Edição 130       Diretor / Editor: Osias Wurman Domingo, 09 de Agosto de 2009

 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


-Liderança palestina acusa Israel de ter assassinado seu líder Yasser Arafat.

- Sete advogados iranianos, de Tabriz e Mashhad, que assumiram causas de jovens presos foram assassinados nos últimos dias, segundo noticia do Jerusalem Post.

- Quinta morte em Israel causada pela Gripe Suína.
- A cadeia de lojas Zara abre sua 19º filial em Israel contrariando boato que corre na Internet de que estaria vendendo bolsa com símbolo nazista.
- Israelenses protestam defronte a casa de autoridades pela libertação do soldado Guilad Shalit.
- Suprema Corte de Israel proíbe política de discriminação entre estudantes sefaraditas e ashquenasitas imposta por escola feminina de Emmanuel.







Osias Wurman
Jornalista


IMAGEM DISTORCIDA

Assistindo esta semana a palestra do Prof. Bar-Joseph sobre as pesquisas em Nanotecnologia desenvolvidas no Weizmann Institute of Science de Israel, deparei-me com um profundo questionamento: será este Israel que nós encontramos na mídia mundial ?

Bar-Joseph revelou a amplitude das descobertas, em prol da Humanidade, desenvolvidas no Weizmann, o mais importante centro de pesquisa cientifica e tecnológica do Oriente Médio, com renome mundial por sua excelência. Como exemplo de descoberta no campo médico, Bar-Joseph citou que no mercado mundial existem três remédios para combater o terrível mal da Esclerose Múltipla, uma doença avassaladora que leva o ser humano a níveis intoleráveis de dor e sofrimento.

Das três drogas no mercado, duas foram descobertas e desenvolvidas no Weizmann Institute !

Folheando os jornais dos últimos dias, meses ou anos, iremos encontrar a citação do Estado de Israel, em quase sua totalidade, referenciado apenas em artigos sobre guerra, terrorismo, atentados, muros, armas e conflitos.

Nada, ou quase nada, sobre a riqueza histórica, cultural, científica, social e tecnológica deste pequeno país em tamanho físico, mas com grandes conquistas em apenas 61 anos de independência.

Uma grande  injustiça é feita com o povo de Israel, o maior responsável pelo alto nível de suas escolas, universidades e centros de pesquisa, ao serem omitidas, sistematicamente, pela mídia internacional, a extraordinária colaboração israelense por um mundo melhor. 

 

 
     
     
 


Ouça nos “Debates Populares” no “Manhãs da Globo” o tema sobre as tendências da Internet e do jornalismo impresso, com a participação do radialista Jorge Luis, criminalista Ary Bergher, Coronel Paulo Afonso e jornalista Osias Wurman.

CLIQUE AQUI : http://www.owurman.com/sons/debates_populares_28-07-09.mp3


 
 

Madonna em Auschwitz

Madonna pretende visitar o campo de morte nazista Auschwitz com seus filhos após o seu próximo concerto na Polônia, relatou o britânico ‘Daily Mirror’. Segundo o ‘Mirror’ a decisão de realizar esta viagem que acarretaria uma "mudança de vida" foi feita logo após discussões da diva pop com seu amigo próximo o rabino Michael Berg do ‘Kaballah Center’. "Não será uma viagem fácil, mas é uma experiência afirmativa para a vida, e uma que Madonna - devido a sua forte crença na Kaballah - não pretende ignorar" informou uma fonte próxima à cantora ao diário britânico.

"Ela quer que seus filhos apreciem o modo de quão afortunados eles são e para aprenderem sobre erros cometidos no passado". Segundo a reportagem Madonna também planeja levar seus filhos para verem o Muro das Lamentações em Jerusalém. Uma fonte disse: "o Muro das Lamentações é um lugar sagrado para qualquer pessoa com ligações com a fé judaica e ela quer que as crianças vejam o Muro". Também foi informado que a viagem acontecerá em setembro para coincidir com o término da turnê da Madonna em Tel Aviv.


 
 

ANP NÃO DESCARTA LUTA ARMADA



O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu nesta terça-feira a membros do Fatah que deem uma chance às negociações de paz com Israel. O líder do Fatah falou durante a primeira convenção do movimento em duas décadas, em um contexto de rivalidades internas e envelhecimento das lideranças do movimento. Abbas recebeu apoio formal, o que lhe deu força diante dos rivais do grupo militante islâmico Hamas. Muitos dos quase 2 mil delegados apoiaram Abbas, já que o programa político proposto é vago o suficiente para abarcar mesmo os linhas-duras.

A "luta armada" contra Israel, antes um dos pilares do Fatah, não foi formalmente descartada, mas a ênfase agora recai sobre as negociações e a desobediência civil. O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que o programa do Fatah importa menos do que as ações do grupo. "O teste será após a conferência, quando uma liderança com legitimidade apropriada for escolhida", afirmou Barak. "Então veremos o que essa liderança trará à mesa de negociação".

O posto de Abbas como líder do partido não estava em jogo, mas centenas de membros disputaram 140 vagas em órgãos da liderança da sigla. Não se acredita, porém, que a votação possa produzir uma mudança drástica, vista como necessária para limpar a imagem de corrupção do Fatah e tornar o partido mais competitivo diante do Hamas. Apenas um quarto dos delegados é eleito pelos membros do partido em geral, enquanto o restante é apontado por Abbas e um pequeno comitê.


 
 

Rabinos Condenam Atentado a Gays

O Chefe do Rabinato de Israel expressou choque e indignação em relação a este atentado de sábado passado à noite, em Tel Aviv, contra um centro da juventude gay dizendo que é um "crime impensável e vil". Numa declaração publicada no domingo, o Rabinato afirmou que "quando Moisés viu um judeu batendo em outro judeu ele o chamou de  malvado. Isto é ainda mais verdade quando um judeu assassina outro judeu".


Ao mesmo tempo, a organização Hod de gays ortodoxos condenou veemente o "terrível massacre cometido contra a comunidade gay e lésbica em Tel Aviv" e transmitiu seus pêsames às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação para aqueles que foram feridos. O Rabino Ron Yosef, que é um rabino ortodoxo homossexual que dirige esta organização,  informou à Ynet que ele tem recebido ameaças contra a sua vida durante este ano.

"Exorto os israelenses e especialmente os lideres públicos e rabinos de todo o espectro político para denunciarem e condenarem este crime e as expressões de ódio e violência, e agirem de forma firme contra a violência verbal e física dirigida contra gays e lésbicas" declarou o Rabino Yosef . O grupo Havruta de religiosos gays em Israel afirmou em resposta ao ataque que "nós da Havruta estamos chocados com o tiroteio e do assassinato de duas pessoas inocentes e de pessoas feridas que nunca prejudicaram ninguém". "Esperamos que a polícia prenda este assassino desprezível e o leve à justiça. A família Havruta envia as suas condolências às famílias dos que morreram e reza para a rápida recuperação de todos aqueles que foram feridos". Esta organização abriu uma linha direta de 24 horas para religiosos gays e suas famílias e disseram que irão também prestar assistência através do seu site. Os dois grupos convidaram a todos para a leitura de Salmos para as vítimas.

 
 

INAUGURADO O MIDRASH

O rabino Nilton Bonder inaugurou a sede do Centro Cultural Midrash da Congregação Judaica do Brasil – CJB, situado no bairro do Leblon no Rio de Janeiro.

Um grande número de artistas, políticos e membros da comunidade prestigiaram o evento.


Na platéia ouvindo o discurso de Bonder, o Governador Sergio Cabral, Prefeito Eduardo Paes, Ministro Carlos Minc e Dório Ferman-Presidente da CJB.


A atriz Carolina Dieckmann com Léa Lozinsky-Presidente da FIERJ e Bonder com Minc.


Rabino Bonder, Ruth e Arnaldo Niskier, Suzana e Osias Wurman. À direita, Deputado Federal Marcelo Itagiba, Osias Wurman, Rabino Bonder, jornalista Hildegard Angel e Francis Bogossian.


 
 

CONSULADO HONORÁRIO DE ISRAEL

A Congregação Judaica do Brasil (CJB) parabeniza Osias Wurman pelo apontamento como Cônsul Honorário do Estado de Israel no Rio de Janeiro. Nossa cidade resgata uma representatividade importante e a pessoa de Osias Wurman, com sua devoção ao povo judeu e sua fidelidade incondicional ao Estado de Israel, não só faz jus à honra como está habilitado a enfrentar o desafio de tal função.

Rabino Nilton Bonder


 
 

PROCURA-SE PATROCÍNIO PARA GOLDA


Olá,
Sou Rosane Gofman, atriz, nesse momento no ar na novela “Caminho das Índias”.
Preciso da colaboração de quem souber de algum contato que possa se interessar em patrocinar a peça “Varandas de Golda”, sobre a vida de Golda Meir. Estou inscrita na Lei Rouanet e a prefeitura acaba de abrir inscrições para a lei do ISS, que também é útil para isenção de impostos. (Ver site da prefeitura).
Acho que seria muito bacana para a nossa comunidade falarmos sobre essa mulher que foi tão importante para a criação de Nosso Estado de Israel. Um exemplo de mulher!
Meu email é rosanegofman@uol.com.br . Agradeço desde já.

Rosane Gofman


 
 

Congresso de Esperanto foi alvo de violência

Terminou, no último sábado, o Congresso Universal de Esperanto. Aproximadamente duas mil pessoas foram à cidade de Bialystok, na Polônia, festejar os 150 anos do criador do idioma, o médico Lázaro Luís Zamenhof. O tema central foi Criar uma ponte de paz entre os povos: Zamenhof hoje.


O evento despertou a atenção das mídias local e internacional. Jornais e sites de todo o mundo publicaram matérias sobre o congresso. Emissoras de rádio enviaram equipes para a cobertura das atividades. Estações de TV gravaram reportagens no local. O presidente da Associação Universal de Esperanto, o professor indiano Probal Dasgupta, abriu o congresso com um discurso que relacionou as figuras de Zamenhof e Gandhi, enfatizando que, muito mais que nutrir um sentimento de simples nostalgia, a comunidade esperantista deve reinterpretar o legado deixado pelo criador da língua internacional neutra, com vistas à transformação do presente e do futuro.

O prefeito de Bialystok, Tadeusz Truskolaski, compareceu às solenidades de abertura e encerramento, além de ter recebido os congressistas na sede da prefeitura. No palácio municipal, Louis Christoph Zaleski-Zamenhof, neto do idealizador do esperanto discursou. Outras autoridades locais marcaram presença. Apesar de toda a atmosfera de paz emanada pelo congresso, uma série de atos de violência maculou o evento. Dias antes da solenidade de abertura, uma das paredes de lona do pavilhão central do local das atividades foi inteiramente queimada. A comissão organizadora gastou cerca de 2.500 euros para mandar pôr às pressas nova lona.


O monumento em homenagem a Zamenhof, localizado no centro de Bialystok, foi atacado. Segundo testemunhas, uma pessoa encapuzada atirou um coquetel molotov em direção à estátua. Presume-se que a agressão tenha-se dado por racismo, visto que o criador do esperanto é de origem judia. Posteriormente, o Centro Cultural Zamenhof foi atingido da mesma forma, sem, contudo, incendiar-se. Desconhecidos também furam pneus dos ônibus que transportariam os congressistas. No último dia do congresso, uma pedra foi arremessada contra a janela do alojamento coletivo. De acordo com o site Libera Folio, um jovem brasileiro, cuja identidade ainda não foi revelada, foi atingido no rosto. O ferido foi imediatamente medicado. Perplexidade e indignação traduzem os sentimentos da maioria dos esperantistas que têm postado comentários na internet. De acordo com o presidente da Federação Italiana de Esperanto, Renato Corsetti, a existência do nacionalismo violento e da xenofobia justifica o esforço da comunidade esperantista em prol da fraternidade. A polícia investiga a autoria dos ataques, mas ainda não tem suspeitos.(Fabiano Henrique)


 
 

RADICALISMO FUNDAMENTALISTA


O número dois da Al Qaeda, Ayman al-Zawahri, disse que Israel deveria ser apagado do mapa e descreveu o Estado judeu como um crime contra os muçulmanos.  Zawahri também acusou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de conduzir uma política sobre as questões israelo-palestinas que causa prejuízo aos palestinos, e disse que Obama quer a criação de um Estado Palestino que sirva como "uma extensão da CIA".  "Israel é um crime que deveria ser apagado", disse Zawahri em uma entrevista à emissora da Al Qaeda, As-sahab, divulgada em um site islâmico nesta segunda-feira.  Líderes da Al Qaeda têm dito frequentemente que eles focariam sua guerra santa contra Israel após a criação de um Estado Islâmico no Iraque.  A Al Qaeda não tem presença reconhecida em Israel ou em territórios palestinos que são dominados pelo grupo islâmico Hamas e o secular movimento Fatah liderado pelo presidente palestino apoiado pelos Estados Unidos, Mahmoud Abbas.


 
 



Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

BRASIL NAS TELAS

A sala principal da cinemateca de Tel Aviv ficou lotada para a abertura da 9ª edição do Festival de Cinema Brasileira em Israel, semana passada. Muita gente teve que sentar no chão para assistir o filme que abriu o festival (“Chega de Saudade”, de Laís Bodanzky). Tinha muitos brasileiros, obviamente, todos ávidos por assistir um filme em português. Mas também tinha muitos israelenses, entre eles a primeira-dama do cinema local, Guila Almagór. Nunca canso de repetir que os israelenses adoram cultura brasileira: música, cinema, novelas... Além, claro, do futebol da seleção canarinho.

Antes do filme, o diretor do festival, Salomão Ghelfgot (ou Shlomo Azaria, como é conhecido por aqui), fez um pequeno discurso apresentando os 15 filmes que, este ano, fazem parte da mostra e concorrem a prêmios. São películas de 2008 e 2009, longas de ficção e documentários, que representam o que melhor é feito no campo do cinema nacional (o site do festival é http://www.festivalemisrael.com).

Nunca é fácil montar um festival desse nível, mas parece que este ano a coisa foi mais complicada. A crise econômica mundial quase levou ao cancelamento do evento. A mostra só vingou por causa da ajuda da Secretaria do Audiovisual do Ministerio da Cultura (MinC) e da Embaixada Brasileira em Israel. “Nós temos em comum com Israel o amor pelos filmes brasileiros”, disse o embaixador Pedro Motta Pinto Coelho.

Cinco convidados brasileiros desembarcaram em Israel para o festival, que além de Tel Aviv, também acontece simultaneamente em Haifa, Jerusalém e Sderot. São eles os atores Bruna Lombardi, Carlos Alberto Riccelli (representando o filme “Signo da Cidade”) e Clarisse Abujamra (atriz de “Chega de Saudade”), além do renomado crítico de cinema Pedro Butcher (que preside o júri da mostra) e da conhecida produtora Andréa Cals.

O quinto convidado é o secretário de Audiovisual do MinC, Sívio Da Rin, que, em discurso na abertura, afirmou que o festival israelense é talvez a mais importante mostra de cinema nacional no mundo. Atualmente, há eventos desse tipo em seis países (Alemanha, Espanha, Canadá, França, Israel e Estados Unidos). “Mas o israelense é o mais distante, e por isso o mais importante”, disse o secretário. Para Silvio Da Rin, todo esforço é pouco para apresentar ao mundo um cinema diferente dos mostrados pelos blockbusters americanos. Um olhar regional e profundo, com problemática própria e estilo único.


 
 

Sinfônica em Israel com Beattles

A Ópera Israelense de Tel Aviv-Yafo anunciou esta semana o seu programa para a próxima temporada de 2009-2010. Os eventos e concertos começarão no final de setembro e se estenderão até o final de julho de 2010. O programa inclui cinco séries, 20 concertos e mais de 120 obras musicais. Este ano, pela primeira vez a ópera irá apresentar uma série intitulada "Rock Clássico", que será dedicada a arranjos sinfônicos para obras bem conhecidas do repertório do rock e apresentadas por conjuntos especiais. Cada um dos concertos terá a orquestra de câmara de Israel com solistas convidados. O primeiro concerto da série será dedicado ao álbum "Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos Beattles.


O segundo será dedicado ao "The Wall" de Pink Floyd com Olive e o Grupo Oblins. O terceiro concerto será dedicado a um dos principais cantores de rock de Israel. O programa da temporada também irá incluir a Série Litúrgica com a Orquestra Sinfônica de Jerusalém; Os Músicos Masters no Centro, que serão liderados pelos cantores líricos de nível internacional Paata Burchuladze e Neil Neil Shicoff; Uma Série Popular de Música Clássica pela Orquestra Sinfônica de Jerusalém que executará quatro concertos de favoritos da música clássica leve, e a Série Sinfônica – com sete dos melhores concertos do repertório sinfônico da Orquestra Sinfônica Rishon Lezion de Israel.


 
 

INSTITUTO WEIZMANN NO BRASIL

A Associação de Amigos do Instituto Weizmann do Brasil promoveu nesta segunda-feira, 03 de agosto, na Nova Escola Judaica, Unidade Renascença, uma palestra com o professor Israel Bar – Joseph, vice-presidente do Instituto Weizmann, que falou sobre “As Novas Fronteiras da Nanotecnologia de Acordo com o Weizmann”. O evento, que aconteceu com apoio da com o apoio da Nova Escola Judaica (Bialik + Renascença),  contou  com a participação dos os três jovens alunos brasileiros que venceram o concurso de bolsas para o programa de verão do Weizmann (41º International Summer Science Institute),  assim como dos professores da Nova Escola Judaica, Rogerio Giorgion e Marcos David Muhlpointner, que tiveram a oportunidade de participar do 4th Schwartz Seminar, também promovido pelo instituto israelense.


Com um extenso currículo que acumula a publicação de mais de 100 artigos nos principais jornais científicos e diversas premiações como o Kennedy Prize, o Alon Fellowship e o Levinson Prize,   o professor  Bar – Joseph falou sobre a associação da nanotecnologia com diversas áreas do conhecimento, como medicina, eletrônica e ciências da computação. Segundo ele, “ a nanotecnologia  é  a capacidade potencial de criar coisas a partir do muito pequeno, usando as técnicas e ferramentas que  estão sendo  desenvolvidas para colocar cada átomo e cada molécula no lugar desejado. Se conseguirmos este sistema de engenharia molecular, o resultado será uma nova revolução industrial, com importantes consequências econômicas, sociais e  ambientais”.

Localizado em Rehovot, Israel, o Instituto Weizmann figura na vanguarda da investigação científica.  Seus modernos laboratórios abrigam mais de 2500 cientistas, técnicos de laboratório e estudantes, que vêm fazendo grandes contribuições para a humanidade no campo das investigações científicas e no tratamento de doenças como o câncer e a esclerose múltipla, entre outras.

No Rio de Janeiro, o professor Bar-Joseph visitou o Hillel-Rio onde deu palestra sobre o mesmo tema de São Paulo.

Após a palestra no Hillel-Rio, o veterano ativista do Weizmann Institute e ex-presidente para a América latina, Samy Cohn, convidou o Diretor- Rio do Weizmann, David Rosenberg, Mario Fleck- Presidente dos Amigos do Weizmann-Brasil, o Prof. Bar-Joseph e Osias Wurman  para um jantar no Copacanabana Palace Hotel, quando foram analisadas as perspectivas de expansão dos “Amigos do Weizmann Institute do Brasil”.


 
 

Renascimento Judaico na Cracóvia

Os rabinos da Cracóvia estão escrevendo de novo. Cerca de 80.000 judeus já chamaram esta cidade de seu lar, antes que eles fossem arrebanhados num gueto pela ocupação nazista e enviados para trabalhos forçados ou a morte. A destruição do judaísmo polonês marcou o fim não só de uma antiga comunidade judia, mas também de uma vasta tradição religiosa. O novo livro em língua polonesa ‘Dovev Siftei Yeshenim’ (livremente traduzido como ‘Pronunciamentos dos Lábios dos que Dormem’) e que foi escrito pelo rabino da Cracóvia Boaz Pash, se constitui num esforço para trazer de volta à vida as vozes rabínicas tradicionais da cidade e no local onde tudo aconteceu.

O livro é uma coleção de interpretações sobre a porção semanal da Torah e escritas por alguns dos maiores rabinos que a Cracóvia  produziu. "Todo mundo já ouviu falar sobre os rabinos e os homens sábios da Cracóvia, mas quem poderia citá-los?" pergunta Pash. "Qual membro da atual geração que está vivendo e crescendo na Polônia poderia abrir os seus livros? Este livro e outros do mesmo tipo representam uma tentativa de satisfazer essa necessidade". O livro começa com o rabino erudito Yom Tov Milhausen do século 15 e continua com escritores luminares do século 16 como o rabino Moshe Isserles, mais conhecido como Rama, e o rabino Yoel Sirkas do século 17 e conhecido como Bach. "A Polônia está vivendo a experiência de uma renovação da cultura judaica e uma procura por mais informações sobre o judaísmo, tanto do passado como do presente" afirma Pash. De fato, a editora judaica Austeria que publicou o livro faz parte desse renascimento é de propriedade de um casal da Cracóvia que dirigem uma cafeteria com motivos e temas judaicos, uma livraria e um hotel. Com preço de cerca de 30 zlotis (cerca de 10 dólares) destina-se ao consumo popular. Os livros, como esse trabalho rabínico de Pash, são financiados pela Organização Shavey Yisrael que é um dos grupos que se colocam na vanguarda para o renascimento da vida judaica na Europa Oriental.

"Desde a queda da Cortina de Ferro, mais e mais jovens poloneses estão redescobrindo as suas raízes judaicas e manifestando o desejo de se aproximarem do povo judeu e do Estado de Israel" conforme informou o presidente da Shavey Yisrael  Michael Freund . "Ao mesmo tempo a vida judaica comunitária na Polônia está gradualmente ganhando força. Nós não podemos virar as costas para esta excitante evolução histórica e devemos fazer tudo o que pudermos para facilitar" disse Freund numa declaração que anunciava a publicação do Dovev Siftei Yeshenim. A Shavey Yisrael durante os últimos anos tem verificado o fenômeno de crianças perdidas – assimiladas de judeus poloneses que estão descobrindo o seu passado judeu e se reunindo à comunidade. "Nos últimos anos, um número crescente de poloneses - sobretudo os membros da geração mais jovem - começaram a redescobrir as suas raízes judaicas e recuperarem o precioso patrimônio, que foi tão brutalmente tirado deles" afirmava a declaração da organização. O novo livro "se destina principalmente para aqueles interessados em aprender sobre a enorme riqueza cultural judaica que existia na Polônia antes do Holocausto e proporcionar aos leitores um vislumbre do mundo espiritual destes rabinos", afirmou ele.


 
 

Praia para Ultra-Religiosos

Será que uma grande parte da praia de Ashdod será aberta somente para a comunidade ultra-ortodoxa? O Grupo Minrav está mantendo negociações  financeiras com a  municipalidade de Ashdod em antecipação à criação de um village resort estritamente kasher num investimento total de NIS 160 milhões (cerca de US$ 42 milhões). O conjunto estará localizado a cerca de 100 metros da Riviera Beach que fica na parte sul da cidade. O Grupo Minrav confirmou que este resort terá 220 chalés de verão e 80 quartos de hotel e se estendo por 130 mil m2 e que será construído em conjunto com empresários haredi de Nova York. Este projeto irá também incluir uma sinagoga, um mikveh (banho ritual), piscinas, um spa e restaurantes estritamente kasher.

Em um documento obtido pelo suplemento econômico do ‘Yedioth Ahronoth’, Chanan Bartal que é diretor da divisão imobiliária da Minrav escreveu o seguinte para a autoridade financeira em Ashdod: "Após nossas discussões com empresários haredi e de várias reuniões em seu escritório, está claro que eles estão interessados na construção de um resort haredi, mas existe uma condição prévia que é um acordo com a municipalidade para restrição de banhos na parte adjacente à parte haredi da praia". A autoridade financeira do município respondeu que "A restrição da praia para os haredim está sendo analisada, mas uma decisão ainda deverá ser tomada. Esta é uma das exigências da empresa imobiliária para a criação deste resort".


 
 

OS 65 ANOS DA PRISÃO DE ANNE FRANK

Não há diário mais famoso no mundo do que aquele escrito por Anne Frank durante a Segunda Guerra Mundial. As confissões e os relatos escritos pela judia nascida em Frankfurt, Alemanha, em 1929 voltam à tona hoje, pois há exatos 65 anos a garota foi capturada pelas forças de repressão do nazismo, sendo deportada, posteriormente, para o campo de Auschwitz.  A família Frank havia deixado a Alemanha em 1933, após a ascensão de Adolf Hitler ao poder. Com medo da perseguição aos judeus, o lugar escolhido como nova morada foi a Holanda. No entanto, em 1942, a memória de Anne sobre o país passou a ser a vida que levava no “anexo secreto”, esconderijo sobre o escritório dos holandeses Bep Voskuijl e Miep Gies.

Os relatos no diário cessaram em primeiro de agosto de 1944. Dois dias depois, a SD, serviço de inteligência nazista, invadiu o “anexo secreto” e enviou a família e os outros judeus que lá viviam para o terrível campo de concentração na Polônia. O relato sobreviveu graças a Miep Gies, que guardou os pertences da família na esperança de devolver para Anne o seu diário. A menina nunca voltou a colocar as mãos na obra que escreveu, pois morreu de tifo em 1945 em outro campo de tortura.

No mundo todo, já foram vendidos mais de 25 milhões de exemplares do “Diário de Anne Frank”. A obra foi traduzida para 50 línguas diferentes. “Anne Frank foi estilizada como embaixatriz dos discriminados num mundo de violência e falta de liberdade, um símbolo de humanidade, de tolerância, de direitos humanos e democracia, a síntese do otimismo e da vontade de viver. Para milhões de jovens em busca de identidade, ela tornou-se figura de identificação, até mesmo heroína”, escreve Melissa Müller em “Anne Frank: Uma Biografia”. “Enquanto toda a humanidade sem exceção não passar por uma grande metamorfose, a guerra vai se espalhar, tudo que é construído, criado e cultivado, será cortado e exterminado de novo, para em seguida começar outra vez!”, afirmou Anne pouco antes de ser capturada pelas forças contra as quais ela tanto lutou.


 
 

ESCOLA JUDAICA NA HEBRAICA-SP

Com a presença dos presidentes  e ex-presidentes de  A Hebraica,  Conib, Federação Israelita do Estado de São Paulo, dos colégios Bialik e Renascença, além de representantes do Vaad Chinuch  da Fisesp,   membros do executivo e do conselho de A Hebraica e das entidades envolvidas e convidados, aconteceu nesta quarta-feira, 05 de agosto, a assinatura de uma carta de intenções com a Associação Brasileira A Hebraica, para que a Nova Escola Judaica tenha sua futura sede em área dentro do Clube. “Há exatamente um ano, os Colégios Bialik e Renascença, a convite da FISESP, se engajaram no projeto comunitário da Nova Escola Judaica, com duplo desafio: ser um centro de excelência pedagógica indiscutível, e oferecer forte conteúdo da cultura judaica. Em uma atitude ousada, corajosa e com visão de futuro, estas lideranças comunitárias decidiram unir o espaço da Hebraica ao sonho da Nova Escola Judaica”, destacaram os presidentes das duas escolas, Jefferson Grosman e Michel Stolar.

A comunidade judaica de São Paulo tem no espaço do Clube A Hebraica uma das melhores áreas, tanto em localização como em estrutura física, unindo a possibilidade de otimizar o uso deste espaço durante a semana e oferecer aos alunos uma construção pedagogicamente pensada. O tempo entre a assinatura da carta de intenções e a concretização da obra está estimado entre 24 e 48 meses e dependerá da aprovação dos conselhos deliberativos das escolas e de todo o trâmite de autorizações e documentações junto à Prefeitura do Município de São Paulo. As duas unidades (Bialik e Renascença) continuarão funcionando normalmente, fazendo os investimentos necessários para manter a qualidade do ensino, avançando pedagogicamente e garantindo que nada se perca neste período. “Este é um projeto de grande relevância para a comunidade judaica. Estamos assinando um protocolo de intenções. O próximo passo é um estudo de viabilidade para que no futuro a Nova Escola Judaica esteja situada dentro  da A Hebraica.  Não vai ser uma escola da Hebraica, vai ser uma escola na Hebraica, com total independência de sua diretoria e filosofia pedagógica.   Seremos parceiros e todos ganharão. Este é o novo futuro da comunidade judaica”, destacou o presidente de A Hebraica, Arthur Rottenberg. Para o  presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Boris Ber, a Fisesp, dentro do seu novo perfil pós reforma estatutária,  está mais uma vez cumprindo com o seu dever, que é o de aproximar e fortalecer as instituições judaicas. Segundo ele,  “as escolas judaicas têm um papel muito importante, e nós ativistas comunitários somos  idealistas, persistentes e sonhadores. Poucas entidades da comunidade judaica  promovem a Tzedaká e concedem bolsas no volume feito pelas escolas judaicas. E isso muitas vezes não é reconhecido. Trazer a Nova Escola para a Hebraica, será nosso próximo desafio e este projeto tão desejado, possa fazer com que este reconhecimento aconteça de uma forma justa e definitiva.”


 
 



 
 

Palestinos Completam Estudos Acadêmicos na Prisão

Enquanto o soldado seqüestrado Gilad Shalit está apodrecendo em cativeiro há mais de 1.100 dias, cerca de 100 prisioneiros palestinos detidos em Israel, em alta segurança, receberam o diploma de primeiro nível universitário da Universidade Aberta nesta semana, e que é reconhecido pelo Conselho de Israel para o Ensino Superior. Outros 250 prisioneiros de alta segurança atualmente estão estudando na Universidade Aberta.

Estes dados foram apresentados por Ziad Abu-Ayin, que é vice-ministro palestino para Assuntos de Prisioneiros, e disse que o seu Ministério paga as "mensalidades" dos estudantes presos para que eles possam servir ao povo palestino após as suas libertações ". Alguns dos prisioneiros que receberam seus diplomas, ou ainda estão estudando, são filiados ao Hamas. Prisioneiros de segurança detidos em Israel desfrutam de benefícios ainda mais generosos incluindo água quente durante todo o dia, ventiladores, televisão com todos os canais árabes e a opção de emprestarem livros da biblioteca da prisão. Além disso, cada prisioneiro tem um walkman, um rádio e a disponibilidade de um valor para gastar na cantina da prisão. Os prisioneiros de segurança estão autorizados a enviarem quatro cartas por mês e receberem um número ilimitado de cartas. Têm direito a uma visita familiar uma vez a cada duas semanas e são autorizados a serem fotografados pelo fotógrafo da prisão e enviarem as fotos para as suas famílias. Benefícios adicionais incluem um exercício diário pela manhã e tratamentos médicos, incluindo cuidados dentários e da visita de um oftalmologista. Em março passado, o governo nomeou uma comissão ministerial para analisar cortes nos benefícios dos prisioneiros palestinos. A comissão apresentou as suas recomendações, mas o gabinete ainda está discutindo esse assunto.


 
 

NOVO SISTEMA DE DEFESA DE ISRAEL

O Exército israelense anunciou nesta quinta-feira a entrada em serviço em breve do novo sistema de defesa contra mísseis antitanque, após as graves perdas que este tipo de arma provocou durante a guerra no Líbano, no verão de 2006. Este sistema, batizado "casaco" e guiado por radar, fará explodir em pleno vôo os mísseis antitanque, segundo uma fonte militar. O sistema já foi testado com sucesso e será instalado nos tanques Merkava IV, o último modelo fabricado em Israel, segundo a mesma fonte.

O Canal 10 israelense informou que o sistema foi desenvolvido pelo instituto israelense Rafael e terá o custo unitário de 350 mil dólares. Os mísseis antitaque modernos disparados pelos combatentes do movimento xiita libanês Hezbollah no sul do Líbano provocaram graves perdas ao Exército israelense. A imprensa israelense revelou que durante a ofensiva no Líbano um quarto dos 25 mísseis disparados contra tanques israelenses romperam a blindagem e mataram militares.Os tanques israelenses Merkava, especialmente os Merkava III e IV, são considerados muito fortes e resistentes, e têm equipamentos eletrônicos sofisticados.


 
 

Imigrantes dos EUA Chegam a Israel

Não obstante a situação da segurança, do calor e das barreiras culturais, centenas de novos imigrantes provenientes da América do Norte estão chegando ao Estado Judeu. 'Vocês têm a oportunidade de construir o nosso país, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para eles no aeroporto Ben-Gurion "Quando dizemos ‘Welcome = Bem-vindos’ tem um significado histórico. Vocês estão aqui e têm a oportunidade de começar uma vida nova, de construir o nosso país, a nossa casa" disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para centenas de novos imigrantes dos Estados Unidos e do Canadá que desembarcaram na terça-feira no Aeroporto Ben-Gurion. O primeiro-ministro disse que pela primeira vez em 2000 anos o número de judeus que vivem em Israel é previsto de superar o número de judeus que vivem na diáspora. "O futuro dos judeus é aqui, na terra de Israel" ele acrescentou.


Este é o segundo vôo neste Verão organizado pelo Nefesh B'Nefesh que é  uma organização que fomenta e coordena a Aliyah dos judeus de todo o mundo, e da Agência Judaica que trouxeram 238 novos Olim da América do Norte. 55 desses imigrantes são jovens que estão previstos para se alistarem no EDI (Exército de Defesa de Israel) nos próximos meses. A organização disse que mais 430 jovens adultos irão imigrar para Israel dos Estados Unidos com o expresso objetivo de se alistarem no EDI. Em termos totais são esperados mais de 4.000 judeus da América do Norte para fazerem a Aliyah até o final deste ano. Tony Gelbart que é o presidente e co-fundador da Nefesh B'Nefesh felicitou os novos imigrantes numa cerimônia no aeroporto. "As pessoas sempre me perguntam 'Como você pode explicar o fenômeno das pessoas decidirem imigrar para Israel e iniciarem uma nova vida?" E eu lhes respondo: "Existe esse conceito chamado sionismo".


 
 


DOLINGER LANÇA LIVRO

Depois de estudar a conexão entre o direito e o amor, Jacob Dolinger, um dos mais importantes estudiosos da comunidade judaico-brasileira, disserta em “temas dolorosos”, sobre os trágicos acontecimentos que marcaram o século XX pela inexistência do amor ao próximo, lançando graves criticas à ONU, ao seu Secretário Geral e à Corte Internacional de Justiça quanto a acontecimentos do século XXI. Apresenta o lado humano do direito internacional privado, baseado no reconhecimento da dignidade da diferença e comenta diversos aspectos da ordem pública internacional, inclusive as diferenças quanto aos casamentos poligâmicos e homossexuais. Discorre sobre aspectos do direito judaico e examina o instituto da arbitragem. Dirige tocante homenagem a cinco de seus grandes mestres, tece ligeiros comentários ao Código Civil brasileiro e analisa com profundidade a problemática da educação no Brasil. O prefácio é do imortal Celso Lafer.

A letra da lei, a técnica legiferante, pode tudo,  pode inclusive criar um código assassino, uma ordem sanguinária, o terror legalizado, a perversidade planejada para ser sistematicamente executada”.


Um direito fundamentado na Tolerância e no Amor, no amor que humaniza a regra, que suaviza a técnica, que ameniza a formalidade do direito”.


O amor que ordena ao homem a compreensão pelo semelhante, a empatia pelo vizinho, a tolerância para com o estranho”.



 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque


UMA VERGONHA

Depois de haver desaparecido dos noticiários por vários dias, o caso dos 44 americanos (incluindo 5 rabinos) presos por corrupção e lavagem de dinheiro no estado de Nova Jersey voltou a ser mencionado por praticamente toda a mídia depois que um promotor federal ordenou a prisão simultânea, nos EUA e em Israel, de 10 indivíduos acusados de fraude tributária e lavagem de dinheiro.  O chefe da quadrilha, Marvin Berkowitz, de 62 anos, era procurado por fraude em Chicago quando fugiu para Israel em 2003.  De lá, segundo o indiciamento aprovado por um júri de instrução americano em fevereiro de 2009 e mantido secreto até agora para que as investigações e detenções fossem coordenadas com a polícia israelense, Marvin teria recrutado e pago várias pessoas para que fossem a tribunais federais e obtivessem dados pessoais (incluindo o equivalente americano do CPF) de prisioneiros federais.  De posse dessas informações, Marvin teria forjado e submetido mais de 2.900 declarações de imposto de renda fictícias para o governo federal e mais de 400 para governos estaduais, coletando em reembolsos mais de 4 milhões de dólares (segundo Israel, mais de 12) do total de 35 milhões que planejava roubar.  Alguns dos acusados alegadamente depositavam o dinheiro em suas contas e repassavam-no para Marvin, em cheque ou em cash. após reterem uma comissão de 10%.  Marvin foi preso em Jerusalém, um filho e um genro em Chicago, e outro filho em Los Angeles. Dentre os demais acusados, quatro foram presos ou concordaram em se entregar nos  EUA, um foi preso em Israel, e um não foi ainda definitivamente localizado mas parece estar escondido em Israel.


 


É interessante notar como os diversos órgãos da mídia noticiaram o caso.  Segundo a agência de notícias United Press International, Marvin era um ex-rabino, e os jornais que se basearam na UPI abriram o primeiro parágrafo da matéria com a frase “um ex-rabino que alegadamente chefiou uma operação para obter ilegalmente 35 milhões de dólares em reembolsos de impostos de renda federais e estaduais foi preso em Israel”.  O jornal Chicago Tribune foi mais além com a manchete “ex-rabino de Chicago indiciado em caso de fraude tributária preso em Israel”.  A agência Associated Press optou pela primeira frase “a polícia israelense quebrou uma quadrilha criminosa israelense-americana especializada em fraude tributária e lavagem de dinheiro numa operação de codinome Torta Americana”. A Reuters abriu com “um ex-indivíduo de Chicago residente em Israel desde 2003, 2 de seus filhos e um genro residentes em Chicago e Los Angeles foram presos ... [por] fraude tributária ...”.  O título da matéria da correspondente do New York Times em Jerusalém foi “nova quadrilha criminosa americana-israelense revelada”.  A manchete da rede de TV árabe Al Jazeera foi “cidadão com dupla nacionalidade americana-israelense, Marvin Berkowitz, indiciado com 5 israelenses por lavagem de dinheiro, fraude e falsificação”, enquanto que a do blog da comunidade judaica ortodoxa de Nova Iorque (vosizneias.com – em iídiche, “quaisasnoticias.com”), foi “americano que fugiu para Israel ligado a uma maciça fraude tributária americana”.  Outros blogs denominaram a recente série de fraudes e prisões envolvendo judeus de “Kosher Nostra”, um trocadilho com o nome da máfia siciliana, a “Cosa Nostra”.  Inegavelmente, uma vergonha.


 
 


ESPERANÇA CONGELADA PELOS EUA

Os Estados Unidos pediram que Israel congele os assentamentos na Cisjordânia durante um ano a fim de estimular os países árabes a tomarem medidas com vistas à normalização das relações com o Estado judaico, disse um jornal israelense nesta quinta-feira. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barack, em entrevistas a duas rádios israelenses, não fez comentários sobre a notícia do jornal Haaretz.

Mas afirmou que "uma tentativa para chegar a entendimentos" com Washington sobre uma suspensão das construções nos assentamentos estava sendo feita em cooperação com os esforços do presidente dos EUA, Barack Obama, para persuadir os países árabes a retomarem as negociações de paz com Israel. "Tudo isso está dentro de um contexto de um plano amplo para um grande acordo regional que aparentemente está tomando forma, como uma possível iniciativa do presidente Obama", disse Barak à Rádio Israel.


O jornal Haaretz diz que a proposta para o congelamento de um ano nos assentamentos da Cisjordânia ocupada foi sugerida pelo enviado especial de Obama, George Mitchell, durante reuniões em Jerusalém na semana passada com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.  Israel prefere o congelamento por seis meses, afirmou o jornal. Mitchell e Netanyahu disseram na semana passada que avançaram nas conversações. O assunto provocou o maior racha nas relações entre EUA e Israel em uma década e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que as negociações de paz com Israel, suspensas desde dezembro, não podem ser retomadas até que cessem as obras nos assentamentos. Barak, que também se encontrou com Mitchell na semana passada, afirmou na terça-feira que Washington apresentaria um plano para o Oriente Médio dentro de semanas e que Israel deveria aceitá-lo. Ele suscitou publicamente a possibilidade de um acordo segundo o qual Israel interromperia as obras nos assentamentos, mas concluiria os projetos em andamento em troca de propostas de paz dos Estados Árabes. Gestos de boa vontade por parte dos países árabes em direção à retomada de laços comerciais ou diplomáticos com Israel ajudariam Netanyahu a convencer parceiros na coalizão de direita para aceitar um comprometimento com relação aos assentamentos. Mas havia poucas indicações de que os países árabes da região fariam tais gestos sem um congelamento nos assentamentos.

 
 

Alerta sobre Intifada III

O ex-chefe do Shin Bet e Ministro da Segurança Interna diz que decisões imprudentes do congresso que a Fatah estará organizando poderão reacender o conflito armado com Israel. "Está claro que a Autoridade Palestina não a tem intenção de perder a oportunidade - a de perder uma oportunidade" disse ele.


Avi Dichter (Kadima) que é membro do Knesset e ex-chefe do Shin Bet alertou na noite de segunda-feira sobre as decisões atingidas durante o congresso da Fatah na cidade de Belém na Cisjordânia. "As declarações da Fatah estão abrindo o caminho para aquilo que poderá vir a ser a terceira Intifada" disse ele. "Quando dizem que a luta vai continuar por todos os meios necessários – qualquer um no seu perfeito juízo entende que se trata de um conflito armado ... Essa decisão pelo congresso iria virar o relógio para anos atrás". Dichter, que serviu como Ministro para a Segurança Interna no governo anterior também mencionou relatórios sugerindo que a Fatah poderá reafirmar e atualizar partes dos seus estatutos, particularmente aqueles que se opõem a qualquer reconhecimento de Israel como a pátria  judaica. Está claro, até mesmo agora, que os “palestinos não têm a intenção de perder a oportunidade - a de perder uma oportunidade” disse ele. "O que eu considero muito preocupante é que os ‘moderados’ que participam planejam para que a convenção vote um artigo intitulado "continuação da luta contra Israel por todos os meios necessários". Após dezesseis anos dos Acordos de Oslo é a maneira da Fatah de dizer que vêem o conflito armado como uma forma legítima de conduzirem o diálogo com Israel. "Se eles pretendem aprovar esse artigo, isto conduziria para o próximo conflito armado. Há uma semana eles estavam falando ainda da luta pública, que poderiam ser interpretada como manifestações, mas ao longo dos últimos dias eles têm falado sobre a reafirmação das seções que clamam pela luta. "É inconcebível" continuou ele que "nove anos depois da Segunda Intifada - que os dirigentes da Autoridade Palestina não fizeram nada para impedi-la - e dois anos após que perderam a Faixa de Gaza para o Hamas e os iranianos, no que foi de fato um golpe, a liderança da AP liderada por Abbas ainda continua a acreditar que um conflito armado levaria a um Estado palestino. Se não fosse pelas ações vigorosas de Israel contra as atividades terroristas na Judéia e em Samaria, os líderes da Autoridade Palestina estariam ainda correndo tentando fugir do Hamas, assim como fugiram de Gaza. “O futuro da Autoridade Palestina depende deles buscarem a paz com Israel”.

Dichter, cuja sombria análise se baseia nas suas dezenas de anos participando da segurança, acredita que Israel tenha que reavaliar a situação antes de tomar quaisquer outras decisões. "As chances de algum progresso bilateral com os palestinos são praticamente inexistentes, porque eles não sabem como chegar a uma conclusão (sobre as decisões), para si mesmos e muito menos quando se trata de Israel. "Temos que estar alertas sobre as iniciativas árabes, que poderão fornecer um suporte para a Autoridade Palestina. Do modo que eu vejo, ele concluiu, "Os palestinos estão prestes a perder o seu caminho novamente, assim como após Oslo".

 
 

Apoio Evangélico a Israel

Um blog liberal (J Street, Phillip Weiss, etc.) está a todo vapor devido a um manual interno preparado pelo Projeto Israel que sugere que sejam acusados de promoverem "um tipo de limpeza étnica ao removerem todos os judeus da Cisjordânia" aos que defendem a remoção dos assentamentos judeus.  Mas talvez o que seja o mais interessante sobre este manual, cuja cópia completa foi publicada pelo Newsweek, é que realmente o manual parece estar em conflito direto com o governo de Netanyahu cuja ênfase é crescente para garantir o reconhecimento de Israel como um Estado judaico. O manual que foi preparado por Frank Luntz, que é um perito republicano em pesquisas sobre a opinião pública e que diz sobre o tema geral: Não falar sobre religião. Os americanos, que consideram a Bíblia como sua fonte de informação sobre relações exteriores, já estão entre os que apóiam Israel. Os fundamentalistas religiosos são "Coro de Amém" de Israel e que perfazem cerca de um quarto da opinião pública americana, e de todo o mundo são os melhores amigos de Israel. Entretanto, aqueles que são mais susceptíveis de acreditar que Israel é um estado religioso são os mais hostis em relação a Israel ( "eles são tão extremistas quanto os países árabes que eles criticam").


Infelizmente, praticamente qualquer discussão sobre religião só reforça essa percepção. Portanto, até mesmo a simples menção da palavra "judeu" em muitos dos contextos sobre Israel, suscita uma reação negativa e que a defesa de Israel como um "Estado Judeu" ou "Estado Sionista" será muito mal recebida. Isto poderá ser difícil para a comunidade judaica aceitar, mas esta é a forma como a maioria dos americanos e os europeus sentem. As exceções existem entre os judeus ortodoxos e as comunidades cristãs evangélicas. O fato é que cristãos evangélicos são mais favoráveis a Israel e a política israelense que quase qualquer outro subgrupo na América, e às vezes são até mais favoráveis do que os judeus liberais. A principal razão para isto é que a religião deles lhes diz para assim fazerem. Você pode falar de Deus para esses grupos (aproximadamente um quarto da população da América), mas não estendam os seus comentários sobre religião para além disso.


 
 

Hezbollah Acumula Armas Contra Israel

O grupo militante baseado no Líbano Hezbollah tem acumulado 40.000 foguetes em locais perto da fronteira com Israel e está treinando militantes para operarem mísseis capazes de atingir Tel Aviv, o ‘The Times de Londres’ relatou na quarta-feira. Segundo o relatório, militantes estão agora sendo treinados no uso de ambos os tipos: o de longo alcance terra-terra bem como os mísseis anti-aéreos para serem utilizados contra aviões de Israel. Israel, as Nações Unidas e o próprio Hezbollah dizem que esta entidade  está mais forte hoje do que era na Segunda Guerra do Líbano. Enquanto a parte norte da fronteira tem estado relativamente calma desde o conflito de 2006 Alon Friedman que é o vice-comandante da parte Norte afirmou ao ‘The Times’ que a paz poderia "explodir a qualquer momento".


No mês passado Hassan Nasrallah que é o secretário-geral do Hezbollah previu que Israel poderia atacar locais do Hezbollah no sul do Líbano e isso antes da próxima Primavera. Nasrallah informou à mídia libanesa que lançariam mísseis diretamente contra Tel Aviv se Israel atacasse as posições do grupo xiita no Líbano. Ele alertou que "a equação mudou" nos seus métodos de ‘resistência’ contra Israel e ameaçou atacar Tel Aviv se o EDI (Exército de Defesa de Israel) atacasse os subúrbios ao sul de Beirute, como aconteceu durante a guerra de 2006. Membros do Estado Maior do EDI e peritos em defesa já manifestaram extrema preocupação sobre a possibilidade que um incidente grave pudesse ocorrer na fronteira libanesa, num futuro próximo. Ultimamente a tensão com o Hezbollah tem aumentado especialmente desde que um dos arsenais no sul do Líbano da organização onde eram mantidos foguetes Katyusha, explodiu no mês passado. Em conseqüência, diversos membros da defesa realizaram vários encontros de alto nível sobre a situação. A explosão revelou que o Hezbollah ainda mantinha foguetes ao sul do rio Litani no Líbano, o que se constitui em violação das obrigações estabelecidas na Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que marcou o fim da Segunda Guerra do Líbano. O ‘The Times’ obteve filmagens mostrando guerrilheiros do Hezbollah tentando retirar foguetes e munições do local da explosão e em sequencia as forças de paz da ONU foram impedidas de chegarem ao local para investigações. No entanto, Israel afirmou que a UNIFIL tinha informações precisas sobre o local onde se escondiam armas e também de outras instalações nas quais o Hezbollah está armazenando foguetes, mas que a força de paz nada tinha feito.

Oficiais superiores do EDI acreditam que o Hezbollah tenha reconstruído completamente a sua rede de bunkers e arsenais de armas no sul do Líbano, mas que os colocavam na grande maioria dos casos em meio a aldeias e cidades xiitas ao invés de áreas isoladas ou abertas, da maneira que fizeram no passado. A explosão deste armazém revelou este fato e fez o Hezbollah se preocupar se a inteligência israelense poderia conhecer onde estão localizadas as suas novas bases.


 
 

Medalha para Irlandesa Anti-sionista

Grupos irlandeses e britânicos pró-Israel criticaram fortemente a ex-presidente irlandesa Mary Robinson por acusar simpatizantes dos judeus de "intimidarem" as pessoas que apóiam os palestinos. "Os delírios paranóicos de Robinson sobre os judeus é que são o seu problema" disse Jonathan Hoffman que é o co-vice-presidente da Federação Sionista da Grã-Bretanha e da Irlanda. A ex-líder acusou "certos elementos" da comunidade judaica de "intimidação" depois que certo número de grupos pró-Israel se referiu ao seu papel desempenhado na conferência de Durban em 2001 e expressaram preocupações sobre a concessão da Medalha Presidencial da Liberdade, que é a maior concedida a um civil pelos EUA. O fato de que Robinson se associou com "a altamente racista conferência que deu credibilidade ao fórum" disse Tom Carew que é o presidente da Liga Amizade Irlanda-Israel, acrescentando que Robinson "não foi intimidada de nenhuma forma" aparente para ele.


Como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Robinson esteve envolvida e responsável por alguns elementos da Conferência Mundial contra o Racismo, que escolheu Israel para ser o alvo de pesadas críticas e de serem apresentados materiais anti-semitas. Os EUA passaram a não mais apoiar a continuação do seu mandato depois disso. As alegações de ser condescendente a comportamentos anti-semitas em Durban foram "totalmente infundadas" disse ela à ‘Radio One RTE’ nesta semana. "Há muita intimidação por alguns elementos da comunidade judaica. Eles intimidam as pessoas que falam sobre a grave situação em Gaza e na Cisjordânia". A Sra. Robinson disse que ela estava "muito honrada" por ser concedida a Medalha Presidencial da Liberdade pela administração do Presidente Barack Obama.

"Talvez Robinson pudesse então explicar por que razão - se os judeus são tão poderosos – porque não foram capazes de deter o terrível racismo visto durante o seu período em Durban" disse Hoffman. "A decisão do Presidente Obama de conceder esta medalha, parece-me, portanto inteiramente estar enviando a mensagem errada". Carew disse que "muito poucas das intervenções neste debate público vieram de representantes da muito pequena comunidade judaica irlandesa da qual apenas alguns membros ocasionalmente e privadamente se reuniram com representantes políticos, mas sempre com uma abordagem cortês". “Ele acrescentou que as “pequenas vozes pró-Israel aqui” não têm fundos, números ou instalações” nem são utilizadas táticas militares. Robinson não tem quaisquer provas para justificar tal insulto – pois não é nem sequer um exagero, mas é totalmente infundado.


 
 

O FILOSOFO MARCELO DASCAL

Judith Klein – Budapeste- exclusivo para a Rua Judaica


Descontraído, na Confeitaria Gerbeaud de Budapeste

Marcelo Dascal é professor de filosofia na Universidade de Tel Aviv desde 1967. Foi diretor da Faculdade de Ciências Humanas de 1995 a 2000. M.D. graduou-se em filosofia e engenharia elétrica pela USP (Brasil). Estudou lingüística e epistemologia em Aix-en-Provence (França) e obteve o grau de Ph.D. na Universidade Hebraica de Jerusalém, sob a supervisão de Yehoshua Bar-Hillel.

Nascido em São Paulo em 1940, vive em Israel desde 1965. Casado com Varda, tem três filhas (Hagit, Shlomit e Tamar) e oito netos (Adi, Lior, Ohad, Noga, Jonathan, Gilead, Almog, e Naomi). Deu palestras e assistiu a conferências em todo o mundo, em várias delas como “keynote speaker”. Atualmente faz parte da diretoria de várias associações científicas, e escreve para diversos jornais. É presidente da “New Israeli Philosophical Association” e da “International Association for the Study of Controversies”. Em 2003 foi eleito para um mandato de cinco anos como membro da Diretoria da “Fédération Internationale des Sociétés de Philosophie (FISP)”, e reeleito por igual período em 2008.


Entrevistado na sua casa, em Jaffa. Agosto de 2004

Estas, e muitas outras informações sobre o ícone do pensamento moderno Marcelo Dascal estão disponíveis no Marcelo Dascal Home Page, que todo o mundo pode consultar. Vale a pena.

Mas, o que poucos sabem a respeito do ser humano Marcelo Dascal – e eu me incluo entre os privilegiados que sabem um pouco mais do que aparece na internet – é que ele foi “Madrich Kvutzá” e “Rosh Ken” do “Hanoar Hatzioni” quando eu não passava de uma adolescente. Posso dizer com muito orgulho que eu sou hoje o que Marcelo me formou. Ainda ontem, à mesinha da Confeitaria Gerbeaud, em Budapeste, conversávamos sobre aqueles tempos da “Tnuá”, sobre as irresponsabilidades em que nos arriscamos como jovens “madrichim” e que hoje seríamos incapazes de cometer, e sobre o conteúdo básico do ideal sionista. Proselitismo à parte, a escala de valores para os “Chaverim do Hanoar” era em primeiro lugar, o ser humano “corpo-e-alma-razão-e-emoção”; em seguida, o judaismo como tradição e pertinência a um grupo, depois o sionismo como ideal, e “last but not least”, o “chalutz”, aquele empreendedor que, sem recursos e com pouco dinheiro, fincou a pedra fundamental do que é o Estado de Israel hoje.


Varda Dascal e eu, em Jaffa. Ao fundo, vista de Tel Aviv em dia nublado de 2005.

Depois deste recente encontro com Marcelo, estou cheia de gás novo para continuar o trabalho que venho realizando na assistência aos sobreviventes do Holocausto que ainda não foram inteiramente justiçados pelos seus algozes. Apenas para terminar, vou citar o que ouvi dele, e que deixo aqui para reflexão: “Os vencedores são, na verdade, os perdedores, e vice-versa”.


 
 

DESTAQUES SOCIAIS





CONVITE

Estamos iniciando os ensaios para as Grandes Festas que serão realizadas no "SHILL" da Lapa.Mais um ano temos a satisfação de contar com a participação imprescindível do Chazan Sergio Weintraub e o Maestro Dani Tauszig .Estamos convidando quem tenha interesse de participar do nosso Coral Liturgico para que entrem em contato conosco: Cleide Rapaport Volyk, Dalia Timoner Chernizon ou com algum coralista que vc. já conheça da Sinagoga da Lapa.E desde já sejam bem vindos em Rosh Hashaná e Iom Kipur no "SHILL" DA LAPA. SHALOM. DAVID VOLYK (11) 2905-1522/ (11) 9656-0022 (CEL.)

A presidente da Na’amat Pioneiras-Brasil, Céres Maltz Bin, acaba de regressar de Israel, onde esteve no mês de julho, visitando os projetos e programas da Na’amat. Em sua estada, Céres participou de vários encontros com a equipe da Na’amat Israel, podendo conhecer ainda mais a realidade da Organização, em sua matriz.

 

O Centro de Cultura Judaica - CHCJ  e a Livraria da Travessa
 convidam para o lançamento do livro:

 As origens da Bíblia e os manuscritos do mar morto Edgar Leite
 
18 de agosto de 2009, terça-feira, a partir das 19h.
 
O Professor Edgard Leite, especialista em história das religiões apresenta de uma forma concatenada as mais recentes pesquisas acadêmicas sobre as origens da Bíblia. Livro indispensável para quem se interessa pelo assunto. O Prof. Edgar Leite é da UERJ e UNIRIO (federal). Fui aluno dele no curso "Intolerância - uma perspectiva histórica", ministrado pela PUC-RJ.


O Língua-solta, sobre Bento Teixeira, o primeiro poeta do Brasil, que foi um cristão-novo muito interessante - e desconhecido do público. Isaac Bernat tem sido muito elogiado por todos que assistem a sua interpretação do bardo judeu de Olinda. No Centro Cultural de Justiça Federal/RJ até 10 de setembro, quartas e quintas, às 19 horas. Autora: Miriam Halfim.




 

 
 
 


Caro Osias, meu pai, Jack Bisker faleceu semana passada. Ele te admirava, sempre acompanhando suas publicacoes e participando com diversas cartas e comentarios. Queria aproveitar sua publicacao para agradecer a todos que rezaram por sua recuperacao, na luta contra o cancer,  e pedir para aqueles que possam, rezar e dedicar estudos e bons atos (mitzvot) para a elevacao espiritual do meu pai, Yaakov Zeev Ben Tzvi (Jack Bisker).Muito obrigado,
Fernando Bisker & Familia

Parabens Osias, cada vez mais, seus email conseguem atingir um quadro jornalistico de primeira. Agora estando morando em Israel e nem sempre conseguindo acompanhar as noticias do exterior, lendo seu email fico mais a par de como o mundo enxerga nosso pequeno-grande Estado de Israel. abracos
Marcel Berditchevsky - Israel

Osias,encontrei aqui em Israel a cantora e compositora Nurit Hirsh e seu esposo que enviaram a você um caloroso abraços e disseram que sentem saudades!!! eles estendem o mesmo sentimento ao Moises Liberbaum, favor retransmití-lo...abraços!!!
sergio rosenboim-Israel

oi osias, sou eduardo salem, primo do jonas, moro em israel. racismo nos comentarios da reportagem do jornal O Dia on-line. reportagem:
http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2009/7/criancas_de_gaza_
tentam_bater_recorde_de_mais_pipas_empinadas_26660.html


comentário: sionismo=nazismo judeus assassinos.
http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2009/7/comentario/comentario_lista_26660.html

vamos denunciar o comentario todos.grato,
Eduardo Salem – Israel

Caro Osias, Em visita ao Brasil, durante o jantar, de uma TV ligada so se ouvia um ator bradando 3 vezes JUDIARIA oque captou minha atencao, era um ator de 1 novela da Globo, paraiso, se referindo a algo ruim que aconteceu com ele. Eu queria crer que este tipo de uso das derivacoes pejorativas de judeu ja houvessem sido abolidas, se nao da pratica cotidiana das ruas, ao menos dos folhetins, se nao eh 1 preconceito aberto, a maior emissora do Brasil nao ajuda em nada ao combate do precoceito no inconciente coletivo quando usa tais termos em seus folhetins. Como vc eh ex-presidente da FIERJ, consul honorario de Israel e extremamente bem informado, fica aqui meu pedido de direcionamento desta reclamacao as partes responsaveis, ate pelo fato de eu morar no exterior. Desde ja Grato
Alexandre Benjo

Museu do Holocausto agora no:

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Sonia Bloomfield Ramagen-EUA

Caro amigo Osias. Obrigado pela força. Lamentavelmente, como voce ja deve saber, agora ele esta junto do criador. um abraço, shalom.
Guilherme Buchmann

caro Osias,  v. deu abrigo em sua Tribuna do Leitor ao advogado Yehoshua Orenstein de A. Cohen que fala em "antissemitas incrustados no governo do PT" sem que ele mencionasse pelo nome um único sequer. Calúnia e provocação. Esse senhor refere-se ao presidente Lula grafando o "Lulla" com dois eles, característico do pessoal de extrema-direita que abunda nos sites do Reynaldo Azevedo, Diogo Mainardi e outros. Deboche e desrespeito. O sr. Orenstein afirma que o "governo Lula doará US$ 10 milhões para os terroristas do Hamas". Ignorância e má fé. O governo brasileiro como muitos governos do mundo estão canalizando, como se sabe, está canalizando a doação para a reconstrução de Gaza a uma entidade ligada às Nações Unidas, UNRWA, que estará controlando e auditando a aplicação dos recursos. A propósito, um opositor do sr. Orenstein poderia dizer que os Estados Unidos canalizam bilhões de dólares a Israel para a prática de terrorismo de Estado ou para cometer crimes de guerra como aqueles revelados pela ONG israelense Quebrando o Silêncio e denunciados pela Anistia Internacional e pela ONU. Enquanto isso, meus comentários, acerbos, porém fundamentados, duros, no entanto educados não merecem uma linha sequer em sua Tribuna. Não importa, enquanto for merecedor de receber "Notícias ..." continuarei, vez por outra, mandando meus comentários, ainda que seja lido somente por v., caro Osias. Por seu lado, o advogado Flávio Naidin, repórter de "Notícias ..." se queixa que "poucos foram os jornalistas que se recusaram a aceitar a versão de que o conflito em questão possui apenas um culpado (Israel) e uma vítima (os palestinos). A maior parte dos conferencistas aproveitou seu tempo de exposição para reiterar suas críticas a Israel e condenar sua postura em relação aos palestinos." Mas é esse o sentimento geral. Diz mais o advogado: " Por outro lado, atentados terroristas, lançamento de foguetes contra a população civil de Israel e uso de civis como escudos humanos pelo Hamas foram praticamente ignorados. Tampouco se falou sobre o incitamento ao ódio observado em grande parte da mídia árabe." Eu estive lá. Falaram, sim. A sra. Ronit Tirosh, deputada do Kadima, bem como Nahum Barnea jornalista do Yediot Ahronot e Yaakov Achimeir, âncora do Canal 1 da TV israelense defenderam em termos bastante ásperos a posição do governo de Israel e com ataques violentos ao Hamas. Saudações
Max Altman

prezado Sr. Osias, gostaria de fazer um elogio a coluna de Daniela  Kresch que nos atualiza sobre o cotidiano de Israel, com enfase  nos centros Tel Aviv  e Jerusalem , simplesmente imperdivel.
Sergio Levy

Ao Jornalista Osias Wurman
Prezado Osias,
Foi com satisfação que tomamos conhecimento de sua designação como o primeiro Cônsul Honorário de Israel, indicado para o Estado do Rio de Janeiro. Temos certeza que, com sua atividade, o Estado de Israel fortalecerá seus laços com a Comunidade Judaica deste estado. Desejamos sucesso em sua atuação e conte sempre com a colaboração desta Câmara!
Cordial Shalom,
Jayme Blay
Presidente da Diretoria Executiva- Câmara Brasil-Israel de Comércio e indústria

Ilmo Sr.
Osias Wurman Consul Honorário de Israel no Estado do Rio de Janeiro, A Liga Feminina Israelita do Brasil festejando os seus 50 anos tem a honra de homenagea-lo pela maneira eficiente como vem desempenhando seu papel em nossa comunidade. Atenciosamente
Ester Schwartz - Presidente

Prezado amigo Osias
Regressando de viagem à Israel, tomei conhecimento da sua auspiciosa nomeação para o cargo de Cônsul Honorário de Israel no Rio de Janeiro. Quero me congratular com você, pela feliz escolha por parte do Governo Israelense para esse honroso cargo, e pedir a Hashem que o abençõe com uma longa vida, com muita saúde,Mazal, Shalom e Chazak.Kol Acavod !
Salomon Leão Binensztok - Sinagoga Kehilat Yaacov de Copacaban-Presidente
               

Caro amigo Osias.Em primeiro lugar parabens pelo cargo e encargo como Consul Honorário de Israel. Tendo chegado do Congresso Latino Americanoda B´nai B´rith gostaria de informar  que os nossos irmãos da America latina,como todos nós ,estão muito preocupados com a politica do presidente Obama,as atitudes do presidente Chaves,os atos de antissemtismo,a renovação da insituição-pregando a conquista dos jovens de 45 anos,e acima de tudo o fortalecimento da identidade judaica.O Brasil foi representado pelo Rio de Janeiro,S.Paulo e Rio Grande do Sul.A exposição sobre o Shoah,parte do programa foi uma das experiencias mais profunda e emocionante do Congresso.Naturalmenet as palavras do ex-presidente do Uruguay senador Sanguinetti foram especiais.Uma das coisas que mais me impressionou foi a admiração do povo de Montevideu pelos judeus,e a B´nai B´rith brilha com 20 "lojas" e muitos,muitos jovens de 40 anos! Abraço fraterno de
Jayme Gudel-Diretor Executivo da B´nai B´rith-Rio. 

Estimado Osias, Gostaria de agradecer, em meu nome e em nome dos outros artistas responsaveis pela noite, o destaque sobre o nosso show no newsletter "Noticias da Rua Judaica". Fiquei emocionada ao ver as fotos, e alegre por fazer parte de seu jornal. Desde que tive a honra de conhece-lo pessoalmente, leio com muita admiracao seus artigos, e sua bela obra no jornal em questao. Voce faz um trabalho extremamente importante, que e defender o nosso querido Estado, e o faz muito bem.......
Desejo um cordial Shalom, e Shabat Shalom!Sinceramente,
Dorit Grosman

Agradeço por me enviar este jornal.E comunico que me foi muito instrutivo e muito objetivo.Se puder ajudar em algo, podem contar.
Manoelita Russowsky Raad

Are you aware of the fact that  the Brazilian foreign Ministry a few days ago coordinated an "International Seminary of Middle East Journalists" ? At said seminary,according to the local newspapar O GLOBO
1) Israelis accused Palestinians of partiality
2) Palestinians accused Israelis of partiality
3) your honorable representative GIDEON LEVY was the most applauded participant ,who  speaking of the other colleagues from his country stated that " without their shameful collaboration the occupation of palestinian land would not have lasted so long". He also,according to O Globo ,informed the public that his compatriots see" palestinians as different human beings and demonize them". My congratulations to Haaretz for its brilliant collaborator (Abbas and Ahmadinejad certainly like him too)
Friedrich Feilhaber

 

 
 

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch,
Jerusalém - Daniela Nelstein, Israel - Beny Schipper
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof