Edição 125         Diretor / Editor: Osias Wurman Domingo, 14 de Maio de 2009
 
 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- A Embratur promoverá um seminário de turismo brasileiro em Tel Aviv, no próximo dia 18, que incluirá a apresentação da Escola de Samba São Clemente.

- Netanyahu, premier de Israel, falará no domingo em resposta ao discurso de Barak Obama sobre os assentamentos e o Estado Palestino.

- A prefeitura de Jerusalém decidiu não permitir o funcionamento do estacionamento em Jerusalém, após violenta demonstração promovida pelos ultra-ortodoxos.
- Pai do soldado israelense seqüestrado há mais de 1.000 dias, Guilad Shalit, entrega carta ao ex-presidente Carter, dirigida a seu filho.
- Milhares de participantes estão na parada Gay que acontece hoje em Tel Aviv.




Osias Wurman
Jornalista

 

MUDANÇAS NO IRÃ

Qualquer que seja o resultado das eleições presidenciais de hoje no Irã, e as pesquisas indicam para um segundo turno na próxima sexta-feira 19, o país não será o mesmo após este evento.

Uma massa de eleitores, nunca vista nos últimos 30 anos da revolução dos Aiatolás, acorreu às urnas desde as 6,00 horas da manhã, antes mesmo da abertura dos postos eleitorais que ocorreu às 8,00 h. Algumas seções pediram duas horas de prorrogação no horário de votação.

A campanha iraniana trouxe às ruas milhares de jovens e mulheres que manifestaram, de forma estridente, a sua insatisfação com o governo de Ahmadinejad, autoritário, polêmico, repressor e fracassado economicamente.

Mas pensar que a derrota de Ahmadinejad poderá parar a construção de usinas nucleares no Irã está fora do pensamento da liderança mundial.

Todos os 4 candidatos deste pleito são apoiadores da política de energia nuclear desenvolvida pelo país. E, na verdade, quem manda neste item é o verdadeiro “poderoso” do regime, Aiatolá Ali Khamenei.


O principal concorrente contra o governo atual é o moderado Mir-Houssein Moussavi. No contra-ataque, Ahmadinejad usou de todos os artifícios político-eleitorais para continuar no poder, incluindo ajuda financeira e material às populações menos afortunadas, cerca de 5,5 milhões de pessoas, e promessas demagógicas de aumento de salários para os 15 milhões de iranianos que vivem com menos de US$ 600 dólares por mês, numa economia com índice de desemprego de 12 % e inflação anual de 24 %.

Uma eventual derrota de Ahmadinejad poderá provocar uma mudança crucial no mundo islâmico: uma aproximação e abertura em direção ao Ocidente, incentivada pelo chamamento de Barak Obama, embalada pela percepção de que a verborréia anti-Ocidental e anti-sionista e revisionista de Ahmadinejad, na prática, só trouxe dificuldades ao povo iraniano.

Milagres existem, como foi a recente derrota do Hizbollah no Líbano, e uma derrota de Ahmadinejad para Moussavi, inesperada há alguns meses, será festejada como vitória da liberdade e da democracia para o povo iraniano e para o mundo.

 

 
 

ASTRO INTERNACIONAL NO BRASIL

O cantor israelense David D’Or estará se apresentando no Brasil no final deste mês, numa realização da Embaixada de Israel no Brasil. Serão apenas três espetáculos: em Brasília, Rio e São Paulo. David D’Or cantou recentemente durante a visita do Papa a Israel, em parceria com o também famoso Dudu Fisher, no emocionante recital na casa do Presidente Shimon Peres.

Para assistir ao vídeo clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Ut7euIUUAtk


 
 

MÃE AOS 60 ANOS EM ISRAEL

"Eu tenho esperado por um bebê durante muito tempo, eu estou tão feliz", declarou na quarta-feira ao Yedioth Ahronoth uma mulher que se tornou a orgulhosa mãe de um filho primogênito na idade de 60 anos. A mulher e seu marido, um casal ultra-ortodoxo moradores na comunidade de Kfar Chabad na parte central de Israel, e casados há mais de 40 anos, têm tentado ter uma criança por quase quatro décadas. A mulher realizou numerosas tratamentos de fertilidade e há oito meses atrás finalmente engravidou, mas experimentou diversas complicações, que o Prof. Moshe Hod, chefe da Unidade de Gravidez de Alto Risco do Centro Médico Rabin em Petah Tikva disse que eram típicas da sua idade.

A mulher entrou em parto prematuro há cerca de três semanas atrás e foi hospitalizada numa tentativa de parar o trabalho de parto, mas logo depois os médicos não tiveram alternativas senão de fazer o parto e o bebê veio ao mundo na 34ª semana de gravidez e com 1 quilo e 800 gramas. "A mulher está passando absolutamente bem", disse o Prof. Hod. "Ela está em recuperação com o seu filho e está eufórica. Naturalmente ela vai estar sob observação por algum tempo".

Na idade de 60 anos uma mulher já não pode conceber naturalmente um bebê e o processo requer a doação de um óvulo. O restante do processo é o mesmo que qualquer outra fertilização in vitro, e uma vez que um embrião tenha sido criado e considerado viável, é transferido para o útero da mulher. Embora tecnicamente não haja razão para uma mulher saudável nos seus 60 - ou mesmo 70 anos - para não engravidar, tais processos tardios têm suscitado um debate ético no seio da comunidade médica internacional, sobre as duas principais questões remanescentes do processo “equidade para com a criança - que poderá se tornar um órfão em tenra idade, bem como a questão de saber de quanto é que realmente podemos interferir com a natureza”.


 
 


UMA FOTO POR MIL PALAVRAS



A ETERNA JERUSALÉM ILUMINADA PELA FÉ DO MONOTEÍSMO.


 
 

ÓDIO RACIAL EM WASHINGTON

O assassinato de um segurança negro do Museu do Holocausto em Washington por um racista branco causou comoção não só entre os visitantes, mas entre a classe política dos Estados Unidos, que condenou o fato. O presidente americano, Barack Obama, pediu em comunicado para manter "o alerta frente ao antissemitismo e aos preconceitos em todas as formas". Obama qualificou o ataque contra o Museu do Holocausto de "atroz" e ressaltou que "nenhum ato de violência diminuirá a determinação (dos EUA) de homenagear os que morreram em busca de um mundo mais pacífico e tolerante". O presidente também dedicou palavras ao segurança assassinado no museu e assegurou: "Meus pensamentos e orações se encontram com sua família e seus amigos neste momento de dor". A Polícia manteve isolada a área durante várias horas, depois que um homem entrou no Museu do Holocausto e começou a fazer disparos, matando o segurança Stephen Tyrone Johns. O suspeito, James W. von Brunn, um veterano da Segunda Guerra Mundial de 88 anos identificado como simpatizante de grupos que pregam a supremacia branca, abriu fogo pouco antes da 13h (locais) no saguão central do museu, que na hora estava cheio de turistas, semeando pânico e confusão.


O assassino e o local do crime em Washington.

Mark Loapplot contou à Agência Efe que ele e a namorada estavam entrando na área dedicada às crianças quando ouviram os tiros. "Pensei que alguém tinha atirado algo no chão, mas minha namorada disse que pareciam tiros. Três crianças entraram correndo na sala e percebi pelo rosto delas que algo terrível tinha acontecido", disse Loapplot, que, então, começou a procurar a saída. "Ninguém sabia o que fazer e outro homem e eu buscamos a porta de emergência", acrescentou. Após o tiroteio, a Polícia ordenou o esvaziamento imediato do museu e interrompeu o tráfego nos arredores. A Polícia montada se deslocou até a área e um helicóptero patrulhava os arredores do lugar. A maioria dos visitantes abandonou o museu rapidamente, mas os que estavam no andar de baixo tiveram que esperar até que os vigias confirmassem que era seguro se deslocar pelos pisos superiores. Um grupo de estudantes, entre os quais estava Trevor Eclo, de 19 anos, natural de Phoenix, Arizona, visitava nesse momento a exibição sobre a propaganda nazista "State of Deception: Power of Nazi Propaganda", localizada no porão. "Vieram vários agentes de segurança do museu e disseram para ficarmos ali. Ficaram conosco por 20 minutos e depois nos tiraram pela porta de trás", contou. A Polícia e o FBI (Polícia federal americana) investigam os motivos que levaram Brunn a realizar o tiroteio, e as primeiras hipóteses apontam para preconceitos raciais e antissemitas. Em um site que reivindica o "sagrado império do oeste", Brunn diz que, em 1981, foi condenado a 11 anos de prisão por um "juiz negro judeu", por conspirar para sequestrar os membros do comitê do Federal Reserve (Fed, banco central americano), aos quais acusou de "traição". EFE

 
 
 
 

HUMANITÁRIA AJUDA PALESTINA

Na quinta-feira passada, vários palestinos resgataram uma mulher colona e o seu filho pequeno após o seu carro ter capotado nas proximidades de uma aldeia perto de Belém na Cisjordânia. Um dos que prestaram socorro, Ahmad Allan, disse à agência de notícias palestina Ma'an que um grupo de palestinos correu para prestar socorros após a motorista do carro, que estava em alta velocidade, perder o controle do veículo.


A vítima e seu filho salvos por palestinos

"O carro capotou três vezes na estrada", disse ele. "Nós imediatamente corremos naquela direção e começamos a resgatar os passageiros". “Tiramos a criança para fora do carro e logo em seguida puxamos a mãe dele, depois de quebrarmos a janela” disse Allan. “A mãe estava em choque”. “Um dos moradores chamou uma ambulância israelense que chegou rapidamente e os feridos foram transportados para um hospital”. Falando sobre os seus sentimentos sobre o resgate, Allan disse à Ma'an que ele não hesitou em oferecer ajuda. “Naquele momento nossos sentimentos humanos eram muito maiores do que os sentimentos de ódio e inimizade que os colonos israelenses provocam", disse ele.


 
 

RESPONDENDO COM DIGNIDADE

O proprietário do imóvel, Luis Fernando Penna Raja Gabaglia, onde realizou-se há duas semanas a festa da Adidas, respondeu a notificação enviada pelo Departamento Jurídico da Fierj. A resposta veio endereçada a Presidente Léa Lozinsky e ao Diretor Jackson Grossman, e contém argumentos que deixam de forma digna e verdadeira a explicação da total ausência de dolo nos objetos encontrados no local. Abaixo a carta:

Caros Senhores,
Acuso recebimento de sua notificação de 25/05/2009, que aqui respondo,
com todo o respeito e consideração. Lamento profundamente todo o incômodo causado, por ocasião da realização de festa da Adidas em minha residência. Quero esclarecer, que minha casa é projeto e execução de meu sogro, o grande arquiteto e humanista Dr. Lucio Costa, de renome internacional. Sou colecionador de objetos, e entre os vários objetos que tenho, adquiridos de um lote com muitas peças, adquiri há muito tempo, duas peças( que não tem qualquer relevância em minha coleção), que causaram toda a celeuma. Não são peças expostas como se deu a entender, e muito menos sou pessoa vinculada a qualquer tipo de manifestação racista, discriminatória, anti-semita ou nazista. Absolutamente ninguém jamais me ouviu proferir qualquer palavra de desrespeito aos judeus, ou a qualquer grupamento.Reconheço o constrangimento que estas duas peças causaram a alguns dos presentes, levando a considerar-me um racista.

Após o verdadeiro tsunami provocado pela imprensa, liguei para a FIERJ e dei estas explicações a Sra. Presidente, que ora repito aqui.


E posteriormente recebi carta de seu diretor jurídico que ora respondo, e que agradeço, pois permite que este fato se esclareça por completo.

Reconhecendo que tanto os quadros como as gregas de minha piscina podem ser mal interpretados, tomei a decisão de:

1) Trocar as gregas que foram executadas pelo grande arquiteto LucioCosta, para que ninguém as possa confundir com cruzes suásticas, e por conseqüência identificar em mim, algum apologista do nazismo; algo totalmente insano. Aliás, o material está até deteriorado.


2) Vou retirar as peças citadas (um quadro e uma peça de bronze), de modo que estas peças nunca mais causem qualquer tipo de constrangimento.

Estou certo de que este episódio é educativo. Para mim o foi, uma vez que pude perceber com mais clareza, sentimentos comunitários, que reconheço serem legítimos. Ao mesmo tempo espero que também seja útil àqueles que criam um ambiente de terror sem antes procurar conhecer melhor a real
situação.

Por último, lamentando o ocorrido, espero possamos dar por encerrado este episódio.  Reafirmo aqui meu total respeito e apreço pela comunidade judaica, reafirmo meu mais profundo desprezo pelo racismo e discriminação.

Esperando que VV.Ss. possam igualmente dar por encerrado este episódio, despeço-me,

Atenciosamente,


Luis Fernando Penna Raja Gabaglia


 
 

MAIS DE 1200 PESSOAS NO TZAVAH IN RIO

O público, predominantemente jovem, lotou os dois andares do Vivo-Rio para assistir o coral das Forças de Defesa de Israel, que apresentou-se nas comemorações dos 80 anos do Movimento Bnei Akivah. Rogério Chor foi um dos homenageados da noite que contou com a presença do Adido Militar da Embaixada de Israel no Brasil, Avner Balkany, Deputado Federal Marcelo Itagiba, Deputado Estadual Gerson Bergher, Vereadora Tereza Bergher, Secretária Municipal de Educação Claudia Costin e Léa Lozinsky, Presidente da FIERJ.

O evento “Tzavah in Rio” contou com a divulgação da Rua Judaica




 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

LIXO MILIONÁRIO E LEI PRETERIDA

Dois assuntos chamaram a minha atenção, esta semana, por aqui. O primeiro, tragicômico, transformou alguns aterros de lixo do país em destinos preferidos para israelenses em busca de riqueza. Tudo começou quando uma mulhar chamada Anat, de cerca de 40 anos, moradora da cidade de Ramat Gan, jogou sem querer nada menos do que um milhão de dólares no lixo. Isso mesmo: um milhão de dólares.

Anat decidiu dar de presente à sua mãe idosa um novo colchão. Comprou o presente, levou para a casa da mãe e, sem ela saber, jogou o antigo fora. Quando a mãe chegou em casa, quase desmaiou. Isso porque dentro do colchão velho e surrado, estavam escondidas todas as economias da velhinha. Desconfiada dos bancos e com medo de ladrões, a mãe de Anat passou décadas transformando em notas de dólares tudo o que economizava e escondendo cada uma dentro de seu colchão branco com flores vermelhas.

Desesperada, Anat saiu em busca do colchão recheados de dólares. Primeiro, foi ao lixão de Hiria, na Grande Tel Aviv, onde mais de três mil toneladas de dejetos vindos de toda a região central de Israel são depositados diariamente. Sem sucesso, seguiu para o aterro de Ganei Hadas, perto do Mar Morto, para onde todo o material que não é reciclado é levado. Depois de horas remexendo na sujeira, aos prantos, Anat desistiu da busca e voltou para casa.

No dia seguinte, depois da publicação da história no jornal "Yedioth Aharonot" (e da repercussão mundial!) dezenas de israelenses intrépidos decidiram continuar, por conta própria, as buscas. A empresa responsável pela coleta de lixo teve que aumentar a segurança nos aterros citados pela imprensa. Mas, mesmo após Anat ter prometido dar um terço do dinheiro a quem achasse o colchão, ele não foi encontrado. Ou melhor: ninguém informou ter encontrado. Para Anat, algum aventureiro, ou algum gari, encontrou o colchão e levou as economias de sua mãe para casa.

O segundo assunto que me chamou a atenção esta semana diz respeito ou ministro das Relações Exteriores de Israel, o ultra-nacionalista Avigdor Lieberman. Não escondo minha falta de simpatia pela figura. Suas posições reacionárias e suas paranóias dignas do tempos áureos do governo comunista da ex-URSS estão longe de transformá-lo num exemplo de boa diplomacia. Foi Lieberman quem sugeriu, por exemplo, uma  lei que exige que todo israelense jure lealdade à bandeira do país sob pena de ter sua cidadania invalidada.

Depois de receber nada menos do que 15 assentos no Knesset (o Parlamento), e transformar seu partido, o "Israel Beiteinu", no terceiro maior partido no país, Lieberman decepcionou seus eleitores ao derrubar o projeto de uma outra lei que ele mesmo havia sugerido.

Trata-se do chamado "Pacto dos casais". Se aprovado, o projeto de lei (com o qual eu concordo plenamente, mesmo vindo de Lieberman) daria a milhares de israelenses o direito de se casar. Aqui em Israel, há cerca de 300 mil pessoas que, segundo o rabinato oficial do país, não são judeus. Em geral, são imigrantes da ex-URSS que não conseguiram provar sua origem judaica – ou que deliberadamente assumiram a condição de judeus para receber a cidadania israelense. Como no país não existe casamento civil, essas pessoas não podem se casar pelo Judaísmo ortodoxo, que detém o monopólio na questão dos casamentos. O que a lei permitiria é que essas pessoas pudessem celebrar uma espécie de pacto legal no estilo união civil.

Incrivelmente, após meses de promessas, o "Israel Beiteinu" votou contra o projeto de lei que foi levado finalmente a plenário, na quarta-feira passada. Lieberman nem foi ao Parlamento nesse dia. Quer dizer: nem mesmo quando se trata de uma lei boa, Lieberman consegue dar um bom exemplo.

Espero que esse exemplo de infidelidade para com os eleitores seja lembrado pelos mesmos nas próximas eleições. Afinal, não se pode confiar em políticos que dizem uma coisa e fazem outra. Principalmente quando de trata de um político com idéias polêmicas como a da lealdade obrigatória à bandeira.


 
     
     
 

REI DA NORUEGA ALIVIA TENSÃO

O Rei da Noruega, Harald V, e o seu filho o príncipe herdeiro Haakon, realizaram uma histórica visita à sinagoga e a um centro comunitário judeu em Oslo na terça-feira. Membros da comunidade judaica local expressaram esperança que esta visita real irá ajudar a aliviar as crescentes tendências anti-semitas no país.


"Há cerca de uma semana e meia atrás dirigentes da comunidade judaica em Oslo foram notificados da visita planejada pela família real",  relatou Dvorah Geldman do Bnei Akiva Mundial e emissária da Agência Judaica no país. "A partir daquele momento a comunidade ficou muito animada, muitas restaurações foram feitas e realizados ensaios para a cerimônia de boas-vindas". Aluma Monnickendam, outra emissária, explicou que a família real norueguesa tem realizado recentemente grandes esforços no sentido de se familiarizarem com os grupos minoritários do país. "Nas últimas semanas também visitaram mesquitas e comunidades muçulmanas" ela informou. O rei e o seu filho visitaram a sinagoga local e a creche da comunidade, assistiram a uma cerimônia da leitura da Torah, ouviram músicas pelo chazam da comunidade e cantaram juntos com as crianças da creche.

O rabino Yoav Melchior da congregação leu uma oração para o bem-estar do Rei e que é recitada na sinagoga a cada Shabat e contou a história da comunidade. O rei também se reuniu com um grupo de jovens do Bnei Akiva, todos os adolescentes locais, que compartilharam com ele a dificuldade de ser um judeu na Noruega no momento atual e disseram que a visita do monarca ajudou a reforçar as suas identidades norueguesas. Nos últimos anos o anti-semitismo tem crescido significativamente neste país escandinavo e os judeus já não se sentem seguros para professar abertamente a sua religião. Monnickendam disse que ela esperava que esta visita servisse para ajudar a se opor a esta alarmante tendência. "Nos 100 anos desta sinagoga e da existência desta comunidade nenhum membro da realeza nos tinha visitado", disse ela. "Este ano a família real decidiu realizarem esforços para promover a coexistência". “Foi fascinante ver a emoção nos rostos das crianças e nos membros da congregação, e nos fez perceber que não somos apenas judeus, mas também estamos ligados à cultura e história norueguesa”.


 
 


PETRA E O TURISMO ISRAELENSE

É difícil acreditar que foi apenas a dois anos que Petra, na Jordânia, foi nomeada oficialmente uma das novas Sete Maravilhas do Mundo. Construída há cerca de 100 anos antes da era cristã, e descoberta pelo mundo ocidental somente em 1800, as ruínas da cidade, que foi esculpida em rochas, permanece em grande parte intacta e resistiu a milhares de anos de erosão eólica. Pessoas acorrem em grupos ao local para testemunharem a incrível inovação dos construtores daquela época. A cor das pedras é requintada e em nenhum outro lugar no mundo um viajante pode testemunhar tal fenômeno. O turismo em Petra começou logo após 1950 quando os americanos e os europeus começaram lentamente a tomar conhecimento sobre esta maravilha antiga. Contudo, foi somente após a assinatura do acordo de paz entre Israel e a Jordânia, em 1994, que o turismo para Petra e para a Jordânia como um todo realmente começou a florescer. Agora, um milhão de turistas por ano visita a Jordânia devido a Petra. São oferecidos pacotes turísticos e que podem ser curtos de apenas um dia, ou podem durar até duas semanas, organizados através de diversas empresas.


Há uma intensa cooperação entre os grupos turísticos israelenses e jordanianos, provando que a paz entre Israel e a Jordânia é sólida e fornece um impulso positivo para ambas as economias. Riyad Faddi que é guia turístico da Associação de Guias Turísticos da Jordânia é que diz "A guerra é destrutiva e destrói a economia de qualquer país envolvido. Não há vencedores na guerra, só perdedores e causam o mal e prejuízos a milhões de pessoas que nada querem ter com a política. Eilat e Aqaba são duas cidades que vivem lado a lado em paz e é isso que nós queremos manter. "A maioria dos grandes grupos saem de Eilat onde um guia turístico israelense os conduz para a fronteira jordaniana. De lá um guia jordaniano do outro lado conduz o grupo para Petra. No final da viagem o guia jordaniano chama o guia israelense que leva os turistas de volta para Israel. Grupos saem pela manhã muito cedo com centenas de pessoas de todo o mundo que se alinham na passagem pela fronteira Arava às 7:30 h. Uma vez que a fronteira não abre até 8 horas, as pessoas podem desfrutar do fluxo de conversas em diversos idiomas e sotaques incluindo Francês, Inglês, Alemão, Hebraico, Espanhol, Inglês Canadense e Inglês Sul Africano. Muitos dos jovens jordanianos que conduzem passeios em animais, dentro e fora de Petra, tem aprendido alguns destes idiomas devido ao turismo, e podem oferecer breves conversações. Embora uma visita de um dia seja suficiente para lhe dar uma breve visão da antiga beleza que Petra oferece, diz Faddi, "você precisa de dias para percorrer completamente Petra e ver todos os seus monumentos e mesmo assim ainda existem muitas cavernas que ainda não foram escavadas.


 
 

AIR FRANCE E O LUTO DAS VIÚVAS

Enquanto os corpos de vários passageiros que na semana passada estavam a bordo de um avião da Air France, que caiu no Oceano Atlântico a caminho do Rio de Janeiro para Paris, estavam sendo recuperados durante o fim de semana, a comunidade judaica na cidade francesa de Boulogne-Billancourt começou um debate religioso sobre o destino de um dos seus membros, que se acredita que tenha morrido no acidente. O debate foi suscitado devido a uma cerimônia realizada pela família em memória de Shlomo Anidjar, que estava a bordo do avião desaparecido, e tendo por foco a situação pessoal da sua esposa. Durante a cerimônia que foi realizada na Grande Sinagoga de Paris, os filhos de Anidjar pediram para rezarem o Kaddish Yatom ("O Kaddish dos órfãos") pelo seu pai, e começaram o luto - juntamente com sua mãe.

Rabinos da França manifestaram oposição a estes sinais de luto logo após o desaparecimento do avião, antes mesmo que os destroços do avião ou dos corpos fossem recuperados, e ameaçaram boicotar a cerimônia. Os rabinos expressaram o receio de participarem de um memorial que serviria como uma aprovação religiosa rabínica que a mulher já é uma viúva, enquanto ela é realmente considerada uma ‘aguna’ (uma esposa abandonada). Na sequência do desacordo, o Rabino Yirmiyahu Menachem Cohen, um membro sênior do Centro Rabínico da Europa, decidiu convocar o Tribunal Rabínico de Paris para discutir o assunto. Os juízes decidiram que antes de realizar as regras para o luto, a família deveria ter certeza que as chances de encontrar sobreviventes eram zero mas que, neste caso, retroativamente o luto poderia ser permitido.  O tribunal baseou a sua decisão sobre o parecer inicial de peritos de aviação que declararam que o avião tinha explodido no ar depois da medição da área onde os destroços do avião foram encontrados. O acórdão religioso invocou também uma resposta no passado, escrita pelo rabino Ovadia Yosef, no que diz respeito a um piloto de combate que foi atingido por um míssil e caiu no mar. O Rabino Yosef disse que a explosão do avião e o afogamento no mar foram dois cenários que dificilmente uma pessoa poderia escapar com vida, e que juntos justificariam uma fundamentação religiosa para não considerar o situação da esposa como ‘aguna’. De acordo com este precedente, o júri decidiu que a mulher e seus filhos poderiam realizar os costumes do luto bem como a mulher seria reconhecida como viúva no futuro. Sublinham, no entanto, que ela não seria permitida  casar novamente antes que uma discussão aprofundada fosse realizada em relação ao seu status pessoal.


 
 

ISRAEL NO FESTIVAL FEMINA DE CINEMA


Desde 2004 é produzido com grande sucesso, anualmente, na cidade do Rio de Janeiro, o FEMINA - Festival Internacional de Cinema Feminino, que visa valorizar e destacar o trabalho da mulher no cenário cinematográfico brasileiro e mundial, estimular as jovens diretoras e debater questões do universo feminino, promovendo a igualdade de gênero. Em 2007, um grande sonho foi realizado: a fundação do Instituto de Cultura e Cidadania Femina para viabilizar a realização de outros projetos e eventos relacionados ao desenvolvimento, promoção e difusão da igualdade de gênero, social e racial, da educação, da ética, do respeito à diversidade cultural, dos princípios da não-violência, da conscientização cidadã, política e cultural, da defesa da dignidade e dos direitos humanos e de alternativas econômicas solidárias e sustentáveis, através de variadas formas de arte, cultura, educação e informação. Além de um festival de cinema dedicado expressivamente à produção audiovisual feminina, o Femina também realiza, todos os anos, um Fórum de Debates cujo objetivo é levantar e discutir questões relacionadas à realidade da mulher no Brasil, e no mundo, em todos os setores da sociedades e áreas de conhecimento. O cinema israelense foi representado pelo filme Desert Brides, dirigido pela cineasta Ada Ushpiz, ganhador do premio de melhor documentário no Festival Internacional do Filme de 2008.


A diretora israelense premiada Ada Ushpiz em sua estada no Rio.


 
 

KADAFI PROFANA O SHABAT

O chefe de Estado líbio, Muammar Kadafi, chegou a Roma cercado de fortes medidas de segurança, em uma polêmica visita oficial de três dias em que se reunirá com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Trata-se da primeira visita do coronel líbio à Itália, que gerou polêmica e protestos de partidos políticos como a Itália dos Valores (IDV), da oposição, e o Partido Radical, assim como da ONG Anistia Internacional (AI), que acusam a Líbia de violar os direitos humanos. Kadafi chegou a um aeroporto militar do sul de Roma às 12h (7h, Brasília) e foi recebido por Berlusconi e pelo chanceler Franco Frattini. Durante sua estada em Roma, o quartel-general do líder líbio foi instalado nos jardins de Vila Pamphili, próxima ao Vaticano, onde ergueu sua luxuosa tenda. A área, atrás da colina do Janículo, foi fechada ao público e ao tráfego e é protegida por franco-atiradores. Kadafi está acompanhado de uma comitiva de mais de 300 pessoas, entre elas seu Exército de 40 mulheres que o seguirá em todas as atividades. Para a segurança do líder líbio, os aviões não podem sobrevoar Roma entre as 22h (17h, Brasília) de hoje e a meia-noite do próximo sábado (21h de sexta).

Fontes da embaixada líbia consultadas pela Agência Efe confirmaram que Kadafi se reunirá com Berlusconi, às 18h (13h). Várias organizações estudantis já anunciaram protestos pela presença de Kadafi e pelo acordo assinado entre ele e Berlusconi, "que prevê a repatriação dos imigrantes que provenham do litoral líbio", segundo denunciaram os manifestantes. Kadafi permanecerá em Roma também no sábado. Segundo o jornal local "Corriere della Sera", o líder se reunirá no sábado com seis mil judeus que foram expulsos da Líbia em 1967 durante as perseguições iniciadas após a guerra de Israel com Egito, Síria e Jordânia. O jornal "La Repubblica" afirma que esse eventual encontro gerou desgosto entre a comunidade judaica, já que foi fixado para um sábado, coincidindo com o dia em que os judeus realizam o "Shabat", seu dia de descanso. Depois que chegou ao poder, em 1969, o veemente anti-Israel Gadhafi confiscou todas as propriedades judias e anulou todas as dívidas para com os judeus. A comunidade judaica na Líbia é hoje praticamente inexistente.


 
 

ISRAEL INDENIZA PALESTINOS

Israel indenizará 50 palestinos pelos danos que colonos judeus causaram à suas propriedades como vingança por terem sido evacuados pelo Exército de uma casa em Hebron, na Cisjordânia, informou o Ministério da Defesa israelense. A pouco medida custará os cofres do país 250 mil shekels (US$ 63 mil) e parte da consideração de que as autoridades israelenses têm "uma certa responsabilidade" no ocorrido, ao ter ordenado o despejo que gerou os distúrbios, disse o porta-voz da Defesa, Shlomo Dror. "Se não tivesse havido evacuação, não teria havido desordens", resumiu Dror, em referência ao despejo, em dezembro do ano passado, pelas forças de segurança israelenses de uma casa na cidade cisjordaniana de Hebron que tinha se transformado em símbolo do movimento colono ultra-direitista.


Após a evacuação, os colonos aplicaram a tática que denominam de "preço": agredir palestinos, danificar seus carros e casas, e queimar seus cultivos toda vez que as forças de segurança israelenses evacuarem um assentamento. O porta-voz do Ministério da Defesa israelense explicou que alguns autores da destruição não foram identificados, por isso o Estado assume os custos. A indenização foi iniciativa de Yoav Mordechai, responsável da Administração Civil na Cisjordânia - o órgão militar israelense que recolhe as denúncias -, após comprovar a severidade dos danos causados pelos colonos em uma visita a Hebron, afirma o jornal "Ha'aretz".


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque


DESONESTO E PERIGOSO

O discurso de Barack Hussein Obama no Cairo (se o uso do seu nome completo durante a campanha presidencial era considerado politicamente incorreto, agora lhe é politicamente útil) dividiu os comentaristas que costumam apoiar Israel entre os que acham que Obama desconhece a História e os que estão convencidos de que ele a distorceu deliberadamente.  A verdade é que tanto Obama quanto os seus assistentes políticos, vários dos quais são judeus, são muito bem versados na História do Oriente Médio.  Mais ainda, o discurso foi planejado e escrito com grande antecedência,  palavras-chave foram excluídas (como “terrorismo”) e incluídas (como “resistência”) com muito cuidado, e as técnicas de paralelismo e equivalência moral foram habilmente abusadas.

É claro que Obama sabe muito bem que os judeus europeus foram abandonados pelo mundo inteiro e exterminados, enquanto que os refugiados palestinos foram abandonados por seus irmãos árabes (mas não pela comunidade internacional) e são hoje muitas vezes mais numerosos que em 1948.  Mesmo assim, o presidente equiparou o Holocausto ao sofrimento palestino, e preferiu não mencionar a colaboração entre líderes palestinos e nazistas nas décadas de 30 e 40 nem o antissemitismo atual nos países muçulmanos. Ele disse ser “inegável que os palestinos vem sofrendo ... em busca de uma pátria ... há mais de 60 anos”, apesar de estar ciente de que, na realidade, eles recusaram as ofertas de uma pátria que lhes foram feitas repetidamente em 1936, 1947, 2000 e 2008.  Os palestinos vem sofrendo, isto sim, porque insistem em tentar destruir a pátria dos judeus.


 


Só uma pessoa com desprezo pelos fatos seria capaz, como foi Obama, de sutilmente comparar os israelenses aos senhores de escravos e os palestinos aos escravos negros americanos.  Muito sutilmente, também, Obama endossou a narrativa palestina de que a criação do Estado de Israel é fruto do sentimento de culpa dos europeus pelo Holocausto:  “a aspiração por uma pátria judaica está arraigada na trágica história que não pode ser negada ... a perseguição do povo judeu durante séculos ... o antissemitismo na Europa que culminou num Holocausto sem precedentes”.  Como se um cristão americano ignorasse que o anseio dos judeus pelo retorno à Terra Santa é parte integral do próprio judaísmo, composto dos elementos inseparáveis da religião, do povo e da terra.  Ou como se algum presidente americano desconhecesse o direito concedido aos judeus de reconstituirem a sua pátria na “Palestina” (nos dois lados do Jordão) pela Liga das Nações em 1922 (unanimemente) e pela Convenção Anglo-Americana de 1924 – antes, portanto, da Segunda Guerra Mundial.

Para mim, no entanto, o trecho mais importante e preocupante de todo o discurso, inexplicavelmente ignorado pelos comentaristas americanos e israelenses, foi o seguinte: “[E]stá claro para todos que, no tocante a armas nucleares, nós chegamos a um ponto decisivo.  Não se trata apenas dos interesses da América. Trata-se de evitar uma corrida de armas nucleares no Oriente Médio, que poderia levar essa região e o mundo por um caminho imensamente perigoso.  Entendo aqueles que protestam porque alguns países tem armas e outros não.  Nenhuma nação pode escolher a seu grado quem possui armas nucleares.  É por isso que reiterei com firmeza o compromisso americano de alcançar um mundo em que nenhuma nação possui armas nucleares.  E qualquer país, incluindo o Irã, deve ter o direito de ter acesso ao poder nuclear pacífico, desde que cumpra com as responsabilidades ditadas pelo Tratado de Não Proliferação ... E eu espero que todos os países da região possam compartilhar desse objetivo”.  Para bom entendedor, essa liguagem utópica camufla uma grave ameaça à sobrevivência de Israel.  Quem ainda acredita na promessa de Obama de que para ele “a segurança de Israel é primordial” deve ser submetido a um exame psiquiátrico.


 
 

PRESSÃO DA UNIÃO EUROPÉIA

O alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, disse nesta quinta-feira que espera escutar do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, um compromisso com a solução de dois Estados. Solana comentou ainda sobre o que gostaria de ouvir no esperado discurso que o dirigente israelense deve pronunciar no próximo domingo. "Eu gostaria escutar um discurso no qual haja um compromisso do governante a uma solução de dois Estados, sobre a questão dos assentamentos e o reatamento das relações com os palestinos", afirmou.


Javier Solana já tenta a paz desde os tempos de Yasser Arafat....

O alto funcionário comunitário, que se reuniu ontem com os dirigentes políticos israelenses, se mostrou confiante em que Netanyahu se pronunciará favoravelmente ao que a UE espera escutar. "Isso é o que esperamos ouvir e tenho certeza de que escutaremos algo dessa natureza", manifestou Solana. Até o momento, o dirigente israelense evitou comentar publicamente a favor da criação de um Estado palestino ou apoiar uma solução de dois Estados ao conflito no Oriente Médio, como exigem Estados Unidos e UE, entre outras potências. "Espero que com a ajuda dos amigos desta região possamos criar uma dinâmica positiva", afirmou Solana, ao se referir ao estagnado processo de paz entre israelenses e palestinos. Solana se reúne na manhã (local) de hoje em Tel Aviv com o ministro da Defesa de Israel e líder trabalhista, Ehud Barak, e com a chefe da oposição e dirigente do partido Kadima, Tzipi Livni. À tarde, viajou para a cidade cisjordaniana de Ramalah para se encontrar com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, e o chefe negociador, Saeb Erekat. Solana  visitou o Líbano e o Egito em seu giro pelo Oriente Médio. EFE


 
 

DIREITA AVANÇA NA EUROPA

Alarmado com os avanços da extrema-direita nas últimas eleições parlamentares européias, grupos judaicos na Europa conclamaram a União Européia – UE na terça-feira para fazerem mais para combater o racismo e a intolerância. O Congresso Judaico Europeu, que representa as comunidades judaicas na Europa, disse que o aumento de assentos no Parlamento Europeu, baseados em "plataformas racistas, anti-semitas e xenófobas", indicavam uma erosão da tolerância. Os resultados da votação para uma nova assembléia da União Européia mostraram que partidos da extrema-direita na Holanda, Grã-Bretanha, Áustria, Hungria, Dinamarca e Romênia obtiveram vitórias significativas.

O Congresso Judaico, que tem sede em Paris, conclamou para um "chamado por clarim" para a UE combater o racismo e a intolerância através da legislação e do diálogo. "Europeus de todas as origens, etnias e religiões estão olhando para os que foram eleitos para nos unirem em vez de dividir-nos" disse ele. O congresso também disse que a vitória dos grupos que utilizam plataformas racistas e xenófobas "demonstra uma perturbante aquiescência dos governos para este tipo de incentivo e da necessidade imediata de ação e de educação". Ele disse que estava preocupado pelo fato que forças da extrema-direita foram melhores do que na última eleição da EU de 2004 e espalhadas pelos 27 países da UE. "O sucesso de tais grupos raivosos como o Partido da Liberdade na Holanda, o Partido da Liberdade na Áustria, o Partido do Povo na Dinamarca, o Partido Nacional Britânico, e o Jobbik na Hungria, entre outros, infelizmente, só vai servir para animar aqueles que abraçam o perigoso conceito do nacionalismo extremista, do racismo, do anti-semitismo e da xenofobia", expressou o congresso. Além disso, instou o Parlamento Europeu, a Comissão Européia e o executivo da UE, para trabalharem por uma efetiva legislação anti-racismo.


 
 

PROTESTO PALESTINO CONTRA CONSTRUÇÕES

Centenas de moradores de Jaffa, visinha a Tel Aviv, e adeptos do Movimento Islâmico fizeram uma demonstração em protesto ao projeto de construção de um novo hotel na cidade. Os manifestantes disseram que o local reservado para o projeto no passado serviu como um cemitério muçulmano.


Sheik Raed Salah no local do protesto.

Os manifestantes foram liderados pelo Sheikh Raed Salah, que dirige o Movimento Islâmico para a parte Norte. Ele prometeu que os árabe-israelenses viverão em suas terras abençoadamente ou morrerão como mártires. Salah alegou que 120 mesquitas e dezenas de igrejas foram arrasadas desde a criação do Estado de Israel e acrescentando que novos bairros foram construídos em locais anteriormente utilizados como cemitérios. "Porque é que Israel insiste em continuar com os seus crimes sombrios contra pessoas e contra os lugares santos 61 anos após a Nakba ?" disse ele. Salah ainda acrescentou que “apesar de todos os esforços e tentativas de extorsão os árabes residentes não vão reconhecer Israel como um Estado judeu” e reiterou o seu apoio ao direito de regresso de todos os palestinos, dizendo que “está perto o dia quando vamos acolher os refugiados que vão retornar às suas casas". No mesmo local, centenas de manifestantes gritavam "Allahu Akbar" (Deus é Grande) e advertiram a prefeitura de Tel Aviv contra o plano para o estabelecimento do novo hotel, e  conclamando para que Israel "parasse de prejudicar os lugares sagrados muçulmanos".


 
 

ARGELINO RETRATA NAZISMO NO MUNDO ÁRABE


Boualem Sansal pede que árabes debatam o Holocausto

Na maioria dos países árabes, não houve um debate crítico aberto sobre o nazismo e o Holocausto. Em seu livro "O vilarejo do alemão", o autor argelino Boualem Sansal alia o fato ao estabelecimento do islamismo radical. Ocasionalmente, alemães em viagem pelo Cairo ou por Damasco são cumprimentados pelo fato de terem tido Adolf Hitler, enquanto é negado o assassinato de milhões de judeus e não judeus. Na maioria dos casos, atrás dessas declarações não se encontra má intenção, mas insegurança e desconhecimento. Até o momento, somente poucos intelectuais árabes ousaram tratar abertamente desse tema que se tornou um tabu. Entre esses intelectuais, está o romancista argelino Boualem Sansal, que traz uma mensagem bem clara em seu último romance Le Village de l'Allemand (O vilarejo do alemão, 2008). Para Sansal, a falta de discussão, nos países árabes, sobre o Holocausto e sobre o totalitarismo do século 20 ajudou àqueles que querem instaurar um regime totalitário: os islamitas radicais. Até agora, seu livro não pode ser vendido na Argélia. Boualem Sansal está em tour pela Alemanha para apresentar a tradução do seu romance para o alemão Das Dorf des Deutschen. O escritor argelino vive em Boumerdès, próximo à capital, Argel. Boualem Sansal é um escritor tardio. Somente aos 50 anos de idade, em 1999, ele publicou seu primeiro romance. Seguiram-se então quatro outros romances, oito novelas e alguns livros de não ficção. Devido às duras críticas à classe política argelina, seus livros são em parte proibidos, como também seu último romance. O personagem principal do romance é um nazista alemão chamado Hans Schiller, que teve participação nos assassinatos em massa de Auschwitz e que, através de caminhos tortuosos, acabou entrando no Exército de Libertação Nacional da Argélia após 1945. Como criminoso de guerra internacionalmente procurado, Schiller se estabeleceu e constituiu família na Argélia. Seus dois filhos, que nada sabiam sobre o passado do pai, foram enviados cedo para a França.  Somente quando o velho nazista e sua esposa argelina morrem em um atentado terrorista na Argélia, nos anos de 1990, a verdade vem lentamente à tona. Um dos filhos volta à Argélia para procurar pistas. No jazigo dos pais, todavia, ele encontra mais perguntas do que respostas. No romance, o filho se pergunta: "As autoridades sabiam do passado de papai? (...) Eu poderia jurar que os pequenos manda-chuvas de hoje nada sabem, ele foram instruídos sob o culto da mentira e sob a disciplina do esquecimento..." (Deutsche Welle)


 
 

CONSTRUÇÕES EM JERUSALÉM

O Comitê Distrital do Ministério do Interior para a planificação e construção na área de Jerusalém aprovou, na semana passada , um plano para a construção de um novo hotel na parte oriental de Jerusalém. O hotel está programado para ter sete andares e 200 quartos e será construído na encosta ocidental do Vale de Kidron no lado nordeste da muralha da Cidade Velha. O plano teve a iniciativa da Municipalidade de Jerusalém através da Autoridade para o Desenvolvimento de Jerusalém. A área para onde o hotel está previsto ser construído, atualmente tem várias lojas que, de acordo com os planos,  serão transferidas para um edifício a ser construído do outro lado da rua. Este edifício também incluirá dois jardins de infância e um centro de assistência social.


O Vale de Kidron, futura vista do hotel a ser construído.

"O hotel terá a característica de um edifício com terraços" a comissão informou numa declaração. "O telhado do hotel vai ser desenvolvido como uma praça pública ao nível da rua de onde será possível de olhar sobre o Monte das Oliveiras e o Vale de Kidron, que também poderá será apreciado pelos hospedes dos seus quartos, que acompanharão a topografia do lugar. Uma passagem pública de ligação entre o nível da rua e o vale está prevista próxima à praça".

Um funcionário do Ministério do Interior disse que "a decisão foi tomada como parte da política da comissão para a promoção de planejamento da parte comercial da parte leste área de Jerusalém e é destinada a atrair o público e promover o turismo da cidade". Como parte dessa política, há duas semanas, a comissão aprovou plano para outro hotel, que também terá 200 quartos, no local do Instituto Fiber, no bairro da Colônia Alemã em Jerusalém. O plano cobrirá 7.000 m2 e o hotel está programado para ter oito andares. "O planejamento inclui a construção de um hotel, um jardim de infância, uma posto de bombeiros e um centro comercial que irá servir os moradores da parte oriental de Jerusalém. O plano melhorará de maneira geral a economia da cidade e os moradores de Jerusalém Oriental, em particular. Além disso, o plano melhorará para os moradores "a qualidade de vida e a reconstrução da área". O plano está sendo realizado em cooperação com o público e os comerciantes da área a fim de satisfazer as necessidades dos comerciantes do mercado em Jerusalém Oriental e os moradores da área".


 
 


ELES VATICINARAM. E ACONTECEU!


Judith Klein – Direto de Budapeste - Especial para Rua Judaica

Em 27 de agosto de 2007, o Die Presse, mais importante jornal austríaco, em sua coluna “Ausland” (notícias vindas do Exterior), já alertava seus leitores para a iminência do perigo: na vizinha Hungria, ganhava forma e força um movimento semelhante ao antigo SS, ligado ao partido ultra-direitista “Jobbik” – a Guarda Húngara.


Em sete de junho de 2009, foram realizadas votações em todos os países da União Européia, inclusive na Hungria, para indicar quem serão os seus respectivos representantes no parlamento Europeu. Das 22 cadeiras destinadas aos representantes da Hungria, três serão ocupadas pelo “Jobbik”(1). Depois de 1944, o perigo do fascismo retorna com força, e paira ameaçador sobre nossas cabeças.

Dr. Péter Feldmájer (2), presidente da MAZSIHISZ (Confederação das Entidades Israelitas da Hungria) atendendo à minha solicitação redigiu, especialmente para os leitores do “Notícias da Rua Judaica”a seguinte opinião formada a respeito do assunto:

“O progressivo crescimento do Partido “Jobbik” se deve a vários fatores. Em toda a União Européia grupos extremistas estão se fortalecendo, primeiramente, porque a nova ordem econômica e as crescentes dificuldades na vida cotidiana colocaram a população e a elite política em campos opostos. Diversos fatores especificamente húngaros desempenham aqui papel importante. Um deles é o discurso (3) trazido a público em 2006 pelo inimigo político do então primeiro ministro Gyurcsány Ferenc, o que desencadeou uma série de protestos, fazendo a oposição acreditar que poderia obrigar o ministro à renúncia, e promover eleições extraordinárias. As manifestações, cada vez mais freqüentes, atraíram parcelas cada vez maiores da população, que esperava ver seu objetivo de mudança finalmente alcançado. O povo, decepcionado com a fraca atuação do partido Fidesz no parlamento, que não conseguiu nem a mudança na cúpula do governo, nem as eleições extraordinárias, voltou-se então para outras facções políticas. Parte da sociedade húngara, tradicionalmente racista por sua própria natureza, comparece então por trás da propaganda extremo-direitista. Seu discurso nitidamente anti-semita, negando continuadamente o Judaísmo e o Estado de Israel, passa a atrair muita gente, ainda mais quando constitui uma organização paramilitar – a Guarda Húngara - que aterroriza e combate os ciganos que aqui vivem. Isso tudo com o irrestrito apoio do “Jobbik”, sob a alegação de que desta forma está garantindo a todos a liberdade de expressão. A partir dos resultados dessa recente eleição nota-se que, nas regiões onde vivem muitos ciganos, o “Jobbik” obteve grande apoio (20-25%), ultrapassando até mesmo o apoio dado ao partido socialista. Há, portanto, uma estreita correlação entre o status de minoria dos ciganos e o fortalecimento do “Jobbik”.  A polarização é ainda mais notável se observarmos algumas pequenas aldeias onde o “Jobbik” obteve apoio maciço, mas também foi significativa a votação obtida pelos partidos que apóiam os ciganos. O sucesso do “Jobbik” se deve, sobretudo, ao fato que as forças do governo nada fizeram no passado para coibir a ação aterrorizadora da organização paramilitar “Guarda Húngara”, nem a intimidaram quando manifestou o seu ódio aos judeus e a outras minorias, desse modo fortalecendo as tendências racistas já tradicionalmente latentes nas pessoas. Fica evidente, na atual conjuntura política, que a derrota do Fidesz é resultado da sua própria incompetência, fracasso esse que a oposição aplaude satisfeita. A comunidade judaica da Hungria precisa usar de toda cautela possível, para não acirrar os ânimos. Considerando que num passado não muito distante já houve precedentes, onde um partido nitidamente anti-semita ocupou cadeiras no parlamento, enfrentaremos esta nova situação de maneira semelhante, até mesmo porque o “Jobbik” de hoje está relativamente mais fortalecido. Precisamos retomar a nossa posição anterior, em que não estávamos dispostos a nenhum tipo de diálogo com eles, nem dentro nem fora do parlamento. Temos que convencer os demais partidos democráticos a agirem de maneira semelhante, e manterem com o “Jobbik” apenas as relações formais estritamente necessárias. Temos que impedir a proliferação dos simpatizantes do “Jobbik”. Nas atuais circunstâncias, é provável que os vejamos marchar firmes e fortes rumo ao Parlamento nas eleições de 2010, enquanto especulamos sobre quais serão os possíveis resultados se as eleições forem “verdadeiras”. Como tem feito até agora, a MAZSIHISZ vai continuar vigilante para todos os movimentos do “Jobbik”, e da mesma forma, continuará chamando a atenção da opinião pública e das forças democráticas para que, se necessário for, tomem as medidas repressivas cabíveis”.

Notas de rodapé
: (1) Os demais partidos estão assim representados: 

  • Fidesz (partido popular): 14 cadeiras;
  • MSZP:  4 cadeiras;
  • MDF:  1 cadeira.

(2) Dr. Péter Feldmájer, 55, advogado, casado, pai de 4 filhos. Eleito em 2007 pela 4ª vez consecutiva para o cargo de presidente do MAZSIHISZ.

(3) Em conferência fechada, o recém eleito Primeiro Ministro comentava com seus parceiros de equipe que as eleições tinham sido uma farsa, e que só conseguiram “chegar lá” porque o povo acreditou nas suas promessas mentirosas. Acrescentou, ainda, que era chegada a hora de fazer a coisa certa, e governar com o máximo possível de transparência. Entretanto, o que deveria ter “morrido” ali mesmo, chegou às mãos e aos ouvidos dos seus opositores, e foi largamente divulgado para a imprensa do mundo inteiro.


 
 

EVENTOS SOCIAIS






 

CONVITE

 O MEMORIAL JUDAICO DE VASSOURAS e o MUSEU JUDAICO DO RIO DE JANEIRO  têm a honra de convidar V. Sa. para assistir a exposição: “UM ANO SEM FRIEDA WOLFF - A CAÇADORA DOS PASSOS PERDIDOS” que acontecerá na sede do Museu Judaico, no período de 19 de junho a 03 julho de 2009.  Nas quintas-feiras 25/junho e 02/julho serão realizados seminários, com estudiosos sobre o tema: IMIGRAÇÃO JUDAICA NO BRASIL de 18:30 as 20:30 horas. Local: Rua México, 90 sala 110 – Centro – Rio de Janeiro  R.J.

 



 

 
 
 


Caro Sr. Osias Wurman
Eu, Carlos Gabriel Guimarães, Prof. Dr. Associado II, do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, venho desenvolvendo uma pesquisa pelo CNPq que trata da atuação da firma inglesa Samuel & Phillips, depois, Samuel, Phillips & Co, no Rio de Janeiro da primeira metade do século XIX. Tomei conhecimento pelo seu site, que o Sr. Luiz Benyorsef, num artigo O Imperador D. Pedro I e os Judeus, destaca a relação de D. Pedro I com a firma Samuel, Phillips & Co, vindo de encontro com a minha pesquisa, e também confirmando o que destacou a Sra. Frieda Wolff. Face o dito, gostaria de saber como entrar em contato com o Sr. Luiz Benyorsef. Atenciosamente,
Carlos Gabriel Guimarães-Departamento de História da Universidade Federal Fluminense Pesquisador do CNPq.

Oi Osias, Muito interessante a parte que você junta as manifestações sobre o discurso do Obama, pois dá para ter um perfil muito bom sobre as diferenças de comportamento. Opiniões a parte sobre o discurso, dá para ver quem tem intenções pacifistas e belicistas. Ao olhar um quadro com todas as opiniões, temos mais oportunidades de entender o próprio discurso, e o processo que pode vir depois disto.
Ainda nesta sua edição de agora, curioso ver a paixão que o Chaves desperta em pessoas ainda vivendo em um mundo cuja divisão em socialismo x capitalismo já ficou muito para tras. Ainda pensam na ditadura como solução. Não da mesmo para entender.   
Sérgio Niskier

Fui a uma Banca na USP na semana passada, no prédio da antiga Reitoria, onde todas as dissertações e teses são defendidas. Um local de grande respeito! Ao procurar a tabuleta da sala com o aviso da Defesa, deparei-me, numa sala ao lado, com uma tabuleta com a séria inscrição: DANÇA DO VENTRE. Pois é, o curso de dança do ventre é dado numa sala da antiga Reitoria da USP, local das célebres defesas de tese. Essa é a nova USP, esse é o novo Brasil.Abraço,
Luiz Nazario

Amigos,envio link com minha participação no globo esporte
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1051507-7824-OPCAO+SAUDE+RESPONDE+AS+PERGUNTAS+PARA+EVITAR+DOR+NO+JOELHO,00.html
Marcos Zalcman

Companheiro Ozias: Mesmo sendo Fernando Haddad de origem libanesa, provavelmente católico, fica patente a falta de articulação quando existem questões relativas ao cumprimento do Judaísmo como manda a Halachá. Falta empenho da comunidade para lutar em prol do direito de se cumprir Mitsvot no Brasil. Foi esse tipo de quadro que favoreceu a Hitler chegar no poder em 1933, com o apoio da Sociedade Thule, fundada por um judeu. O anti-semitismo surge como mecanismo para nos lembrar quem nós somos. Espero doravante maior empenho da comunidade como um todo para poder viabilizar a vida de quem realmente é cumpridor do Judaísmo no Brasil. Mas que faltou, faltou.
Eliezer Abensur-Manaus-AM

Caro Chaver Osias, Shalom! É sempre um enorme prazer apreciar "Notícias da Rua Judaica", que esclarece, surpreende e encanta a todos nós seus leitores. Parabéns! Apreciei muito a reportagem sobre a belíssima Sinagoga de Budapeste, que era frequentada por Theodor Herzl, líder humanista e fundador do movimento sionista político. Gostaria de expor a minha solidariedade aos alunos religiosos judeus que haviam solicitado ao MEC que não houvesse realização do ENEM no feriado religioso de Sucot, no dia 3 de junho passado. A solicitação é justa e encontra respaldo na Constituição Federal. Alegria em saber que o Ministro Carlos Minc saiu fortalecido da indevida polêmica política. A sua argumentação baseada no ensinamento do célebre Rabi Akivah - "Amarás ao próximo como a ti mesmo" -, referindo-se ao projeto do Presidente Barack Obama, de construir um novo Oriente Médio, é inteligente e oportuna. Ora, baseado nesse ensinamento, os judeus europeus que emigraram para a Terra Santa no século XIX juntaram esforços com os judeus locais para construir um verdadeiro Oásis de Dignidade Humana, Democracia, Liberdade, Coexistência, Prosperidade, Justiça e Fraternidade, que representa o Estado de Israel (Medinat Israel). Esse exemplo deveria ser seguido pelas lideranças palestinas e árabes do Oriente Médio. Shavua tov!Abraços fraternais,
Prof. Marcelo Walsh

Oi, Osias! Minha prima de Brasília me mandou essa dica de site:http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/   Você o conhece? Ele te dá as manchetes de quase todos os jornais do mundo (inclusive de Israel), dividos por continentes, e os respectivos links para as edições eletrônicas.Achei super prático! Um abraço,
Jairo - Livraria SEFER

Gostaria de fazer uma pergunta aos redatores deste excelente jornal eletrônico.Li recentemente um artigo  que dizia que os EUA estariam revendo a sua política de apoio ao Estado de Israel e estariam pensando,inclusive,em sacrificar o Estado de Israel em nome de uma aliança norte-americana com forças islâmicas,que em troca de desestabilizar a China,estariam pedindo a "cabeça" de  Israel.A jornalista Carolina Glick,inclusive,escreveu que forças americanas estão treinando palestinos que poderão ,eventualmente,voltar-se contra o Estado  Judeu.Tais hipóteses são factíveis na atual conjuntura internacional?
Alexandre Calina

Prezado Osias, Quero usar este espaço que você oferece aos seu leitores para o meu agradecimento.
Apesar de meus 81 anos  sou internauta e faço desse meio de comunicação não só um meio de troca de informações, como  meu instrumento de trabalho. Sim, porque ainda trabalho. Mas "Noticias da Rua Judaica" me coloca a par do que se passa não só no Mundo Judaico, como me traz o conhecimento do pensamento dos que recorrem a sua tribuna, aberta, esclarecida,  seja para informar, pedir ajuda, esclarecer e last but not least - aprender.Lendo a carta de Sergio Sender, queria acrescentar que um sábio judeu disse uma vez uma frase que acho se aplica ao desinteresse de nossa comunidade aos clubes judeus: " o que é bom para o judeu é mau para o judaismo". No Brasil vivemos a liberdade física, política e  espiritual que os judeus de muitas parte do mundo não estão vivendo. . Em muitos paises estão "pipocando" atos de agressão aos judeus, muitas vezes até, agressões físicas como já temos lido, na França.  Não conhecemos isso no Brasil. Vivemos uma liberdade que nos permite progredir em todos os ramos de nosso país: no comercio, na engenharia, na medicina, na política, nas artes, na música, no cinema, no trabalho comunitário e na prática de nossa religião.  Os  judeus vivem bem e em liberdade total no Brasil. Teria razão o velho sábio ??
Obrigado por esse jornal, por sua palavra, pelo judaismo que você me  repassa  através de seus artigos  e do seu profundo amor aos valores judaicos, o que muitas vezes aprendi, ao ouvi-lo em suas conferências.  
Sophia Chveid-Rio de Janeiro 

Prezado Osias,Venho dar-lhe os parabéns pelo convite da Sinagoga do Morumbi para falar no evento em homenagem ao nosso grande Rebe Menachem Mendel Schneerson z"l. Agradeço imensamente o convite, pelo qual me sinto enormemente honrado, mas infelizmente não poderei estar presente nesse gimel tamuz, pois junho é meu mês de férias e estarei viajando para outros estados do Brasil.  Aproveito para também parabenizá-lo pelo magnífico trabalho com o " Notícias da Rua Judaica ", fundamental para nos contextualizar com o que há de mais importante nos dias atuais.Atenciosamente,
Weverton Freimane

Caro Osias. Gostaria que você anunciasse o falecimento da minha avó.. dona Rosette Wajngarten.. Faleceu dia 10/06/2009 aos 88 anos.Um abraço
Marcio Wajngarten

Recebi um e-mail na data de hoje que o senhor é um convidado especial, e estará em São Paulo, no dia 18 de junho. Se afirmativo, posso  dar-lhe um abraço pessoalmente, haja vista que tenho uma grande admiração pelo senhor, por ser uma pessoa de "bom senso",  suas matérias de textos franco, simples, sem afetação e prolixidades, mas muito profundo e essenciais,  o que faz a diferença de outros homens de sua profissão.Que Deus o abençõe.
Marli Alves Pinto.

pois é, caro Osias, as voltas que o mundo dá. O ministro Carlos Minc recebe do Partido dos Trabalhadores e continuará recebendo todo o apoio necessário em sua justa luta ambiental contra os ruralistas, gente reacionária, de direita, inimigos da reforma agrária, responsáveis por crimes ambientais, trabalho escravo, trabalho infantil e que se coloca em franca oposição ao governo Lula e sua política agrária e ambiental. E que fique claro que Minc tem o nosso total apoio - e dele necessita - nesta questão, porquanto sua atuação coincide com o programa e manifestações públicas relacionadas ao meio-ambiente do PT. Abraço
Max Altman

O objetivo desta mensagem é fazer uma denúncia contra o artigo, em anexo, "Tudo que podemos fazer é nos manter vivos. Tudo o que podemos fazer é nos ajudar.", de autoria de Jorge Nascimento, publicado no jornal "Comunicandido", da Universidade Cândido Mendes, Informativo do Instituto A Vez do Mestre, ano 11, nº 18, 1 a 7 de junho de 2009, p. 3 e 4. O autor destila ódio contra os judeus e Israel; os judeus agridem povos, destroem soberanias, não respeitam os outros povos que vivem na Palestina, os judeus dominam e conspiram para destruir o povo palestino, dominam a economia para financiar a morte dos palestinos, acusações de genocídio e destruição, os palestinos são os verdadeiros donos da terra etc. É um misto de "Protocolo dos Sábios do Sião", com informações históricas errôneas e equivocadas e de simpatia para Mahamoud Amadinejad. O jornal divulga artigos de professores e de alunos do Instituto, que se identificam, informando o nome e o curso que está vinculado. Algo que o autor não fez. Eu obtive o jornal, porque sou aluno do Curso de Pós-graduação "Lato Sensu" de Gestão Ambiental, ingressei neste ano e pela primeira vez veja a publicação de uma artigo deste tipo no referido jornal.  Caso seja necessário, tenho dois exemplares do jornal e posso fornecer cópias xerográficas.
O jornal . Estou ao dispor de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos. Atenciosamente,
Jorge Bastos Furman
    

Prezado Osias, Estranhei ainda nao ver no seu prestigiado site nenhuma noticia sobre o polemico apoio que o Brasil decidiu dar ao candidato egipcio em detrimento de 2 brasileiros, sendo que um deles, Marcio Barbosa, tem reais chances de vitoria, nas eleicoes para a Direcao Geral da UNESCO. Marcio Barbosa e diretor geral adjunto da UNESCO ha 8 anos e tem feito um excelente trabalho. Alem disso, vale a pena acompanhar a relacao excelente que MArcio Barbosa tem com a comunidade judaica e tambem com a comunidade arabe, demonstrando seu respeito a diversidade a cultura da tolerancia.  a proposito do tema recomendo o editorial do Globo de 8 de maio, nossa opiniao, entitulado Mais um erro. ABracos do amigo,
Mazal Steinbrach Silva

Eu ainda não tive oportunidade de elogiar seu trabalho, o que faço agora. Seria interessante e muito atual, fazer edições especias de PPS (fotos e comentários) e mesmo de PDF (o jornal como um todo). Não é à toa que PPS e PDF são arquivados e o jornal em HTML são apagados. Temos que estar atento a estas coisas, veja o caso do The Israel Project. Claro que o mais importante está no jornal (e-mail) mas tal como a BBC temos que estar presentes em tudo (Twitter etc ...). Um trabalho de cão, sei, mas que é necessário.
Paulo Romano

Qua é face da paz, Obama? Paz realmente ou mais uma das tradicionais manobras políticas de 'cede Israel, que você já tem muito...'. O problema á que Israel não tem! Israel é: sobrevivente de dois mil anos de hostilidades ora militares, ora psicológicas; bode expiatório social utilizado por manipuladores da covardia, fraqueza, indolência, indiferença e irresponsabilidade; israelenses e judeus (mesmo os que não simpatizam com Israel!) são rotulados ora como preguiçosos, ora como trabalhadores compulsivos. Só há um erro em tudo: nunca existiu 'Estado Palestino' e nenhum palestino quer regência binacional com maioria, superioridade ou prioridade israelense. Recusam chamar Israel de Estado Judeu por isso. Israel pode ter substituído uma gestão no oriente-médio: a dos otomanos - indiferente aos palestinos. Ingleses e franceses foram inertes observadores sociais tentando brincar de liderança. Cuidado com sua política Presidente Obama - Seguir inutilidades perpetradas desde 1914 não vai dar certo.
Yechanochel - Kabralivrim - Cesar Augusto Cabral Arévalo .

E m primeiro lugar, queria agradecer pelas informações que enviam para meu endereço de e-mail, pois são de muita  importância para mim, e como bom filho de Judeu, não poderia ser diferente, não é mesmo?
Gostaria de agradecer mesmo ao povo brasileiro, que com seus protestos contra aquele ditador iraniano, fez um cordão de isolamento mesmo, sendo contra tdo o que ele pretendia falar,
Agradecer tmb, as familias judaicas no Brasil, que tmb tiveram sua participação em massa, vindo de muitos outros lugares como, Rio São Paulo e vários outros estados, pois o Brasil, esse País abençoado por D ´us, não pode e nem poderia jamais aceitar essas idéias diabólicas desse homem
Gostaria que, se fosse possível voces publicassem, pelo menos algum trecho a respeito do que eu escrevi aqui, se for possível, é claro, pois fico muito feliz mesmo, e que as pessoas saibam que somos um povo unido, e que nossa história,no Brasil, e nossa história judaica tmb, como ex, o holocausto, jamais
venha a ser esquecida, e nem tampouco torná-la a se repetir, não permitiremos JAMAIS.... JAMAIS.... QUE  ISSO SE REPITA.... 
Fabio Franco

Caro Ozias, É com muita alegria que comecei a receber novamente este  noticiário. Fiquei triste com as manifestações em Buenos Aires,  Austrália e com o grupo nazista do Rio Grande do Sul que está se espalhando pelo país.Tomara que o nosso Deputado Ferderal Marcelo Itagiba tenha êxito: os judeus do Brasil precisam de dirigentes desse quilate. Shabat Shalom
Marc Grassiano

Meus amigos, há algum termpo venho trabalhando(José Silva Sambursky) na elaboração do site em português do Museu Norte-Americano Memorial do Holocausto, e tenho a enorme alegria de informar que hoje ele foi colocado no ar.  Para acessá-lo, basta ir  à página do Museu http://www.ushmm.org/ (o menu à esquerda mostra a lista de idiomas, basta clicar em cima do Português) - ou, com acesso direto, à página  http://www.ushmm.org/museum/exhibit/focus/portuguese/   Por favor, divulguem estes sites para todos seus contatos, e se possível também para os meios de comunicação em todo o Brasil e demais países lusófonos. 
Rachel Chveidel

Venho denunciar o seguinte website: http://www.nuevorden.net/portugues/main.html
Propaganda nazista além de promover a divisão do país, comprometendo a soberania nacional! A Lei Federal no. 7.716/89 veda (art. 20) “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, sendo que seu § 1º. penaliza todo aquele que fabrica, comercializa, distribui ou veicula a cruz suástica ou gamada. Por sua vez, a Lei Estadual no. 2.644, de 07/11/96, dispõe que:
Art. 1º - Ficam proibidas em todo o território estadual a fabricação , a comercialização, a distribuição ou veiculação das cruzes suásticas, gamadas ou qualquer outro símbolo, ou ainda qualquer representação gráfica do nazismo ou ideologia similar.
Art. 2º -  O descumprimento ao disposto nesta Lei sujeitará o infrator às seguintes sanções:
I – multa de 10.000 UFERJ’s; em caso de reincidência a multa será cobrada em dobro;
II – apreensão de todo o material fabricado, comercializado, distribuído ou veiculado;
III – perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais de qualquer espécie concedidos pelo poder público estadual.
E, ainda, a Lei Municipal no. 1.425/89 proíbe “no território municipal, a fabricação, a comercialização, a distribuição, ou a veiculação de símbolos, emblemas, propaganda, ornamentos ou distintivos que ostentem as cruzes suástica ou gamada”.
E determina em seu art. 2º. que “a desobediência ao disposto nesta Lei implicará na imediata cassação do alvará da empresa ou profissional autônomo responsável pela produção, comercialização, distribuição ou veiculação do objeto ou propaganda”.
Robson Niemeyer

Prezado Ozias Wurman. Na qualidade de não judeu (mas o sobrenome da minha mãe era Oliveira...) e de extremo admirador e defensor desse povo, gostaria de colocar aqui uma idéia um tanto delicada, referente à última reportagem do seu jornal tão democrático e tão informativo. Só não é mais delicada, porque o povo judeu está mais do que habituado ao poder dos símbolos (afinal, sem estes, o povo não haveria sobrevivido a tantas provações, estou errado? Talvez do mundo inteiro seja o povo que mais valoriza e respeita o símbolo, que para ele é uma verdadeira questão de sobrevivência...) Então: Quero falar sobre a cruz suástica. Com toda a razão, os judeus se apavoram ao ver essa figura, que lhes recorda todos os horrores sofridos durante o nazismo. Não resta dúvida: é assustador.  Mas, em qualquer livro sobre simbologia, lemos que é um dos símbolos mais imemoriais que existem e sempre existiram sobre a face da Terra (parece remontar mesmo aos atlantes), e que pode ser encontrado tanto na Índia, na China e outros países orientais, quanto nas nações pré-colombianas da América do Sul. E não consta que essas nações fossem nazistas, não é mesmo? E nem tampouco os arianos da Índia seriam os mesmos arianos por quem Hitler se masturbava. A cruz suástica é um símbolo poderosíssimo da Vida, da Criação. Tem a direção positiva e a negativa, tanto quanto o Yin e o Yang dos chineses. Nada tem de maligno em si, e definitivamente, não pode ficar para sempre ligada ao anti-semitismo.  É justo entregar de mão beijada aos nazistas um símbolo de tamanha força e positividade?  Hitler se apropriou dele, mas quererá isto dizer que a partir daí a cruz suástica se transformou exclusivamente num símbolo de horror? É justo dar-se um símbolo de tamanho impacto para esses débeis mentais de agora, que se intitulam neo-nazistas, e que jamais poderiam criar algo nem de longe semelhante para representá-los? Eles usam a cruz suástica como qualquer bobinho de hoje sai com uma camiseta de Che Guevara, sem nem saber quem foi ele. Apenas, é fashion... Mas que culpa tem Che Guevara da debilidade mental deles? Temos de nos prevenir contra os preconceitos e as paranóias. De repente, vê-se algo parecido com aquela cruz (como as conhecidas gregas decorativas, por exemplo), e logo se rangem os dentes de pavor. Seria justo eliminar do espectro a cor vermelha, só porque ficou marcada pelo comunismo (com todos os horrores cometidos pelo mesmo)?A cor vermelha simbolizaria então o mal, assim como querem os bandidos do Comando Vermelho? Quando os militares tomaram o poder, um dos livros apreendidos lá na Bahia foi “O Vermelho e o Negro”, de Stendhal. Pode, isso? A ignorância tem sempre de prevalecer? É certo o nosso presidente atribuir a atual crise a pessoas de olhos azuis? Não tem gente pobre de olho azul? Quanta intolerância ele está criando com essa frase boba!  Os símbolos têm poder por si mesmos! Se nossa atual paranóia atribui a algum deles poderes nefastos, ou faz dele tabu, sofreremos todos as conseqüências.  A comunidade judaica é coesa e inteligente o bastante (20% dos Prêmios Nobel, apesar de constituírem apenas 5% da população mundial) para se unir e arrebatar aos nazistas e neo-nazistas esse glorioso símbolo, e acabar de uma vez por todas com esse mal-entendido. Declarando mundialmente que a cruz suástica não simboliza e nem nunca simbolizou o anti-semitismo, estariam tirando desses loucos terroristas essa arma tão poderosa. Ao anatematizarmos esse poderoso símbolo da Vida e da Criação, não nos estaríamos condenando, a todos nós indiscriminadamente, os horrores que estamos vivendo desde o fim da Segunda Guerra Mundial? E que só fazem piorar?  Você não acha que eu tenho razão?
Abraços, parabéns pelo seu jornal.
Roberto Franco Valente.

 

 
 
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