Edição 048 Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2007
 


Osias Wurman
Jornalista


CHUVA DE INSANIDADES
Eli Moyal, prefeito da cidade israelense de Sderot, demitiu-se devido à chuva de foguetes Qassam que cai diariamente sobre sua cidade. Moyal disse não desejar estar sentado na mesa de prefeito quando um foguete cair num jardim de infância de Sderot. Atendendo apelos do ministro da defesa Ehud Barak, Moyal reconsiderou a renuncia. Após a saída dos colonos e dos militares israelenses de Gaza, há cerca de dois anos, a cidade transformou-se em "terra de ninguém". Os terroristas do Hamas lançam foguetes sobre residências, parques, prédios públicos e acampamentos militares.


Foguete Qassam lançado nesta quinta-feira
cai em residência
particular de Sderot

No momento, o exercito de Israel efetua uma incursão de media envergadura na Faixa de Gaza, no intuito de desmantelar as oficinas de fabricação e as rampas lançadoras dos Qassam.

A mídia internacional não dá o espaço que merece à saraivada de foguetes que cai diariamente sobre a população civil de Israel, nem cobre os estragos aos alvos civis. Ao contrário, qualquer demolição de construções palestinas irregulares, como a que ocorreu durante esta semana no coração da Cidade Velha de Jerusalém, merece os holofotes da mídia, que preferencialmente focalizam mulheres e crianças chorando copiosamente.

Neste ambiente de insatisfação nacional, o primeiro encontro pós-Annapolis, realizado na quarta-feira entre israelenses e palestinos, durou pouco mais de uma hora, e pode ser considerado como uma ducha fria nos mais entusiasmados pelas negociações.

Para finalizar, sugiro a leitura do importante artigo publicado no jornal Valor (no link abaixo), de autoria do jornalista Daniel Ritter, direto de Caracas. Ritter aborda a queda da população judaica de 20 mil para 12mil judeus-venezuelanos, função da apreensão com os atos de Chávez e sua aproximação com o governo do Irã.

> Link do jornal Valor



 
 

ARREPENDIMENTO FRANCÊS

Dez anos após o arrependimento dos bispos em Drancy, o CRIF-Conselho Representativo dos Judeus de França, o Congresso Judaico Europeu e o Serviço do Episcopado Para o Relacionamento com o Judaísmo, organizaram uma conferencia no salão nobre da Prefeitura de Paris. O tema do encontro foi "Qual diálogo para o futuro". Perante um publico presente de mais de 300 autoridades cristãs e judaicas, foram lembrados os gestos corajosos de João Paulo II ao visitar a Sinagoga de Roma em 1986 e sua viagem a Jerusalém em março de 2000. A Igreja merece ser reconhecida, disse o rabino Chefe da França Rav Joseph Sitruk. Uma especial homenagem foi feita à memória do Cardeal Lustiger, recentemente falecido, e de origem judaica.


A mesa de honra no evento
judaico-cristão em Paris


 
 


PREFERIDOS NA CASA BRANCA


Uma pesquisa feita por telefone com 1.000 judeus americanos revelou as preferências da comunidade para as próximas eleições nos EUA. Os dois preferidos foram Hillary Clinton, como democrata, e Rudy Giuliani como republicano. Clinton, que lidera as pesquisas nacionalmente, teve 53% dos votos judaicos, enquanto que o ex-prefeito de Nova Iorque teve inesperados 41%. Tradicionalmente os judeus votam maciçamente com os democratas, mas Giuliani parece contrariar esta regra. Perguntados sobre o partido de preferência, 58% declararam-se democratas, 26% independentes e 15% republicanos.



 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

BATALHA NAVAL EM SDEROT
Há sete anos os moradores da cidade israelense de Sderot, a um quilômetro da Faixa de Gaza, acordam com o barulho de explosões ou de sirenes. Na quarta-feira passada não foi diferente: 23 foguetes do tipo "kassam", lançados por terroristas palestinos de Gaza, atingiram a cidade, causando pânico e correria entre os 22 mil habitantes. É como se 23 bombas caíssem, num só dia, sobre o bairro carioca do Catete (mesmo número de moradores). Os foguetes são caseiros, mas nem por isso menos mortais.



O "mensageiro da paz" dos
palestinos de Gaza
 


Também na quarta-feira, ao renunciar, ao vivo, durante entrevista à principal rádio de Israel, o prefeito de Sderot, Eli Moyal, alegou estar num dilema. "O que vai acontecer quando um kassam cair e matar 20 crianças numa creche? Vão perguntar porque deixei a creche abrir". Moyal acabou voltando ao cargo a pedido do ministro da Defesa Ehud Barak, mas sua pergunta é interessante. O que aconteceria, realmente, caso 20 crianças morressem vítimas de kassans em Sderot?

Certamente haveria cobertura da imprensa internacional. Até agora, a mídia estrangeira tem encarado os ataques a Sderot e vizinhança como algo leve, quase inofensivo. Afinal, "só" morreram nove civis israelenses vítimas dos foguetes nos últimos três anos (entre elas a brasileira Dana Galkowicz, de 22 anos, em 2005). O número é pequeno demais para que a comunidade internacional intervenha ou pressione os palestinos a pararem com os ataques. Para brasileiros, em particular, o número de vítimas fatais não justificaria as respostas militares de Israel em Gaza. Afinal, mesmo com o cotidiano de balas perdidas, seqüestros, assaltos a mão armada e roubos de carro, nem todos defendem ações pesadas da polícia contra traficantes, assaltantes e meliantes em geral (vistos, muitas vezes, como vítimas da desigualdade social brasileira). Para os israelenses, no entanto, nove mortes é algo insuportável. Nada justifica os ataques aleatórios e diários a civis.

Quando Israel ataca terroristas palestinos em Gaza, não faltam imagens de agências de notícias para ilustrar as reportagens televisivas e impressas. Já em Sderot não há cinegrafistas e fotógrafos estrangeiros de plantão. Sem imagens, os ataques palestinos com kassans perdem força ou são ignorados totalmente. Só importam as reações israelenses, essas sim muito bem ilustradas.

Só em 2007, caíram quase mil foguetes e morteiros em Sderot e vizinhança. A verdade é que os civis israelenses que moram nos arredores da Gaza tiveram muita sorte: só morreram dois durante o ano. Quer dizer: 98% dos bombardeios não terminaram em morte. Mas, como num imenso jogo de "batalha naval", é só questão de tempo até a próxima morte. Ou até que 20 crianças sejam atingidas. Enquanto isso, o mundo vai continuar acreditando que Israel age em Gaza por maldade e sem motivo.


 
 


PARTILHA NO CONGRESSO


1 - A mesa que presidiu a solenidade no Congresso Nacional
2 - Deputados Marcelo Zaturansky Itagiba e Ibsen Pinheiro



Por iniciativa do Dep.Federal Ibsen Pinheiro(PMDB-RS), a Câmara dos Deputados realizou sessão solene pelos 60 anos da Partilha da Palestina, decidida em seção da ONU de 29 de novembro de 1947, presidida pelo eminente brasileiro Oswaldo Aranha. A seção foi aberta pelo presidente da casa, Dep.Federal Arlindo Chinaglia, que convidou para comporem a mesa a Embaixadora de Israel Tzipora Rimon, a representante da família Aranha, Zazi Aranha e o presidente da FIERGS, Henry Chmelnitsky, organizador do evento. A seguir, o presidente da casa convidou para presidir a mesa o Deputado Ibsen Pinheiro, que proferiu emocionante discurso. Falaram os deputados Marcelo Zaturansky Itagiba(PMDB-RJ), Prof. Ruy Pauletti(PSDB-RS), Paes Landim(PTB-PI), Hugo Leal(PSC-RJ), Cleber Verde(PRB-MA) e Jô Moraes(PC do B-MG).


 
 


ATAQUE NO METRÔ


1 - O ataque foi no metrô que parte de Nova Iorque
2 - À esquerda o judeu agredido e seu defensor muçulmano

Um muçulmano salvou um grupo de judeus que estavam sendo atacados no metro de nova Iorque, num ato de ódio racial. Hassan Askari, um estudante do Berkeley College em Manhattam, veio em ajuda de Walter Adler quando ele e três amigos estavam sendo atacados no trem Q que ia de Manhattam para o Brooklyn. Dez vândalos, incluindo duas meninas, na idade de 19 e 20 anos, atacaram os judeus após estes desejarem “Happy Chanukah” em resposta à saudação de “Merry Christmas” dada pelo grupo. Askari atracou-se com o grupo enquanto Adler puxava o freio de emergência do trem. Assim que a composição parou no Brooklin, a policia subiu no vagão e prendeu o grupo. Adler teve o nariz quebrado e Askari sofreu contusões no rosto.


 
 

MUTIRÃO PELA VIDA

O jovem Omri Attia de 13 anos, morador na cidade de Holon em Israel, tem um especial motivo para sorrir. Apesar de ser paciente com grave tipo de leucemia e portador de raro tipo de medula óssea, Omri foi beneficiado por uma iniciativa da organização Ezer Mizion, dedicada a salvar vidas humanas. Considerando a raridade do tipo necessitado para transplante, a organização filantrópica instituiu um dia nacional dedicado à coleta de amostras de doadores. Foram coletadas 31.500 mostras de sangue até que foi encontrado um doador compatível. Metade dos exames laboratoriais foram realizados nos EUA, para acelerar o processo, devido ao grande numero de doadores. O transplante será realizado no Schneider Children’s Medical Center de Israel.


O jovem Omri Attia será salvo da leucemia


 
 


Doutor Claudio Lottenberg
Mestre e doutor em
oftalmologia e
vice-presidente da CONIB.


A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein foi fundada pela comunidade judaica, apoiada nos valores de Tzedaká, Chinuch, Refuá e Miztvá. Ao longo dos anos, materializou-se pela construção da maior referência hospitalar do hemisfério sul, tendo sido a primeira a receber a Acreditação Internacional pela Joint Commission e, hoje, prepara-se para um grande processo de expansão, devendo dobrar sua capacidade instalada na região do Morumbi e ampliar seu número de unidades ambulatoriais.



Albert Einstein, o patrono
do Hospital Israelita

 

A espinha dorsal da instituição é sua excelência, tendo sido percebida recentemente como a melhor instituição médica de São Paulo por 43% da comunidade médica, o que é superior a somatória de todos os seus principais concorrentes. Ao lado deste hospital, desde os primeiros momentos, a instituição participa ativamente na área de responsabilidade social, sendo hoje líder na área de transplantes e responsável por inúmeros programas de interesse público. Responde pelo atendimento médico integral de 1200 judeus carentes e há três anos assumiu a responsabilidade de cuidar do Residencial Israelita Albert Einstein, onde vivem mais de 160 idosos carentes, sendo 85% destes de forma totalmente gratuita. Como toda instituição de reputação, investe perto de 25 milhões anualmente em ensino, pesquisa e desenvolvimento, sendo que suas plataformas de pesquisa acontecem de forma translacional nas áreas de cardiologia, oncologia, neurologia e transplantes. Reconduzido para um terceiro mandato na Presidência da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, pretendo dar seguimento a estas políticas que refletem, em suma, um dos maiores patrimônios da comunidade judaica deste país.



 
 

RANKING BÉLICO

Israel passou a Inglaterra no ranking dos maiores exportadores de material bélico do mundo. Com um total de US$ 4 bilhões em vendas no ano de 2007, o Estado de Israel coloca-se na lista logo após os Estados Unidos, Rússia e França. O Ministro da Defesa israelí anunciou uma nova lei de exportação de armas, que submeterá a negociação de armas aos tratados internacionais, impedindo a venda aos paises que estiverem sofrendo embargo internacional.



 
 


Paulinho Rosenbaum
Palestrante, escritor e compositor. Ex-colaborador
do Israel Media Center de Jerusalém.


RAV ADIN STEINZALTS

No mês passado tivemos em Toronto, no Canadá, a ilustre visita de um dos maiores exegetas vivos do Talmud, o prestigioso Rabino Adin – Even Israel – Steinzalts, que revolucionou o estudo da Tora Oral em nossa geração. Rav Steinzalts colocou pontuação no dificílimo texto em aramaico, alem de ilustrar as paginas do Talmud, que leva o seu nome, com desenhos de plantas, moedas, animais (e seus respectivos nomes em grego e latim), e transmitir o texto com enorme clareza ate para o mais leigo. Rav Steinzsalts democratizou o estudo do Talmud a tal ponto, que seu nome tornou-se uma referencia no mundo das Ieshivot, das Sinagogas e ate mesmo do mundo acadêmico.



O Rav Adin fala em Toronto
 


Rav Steinsaltz, como é conhecido, veio a Toronto com a finalidade de impactar a comunidade e suas lideranças para que se sensibilizem mais pelo sofrimento e desespero dos nossos irmãos em Sderot, Israel, constantemente atacados pelo terrorismo de Gaza. " Porque vocês não fazem eleições de vez em quando, para mudar vossa liderança?” – disse o rabino com ares de sarcasmo.

“ Se vocês não renovarem a liderança judaica, assim como fazem os governos democráticos, as pessoas realmente competentes se tornarão letárgicas e alienadas ao que está acontecendo em Israel! É preciso agir! Agora não é hora para reflexões nem demonstrações de dor. É hora de arregaçar as mangas e fazer algo por Israel. Algo mesmo! Sempre as mesmas caras!!! Onde está a nova liderança? Porque um judeu com capacidade para mudar se aliaria a nossa causa?”

A Sinagoga Shaarei Shamayim, de Toronto, é algo como um “Main Shul” local, de tendência moderno-ortodoxa e fortemente sionista. Estavam presentes ao evento Henri e Julia Koshitzky, ativistas religiosos e sionistas de renome mundial. Julia já esteve no Brasil e envia um caloroso Shalom a todo o nosso Ishuv.

Judeus de todas as correntes religiosas, e diversos jornalistas, prestigiaram um evento onde o maior exegeta judaico vivo não poupou palavras para criticar quem quer que fosse, alertar para os perigos da alienação e da solidariedade passiva, e no final da noite, falando especialmente para Noticias da Rua Judaica, transmitiu uma mensagem alegre e inesperada ao nosso judaísmo:

– “Vocês devem encarar o Judaísmo e a Tora assim como encaram o samba: com todo o coração!”


 
 

TERRORISTA EM LONDRES


O terrorista Ibrahim Mousawi
passeava em Londres
A comunidade judaica de Londres protestou veementemente junto ao governo inglês pela permissão dada a Ibrahim Mousawi para falar em Londres. Mousawi é o editor da rede de TV Al-Manar do movimento guerrilheiro Hezbollah, e veio participar de um congresso intitulado, hipocritamente, de conferencia da paz  “O Mundo Contra a Guerra”.  Apesar das alegações da liderança judaica, de que a estação Al-Manar difundiu que o ataque às torres gêmeas de 9/11 foi um ato sionista e que os judeus orquestram o crash nas bolsas de valores,  as autoridades inglesas nada fizeram para evitar a entrada do terrorista. A estação de TV de Mousawi foi banida dos EUA e da França.  Em 2005, uma novela na estação Al-Manar, apresentou um rabino que matava crianças cristãs para fazer o pão ázimo-a matzah.


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de Nova Iorque


TOMANDO CONTA DOS MESHUGUENES
Virou moda acusar o Presidente Bush de haver deliberadamente mentido sobre a existência de armas de destruição em massa (ADMs) no Iraque, a fim de justicar a derrubada de Saddam Hussein. Pouco importa que a CIA havia concluído que as armas existiam. Ou que senadores e deputados tiveram acesso às mesmas informações que o presidente. Ou que os serviços de inteligência da Inglaterra, Franca, Alemanha e Israel concordaram com a CIA. Pouco importa também que o Presidente Clinton e o Congresso haviam aprovado o Ato de Libertação do Iraque em 1998, que declarava como política oficial americana “a remoção do regime liderado por Hussein (...) e a promoção de um governo democrático”.





Bush : os relatórios não
mentem jamais !

 


Quase ninguém esquece que a inteligência americana superestimou a existência de ADMs no Iraque. O que quase ninguém lembra é que, ao mesmo tempo, ela subestimou o progresso do projeto nuclear bélico da Líbia. A semana entrante marca o quarto aniversario do discurso surpresa de Bush informando que o líder líbio Muammar Kaddafi havia concordado em “divulgar e desmantelar todos os {seus} programas de ADMs (...) [e] permitir que inspetores [internacionais] supervisionassem a sua eliminação” – alguns meses após o inicio da guerra no Iraque. Foi revelado mais tarde que a Líbia havia adquirido da rede dirigida por Abdul Q. Khan (o “pai da bomba” do Paquistão) tudo o que necessitava para produzir pelo menos uma bomba de 10 kilotons. Quatro meses depois, os EUA relaxaram o embargo econômico contra a Líbia, depois que esta comprovadamente “desmantelou todo o programam nuclear , eliminou todos os mísseis Scud-C, e modificou os mísseis Scud-B”. E dois anos depois os EUA reataram relações diplomáticas com a Líbia “em reconhecimento pelo seu abandono do terrorismo”.

O recém-divulgado relatório da inteligência americana alega “com alta confiabilidade” que o Irã congelou o seu programa nuclear bélico, também alguns meses após a deflagração da guerra no Iraque – mas só afirma “com media confiabilidade” que o programa não foi reiniciado. Além disso, o Irã recusa uma inspeção completa das suas instalações nucleares, muito menos o seu desmantelamento, e o abandono do terrorismo.

Em 1981, numa conferencia de imprensa após a destruição do reator nuclear iraquiano, um jornalista queixou-se com o então primeiro-ministro Menachem Beguin que, embora Hussein houvesse sido neutralizado por um tempo, Kaddafi ainda representava uma seria ameaça. Beguin respondeu: “Primeiro vou tomar conta de um meshuguene, depois do outro”. Vinte e dois anos depois, o presidente Bush tomou conta dos dois. É possível que ele tenha, também, tomado conta, temporariamente, do meshuguene iraniano – porém, graças ao relatório da inteligência americana, não definitivamente.


 
 


PESCARIA RUSSA


A sede da embaixada russa em Tel-Aviv
A embaixada da Rússia em Israel esta agindo como um departamento do governo russo camuflado de centro cultural. O objetivo, segundo setores da inteligência interna israelí, é cooptar russos morando em Israel para que voltem ao seu país de origem. Aberto há cerca de dois meses, este departamento é dirigido por um intelectual trazido da Rússia para o posto, cuja ficha profissional contém uma vinculação com o serviço de espionagem da KGB. O presidente Putin lançou uma campanha de resgate dos 3 milhões de judeus que falam russo em todo mundo, sendo que 1/3 moram em Israel e muitos detém formação universitária. Nas eleições da semana passada na Rússia, o dito “centro cultural”, com sede na Geula Street em Tel-Aviv, colocou 60 pontos de votação para judeus russos espalhados em Israel, estimulando a participação no pleito e pedindo aos eleitores para preencherem ficha com dados altamente identificáveis.


 
 


LUBAVITCH COM PUTIN

Mesmo após a imigração de mais de 1,2 milhões de judeus russos para Israel, especialistas acreditam ainda existirem centenas de milhares de judeus russos,convertidos à força durante os anos da cortina de ferro na União Soviética. Para tanto, é dedicado um trabalho especial de resgate destes judeus, em especial pelo movimento Lubavitch, que mantém inúmeros centros e sinagogas, inclusive na Sibéria. O indicado por Putin para sucede-lo na presidência da Rússia, Dmitry Medvedev, já fez uma visita de cortesia ao líder da comunidade judaica da Rússia, o rabino Berel Lazar, grande amigo de Putin. O encontro foi no centro Chabbad de Moscou, durante o acendimento das velas de Chanukah.


Rav. Berel Lazar recebe sucessor de Putin
no Chabad Moscou



 
 

POLÍTICO MEDÍOCRE E REVISIONISTA


O medíocre e revisionista vereador
Wilson Leite Passos
Já é velho conhecido da comunidade judaica-fluminense, o vereador Wilson Leite Passos, figura de iniciativas medíocres e preconceituosas, em seus mais de meio século de política. Beirando os 80 anos, Passos não galgou na profissão atual, mais do que a replica do primário mandato de vereador. Mas sua ousadia não envelhece proporcionalmente à sua idade. Acaba de opor-se ao ensino do Holocausto nas escolas do município, sob a cínica alegação de que este fato histórico ainda carece de comprovação........Na Câmara dos Vereadores foi violentamente criticado pelas vereadoras Patrícia Amorim e por Tereza Bergher. No Congresso Nacional, o deputado federal Marcelo Zaturansky Itagiba, deixou gravado seu protesto em pronunciamento abaixo transcrito: Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados, Hoje à tarde faremos sessão solene pela celebração dos 60 anos da constituição do Estado de Israel. Ao tempo em que celebramos a data, causa-me espanto, horror e indignação saber que um membro da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o vereador Wilson Leite Passos, pretende negar a existência do Holocausto.

O Estado de Israel se forjou com o sangue dos judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial. Foi o Holocausto, que vitimou mais de seis milhões de judeus. Esse vereador, que com seu sentimento nazista pretende negar o fato, deveria ser criminalizado. Por isso, Sr. Presidente, tramita nesta Casa projeto de lei de minha autoria que criminaliza aquele que negar o Holocausto ou qualquer outro crime contra a humanidade. E aí estamos vendo a necessidade de aprovação desse projeto de lei. Por isso, peço ao Presidente desta Casa que encaminhe manifestação à Câmara Municipal do Rio de Janeiro repudiando a iniciativa desse Parlamentar, que não honra o povo da sua cidade, ao fazer um pronunciamento que nega o espírito de comunhão e o direito do povo judeu de existir com dignidade. Esta é a hora da reação desta Casa, da afirmação do Parlamento, que não deve permitir que tipos como esse neguem a existência do Holocausto. Esse é o pronunciamento que eu desejava fazer, para alertar esta Casa e o Brasil para o fato de que não podemos permitir a existência desse tipo de pessoa nos Parlamentos do País. Muito obrigado.

Pronunciamento feito pelo deputado federal Marcelo Zaturansky Itagiba (PMDB-RJ), na tribuna do plenário da Câmara Federal, na manhã de quinta-feira (13 de dezembro de 2007)



 
 


PERDA DA IDENTIDADE

Uma recente pesquisa mostrou que Portland apresenta a maior taxa de casamentos inter-religiosos com judeus americanos. Cerca de 61% dos casais são fruto de casamento entre pessoas de religiões diversas. Esta é a maior taxa em qualquer das comunidades judaicas americanas nos últimos 15 anos. Antes destes números, as duas cidades com maior índice eram Seattle e São Francisco, que apresentavam taxa de 55%. A media nacional, obtida num censo realizado entre 2000 e 2001, era de 48% de casamentos inter-religiosos. Nas cidades com maior população judaica, o índice apresentado é de 48% para Boston, 22% para Nova Iorque e 23% para Los Angeles. O alto índice de perda de identidade judaica em Portland pode ser debitado ao pequeno numero de judeus que moram no local, com cerca de 8.350 pessoas.


A perda da identidade judaica é
galopante nos EUA



 
 


PANORAMA LOCATÍCIO


Em Tóquio alugueis triplicam Tel-Aviv
Alugar imóvel de luxo nas grandes capitais mundiais virou um pesadelo. Mas em Tel-Aviv, a mais importante metrópole israelense, um belo apartamento de três ambientes vai custar por mês de US$ 1.500 a 2.000. Para locar um imóvel de iguais características em Hong Kong, não sairá por menos de US$ 6.300, em Tóquio cerca de US$ 4.100, Moscou ou Nova Iorque os mesmos US$ 4.000 por mês. Deixando Tókio de lado, os preços locatícios nas grandes capitais dobraram nos últimos anos. Em Israel, em relação à moeda local, os preços de locação ainda não recuperaram a alta do ano de 2000, apesar da acentuada alta no valor de venda.


 
 

ARREPENDIMENTO POLONÊS

A direção da mais importante rede de comunicações da Polônia, a Radio Maryja, está tentando melhorar sua imagem junto à comunidade judaica internacional. Proprietária de emissoras de TV, radio, jornais e site na Web, o grupo pertence ao grupo político nacionalista que nos últimos anos exibiu inúmeros revisionistas em entrevistas de negação do Holocausto. Agora, declaram desejar passar a imagem dos padres poloneses, que “até salvaram judeus” na Segunda Guerra. Recentemente foi negada pela Comunidade Européia uma dotação ao grupo de 15 milhões de Euros, para construir um estúdio-escola. Na realidade, o monitoramento dos veículos produzidos pela Radio Maryja, demonstrou recentemente que nas criticas de seus comentaristas foi retirado o termo judeu, e colocado “os ricos”, em substituição.


O logo da Radio
ultra-nacionalista polonesa


 
 

MOEDA VALORIZADA

O Banco de Israel acaba de lançar uma nova moeda equivalente a 2 shekels. O motivo, segundo os emissores, é diminuir o volume de moedas usadas nas transações. A parte traseira da moeda é baseada numa moeda usada pelos judeus na antiguidade, e data da época de Yeohanan, ou John Hycanus I (127 – 104 AC ) , mostrando uma romã flanqueada por uma dupla cornucópia, o chifre oco de um animal, que aparecia em moedas da época dos Hashmonaeus, e era símbolo de abundancia. Na face da moeda, uma homenagem à delegação israelense de judô para 2008.


 
 

RESGATE AOS HERDEIROS

A “Organização Para Restituição de Ativos das Vitimas do Holocausto em Israel” publicou uma lista com 55.000 nomes de acionistas que no século IXX subscreveram cotas da companhia sionista Jewish Colonial Trust, e que foram mortos durante o Holocausto. As ações ora disponibilizadas aos herdeiros somam um total superior a 200 milhões de shekels (US$ 50 milhões) e podem ser demandadas nos próximos 12 meses. O site para acessar o questionário de demandas é : www.hashava.org.il/eng Criada há dois anos, a organização de restituição já coletou mais de 700 milhões de shekels em ativos pertencentes aos investidores da era sionista pré-Israel.


Após mais de 100 anos o resgate aos herdeiros


 

 


MANCHETES DE FECHAMENTO


-Mulher cria tumulto ao tirar a roupa e deitar no piso do Kotel Hamaravi.
-Bush adverte a Síria por intervir para intimidar o Líbano.
-Historiador grego é condenado por negar o Holocausto.
-Livni ameaça cortar dialogo com palestinos se Fatah e Hamas unirem as forças.
-Coréia do Norte ajudou o Hezbollah após saída israelense do Líbano em 2000.
-Comunidade Européia doa equipamentos para a policia de Belém usar na festa de Natal.
-Bush e sra. também farão turismo na visita à Israel.


 
 


Osias,
1- acho importante dizer que se o CJB deseja fazer uma sinagoga no Leblon, em frente ao Lubavitch, ou ter um espaço maior para suas atividades culturais, aulas, palestras que já acontecem no bairro, há anos, só tem a somar. Cresci no Bom Retiro, as tnuot, escolas e shill de diversas correntes ficavam um ao lado do outro. Aqui na Barra muitas famílias freqüentam o CJB e a sinagoga do Lubavitch, o próprio Bonder me confessou que simpatiza com a tnua, afinal o nusach é parecido e o mentor dele, Zalman Shalita, foi chassid do Rebe, assim ele vai acabar freqüentando o Chabad, é só os rabinos insistirem...
2- o velho comunista HBV tem razão mas deveria explicar melhor caso contrario desmoraliza o trabalho feito pelo Chabad e os chassidim: as 16 correntes de alunos do Meggid de Mezeritch , incluindo Levov, Lelev, Breslav, não são alinhados com as correntes da ortodoxia rabínica tradicional. O movimento chassidico e seu idealizador, o Baal Shem Tov, foi excomungado pelos rabinos da época, especialmente o Gaon de Vilna, Os mitnagdim, como são chamados os inimigos da chassidut, existem até hoje, em sua maioria em Bnai Brak e Borrow Park, na antiga URSS eles deduravam os chassidim...
Sergio Nedal Riss

Parabenizo pelo excelente trabalho na divulgação das notícias sobre Israel e etc,. Aproveito o momento para sugerir mais informações sobre os Bnei Anussim do Brasil que parece-me ser  imensa e que não tem encontrado apoio na comunidade judaica no sentido de despertar os anussim qto suas raízes. Abaixo foto de minha família em evento evangélico em que foi prestada homenagem ao Estado de Israel.


Romeu Pereira Caldas-Nova Iguaçu - R.J

Muito prazer. Sou uma grande fã do seu trabalho ... envio sempre para meus amigos e passo a semana contando para todo mundo as notícias que vc nos manda ...
Romeu Pereira Caldas-Nova Iguaçu - R.J.

Até para os colegas do mestrado remeto seus textos ...Tenho um amigo recém chegado de Israel que ainda não conhece o Notícias da Rua Judaica e que gostaria muito de receber a newsletter. Abraços e um ótimo final de Chanucá ...
Ana Cecília- Curitiba-PR

Não foi só em Florianópolis as demonstrações anti-Israel. No dia 30/11, foi celebrado pelo deputado estadual de SP, Said Mourad(psc), o dia da solidariedade ao povo palestino. Houve uma sessão na câmara neste dia 30. Eu estava lá. Passaram um filme sobre a vida dos palestinos em Gaza. Estavam lá também um grande numero de palestinos que vieram recentemente do Iraque e mais alguns poucos simpatizantes. Ao todo, umas 70 pessoas. Muitos usavam kefias e bandeiras palestinas. O citado deputado falou sobre a "causa". Foi bem moderado. Falou até alguns frases em árabe, fluente. Depois dele veio o dep. Fernando Capez, convidado por Mourad, falou muito pouco e de forma também moderada. Mas ai chegou a vez do Deputado Federal Jamil Mourad(PCdoB). , forte ativista das causas árabes. Enrolado num cachecol com as cores palestinas, destilou seu veneno anti-Israel, num discurso inflamado, com pérolas como "os sionistas nunca quiseram que existissem dois estados". Estavam la também vários lideres da comunidade árabe.
Artur Holender - São Paulo-SP

I have read with great interest the short article on the Israeli artist Reuven Rubin in your Sept. 7th 2007, paper. We would be grateful if you could send us further information on the painting you showed in the article and the possibilities of buying it or other Rubin paintings.
Oren Migdal- ISRAEL

Anti-semitismo brabo em Florianópolis.
Silas Mauro Goldember - Beer Sheva-Israel

Prezado Osias,  estou lhe enviando pelo correio,  o meu CD REALEJO DA PAZ,  um trabalho que resultou de uma apresentação que fiz, na Festa da Cultura Jud aica, aqui em Recife. Naquela oportunidade, muito emocionado, toquei da sacada da Sinagoga KAHAL ZUR ISRAEL.. Confesso que o meu coração quase explodiu. Depois, emoções a parte, resolvi produzir esse CD, que é o meu 3º trabalho. Espero que goste e antecipo que a sua opinião é importante e valiosa.
Geraldo Azoubel

Gostaria de saber da possibilidade de contar com sua ajuda (e de sua equipe) para encontrar as origens de minha família. Embora não tenha certeza da origem judaica, pois minha avó materna sempre foi católica e se negava a falar sobre sua chegada ao Brasil, temos algumas poucas referências de sua provável origem, como por exemplo ela falar um idioma que era parecido com o alemão (hoje imagino que poderia ser iídiche).No aguardo de sua resposta,
Joyse Breenzinckr

Não tive a oportunidade de ver o programa mencionado pelo Samuel Redenschi e pelo Hélio Rochlin, denunciando a parcialidade da matéria veiculada pela Globo News a respeito da partilha da então Palestina e seus desdobramentos posteriores. Isto, porém, não me surpreende, já que se trata de procedimento recorrente daquele canal, e não apenas neste particular. Com maior destaque para os famigerados Silo Bocanera e William Waack e, na época em que ali trabalhava, a "falecida" Ana Paula Padrão, 90% das entrevistas e reportagens enfatizam personalidades ligadas - material ou intelectualmente - à intolerância anti-semita (mascarada de anti-sionismo), numa abordagem preconceituosa, sem qualquer eiva de imparcialidade, e que poderiam figurar nas cartilhas do Hamas, de Ahmadinejad @ Cia.  O mínimo que se poderia esperar de uma organização que se pretende séria é uma cobertura isenta, eqüidistante e que busque apresentar todos os pontos de vista das partes envolvidas. Cabe-nos "bombardear" a emissora com um significativo número de protestos.  Eu já os formulei em oportunidades anteriores, mas, por se tratar de iniciativa isolada, não consegui nenhum resultado significativo.  É verdade que houve um período de relativa calmaria, mas, de alguns meses para cá, a coisa recrudesceu. Recrudesçamos nós !!!
David Milech-advogado, ex-Procurador de Justiça e Premio Mahatma Gandi de O Globo

A COMUNIDADE TIJUCANA ESPERA O MILAGRE DE CHANUKA
Caro Osias . Vejo em seus artigos uma impecável atenção e preocupação com os fatos que envolvem o povo judeu no mundo todo, divulgando-os e contextualizando-os de forma a transmitir uma mensagem positiva, de paz e harmonia entre os povos. Por isso, resolvi escrever-lhe. Minha intenção é expor minha visão sobre uma seqüência de fatos ocorridos na Tijuca ao longo de anos que, a meu ver estão passando desapercebidos aos olhos da comunidade nossa maior. Certamente temos conhecimento dos fatos que citarei isoladamente mas a minha preocupação é a sucessão deles em um período curto e,  por isso resolvi escrever-lhe e pedir-lhe ajuda para saber se meu olhar está correto ou será que minha preocupação é exagerada?   Há alguns anos atrás o Colégio Sholem-Aleichem passou para as mãos de uma grande escola da Zona Sul. Tal fato significou uma perda grande para a comunidade Tijucana já que o Scholem era uma grande instituição judaica de referência da Zona Norte. Hoje, no espaço do Scholem funciona o PH, ou seja, perdemos um patrimônio da comunidade na Tijuca.
E o grande Hebreu Brasileiro... outro colégio referência na comunidade tijucana? Certamente você, Osias, sabe o destino dele..... também acabou de ser vendido! Mas ainda não acabaram nossas perdas..... Rumores a respeito da venda do Colégio T.T.H.... Este patrimônio está sendo negociado pelas mesmas famílias que o construíram (apenas uma geração se passou). Para onde será que irá todo o dinheiro da venda: será aplicado em beneficio da comunidade tijucana ou da comunidade da Zona Sul? Ainda nos resta nosso querido Clube Monte Sinai, que tantos elogios recebe por toda a comunidade.  Mas até quando teremos força para suportar situações como estas?   Estou tentando me lembrar de quantos sifrei Tora a comunidade Tijucana recebeu nos últimos 10 anos...certamente um número bem menor que o da Zona Sul. Fico feliz pela Zona Sul mas me preocupo com a Zona Norte. Será que está chegando nosso fim, como aconteceu com a comunidade de Madureira e Olaria que hoje pouco se sabe da importância que elas significaram na história dos judeus do Rio de Janeiro? Estão antecipando o fim da comunidade Tijucana? Estas pessoas envolvidas tem compromisso com a comunidade tijucana ou da zona sul?  Neste último ano, a comunidade Tijucana sentiu-se feliz e prestigiada com a vinda do Rabino Netaniel. Pela primeira vez a sinagoga do TTH recebeu um rabino. Participamos de seus shiurim e a aproximação e o interesse pelo judaísmo aumentou. Mas nossa alegria durou pouco....nosso rabino foi transferido para a Zona Sul. Quantos golpes suportaremos??? Será que isto é um extermínio cultural??? Pela história de Chanucá aprendemos que quando querem terminar com nossa fé cultural temos que reagir e lutar fisicamente. A luta física não pode ocorrer pois não lutamos contra o nosso próprio povo, mas a reação pode haver sim!  E esta é a minha intenção! A COMUNIDADE TIJUCANA ESPERA O MILAGRE DE CHANUKA!!!!! CHAG SAMEACH.

N.R.- O anonimato foi mantido a pedido, após a verificação da autenticidade do signatário.  Trata-se de tradicional ativista comunitário.

 
 
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e Jerusalém - Daniela Nelstein
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