Edição 042 Domingo, 11 de Novembro de 2007
 


Osias Wurman
Jornalista


POLICIA INVADE ESCRITÓRIOS DE OLMERT
A Policia de Israel acaba de informar que está invadindo 20 escritórios ligados ao primeiro-ministro Ehud Olmert, incluindo as repartições onde trabalhou antes do cargo atual. São mais de 100 policiais mobilizados por ordem do Procurador Geral de Justiça Menahem Mazuz, que fazem buscas incluindo os escritores do Ministério de Industria e Comercio.
Durante a semana, a imprensa israelense já havia divulgado uma pesquisa nacional, apresentada na Conferencia de Peritos Políticos de Sderot, onde Olmert , de 62 anos, aparece como o maior corrupto na política israelense.



Combalido politicamente, Olmert pode curvar-se aos palestinos.

A ministra mais honesta, ainda segundo a pesquisa, é Tzipi Livni, titular do Ministério de Relações Exteriores. Fica difícil imaginar a independência política de um primeiro-ministro envolvido em negociações internacionais de tamanha gravidade, sendo simultaneamente atacado pelos políticos israelenses, com baixíssima popularidade e envolvido com a policia de seu país. A situação de Olmert é muito grave, considerando-se as pressões que precedem a reunião em Annapolis, que visa esboçar um amplo e histórico tratado de paz com os palestinos, marcada para este mês nos EUA. O judaísmo mundial deve total solidariedade ao povo e ao Estado de Israel, mas aos políticos, temos o direito e o dever de avaliar e criticar, como no caso presente !


 
 


NORMAN MAILER Z’L

O escritor judeu-americano Norman Mailer morreu ontem em Nova Iorque, aos 84 anos de idade. Nascido em New Jersey com o nome hebraico de Nachem Malek, em 31 de janeiro de 1923, tornou-se um dos mais importantes autores de sua geração. Seu pai, Isaac Barnett, foi um imigrante sul-africano que usava bengala e caracterizava-se pela falta de sorte nos negócios. A figura dominante na família era sua mãe, Fanny Schneider, descendente de uma dinâmica família de Long Branch, onde seu pai tinha uma mercearia e era o rabino, não oficial, da cidade. Mailer foi um dos escritores mais influentes do jornalismo literário. Com dois prêmios Pulitzers na estante por reportagens ficcionalizadas, Mailer também escreveu ensaios, contos, peças de teatro e roteiros de cinema. "Os Nus e os Mortos", sobre a 2º Guerra Mundial, foi seu primeiro best-seller.


Norman Mailer, batizado Nachem Malek, um vulto da cultura
Sua biografia tomou este rumo após a participação no exército durante a Segunda Guerra Mundial, quando deixou a carreira de engenheiro industrial para dedicar-se ao jornalismo. Autor controverso por abordar temas como a violência, sexo e famosos crimes, Norman Mailer é conhecido pelas ácidas críticas à sociedade americana. Seu trabalho também pode ser visto no cinema, com o filme "A Marca do Passado", escrito e dirigido pelo jornalista.

 
 

DELÍRIO NO MAUSOLÉU

Foi inaugurado ontem em Ramallah o milionário mausoléu de Yasser Arafat, que custou ao pobre povo palestino a bagatela de 2 milhões de dólares. Com arquitetura moderna, revestido com pedras ao estilo de Jerusalém e painéis de vidro, o monumento tem uma característica altamente política: é cercado de água em três lados e tem trilhos imitando um caminho de uma ferrovia, partindo do tumulo. O significado destes componentes, segundo lideres da ANP-Autoridade Nacional Palestina, é mostrar o caráter temporário do tumulo. Em seu inflamado discurso de inauguração, Mahmud Abbas explicou que Arafat será transladado para “Jerusalém, a futura capital do Estado palestino, que Arafat tanto amava”. As dimensões do Mausoléu, 11metros de comprimento por 11 metros de largura , é para lembrar a data do falecimento de Arafat no ano de 2004.


O povo palestino na miséria paga pelo mausoléu de 2 milhões de dólares

 
 

NOITE DOS CRISTAIS


Sinagogas e lojas judaicas destruídas em 1938 na Alemanha

No dia 9 de novembro foi lembrado o triste episodio que marcou o inicio do fim dos judeus na Alemanha, na década de 30. A Noite dos Cristais provocou mais de 1.400 sinagogas incendiadas e destruídas, cerca de 100 judeus mortos, milhares feridos, centenas desabrigados, 7500 casas e lojas destruídas, quase trinta mil judeus presos e enviados para os campos de concentração de Dachau, Buchenwald e Sachsenhausen, nos quais muitos morreriam, posteriormente. Este foi o saldo da violência indiscriminada contra a população judaica, no dia 9 de novembro de 1938, e que se tornou conhecida como a Kristallnacht, uma referência às incontáveis vidraças, janelas e vitrinas destruídas pelas tropas de choque nazistas e pela população alemã. Era um movimento orquestrado nas altas esferas do Reich, mais especificamente por Adolf Hitler e seu ministro da Propaganda, Joseph Goebbels.

 
 

O POVO ETERNO

Uma emocionante cerimônia marcou os 69 anos da Noite dos Cristais na cidade alemã de Colônia. Uma Torah – Pentateuco de Moisés- danificada na famigerada noite de 9 de novembro de 1938, foi trazida de volta para a arca sagrada da Sinagoga de Colônia. Os membros da comunidade judaica local dançaram emocionados com os rolos sagrados, recém restaurados em Jerusalém. A cerimônia contou com a presença dos dois Rabinos Chefes de Israel, Rabi Yona Metzger e Rabi Schlomo Moshe Amar. Este evento demonstrou que, passadas mais de 6 décadas do Holocausto, o judaísmo revive na Alemanha.


O restaurado sefer Torah volta à Sinagoga de Colônia

 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

UMA COLCHA DE RETALHOS CHAMADA ISRAEL
Foi difícil ficar indiferente às imagens de centenas de torcedores do time de futebol Beitar Jerusalém desrespeitando a memória do ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin durante um jogo contra o Macabi Haifa, no domingo passado, dia 4 de novembro. Foi nessa data, 12 anos atrás, que Rabin foi assassinado por Yigal Amir, um judeu extremista de ultra-direita contrário aos acordos de paz de Oslo firmados por Rabin. Mais de 2.500 torcedores do Beitar Jerusalém decidiram vaiar durante o minuto de silêncio em memória de Rabin. Alguns teriam gritado frases em favor de Yigal Amir.





Os selvagens torcedores do Beitar Jerusalém
 

Diante do escândalo que a vaia causou, a Associação Israelense de Futebol puniu o Beitar Jerusalém proibindo a entrada dos torcedores do time nas duas próximas partidas no estádio da equipe. Mas isso não deve causar nenhum impacto na torcida do Beitar, conhecida por suas tendências ultra-nacionalistas. Entrevistados pelos principais meios de comunicação do país, muitos torcedores admitiram a vaia e não mostraram arrependimento. Para eles, Rabin foi um traidor por assinar acordos de paz com árabes.

O episódio é mais um exemplo da divisão interna da sociedade israelense, algo que a maioria dos judeus brasileiros desconhece. Direita e esquerda, judeus e árabes, ashkenazitas e sefaraditas, laicos e ortodoxos, imigrantes e nativos, moradores de Tel Aviv e da periferia… Israel, com apenas 7 milhões de habitantes, parece uma colcha de retalhos de identidades, tendências e visões políticas. As diferenças permeiam o cotidiano e fazem do país um lugar ainda mais interessante. E explosivo. Para entender Israel, é preciso entender essas tensões e as múltiplas facetas dos israelenses. E admirar a forte democracia de um país que, mesmo tão dividido, não abre mão de dar liberdade a seus cidadãos.


 
 

ARDANT E DEPARDIEU

Os artistas franceses Fanny Ardant e Gerard Depardieu, que chegaram a Israel no final de semana, iniciaram as filmagens da película “Hello-Goodbye”, uma co-produção franco-israelense. As primeiras cenas foram gravadas em Nabi Musa, situada perto da cidade de Jericó, e posteriormente visitaram o Monte das Oliveiras em Jerusalém. O filme trata de um casal de franceses que fizeram a Aliah, imigração para Israel. Os artistas receberam aulas de judaísmo e aprenderam a recitar o kadish, a oração pelos mortos, para uma cena no cemitério de Jerusalém. Todos os integrantes da produção estão impressionados com o bom humor demonstrado pela dupla de astros franceses.


Ardant e Depardieu em Israel, na cena do kadish no Monte das Oliveiras

 
 

COMUNIDADE ALERTA


O site de leilões eBay retira a estrela do Holocausto.
Mais uma importante iniciativa da comunidade judaica na preservação da memória das vitimas do Holocausto. Após o caso da bolsa na loja Zara em Londres, agora foi a vez do site de leilões eBay da Austrália. Assim que receberam a informação de que uma estrela de David com a palavra “judeu” estava no site de leilões, o jornal Noticias Judaicas da Austrália entrou em contato com os responsáveis pelo site. Imediatamente o símbolo foi retirado de leilão pelos responsáveis do eBay, sob a alegação de que não permitem que se lucre com a venda de objetos repugnantes que pertenceram a época do Holocausto.

 
 

PERSONALIDADES EM ISRAEL

No último dia 29 de Outubro, o Prof. Menachem Magidor, pres. da Universidade Hebraica de Jerusalém, recebeu o ex-pres. do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, que também é Dr. Honorário da Universidade Hebraica. FHC foi a Israel para ministrar uma palestra sobre cenário político e econômico brasileiro na Universidade de Tel Aviv, acompanhado de sua mulher, Ruth Cardoso. Além das palestras, FHC teve um encontro com o pres. de Israel, Shimon Peres, com quem tomou café da manhã em Jerusalém.

Outra personalidade brasileira, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, de origem árabe, também esteve em Israel entre os dias 28 e 31 de outubro, onde manteve agenda diplomática e de negócios com líderes políticos de Israel e entidades públicas e privadas para futuras parcerias bilaterais.


FHC como o pres. da Universidade Hebraica
e Kassab no Muro das Lamentações
Dentre as entidades está o hospital Hadassah, em Jerusalém, que já demonstrou interesse em iniciar cooperação bilateral com a Prefeitura da Cidade de São Paulo, mais especificamente com o hospital M´Boi Mirim, que será inaugurado no próximo ano. O prefeito também foi se encontrar com o vice-chanceler da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ahmed Sobeh. Na próxima semana será a vez do Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, visitar a Terra Santa.

 
 

O PAI DA PARTILHA


Aranha na capa da revista Times e num encontro com Vargas e Souza Dantas
O ex-chanceler israelense, Abba Eban, declarou em suas memórias que no dia em que fosse escrita a historia da criação do Estado de Israel, o brasileiro Oswaldo Aranha, que presidiu a sessão da ONU que aprovou a Partilha da Palestina, teria lugar de destaque. Em reconhecimento à memória de Aranha, o Estado de Israel está convidando quatro de seus descendentes, liderados pelo empresário Oswaldo Aranha Neto, para uma visita a Israel por ocasião da comemoração dos 60 anos da Partilha da Palestina, no próximo dia 29 de novembro.

A visita incluirá o Yad Vashem-Memorial e Museu do Holocausto, reunião com o prefeito de Jerusalém, visita ao kibutz Bror Hayil, onde vivem muitos brasileiros, e onde está o Museu Oswaldo Aranha que guarda o martelo usado na celebre assembléia da ONU. Um evento solene no Knesset- o parlamento de Israel, está marcado para o dia 29, quando a família receberá uma especial homenagem.

 
 

SARKOSY ILUMINADO

O presidente francês Nicolas Sarkozy esteve em visita aos EUA e em sua comitiva estava o presidente das instituições judaicas da França – CRIF- Richard Prasquier. O objetivo da viagem é uma reaproximação entre os dois povos, após a crise de 2003. Após encontrar-se com o presidente Bush e com a secretaria de Estado Condoleezza Rice, o presidente francês teve um encontro com lideranças judaico-americanas. Na ocasião, o presidente do Comitê Judaico Americano-AJC- entregou a Sarkozy o premio “Light Unto The Nation”.


O presidente Sarkosy restaura diálogo franco-americano

 
 

BENÇÃO DA CHUVA


Ortodoxos oram para chover
nos EUA
Uma organização que congrega mais de 1.000 rabinos enviou um mensageiro para orar em busca de chuva em Atlanta , nos EUA. O Rabi Yehuda Levin orou em nome de seus mandantes, pedindo proteção divina contra a seca na região sul. Segundo o jornal Christian Newswire, em 1986, ante um problema idêntico, o mesmo rabino esteve na região e, após suas orações, choveu durante quatro dias. Segundo os organizadores da iniciativa, os judeus ortodoxos desejam demonstrar sua solidariedade aos que sofrem com a seca e com outros desastres naturais.

 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de Nova Iorque


IRÃ CONTINUA A DOMINAR AS ATENÇÕES
“O Oriente Médio (…) está sendo radicalizado e aterrorizado por algumas ditaduras retrógradas (...) apoiadas em tirania e intimidação. O mais perigoso desses regimes é o Irã. (...) Se esse regime (...) adquirir armas nucleares, as conseqüências serão catastróficas, não apenas para o meu país, e não apenas para o Oriente Médio, mas para toda a Humanidade. (...) A nossa geração testemunhou como os EUA impediram, com sabedoria e tenacidade, a perigosa expansão de uma superpotência totalitária equipada de armas nucleares.



Ahmadinejad, o demônio do Irã

 

A tática empregada (...) foi o poder de dissuasão. Agora, vemos surgir uma ameaça semelhante – porém mais perigosa ainda – contra a qual a dissuasão pode não ser suficiente. A dissuasão deve ser reforçada pela prevenção (...) imediata e vigorosa.”

Essas palavras foram ditas há onze anos pelo então recém-eleito primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, perante uma sessão conjunta do congresso americano. Na semana passada, também perante o congresso americano, o presidente Sarkozy afirmou que “a perspectiva de um Irã dotado da arma nuclear é inaceitável para a França.” Em entrevista à TV alemã RTL, o presidente Bush defendeu a sua advertência de três semanas atrás de que quem “estiver interessado em evitar uma terceira guerra mundial (...) deve estar interessado em impedir [o Irã] de obter o conhecimento necessário para construir uma arma nuclear”. E em Nova Iorque, perante um grupo de líderes judeus, o ex-ministro da defesa e atual ministro dos transportes Mofaz declarou que “2008 será um ano crítico para o programa nuclear iraniano. Dessa vez não poderemos dizer às nossas crianças que não sabíamos...”

Enquanto isso, o presidente Ahmadinejad anunciou que o Irã alcançou o importante marco de 3.000 centrífugas para o enriquecimento de urânio.


 
 

IMPORTANDO SAÚDE

Os jovens médicos residentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro tem agora a oportunidade de fazer estágio em um dos melhores centros médicos dos EUA. O Prof. Richard T. Silver, "Distinguished Professor of Hematology & Medical Oncology" da Universidade de Cornell, estabeleceu convênio para esse fim com o Prof. Nelson Spector, Professor Titular responsável pelo ensino de hematologia na UFRJ. O convênio teve início neste mês de outubro, com a ida do Dr. Antonio Julio de Ulyssea Guimarães, que ficará em treinamento por 2 meses.


Alta tecnologia americana para brasileiros

 
 

RAHOLA RECONHECIDA


Rahola recebe relevante reconhecimento em Israel
Pilar Rahola, a renomada jornalista espanhola, acaba de ganhar o Premio Scopus 2007, concedido pela Fundação Amigos Argentinos da Universidade Hebraica de Jerusalém. Este premio é entregue anualmente a personalidades de diferentes especialidades que tenham contribuído para o engrandecimento da sociedade. No caso de Pilar Rahola, desejou-se reconhecer sua luta contra a violação dos Direitos Humanos e a degradação dos Direitos Civis. Em anos anteriores, receberam o mesmo premio os laureados com o Nobel Saul Bellow e Elie Wiesel.

 
 

PARCEIROS NO RESGATE

Um grupo de 30 renomados médicos americanos e canadenses realizou uma visita para treinamento em Israel. O curso de traumatologia e emergência medica foi organizado em cooperação coma Associação de Médicos Bolsistas Americanos-APF. Segundo os organizadores, este é o décimo ano destas visitas bianuais, que tem como objetivo treinar os visitantes nas praticas adotadas em Israel nos momentos de crise no atendimento de emergência. Os médicos visitantes se comprometem a ir para Israel, em caso de guerra ou catástrofe, para substituir seus colegas requisitados pelas forças de defesa de Israel-IDF.


Durante a chuva de foguetes Katiusha do Hezbollah, médicos de Naharia transferiram 180 pacientes para abrigos subterrâneos

 



 


MANCHETES DE FECHAMENTO


-Jornal inglês informa que o centro atômico de Dimona, em Israel, está em alerta máximo.
-Abbas recusa falar com Hamas enquanto ignorarem governo da ANP.
-Foguetes Qassam caem em fazenda no Neguev matando sete vacas.
-Shimon Peres em visita a Turquia. -Papa diz que eleições libanesas serão cruciais para o país.
-Governo de Israel retira o controle dos preços de pães.
-Barak recusa pacote de benefícios para os reservistas do exercito.
-Irã alerta Israel sobre perigo se atacar seu território.


 
 


RESPOSTA AO LEITOR

Prezado Sr. Hönigsberg,
Descrevi o assassinato de Rabin como “trágico e repulsivo”.  Tentei explicar com dados objetivos porque é errado dizer-se que foi o assassino de Rabin quem causou o fracasso do processo de paz.  Não mencionei o seu nome para não lhe trazer mais notoriedade ainda – nome esse que deve ser relegado à lata de lixo da História.  Receio que os que frisam o seu background ideológico-religioso têm o desejo dissimulado de estender a marca de Caim a todos os que, democrática e pacificamente, alertaram contra os perigos e se opuseram às ilusões de Oslo. Como judeu, democrata e líder da organização que representa a ideologia de Jabotinsky e Beguin nos EUA, sempre condenei a intolerância, a violência e especialmente o fratricídio entre judeus – desde as vítimas do Altalena, a Emil Grunzweig e Yitzhak Rabin.
Julio Messer – articulista do NRJ

CORREÇÃO DA REDAÇÃO

Como sempre leio seu jornal Rua Judaica e gostaria de esclarecer que diferente do que foi informado, no dia 30 de outubro – Dia da Solidariedade pela libertação dos soldados seqüestrados, o Colégio A. Liessin – Scholem Aleichem se integrou a esta campanha mundial.  Como diretora falei para mais de 600 pessoas que estavam reunidas, nesta noite, na escola para cerimônia de entrega do Livro de Família. Foi apresentado num telão o vídeo “The kidnapped soldiers” emocionando as todas as famílias presentes.  Também durante este dia, as coordenações entraram nas salas de aula lembrando aos alunos da importância desta data e do apoio de todos para levar nossos soldados para casa. Cartazes foram afixados na entrada do colégio.  Compartilho com você que a comunidade não pode esquecer e que a memória coletiva nos fortifica.
Edith Napchan – Diretora Geral- Colégio A.Liessin-Scholem Aleichem-RJ

A mais autorizada à falar sobre o Holocausto é a Sherit Hapleitá.  Nós somos os poucos SOBREVIVENTES.  A “Noite dos Cristais” foi o começo do Holocausto. Gostaria de saber porque eu, Presidente da Sherit Hapleitá, um sobrevivente, não pude falar sobre este assunto no programa “Comunidade na TV”, no Rio de Janeiro?
Aleksander Laks – pres. da Sherit Hapleitah –  Sobreviventes do Holocausto.

As bolsas que vieram da Índia com a suástica, creio eu,  não têm ligação com o nazismo. Este símbolo - a cruz quebrada -  já existia a centenas de anos, e representava alguma coisa como paz interna, ou algo parecido. As religiões indús já usavam este símbolo. O nazismo é que se apoderou e fez dele seu símbolo. Daí que eu acredito que vindo de onde veio, a decoração da bolsa não fazia alusão ao nazismo. Porém, como o povo ocidental não conhece a origem e o significado oriental da suástica, a retirada das lojas do produto é salutar, pois poderia se tornar material de propaganda dos horrores do nazismo.Shalom.
José Carlos-Florianópolis-SC

Oi Osias, tudo bem? Estou visitando algumas comunidades do Canadá, pais onde morei por quase cinco anos, para promover o Jewish Brazil, com uma receptividade que esta me surpreendendo. Aqui tem tanta novidade judaica que nem sei por onde começar. Veja: - Uma sinagoga open-orthodox : aberta para convivência com setores não ortodoxos judaicos por acreditar que este e o caminho. As mulheres podem fazer minian feminino com tudo o que tem direito e misturar correntes do judaismo, desde que com apoio da Halacha. - Hoje vou a uma palestra com o Rabino Pessach Krohn sobre uma ieshiva especial para surdos que já tem seus primeiros formandos.
- Nesta quinta feira o rabino Adin Steinzalts, o elaborador do Talmud moderno com pontuação vem fazer uma palestra em prol da cidade de Sderot, para a qual a comunidade torontoniana esta se mobilizando. Todos tem muita curiosidade de saber mais sobre as comunidades judaicas no Brasil.
ate aqui, saudades e abraços tropicanadenses,
Paulinho Rosenbaum -Toronto-Canadá

Como cristão metodista, orei pela libertação destes bravos soldadados das mãos terroristas. Fiquei chateado por não ver nenhuma manifestação na Cidade de São Paulo, o que seria muito importante neste momento, pois vejo que meu país poderá aceitar a Venezuela como membro pleno do Mercosul, sendo que seu presidente é amigo do terrorismo internacional, liderado pelo Presidente do Irã, MAHMOUD AMADJNEIAD.
Mas mesmo assim confio nas nossas futuras manifestações para que estes soldados, estejam de volta o mais breve possível para junto dos seus familiares.
ANTONIO DA SILVA ORTEGA-SÃO PAULO – SP

Se for possível, seguir o exemplo do presidente francês Nicolau Sarcozy ; Que os dirigentes influentes dos diversos paises do mundo se unam para ir pessoalmente reivindicar a soltura dos três reféns.  Vale a pena refletir e tentar.
Armand Samuel Mifano

Parabéns ao grande Jornalista Osias Wurman e sua equipe por este excelente informativo. Acompanho seu trabalho desde a FIERJ através do programa "Comunidade na TV" na Sky. Moro na Paraíba em João Pessoa. Shalom.
Peter Krometsek-João Pessoa-PA

Parabéns pelas Notícias da Rua Judaica.  Trata-se de informações e notícias que interessam a todos. Um abraço,
Dr. Maurício Magalhães Costa- Rio de Janeiro-RJ

Há 15 anos, na cidade de São Bento do Sul, em seu museu no centro da cidade,  para quem quiser ver medalhas aos filhos de Hitler IS........tentei junto a rabinos na época fazer algo..q nada..........!!!!!e não é só isso não, meu caro. Há mais e mais......infelizmente vivido por mim e vivenciado.....!!!!
Abram David Sztutman – Israel

Solicito cadastrar-me no NRJ.
José Carlos Altrão
-Cuiabá - MT

Antes de mais nada gostaria de parabeniza-lo pelo seu trabalho que tenho recebido e lido com grande prazer no meu e-mail. Gostaria de tocar num assunto que me incomoda e que li na sua ultima edição a respeito da atriz Natalie Portman. Sou judeu, tenho orgulho de ser judeu e luto com todas as minhas forças contra o racismo e a intolerância. Causa-me espécie cada vez que eu vejo a imprensa judaica se referir a uma pessoa famosa, que por acaso é judia, como fizeram com a supracitada. E daí que ela é judia? Ela seria menos bela, talentosa e engajada se não fosse judia? A Salma Hayek também é bela e talentosa e ninguém a rotula como mexicano-cristã, ou seja lá qual for a religião dela; O Omar Sharif também é belo e talentoso e ninguém fala que ele é egípcio-muçulmano. Isso porque a religião é uma coisa de cada um e não um rótulo. Não é por ser judia que a Natalie Portman faz sucesso, aliás, se ela fosse religiosa, é provável que nem atriz fosse.  Se não queremos ser rotulados, vamos parar de rotular. Quando o médico Eugenio Chipkewich foi acusado de pedofilia ninguém falou que ele era brasileiro-judeu. Eu sou um ativista judeu, sou a favor de Israel em todos os momentos, até nos piores, ando com uma bandeira de Israel grudada no carro, mas eu acho que nós temos que parar com essa coisa de atriz judia-americana, repórter judeu-canadense e quetais. os judeus não são melhores que ninguém. pessoas judias, sim, podem ser melhores que outras, assim como muçulmanas, católicas, budistas, candomblezistas e quetais também podem ser... obrigado.
Alberto Moghrabi-São Paulo-SP

- Espero realmente que todos os soldados estejam vivos e que possam voltar aos seus lares o mais rapidamente possível.
- Mas entendo que eles não foram simplesmente seqüestrados. Trata-se de soldados capturados em ações que não qualifico como "terroristas". Afinal, no momento das capturas os 3 israelenses usavam uniformes e defendiam as fronteiras do país. Alvos civis não foram atingidos (desta vez!).
- É preciso não esquecer que Israel vive em estado de guerra e deve-se tomar cuidado com o quanto se pretende divulgar a respeito. Todo israelense ao vestir seu uniforme e empunhar sua arma assume um papel decisivo / responsável.
- Em Israel há aproximadamente 10.000 árabes-palestinos em prisões e com certeza alguns deles não mataram ou não pretenderam matar inocentes ....
Eu não quero parecer insensível e - repito - também desejo a volta dos soldados, mas não se devem confundir os soldados com vítimas inocentes. Eles devem merecer o valor e o reconhecimento devido como bravos combatentes que arriscam suas vidas na defesa da nação judaica e de suas respectivas famílias.
Jacques Griffel

 
 
  Acesse nossas últimas edições:
 


> Notícias da Rua Judaica - edição No 41 (04.11.2007)

> Notícias da Rua Judaica - edição No 40 (28.10.2007)

> Notícias da Rua Judaica - edição extra - No 39

> Notícias da Rua Judaica - edição extra - No 38

> Notícias da Rua Judaica - edição No 37 (21.10.2007)

> Notícias da Rua Judaica - edição No 36 (14.10.2007)



> Notícias da Rua Judaica - edição No 35 (07.10.2007)

> Notícias da Rua Judaica - edição No 34 (30.09.2007)

> Notícias da Rua Judaica - edição No 33 (23.09.2007)

> Notícias da Rua Judaica - edição extra - No 32

> Notícias da Rua Judaica - edição No 31 (16.09.2007)

> Notícias da Rua Judaica - edição No 30 (09.09.2007)

 
 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch
e Jerusalém - Daniela Nelstein
Diagramação: MarketDesign - Aline Grynapel