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MANCHETES DE ÚLTIMA HORA

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- Governo de Israel oferece pagar R$ 280 mil para colonos que saírem da Cisjordânia. |
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- Olmert diz que não há mais o sonho de “Israel Grande”. |
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- Líder muçulmano ameaça matar Paul MacCartney se este for a Israel. |
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- Militantes de Gaza dizem que captivo Shalit vive num “paraíso”. |
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- EUA vão vender bombas perfurantes para Israel. |
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- Achada mala no Rio Yarkon com os restos mortais da menina israelense de 4 anos. |
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Osias Wurman
Jornalista
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A vinda do jornalista Caio Blinder, radicado nos EUA, promovida pelo Hilel-Rio com divulgação da Rua Judaica, comprovou mais uma vez que a comunidade diz “PRESENTE” sempre que é convocada para iniciativas oportunas e inteligentes. Mais de 750 pessoas lotaram os salões do Othon Copacabana, com convites vendidos, sendo que cerca de 250 jovens prestigiaram o evento.
Caio é jornalista há 33 anos e integra a banca de debatedores do programa “Manhattan Connection” desde o início em 1993. Nos EUA, Caio é correspondente da radio Jovem Pan, colunista internacional do portal IG e critico literário do jornal Estado de São Paulo.
Esta arrojada iniciativa do Hillel-Rio coloca esta instituição em destaque nos eventos intelectuais e informativos da comunidade judaico-brasileira.
Destacamos a presença do jornalista Diogo Mainardi da revista Veja, que foi entusiasticamente saudado durante vários minutos.
A homenageada de honra da noite foi a Embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon, que despediu-se da comunidade judaico-brasileira em sua última solenidade pública no Brasil.
Tzipora Rimon volta na semana que vem para Israel, após quatro anos de intenso trabalho em nosso país.
Em discurso de despedida no Itamaraty, o Subsecretario-geral de Assuntos Políticos, Embaixador Roberto Jaguaribe, disse:
“Senhora Embaixadora, sua gestão frente à Embaixada de Israel no Brasil, que breve se encerrará, marca um dos mais frutíferos capítulos das relações bilaterais entre Brasil e Israel. Lamentamos a partida de quem tanto contribuiu para o desenvolvimento dos laços entre nosso países, mas temos a satisfação de constatarmos que as sementes lançadas por V. Excia. floresceram e deixaram raízes profundas”.
Eventos como este, promovido pelo Hilel-Rio, enobrecem nossa comunidade com a participação de intelectuais de destaque e estreitam os vínculos com o povo e o Estado de Israel.
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Caio Blinder é recebido pelos
promotores do evento |
Caio e Diogo Mainardi com
diretores do Hillel-Rio |
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Embaixadora Tzipora Rimon com Caio,
Osias e Sergio Niskier |
Deputado Federal Marcelo Itagiba foi uma
das muitas personalidades presentes |
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Os jovens cederam seus lugares no salão
lotado e sentaram-se para assistir a palestra |
Tzipora Rimon recebeu a homenagem de despedida e agradeceu em comovido discurso |
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Cerca de 750 pessoas lotaram os salões
do Hotel Othon Copacabana |
Jovens sentaram-se nos corredores
para participar do evento |
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Caio falou inicialmente por 30 minutos num evento que teve duas horas de duração |
Cada convidado da mesa fez perguntas ao jornalista, além do publico presente |
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Na mesa de debatedores: George Lipstein, Osias Wurman, Caio Blinder,
Michel Guerman, Paulo Geiger, Arnaldo Bloch, Arnaldo Niskier e Jacob Dolinger |
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A simpatia dos amigos Caio Blinder e Diogo Mainardi foi destaque na noite |
Os jovens prestigiaram em massa
o evento do Hillel |
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Caio fala no almoço de domingo para os patrocinadores do Hillel |
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Os anfitriões da recepção, Lisa e Walter Braun, Caio
e sua filha Aiza, casais Wurman e Cohen |
FOTOS DE LEONARDO CHERITI SCHOR |
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VOTO JUDAICO-AMERICANO

A campanha de Barack Obama na Flórida tem por alvo o voto judaico num Estado que provou ser crucial nas recentes campanhas presidenciais, e iniciou uma nova estratégia para mobilizar centenas de líderes comunitários para apoiar o candidato democrata. Pesquisas recentes têm mostrado que este Estado, e os seus 27 votos eleitorais, que são um décimo dos 270 votos eleitorais necessários para a vitória em Novembro, estão tendendo para o candidato republicano. Mas uma pesquisa da Rasmussen divulgada na segunda-feira mostrou que Obama está empatado com John McCain e cada um tem 48 por cento dos votos. A população judaica da Flórida, de 650.000 num estado de cerca de 18 milhões de pessoas, é uma das maiores nos Estados Unidos. Joe Biden, que é candidato a vice-presidente, fez campanha no sul da Flórida e o Senador Charles Schumer de Nova Iorque faz campanha política para Obama neste mesmo Estado esta semana. Dennis Ross, o ex-enviado sênior para o Oriente Médio também é esperado na campanha para Obama na Flórida, informaram ativistas do Partido Democrata. "A comunidade judaica na Flórida apóia os candidatos Obama-Biden devido a sua visão para mudanças e o forte apoio para a segurança de Israel", afirmou o Rabino Joel Levine de Palm Beach Gardens numa declaração divulgada pela campanha de Obama. "Sabemos que eles trabalharão para tornar realidade o princípio que guia a nossa comunidade: Tikkun Olam, o reparo do mundo e deste país que amamos", ele acrescentou. A campanha de Obama informou que foram lançadas seis Comunidades de Liderança Judaicas na Flórida, abrangendo quase 1.000 líderes judeus por todo o Estado em Miami, Broward County, Palm Beach County, Tampa Bay, Orlando e Sarasota. Estes Comitês terão o objetivo de contatar os eleitores judeus nas sinagogas e nas organizações judaicas, informaram os dirigentes da campanha de Obama. |

Obama resfria a cuca na campanha pelo voto judaico na Flórida
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95 ANOS DO HASHOMER

O movimento juvenil Hashomer Hatzair vai completar o seu 95º aniversário no final deste mês, e terá comemorações cheias de estrelas e projetadas para celebrar o importante papel deste movimento socialista na história israelense. Nas preparações para estas celebrações, se juntaram famosos cantores na adaptação de canções populares do principio deste movimento, mas agora renovadas. O Hashomer Hatzair foi fundado na Europa em 1913, e é o movimento mais antigo da juventude sionista, e atualmente tem mais de 6.000 membros em Israel e pelo menos igual número em outros países. |

Shimon Peres e uma jovem do Hashomer Hatzair.
Membros pioneiros do kibutz do Hashomer em Israel, na década de 40
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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv |
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NO BALCÃO DO BAR
A vida em Tel-Aviv é cara e difícil para quem não tem a sorte de ter um emprego estável e bem pago. Para se ter uma idéia, o custo de vida em Tel-Aviv é maior do que o de Nova York. Segundo uma pesquisa recente, a cidade é a 14ª mais cara numa lista de 143 lugares pesquisados pelo mundo. São Paulo aparece no lugar 25 e o Rio, no 31º. Com os preços pela hora da morte, os aluguéis altíssimos (não se aluga um quarto e sala por menos de mil dólares) e os salários menos atrativos do que já foram, não é surpresa que muitos jovens tenham que apelar para empregos temporários como garçom, entregador de jornal e operador de telemarketing, entre outros exemplos. Volta e meia aparece alguma pseudo-celebridade servindo café em algum restaurante. Semana passada, foi a vez da cantora e compositora Aya Korem, de 28 anos, aparecer nos jornais servindo cerveja num bar de Tel-Aviv. Há dois anos, ela era uma das maiores revelações da música israelense (dá para ver o clipe da música mais famosa dela, Shir ahava pashut, no link: http://www.youtube.com/watch?v=wYzaeENd51o).
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Aya Korem
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Pelo menos umas quatro músicas da cantora ocuparam a primeira colocação nas paradas locais. Ela fez videoclipes, apresentou premiações, enfrentou paparazzi, lançou dois CDs... Mas hoje, depois do fracasso do segundo CD (o primeiro foi um super sucesso, mas o segundo...), ela também trabalha de fazendo drinques. Aya alega que está por baixo apenas temporariamente e que logo, logo dá a volta por cima. Ela também jura que trabalha por prazer, não pelo dinheiro. Mas não foi isso que as reportagens deram a entender. As mazelas financeiras fazem com que quase metade dos israelenses vivam em negativo no banco (algo em torno de 45% dos que têm conta bancária). Como as taxas de juros aqui são baixas, não custa tão caro assim ficar no vermelho. No Brasil, é suicídio. Mas aqui, os juros do cheque especial são de cerca de 4% ao ano. Então, ninguém se descabela estiver devendo ao banco. O fenômeno do negativo coletivo é tão grande que o banco central daqui decidiu impor limites. Agora, todos os clientes bancários só podem ficar no vermelho até um certo ponto. Para driblar essa regra, os israelenses agora pegam empréstimo atrás de empréstimo – a juros também baixos – para cobrir o cheque especial. Como a Aya Korem, muitos jovens esperam que as coisas melhorem. Enquanto isso, limpam mesas e atendem telefonemas.
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MUSEU JUDAICO NA RÚSSIA

O comitê para o Museu Judaico Russo da Tolerância, em Moscou, aprovou esta semana o plano arquitetônico final para a construção do maior Museu Judaico do mundo. Baruch Gorin, que é o porta-voz para as comunidades judaicas de Moscou, informou ao Haaretz que o museu seria instalado num edifício histórico no centro da comunidade judaica e que foi recebido da municipalidade de Moscou há cinco anos. O conjunto de edifícios já contem várias instituições judaicas, incluindo uma cozinha de sopas, os serviços de saúde Shaarei Tzedek , uma escola Chabad, e dois prédios - uma yeshiva e uma universidade – que estão nas etapas finais de construção. |

Putin doou um mês de seu salário para as obras do museu judaico de Moscou |
O novo museu terá a finalidade de ser a glória maior deste complexo. Gorin disse que o museu comemorará a história russo-judaica e inclui galerias de artes e artigos judaicos. Outra seção lembrará o Holocausto. Os planos incluem a construção de uma grande biblioteca, um centro para estudos judaicos e salas para conferências. Gorin informa que logo após a municipalidade aprovar as licenças técnicas e alvarás, a construção será iniciada no início de 2009 e concluída em 2011. A comunidade judaica recentemente assinou um acordo com a Fundação Cultural Russa para reformar, renovar e expandir o edifício e torná-lo num museu judaico de nível internacional. Os fundos virão da Fundação Cultural Russa, da comunidade judaica de Moscou e de filantropos judeus liderados pelo homem de negócios Lev Leviev. O edifício de 9.000 metros quadrados será aumentado com a adição de andares subterrâneos com 15.000 metros quadrados, tornando este museu judaico o maior do mundo.
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ESCOLAR DISCRIMINADA

Discriminação negada na Justiça
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Após vários dias de incerteza, uma criança cuja entrada foi inicialmente negada por uma escola ultra-ortodoxa, finalmente foi permitida para se matricular em virtude de uma decisão judicial. Na terça-feira a Corte Administrativa de Tel-Aviv mandou que a Escola Beit Yaakov, situada parte central da cidade de Elad, admitisse a criança no primeiro ano escolar. Os pais da criança pediram a intervenção da Corte depois que a entrada da criança foi negada, aparentemente devido à "descendência oriental" da família. Durante a audiência da Corte, o Juiz Kobi Vardi disse que "sem pesquisar sobre a questão de discriminação que paira sobre a recusa para a admissão da criança, a recusa por si própria é esquisita".
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O Juiz adicionou que as razões dadas pela escola para negar a admissão não conseguiram fornecer uma argumentação decente, e recomendou que a escola devesse considerar receber outras estudantes cujas matriculas foram negadas a fim de evitar futuros questionamentos. Além do caso da criança em questão, existem outras quatro meninas cujas matriculas foram negadas pela mesma escola. Os advogados Shneor Tzoref e Ronen Milrad, representando os pais, contaram que "é uma decisão histórica e é um precedente que obriga uma escola do ramo Ashkenazi Haredi (religioso) a admitir imediatamente uma criança. "Foi negada a admissão desta menina como resultado de uma política racial conduzida pelo líder do Centro Independente de Educação e pela Escola Beit Yaakov". O caso foi submetido à Corte após a recusa da Escola Beit Yaakov para admitir uma menina de 6 anos, declarando que a decisão se devia ao fato dela ser "uma Mizrahi". Quatro outras meninas que também não foram aceitas pela escola permaneceram em casa sem uma estrutura escolar. As cinco meninas apelaram ao Ministério de Educação e, embora o Ministério decidisse em seu favor, a escola ainda tem que emitir uma carta de aprovação matriculando as meninas na escola. O Ministério da Educação declarou numa carta oficial de recurso que "nenhuma causa ou razão provável foi apresentada para negar a admissão das meninas à Escola Beit Yaakov. Além do fato que o Comitê Independente de Educação decidiu que para as meninas que participaram dos jardins de infância Agudath Israel, a admissão lhes seria negada". Apesar da decisão do Ministério da Educação, a escola continuou a recusar a admissão das meninas. E agora as Cortes Judiciais foram envolvidas.
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DOAÇÃO MILIONÁRIA

A Fundação da Família Adelson se comprometeu com US$ 30 milhões adicionais para a Fundação de Direitos Natos-Birthright de Israel. Adelson que é um magnata de cassinos e o presidente do Las Vegas Sands Corp., e sua esposa a Dra. Miriam Adelson, já contribuíram com quase US$ 100 milhões em doações nos últimos dois anos para a fundação que fornece fundos privados para o Birthright. Este último comprometimento consiste na contribuição de US$20 milhões em 2009 e US$ 10 milhões para 2010, informou Michael Bohnen que é o presidente da Fundação Adelson, numa divulgação à mídia na última terça-feira. Adelson disse que o Birthright "tem provado ser o melhor veículo que temos para fortalecer a comunidade judaica e a conexão do nosso povo com o Estado de Israel. Sentimo-nos honrados por ter auxiliado o Birthright com eficiência, numa escala nunca antes vista, e nós esperamos o seu continuo êxito". Chamou o presente concedido por eles como um desafio para que outros filantropos também contribuam por ocasião de fases financeiras difíceis. A Revista Forbes classificou Adelson, em setembro de 2007, em terceiro lugar na lista dos americanos melhor sucedidos com um valor patrimonial líquido calculado em US$28 bilhões. Entretanto, o valor de suas ações caiu muito no ano passado quando a indústria do jogo declinou. |

O bilionário Sheldon Adelson doou 30 bilhões de dólares para o Taglit-Birthright
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RESGATADO NA ALEMANHA

O manuscrito resgatado pela
biblioteca Rambam
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Em seqüencia a uma série dramática de acontecimentos durante muitos anos, um importante manuscrito antigo do Sefer Avodot Halevi, que foi escrito há aproximadamente 200 anos em Berlim e roubados há 10 anos da Biblioteca Rambam Beit Ariella em Tel-Aviv, será devolvido a Israel. Este raro livro manuscrito é obra de um dos sábios judeus da Europa Central no século 18, o Rabino Israel Judah Reisz. Por muitos anos o manuscrito foi guardado na Biblioteca Rambam, um lugar no qual são conservados tesouros e que contem certamente umas das maiores coleções de Israel e do mundo de tomos religiosos judaicos e comentários manuscritos sobre a Torah. Mas uma verificação de rotina em 1998 verificou que o manuscrito havia sido roubado da biblioteca. Foi dada queixa à Polícia, mas o roubo permanece um mistério até hoje, pois os investigadores da polícia não puderam identificar os culpados. Desde o roubo, os dirigentes da Biblioteca Rambam fizeram todos os esforços para localizar o manuscrito, mas foi o Dr. Benjamin Richler, então o Diretor do Instituto para Fotocopias de Manuscritos da Biblioteca Nacional de Jerusalém, quem informou à Biblioteca Rambam que uma livraria em Berlim tinha lhe enviado uma fotocópia do manuscrito. "Aparentemente é assim que funciona : todo mundo informa todos os outros que tratam destas coisas”. “Richler tinha contato com seu colega em Berlim", explicou Avigdor Levin que é o Diretor de Arte e Cultura da Municipalidade de Tel Aviv. Finalmente graças aos esforços determinados de Avishai Elboim que é o Diretor Geral da Biblioteca Rambam, há três anos o manuscrito foi localizado na Biblioteca Nacional da Alemanha em Berlim. |
Levin diz que um ano após o roubo o livro foi oferecido para venda numa casa de leilões nos Estados Unidos por aproximadamente US$18.000, mas a venda não teve sucesso. Foi vendida mais tarde para um negociante de artigos judaicos, que por sua vez vendeu-o à Biblioteca Alemã. Após a descoberta, o Departamento Legal da Municipalidade de Tel-Aviv contatou a Biblioteca em Berlim e pediu que o manuscrito fosse devolvido para Israel. Depois de longas negociações se chegou a um acordo que o livro seria retornado à Beit Ariella.
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Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque |
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11 DE SETEMBRO E A “GUERRA GLOBAL CONTRA O TERROR”
Peritos em segurança e contra-terrorismo discordaram acirradamente quanto às causas dos ataques de 11 de setembro de 2001 e às medidas necessárias para prevenir sua recorrência. Num ponto, porém, concordaram unanimemente: novos atentados terroristas em grande escala nos EUA eram inevitáveis. O presidente George W. Bush declarou uma “guerra global contra o terror”, adotou a tática de que ”a melhor defesa é o ataque”, derrubou regimes que abrigavam e/ou apoiavam terroristas, autorizou a criação de um novo ministério de segurança nacional, revigorou e modernizou os serviços de inteligência, permitiu o uso de métodos controvertidos de interrogatório de prisioneiros – e durante pelos menos sete anos demonstrou que os peritos estavam errados.
O resultado desse sucesso, no entanto, é que os cidadãos americanos baixaram a guarda. Antes das eleições de 2002 e 2004, cêrca de 25% consideravam o terrorismo ou a segurança nacional o principal problema do país; em 2006, 16%, e atualmente apenas 4%. O assunto não é praticamente mais discutido, exceto no aniversário dos ataques, mas quem pensa que a ameaça terrorista nos EUA desapareceu está muito enganado. A ironia é que, se há um tópico em que os dois candidatos à presidência divergem mais que em todos os outros, é a “guerra global contra o terror”.
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Dor e patriotismo na lembrança do 11/9
Na opinião de Barack Obama a guerra deveria ser mais de idéias (“melhorar a imagem dos EUA nos países muçulmanos”) do que de armas (com exceção do Afeganistão), o conflito não é global e sim “restrito a uma minoria dissidente do Islã”, e terrorismo é “um meio e não um fim, utilizado por certos grupos e países com objetivos diferentes”. Obama inclui a pobreza como uma das causas, assim como as ações de certos governos americanos. O seu enfoque é mais policial e reativo (“trazer os criminosos à justiça”). A guerra do Afeganistão é “necessária” e a do Iraque “desnecessária e injusta”. Quanto mais cedo os EUA deixarem o Iraque melhor, mesmo que derrotados.
Para John McCain a guerra é global e contra os “terroristas islamofascistas”, os quais aspiram à restauração do califado fundamentalista e à erradicação da civilização dos “infiéis”. A idéia principal que os EUA devem propagar é a democracia. O seu enfoque é militar e preventivo (“eliminar os que planejam nos destruir antes que eles o façam”). As guerras do Afeganistão e do Iraque são “justas” porque os americanos lutam apenas pela sua segurança e a dos seus aliados. Uma derrota no Iraque é “inconcebível”, e uma retirada precipitada seria tão desastrosa quanto a que teve lugar na Somália durante o governo de Bill Clinton e tanto energizou os jihadistas.
Nesse 11 de setembro Obama e McCain, numa demonstração de civismo e unidade, suspenderam seus comícios e propagandas e compareceram juntos à cerimônia comemorativa no local da tragédia em Nova Iorque. Mas o tão aviltado Bush brilhou mais intensamente ao declarar em Washington com um orgulho indisfarçável: “...nossas tropas levaram a luta aos terroristas no estrangeiro para que não tivéssemos de enfrentá-los aqui em casa. Graças aos nossos bravos soldados e soldadas, e a todos aqueles que trabalham para nos manter seguros, há 2557 dias não ocorre um outro ataque em nosso território”.
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RABINOS COM OBAMA

Mais de 300 rabinos formaram um grupo de apoio à candidatura presidencial dos EUA do Senador Barack Obama. "O apoio de rabinos de todas as partes do país é um testemunho do forte apoio da comunidade judaica para Barack Obama, e demonstra que ele compartilha dos valores e princípios que são tão importantes para a Comunidade Judaica Americana" disseram na quarta-feira numa declaração por ocasião do lançamento deste grupo fundado por Sam Gordon e Steven Bob, dois rabinos da área de Chicago, que é onde reside Obama. A lista de rabinos anexa à declaração inclui Reformistas, Conservadores, Reconstrucionistas e vertentes Ortodoxas. "Quando 300 rabinos concordam sobre algo, você sabe que alguma coisa está acontecendo", diz uma manchete no website de grupos ‘rabbisforobama.com’. Uma carta aberta publicada pelo website diz de Obama: “Reconhecemos que ele foi inspirado por valores judaicos tais como o ‘Tikkun Olam’ e a busca da justiça, e ele está profundamente comprometido com um discurso civil entre argumentos opostos”.
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BRIGA PELO KASHER

A propaganda eleitoral
da discórdia em Tiberíades
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A população ortodoxa de Tiberíades ficou surpresa quando viram a bandeira do Shas em apoio a Eli Zigdon, que é um líder religioso local e candidato nas próximas eleições municipais, hasteada sobre um restaurante não-kasher, no inicio da semana. Provavelmente a bandeira foi hasteada sobre o restaurante numa tentativa de contrabalançar as mensagens competidoras do partido Likud, cujos escritórios centrais estão localizados ao lado do estabelecimento não-kasher. Não obstante, os membros da comunidade ortodoxa expressaram desconforto por esta justaposição. "Hastear uma bandeira para a eleição em favor do Shas sobre este restaurante é como conceder aos vermes o selo de kashrut", disse um membro do Partido Agudath Israel de Tiberíades. O rabino Pinchas Vaknin, que é o representante local do partido Haredi, e que concorre às eleições |
declarou: "Não é bom, mas talvez seja um erro. Vejo isto como um erro e tenho certeza que o estandarte será retirado". Zigdon, no entanto, discordou. "Por que devo retirar o estandarte ? Como os dois se relacionam?”. "A casa em questão pertence a um homem. Eu não me oporei a qualquer um que queira colocar uma bandeira em apoio para mim. Eu não o questionarei sobre as estruturas que existem ao redor do seu lar", disse ele. "A bandeira está colocada na parte superior do restaurante, e não na propriedade do restaurante. São 7 metros de distância dos escritórios de Yossi Ben David (do Likud). Por acaso estou apoiando-o ?".
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BNEI-AKIVAH ATACADOS EM PARIS

Três adolescentes judeus foram atacados por um grupo de imigrantes africanos muçulmanos em Paris, informou a porta-voz da polícia francesa. Os adolescentes judeus com idades de 17 e 18 anos, foram identificados como Dan Nebet, Kevin Bitan e David Boaziz e são líderes do movimento juvenil Bnei Akiva do 19º Distrito de Paris. Thiery Nebet, que é o pai do Dan, contou que conforme relato do seu filho, quando andavam na rua "quatro ou cinco árabes de origem africana começaram a jogar nozes em Kevin. Quando ele foi até eles perguntar por que faziam isto, eles o cercaram e derrubaram-no. Kevin e David foram em seu socorro e muito rapidamente mais árabes se juntaram e começaram a bater nos três com murros e correntes. Os adolescentes judeus tiveram que ser hospitalizados, um com o nariz e a mandíbula quebrados, todos três com ferimentos e entraram com queixa na polícia após serem atendidos no hospital. A polícia abriu uma investigação e está procurando os jovens muçulmanos que supostamente são os responsáveis pelos ataques. De acordo com Raphael Haddad, que é o presidente da União dos Estudantes Judeus na França, barragens de pedras foram atiradas contra os três adolescentes durante o ataque. Haddad também disse que o incidente ocorrido na Rua Petit no 19º Distrito não fica longe do local onde uma adolescente judia de 17 anos foi atacada e seriamente ferida por imigrantes no dia 21 de Junho. O Comitê Ministerial Francês para Combate ao Racismo e Anti-Semitismo mostrou preocupação em relação aos incidentes no 19º Distrito e solicitou ao Prefeito de Paris para aumentar a presença da polícia antes do Rosh Hashanah, o Ano Novo Judaico. O Ministério Francês do Interior confirmou que o ataque foi motivado pelo anti-semitismo, informando que o incidente tinha acabado com relativamente poucos estragos. De acordo com Thiery Nebet um grande número de judeus vive no 19º Distrito e o ambiente aqui está difícil. “Agora preciso proteger nossos filhos para que não falem muito, conforme instruções dos responsáveis da segurança da comunidade. Desta vez foi o meu filho, mas poderia ter sido qualquer um. Os judeus querem viver em paz, mas isso é impossível com os árabes aqui. Andamos com kipás e isso os incomoda, mas nós não ligamos. Se tivermos que tirar nossas kipás para viver melhor, será melhor ir embora agora". Benjamin Touati, que é o chefe do setor francês da Bnei Akiva Mundial, disse no domingo que: "a situação é muito inquietante . A cem metros do lugar do ataque está localizada uma escola Chabad, a maior da Europa, com 1.800 meninas.
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Na Rue Petit em Paris, a entrada do metro onde uma jovem judia foi seriamente
agredida e judeus ortodoxos moradores do local, queimando o chametz em Pessach
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SEGURANÇA NO AEROPORTO

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Um membro do famoso conjunto de dança Alvin Alley disse na terça-feira que por duas vezes foi forçado a executar passos de dança para seguranças do Aeroporto de Israel a fim de provar a sua identidade antes que fosse permitida a sua entrada no país. Abdur-Rahim Jackson, um veterano de oito anos do conjunto de dança afro-americano, disse que ele foi escolhido pela renomada segurança do aeroporto porque tem nome muçulmano. Jackson informou que Israel é a primeira parada de uma excursão para seis países para celebrar o 50º aniversário da Companhia de Dança que é baseada em Nova Iorque. No início deste ano o Congresso dos EUA aprovou uma resolução na qual designava este grupo de “embaixador americano vital cultural para o mundo”. Jackson informou que foi separado dos outros membros da companhia quando chegou ao Aeroporto Internacional de Israel, no domingo à noite, e levado para uma sala onde foi perguntado sobre as origens do seu nome. “Quando expliquei que fazia parte do grupo de dança, fui solicitado a dançar. Eu me levantei e perguntei: qual tipo de dança?. Eles disseram: “Dance qualquer coisa”. Jackson afirmou que recebeu o seu nome porque o pai converteu-se ao Islam. Também informou que não foi criado como um muçulmano, não se considera religioso, e está noivo de uma judia que trabalha na companhia e que tem parentes em Israel. Jackson disse que não tinha a intenção de continuar com este assunto dizendo que as numerosas desculpas que recebeu de dignitários americanos e de seus anfitriões israelenses foram suficientes para ele. |
As Autoridades Portuárias de Israel disseram que não tinham nenhum comentário, pois não receberam uma queixa formal. O incidente foi divulgado pelo jornal de maior circulação de Israel e num noticiário da TV israelense e por um programa de entrevistas. Os guardas de segurança deveriam ser mandados para casa ou o aeroporto tornar-se-á uma casa de loucos, disse Motti Kirshenbaum, um comentarista veterano da TV e entrevistador do Canal 10. Israel está constantemente em estado de alerta contra ataques devido ao conflito Israel x Palestino, e a rejeição extremista islâmica contra a existência do Estado de Israel. A segurança é rigorosa em todos os pontos de entrada e também dentro do país. Israel é famoso por sua eficiência para segurança de aeroporto. Mas um elemento chave para procedimentos de segurança é o perfil étnico.
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ESPAÇO SOCIAL

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Desculpamo-nos com os nossos leitores pela não publicação de suas cartas nesta edição. O motivo é o grande número de imagens da cobertura do evento Hilel-Rio/Caio Blinder.
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Jornalista Responsável: Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch
e Jerusalém - Daniela Nelstein
Diagramação: MarketDesign - Aline Grynapel
Colaborador Especial: Jaime G. Christof
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