradicional" quer expandir os seus conhecimentos, enquanto que a grande maioria dos haredim quer expandir os seus também.
Esta pesquisa foi realizada para a preparação do 15º Congresso Mundial sobre Estudos Judaicos e organizado pela Associação Mundial de Estudos Judaicos da Universidade Hebraica de Jerusalém e que será realizado durante os dias 2 a 6 de agosto. Durante os cinco dias deste encontro, milhares de participantes terão a oportunidade de escolher entre cerca de 1.400 diferentes palestras, que incluirão palestras sobre o mundo bíblico, a história de Israel, literatura rabínica e sobre o Talmud, literatura e cultura judaicas.


 
 


TV CHINESA PARA O MUNDO ÁRABE

A China está lançando um canal de televisão em língua árabe para mostrar ao Oriente Médio e ao norte da África a China "de verdade". A emissora China Central Television (CCTV) irá transmitir notícias, entretenimento e programas culturais 24 horas por dia. O canal faz parte do plano do governo chinês de promover os pontos de vista do próprio governo ao incentivar emissoras controladas pelo estado a buscarem uma audiência global. A nova emissora será acessível a cerca de 300 milhões de pessoas em 22 países de língua árabe a partir deste sábado. "É essencial sermos uma emissora multilíngue, multifacetada e com múltiplas perspectivas", disse Zhang Changming, vice-presidente da CCTV. "Esperamos que o mundo possa conhecer a China e a China possa conhecer o resto do mundo ainda melhor", disse Changming no evento de lançamento da emissora. Pequim, além de criticar a representação da China transmitida por emissoras internacionais, também restringe a mídia do país.


A CCTV já possui quatro canais de televisão internacionais que transmitem em inglês, francês e espanhol, além de chinês. A diretoria do canal se negou a responder quanto custou o canal árabe e quantos expectadores o grupo pretende atrair com o novo canal. A CCTV em árabe contará inicialmente com 80 funcionários e os programas serão apresentados por chineses que falam a língua. Changming afirmou que o objetivo da nova emissora é tentar equilibrar algumas das visões "distorcidas sobre a China, transmitidas por alguns canais internacionais". "O princípio é ser verdadeiro, objetivo, preciso e transparente. A CCTV vai apresentar ao mundo a China real", disse. O vice-presidente não citou, no entanto, que a mídia chinesa é rotineiramente censurada pelo governo e enfrenta restrições duras sobre as coberturas. A CCTV também pretende lançar um canal em russo em setembro e não é a única organização de comunicação chinesa que está expandindo sua cobertura. Em abril, o jornal chinês Global Times lançou uma edição em inglês com o objetivo de promover a visão do povo chinês aos estrangeiros. A China reclama há muito tempo dos relatos que considera "injustos" sobre o país, transmitidos por canais estrangeiros. No ano passado, houve até uma campanha contra a mídia internacional "preconceituosa", depois dos conflitos no Tibete, que levaram diversos correspondentes internacionais na China a sofrerem ameaças de morte. A China não é o único país que transmite no Oriente Médio. No ano passado, a BBC lançou seu canal de televisão público em árabe, a BBC Arabic TV.


 
 

Vacina contra a Gripe Suína em Israel

O Primeiro-Ministro Binyamin Netanyahu anunciou na quarta-feira passada que o Estado iria comprar uma enorme quantidade de vacinas H1N1, para distribuição a todos os cidadãos do país, caso seja necessário. A decisão foi tomada após uma reunião com o Vice-ministro da Saúde, Ya'acov Litzman. Tanto Netanyahu como Litzman concordaram com a vantagem de se manter um superávit de medicamentos antigripais e, portanto, decidiram comprar cinco por cento a mais da quantidade inicialmente prevista. O valor total da compra é de NIS 450 milhões. "Esta decisão coloca Israel no mesmo nível que os principais países do mundo sobre a disponibilidade de estoques futuros de vacinas contra a gripe", afirmou o primeiro ministro num comunicado à imprensa. "Neste contexto é importante enfatizar que as vacinas H1N1 ainda estão em fase de desenvolvimento e ainda não estão "na prateleira". As vacinas serão entregues para vários países, incluindo Israel, somente após a conclusão do seu desenvolvimento, o que deverá acontecer em poucos meses".


Na quarta-feira, Litzman havia informado que não acreditava que a compra fosse necessária, pois o antídoto ainda não estava totalmente pronto. No entanto, ele admitiu que os profissionais do seu Ministério eram favoráveis a esta aquisição, tendo em vista as previsões de que um em cada quatro israelense poderia contrair a gripe suína neste inverno. Falando pela Rádio do Exército, Litzman sustentou que o Tamiflu, que é uma droga anti-viral e que reduzia o risco de complicações, era o suficiente para lidar com esta epidemia que se espalha. "No presente momento não está havendo vacinação em Israel" disse Litzman. "Poderíamos estar preparados para investir fundos significativos, mas atualmente simplesmente não há a necessidade. E, além disso, quando as vacinas chegassem o inverno já teria passado". Litzman citou os receios de profissionais do seu gabinete que caso Israel não se apressasse e encomendasse as vacinas, a produção já estaria esgotada por encomendas feitas por outros países ocidentais.

 
 


SAUDITAS IMPÔEM CONDIÇÕES PARA PAZ

A Arábia Saudita reconhecerá Israel somente se este deixar os territórios árabes ocupados e aceitar o princípio de dois Estados, afirmou nesta quarta-feira o porta-voz da Arábia Saudita. "Nossa posição é bem conhecida e corresponde a Israel avançar seriamente rumo ao processo de paz", declarou à AFP Usama Nugali, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, depois dos apelos do emissário americano George Mitchell pedindo gestos positivos dos países árabes com relação a Israel. "Como todos sabemos, Israel continua adotando medidas unilaterais para mudar, na área, os traços geográficos e demográficos através da construção de colônias e da expansão das que já existem", acrescentou o porta-voz saudita.


Barak Obama encontrou-se como rei Abdullah em Rihad.

"A iniciativa de paz árabe é muito clara", destacou, acrescentando que "Israel deve se retirar dos territórios árabes, acabar com a ocupação e resolver os problemas do conflito"."No plano de paz árabe", de inspiração saudita e adotado em 2002, "a normalização (com Israel) acontecerá assim que estes objetivos forem alcançados e não antes. Portanto, não podemos colocar a carroça na frente dos bois", insistiu Nugali. Em sua recente visita à região, o enviado americano para o Oriente Médio pediu aos países árabes que façam gestos positivos com relação a Israel para criar um clima propício para as negociações de paz gerais com o Estado hebreu. "Não pedimos a ninguém uma normalização completa nesta etapa. Reconhecemos que acontecerá mais tarde nesse processo", declarou Mitchell  após uma entrevista com o presidente egípcio Hosni Mubarak.

 
 

DESTAQUES SOCIAIS


Emocionante o show de Dorit Grosman e Marcelo Nani, no Trib Oz da Lapa-RJ, no dia 25 de Agosto. Especialmente quando cantou Yerushalaim e a platéia assistiu com lágrimas nos olhos. .




CCMA E SHOMER RJ CONVIDAM KABALAT SHABAT ESPECIAL
 Com a palestra: " O Judaísmo Humanista e os grandes desafios do sec. XXI"
palestrante: Jayme Fucs - Secretário Geral do Hashomer Hatzair Mundial
 6ª feira, 31/julho/09, às 20:00h. na sede do Shomer – Botafogo
Solicitamos a doação de 1kg de alimento não perecível

 

 


 

 

EVENTO EM LIMA-PERU

 



 

 
 
 


URGENTE


Caro amigo Osias. Sou amigo do Bernardo Gendler e vc me conhece das festas na casa dele. Este economista perdido na áfrica, é meu sobrinho, filho do meu irmão Sergio Buchman, judeu como nós. Gostaria muito de poder contar com sua solidariedade, divulgando o caso no seu tão difundido site "rua judaica", que tenho o prazer de receber e ler sempre. Grato, reenvio o e.mail que vem sendo divulgado na internet:

Essa é a história de Gabriel Buchmann. Gabriel é um economista brasileiro de 28 anos que está perdido desde sexta da semana passada no Monte Mulanje, no país Centro-Africano do Malawi, um dos países mais pobres do mundo. Precisamos de ajuda para manter o assunto na mídia e garantir a continuidade do apoio governamental. Explicamos como no final do e-mail.  Ao longo do último ano, Gabriel Buchmann viajou por dezenas de países na Ásia, Oriente Médio e África. Sempre com poucos recursos, à base de carona e com a ajuda de pessoas locais. Sua intenção era conhecer o mundo, suas belezas, suas dores, seus erros, a pobreza, a injustiça dos homens contra a natureza e contra seus semelhantes. Gabriel é um economista brilhante. No vestibular, foi primeiro lugar geral na PUC-Rio. Na faculdade, fez duas graduações: em Economia e Relações Internacionais. Ao longo da faculdade ganhou 2 bolsas para estudar na Europa, na Science-Po francesa e depois na Universidade de Madri.  Voltou ao Brasil para completar sua monografia, em reforma agrária. Depois, iniciou o mestrado na própria PUC-Rio, defendendo a dissertação sobre a relação entre educação, fertilidade, e o sistema político do país.

Ao terminar o mestrado, ingressou no Centro de Políticas Sociais da FGV onde trabalhou na avaliação de diversos programas do governo. Essa seria sua preparação para o seu doutorado em Economia da Pobreza, na Universidade da Califórnia. Antes do doutorado, Gabriel falou que precisava entender a pobreza mais de perto, e essa foi uma das suas razões para sua viagem à Ásia, Oriente Médio e África. Não que ele não a conhecesse. Ainda na faculdade, embarcou num avião do correio aéreo nacional para a Amazônia, onde subiu o pico da neblina e conviveu nas comunidades pobres locais. Abandonou o verão do seu Rio de Janeiro para passar meses em cidades do sertão nordestino, onde fazia questão de ir àquelas mais pobres e se hospedar na casa das pessoas humildes da região. O seu interesse era a vida deles, os problemas deles. Para Gabriel, a estrada é conhecer e viver. Esse é um trecho do e-mail que ele escreveu no dia primeiro de junho

(veja mais:http://ajudegabrielbuchmann.blogspot.com/ )

“mas o melhor de tudo é que aqui na África to conseguindo por em pratica a viagem que sempre idealizei...hoje ficarei em hostel pela segunda vez desde que pisei no continente, todos os outros dias dormi e comi na casa de locais,  gastando uns 2-3 dolares por dia, o que me permitiu a cada dia distribuir meu daily budget entre as pessoas que me hospedaram, alimentaram, etc...to muito feliz com isso, de conseguir estar vivendo grande aventuras e realizando uma viagem de profunda imersão no continente africano, absolutamente não turística, e de forma totalmente sustentável, transferindo 80% dos meus gastos pra africanos pobres... e aqui com quase nada vc faz uma substancial diferença na vida das pessoas...esse amigo meu congoles, por exemplo, com 12 dólares paguei o aluguel mensal da casa da família dele, esse menino com 40 dólares garanti um ano escolar pra ele numa escola super legal...”
Malawi era o último país que ele iria visitar. Dia 28, estaria (está!) com viagem marcada de volta ao Rio. Gabriel já está desaparecido há uma semana, mas em 1994 um Malawiano passou 3 semanas sozinho no monte, sendo encontrado numa trilha após ter desmaiado de fome. Houve ainda outros casos de resgate. NOS AJUDE A MANTER A CHAMA ACESA!

COMO AJUDAR:

É preciso manter o assunto na mídia! Para isso, use sua imaginação e esteja livre para ajudar da forma como achar melhor. Aqui vão algumas sugestões:

Dê forward desse e-mail para o maior número de pessoas que puder. Essa é uma corrente do bem.

b) Mande e-mails para jornalistas e bloggers. Temos que divulgar na imprensa e nos meios digitais. Em vários jornais, colunistas colocam seu e-mail ao final da coluna, peçam para eles para falar do assunto!
c) Coloquem o link em seu twitter, facebook, MSN. Nosso Twitter é ajudegabriel.
d) Comentem as notícias que aparecem na mídia! É fácil achar na uol, no globo.com, em vários portais.

RECEBA UPDATES DA SITUAÇÃO DE GABRIEL: Mande um e-mail para ajudegb@hotmail.com


BS"D
Bom dia. Minha mãe (Anete Shor Salem) será operada no dia 07/08/2009 e para tanto precisa de doares de sangue do tipo "O-". Por favor, quem puder, ir ao SERUM - Hospital do Carmo, na Rua Riachuelo, nº 43,  Rio de Janeiro, e procurar pelas Sras. Fátima ou Regina.  Obrigado pela atenção.
Roberto.

Querido Osias
Em meu nome, no nome dos meus filhos e netos, em nome de meus cunhados e sobrinhos e em nome de meu sogro, agradecemos a carinhosa nota sobre a Rosane, que voce colocou na RUA JUDAICA. A perda prematura de uma mulher fantastica, que voce conheceu muito bem, é de fato muito dolorosa. Que só conseguimos ter a dor atenuada com o carinho que os amigos como voce, tem nos dispensado. Temos sorte em ter vivido com amor e amizade. Os amigos do casal, os amigos dos meus filhos, os amigos dos meus cunhados, todos, sem excessão, estiveram conosco nos dando um calor humano que nos aqueceu e fortaleceu. Agredecemos muito sua amizade, e tenha a certeza de que a recíproca é mais que verdadeira. Aproveito também para agradecer e retribuir o carinho da Suzy. Que todos tenhamos PAZ. 
Sergio Niskier

Prezado Osias, Como vai?
Antes de mais nada gostaria de cumprimentá-lo por ter sido designado Consul Honorário de Israel e também de agradecer por publicar minhas notas com grande frequência. Com  relação ao seu último boletim, gostaria de saber se seria possível  incluir o nome do Jayme Blay, presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, que aparece em uma das fotos, ao lado do Paulo Skaf e do Ministro Lieberman, afinal, os demais presentes foram devidamente identificados, com suas respectivas entidades. Agradeço antecipadamente! Atenciosamente,
Liane Gotlib Zaidler



CORREÇÃO : Nas fotos o governardor Serra, ministro Lieberman, Paulo Skaf da FIESP e Jayme Blay da Câmara de Comercio Brasil-Israel de SP.


MAZAL TOV ! Se voce não tivesse sido escolhido ,haveria uma grande dívida pairando em Israel ! Eretz Israel !
Jose Ben Yehudah

Obrigado Osias, por ter mostrado o meu passaporte a todo o mundo (a imagem do passaporte de Israel publicada no NOTICIAS DA RUA JUDAICA da última semana foi retirada do meu blog, claramente).
Boaz Gabriel Canhoto, Alon Shevut, Israel

ERRO DA VOSSA CORRESPONDENTE:o Hirshezon nao ROUBOU da Histadrut que e o maior sindicato do pais,mas sim da Histadrut Leumit,sindicato menor;ligado a ala direita do pais!
Mosca – Abraham Hatzamri - ISRAEL

ola pessoal eu sempre recebo email de voces e resolvi responder e fazer uma pergunta e verdade que a cominidade judaica ensinar quem quer aprender a torar e falar hebraico sem paga muito caro,pois minha amiga e da cominidade e me contou isso pois sou apaixonada pelo judaismo e suas  historia e queri saber me avise por favor um forte abraço
Tatiana bezerra silva

Basta escolher o Mar Morto como uma das 7 "novas" maravilhas do mundo. Tem também as cataratas e a Amazonia. http://www.new7wonders.com/
Arthur Holender

Osias,
Também me chocou o fato do Estadão buscar o Sobel, mas... fora isso, escrevo só para lembrar que, graças a Deus, não existe o cargo de "rabino-chefe" no Brasil. Nem em São Paulo, nem em nenhuma kehila.
Sobel foi presidente do rabinato da CIP, um cargo inexistente na prática, que apenas indicava seu maior tempo de serviço naquela comunidade.
Eu sei que, para nós, é perfeitamente inteligível o termo "ex-rabino-chefe". Mas sua coluna não circula apenas entre judeus. E, para não-judeus o termo "rabino-chefe" significa "o maior representante da comunidade judaica" ou "o porta-voz da comunidade judaica".
Claro que a opinião do Embaixador de Israel não será perguntada se o objetivo da matéria for expor a opinião da comunidade judaica brasileira. O correto, como muito bem notado em sua coluna, seria procurar a CONIB. Mas será que nós temos disseminado essa informação na medida certa para a grande mídia? Ou será que eles continuam buscando a opinião do "rabino-chefe", por não entenderem a CONIB como o órgão que ela é? Abs!
Theo Hotz

Sobre o artigo "Jerusalém Judaica" opino:  É importante encarar a realidade. A execução de novas construções na parte oriental de Jerusalém (majoritariamente habitada por árabes) ou em outras localidades da Cisjordânia  não resulta do "crescimento natural da população israelense". Qualquer pessoa de bom-senso reconhece o real valor estratégico de tal conduta. E parte considerável dos israelenses que para lá se dirigem são atraídos por incentivos oficiais e "oficiosos". O governo israelense deveria suspender todo e qualquer processo de "colonização" dos territórios. Não me parece razoável falar em paz e, ao mesmo tempo, jogar mais gasolina na fogueira. 
Jacques Griffel

Boa noite, primeiramente gostaria de parabenizar a equipe pelo informe, muito bem escrito, esclarecedor e abrangente, sobre as questões de Israel e da comunidade judaica ao redor do mundo. Só gostaria de indicar que houve um pequeno equívoco no texto sobre genoma judaico: "...Voluntários, cujos pais e avós provêm de origens étnicas iguais - incluindo iemenitas, iraquianos, marroquinos, líbios, etíopes, indianos, georgianos, Bnei Menashe, Bucharans e outros considerados como próximos dos judeus, como os Karaites - estão sendo convidados para doarem sangue e preencherem um pequeno questionário." Os Caraítas apesar de serem uma comunidade "à parte" dentro do judaísmo são tão judeus quanto quaisquer outros. Estes tem divergências com a corrente principal do judaísmo, que seria a corrente "Rabínica", mas tem a mesma origem étnica e religiosa do povo judeu. Obrigado, abraço
Marcelo Silber 
 

AMIGOS:
1. Quando se pensa que os antissemitas incrustados no Governo do PT já esgotaram suas ações contra o Estado de Israel, vem mais uma novidade, sempre mais perturbadora e sem medir as consequências para a imagem do Brasil.
2. De fato, foi só terminar a visita do Ministro de Relações Exteriores de Israel, AVIGDOR LIEBERMAN, surpreendentemente tratado com lhaneza diplomática, vem a notícia (que estava oculta desde MAR 2009) de que o Governo LULLA doará US$ 10 milhões para os terroristas do HAMAS, prejudicando, inclusive, a Autoridade Palestina, que de autoridade nada tem, estando o seu Presidente encurralado pelos terroristas do mesmo HAMAS, à medida que, diplomaticamente, esses recursos poderiam ser canalizados para a Autoridade Palestina, e nunca aos terroristas confessos.
3. O dinheiro a ser enviado ao HAMAS, como sabido, NUNCA atenderá a qualquer objetivo social - é sempre desviado para contas da nova nomenklatura terrorista do Oriente Médio (HAMAS, HISBALLAH), como acontecia com o dinheiro mandado pelo Ocidente a YASSER ARAFAT, que o depositava em suas contas particulares na Europa. Essa é a melhor hipótese. Na pior das hipóteses, os recursos serão utilizados para fabricar mísseis e bombas, ou comprar armas e tentar entrar com elas em AZA (Faixa de Gaza), para atacar as cidades israelenses de ASHKELOM, NETIVOT, ASHDOD e mesmo BEER SHEVA...Esses ataques, agora, serão financiados por nós, brasileiros. Esse tipo de mimo para o Terror, com o dinheiro sofrido dos contribuintes beira às lindes de crime de lesa-pátria! Até quando suportaremos isso?
4. Com meu repúdio a essa política pró-Terror! Retransmito a matéria, por ser de interesse de meus Amigos. Parece que poucos souberam dessa política anti-Israel e antiBrasil!
YEHOSHUA ORENSTEIN DE A. COHEN- Advogado.

 

 
 

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch,
Jerusalém - Daniela Nelstein, Israel - Beny Schipper
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof