|
| |
|
A RUA JUDAICA DESEJA UM FELIZ 5770 A TODOS OS HOMENS
E MULHERES DE BOA VONTADE
|
| |
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA

|
|


|

Osias Wurman
Jornalista e Cônsul Honorário de
Israel no RJ
|
|
Pronunciamento no Troféu Theodor Herzl
Em minha vida recebi diversas medalhas, alem de amplo reconhecimento comunitário. O Troféu Theodor Herzl vai somar-se a elas, com um detalhe especial: leva o nome do pai do sionismo político.
Confesso que por muitas delas até sonhei, mas nunca ousei imaginar que um dia chegaria a representar o Estado de Israel em meu Estado.
Receber nesta noite a carta de minha nomeação, assinada por este ícone do mundo judaico e último líder israelense da era dos pioneiros, Shimon Peres, é motivo de imensa alegria e emoção.

Tenho plena consciência do trabalho que me espera. Aliás, já travo esta batalha há mais de duas décadas.
O Estado de Israel, em seus 61 anos de independência, venceu todos os conflitos em defesa de seu território e de seu povo, mas vem perdendo a guerra da propaganda.
Um exemplo recente do que digo foram as três importantes visitas que recebemos em nosso Estado, no curto período de um mês, sem que tivéssemos a devida repercussão na mídia: Israel Ben-Josef, vice-presidente do Instituto Weizman de Ciências, e um dos maiores nomes mundiais em Nanotecnologia; a Filarmônica de Israel sob a batuta do internacional Zubin Mehta e o Deputado etíope-israelense Shlomo Molla, um negro falasha eleito para o Knesset- o Parlamento de Israel.
Estes são exemplos da evolução científica, cultural e democrática da sociedade israelense. Mas nada foi dito ou publicado, ou quase nada.
No Consulado Honorário deste Estado, iremos importar a riqueza histórica, social, científica e cultural de Israel, e exportar a convivência pacifica e amistosa entre árabes e judeus brasileiros.
Orgulha-me suceder a nomes como Samuel Malamud e Leon Feffer. Estes foram os dois únicos Honorários no Brasil, em 61 anos de independência do Estado Judeu.
Desejo prestar quatro homenagens aos que me possibilitaram chegar a este momento de intensa alegria :
1 - Minha mãe, Miriam Wurman za’l, que iniciou-me no amor ao judaísmo e ao sionismo.
2 - Meu pai, Natan Wurman, que me dá suporte e estímulo para poder dedicar-me às causas comunitárias.
3 - Minha mulher, Suzana Wurman, a quem devo dedicação, parceria, estimulo e muito orgulho.
4 - Ao povo brasileiro, que acolheu meus pais e avós, fugidos do racismo europeu que contaminou sua pátria mãe a Polônia.
O povo judeu não teria perdido 1/3 de seus filhos, se na década de 30 existisse um Estado Judeu.
O cientista Chaim Weizman, que depois seria eleito o primeiro Presidente de Israel, traduziu a iminência da tragédia quando em 1939 proclamou: “Para os judeus o mundo divide-se em dois: os países onde não podem entrar, e os países onde não podem viver !”.
Meio século antes do Holocausto, Theodor Herzl, que dá o nome ao nosso troféu, após presenciar como jornalista convidado a degradação injusta e vergonhosa do capitão judeu-francês Alfred Dreyfus, no coração de Paris, a terra da Libertè- Egalitè- Fraternitè- preconizou a construção, ou melhor, a reconstrução de um lugar no mundo onde os judeus pudessem viver em liberdade e com plena soberania: L’Etát Juif – O Estado Judeu, título de sua obra célebre, considerada a bíblia do sionismo político.
Hoje, amamos com total fidelidade a nossa pátria brasileira e damos suporte ao povo e ao Estado de Israel.
Não queremos mais judeus vagando pelo mundo sem um destino; não queremos mais judeus sendo discriminados pelo simples fato de serem judeus; não queremos mais depender de terceiros que se apiedem e resgatem os judeus oprimidos ou desamparados em qualquer lugar do mundo, pois nenhum país faria isto, como ficou provado durante a II Guerra Mundial.
Existe apenas um Estado que resgata judeus para a liberdade: o Estado de Israel !
Queremos um Estado Judeu livre e soberano, vivendo pacificamente ao lado de um Estado Palestino, se o povo palestino realmente assim o desejar.
HOLOCAUSTO NUNCA MAIS; NEM DE JUDEUS, NEM DE QUALQUER SER HUMANO !!!
AM ISRAEL CHAI ! QUE VIVA O POVO DE ISRAEL !!!
INAUGURADO O CONSULADO HONORÁRIO DE ISRAEL

O Embaixador Giora Becher e Rachel Becher inauguraram o Consulado Honorário de Israel no Rio de Janeiro, sob as vistas de Léa Lozinsky, Sergio Niskier e Osias Wurman. Ao lado, a carta-decreto do Presidente de Israel-Shimon Peres – afixada no Consulado, nomeando o primeiro Cônsul Honorário no RJ, e terceiro no Brasil, nos 61 anos de independência de Israel.
Ampla cobertura na mídia

VEJA O VÍDEO: http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1286896-9097,00.html
|
|
|
|
 |

|
 |
| |
TROFEU THEODOR HERZL

O EVENTO
A Hebraica-Rio, FIERJ-Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, sob os auspícios da Embaixada de Israel no Brasil, promoveram no salão Ben Gurion da Hebraica, a entrega dos prêmios “Homens de Ação - Homens de Valor”, Troféu Theodor Herzl. Mais de 700 pessoas estiveram presentes no evento que homenageou: - Arnaldo Bloch (jornalista), Allan Turnowski (Chefe da Polícia Civil do RJ ), Carlos Minc (Ministro do Meio Ambiente), Gerson Bergher ( Deputado Estadual ), Luiz Fux ( Ministro do STJ), Marcelo Zaturansky Itagiba (Deputado Federal), Osias Wurman (jornalista), Sergio Niskier (ex-presidente da FIERJ), Rogério Chor (empresário) e Rogério Jonas Zylbersztajn (empresário ). Na abertura da solenidade, o Embaixador de Israel, Giora Becher, entregou a Osias Wurman a carta original de sua nomeação como Cônsul Honorário de Israel no Rio de Janeiro, assinada pelo Presidente de Israel Shimon Peres, Premio Nobel da Paz. Marcelo Berman e Janice Soltz Grinspan foram os apresentadores, e a animação ficou por conta da cantora Varda e chazan David Alhadef.

O Salão David Ben Gurion da Hebraica foi palco de uma verdadeira
festa judaico-sionista com mais de 700 convidados.

Léa Lozinsky, pres. da FIERJ e Luiz Mairovitz, pres. da Hebraica hastearam as bandeiras do Brasil e de Israel. Em seguida, Osias Wurman recebeu das mãos de seu padrinho, Embaixador Giora Becher, a carta de sua nomeação como Cônsul Honorário de Israel e o Troféu Theodor Herzl.

Arnaldo Bloch e sua madrinha jornalista Cora Ronai. Sergio Niskier e seu padrinho Acadêmico Arnaldo Niskier.

Rogério Chor e sua mãe e madrinha Malvina Chor. Rogério Zylberstajn e o padrinho
Deputado Estadual Pedro Paulo Carvalho Teixeira, Chefe da Casa Civil do Prefeito Eduardo Paes.

Embaixador Giora Becher recebe seu troféu das mãos de Léa Lozinsky.
Suzana Wurman entrega flores a Embaixatriz Rachel Becher.

A cantora Varda e o chazan David Alhadeff. Ary Bergher entrega o prêmio a Alan Turnowski.

Gerson Bergher e sua madrinha e esposa Vereadora Tereza Bergher.
Marcelo Itagiba e sua mãe e madrinha Dora Voloch Itagiba.

Luiz Fux teve como padrinho o Desembargador Benedito Abicair. Rabino Nilton Bonder foi padrinho de Carlos Minc.

Ao final da premiação foi feito um bride à vida-Le Chaim. Os apresentadores Janice Soltz Grinspan e Marcelo Berman.
PÚBLICO PRESENTE

Giora e Rachel Becher com Suzana e Osias Wurman. Fany Minc Baumfeld e seu filho Carlos Minc.

Michel Wurman, Rogerio Chor, Rabino Yoshua Goldman. Vera e Alberto Zilberman.

Max e Ida Paskin. Giora Becher, Ivanir dos Santos, Rachel Becher e Jurema Batista.

Carlos Minc e Claudia Costin, Secretária Municipal de Educação. As “meninas” da FIERJ.

Sr. e Sra. Gerson Hirsch. Pedro Grossi, vice-pres. do JB e Jacob Kligerman.

Vereadora Patrícia Amorim, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, Rogério Zylberstajn. Mauro Waisntock,
Giora e Rachel Becher e Priscila Golczewsky.

Natan e Rosa Wurman, Flavia Wurman Mizrahi e Fany Mizrahi. Rabino Dario Bialer e Osias Wurman.

Famílias Chor e Turnowski.

Mario e Mauro Geller. Helena e Silvio Kelner.

Fotos : Isaac Markman e Marcio Iudice Attie
|
|
|
 |
| |
Daniela Nelstein - Exclusivo de Israel

Madonna chegou em Israel no domingo, 30 de agosto, para apresentar seus últimos dois shows da turnê "Sticky & Sweet".

O primeiro foi na terça-feira dia 1, e o outro na quarta, no parque Hayarkon, em Tel Aviv, para 100 mil pessoas.

A estrela da música pop visitou na madrugada de domingo o Muro das Lamentações, onde permaneceu por uma hora. Assim que chegou a Israel, Madonna encontrou-se com a líder da oposição, a ex-ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni. Hoje, sexta-feira, Madonna teve um encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
|
|
 |
| |
Delegado conta como ‘terrorismo’ se infiltra no Brasil


Antes, extremistas usavam o país como escala de viagem
Passaram a adotar filhos de prostitutas para ficar no país
Em seguida, seduziram brasileiros com ‘cantilena radical’
Agora, preparam daqui ações contra alvos no estrangeiro
As revelações acima foram feitas pelo delegado Daniel Lorenz. Até o início de julho, ele era diretor de Inteligência da PF. Uma semana depois de deixar o posto, falou numa audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara. A sessão fora convocada por Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da comissão, com o propósito de esmiuçar a “atuação de membros de grupos terroristas” no Brasil. O repórter obteve, na semana passada, cópia da transcrição da audiência. Neste domingo (23/8), Jungmann levou a íntegra do texto ao seu blog.
Lorenz mediu as palavras –“Como a sessão é aberta, não vou detalhar esses assuntos”. Ainda assim, delineou um quadro revelador. Disse que a PF só passou a se preocupar com o terrorismo em 1995. Desde então, o problema se agrava. Lorenz dividiu a encrenca em quatro ciclos. No início, o Brasil era usado por terroristas como escala de viagem. Hoje, disse o delegado, o país já serve de base para a preparação de ataques a alvos no exterior.Vai abaixo um resumo das quatro fases descritas pelo delegado:
1. Primeiro estágio: Foi nessa fase que a PF se deu conta de que “extremistas” estrangeiros utilizavam o Brasil como escala de viagem. Passavam sobretudo pela região da tríplice fronteira (Brasil-Argentina-Paraguai). Lorenz confirmou algo que já fora noticiado. Em 1995, “entrou pelo Rio de Janeiro e saiu por São Paulo” Khalid Shaikh Mohammed, que viria a se converter no terceiro homem na hierarquia da Al Qaeda. O terrorista passou por Foz do Iguaçu.O delegado desculpou-se por não poder “tecer detalhes”. Mas deixou claro que Shaikh Mohammed não viera a passeio. “Ele esteve lá, evidentemente, não para tomar uma geladinha e nem para participar do Carnaval, muito menos das festas do final do ano”. Preso no Paquistão em 2003, Shaikh Mohammed foi levado à prisão norte-americana de Guantânamo, acusado de participar dos ataques do 11 de setembro.
2. Segundo estágio: Extremistas passaram a se servir das facilidades da legislação brasileira para “legalizar” sua permanência no país. “Não vou me deter nos detalhes, não posso conversar sobre isso”, desculpou-se, de novo, Lorenz. Porém, detalhou: “Eles buscam uma legalização no país por meio da [...] adoção à brasileira. Ou seja, tomar como seu o filho de outrem. Então, eles se aproximavam de mulheres de vida fácil, assumiam aqueles filhos e ganhavam a condição de permanência no Brasil. Isso aconteceu, isso é acompanhado, está sendo acompanhado e foi muito acompanhado por nós. Esse seria o segundo momento”.
3. Terceiro estágio: A PF descobriu que cidadãos brasileiros começaram a ser cooptados pelos “extremistas”. Encantaram-se, no dizer de Lorenz, com a “cantilena radical de que tudo é possível, de que se poderia, ao praticar um ato insano, terrorista, ter 72 virgens” no céu. Lorenz foi enfático: “Isso aconteceu, isso acontece”. A certa altura, Jungmann perguntou se era verdade que brasileiros foram ao Irã para treinar táticas de terror. E o delegado: “[...] Posso lhe dizer que não somente ao Irã. Não somente. O senhor me desculpe, mas eu não poderia me estender [...]”.
4. Quarto estágio: É, por ora, “o último grau” da ação de “extremistas” em solo brasileiro. Envolve, segundo Lorenz, “a preparação” de ataques terroristas a alvos localizados no exterior. O delegado mencionou o caso do “Senhor K.” Trata-se de um cidadão libanês residente em São Paulo. É casado com uma brasileira, com quem teve uma filha. Em maio, o repórter Jânio de Freitas revelara que K. fora preso, acusado de envolvimento com a Al Qaeda. O ministro Tarso Genro (Justiça) apressara-se em dizer: "Não há nenhum foco terrorista organizado" no Brasil. O libanês K., disse ele, fora à garra pela prática de “racismo”. Lorota. A PF enquadrara-o como racista porque a legislação brasileira não contempla o crime de terrorismo, explicou Lorenz na Câmara. Por isso teve a prisão relaxada depois de 21 dias de cana. A julgar pelo que disse o delegado, o caso do libanês K. nem seria o único. Lorenz expressou-se no plural:“Temos a percepção desses estrangeiros que agora estão no Brasil e estão a executar não, evidentemente, ações extremistas no país, mas, a exemplo do que foi o Sr. K, iniciando ações de recrutamento, apoio, treinamento, logística e reconhecimento para ações terroristas ainda fora do país”. Acrescentou: “Utilizam nosso país como um local tranquilo. A partir dele, saem e vão ajudar essas organizações extremistas, notadamente, nesse caso [do Sr. K.], a Al-Qaeda”. Segundo Lorenz, o libanês K. agia na internet. Seus arquivos eram criptografados. Mas a PF logrou acessá-los, remotamente, nos instantes em que, manuseados pelo autor, estavam abertos. Ouça-se Lorenz: “Esse Sr. K. tinha duas lan houses em São Paulo e coordenava o que chamamos de batalhão de mídia da Jihad. Inicialmente, aquilo que era somente um proselitismo da causa defendida pela Al Qaeda transformou-se num espaço para recrutamento, apoio, treinamento em comunicações e segurança operacional, um local de apoio e também um local de onde emanavam o que eles chamavam de ordens de batalha para ações fora do país”. A exposição de Lorenz contrastou com declarações feitas pelo ministro Jorge Félix (Segurança Institucional da Presidência). Também convidado para a audiência na Câmara, o general minimizou a ação de extremistas em solo brasileiro. O próprio Félix, porém, reconheceu: “[...] Mesmo que apareça algum problema [relacionado ao terrorismo], vamos resolvê-lo — essa é uma atribuição e uma competência nossa — e não vamos admitir que o problema existiu”. Ou seja, nessa matéria, o que general afirma não dever ser tomado a sério.
Escrito por Josias de Souza
|
|
|
 |
| |
Paz Através do Esporte

Numa época de fúria e violência, jovens jogadores levados a um campo de futebol em Eilat fornecem um vislumbre de esperança para um futuro melhor. E é o sonho de um homem - Dov Sheref, para abrir as portas das relações entre as crianças israelenses e as jordanianas através do esporte.
Esse morador de Eilat embarcou na sua visão, contatando o Colégio Rabin da sua cidade dirigido por Simha Harel e a Escola das Irmãs do Rosário na vizinha cidade de Akaba. E também ele se associou à organização italiana UTI e a Associação Jordaniana dos Mensageiros para a Paz e os jogadores de futebol da Jordânia começaram a atravessar a fronteira para Eilat e treinarem com seus companheiros naquela cidade do sul de Israel, provando a visão de Sheref que realmente existe uma outra maneira.

Sheref recrutou Ibrahim Abu Rkeik, que é o técnico do time de futebol Bnei Eilat, para treinar a equipe de meninos de 12 anos de idade. Abu Rkeik aperfeiçoou na Espanha as suas habilidades de futebol e é conhecido por colocar o seu coração e alma em qualquer projeto que se comprometer, o que só pode significar uma receita para o sucesso. "É muito fácil para eu me conectar pessoalmente com este projeto, disse Abu Rkeik: "Eu realmente gosto muito de conectar pessoas de diferentes culturas. “Como falo árabe pude me comunicar muito rapidamente com as crianças da Jordânia e por isso estou muito satisfeito”. Quando perguntado sobre o que pensava sobre o projeto ele disse: "Em uma palavra: Incrível. Aquece o coração ao ver todas essas pessoas envolvidas neste projeto. Você faz pequenas coisas para as crianças, mas no final do dia, estas são grandes coisas para nós. Há algumas pessoas muito boas do outro lado da fronteira.

"O projeto no qual Dov Sheref vem trabalhando há muitos anos está hoje rendendo frutos. Seja na cooperação com os jogos, teatros, ou outras atividades eu aqui estou completamente voluntário, com fé de que estas coisas fazem somente o bem e eu acho que se cada pessoa desse um pouquinho mais poderíamos chegar a grandes realizações".
|
|
|
 |
| |
ESTRÉIA NA RUA JUDAICA : DIRETO DE WALL STREET


Por Daniel Geller – EUA – Exclusivo para Rua Judaica
Muito tem sido discutido a respeito da perspectiva do mercado financeiro. Após políticas fiscais e monetárias realizadas, especialmente pelos países do G7, o mercado financeiro está mais otimista quanto ao seu futuro. Muitos economistas estão elevando suas previsões de crescimento econômico dos EUA de 2% para 3% e dados econômicos positivos vindo da Europa e algumas economias emergentes estão trazendo otimismo ao mercado financeiro global. O S&P 500 aumentou quase 50% desde seus menores níveis em Março e as notícias dos dados econômicos estão bastante positivas. O principal questionamento nas mesas de operação de Wall Street é qual a tendência do mercado financeiro a partir de agora?
Economistas mais otimistas que no jargão do mercado denominamos de “Bullish” estão prevendo que haverá um pequeno aumento na taxa de emprego, colaborando desta forma no consumo, que por sua vez poderá aumentar a receita das empresas e conseqüentemente seus lucros.
Alguns sinais de curto prazo que têm impulsionado investidores a incrementar suas participações no mercado financeiro incluem pesquisas que indicam que investidores considerados de varejo estão mais otimistas em relação à bolsa, além da redução dos juros de curto prazo. Há um sentimento entre os “Portfolio Managers” que o mercado subiu rapidamente e sem muito volume. Considerando que tivemos um período de férias tanto na Europa quanto nos EUA, muitos gestores não participaram dessa alta. Correndo contra o tempo, muito deles estão “under performing” (abaixo da média) nos índices de referência, o que permite considerar que novas aquisições de ações deverão ocorrer. Por fim, quase 60% das empresas do S&P 500 divulgaram resultados maiores que os analistas previam, gerando um maior otimismo de que esta tendência irá continuar durante os próximos meses.
Por outro lado, vozes mais pessimistas os chamados “Bearish” afirmam que o mercado se tornou muito caro, com múltiplos em torno de 18 vezes o ganho anual. Estes acreditam que os lucros corporativos (conforme mencionado) ocorreram devido ao corte de custos e que o mercado não está necessariamente levando isto em consideração. Acreditam que as empresas estão esgotando as suas alternativas para elevar as margens e lucros. Os “Bearish” pressupõem que a maior parte das boas notícias já foram precificadas pelo mercado financeiro. Para estes,não faz o sentido, grande parte das ações estarem sendo negociadas em níveis pré-colapso do Lehman Brothers.
De acordo com uma pesquisa publicada pela Bussiness Week em 17 de Agosto de 2009, 48% das pessoas entrevistadas, ainda estão “Bearish”, 28% estão “Bullish” e 23% estão neutras. Esta semana foi de baixos volumes de negócios e bastante volatilidade em função do feriado do dia de trabalho nos EUA. Além disso, esse feriado é considerado o fim das férias tanto na Europa como nos EUA. Estatisticamente, Setembro é um mês negativo para o desempenho das bolsas mundiais. Investidores precisam prestar muita atenção aos dados econômicos de consumo e habitação, pilares importantes para o crescimento do país. Estes são os principais indicadores de como o mercado vai se desempenhar.
|
|
|
 |
| |
Revolta Contra Hezbollah no Líbano

No que pode ser uma indicação da diminuição da influência do Hezbollah sobre os moradores do sul do Líbano, fontes da segurança divulgaram na terça-feira provas documentadas de agentes do Hezbollah que foram impedidos a força de entrarem em uma aldeia perto da fronteira com Israel. O vídeo com chuviscos mostrou residentes de Kfar Manisim, que se situa a apenas um quilômetro de Israel, em pé na frente de um jipe do Hezbollah discutindo com seus ocupantes. Os agentes do Hezbollah aparentemente tentavam a colocação de armas nas casas dos moradores que resistiam, e ambos os lados começaram a disparar para o ar tiros de advertência. O incidente acabou quando os que pertenciam ao Hezbollah se viraram e foram embora. Após o confronto, tropas do Exército libanês chegaram à aldeia para garantirem que a ordem fosse mantida.

Israel sempre afirmou que o Hezbollah tem feito esforços organizados, não só para restabelecerem a sua presença no sul do Líbano, mas também tem sistematicamente escondido armas e combatentes no meio da população civil libanesa. Os esforços organizados seriam uma violação da Resolução 1701 da ONU, as armas seriam violação do direito internacional. Em julho explodiu um esconderijo de armas do Hezbollah no sul do Líbano, o que levou Israel a acusar o grupo de violar o acordo de cessar-fogo com o armazenamento de armas contrabandeadas no sul do país.
|
|
|
 |
| |
|
|
Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv |
|
CALÚNIA E RESPOSTA
Uma reportagem num jornal sueco foi o suficiente para causar um incidente diplomático entre Israel e Suécia. O jornal sueco Aftonblatet publicou uma matéria acusando o exército israelense de retirar órgãos de palestinos mortos. Para muitos, a matéria dá a entender que os soldados matam palestinos com o objetivo de comercializar seus órgãos.

A acusação escandalizou os israelenses e levou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a exigir uma condenação oficial por parte do governo de Estocolmo. Netanyahu comparou a alegação do jornal à conhecida crença medieval segundo a qual judeus costumavam fazer pão ázimo com sangue de crianças gentias. A embaixadora da Suécia em Israel, Elisabet Borsiin Bonnier, chegou a divulgar um comunicado classificando a reportagem de “chocante e horrenda”, mas foi desautorizada pela chancelaria sueca. O governo sueco alega que não tem o poder de condenar a imprensa nacional, já que o país respeita profundamente a liberdade de expressão.
Mas o chanceler israelense Avigdor Lieberman acusou o governo sueco de hipocrisia porque criticou a divulgação, por um jornal dinamarquês, de 12 caricaturas do profeta Maomé em 2006. Lieberman aproveitou para reclamar que a Suécia “não se envolveu” como deveria contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O ministro também criticou o país vizinho, a Noruega, de “promover o antissemitismo” ao comemorar os 150 anos do nascimento do escritor Knut Hamsun, simpático a Hitler.

Na reportagem do Aftonblatet, o autor, Donald Bostrom, repetiu acusações que já havia feito contra o exército israelense num livro que escreveu em 2001. Ele visitou uma aldeia palestina na Cisjordânia no começo dos anos 90 e presenciou a devolução do corpo de um militante do Fatah morto dias antes pelo exército israelense. O corpo teria sido operado. A família do palestino acredita que os israelenses “roubaram” o rim do militante. Bostrom decidiu reescrever a acusação depois que um judeu americano, Levy-Yitzhak Rosembaum, foi acusado de ter vendido ilegalmente um rim para um transplante.
A reportagem de Bostrom é, obviamente, um primor de mau jornalismo. Trata-se de um caso de quase 20 anos atrás e de acusações feitas por palestinos contra soldados israelenses sem nenhuma prova. O autor da reportagem não ouviu Israel nem buscou provas nas quais basear sua matéria. O fundo antissemita é claro: ele ressuscitou o assunto depois que um judeu americano foi acusado de comercializar um rim. Quer dizer: se um judeu faz isso nos Estados Unidos, os soldados israelenses também devem fazer. Um absurdo.

Mas a resposta do governo israelense também é de mau-gosto, principalmente a de Avigdor Lieberman. O chanceler não pode aproveitar a publicação de uma péssima matéria de jornal para criticar a atuação do governo sueco na Segunda Guerra, há mais de meio século. Não entendo como ele conseguiu fazer a ligação entre as duas coisas. Falar mal da Noruega também não ajuda na contínua busca israelense por aprovação e respeito internacional. Lutar contra a calúnia e o antissemitismo é necessário e legítimo. Mas com diplomacia e elegância.
|
|
|
 |
| |
O Primeiro Judeu-Hispânico na Suprema Corte de Justiça dos EUA

Por Norman Cohen, Los Angeles
A mídia fez grande alarde sobre a escolha do presidente Obama do "primeiro hispânico na Suprema Corte de Justiça dos EUA". Porém tenho notícias para a mídia. Nós já tivemos um hispânico na Suprema Corte de Justiça dos EUA. Foi Benjamin Nathan Cardozo, que foi Ministro da Suprema Corte no período de 1932 a 1938 e um judeu sefaradita de ascendência espanhola.

O seu pai, o juiz Alberto Cardozo, foi Vice Presidente e Administrador da famosa sinagoga de portuguêsa-espanhola em Nova York, a Congregação Shearith Israel, onde o jovem Benjamin realizou o seu Bar Mitzvah, e como um adulto se mostrava orgulhoso dessa sua herança, tanto judia como hispânica. A Congregação Shearith Israel é a mais antiga congregação no Hemisfério Ocidental, tendo sido fundada em Recife no Brasil aproximadamente no ano de 1630, e que se mudou para Nova Amsterdã (atual Nova York) em 1654.

Sua atual localização está na 70th St. e o Central Park West. Eu passei lá algum do meu tempo em atividades religiosas e sociais, quando ainda adolescente na década de 1950, quando o Rabino foi o famoso Dr. David de Sola Pool. Uma coisa que me surpreendeu foram os nomes nas placas memoriais ....... eram como os dos meus amigos de Porto Rico e não como de todos os meus amigos judeus. O estudo dessa história e cultura se tornou uma das minhas áreas de interesse. A maioria dos judeus americanos, que são de origem Ashkenazita, nem conhecem nem entendem esse importante componente do povo judeu. Os judeus compuseram um componente importante das populações da Espanha e de Portugal por 800 anos (de 700 a 1.500 da era cristã).

O Ladino, o iídiche "sefaradita", que se baseou na língua espanhola anterior à época de 1500 ainda é falado por 200.000 descendentes de judeus por todo o mundo, principalmente nas regiões mediterrânicas. Os 45, dos 50 sobrenomes mais comuns de famílias latino-americanas, são de origem judaica. Todos os sobrenomes hispânicos que terminam em "el" provêm de frases em hebraico com referência a D'us, como Gabriel, Emanuel, Rafael, etc. Muitas palavras da língua espanhola e assim como nomes de lugares são de origem hebraica. Caso você representasse todos os judeus que foram assassinados no Holocausto por uma multidão no Dodger Stadium, somente os judeus cujos nomes de familia Gamboa e Graciano lotariam toda uma parte dos camarotes. Gamboas e Gracianos estão em cemitérios judaicos por todo o mundo .... até mesmo na Polônia, Canadá, África do Sul e Israel. Esses somente são dois nomes sefaraditas de famílias judias.

Uma recente análise do DNA de 20 amostras estatísticas de homens na Espanha revelou que 20% têm o grupo judaico genético ‘haplogrupo’, ou seja: descendem de judeus. A única maneira que isso foi possível é que houve uma assimilação maciça dos judeus da Espanha nos séculos que antecederam a Inquisição. Há grupos organizados de ‘b'nai anussim’ ---- descendentes de judeus que foram vítimas da inquisição em Portugal, na Espanha e na América Latina, que foram forçados a se converter ou que se esconderem e abandonaram o seu judaísmo, por medo de perseguição ---- e que estão clamando para serem aceitos como ‘os que retornam ao judaísmo’.

Estima-se que uma parte significativa dos hispânicos do Sudoeste dos EUA e do norte do México são de ascendência judaica e não sabem disso. Mas a mídia não pensa nem reconhece Benjamin Cardozo como um "hispânico". Eles querem um "genuíno" latino-americano, mas certamente não que seja também judeu e que, por isso, foi considerado como uma "grande" justiça.
|
|
 |
| |
El Al Aumenta os Vôos em Israel

Yisrael Katz, que é o Ministro dos Transportes, aprovou na um pedido da ‘El Al Israel Airlines’ para iniciar vôos regulares do aeroporto Ben-Gurion para Eilat. A El Al passará a ser a terceira companhia aérea nesta rota, ao lado da ‘Arkia Airlines’ e a ‘Israir Airlines and Tourism’. "A liberalização do mercado da aviação, que é conduzida pelo ministério e inclui a possibilidade de que outras empresas aéreas venham a operar na rota e, portanto, se espera uma redução dos preços para vôos e que ajudem a aumentar a exposição de Eilat e de Israel como um destino turístico" disse Katz.

Esta decisão foi seguida de uma segunda audiência pela Autoridade de Aviação Civil durante a qual houve a recomendação para que a solicitação da El Al fosse aprovada. Esta solicitação havia sido inicialmente rejeitada no início deste ano devido a preocupações de que outra empresa aérea na rota poderia ocasionar prejuízos financeiros para a Arkia e a Israir. Katz declarou que uma terceira empresa naquela rota ajudaria a estimular a demanda e aumentar a concorrência. Atualmente são operados 20 vôos regulares e diários na rota transportando um milhão de passageiros por ano. A El Al informou que esta decisão aumentaria o número de turistas, melhoraria o nível dos serviços e baixaria os preços, reforçando assim o turismo de estrangeiros e do turismo doméstico. A El Al afirmou que esperava que seus vôos nessa rota fossem iniciar neste inverno, num esforço para estimular o turismo de Eilat.

O Ministério dos Transportes disse que a decisão de quando os vôos da El Al começarão, incluindo a capacidade de passageiros, será feita após a Autoridade de Aviação Civil examinar as questões mais profundamente. Katz disse que a decisão para se adotar as recomendações da Autoridade da Aviação Civil foi feita em conjunto com as companhias aéreas de Israel e em cooperação com todas as partes interessadas. Ele também anunciou que o ministério vai abrir para a concorrência mais destinos internacionais para permitir que a ‘Arkia Israir’ possa expandir as suas operações internacionais, em conformidade com as recomendações da Autoridade da Aviação Civil.
|
|
 |
| |
Gap em Shoppings de Israel

Após a abertura da primeira loja da grife americana Gap no shopping de pedestres Mamilla, em Jerusalém, a empresa está se preparando para a abertura da sua segunda loja no Azrieli Center Mall, em Tel Aviv, em fevereiro. A Elbit Comércio e Varejo é a empresa que detém os direitos de franquia da Gap em Israel anunciou a abertura da loja no Azrieli com uma área de 525 metros quadrados. A nova loja tornará o primeiro mall em Israel que terá ambas a loja Gap e da cadeia internacional sueca de moda H&M. A loja Gap no Azrieli Center Mall será aberta com metade da área ‘Mango’ para loja de roupas do shopping que também é administrado pela Elbit Comércio e Varejo, e no lugar das lojas Lucci and Mac que serão transferidas para outras áreas do centro comercial.

Arnon Toren que é o diretor executivo da Azrieli informou que negociações sobre abertura de outras lojas Gap em outros shoppings centers Azrieli estavam em andamento. Além das lojas e do Mamilla Azrieli Center, uma filial da Gap também será inaugurada no Arena Mall no Marina Herzliya assim como em outros locais.
|
|
 |
| |
DE OLHO NO RIO


O Deputado Federal Marcelo Zaturansky Itagiba está na TV todos os domingos, às 12,15h na CNT, apresentando seu programa “ De Olho no Rio”.
Assistam no link abaixo a entrevista com Osias Wurman.

http://www.youtube.com/watch?v=LmoMm97q5kc&NR=1
|
|
|
 |
| |
Sinagoga de Maimônides no Egito

O chefe de antiguidades divulgou os trabalhos de restauro em andamento numa das sinagogas mais famosas do Egito, um projeto que ele negou que seria para aplacar a ira dos judeus contra o ministro da cultura. Farouk Hosni que é Ministro da Cultura está fazendo campanha para ser o próximo chefe do escritório da ONU que promove a diversidade cultural indignou muitos judeus com seus comentários, em abril de 2008, quando prometeu solenemente queimar todos os livros de Israel que encontrasse na famosa biblioteca de Alexandria no Egito. O governo egípcio se mobilizou em torno do ministro da cultura de 71 anos de idade, mas o chefe de antiguidades, Zahi Hawass, disse que a decisão de restaurar a sinagoga Moses Ben Maimon no Cairo nada tinha nada a ver com a candidatura de Hosni.

"Eu acredito que esses rumores tiveram inicio para prejudicar a pretensão de Farouk Hosni de se tornar o próximo diretor-geral da UNESCO" disse Hawass, que se reporta ao Ministro da Cultura. "Os monumentos judeus são monumentos egípcios ... eles fazem parte de nós e parte da nossa cultura". A sinagoga recebeu o nome do Rabino Moses Ben Maimon, que foi um famoso médico, filósofo e estudioso da Toráh, que nasceu em Córdoba na Espanha em 1135. Mudou-se para o Cairo onde morreu em 1204 e foi sepultado no interior da sinagoga. Os restos mortais do rabino, que é conhecido no Ocidente como Maimônides, foram posteriormente transladados para a Terra Santa. A sinagoga foi construída numa área chamada de al Haret-Yahoud, ou o "Bairro Judeu", que refletia como a cidade do Cairo medieval era dividida em bairros religiosos e étnicos. Foi declarada como antiguidade em 1986 devido à sua arquitetura histórica e importância religiosa, afirmou Hawass. A área ao redor da sinagoga é agora conhecida como El-Gamalia que costumava ser uma favela com ruas de terra cheias de lixo até que o governo recentemente limpou a área para atrair turistas. Hawass disse que a sinagoga sofreu danos graves ao longo do tempo devido a terremotos e lençóis freáticos. A restauração faz parte de um projeto nacional para a renovação de dez sinagogas por todo o Egito, disse ele. A sinagoga é dividida em três partes: um espaço dedicado às orações e rituais, outra para o túmulo de Ben Maimon e uma terceira que incluí a seção de oração para mulheres. A restauração começou em meados de junho e deve durar um ano e inclui um plano para a reconstrução das paredes severamente danificadas da sinagoga e o reparo do interior. Hawass mostrou aos repórteres uma porta de madeira restaurada de uma das entradas da sinagoga que foi pintada com uma estrela de David dourada e tendo em cima um entalhe de uma tamareira.
|
|
|
 |
| |
FACEBOOK, ROSH HASHANÁ & VOCÊ

Fernando Bisker - Diretor Jcle - Morashá Miami Latino-América
Entramos no mês de Elul, um mês antes de Rosh Hashaná, e é sempre bom fazer um balanço do ano que passou e de nossa vida como um todo.
Queria compartilhar uma história que escutei em um programa de rádio (tipo CBN aí no Brasil) na NPR News de Miami, que convidados relatam alguma experiência de vida que com certeza, tem um forte conteúdo ético. Veja esta que interessante:
Um rapaz chamado Reuben Appelman contou que quando tinha 15 anos de idade estava estudando na biblioteca de sua cidade, quando de repente entrou um rapaz e sem nenhuma razão se aproximou e lhe deu um soco na cara, muito forte, chegando a ir para o hospital. O mesmo grupo de jovens o procurou em sua escola para novamente dar uma outra surra sem nenhuma razão, caracterizando o fenômeno desagradável de "bullying" presente em muitas escolas no mundo inteiro. Sua vida mudou desde então, passando a ser uma pessoa amarga, defensiva, agressiva e pavio curto. Fez taekwondo e terapia e procurou superar o episódio, mas nunca completamente esqueceu. Viveu por muitos anos desta forma, até que se casou e construiu sua família, ensinando ao seu filho mais velho que é necessário defender-se e incentivou-o a aprender artes marciais. Nunca contou ao seu filho sobre o episódio e fez de tudo para não projetar seus traumas na criança. Ensinou ao seu filho que é importante estar preparado para responder a qualquer agressão física, no entanto é importante controlar seus pensamentos de raiva, e nisso as martes marciais caíam como uma luva.

Passaram-se 20 anos, quando recebeu pelo seu facebook uma mensagem da pessoa que o espancou na época, se identificando e pedindo desculpas. A primeira reação foi um choque, o primeiro pensamento foi de medo, achando que ele novamente iria fazer alguma armadilha. Até que, após dois dias, pensou, viu que se tratava também de uma pessoa adulta, mas que, de repente, escreveu estas desculpas sem entender a fundo o prejuízo que causou. Simplesmente escreveu ao rapaz que não tem como desculpá-lo descrevendo o quanto sofreu toda sua vida e que agradece o contato.
O sujeito que havia batido retrucou dizendo que sua vida também havia sido afetada, sempre com sentimento de culpa e dor pelo que havia feito. Por isso, alistou-se na Marinha do Exército americano, procurando ajudar ao país e consertar seu caráter, canalizando sua força para metas mais nobres. Também casou-se e teve um filho. Contou que tentara durante todos estes anos ensinar ao seu filho, agora com 15 anos, como se deve respeitar o próximo, e nisso sentia profunda hipocrisia por constantemente se lembrar deste episódio. Depois disso, Reuben refletiu. Chegou à conclusão que talvez duas outras pessoas nesta mesma situação não teriam usado disso como material para reflexão e fonte de inspiração para educar seus filhos. Portanto, tratavam-se ambos de pessoas muito especiais. Aceitou suas desculpas, desta vez sim, de coração. Em relação a nós mesmos, podemos aproveitar para refletir se fizemos algo parecido com alguma pessoa na época da escola ou faculdade e, por que não, utilizar do facebook e orkut, para novamente comunicar-nos com estas pessoas e, quem sabe, de um pedido de desculpas, criar uma nova amizade, e tentar apagar cicatrizes do passadoque influenciaram e continuam influenciando o caráter de muito gente.
Shaná Tova!
|
|
|
 |
| |
Europeus Alavancam "Comida Religiosa"

Alimentos recomendados, permitidos, produzidos e certificados de acordo com as leis religiosas ganham espaço nas redes de fast food e supermercados em toda Europa. De acordo com o especialista Chaiboun Darwiche grandes de redes de supermercado estão investindo em gôndolas de produtos específicos para consumidores islâmicos cada vez mais jovens. O fenômeno de consumo observado entre consumidores que seguem o islamismo se repete com os alimentos judaicos ou kosher.

O consumo dos chamados "alimentos religiosos", ou seja, alimentos produzidos de acordo com as leis religiosas, ganham espaço e representatividade entre os ítens da exportação brasileira. Mas são os consumidores islâmicos que representam a maior fatia, porque seguem à risca as recomendações da leis islâmica que determina quais são os alimentos permitidos e certificados halal. Halal são alimentos permitidos, produzidos segundo o método que garante a segurança alimentar e rastreabilidade, para assegurar que não foi utilizado, por exemplo, algum ingrediente proibido, como carne ou subproduto suíno.
A certificação garante ainda que o método de abate, linha de produção, embalagem e estocagem foram higienizados e sem contato com outros alimentos não halal.

Em países como Holanda, Bélgica e França o crescimento do comércio de produtos “halal”, produzidos de acordo com as leis islâmicas, é visível e crescente. O fenômeno que se espalha por toda Europa está diretamente ligado ao comportamento da terceira geração de muçulmanos europeus que tem entre os jovens uma nova força religiosa e de consumo.
Nas prateleiras dos supermercados alimentos, cosméticos e remédios "halal" já movimentam mais de US$ 18 bilhões na Europa, e os números refletem apenas uma parte de produtos reconhecidamente certificados. Esse movimento é a prova de que os consumidores estão cada vez mais determinando os processos de produção e exigindo qualidade. O especialista em mercado europeu Chaiboun Ibrahim Darwiche, do SIIL – Serviço de Inspeção Islâmica, afirma que a importação de alimentos como água, café, balas, chocolates, hamburguer, sucos, pizzas e iogurtes cresce a cada ano “Recentemente estive na Holanda e lá encontramos remédios halal, sanduiches com hambúrguer e pizza halal com facilidade. A oferta de produtos fabricados segundo os preceitos do islam é grande nas ruas de Amsterdã na Holanda, Bruxelas na Bélgica e Paris na Franca. Não são casos isolados” destacou Chaiboun.
Segundo pesquisa recente essa retomada dos costumes islâmicos e volta à religião dos jovens muçulmanos, conhecidos como a terceira geração, formada por consumidores com alto poder aquisitivo, fez disparar o consumo desses produtos na Europa. A estimativa é de um crescimento superior a 15% na última década. Segundo o jornal El Pais um estudo do Policy Exchange Found , realizado entre mil muçulmanos britânicos, indicou que são os jovens, com acesso à informações na internet que afirmam seguir as leis islâmicas, freqüentar as escolas religiosas e aprovar o uso do véu e costumes. Entre eles consumir alimentos halal.
|
|
|
 |
| |
Tumba de Antigo Rabi em Israel

Um acordo firmado entre o Tribunal de Magistrados de Tiberíades e um proprietário de terras em Tzipori irá permitir a escavação de um túmulo que pode conter os restos do Rabi Yehoshua Ben Levi, que foi famoso no século III e que irá ter inicio no próximo mês. Os trabalhos no local, que apresenta uma clara inscrição do nome do rabino na parte superior e que supostamente contém um sarcófago em terracota,poderá desencadear uma oposição significativa por toda a comunidade religiosa, informaram especialistas e autoridades religiosas.

"Este é um local importante" afirmou o Dr. Uzi Dahari, logo após a decisão do tribunal ao jornal The Jerusalem Post . O Dr. Dahari é diretor da Autoridade para as Antiguidades e Relíquias e possui pessoalmente a licença para esta escavação. "Nós ainda não sabemos o que está lá, mas poderá ser muito, muito significativo. Poderá ser o Rabi Yehoshua ben Levi, mas é somente saberemos quando escavarmos". Levi foi um importante rabino talmúdico mencionado na Guemará.

É provável que a escavação do túmulo, que é considerado por alguns como um "santuário" que contém a alma do falecido, poderá ocasionar que líderes religiosos em Jerusalém realizem protestos para impedir a sua profanação. O professor Zeev Gries que leciona no Departamento de Pensamento Judaico na Universidade Ben-Gurion do Negev em Beersheba afirmou nesta terça-feira. "Talvez eles façam uma ou outra manifestação" Gries avaliou referindo-se aos líderes haredi da capital. "Isto é muito comum - isto é o que fazem nestes casos. Devido à tradição judaica mística o túmulo é o lugar onde a alma do falecido supostamente reside. A alma se irrita quando a sepultura é aberta, conforme algumas tradições místicas". Mitch Pilcer, que descobriu o túmulo há cerca de seis meses atrás, disse que rabinos da comunidade haredi em Jerusalém lhe deram instruções para bloquear a escavação do túmulo pela Autoridade de Antiguidades.
|
|
|
 |
| |
 |
|
Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque |
|
VERÃO E CONGELAMENTO
Comemorado internacionalmente em 1º de maio, o Dia do Trabalho é celebrado nos EUA e Canadá na primeira 2ª-feira de setembro. Mais do que uma homenagem aos trabalhadores, o feriado nos EUA marca, para fins práticos e para o pesar de quase todos, o final do verão: o retorno às escolas e à rotina usual de trabalho, o fechamento das praias e piscinas públicas e a reabertura do Congresso. Nesse ano, porém, há pelo menos um americano que não vê a hora do Labor Day raiar: o presidente Barack Obama.

|
| |
Ele, que gozava de um índice de aprovação popular de 61%, superior aos de Bill Clinton e George W. Bush dois meses após as respectivas posses, viu o número declinar lentamente desde então e mais rapidamente desde o início do verão, chegando aos atuais 49%. Mais importante ainda, desde julho o diferencial entre os que aprovam e os que desaprovam fortemente a sua performance passou a ser negativo (-8%). E isso tudo apesar da economia começar a mostrar alguns sinais de reaquecimento.

As razões são várias. Como menos de 10% do pacote de estímulo econômico de 787 bilhões de dólares promovido pelo presidente foi gasto até agora, ficou claro para muitos que a melhora da economia deve-se muito mais ao presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), recém-renomeado por Obama para mais quatro anos de mandato. E como a Casa Branca acaba de aumentar as estimativas do déficit orçamentário para a próxima década de 7 para 9 trilhões de dólares, mais de 70% dos americanos gostariam de ver o restante do pacote cancelado – coisa que os Democratas que controlam o Congresso não farão em hipótese alguma.

Poucos estão dispostos a pagar os milhares de dólares anuais por família que vai custar o projeto de lei para combater o efeito estufa, aprovado em julho pela Câmara por estreita margem graças à forte pressão de Obama – e o projeto deverá morrer no Senado. Mas a causa principal parece ser a “revolta popular pacífica” contra a reforma do sistema de saúde preconizada por Obama. Embora quase todos concordem que algo deve ser feito para conter os gastos médicos explosivos e ao mesmo tempo cobrir os milhões de americanos sem seguro de saúde, cada vez menos apóiam a proposta de um seguro gerido pelo governo para competir com os privados e que, inevitavelmente, acarretaria na socialização da medicina. Os Democratas liberais ameaçam votar contra uma reforma que exclua, e os Democratas conservadores contra uma que inclua, essa chamada “opção pública”. A esperança de Obama é que uma intensa campanha publicitária planejada para depois do Labor Day consiga reverter a oposição crescente à reforma.

Externamente, o aumento das baixas americanas e o fracasso aparente das eleições nacionais no Afeganistão diminuíram muito o apoio popular à guerra que Obama chama de “justa” no momento em que, tudo indica, o comando militar está prestes a pedir o envio de tropas adicionais. Os aliados que tanto aplaudiram a eleição de Obama continuam, para a surpresa apenas dos ingênuos, a retirar seus soldados. A Síria, tão cortejada por Obama, parece estar ligada aos violentíssimos atentados em Bagdá que apagaram o brilho da saída dos soldados americanos das áreas urbanas do Iraque 50 dias antes. Não obstante toda a retórica pró-islâmica de Obama, os países árabes ditos “moderados” recusaram-se a fazer um sequer dos “gestos de boa-fé” pedidos por ele. E a decisão de fechar a prisão de Guantánamo até o fim de 2009 é agora bastante impopular (55% contra e 32% a favor).
Diante desse quadro, alguns acham que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve resistir às pressões para um congelamento total dos assentamentos porque seria contra o interesse de Obama punir Israel e antoganizar agora os congressistas pró-Israel. Outros, ao contrário, crêem que uma confrontação pública com Israel ajudaria a desviar a atenção do público e da mídia dos problemas acumulados por Obama. O que pensa Netanyahu?
|
|
|
|
 |
| |
Doação de Rim entre Religiosos

Num ato de bondade notável entre membros dos dois movimentos hassidicos que têm um histórico de relações tensas, um Chabad Hassidico de Teaneck, Nova Jersey doou um de seus rins para um Satmar Hassid de Williamsburg no Brooklyn.

A história apareceu pela primeira vez no Chabad.org, que é o site de notícias do Lubavitch, numa época em que várias histórias negativas que fizeram manchetes sobre transplante de órgãos envolvendo judeus. A mais recente foi uma reportagem de um jornal sueco afirmando que as FDI estavam envolvidas na obtenção ilegal de órgãos entre os palestinos. No mês passado um judeu americano foi preso pelo FBI por sua alegada participação no tráfico ilegal de órgãos. Em contrapartida, no dia 13 de agosto, o rabino Efraim Simon que é co-diretor do ‘Amigos do Lubavitch’, e pai de nove filhos, doou um dos seus rins para salvar a vida de um Satmar que é pai de 10 filhos. "É interessante que este fato aconteceu no mesmo ciclo de notícias das outras histórias" disse Simon, através de uma conversa por telefone de sua casa em Teaneck, onde ele está se recuperando com o The Jerusalem Post. "Espero que isto mostre que apesar de que as más notícias tendem a obterem o máximo de exposição, existe também uma grande quantidade de boas notícias a serem reportadas também. E eu sou apenas uma de muitas pessoas que doam o seu rim para salvar outra pessoa. “É a providência que aconteceu nesse momento. Já há um ano venho me preparando para este momento”. O que torna essa história excitante em círculos Haredi é a longa história de tensas relações entre os Satmar e os Chabad. Satmar realiza virulenta oposição ao sionismo e é muito crítica da postura Chabad que é agressivamente pró - Israel. Em meados dos anos 80 um grupo de Hassidim Chabad foi atacado quando passavam por um bairro predominantemente Satmar no Brooklyn. Os Hassidim Satmar também reclamaram que os Chabad, por vezes, fazem grandes esforços em relação aos seguidores Satmar, além dos judeus não afiliados.

Simon disse que nunca foi um problema o fato de quem receberia o rim era um Hassid Satmar. "Nunca entrou nos meus pensamentos. O Rebe [Menachem Mendel Schneerson] sempre disse que devemos amar a todos os judeus". Simon começou há um ano a pensar em doar um rim quando foi colocado num site da comunidade um aviso que uma menina de 12 anos precisava de um. Simon, que na época tinha uma filha de 12 anos, sentiu que não podia ignorar este chamamento. Ele pesquisou os possíveis perigos e constatou que não haviam riscos reais envolvidos. A operação era relativamente simples e era possível viver com apenas um rim, sem sofrer qualquer diminuição na função. O único risco era se o seu rim sofresse danos ou desenvolvesse um câncer, ou se alguém da família necessitasse de um doador no futuro caso houvesse a necessidade de um transplante. "Depois de discutir o assunto com minha esposa decidimos que eu tinha que salvar a menina" ele disse. Porém o rim de Simon não era adequado para a menina. Mas o processo o conduziu a doar um de seus rins para um homem Satmar que sofria de uma doença genética que matou vários dos seus parentes e que estava destruindo os seus próprios rins. Embora ele soubesse que o destinatário seria um judeu religioso com 10 filhos, ele não soube que era um Satmar até depois da doação. "Quem recebeu está indo fantasticamente bem. Ele já está acordado e andando" disse Simon. "O médico disse que era como se tivesse recebido um rim do seu próprio irmão. Isso me deu muita força ao saber isso".
|
|
|
 |
| |
Bispos Americanos e o Judaísmo

O Vaticano divulgou que não iria interferir no conflito que foi deflagrado entre os bispos católicos dos EUA e líderes de grupos judaicos sobre o proselitismo católico. O cardeal William Levada, que é o presidente da Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício da Inquisição), disse que o Vaticano iria deixar a questão nas mãos da Igreja Católica Americana para uma solução, conforme informou o rabino David Rosen que é diretor de Assuntos Inter-religiosos do Comitê Judaico Americano. Rosen, que se reuniu com Levada em Roma, informou que a decisão do Vaticano para não se envolver no conflito tem relação com a tendência à descentralização na Igreja que foi iniciada após o Segundo Concílio Vaticano de 1962-1965. As relações entre judeus e católicos nos EUA foram prejudicadas depois que a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, a qual representa a Igreja na America do Norte, divulgou uma declaração oficial de que o diálogo inter-religioso com os judeus deveria ser utilizado para convidar os judeus a tornarem-se católicos. Esta declaração que provocou tensão foi emitida pelos bispos em junho, para esclarecerem um documento de 2002 chamado de "Covenant and Mission (Aliança e Missão)".

Os bispos disseram que o documento anterior equivocadamente tinha minimizado a importância do compartilhamento de sua fé e, portanto enganoso. "Embora a Igreja Católica não faça proselitismo junto ao povo judeu, não deixa de transparecer a sua fé em Cristo, e sempre que seja apropriado de recebê-los de braços abertos para participarem da mesma fé", afirmou o Bispo William Lori de Bridgeport de Connecticut , que é presidente de uma comissão de bispos sobre a doutrina. Ele disse que essas revisões afirmam as declarações do Vaticano. Grupos judaicos emitiram uma resposta na qual afirmaram que apesar de "não representarem qualquer objeção" em relação aos cristãos no compartilhamento da sua fé, o diálogo com os judeus se tornaria "insustentável" se o objetivo fosse de convencer os judeus a aceitarem Jesus como o seu salvador". Uma declaração desse tipo é contrária à própria essência do diálogo judaico-cristão, conforme a entendemos", disseram os líderes judeus através de uma carta à Conferência dos Bispos Católicos. Os signatários foram a Liga Anti-Difamação, o Comitê Judaico Americano e rabinos que representavam os ortodoxos, conservadores e os movimentos reformistas. Levada, que substituiu o cardeal Joseph Ratzinger, após o mesmo se tornar o Papa Bento XVI em 2005, é o responsável por esclarecimentos sobre a teologia da Igreja. Segundo Rosen, Levada tinha deixado claro que existia um valor intrínseco no diálogo inter-religioso com os judeus, mesmo sem quaisquer intenções de proselitismo. Ele também fez uma distinção clara entre o "testemunho" ou o partilhamento do Novo Testamento e o proselitismo, o que estava errado.
|
|
|
 |
| |
XII FESTIVAL JUDAICO DE BUDAPESTE


Judith Klein - Budapeste, setembro de 2009.
Da casa onde nasceu Theodor Hertzl , saiu o Festival Judaico de Budapeste.

Banner diante da Sinagoga, ex-residência de Theodor Herzl, palco de várias atrações do Festival. Dra.Vera Vadas e o filho Márton Vajda.
Dra. Vera Vadas, 64 anos, casada, economista e empresária do turismo. Nasceu no campo de concentração de Teresinstat em 9 de maio de 1945, dia seguinte ao fim da II Grande Guerra. Mãe de dois filhos, um dos quais (foto) faz parte da sua equipe de trabalho, e de uma filha, que reside em Israel. Mentora intelectual e coordenadora do Festival Judaico (de Verão) de Budapeste esteve à frente das onze edições anteriores, que foram ganhando importância e volume a cada ano. Hoje, o Festival Judaico de Budapeste está inscrito no mapa dos eventos culturais mais importantes do mundo. Agora, a Dra. Vera sonha com a constituição de uma Associação Internacional que reúna os organizadores de festivais judaicos do mundo todo, e que tenha a sua sede em Budapeste.
Em entrevista exclusiva para os leitores do “Notícias da Rua Judaica”, a Dra. Vera Vadas nos contou como começou, como se desenvolveu, e do programa que apresentará este ano o Festival Judaico de Budapeste.
“Gostaria de começar dizendo que, desde o início, o principal conteúdo do Festival era combater o anti-semitismo através da cultura. Por mais que se queira, é inevitável se vincular o Holocausto a todo e qualquer assunto relacionado ao Judaísmo. Entretanto, no caso do Festival Judaico de Budapeste, procuramos não trilhar este caminho. Claro que o Holocausto é um fato histórico que irá eternamente permear nossas vidas, e que não pode nem deve ser esquecido, mas a idéia é usar a riquíssima cultura judaica como munição de combate à crescente onda de anti-semitismo europeu e internacional, tão “na moda” atualmente. Tudo começou há doze anos, quando constituímos a Comissão de Cultura Judaica de Budapeste, da qual eu sou desde então a dirigente, e realizamos um recital de bandas e cantores Klezmer, sem termos idéia clara do que iria acontecer, de como seria a aceitação por parte do público, se haveria ou não continuidade... Quando em 1997 apareceram nas ruas os enormes cartazes anunciando o I Festival Judaico de Budapeste, fui às rádios e TVs a fim de divulgar o evento. Lembro-me do espanto que vi estampado no rosto dos apresentadores diante da minha coragem de pronunciar em alto e bom som a frase “Festival de Cultura Judaica”. Felizmente, e talvez por causa disso, a palavra “judeu” passou a ter uma conotação menos pejorativa, e passou a ser associada à riqueza cultural que nos qualifica como simpáticos perante o público.

Não é nenhum segredo que um dos objetivos do Festival é fortalecer o turismo interno e, hoje em dia, tornou-se tão famoso que passou a ser elemento de atração para turistas que vêm a Budapeste especialmente por causa dele. Dentro de um roteiro que inclui Praga e Viena, o Festival é uma atração à parte, que representa uma parcela importante no aporte de divisas para a economia do país. Já podemos pensar em “exportar” o Festival de Budapeste para outras cidades da Europa, como por exemplo, para Viena e Praga. O próximo passo será a constituição de uma Associação Internacional dos Festivais Judaicos, que, à semelhança de associações laicas de festivais já existentes, vai oferecer uma excelente oportunidade à troca de informações e de elementos culturais que, em conjunto, só fazem fortalecer-se mutuamente. Este ano, infelizmente, o Festival está transcorrendo dentro de um cenário de animosidade como não se via desde os sombrios anos que precederam a II Grande Guerra, sobretudo por causa da abordagem parcial que a mídia adotou, reforçando a radicalização de posições não só na Hungria, mas também no resto da Europa e do Mundo.
Atualmente tornou-se moda hostilizar os judeus como inimigos públicos que devem ser combatidos e eliminados. Acontece que o jovem judeu húngaro de hoje não pode ser comparado àquele que, em 1944, humilhado e impotente, era conduzido às margens do Danúbio para ser fuzilado. Os jovens judeus de hoje não toleram esta situação, e a ela reagem de cabeça erguida, usando as armas que conhecem melhor: a sua incomparável e rica cultura milenar. Na produção do Festival eu conto com a colaboração do meu filho Márton, e de outros dois sobrinhos, todos jovens talentosos cheios de energia e de novas idéias. A mensagem subliminar que queremos transmitir é que “juntos somos mais numerosos e mais fortes”, slogan do Festival deste ano.
No local onde ficava a casa em que nasceu e morou Theodor Hertzl, e em que hoje se localiza a Sinagoga da Dohány utca, logo depois do Shabat de 29 de agosto, foi aberto oficialmente o XII Festival Judaico de Budapeste, com um baile de rua na “Gozsdu Udvar”. A riquíssima e completa programação da semana do festival está detalhada no site www.jewishfestival.hu , e inclui desde uma feira de livros, passando por espetáculos musicais que vão do clássico Händel ao latino-americano Cuban Sephardic Journey, espetáculos de dança e vocais, encontro de escritores e leitores, teatro de rua, humoristas, filmes israelenses, exposições de artes plásticas, recitais de poesia de Miklos Radnóti, exposição de fotos de Robert Capa, encontro de jovens “rendezjew”, degustação do tradicional “sholet”, entre outros.

Pintura de Zsuzsa Naszódi e Robert Capa, fotógrafo de guerra.
Todos os que apreciam a cultura, de um modo geral, e a judaica em especial, estão convidados a participar do XII Festival Judaico de Budapeste”.

Pintura de Zsuzsa Naszódi e Robert Capa, fotógrafo de guerra. |
|
|
 |
| |
DESTAQUES SOCIAIS

A Divisão Feminina Chabad
Convida para a 22ª Tarde Comemorativa Anual Ano de Hakhel
“O Reflexo de Nossa Alma” Com Rabino Shabsi Alpern e apresentação de trio Klezmer
10 de setembro, quinta-feira, às 14 horas
Maison França, Av. Angélica, 750
Beit Chabad Central: R. Melo Alves, 580
Fone: 3081-3081 (com Rosana) All Kosher:
Al. Barros, 391 loja 12, Fone: 3825-1131



|
|
|
 |
 |
| |
|
|
 |
| |

Devido ao grande número de fotos desta edição estaremos
enviando as cartas dos leitores na próxima edição.
|
|
|
| |
| |
Acesse nossas últimas edições: |
|
|
|
| |
Jornalista Responsável: Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch,
Jerusalém - Daniela Nelstein, Israel - Beny Schipper
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|