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MANCHETES DE ÚLTIMA HORA

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Osias Wurman
Jornalista
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A Polêmica decisão sobre Pio XII
O Papa Bento XVI visitará a Sinagoga de Roma no próximo domingo, 17 de janeiro.
Será bem-vindo neste ato de aproximação inter-religiosa com seus “irmãos mais velhos”, como disse seu antecessor João Paulo II.
A sinagoga está situada na região do Transtevere, contígua ao antigo gueto de Roma, onde são notórios os vestígios do bairro judaico confinado.
O local tem forte simbologia pois demonstra a existência de memória visual e material do que foi o isolamento forçado dos judeus italianos, que precedeu ao maior genocídio da História- o Holocausto.
Por que, então, ignorar o pleito de proeminentes líderes judeus que tem apelado ao Papa Bento XVI no sentido de evitar a beatificação de Pio XII, cujo desempenho, durante o período de prevalência nazista, é duvidoso?

Em 1942, antes da tradicional fala papal às vésperas do Natal, foram feitos inúmeros pedidos de líderes judaicos e de autoridades dos países aliados, para que o Papa recriminasse os nazistas pelo genocídio em andamento.
Pio XII ignorou a todos e, em sua fala, pincelou com cores desbotadas a mensagem de que “pessoas inocentes” estavam morrendo no conflito.
Esta postura de indiferença estarreceu a todos que aguardavam um diferencial na fala papal, o que certamente teria provocado uma reação mais humana nos cerca de 40% dos soldados católicos que integravam o exército alemão.
Uma atitude imperdoável de omissão numa imperdível oportunidade de salvar milhares de vidas humanas!
Insistir na beatificação nesta geração, quando ainda temos sobreviventes do Holocausto vivendo em diversos países, inclusive na Itália, seria uma afronta à História e aos sobreviventes que passaram pelos campos de concentração nazistas.
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COMUNICADO AOS LEITORES

A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer que todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.
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ISRAEL ENVIA AJUDA AO HAITI


Israel deseja expressar sua solidariedade ao governo e ao povo do Haiti pelo grande terremoto e enviou suas condolências às famílias das vítimas, desejando aos feridos uma rápida recuperação.
A ajuda enviada por Israel, em dois Boeing-747, inclui um hospital de campanha completo e unidade de resgate, como também equipes do Magen David Adom (o equivalente à Cruz Vermelha), e da Policia Israelense.

O hospital será montado na área de desastre, e terá 220 funcionários, entre eles, 40 médicos, 25 enfermeiras, para-médicos, uma farmácia completa, uma ala pediátrica, departamento de radiologia, U.T.I. (Unidade de Terapia Intensiva), sala de emergência, duas salas de cirurgia, um departamento cirúrgico, maternidade e departamento de medicina interna. O hospital tem a capacidade para tratar até 500 pacientes por dia. Haverá ainda uma equipe de resgate com 30 especialistas, forças de logística e comunicação, dentre outras especialidades.
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BBB10: Dourado causa polêmica por defender suástica


Um comentário feito pelo participante do "BBB" Marcelo Dourado durante a madrugada desta quinta-feira causou polêmica entre os integrantes da casa e repercute na internet. Dourado entrou na casa por indicação de Joseane ontem à noite.
Enquanto conversava com os colegas, Dourado defendeu a suástica, o maior símbolo do nazismo. Não ficou claro se o BBB tem ou não a suástica tatuada em seu corpo.

Enquanto conversava com os colegas na madrugada desta quinta-feira, Marcelo Dourado defendeu suástica
A linguista Elenita, que estava do lado de Dourado na hora do comentário, se revoltou com o participante, que tentou explicar que a origem do símbolo é muito anterior ao nazismo --imagem semelhante aparece no budismo, por exemplo. "O símbolo, por si só, não mata ninguém. Quem mata é o ser humano", explicou Dourado. Elenita entrou na casa e foi logo contar o que tinha ouvido de Dourado para o publicitário Michel, que é judeu.
(Folha Online).
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PERSONALIDADE ISRAELENSE NO BRASIL


O Consulado de Israel no Rio de Janeiro, a Universidade Hebraica de Jerusalém e o Hillel-Rio promoveram a palestra do ilustre convidado Carmi Gillon, Vice-presidente Internacional da Universidade Hebraica.
Gillon serviu no famoso Shin Bet-Serviço de Segurança de Israel, de 1972 a 1996, tendo dirigido o órgão no biênio 1994/1996. Foi Embaixador de Israel na Dinamarca, de 2001 a 2003, nomeado pelo então Ministro de Relações Exteriores Shimon Peres.
Carmi Gillon veio acompanhado de sua esposa Sari, do Diretor para América Latina da Universidade, Yossi Benarroch e do Representante da Universidade no Rio de Janeiro, Prof. Mauricio Grinberg.

O público presente, que lotou o salão do Hillel-Rio, aplaudiu com entusiasmo a palestra que enfocou aspectos desconhecidos da segurança interna do Estado de Israel.
A diretoria do Hillel-Rio foi representada por seu Presidente George Lipstein, a Vice-presidente Rosinha Cohen e os diretores executivo e de cultura, Bruno Bandarowsky e Michel Guerman.
Dentre os ilustres convidados presentes, a presidente da FIERJ Léa Lozinsky e o vice Jayme Salomão, o Deputado Federal Marcelo Itagiba, Jacob e Rachele Dollinger, Moisés e Silvia Liberbaum e diversos representantes de entidades federadas da FIERJ.

Joyce e George Lipstein, Sari e Carmi Gillon, Suzana e Osias Wurman, Yossi bennaroch e
Bruno Bandarowsky.O deputado Itagiba fala de segurança com seu colega israelense Carmi Gillon.
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DEBATES POPULARES NA RADIO GLOBO

Ouçam todas as quintas-feiras os “Debates Populares” na radio Globo, no Programa “Manhãs na Globo” com Loureiro Neto e Osias Wurman, Prof. Flexa Ribeiro, Coronel Paulo Afonso e jornalista Marlon Brum do jornal EXTRA.

http://globoradio.globo.com/RadioClick/Player/6/0,,KY505105-5941,00.html
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Rabino brasileiro na visita do Papa à Sinagoga de Roma

A comunidade judaica brasileira estará representada pelo rabino Alexandre Leone na visita que o papa Bento XVI fará neste domingo, 17 de janeiro, à Grande Sinagoga de Roma, quando o pontífice repetirá gesto feito há mais de 20 anos por seu antecessor, o papa João Paulo II. O rabino Leone viaja a convite da Confederação Israelita do Brasil (CONIB).

De acordo com cronograma divulgado pelo Vaticano, o papa Bento XVI deverá chegar pouco antes das 16h30 (13h30 em Brasília) e será recebido pelo presidente da Comunidade Hebraica de Roma, Riccardo Pacifici, e pelo presidente das Comunidades Hebraicas italianas, Renzo Gattegna.
Em 13 de abril de 1986, em Roma, João Paulo II se tornou o primeiro papa a visitar uma sinagoga. A comunidade judaica romana é a mais antiga do mundo ocidental, e os judeus italianos recorrem a um ritual religioso e pronúncias próprias. Entidade de representação da comunidade judaica brasileira, a CONIB tem no apoio ao diálogo inter-religoso um dos pilares de sua atuação.
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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv |
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ÍMÃ DE MALUCOS
Parece que existe, aqui em Israel, um ímã de milionários esquisitos: trata-se do time de futebol Beitar Yerushalaim, um dos mais importantes do país. Primeiro, foi o milionário russo Arkady Gaydamak, foragido de Israel depois de investir milhões no time. Agora é milionário brasileiro-americano Guma Aguiar, de 33 anos, como o antecessor, é conhecido mais por suas maluquices do que pelo amor ao esporte.
Semana passada, Aguiar foi internado numa clínica para doentes mentais por afirmar que foi pessoalmente à Faixa de Gaza e “libertou”, com suas próprias mãos, o soldado israelense Guilad Shalit, sequestrado pelos terroristas do Hamas há dois anos e meio. Ele contou que conversou com Shalit, que, segundo ele, está bem de saúde, e até enviou uma “mensagem” do soldado sequestrado a seus pais. A alegação parece ter sido a gota d’água para seus parentes depois de semanas de comportamento anormal. Eles decidiram, então, pela internação de Aguiar.

Nascido no Rio de Janeiro de mãe judia, Guma Aguiar, de 33 anos, se mudou para os Estados Unidos quando tinha apenas 2 anos. Começou do nada, mas aos 26 anos, virou milionário ao comprar terras e, depois, descobrir que elas eram ricas em gás natural. Apesar de ter sido criado como cristão, decidiu então se voltar ao Judaísmo. Hoje, divide seu tempo entre Miami e Jerusalém. No ano passsado, desembolsou US$ 4 milhões para salva o Beitar Yerushalaim na era pós-Gaydamak. Garante que “comprou” o time, mas oficialmente consta apenas como seu principal investidor. Ele também repassou US$ 1,5 milhão ao time de basquete Hapoel Yerushalaim, além de outros milhões a ONGs judaicas americanas e israelenses.

Libertar Guilad Shalit pode ser a mais louca de suas afirmações. Mas desde que começou a aparecer nos jornais israelenses, Guma Aguiar é encarado meio de soslaio. Ele costuma citar nomes bíblicos, dizer que seu objetivo é reconstruir o Templo de Salomão e outras coisas desse tipo. Se não disse com todas as palavras que é o Messias, é porque ainda não teve tempo. Mas sua megalomania espiritual é conhecida.
Tudo isso já seria esdrúxulo se não fosse pelo fato de que Aguiar sucedeu o também milionário russo Arkady Gaydamak, que, em 2005, comprou Beitar Yerushalaim. Envolvido em inúmeros casos duvidosos, como o contrabando de armas para Angola e lavagem de dinheiro através de um banco israelense, Gaydamak também fez diversas doações a instituições israelenses e montou, em julho de 2006, uma “cidade alternativa” para abrigar moradores do norte do país que fugiam dos bombardeios da guerrilha libanesa Hezbollah.

Em 2007, Gaydamak fundou um partido político e, depois, em 2008, concorreu às eleições para prefeito de Jerusalém. Estava certo de que iria vencer depois de anos “comprando a simpatia” do povo, como dizem seus oponentes. Mas acabou recebendo só 3,6% dos votos. Decepcionado e irritado, decidiu deixar Israel e até hoje não voltou. Até porque, se voltar, vai ter que encarar um monte de ações na Justiça local.
Agora é esperar para ver se Guma Aguiar também sai de cena e o Beitar Yerushalaim, volta a atrair algum milionário doido e megalomaníaco.
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Scanner será problema para judeu ortodoxo

Os scanners corporais que inúmeros países europeus estudam instalar nos aeroportos podem criar um sério problema para os judeus praticantes, que seguem as leis da tzniut (modéstia) e por isso não podem mostrar seus corpos. As autoridades rabínicas de Israel não emitiram ainda uma determinação definitiva sobre os scanners, mas o Centro Rabínico da Europa já alertou que a medida viola os direitos das mulheres judias ao "comprometer" o recato que devem observar. Segundo explicou à Agência Efe em Jerusalém o rabino Ken Spiro, "tudo depende da nitidez da imagem oferecida pelos scanners e de quem estiver olhando". "Para as mulheres judias, todas elas e não só as ultra-ortodoxas, é importante proteger seu pudor", indicou este rabino.

Em geral, as leis de modéstia proíbem a exibição do corpo "acima dos joelhos, nem acima do ombro, nem abaixo da linha do pescoço. E, no caso das mulheres casadas, o cabelo também não deve ficar à mostra". Conforme Spiro, próximo às correntes ultra-ortodoxas, se a imagem do scanner for muito detalhada "parte das judias poderiam preferir ser revistadas em local reservado e, inclusive, poderiam evitar esses aeroportos". O debate ainda está aberto e os fiéis deverão esperar uma orientação oficial das autoridades rabínicas. "Se o Rabinato proibir, as mulheres religiosas não poderão se submeter aos scanners", adverte o rabino, que acrescenta que "o problema será menor se for garantido uma agente de segurança para as mulheres e um agente para os homens". Além disso, para muitas mulheres judias poderia resultar enormemente ofensivo saber que alguém está observando a imagem nítida de seu corpo, porque as leis da tzeniut que aparecem detalhas na Torá (Levítico 18:9-17) proíbem "descobrir a nudez", ato que define como "maldade". Nos vestiários de centros esportivos em Israel é comum que as religiosas prefiram trocar-se nos quartos fechados, evitando se expor ao olhar de outras mulheres. As mais recatadas entram na sauna vestidas da cabeça aos pés e algumas piscinas e instalações esportivas e de lazer têm horários diferentes para homens e mulheres.
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CARAS E BOCAS NA TERRA SANTA

Walcyr Carrasco e os atores Ana Lucia Torre, Julia Lund e Theodoro Cochrane participaram de um jantar de “boa viagem” oferecido a eles, em São Paulo, às vésperas da partida para Israel.

O evento contou com a presença do embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher; da representante do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, Cléo Ickowicz, da diretora da Cia Aérea El Al, Priscilla Golczewski, além dos presidentes do Congresso Judaico Latino-Americano e da Confederação Israelita do Brasil, respectivamente, Jack Terpins e Claudio Lottenberg. Na oportunidade, Walcyr relatou aos atores e demais convidados, um pouco da sua viagem para Israel em 2007, onde se inspirou para compor o núcleo judaico da novela.
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Alunos de Yeshivot no Serviço Militar

Cerca de 2000 estudantes de yeshivot prestaram serviço militar em 2009, o que foi um número cinco vezes maior que o número de judeus ortodoxos que serviram até dois anos atrás (cerca de 300 ou 400 por ano), de acordo com relatório da organização ‘Hiddush – For Religious Freedom and Equality (Para a Liberdade Religiosa e a Igualdade). O relatório, apresentado ao parlamentar Yohanan Plesner (Kadima), que preside o comitê de supervisão Tal Law do Knesset, informa que 1.070 estudantes de yeshivot prestaram serviço militar em 2009 e 700 deles serviram em unidades haredim nas FDI. Cerca de 300 unidades serviram em unidades haredim Nahal a cada ano, e outros 50 se alistaram como professores militares.

Shahar Ilan, que é diretor-geral adjunto da pesquisa da Hiddush, disse: "A idéia de 2.000 alunos de yeshivot servirem no exército era impensável há apenas uma década atrás". O documento também levanta a possibilidade de que este fenômeno reflita o fim do tabu contra o serviço nacional ou militar no seio da população Haredi. Ilan também expressou várias considerações. Este número representa somente 3,5% dos estudantes dos hesder yeshiva (que tem cerca de 55.000 alunos). O aumento dos que estão servindo também está longe de refletir o aumento esperado do número de estudantes de yeshivot para os quais é concedida a isenção de servir. Espera-se que em 2019 cerca de 13.000 estudantes de yeshivot fiquem isentos (contra os 5.500 de 2009). Ele também observou que cerca de 80% dos que optaram serem voluntários no serviço nacional haredi em organizações de caridade, equivalem a certo tipo de dotação orçamental do Estado para estas organizações.
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Hezbollah e o tráfico de drogas na Europa

O grupo xiita libanês Hezbollah negou que financie o tráfico de drogas na Europa, como conclui a Promotoria alemã, segundo uma informação publicada pelo semanário alemão Der Spiegel. Conforme a publicação, que chegou esta semana às bancas, a Promotoria alemã vinculou ao grupo xiita libanês ao tráfico de cocaína na Europa. A investigação começou em maio de 2008, depois da polícia do aeroporto de Frankfurt encontrar na bagagem de quatro libaneses 8,7 milhões de euros em dinheiro.

Por meio de um comunicado, o Hezbollah negou a acusação e classificou o artigo de "difamatório". O movimento político liderado por Hassan Nasrallah afirmou não ter se surpreendido com as "invenções" da revista, que, segundo eles, publica "há muito tempo rumores e mentiras" para atingir a imagem. De acordo com a revista, a polícia alemã expropriou 500 mil euros em dinheiro encontrado na casa de um dos suspeitos, no estado da Renânia-Palatinado. Em meio ao dinheiro, foram encontrados também restos de cocaína e as impressões digitais de um criminoso holandês vinculado há anos ao tráfico da droga na Alemanha. Ainda de acordo com a Der Spiegel, a alfândega e a Promotoria alemã prenderam em outubro duas pessoas vinculadas com o caso, e as investigações continuam em Beirute. A polícia alemã parte do pressuposto que os membros do Hezbollah usam os familiares para transportar de Frankfurt a Beirute grandes quantidades de dinheiro obtidas com a venda da droga na Europa, indica o semanário.
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Violência deixa cidade italiana sem imigrantes

Cenário de um violento confronto entre imigrantes e a população, a cidade de Rosarno, na Calábria, sul da Itália, amanheceu na segunda-feira sem negros. Cerca de 1.500 imigrantes africanos que trabalhavam nas colheitas foram colocados em ônibus e trens no fim de semana e despachados para centros de detenção, outros fugiram, num episódio que a imprensa denunciou como limpeza étnica e comparou à atuação da Ku Klux Klan no Sul dos Estados Unidos, reacendendo o debate sobre o racismo no país. Máquinas demoliam os galpões usados como abrigos pelos imigrantes, que, segundo as autoridades, foram removidos para a própria segurança. Na véspera, alto-falantes em carros lançavam ameaças de morte contra negros que não deixassem imediatamente a cidade. Os distúrbios começaram após dois africanos serem baleados na quinta-feira, sem motivo aparente, e deflagraram um conflito que se arrastou por três dias, deixando cem feridos, quatro deles em estado grave.

O episódio revela uma Itália bem diferente dos cartões-postais. Um dos prédios derrubados era uma antiga fábrica que há 20 anos abrigava trabalhadores temporários africanos que chegavam ao país para colher frutas e eram submetidos a longas jornadas e salários abaixo do mínimo do país. A ONU afirma que entre os removidos há imigrantes em situação legal, e cresce na internet a idéia de uma greve geral de imigrantes no dia 1 de março. - Isso revelou algo que sabíamos, mas que ninguém fala: muitas realidades econômicas da Itália são baseadas na exploração de mão de obra barata estrangeira, em condições sub-humanas- criticou Flavio Di Giacomo, porta-voz da Organização Internacional para a Migração na Itália. - Eles viviam em situação de semi-escravidão.
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TRAGÉDIA NO HAITI

Papo com o Rabino

Meus amigos,
O Haiti foi tragado pela devastação e por mortes horríveis. Comunidades e vidas foram destruídas e alteradas para sempre. Enquanto isso continuamos com o nosso quotidiano deste lado do mundo, como é que deveríamos nos sentir?
A tradição judaica tem repetidamente nos ensinado a ter empatia com aqueles que sofrem. No início da história, quando o mundo inteiro estava envolvido em água e apenas Noé e sua família sobreviveram na Arca, D'us ordenou a Noé que se abstivesse dos prazeres ao invés de celebrar a sua salvação, de modo a sentir a dor dos que sofrem.
Sobre a comunidade Judaica no Haiti:
Rabino Shimon Pelman, diretor do Chabad-Lubavitch, da República Dominicana, vive na vizinha S. Domingos, estava dando uma aula quando o chão começou a tremer e correram todos para a rua para a sua segurança. Ele está estudando a possibilidade de ir lá pessoalmente.
O Rabino relatou que estava tentando apurar o paradeiro de um punhado de famílias judias e turistas israelenses no Haiti. Embora, com a maioria das linhas de energia caídas em Porto Príncipe, Rabino Pelman disse através de notícias e contatos com o governo israelense de que a maioria da comunidade parece ter surgido ilesa após o terremoto.
Um relatório publicado no The Jerusalem Post, no entanto, citou o Ministério do Exterior de Israel dizendo que três de seus cidadãos ainda não haviam feito contato desde o terremoto.
Que D’us salve as pessoas que ainda se encontram soterradas e esteja com as vítimas e as suas famílias!
Um abraço e Shabat Shalom,
Rabino Dovid Goldberg – Chabad Morumbi
(Do E-Morumbi)
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A MORTE TRÁGICA DOS SABA

A queda de um helicóptero na noite de domingo passado na capital do México provocou cinco mortes, incluindo a do empresário do setor de telecomunicações Moisés Saba. Saba, dois parentes, uma mulher e o piloto faleceram no acidente. O helicóptero Augusta, da família Saba, partira da cidade de Toluca e caiu às 20H35 locais (0H35 de Brasília) por causas ainda indeterminadas em uma residência de uma área montanhosa da rodovia México-Toluca.Uma das possíveis causas da tragédia é a neblina, que teria prejudicado a visão do piloto, segundo a polícia.

Moises Saba com o diretor do ZAKA Yehuda Meshi-Zahav
Moisés Saba, de 46 anos e membro de uma família de tradição empresarial, era considerado um dos homens de negócios mais destacados do México, com interesses em vários setores, incluindo o têxtil, imobiliário, comercial e de telecomunicações. Também era acionista do canal de TV Azteca, o segundo do país.

Rav Shlomo Amar fala com os emissários da ZAKA antes de
partirem para as buscas aos restos mortais no México.
Era integrante da comunidade judaica mexicana e proprietário de um canal de televisão em Israel. Destacava-se como um filantropo internacional com grande participação no financiamento das atividades da organização ZAKA de Israel, dedicada aos serviços religiosos de resgate e recuperação de corpos humanos em acidentes. |
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Presos pelos quais Brasil intercedeu são julgados


(foto de arquivo)
Sete líderes da fé Bahá'i foram levados a uma corte de Teerã para o início de um julgamento que tem sido criticado por EUA e UE e que grupos de direitos humanos consideram uma demonstração da perseguição sofrida pela minoria religiosa no Irã.
Embora o governo brasileiro não tenha se pronunciado publicamente, o Itamaraty confirmou à Folha que manteve contato com o governo iraniano em prol dos líderes.
Em sua recente passagem pelo Cairo, o chanceler Celso Amorim revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o tema dos Bahá'i no encontro que teve em Brasília com o colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Apesar dos apelos, o Irã decidiu levar adiante o julgamento, que não tem data para terminar e ocorre num momento de grave tensão entre governo e oposição, na esteira dos protestos após a reeleição do presidente, em junho último. (http://secext.bahai.org.br/)
Marcelo Ninio- De Jerusalém
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Assassinado Cientista Nuclear do Irã

Um professor de física nuclear na Universidade de Teerã foi morto na terça-feira por uma bomba montada numa motocicleta estacionada fora da sua casa na capital do Irã, informou a mídia estatal iraniana. A IRIB que é o órgão da mídia estatal do Irã culpou Israel e os EUA pelo atentado.

Massoud Mohammadi tinha acabado de sair de sua casa a caminho do trabalho quando houve a explosão, informou a estatal Press TV. A explosão quebrou as janelas de sua casa no norte de Teerã no bairro de Qeytariyeh e deixou a calçada com poças de sangue. A agência de notícias semi-oficial ISNA citou o promotor de Teerã Abbas Jafari Dolatabadi para a confirmação da morte.

Nenhum dos informes disse se Mohammadi estava ligado ao programa nuclear do Irã, que o Ocidente suspeita que tenha o propósito do desenvolvimento da capacidade de desenvolvimento e produção de armas nucleares. O relatório da TV Press descreveu Mohammadi como "um firme defensor" da revolução de 1979 que derrubou o Xá e levou os clérigos islâmicos ao poder. Ao mesmo tempo a emissora estatal IRIB do Irã disse que a bomba havia sido plantada por “agentes sionistas e americanos” sem citar nenhuma fonte para a informação. “O assassinato do Sr. Massoud Mohammadi, um revolucionário comprometido, cientista nuclear e professor da Universidade de Teerã, foi detonado por controle remoto” divulgou a IRIB em seu website. "Em consequencia ao resultado da bomba plantada por agentes sionistas e americanos dois carros e uma motocicleta ficaram severamente danificados e as janelas das residências circundantes foram quebradas".
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Minaretes e a Opinião Pública Israelense

Uma pesquisa realizada recentemente pela ‘Foundation for Ethnic Understanding (FFEU) Fundação para o Entendimento das Etnias’, através da ‘KEEVOON Research’, informou que 43% dos judeus de Israel se oporiam a uma legislação que proibisse a construção de minaretes nas mesquitas em Israel, enquanto que 28% apoiariam a proibição e 29% se declararam como indecisos. Em novembro de 2009, 57,5% dos eleitores na Suíça aprovaram um referendo que proibiu a construção de minaretes nas mesquitas naquele país.

A oposição mais forte à proibição dos minaretes veio dos Religiosos Nacionais Israelenses. Setenta e dois por cento deles se opõem a uma eventual legislação em Israel, e dos quais 55% se definiram como "fortemente" em oposição. Entre os judeus ultra-ortodoxos a oposição foi de 53%, em comparação com 42% dos israelenses seculares e 36% dos israelenses tradicionais. Somente 16% dos Religiosos Nacionais apoiariam a proibição dos minaretes em comparação com 21% dos ultra-ortodoxos, 31% dos judeus tradicionais e 29% dos judeus seculares, mostrou a pesquisa. "Quando se trata de liberdade de religião os israelenses são muito mais tolerantes que os suíços" afirmou o rabino Marc Schneier que é o presidente da FFEU que tem base nos EUA. Existe uma correlação definida entre a prática religiosa e a tolerância para com o Islã. Os israelenses parecem colocar a política de lado quanto a oposição à proibição dos minaretes na verdade aumenta à medida que avançamos para à direita no espectro político. "O fato de que menos de um terço de todos os judeus israelenses apoiarem a proibição de minaretes indica que, do ponto de vista de Israel, há espaço para uma convivência respeitosa entre os israelenses judeus e os árabes israelenses quando é baseada na religião e não na política" disse ele. Aos entrevistados também foi perguntado se a legislação suíça mudou sua opinião sobre aquele país. Trinta e sete por cento responderam que não mudaram de opinião, enquanto 25% disseram que como resultado tinham uma visão mais positiva e 19% tinham uma visão mais negativa. A pesquisa de opinião foi realizada pela ‘KEEVOON Research’ em conjunto com a Mutagim e na qual 500 judeus israelenses foram entrevistados entre os dias 30 a 31 dezembro de 2009, e em 3 de janeiro de 2010. A margem de erro é de +/- 4,5%.
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Roubo de Arma dá 5 Anos de Prisão em Israel

O Tribunal de Recursos da Justiça Militar decidiu agravar a sentença de um soldado da Marinha acusado de roubar uma arma do seu companheiro. Inicialmente o soldado foi condenado a dois anos e meio de prisão, mas a Corte de Justiça duplicou a sentença para cinco anos depois dos comentários do soldado feitos para um agente policial na prisão, afirmando que ele tentou vender a arma para o criminoso Zeev Rosenstein. No verão de 2008 o soldado roubou um rifle M-16 de um colega. No inicio o soldado negou as acusações contra ele, mas só depois confessou para um agente da polícia militar na prisão que havia vendido a arma por NIS 12.000 (US$ 3.244) e somente tinha recebido um quarto do valor na primeira fase do negócio. O soldado também se vangloriou que o seu freguês era ligado ao Rosenstein.

O Tribunal Militar da Marinha só condenou o soldado por roubo de armas e não por tentativa de comércio de armas, devido ao fato de que durante o julgamento a mãe do soldado se apresentou ao tribunal e devolveu a arma para as FDI. A mãe disse que encontrou a arma quando limpava a casa antes do Pessach. Enquanto fazia a limpeza uma sacola caiu no chão e dentro dela uma arma desmontada em duas partes. Os juízes decidiram condenar o soldado a 30 meses na prisão. A Promotoria Militar decidiu recorrer da sentença argumentando que os comentários do soldado para o agente de polícia na prisão mostravam que houve uma tentativa de comércio de armas. A promotoria alegou que a sentença do soldado deveria ser agravada, uma vez que tais infrações constituíam uma ameaça para a segurança pública. Os juízes do Tribunal de Recursos decidiram que houve uma tentativa para se vender a arma e que caso o soldado não tivesse sido apanhado, muito provavelmente a arma não seria devolvida aos militares. Portanto, o tribunal decidiu a agravar a sua sentença para cinco anos de prisão. "Qualquer um que se atreva se apoderar de armas militares com a intenção de vendê-las saberá que, se for descoberto será condenado e que a pena de cinco longos anos na prisão o espera" declararam os juízes.
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Morre a Heroína que Ajudou Anne Frank

A mulher que salvou o diário de Anne Frank dos nazistas, Miep Gies, morreu na segunda-feira após uma breve doença, foi anunciado no seu website. Ela tinha 100 anos de idade. Segundo o site da BBC, Gies morreu numa clínica de repouso depois de sofrer uma queda pouco antes do Natal. Gies foi a última sobrevivente e a mais conhecida do grupo que ajudou a família Frank se esconder dos nazistas. Ela apanhou e escondeu o diário da adolescente depois que a polícia secreta alemã descobriu o esconderijo num prédio de escritórios de Amsterdam.

Vídeo: http://terratv.terra.com.br/Noticias/Mundo/4201-266041/
Morre-aos-100-anos-holandesa-que-ajudou-Anne-Frank.htm
Anne morreu de doença no campo de concentração de Bergen-Belsen, mas o seu pai, Otto voltou de Auschwitz e Gies entregou-lhe o diário de sua filha. As memórias da adolescente foram publicadas pela primeira vez em 1947 e se tornou um dos relatos mais famosos dos judeus que se escondiam da perseguição nazista. Nascida em Viena em 1909 e com o nome de nascimento Hermine (Miep) Santruschitz ela se mudou para a Holanda aos 11 anos, conforme uma biografia publicada no seu site: www.miepgies.nl. Em 1933 começou a trabalhar para Otto Frank na sua empresa comercial Opekta. Com grande risco para a sua própria segurança ela ajudou trazendo comida para os Franks e outra família que se esconderam em um anexo secreto no prédio da Opekta a partir de 1942 até a sua descoberta e prisão em 1944.
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Shabat Deve Ser Respeitado

O Rabino do Shas mais uma vez saiu contra os seculares. O rabino Ovadia Yosef abordou verbalmente aqueles que profanam o sábado, durante seu sermão semanal do sábado à noite. Ele alegou que aqueles que não guardam o Shabat são "tolos" que são "piores do que animais". Entre considerações haláchicas ele discutiu - incluindo um soldado de combate que retorna à sua casa somente nos finais de semana, e quer lavar seu uniforme escutando os recados na secretária eletrônica que estão sendo gravados no dia santo – O Rabbi Yosef temperou o seu sermão com uma história:

Um boi de propriedade de um judeu foi vendido para um gentio. O gentio ficou chocado ao descobrir que o boi se recusava a trabalhar no sábado. O comprador alegou que recebeu "um animal inútil" e pediu que o negócio fosse anulado. Somente quando o vendedor sussurrou no ouvido do boi que agora estava autorizado para trabalhar sete dias por semana que o animal obedeceu. O rabino descreveu a percepção do gentio como segue: "Este é um boi esperto e eu sou pior do que um boi. Eu, que fui criado à imagem de D'us - Por que eu trabalho no sábado? E ele então se converteu por causa do boi. Estudou a Toráh e se tornou um grande homem sábio. Sobre isso, está dito: "Um boi conhece o seu comprador, e Israel não sabia". Há pessoas tolas que profanam o sábado e são piores do que animais".
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ESPORTE PELA PAZ

Numa época onde nem o futebol, desporto de massa conhecido por interromper guerras e congregar povos e inimigos políticos, tem sido respeitado, como no fatídico episódio de Cabinda - Angola, a Liga Retrô, empresa especializada na reprodução e comercialização de uniformes antigos de futebol, acaba de lançar sua coleção “LIGA DA PAZ”.

Camisas de Israel de 1970, utilizada na única participação israelense numa Copa do Mundo, e do Egito de 1986, campeão da Copa Africana das Nações, são os primeiros lançamentos da grife em 2010. Cada camisa ainda possui um card contando a história de cada seleção nestes anos. "No México, Israel teve uma boa participação, com destaque para um empate sem gols com a Itália, futura finalista da competição. Seu destaque era o atacante Mordechai Spiegler, maior artilheiro da história da seleção de Israel com 32 gols, um deles marcado no empate com a Suécia na Copa. Nascido na antiga União Soviética, Spiegler fez carreira jogando no futebol francês e foi companheiro de Pelé no ataque do New York Cosmos nos anos 70."

As camisas podem ser adquiridas pelo site www.ligaretro.com (entregas em todo o Brasil) e nas lojas:
Liga Retrô Ipanema,Rua Visconde de Pirajá, 303, loja 201 e
Liga Retrô BarraShopping - Av das Américas, 4666, loja 248-A
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Os Judeus na Diáspora e em Israel


Por DAVID BROOKS
Os judeus são um grupo famoso e já realizado. Formam 0,2 por cento da população do mundo, mas são 54 por cento dos campeões do mundo de xadrez, 27 por cento dos que receberam o Prêmio Nobel de Física e 31 por cento do que receberam este prêmio de medicina. Os judeus constituem 2 por cento da população dos EUA, mas 21 por cento dos estudantes da Ivy League, 26 por cento dos homenageados no Kennedy Center, 37 por cento dos diretores vencedores do Oscar, 38 por cento das pessoas que aparecem na recente lista de filantropos da Business Week, 51 por cento dos ganhadores do Prêmio Pulitzer por não-ficção são judeus. No seu livro, "The Golden Age of Jewish Achievement" Steven L. Pease enumera algumas das explicações que as pessoas dizem sobre este impressionante rol de realizações.

A fé judaica encoraja a crença no progresso e na responsabilidade pessoal. É baseada no aprendizado e não rito. A maioria dos judeus desistiu ou foram forçados a desistir da agricultura na Idade Média e os seus descendentes desde então têm vivido do seu conhecimento e capacidade mental. Muitas vezes migraram, com a ambição e força de vontade de um imigrante. Eles têm se congregado nos principais pontos do globo e se beneficiam da tensão criativa endêmica de tais lugares.
Não existe somente uma única explicação possível para o número recorde de realizações dos judeus. O curioso é que em Israel o ponto forte dos judeus não são os mesmos que tradicionalmente prevalecem na diáspora. Em vez de pesquisas e do comércio, os israelenses foram obrigados a dedicar suas energias para a luta e a política. Milton Friedman costumava brincar que Israel desmentia qualquer estereótipo sobre os judeus. As pessoas costumavam pensar que os judeus eram bons cozinheiros, bons gestores econômicos e maus soldados.
Israel provou que estavam errados. As reformas econômicas de Benjamin Netanyahu, a chegada de um milhão de imigrantes russos e a estagnação do processo de paz produziu uma histórica mudança. Os israelenses com maior potencial estão indo para a tecnologia e o comércio, não para a política. Isto produziu um efeito inconstante na vida pública da nação, mas muito revigorante para a sua economia. Tel Aviv se tornou um dos mais importantes locais do mundo de empreendedores. Israel tem, por larga margem, a maior taxa de criação de empresas de alta tecnologia per capita do que qualquer outra nação no planeta. É a líder mundial em gastos ‘per capita’ com pesquisa e desenvolvimento. Ocupa a segunda posição somente atrás dos EUA do número de empresas listadas na Nasdaq.
Israel, com apenas sete milhões de pessoas, atrai tanto capital de risco quanto a França e a Alemanha juntas. Como Dan Senor e Saul Singer escreveram no "Start-Up Nation: The Story of Economic Israel's Miracle", Israel já tem um pólo clássico de inovações, um local onde tecnólogos trabalham obsessivamente junto uns dos outros e se alimentam das idéias uns dos outros.
Devido à força da sua economia, Israel tem resistido razoavelmente bem à recessão global. O governo não teve que socorrer os bancos nem provocar uma explosão nos gastos de curto prazo. Em vez disso, usou a crise para solidificar o futuro da economia de longo prazo, investindo em pesquisa e desenvolvimento e na infra-estrutura, aumentando alguns impostos sobre o consumo e prometendo diminuir outros impostos a médio e longo prazo.
Analistas do Barclays escreveram que Israel foi "quem teve a mais forte recuperação" na Europa, Oriente Médio e da África. O sucesso tecnológico de Israel é a realização do sonho sionista. O país não foi fundado para que colonos dispersos pudessem sentar-se entre milhares de furiosos palestinos em Hebron. Foi fundado para que os judeus tenham um lugar seguro para ficarem juntos e criarem coisas para o mundo.
Esta mudança na identidade israelense tem implicações a longo prazo. Netanyahu prega a visão otimista: a de que Israel será a Hong Kong do Oriente Médio, com os benefícios econômicos disseminados pelo mundo árabe. E, de fato, existem inúmeras provas que apóiam essa visão em locais como a Cisjordânia e o Jordão. Mas o mais provável é que o progresso econômico de Israel alargará o fosso entre Israel e seus vizinhos.
Todos os países da região falam de incentivos à inovação. Alguns países ricos em petróleo gastam bilhões tentando construir centros de ciência. Mas lugares como o Vale do Silício e Tel Aviv são criados por uma confluência de forças culturais, não pelo dinheiro. As nações vizinhas não têm a tradição de livre intercâmbio intelectual e criatividade técnica. Por exemplo, entre 1980 e 2000, os egípcios registraram 77 patentes nos EUA, os sauditas registraram 171. Os israelenses registraram 7.652. O boom da tecnologia também cria uma nova vulnerabilidade. Como Jeffrey Goldberg do ‘The Atlântic’ argumentou, esses inovadores são as pessoas que mais se movimentam no planeta. Para destruir a economia de Israel, o Irã não tem realmente que disparar uma arma nuclear contra o país. Ele só tem que fomentar uma instabilidade suficiente para que os empreendedores decidam que é melhor irem para Palo Alto, onde muitos deles já têm contatos e residências. Os judeus americanos tinham o costume de ter um pé em Israel no caso de as coisas ficaram ruins nos EUA. Agora são os israelenses que mantêm um pé nos EUA. Durante uma década de pressentimentos desagradáveis, Israel tornou-se um êxito surpreendente, mas também com uma grande mobilidade.
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DESTAQUES SOCIAIS


Na foto, da direita para a esquerda : Asher Ben-Shlomo (Chefe do SICA, Diretor e Editor do Site Jornalistico Haleom e Membro do Diretoria do Partido Hatikva), o ativista politico Salomon Assolin (membro do Partido Hatkva), o Deputado Prof. de Medicina Arieh Eldad (Presidente do Partido Politico Hatikva, representado na Knesset, o Parlamento de Israel, Rachel Assolin esposa de Salomon Assolin, e Eli Assolin, filho de Salomon Assolin (tambem membro do Partido Hatikva). 14/01/2010, Ashdod-ISRAEL



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TEVE ENORME SUCESSO A INICIATIVA DO CONSULADO DE ISRAEL NO RIO DE JANEIRO AO PRODUZIR UM VÍDEO COM O EVENTO EM HOMENAGEM AO PRESIDENTE DE ISRAEL SHIMON PERES REALIZADO NO HOTEL COPACABANA PALACE.
ABAIXO, A LISTA DOS PRIMEIROS CONTEMPLADOS COM O ENVIO QUE TERÁ INICIO NA PRÓXIMA SEMANA.
VALE NOTAR O ALCANCE GEOGRÁFICO DOS INTERESSADOS EM 14 ESTADOS BRASILEIROS E EM ISRAEL.


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Jornalista Responsável: Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof
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