Edição 112 Domingo, 15 de Março de 2009
 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- O Embaixador de Israel, Daniel Gazit, abriu as atividades que recordarão o atentado a Embaixada de Israel na Argentina, ocorrido em 17 de março de 1992.

- Carla Bruni-Sarkozy filia-se ao Hospital Hadassah de Israel na luta contra a Aids na Etiópia.

- Hillary Clinton: Ajuda a Gaza sujeita ao reconhecimento de Israel.
- Inflação em Israel deve ter atingido os 3,5% a.a. em fevereiro devido a desvalorização do shekel.
- Hamas condena acordo internacional para conter tráfico de armas para Gaza.
- Foram encontrados mais de 800 milhões de dólares em ativos de Bernard Madoff.
- 'Está claro que dirigentes árabes foram cúmplices contra nosso povo', disse Osama Bin Laden em gravação difundida neste final de semana.
- A Associação Internacional de Viagens para Gays e Lésbicas realizará seu simpósio anual na cidade de Tel Aviv.
- Neonazistas fazem mega-manifestação em Bratislava, capital da Eslováquia.




Osias Wurman
Jornalista


ARCEBISPO FUNDAMENTALISTA

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, parece não ter se saciado com o enorme prejuízo causado à imagem da Igreja Católica no caso do aborto da menina de 9 anos.

Autoridades eclesiásticas vieram ao público para ressaltar, em busca de reparar a opinião pública estarrecida, que ninguém tinha sido excomungado devido ao episódio do aborto, contrariando as afirmações do arcebispo conservador.

Os médicos que assistiram a menina, vítima de estupro, advertiram que a gravidez de gêmeos, se não fosse abortada, colocaria em risco a vida da jovem recifense.


Neste domingo, a revista Veja publica em suas páginas amarelas uma entrevista com Dom José Cardoso Sobrinho, onde o clérigo faz declaração absurda e inaceitável, comparando abortos com o Holocausto.

Disse o religioso:

"Hitler queria eliminar o povo judaico e
dizem que ele chegou a matar 6 milhões de judeus. Por que nós vamos ficar em silêncio quando estão acontecendo 50 milhões de abortos no mundo?"

A infeliz e estapafúrdia afirmação, colocando como mera hipótese a morte de 6 milhões de judeus, e comparando um aborto, muitas vezes para salvar a vida da paciente, com o sofrimento de inocentes crianças e adultos, homens e mulheres, que foram humilhados,  massacrados e finalmente eliminados no maior dos genocídios, demonstra quão retrógrado, míope e fanático um ser humano pode ser.

Um ultraje, tratando-se de uma autoridade eclesiástica, que prega de forma fundamentalista, uma religião originária nos “irmãos mais velhos” que sofreram o Holocausto.

Por que não te calas Dom José Cardoso Sobrinho ?


 
     

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VISITA DIPLOMÁTICA GLOBAL



O Rio de Janeiro recebeu a visita oficial, promovida pela FIERJ e pelos “Amigos de Israel”, do novo Embaixador no Brasil, Giora Becher, acompanhado de sua esposa Raquel. Alem da programação comunitária, o casal Becher visitou o PROJAC, o Centro de Produções da Rede Globo, em Jacarepaguá. Após a visita, o Embaixador foi recebido na sede das Organizações Globo, no Jardim Botânico, onde esteve com o vice-presidente das Empresas Globo, João Roberto Marinho. O encontro foi muito amistoso, e o visitante ouviu o relato da viagem que João Roberto realizou, no ano passado, ao Oriente Médio e Israel. O Embaixador Becher colocou à disposição da TV Globo o suporte operacional do governo israelense para uma futura produção da emissora na Terra Santa.


Osias Wurman, Giora Becher e João Roberto Marinho na sede das Empresas Globo no Jardim Botânico.


 
 

BAR REFAELI É BOICOTADA PELA WIZO

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Wizo (‘Women's International Zionist Organization’) no domingo passado escolheu o anúncio mais sexista do ano, cuja duvidosa “honra de primeiro lugar” foi para um comercial da Eden Springs apresentando a modelo Bar Refaeli sob o título "o bar que você sempre quis ter em casa."


Bar Refaeli foi “gongada” pelo concurso da Wizo.

Após este concurso grupos de mulheres planejam lançar um boicote dos consumidores contra as empresas cujos anúncios "alcançaram" os cinco primeiros lugares. As organizações argumentam que não importa o que as agências de publicidade queiram vender aos consumidores - sejam sucos, sabonetes, barras energéticas ou mesmo o Mar Morto - eles sempre conseguem apresentam mulheres ou sexo (normalmente os dois). “A WIZO conclama o público para não comprar produtos que são anunciados através da difamação  e da utilização da imagem sexista", disse Oshrat Gila, que é a Presidente da Condição de Mulher da WIZO. "Enquanto as empresas anunciarem, apresentando as mulheres de uma maneira humilhante e denegridora, vamos boicotá-las em massa" acrescentou Ronit Ehrenfreund-Cohen que é a chefe do departamento de Condição de Mulher da WIZO. Outros anúncios “top”, que foram indicados e criticados nas campanhas deste ano, incluem a dos preservativos R3 que mostrava um homem curvado sobre uma mulher jovem que se apoiava sobre um mictório; um anúncio da Granola Pri, que mostrava uma barra de cereal que se assemelhava a uma mulher e que dizia, "Sou toda natural, portanto me lanche"; um comercial para o sabão Ex que apresentava a frase "oi homem, o sabão da mamãe que te faz feminino" e um do refrigerante Tapuzina. Também os "anúncios mais machistas" são os da Cellcom, Tnuva, Fox e até mesmo os da campanha do partido Likud para a Knesset (que diziam para votarem contra a Tzipi Livni - "isso é demais para ela"). A WIZO se engajou neste projeto há dois meses, devido a queixas para que anúncios fossem retirados de circulação. "Não somos ingênuas e sabemos que nossa luta é contra magnatas e grandes corporações, mas nós somos 51 por cento da população e uma grande força consumidora" diz Ehrenfreund-Cohen, "e é importante se sensibilizar para o fato que um anúncio de 30 segundos transformar uma mulher num objeto para a promoção de produtos, e há um duplo golpe desferido pela empresa que engana o homem utilizando um recurso como este". O painel de juízes da Wizo incluiu a advogada Orna Lin, que é a presidente do Conselho Nacional da Associação dos Advogados de Israel, a Professora Hanna Herzog, socióloga na Universidade de Tel Aviv; Oshrat Maya Bengal,, que é correspondente e comentadora política do Maariv; Michal Rosen, que é a diretora-geral da União dos Centros de Assistência às Vítimas de Abuso Sexual; a Procuradora Tami Katsavian de Tmura, que é do Centro Jurídico para a Prevenção da Discriminação; Dorit Abramowitz, que é uma porta-voz para as organizações femininas de Israel e Ehrenfreund-Cohen.


 
 

ADOÇÃO DE FILHOS POR GAYS

Um par de jovens homossexuais israelenses podem adotar legalmente o seu filho adotivo, decidiu um tribunal de Tel Aviv. O ex-membro do Knesset, Uzi Even, e o seu parceiro de muitos anos, Dr. Amit Kama, que casaram em Toronto em 2004, ganharam o direito de adotar o seu filho de 30 anos, e que está com eles há 15 anos. Eles são o primeiro casal masculino em Israel que tem os direitos legais de adoção reconhecidos.

O casal decidiu adotar depois que a Universidade de Tel Aviv recusou aprovar o desconto que é concedido aos filhos de seus professores. Yossi, aos 16 anos de idade, foi morar com a dupla quando foi expulso da casa dos seus pais depois que revelou a sua homossexualidade. Em Outubro de 2005 a Corte Suprema de Israel decidiu que um casal de jovens lésbicas poderia adotar os filhos biológicos da outra parceira.

 


Uzi Even, o ex-deputado israelense gay.

 
 

MADONNA EM PURIM

Madonna continua mais extravagante do que nunca. Na segunda-feira passada, a cantora se vestiu de colegial para ir ao Centro de Cabala de Nova Iorque, onde aconteceu a celebração do Purim, o carnaval judaico, segundo o Jornal The Sun. Usando uma camisa branca, gravata, colete e uma pequena saia cinza, a diva posou para os fotógrafos antes de entrar no centro. Seu namorado, o modelo brasileiro Jesus Luz, também foi ao evento vestido como o Coringa. Jesus chegou acompanhado de Jessica Seinfeld, mulher do comediante Jerry Seinfeld.


 
 

LIVROS RASGADOS POR ÁRABES

Uma associação de Sinagogas Ortodoxas quer que Israel proíba que os muçulmanos orem na Gruta dos Patriarcas em Hebron. O Conselho Nacional dos Jovens Israelenses se pronunciou depois que a polícia israelense iniciou uma investigação causada por alegações que fiéis muçulmanos haviam destruído os livros de oração judaicos daquele local. A caverna, que é sagrada para os judeus e muçulmanos foi temporariamente fechada para os judeus na semana passada, no dia que os muçulmanos celebram o nascimento do profeta Maomé.


Os túmulos de Jacó e Sara na Tumba de Machpelah, na cidade de Hebron.

"Se os fiéis árabes não podem ser confiáveis para agir com educação e respeitar as crenças religiosas dos outros, o governo de Israel tem que ser firme e dizer-lhes para que encontrem outro lugar para rezarem" afirmou Shlomo Mostofsky que é presidente do conselho, numa declaração. Mostofsky acrescentou que no mínimo os árabes não deveriam ser autorizados para entrarem na caverna sem a supervisão israelense.


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

O PAPA NA TERRA SANTA

Israel se prepara para a visita do Papa Bento XVI em maio, nove anos depois da histórica visita do antecessor João Paulo II. A ministra do Turismo, Ruhama Avraham-Ballila, afirmou que o país vai investir um 1,5 milhão de dólares em melhorias e renovações em locais cristãos em Jerusalém, tudo para atrair muitos peregrinos e turistas. No ano passado, três milhões de turistas visitaram Israel, sendo que dois milhões deles cristãos.

A visita do papa acontece num momento delicado para Bento XVI e para o relacionamento entre católicos e judeus. O pontífice tem sido muito criticado por readmitir na Igreja o bispo rebelde Richard Williamson, que rejeita o Holocausto. Williamson ficou famoso depois de dizer que "só" morreram 300 mil judeus na Segunda Guerra Mundial e que não havia câmeras de gás em Auschwitz.

Bento XVI – ou Joseph Ratzinger – deixou claro que essas afirmações são falsas, até porque ele já se pronunciou abertamente contra o Holocausto, ou melhor, contra aqueles que tentam negar o assassinato sistemático de judeus pelos nazistas. Nascido na Alemanha pré-guerra, Ratzinger chegou a fazer parte da juventude nazista quando era adolescente, mas passou o resto da vida negando ter alguma afinidade ideológica com Adolf Hitler e seus comparsas.


 


Mesmo assim, o atual papa não vai visitar a exposição principal do Museu do Holocausto na visita que fará, daqui a dois meses, a Israel. Isso porque a exposição critica – mesmo que de leve – o papa da época, Pio XII, acusado de fazer pouco para prevenir a morte de milhões de judeus. Para evitar polêmica, Bento XVI só vai visitar outras partes do museu.

A visita papal tem tudo para ser delicada e cheia de nuances. Até porque ele vai visitar também a Jordânia e a Cisjordânia. Espero que, apesar de toda a sensibilidade envolvida, o resultado seja mais diálogo entre as religiões que dividem a Terra Santa.


 
 

DELICIAS AMOROSAS

O ex-presidente de Israel Moshe Katsav alegou inocência da acusação de estupro, apesar das acusações do procurador-geral do Estado, Menachem Mazuz. "Venho aqui com a cabeça erguida, embora tenha sido humilhado. Estou sentido, mas decidido. Não vou me render e vou brigar para que toda a verdade seja revelada", disse Katsav ao início de sua entrevista coletiva transmitida pela TV desde a cidade de Kiryat Malaji, da qual foi prefeito. Katsav fez este comparecimento cinco dias depois de Mazuz anunciar que o acusará de assédio sexual, violação e obstrução à Justiça. O ex-presidente do Estado judeu (2000-2007) acusou o Procurador-geral de ter alterado a lei e confundido os tribunais, por não ter proposto sua acusação sem revisar as provas.

Katsav até criticou duramente a imprensa, a quem acusou de tê-lo condenado desde o início. "Por favor, não deixem que seus preconceitos superem o bom senso e a decência. Durante meu mandato como presidente, respeitei cada palavra da lei", disse em seu longo discurso. Katsav afirmou que o escritório da promotoria, a Polícia, políticos e jornalistas "derramaram" seu "sangue diariamente, durante 32 meses de linchamento". Ele foi acusado de estuprar duas funcionárias que trabalharam para ele quando era ministro de Turismo, no final dos anos 90, e presidente, a partir de 2000. Em junho de 2007, renunciou após assinar um acordo extrajudicial que lhe livrava de ser preso pelos crimes dos quais era suspeito. No entanto, dez meses depois, em um golpe de efeito que por enquanto lhe custou caro, rejeitou o acordo para lutar por sua "inocência" e pela "verdade", segundo disse então, consciente das "implicações" de sua decisão. EFE


 
 

UM SIMPLES LADRÃO PSICOPATA

O investidor americano Bernard Madoff foi enviado hoje à prisão, três meses depois de seus filhos o denunciarem por manter durante quase 20 anos uma gigantesca estrutura financeira que poderia se transformar em uma das maiores fraudes da história. "Não sou capaz de expressar o quanto lamento por meus crimes, pelos quais estou profundamente envergonhado", assegurou hoje Madoff ao juiz, em sua primeira declaração pública sobre a fraude que ele mesmo cifrou em US$ 50 bilhões e pela qual pode ser condenado a até 150 anos de prisão. Aos 70 anos e com cerca de três milhões de vítimas por todo o mundo, a possibilidade de passar o resto de sua vida na prisão é muito alta, e por isso o juiz Denny Chin temia que ele tentasse fugir se ficasse em liberdade até ser condenado.

Por esse motivo, o juiz do Tribunal Federal de Manhattan revogou a liberdade condicional da qual gozava há três meses, embora estivesse confinado em seu apartamento de Nova York. Madoff terá de ficar na prisão até o dia 16 de junho, quando está prevista a emissão da sentença. Algemado, este judeu nova-iorquino que foi capaz de construir do nada uma impressionante reputação no mundo financeiro, foi conduzido hoje à prisão, onde pode passar o resto de sua vida. "Quando colocaram as algemas nele foi emocionante. Não sou uma pessoa vingativa, mas quando algo assim acontece você quer ver justiça", explicou à Agência Efe visivelmente emocionado Burt Ross, ex-prefeito de Fort Lee (Nova Jersey) e promotor imobiliário, que disse ter perdido US$ 5 milhões nas mãos do investidor. A audiência foi assistida por aproximadamente 100 pessoas que se consideram vítimas de Madoff e que, no momento no qual foi algemado, começaram a aplaudir a ida do investidor à prisão. "Esse é o momento em que apreciamos o sistema judicial que temos, que em três meses colocou este homem atrás das grades, para que passe o resto de sua vida preso, porque isto é o que ele merece. Posso dizer que me sinto aliviado", acrescentou Ross. Segundo especialistas, se for condenado a mais de 25 anos, Madoff deve ser levado a uma prisão de máxima segurança. No entanto, ele foi enviado ao Centro Correcional Metropolitano de Nova York, também em Manhattan e muito próximo à corte, segundo a emissora de TV "CNBC". O investidor confessou hoje, com a calma que demonstrou em quase todos os momentos nos quais foi vistos em público desde sua detenção, que montou seu esquema no início dos anos 90, em resposta a um momento de recessão em que muitos investidores lhe pediram assessoria. Assegurou que sua intenção era manter essa estrutura financeira por algum tempo e depois desmantelá-la, mas finalmente passou quase 20 anos captando mais e mais fundos para pagar os juros que se comprometia a obter de supostos investimentos nas bolsas de valores. "Os dias foram passando, e fui me dando conta do risco que corria, e sabia que inevitavelmente este dia chegaria", afirmou.


 
 


EM BUSCA DE UMA TRÉGUA

O partido militante islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, realizou uma rara condenação ao lançamento de um foguete contra Israel. Segundo o grupo, não é o momento para a realização de tais ataques. As críticas ocorrem enquanto o Hamas tenta chegar a um cessar-fogo de longo alcance com Israel e manter conversas de reconciliação com seu rival, o moderado partido laico Fatah, que controla a Cisjordânia. O Hamas aparentemente teme que ataques atrapalhem esses esforços.


 
 

VENEZUELA E O ANTI-SEMITISMO


Chavez diz não enxergar o anti-semitismo na Venezuela.

Israel iniciou uma intensa campanha diplomática para convencer o Presidente venezuelano Hugo Chávez para que impeça a recente onda de ataques anti-semitas na Venezuela contra os judeus. Durante a última semana, o Ministério de Relações Exteriores pediu a 15 diferentes países que mantêm relações com Israel e a Venezuela, para que tomem medidas de alto nível sobre este assunto. A utilização de intermediários internacionais é necessária porque Venezuela cortou os laços diplomáticos com Israel e todos os seus diplomatas foram expulsos há cerca de um mês, em resposta à Operação ‘Cast Lead’ na Faixa de Gaza. "Tem havido um significativo surto de anti-semitismo e queremos enviar mensagens ao presidente da Venezuela através de vários canais diferentes, para esclarecer a gravidade com que observamos esta situação", disse uma fonte sênior do governo. "Queríamos que eles soubessem sobre a opinião de Israel que Chávez é o responsável pelo bem-estar da comunidade judaica ". Dois dos países que Israel solicitou assistência são a Argentina e o Brasil, cujos presidentes contataram Chávez e retransmitiram posteriormente a mensagem de Israel. Outro é a Rússia, e o quarto é a Espanha, cujo Ministro das Relações Exteriores, Miguel Moratinos, deverá visitar em breve Caracas, que é a capital venezuelana. Além de transmitir a mensagem de Israel, Moratinos concordou em se reunir com líderes da comunidade judaica local. Funcionários israelenses acreditam que mensagens fortes começaram a ter um impacto sobre o governo de Chávez. A polícia venezuelana recentemente prendeu vários suspeitos dos recentes ataques anti-semitas. No entanto, ainda há um grande receio entre a comunidade judaica da Venezuela que é de cerca de 15.000 pessoas. Membros da comunidade judaica de Caracas, que pediram para não serem identificados por receio de represálias, disseram ao Haaretz que Chávez, até agora, tem apoiado tacitamente o crescente anti-semitismo, e que ele também poderia detê-lo se assim o desejasse, dando as ordens necessárias aos seus serviços de segurança. "Há uma atmosfera de intimidação contra os judeus", afirmou um dos membros.


 
 

RECONHECIMENTO AO PAPA

O presidente do Congresso Mundial Judaico, Ronald S. Lauder, manifestou apreço pela carta enviada aos bispos por Bento XVI sobre o caso Williamson. O papa, declarou Lauder, usou "palavras claras e inequívocas" sobre o negacionismo do Holocausto por parte do Bispo Williamson e deve-se louvar o "reconhecimento de que houve erros dentro do Vaticano na gestão do caso". Lauder elogia ainda a "franqueza e a vontade" do papa em enfrentar de modo direto questões difíceis. Uma atitude – destacou – que ajuda o diálogo interreligioso. Por fim, Lauder garantiu que a organização judaica se empenha em reforçar o diálogo com a Igreja Católica, em vista de uma compreensão e de um respeito recíproco mais profundos. O Congresso Mundial judaico (WJC), fundado em Genebra em 1936, representa as comunidades judaicas presentes em 92 países.


 
 

OBAMA AJUDA ISRAEL

O Presidente americano Barack Obama não irá cortar os bilhões de dólares em ajuda militar prometidos a Israel, informou um funcionário governamental sênior dos EUA na quarta-feira. A ajuda prometida de US$ 30 bilhões a Israel durante a próxima década não será prejudicada pela atual crise financeira mundial, afirmou este funcionário à Rádio de Israel. Ele falou sob a condição de anonimato. A administração de Obama, no entanto espera que o próximo governo do primeiro-ministro designado Benjamin Netanyahu continue com as negociações com os palestinos, ele afirmou.


Obama com Barak, Ministro da Defesa e Livni do Exterior.

O aumento da ajuda militar havia sido prometido ao atual primeiro-ministro Ehud Olmert pelo então Secretário de Estado para Assuntos Políticos Nicholas Burns em Agosto de 2007. A Rádio de Israel também citou o funcionário como dizendo que se o Hamas se juntar a uma unidade palestina, mas não aceite as condições do Quarteto que são os patrocinadores para a paz no Oriente Médio e que são os EUA, a União Européia, a ONU e a Rússia - a Administração Obama não teria relações com esse governo. Este movimento radical islâmico governa Gaza e está mantendo conversações no Cairo com o partido laico Fatah do presidente moderado Mahmoud Abbas e com outras facções para formar um governo de unidade. As conversações no Cairo são uma tentativa para conciliar as facções rivais e que travam uma amarga luta pelo poder desde que o Hamas venceu a Fatah nas eleições em Janeiro de 2006 e culminou com o grupo islâmico tomando violentamente o poder e o controle exclusivo da Faixa de Gaza em Junho de 2007. Após a vitória eleitoral do Hamas o Quarteto afirmou que iria boicotar o Hamas, a menos que reconheçam o direito de existência de Israel, endossassem os acordos temporários de paz anteriores com o propósito de uma solução de dois Estados como solução para o conflito e a renúncia à violência.


 
 

JUDEUS EM RECIFE

Ao comemorar 472 anos, a cidade de Recife relembrou que boa parte de seu desenvolvimento, ao longo da história, se deveu ao povo judeu. A cidade recebeu a primeira leva desses imigrantes ainda no século XVI. Na época, a Inquisição forçou a saída dos judeus chamados sefarditas, que viviam na Península Ibérica. Eles vieram na condição de cristãos-novos, com suas identidades disfarçadas. Os judeus se integraram e transformaram a paisagem pernambucana. A primeira ponte construída no Recife e no Brasil, a Maurício de Nassau, teve como engenheiro um judeu, Baltazar da Fonseca. A Rua do Bom Jesus, no Recife Antigo, um dos pontos mais visitados pelos turistas, foi aberta também por judeus. A primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel, fica no Recife. Eles também trouxeram costumes que se incorporaram ao cotidiano dos pernambucanos. Varrer a casa da porta para dentro, contar as estrelas e fazer faxina na sexta-feira, por exemplo, são alguns deles. O surgimento da primeira estrela marca o início de um novo dia pelo calendário judaico e por isso elas são contadas. Durante o governo de Nassau, judeus foram donos de mais de 30% dos engenhos de açúcar. O período em que Maurício de Nassau esteve no Recife (entre 1637 e 1644), quando aceitou o convite da Companhia das Índias Ocidentais para assumir o governo no Brasil, foi o mais significativo. Na indústria açucareira, 30% dos engenhos de Pernambuco chegaram a pertencer a judeus ou cristãos-novos. Nassau ofereceu empréstimos para a recuperação desses engenhos de açúcar e respeitou as diferenças crenças religiosas. Três séculos depois da primeira imigração, Pernambuco voltou a receber judeus. A partir de 1880, o Recife se tornou o porto de entrada para mais de 1,5 milhão de judeus que deixavam para trás suas casas na Romênia, Polônia e Rússia, fugindo da perseguição nazista na Europa Oriental.


Jovens judeus-brasileiros residentes em Recife.


 
 

JUDEUS IRANIANOS EM BALTIMORE

Judeus iranianos, que moram em Baltimore-EUA, irão dedicar uma nova sinagoga que custará US$ 3 milhões e que terá 3 andares e será construída no estilo da arquitetura persa. A Sinagoga de Ohr haMizrach, ou a Luz do Oriente será inaugurada hoje, 15 de março, e terá capacidade de 250 lugares para homens e um balcão para mulheres com 150 lugares, um salão social, um centro para a terceira idade, salas de aulas, escritórios, uma cozinha e um Beit Midrash conforme o ‘Baltimore Jewish Times’ publicou.



Comunidade judaica de Baltimore.

Baltimore é um lugar que concentra os judeus de origem persa devido aos esforços da Yeshivah Ner Israel e do seu antigo dirigente o Rabino Herman Neuberger que ajudou a contrabandear os membros da comunidade nos anos após a revolução islâmica de 1979. Este edifício será inaugurado, de propósito, apenas alguns dias após Purim, que celebra a salvação dos judeus da antiga Pérsia, conforme está registrado no Livro de Esther.


 
 

ALEMANHA QUER CARRASCO NAZISTA

As autoridades alemãs disseram  que estão acusando John Demjanjuk, que é empregado aposentado da indústria de auto peças em Ohio, de ser cúmplice de mais de 29.000 assassinatos durante o período que foi guarda no campo nazista de extermínio de Sobibor e pedirá a sua extradição dos EUA. Demjanjuk é acusado de participar nos assassinatos enquanto era guarda no acampamento nazista na Polônia ocupada, entre março e setembro de 1943, e tem 88 anos e vive num subúrbio de Cleveland e nega o seu envolvimento. O escritório do promotor de justiça de Munique, que está encarregado para tratar deste caso, pois que Demjanjuk permaneceu num campo de refugiados naquela região após a guerra, informou na quarta-feira que estavam preparando o pedido de extradição em conjunto com o governo alemão. Em 1988 Demjanjuk foi condenado em Israel por ser "Ivan o Terrível", um notório e sádico guarda do campo de concentração de Treblinka. A Suprema Corte de Justiça anulou a sua condenação depois do surgimento de um documento que dizia que Demjanjuk tinha servido como guarda em Sobibor ao invés de Treblinka. As autoridades norte-americanas têm procurado deportar Demjanjuk.


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque


MUDANÇAS NA POLÍTICA EXTERNA AMERICANA

Lord Palmerston teria dito no século XIX que “[a Inglaterra] não tinha amigos permanentes, apenas interesses permanentes”.  E De Gaulle, no século XX, que “os homens podem ter amigos, mas não os homens de Estado”.  Obama prometeu uma nova política externa para o século XXI, mas a julgar pelo tratamento dispensado recentemente aos líderes da Inglaterra e da Síria, o cinismo do passado só parece ter aumentado.

As “relações especiais” entre os EUA e o Reino Unido duram mais de dois séculos. Foram fortalecidas durante a Segunda Guerra Mundial e mencionadas repetidamente por Churchill (cuja mãe era americana) no pós-guerra.  Mesmo antes do 11 de setembro, Thatcher e Blair costumavam ser recebidos com todas as honrarias por Reagan e Clinton.  Além de centenas de feridos, 149 soldados ingleses foram mortos no Afeganistão desde 2001 e 179 no Iraque desde 2003.  Quando, logo depois de assumir o poder, Obama resolveu devolver um busto de bronze de Churchill emprestado pela Inglaterra à Casa Branca e que ocupava um lugar de destaque no Gabinete Oval, a explicação extra-oficial foi que “o avô de Obama havia sido torturado durante a supressão ordenada por Churchill da rebelião anti-colonialista dos Mau-Mau no Quênia”.


 


Mas como explicar a relativa frieza com que o premier britânico Gordon Brown foi recebido durante sua primeira visita oficial a Obama?  Nada de banquete de Estado, nem conferência conjunta de imprensa.  E em troca da primeira edição da biografia de sete volumes de Churchill escrita por Sir Martin Gilbert, e do porta-caneta feito da madeira de um navio anti-escravagista britânico, presenteados a Obama, Brown recebeu 25 DVDs de filmes americanos, incompatíveis com o sistema PAL da Inglaterra…Desde que Bashir Assad assumiu a presidência da Síria em 2000, seu regime contribuiu para o assassinato de milhares de soldados americanos e de aliados dos EUA.  Assad permitiu que o território sírio fosse usado como principal porta de entrada de terroristas islamistas para o Iraque, de mísseis e armamentos para o Hizbolah no Líbano (até mesmo depois da guerra de 2006, em violação à resolução 1701 da ONU patrocinada pelos EUA), e como santuário para a liderança do Hamas e outras organizações terroristas. Poucos duvidam que os serviços de inteligência da Síria planejaram e executaram o atentado que causou a morte do ex-primeiro-ministro libanês, pró-americano, Rafik Hariri e que continuam a interferir na política interna do Líbano. 

Mas quem disse que o crime não compensa?  Apesar das repetidas declarações públicas de Assad de que não romperá com o Irã, Obama decidiu por fim à política de isolamento da Síria.  Seu aliado e chefe da comissão de relações exteriores do senado foi a Damasco e voltou proclamando que “Assad está pronto para fazer a paz com Israel”. Sua secretária de estado encontrou-se com o ministro do exterior sírio no Egito e enviou dois altos diplomatas a Damasco para “discussões”.  E nessa semana, com o encorajamento dos EUA, teve lugar uma primeira mini-reunião de cúpula em anos entre os líderes da Arábia Saudita, Egito e Síria.

Tenho um amigo com bons contatos na Casa Branca (foi, desde o início, um dos grandes contribuintes para a campanha de Obama). Perguntei-lhe qual a explicação para o novo approach.  No mesmo dia veio a resposta: a recepção a Brown foi preparada por “funcionários subalternos inexperientes”, mas a reaproximação com a Síria é parte de um “deliberado realinhamento de forças no Oriente Médio”.  Quis saber se Assad será pago “em moeda [territorial] israelense ou moeda [política e econômica] americana”, mas há três dias não recebo resposta.  O que não deixa de ser uma resposta.

 
 

REI DAVID NA TV AMERICANA

O jovem Rei David, Rei Saul, Golias e os seus companheiros vão se reunir novamente numa nova série para a TV. "Kings", que transportará o drama bíblico para um cenário contemporâneo com toques de sci-fi (ficção cientifica) estreará na rede NBC às 20:00 horas de domingo – os programas semanais subseqüentes terão início no dia  22 março. Michael Green que é o seu criador e produtor executivo, e cuja mãe é israelense, disse que a idéia para esta série já o acompanha há vários anos, desde uma viagem a Jerusalém.


Imagem do Rei David.

Ele escreveu o piloto, enquanto trabalhava na série "Heroes" da NBC. "Kings" será apresentado na época atual num reino chamado Gilboa, cuja opulenta capital, Shiloh, se assemelha muito a uma Nova Iorque muito mais limpa e que é governada por Silas Benjamin, que é um poderoso rei e interpretado por Ian McShane. Quando o filho do rei, Jack, é preso como refém por um exército inimigo, ele é salvo por um jovem soldado chamado David Shepherd, interpretado pelo ator australiano Chris Egan, o qual se tornou instantaneamente um favorito da mídia. Green escreveu o piloto durante a administração Bush e os telespectadores podem perceber algumas semelhanças políticas nas lutas pelo poder na corte do Rei Benjamin, incluindo cenas de influências por trás dos bastidores de poderosas corporações e a mudança, muito esperada, do antigo para o novo Rei. Green adverte, no entanto, para esta alegoria não ser levada de forma demasiadamente literal.


 
 

PRESSÕES POR SHALIT

Centenas de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira em frente à residência do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em Jerusalém para exigir a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por três milícias palestinas em junho de 2006. Os manifestantes bloquearam a via de acesso à residência do chefe de Governo, em frente à qual os pais de Shalit se instalaram esta semana em uma tenda de campanha para pressionar Olmert a fechar um pacto com o Hamas para a libertação de seu filho antes da formação de um novo Executivo.


Centenas de pessoas foram pela manhã ao local para expressar seu apoio à família, gritando palavras de ordem como "Olmert, você fez uma promessa: cumpra-a", informa a versão digital do jornal "Yedioth Ahronoth". As negociações com o movimento islamita Hamas realizadas por Israel com a mediação do Egito foram impulsionadas nas últimas semanas, nas quais o enviado especial de Olmert, Ofer Dekel, viajou constantemente ao Cairo.


 
 

JAMAIS ESQUECEREMOS

Líderes religiosos de Israel pediram na quinta-feira ao papa Bento XVI que faça do Holocausto um tema de estudo obrigatório em colégios católicos, pois isso poderia ajudar a combater o antissemitismo nas futuras gerações. Os dois lados retomaram um diálogo que havia sido interrompido devido ao caso de um bispo que nega o Holocausto, o que deixou as relações judaico-católicas em seu pior momento do último meio século. Os israelenses também pediram ao Vaticano que adote uma posição firme contra um esboço de declaração a ser levado a uma conferência da ONU sobre o racismo em abril. Alguns países dizem que a declaração será hostil a Israel. "Permita-nos sugerir à sua consideração que a compreensão da história e moral da Shoah (Holocausto, em hebraico) se tornem um tema exigido para inclusão no currículo de estudantes de todas as escolas católicas do mundo inteiro", disse o rabino-chefe de Haifa, Shear Yashuv Cohen, durante a reunião no Vaticano. Ele acrescentou que isso iria "reforçar sua forte posição contra a negação do Holocausto e pela declaração do antissemitismo como um pecado contra Deus".


O Papa e o rabino de Haifa.


 
 

CRIANÇAS DE SDEROT

Um ano atrás, quando foguetes do Hamas partindo de Gaza choviam quase diariamente sobre Sderot, no sul de Israel, o presidente do Fundo Nacional Judaico(KKL), Stanley M. Chesley, estava numa visita de solidariedade aqui e notou que não havia crianças brincando fora de casa. Era perigoso demais. Chesley, um advogado de Ohio, decidiu que alguma coisa precisava ser feita, e teve uma ideia. "Esses garotos não podem ir a um parque, então vamos construir um parque fechado onde eles possam ir", ele disse a seu colega Russell F. Robinson, diretor executivo do fundo. Foi assim que um "bunker de recreação", de quase 2.000 metros quadrados, nasceu e foi inaugurado nesta semana no setor industrial da cidade. Ele tem um pequeno campo de futebol interno, videogames, sala de espelhos, uma parede de escaladas, salas para comemorações de aniversário e US$ 1,5 milhão de aço reforçado.

Israel foi à guerra em dezembro para acabar com os foguetes, e embora tenha castigado Gaza durante três semanas, matando cerca de 1.300 pessoas e destruindo centenas de edifícios, os ataques não pararam. Na terça-feira, cinco caíram em torno da área de Sderot. Desde o fim da guerra, em 18 de janeiro, cerca de 160 projéteis, incluindo nove de longo alcance, foram lançados de Gaza contra Israel.

Agora, protegidas, as crianças de Sderot têm um lugar seguro para brincar. A reforma do local, um armazém têxtil abandonado, custou US$ 5 milhões ao Fundo Nacional Judaico(KKL). Um carrossel, que fazia parte do projeto original, teve de ser abandonado porque poderia expor as crianças ao risco de ficarem desabrigadas. (NYT)


 
 

FILME DA VIDA EM GAZA E SDEROT

Um documentário sobre a vida dos moradores de Gaza e de Sderot foi indicada como candidata a um Emmy Internacional. O documentário pela internet "Gaza-Sderot, A Vida Apesar de Tudo", uma produção conjunta francesa, israelense e palestina, foi indicada na categoria de mídia digital e irá competir com outros projetos produzidos pela Al-Jazeera, BBC e do Discovery Channel, informou a Ynet. A série de filmes de dois minutos documenta a vida dos que moram em Gaza e em Sderot através de seis pessoas das duas áreas. Eles serão apresentados pelo website da rede de televisão européia ARTE. A série foi filmada antes do início da ofensiva militar de Israel em Gaza em dezembro. Os produtores nas próximas duas semanas planejam acrescentar cenas de Gaza depois da ofensiva, conforme informa a Ynet.


 
 

EVENTOS SOCIAIS



Realizou-se a missão dos Amigos do Likud da América em Israel, presidida pelo colaborador da” Notícias da Rua Judaica”, Dr. Julio Messer. Os convidados para este encontro foram: o deputado Benny Begin, Dan Seaman (porta-voz do min. do ext.), Ketzele (lider do partido National Union), Effie Eitam (ex-general das tropas no Líbano, ex-chefe do partido nacional religioso, e atual membro não eleito do Likud), o deputado Dan Meridor, Yoram Ettinger (ex-consul israelense em Houston, líder do projeto demográfico que contradisse COM DADOS REAIS os pessimistas da esquerda), Ehud Danoch (ex-consul israelense em Los Angeles e ex-chief of staff do min. do exterior Silvan Shalom), Uzi Landau (numero 2 no partido do Lieberman), a deputada Limor Livnat, Dore Gold (ex-embaixador israelense na ONU e possível futuro embaixador em Washington), Philippe Karsanty (Frances que expôs a farsa do caso al-Dura, que causou tanto mal a imagem de Israel durante a 2a intifada), Gideon Saar (que esta negociando a formação da coalizão do Bibi), o deputado Gilad Erdan, a nova deputada Tzipi Hotovely, o deputado Yuli Edelstein, o provável novo ministro da defesa Moshe Yaalon, o provável chefe de hazbarah do primeiro ministro Ron Dermer.



EVENTO FIERJ E AMIGOS DE ISRAEL
O Embaixador Giora Becher e sua esposa Raquel foram recepcionados pela FIERJ num encontro com a liderança da comunidade, realizado na residencia do advogado Ary Bergher. Numa outra recepção, o casal foi homenageado pelos “Amigos de Israel” na residencia dos ativistas Max e Ida Paskin.




















 

 
 
 


Betty G. Steinberg, baseando-se no texto “Jean Paul Sartre, Anti-Semitismo e Identidade Judaica”, capítulo 4 do livro Crisis, Covenant & Criativity, do Rabino Nathan Lopes Cardozo (Jerusalem: Urim Publications, 2005), ao comentar o artigo “Sartre do Hamas” de Diogo Mainardi, afirmou ter Sartre uma “definição de judeu… como um grupo de indivíduos cujo único traço em comum é a hostilidade […] cessado o anti-semitismo, o judeu, segundo Sartre, deixa de existir […]”. Trata-se de uma simplificação dos conceitos de Sartre em Reflexões sobre a questão judaica, libelo contra o anti-semitismo escrito sem nenhuma consulta a livros judaicos, logo após a Libertação, e onde ele não pretendia definir o judeu e sim o anti-semita (o ensaio foi traduzido em alguns países como Retrato do anti-semita). Ao escrever que o judeu inautêntico é definido pelo antissemitismo, Sartre passou a ser sistematicamente criticado como um ignorante que nega realidade concreta ao judeu. Essa crítica foi reforçada pela ingênua autocrítica que Sartre fez junto ao equivocado Benny Lévy nas Entretiens de 1980; nessas mesmas entrevistas, porém, o filósofo demonstrava vasto conhecimento da realidade do judeu, ainda mais depois de sua longa amizade com Claude Lanzmann e Ely Ben-Gal (esta registrada em Mardi chez Sartre, Un Hébreu à Paris, 1967-1980) e da adoção, em 1965, de Arlette Elkaïm, judia franco-argelina, como sua filha, única herdeira e administradora de seu legado literário. Hoje é moda destruir Sartre. Gilbet Joseph, em Une si douce Occupation; a estudiosa alemã Ingrid Galster, em Sartre et les juifs; Enzo Traverso, em L’Histoire déchirée, entre tantos autores atuais, atacam o filósofo como um “omisso” durante a Ocupação e o Holocausto. Esta tese é facilitada pela incompreensão geral da filosofia existencialista e pela escalada mundial do antissemitismo. Mas é preciso combater essa tendência revisionista. Sartre escreveu as peças antinazistas Bariona e As moscas; e o roteiro Resistence, que denuncia a deportação dos judeus franceses não depois da Libertação, mas dentro do Stalag 12 D, como prisioneiro de guerra dos alemães, e na Paris ocupada pelos nazistas, sendo um dos raros intelectuais de esquerda a defender Israel desde 1948, quando criticou a política britânica de retirar-se da Palestina expondo os judeus a ataques armados dos árabes, sustentando ser preciso liberar a venda de armas aos israelenses para que pudessem defender-se (citado em Visita a Israel, 1967); até seu último livro político: On a raison de se révolter (1974), onde coloca o dever moral da esquerda de apoiar nos conflitos do Oriente Médio uma minoria (judaica) ameaçada por uma maioria (árabe), desejosa de lançar aquela ao mar.
Luiz Nazario

Caro Osias, O pessoal que trabalha em marketing sabe muito bem que a mudanca de habito e uma tarefa muito dificil.  A pessoa esta acostumada a assistir a um determinado canal ou programa de televisao, ou comprar um determinado produto acaba fazendo isso por habito. Vamos ver o que o judaismo diz a respeito: O Rabino Israel Salanter,  o pai do movimento etico judaico, criou em 1848 a primeira comunidade etica onde eram estudados textos eticos e condutas a serem  tomada na vida diaria.  Mas o que este sabio judeu tem a ver com o assunto? Rabbi Salanter afirmou que o ESTRONDO MAIS ALTO DO MUNDO E O PROVOCADO PELA MUDANCA DE UM HABITO. Antes da era do marketing ele ja sabia das coisas... e este habito milenar de perseguicao ao judaismo e aos judeus esta  arraigado ha  tanto  tempo principalmente pelas acoes  das igrejas cristas, notadamente a catolica.  Mesmo no Brasil a acao integralista de cunho facista teve inicio com a federacao operaria catolica cearense, tutelada pela propria igreja catolica, a juventude operaria catolica e a liga eleitoral catolica e foi do Ceara o estado de onde veio  o virulento anti-semitismo  de Gustavo Barroso.(1).  Entao esse habito e muito dificil de ser mudado. Apesar dos esforcos  do vaticano  II, Papa Joao XXIII, os movimentos evangelicos, etc nao passa um so dia sem aparecer um comentario de um padre ou bispo anti-semita ou negando o holocausto, um movimento para beatificar ou canonizar pessoas com possivel culpa no cartorio e assim por diante. So que hoje contando com o  aparente apoio da propria Igreja. Com a confirmacao da visita do Papa a Israel esse movimento nao seria muito amigavel. Parece que as coisas estao tomando um rumo mais correto nos ultimos dias, com o Papa lamentando o erro na conducao do caso do bispo Willians e recebendo nessa ultima semana no Vaticano uma delegacao de proeminentes rabinos onde afirmou seu profundo comprometimento com o relacionamento entre catolicos e judeus. Mas para esse combate intenso deve haver um planejamento geral englobando cada uma das areas envolvidas. Em cada uma das areas temos dezenas de pessoas capacitadas incluindo nao so na comunidade mas inumeros profissionais amigos que nos apoiam. Esse planejamento deve envolver toda  a estrutura da comunidade judaica, inclusive as escolas. Esse grupo deveria organizar banco de dados, preparar e  indicar palestrantes e solicitar trabalhos, com
isso otimizando muito o trabalho dos profissionais da midia. Eu acredito que o executivo mais indicado para organizar todo esse processo  e voce Ozias junto com um STAFF especialmente escolhido para suporta-lo . Isso tudo com a participacao dos leitores que pela sua vivencia e conhecimento podem ajudar bastante.  Alias ate eu mudaria um proverbio: hoje em dia o proverbio nao seria mais O HABITO FAZ O MONGE  e sim E O MONGE QUE FAZ O HABITO. Abracos,
fontes : (1) - livro Anaue, os camisas verdes no poder - editado em Fortaleza em 1986 - Universidade Federal do Ceara. (2) Eu como presidente do grupo universitario hebraico em Sao Paulo e nacional tive uma atividade intensa com as federacoes judaicas e posteriormente como conselheiro da ARI, em dois periodos, sei da importancia do papel dessas entidades estruturadas   em todo o processo.
Jack Bisker - Kfar Saba - Israel.

O Bernie Maddof das Artes
Mas e’ um artista, heim? Quantas vezes usamos esta expressao quando nos deparamos com um vigarista…no entanto nao temos uma expressao para descrever um vigarista travestido de artista, nao e’ mesmo?
Bernie Maddorf hoje foi a corte se confessar culpado do crime de estelionato. Saiu de la’ para a cadeia onde aguardara’ a sua sentenca. Impossivel  contar quantas vitimas ele fez, mas a maior delas, foi a comunidade Judaica de Nova Iorque que teve as suas instituicoes de caridade dizimadas.
Ontem(11/03), os leitores do O Globo, atraves de um artigo de Ali Kamel, tomaram conhecimento de uma instalacao de um artista nascido em Israel, criado na Franca e que hoje mora em Viena. Seu nome e’ Michael Blum e a obra em exibicao e’ Exodus 2048 numa cruel alusao ao navio usado para o transporte de refugiados da II Guerra Mundial, Judeus da Europa, para  Israel antes da partilha da terra entre Arabes e Judeus. O trabalho e’ a sua narrativa da destruicao do Estado Judeu a partir de um sentimento de culpa dos seus habitantes.
Estamos aqui tratando de dois criminosos: Bernie Maddof queria o sucesso, a adulacao, o acesso aos exclusivos country clubs de Palm Beach e racionalizou o seu crime.” Nao queria disapontar os seus investidores durante a recessao de 1992”. Michael Blum para conseguir ser aceito no clube dos artistas europeus cometeu o crime de difamacao. Como qualquer outro anti-semita, desconfortavel dentro de sua propria pele e com os seus proprios defeitos, achou um elemento enfraquecido dentre a comunidade das nacoes como objeto do seu abuso. O primeiro sera’ punido pela lei. O Segundo tera’ seu nome arquivado junto aos elementos usados na elaboracao de sua obra: no lixo.
Betty G. Steinberg-Greenwich, Ct-EUA

Prezado Sr. Osias Wurman! o motivo desse e-mail é para agradecer pelo informativo que foi enviado diretamente para meu e-mail, sou admirador da Cultura Judaica, de Israel e do País, de vez em quando acesso sites judaicos, grato pela atenção dispensada.
um abraço.
Oscar de Menezes Neto

Prezado Sr. Osias Wurman, Shalom, Informo-lhe que tenho dificuldades na leitura do Noticias da Rua Judaica, pois, ha um corte nos finais do texto, creio que pode ser a margen, favor verificar, quero continuar lendo este noticiario que para mim, é de grande importancia. Shabat Shalom.
Conceicao Braga- Jerusalem – Israel
N.R.-O problema é da diferença do idioma. Agora a Rua Judaica pode ser acessada pelo site : www.ruajudaica.com

Duas notas ao pe' da pagina:
1) A maior parte dos israelenses nao e' a favor de dois estados para dois povos!. O plano de partilha de 1947 nao incluiu nenhum povo palestino (o qual jamais existiu) e sim os arabes residentes nas linhas de Israel antes da Guerra dos 6 Dias.  A faixa de Gaza e' e sera' historicamente egipcia.  O finado Beiguin cometeu erro crasso quando nao exigiu do Saadat a sua devolucao juntamente com o Sinai.  A Banda Ocidental do Rio Jordao e' parte da Jordania(ou seria esta parte da Banda Oriental?). O astuto Rei Hussein abriu mao desta regiao nos idos de 1980 (Infisal\ Desligamento) deixando este rabo-de-foguete aqui conosco e se falasse portugues tambem  diria " Te esconjuro".A  fabula  de que a maioria dos judeus e arabes optam pela solucao de "dois estados para dois povos " aqui neste rincao nao passa de uma  reles esparrela e ha muito perdeu sua legitimitade.
2) Foi emocionante a competicao de nossos  franzinos tenistas contra os latagoes suecos.  Os olhos ficaram marejados quando o Harel Levy ( por sinal amigo do peito do Guga!) deu fecho de ouro a contenda.  As manifestacoes esquerdistas-fascistas-islamicas-anti-semitas fora do estadio condimentaram  esta historica/histerica vitoria. E' vox populi o fato da Europa estar islamizando-se a olhos vistos. Na Holanda "amiga do povo judeu" 1 entre cada 6 habitantes ja e' adepto de Allah. A Belgica e a Franca nao deixam a desejar. A metamorfose que transformara' a Europa em Eurabia ja' esta' a ganhar corpo. E' claro que a culpa  por este status quo ser'a sempre dos judeus, conforme  pregaram os nazistas no passado e pregam hoje os seus seguidores Mahmoud Abass, Ismail Hanyia  e  corja.
Isy Borensztajn(Schekenyia - o lugar mais bonito de Israel)

Na foto de leitor abaixo a prova de que segmentos no Brasil já estão infiltrados.......

Olá Osias, Estive em Israel e lá conheci a companhia de dança e teatro maravilhosa de Inbaal Pinto e Avshalom Polack. Gostaria de falar com vc sobre e sobre a possibilidade de trazer eles para o Brasil muito obrigado pela sua atenção e espero que a sua resposta venha logo um grande abraço
Samy David

Osias, Parabéns pelo seu incansável trabalho à frente da Rua Judaica. Sobre o artigo do Michel, ele vai realmente ao ponto do que tem acontecido por aqui no Hillel. A cada semana, aumenta o número de jovens interessados no debate sobre a atual sociedade israelense. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto que fizemos com a Rua Judaica e com o apoio dos patrocinadores e do respeitável público.
Bruno Bondarovsky.-Diretor Executivo-Hillel Rio

Recentemente me tornei assinante da revista "Isto É" por conta de promoção do cartão de meu banco. Logo me arrependi pois a revista tem nitidas tendencias contra Israel e o Povo Judeu. Além de artigos mordentes como o do "colaborador" Leonardo Attuch,a revista publicou em pelo menos 4 exemplares seguidos,apenas cartas de leitores detratando ou condenando Israel ,e NENHUMA a favor! Tentei mandar varias para a seção de cartas e todas voltaram.Deixo claro que não gosto de guerras ,pois os palestinos são seres humanos como todos nós,mas terrorismo tem que ser combatido da mesma forma que fazemos omeletes,ou seja,quebrando os ovos.E a revista só apoia os que nos condenam. Vocês me desculpem,não sou de mandar emails a torto e a direito,mas fica dificil aceitar nos tempos de hoje,o movimento grotesco e injusto que alguns setores da imprensa tomam.O lançamento de centenas de mísseis palestinos contra Israel com intuito claramente assassino ou não é considerado ou é mencionado bem "ocultadamente" na imprensa tendenciosa e na minha opinião,marrom. Por favor divulguem por toda a comunidade o grande mal que revistas do tipo Isto É (que devia ser chamada de Já Era) fazem e as evitem.Estou tentando enviar esta mensagem também à propria revista,quem sabe funciona.mas todos vocês estão em cópias ocultas.
Me desculpando mais uma vez e abraços a todos,
Nolan Leve

Shalom, Nunca houve e nem haverá um povo, uma Nação tão singular, como a Nação judaica. O povo judeu é a luz que emana do Eterno para o mundo. Eles são a carta Magna de D´us as Nações. Que que o Eterno vós continue abençoando. Pois Israel é a menina de seus olhos. Shalom.
EDUARDO MATIAS SALES-GUAXUPÉ-MG

Caro Osias, gostaria de falar um pouco sobre como o judaísmo "original", sem alterações e interpretações fala a respeito da cremação. A resposta abaixo, sobre cremação, foi dada pelo Rabino Chaim Passy, da Yeshivá de Cotia, em São Paulo (do Rabino Raphael Shammah). O judaísmo considera corpo e alma como entidades que permanecem interligadas mesmo após o falecimento. O processo de “desligamento” do corpo não é imediato. Após o momento da morte, a alma continua em contato com o corpo, e ainda compartilha de todas as suas sensações. Consta do Talmud: “O enterro não é para o bem dos vivos, mas sim para os mortos.” (Sanhedrin 47 a). Por isso também não devemos desrespeitar, mutilar ou tirar qualquer proveito de um corpo humano, para não causar dor àquela alma. Ao enterrar estamos praticando uma mitzvá baseada no que D’us disse a Adam: “Retornarás ao solo, pois é do solo que foste feito.” (Bereshit 3:19). Acreditamos que o corpo passa por um processo de purificação ao ser enterrado, e ali descansará até que se cumpra um dos princípios da fé judaica, que é a “Ressurreição dos Mortos.” A tradição judaica registra que, ao ser enterrado conforme a lei judaica, um único osso na parte posterior do pescoço jamais se decompõe. É a partir do chamado osso “Luz” que o corpo humano será reconstituído no futuro, na Era Messiânica. Com a cremação, este importante osso seria destruído. Se nos tempos antigos o famoso provérbio médico enfatizava: “Mente sã em corpo são” para uma vida saudável, no judaísmo isso se aplica também após o falecimento. 
Fernando Bisker

Àqueles que desejam ser cremados, já que não crêem na ressurreição da alma e/ou na sacralidade e inviolabilidade do corpo humano vai aqui, como médica, uma pequena sugestão:  simplesmente doem seus órgãos para transplante ou seu corpo para estudo anatômico. É muito mais útil. A título de curiosidade é bom que se saiba que a cremação não destrói imediatamente todos os tecidos. É preciso moer os remanescentes corporais (ossos,cabelo,etc...),no intuito de compactá-los para que ,aí sim,caibam em um recipiente ( Hitler iria adorar esse método e pode ser associado com um número tatuado). Concordemos que também não é muito animador.Isto posto,imaginem uma cerimônia de lançamento de cinzas onde ,sei lá,pode bater um vento e irem parar no olho do mendigo ou no penteado da sua cunhada.Sérios riscos.Podem ,também ser derrubadas de algum lugar pelo gatinho da casa ou pelo novo bebê da família.Para que ser esdrúxulo no momento final?Afinal, se se trata apenas  de um corpo inerme, um receptáculo para a alma ou anima, que diferença faz ser enterrado de acordo com as tradições  judaicas? Para feri-las?   .Temos assuntos muitos mais importantes para preocupar-nos do que vaidades de além vida como, por exemplo, o perigo que vem de dentro, o Holocausto silencioso; a assimilação que, aliás, tem tudo a ver com esse tipo de discussão. Cautelosos devemos ser.Excessos de "Co Exist  fatalmente levará a" No Exist ".
Ethel Wolosker Guerstein.

Osias, Segue um texto sobre a aceitabilidade da cremação por uma perspectiva religiosa, seja ela qual for, e acredito que isso pode ser de seu interesse e de leitores. Abraço.

SOBRE A CREMAÇÃO
É consenso no judaísmo como também na ampla sociedade civilizada a premissa de que respeitar o falecido e enobrecer a humanidade são os valores presentes em qualquer que seja o ritual funerário. Até porque, ao ignorar motivos religiosos e metafísicos, não fossem estes valores nenhum ritual faria sentido uma vez que o homenageado já faleceu.  Também não há quem duvide que o ritual escolhido pelo judaísmo histórico com o objetivo de trazer estes valores à prática sempre foi o enterro. Entretanto, em tempos quando as tradições não são valorizadas o sufiiciente para moldar escolhas de pessoas consideradas ‘livre-pensantes’ devemos debater a aceitabilidade da prática da cremação pelo judaísmo com redobrada honestidade, sem necessariamente confrontá-la com o milenar costume judaico. Encontramos a prática do ritual da cremação em outras culturas orientais, igualmente milenárias, a fim de respeitar os mortos indo de acordo com suas crenças, não na ressureição como no judaísmo, mas sim em reencarnações - a alma só poderia se desprender do corpo quando este deixa de existir. Aqui fica uma pergunta: quais seriam os valores presentes na prática da cremação feita no ocidente? Em artigo publicado na última edição da NRJ, o rabino reformista Samuel M. Stahl listou algumas eventuais motivações pessoais para a prática da cremação: 1 – aversão a idéia da decomposição lenta no solo; 2 – Consciência ambiental do desperdício de terras em cemitérios; 3 – é bem mais barato que o enterro. O judaísmo, no entanto, enxerga que, pelo menos em um momento tão importante, meio-ambiente como o dinheiro deveriam estar a serviço do homem e não o contrário. Embora devem existir outros motivos e variações destes listados, Stahl é honesto e acerta em cheio ao não oferecer algum motivo que eleva o valor do ser humano nesta prática.  Sem entrar no frequente dilema rabínico nos casos onde há uma vontade pré-manifestada do falecido em favor da cremação, a vontade de alguém com relação ao ritual funerário a ser aplicado em seu corpo mostra, em vários aspectos, como ele gostaria de tratar os que já partiram. Por este prisma podemos analisar esta importante mudança que vem acontecendo em nossa sociedade – a troca do enterro pela cremação.  Não é de hoje que há uma tendência em nossa sociedade de tentar escapar da morte. Se procura fazer o ritual com rapidez, o que é um sinônimo da “aversão a decomposição lenta”, tudo para que não sobrem vestígios de morte em nossa consciência fingindo que ela em suas diferentes aparições não faz parte de nossa vida. A escolha pela cremação é, talvez, o mais claro sintoma de um problema maior – que é sua verdadeira motivação, a vontade de escapar da morte como se isso fosse possível.  Enquanto isso, o judaísmo quer engrandecer o ser humano em sua vida e em sua morte. Tal qual o felicita em seu nascimento, chora por sua partida. Em sua juventude participa da comemoração de seus marcos e depois amadurece a contemplação de sua falta – que deve ser feita sem exageros e em dose medida - ao celebrar aniversários de falecimento. Pois acreditamos que a passagem do ser humano na Terra é um evento da maior importância, predestinada e com um objetivo maior. “Do pó viestes e ao pó voltareis” disse o sábio Rei Salomão. Saber que não vivemos neste mundo desde e até sempre é importante para apreciar a vida enquanto aqui estamos.
Iossi KATRI-Rabbinical Centre of Europe (RCE) -Manager of 'Assistance and Support' Dept.-Jerusalém  - ISRAEL

Sobre o assunto ¨cremação¨abordado ,gostaria de lembrar que no judaísmo o corpo é sagrado por ser a casa da alma,onde a alma está,enquanto o ser estiver vivo.O corpo é tão ou mais sagrado que a alma por esse fato.
Regina E.Lapchik Chanin (Porto Alegre-RS)

Osias, Estou indignada com tanta injistica e desinformacao com o nosso povo e a terra de Israel. Quero me colocar a disposicao sua e da FIERJ, para ajudar naquilo que for preciso. Mande-me noticias, caso precise de mim.Abracos
Merisa Bennesby

caro amigo,recebo sua coluna quase sempre,estou em seu mailing e sou da comunidade judaica de Niterói. ontem a caminho das festividades de purim me deparei com uma situação um pouco sinistra ao entrar em uma banca de jornal no centro do rio de janeiro no largo da carioca ,bem atraz do edificio central na avenida rio branco 156 conforme descrevem as fotos ,uma banca de jornais que oferece farto material anti-semita (na minha opinião de judeu) como dvd e revistas ,escancaradas sem o minimo pudor ,e algumas em que relatam a 2 guerra mundial ,mas ao lado no canto superior do dvd pode-se ver uma estrela de davi tançada com arame farpado,mas aquele dvd nada tem com campos de nazistas ou  locais por onde nosso povo passou,ou seja acredito que seja simplismente uma declaração de afronta ,colocando em suas capas de video nossa estrala de DAVID amordaçada com arame farpado ,como perdi o email da fierj e da conib , encontrei o seu na minha lista e por isso se possivel encaminhar a quem de direito ,o dono da banda se chama walter ele ficou muito assustado com o fato de eu mesmo conhecendo ele e ja tendo avisado ao filho anteriormente  nao vender e nao fazer apologia a isto ficou indignidao com o fato de eu estar filmando e fotografando ,alegando que ele tinha todo direito de fazer aquilo e que eu nao gostasse que reclamasse com a produtora.Bom se alguém vende tanta quantidade  de titulos como esse ,possivelmente  e porque tem mercado ,infelizmente nao pude gravar as ofensas que ele fez contra mim já que ele  de fato sabe que sou judeu e que me sentia mal com a presença de tanto material anti-semita em seu estabelecimento ao fato de ter ele mesmo se referido a mim como um judeu de merda ,como ele mesmo declarou ,infelizmente os que la dentro estavam  se indignaram ,mas como poderia eu ir ate a cabine da PM que fica a menos de  20 metros de sua banca se  possivelmente a propria PM que la esta poderia dar proteção a ele ,e ao procurar uma reposter da rede globo que la perto estava gravando algo ,não deu interesse neste fato que eu relatei A IMAGEM 16 MOSTRA QUAL E A BANCA DE JORNAL,MAS ELES SAO EM 3 BANCAS TODAS DA MESMA FAMILIA AS QUE FICAM NESTA QUADRA
Henrique P.

Olá, meu nome é Yossi Arbatman. Leia meus artigos na Internet, escrevendo "Yossi Arbatman. Eu escrevo em espanhol, italiano e portugues.Colaboro com jornais e revistas e também com a senhora deputada Pilar Rahola.Si você aceitar-me como trabalhar com você. Meu estilo é semi-séria com a particularidade de usar humor nas coisas serias.Siempre final meus artigos com uma história e uma moraleja.Esperando sua resposta! JAG SAMEAJ Purim !!!!! . Meu nome?
Yossi Arbatman de Jerusalem, Israel ..

em meio a uma materia de pagina inteira, no caderno Metropole ( Estadão 9-3-09), sobre um assalto a predios em Sampa,esta' a seguinte frase:"Oito bandidos foram capturados -- um vestia a camisa do grupo
palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, com a frase Resistencia Islamica, em ingles".
Taran

Caro Osias, Este link (entre outros assuntos) trata de desmascarar os autores (o “pseudo”-jornalista francês Charles Enderlin e seu cameraman Talal Abou Rahma) daquela reportagem, divulgada pelo canal de televisão francesa France2 (que depois iria colocar todo seu poder para que a verdade não aparecesse), que deu início ao “Affaire Al-Doura (morte encenada do meino Al Doura) e que levaria, entre outros, ao assassinato de Daniel Pearl, no Paquistão.Veja abaixo as notícias. Vale a pena divulgar esse novo “Affaire Dreyfus”.Grande abraço e Chag Purim Sameach,Ps: Var também o site: http://www.m-r.fr/index.php
Olivier

Amiga(o)s, Encaminho abaixo comunicação do lançamento do novo livro do Andrei Winograd (meu filho) Alfabetização Financeira.
www.zonaoculta.com.br
http://br.youtube.com/watch?v=iV6PSHEoMEY
http://br.youtube.com/watch?v=IV6nCbFfEIM
Marilou Winograd

Sem dúvida, Deutshche Welle, lembrou bem, um dos mais abomináveis atentados do terror do Islã radical que ocorreu, estarrecendo o mundo civilizado, em 11 de maorço 2004, Madrid, Espanha, com a chacina de 200 inocentes não-judeus, todos assassinados em nome de Alá e de Maomé na Guerra Santa- Jihad, contra os infieis não-muçulmanos. Enfatize-se que os assassinos de Madrid compõem o Islã Radical que reune amplo circulo de muçulmanos jihadistas, incluindo-se o Hamas, o Hizbola, o Irã xiita de Ahamadinejad, cujo objetivo de primeira grandeza  "varrer Israel do mapa". Óbvio ululante- os trucidadores gente inocente em Madrid são os mesmos que agridem diariamente Israel. Assim, pena, muita pena, que Israel, sociedade israelense, não tenha entendido esse significado um pouco mais profundo do atentado de 11 de março de 2004, para si mesmo, esquecendo-se totalmente da data, que passou totalmente em branco no Estado judeu.- nenhuma manifestação de solidariedade aos assassinados em Madrid, nenhum dos 3 sites da imprensa israelense- Haaretez, Y news, Aurora, lembrou desse pavoroso atentado islamita ( o J. Post deu uma insignificante nota...), e tampouco o governo israelense manifestou a sua solidariedade oa povo espanhol pela passagem do mais terrivel atentado terrorista perpetrado em terras espanholas, relembrando  a necesidade do mundo se unir contra o terror Islã radical e sua Guerra Santa- Jihad islamita, como um sutil recado aos simpatizantes do Islã radical que sairam às ruas a favor do Hamas contra Israel..
Mas Infelizmente,  nada vezes nada se ouviu de Israel.   Como nada tivesse ocorrido em Madrid 11 de março de 2004 contra a humanidade, contra Israel, Estado e povo judeu...Quanta alienação. O Islã radical do Hamas, Hizbolá e Irã xiita agradecem penhorados a essa atitude da sociedade israelense
Depois, a culpa da nossa imagem assim deteriorada é transferida por nós mesmos à mídia internacional, ou a um antissemitismo genético do ser humano.... Ainda há judeus que não sabem por que estamos desse jeito perante à opinião pública internacional....Shalom,
Marx Golgher

Amigos, Acaba de ser lançado meu novo livro, “Alfabetização Financeira”, que ensina tudo o que uma pessoa precisa saber para controlar, de forma inteligente, sua vida econômico-financeira. Não fiz noite de autógrafos para não aborrecer os amigos. Quem tiver interesse pode adquirir esta magnífica obra nas livrarias (Saraiva, Siciliano, FNAC, Travessa) ou diretamente pelo “site” da Editora Novatec (http://www.novatec.com.br/livros/alfabetizacaofinanceira/). Até 31 de março, e somente no “site” da editora, o livro será vendido com 20% de desconto. Informe o código de promoção “ANDREI” (sem aspas) no campo apropriado ao finalizar a compra. E quem perdeu meu primeiro livro, “(F)utilidades: mistérios do dia-a-dia explicados”, poderá sanar essa grave falha em sua formação intelectual no “site” da Matrix Editora (http://www.matrixeditora.com.br/index.php?manufacturers_id=67).
Andrei

Caro Sr. Ozias ,Saudações... Entro em contato com o Sr., por indicação  do Sr. M.G. , como qual venho mantendo contato. Peço desculpas por estar lhe incomodando, sou professora universitária com Mestrado em Direito Internacional e estou escrevendo um artigo acadêmico sobre a propagação do anti- semitismo.
Como o Sr tem  um conhecimento mais aprofundado que o meu nesta área,  gostaria de que o Sr. me repassasse algumas informações pontuais. Se possível:
1) Estou construindo uma linha de agressões ocorridas contra as comunidades judaicas no mundo (profanação de Sinagogas, violação de cemitérios judaicos , de centros comunitários)  enfim contra s comunidades espalhadas pelo mundo.
Eu trabalhava com a hipóteses que de 1945 a 1972 (quando a delegação israelense foi  atacada e chacinada nas Olimpíadas da Alemanha - Munique )
Mas já me informaram que entre este período  (do final da 2. Guerra Mundial ao Ataque à delegação Israelense na Olimpíada não houve diminuição do anti-semitismo). Então precisaria que o Sr. me informasse de eventos que tenham ocorrido desde 1945 até os dias atuais, contra comunidades no mundo...
Já li muito.. mas gostaria que o Sr. me ajudasse a construir esta linha histórica. pra que eu possa continuar minha pesquisa na área jurídica que é minha área de atuação.
2) Se o Sr. sabe de algum  caso de atentado contra comunidades judaicas ou indivíduos que não sendo julgado de forma correta pelos tribunais dos Estados em que  estes eram cidadãos, algum dos caos foi encaminhado á Corte Interamericana dos Direitos Humanos (nas Américas) ou para a Corte Européia de Direitos Humanos .
3) E finalmente, pedi ao Sr. minha inclusão no mailing para o recebimento do Jornal "Notícias da Rua Judaica", mas ainda não fui recebi o mesmo . Houve algum problema com meus dados? Atenciosamente, coloco-me à sua disposição...
Josycler

Estou repassando este email de caráter importantíssimo. Reenvie para o máximo
de amigos e peça a eles que saibam o que está acontecendo na França. Hitler
começou assim. Fiz a tradução do texto enviado pelo Luis e aproveito para sugerir este filme, que apesar de estar em inglês, é fácil de entender
http://www.downundernewslinks.com/2008/09/09/what-islam-is-not/
Ivan Barenboim

Carta publicada no ESTADÃO de 09/03/09 .
Semana passada, mais uma vez um representante da igreja católica meteu-se com o holocausto imposto aos Judeus pelos alemães nazistas durante a Segunda Guerra. Curioso. Há poucos dias, um bispo negou a morte de seis milhões de Judeus, afirmando ser isto um objeto de mera propaganda. Agora, o arcebispo de Olinda e Recife citou o holocausto como um episódio com que "a humanidade inteira está sendo solidária", razão porque ele resolveu chamar a atenção do mundo para o problema do aborto a partir da excomunhão dos envolvidos na decisão pela interrupção da gravidez de uma menina de nove anos, grávida de gêmeos como resultado do estupro do padrasto.

Nós, Judeus, temos sim uma opinião sobre o aborto e ela é conhecida de todo o mundo.  Nada temos a considerar a respeito da excomunhão ter ou não sido justa. É um problema dos católicos.
No entanto, é intrigante o incômodo com que os tais bispos se acham agora no direito de mexer com os nossos mortos nos campos nazistas.
Por que a menção? Configura-se um ciúme em cena? Por acaso é errado a humanidade solidarizar-se com uma das páginas mais negras e patéticas da história? E será solidariedade a atitude ideal ou correta para que aquilo não mais ocorra? No entanto, o que isso tem a ver com o fato de 50 milhões de abortos no mundo a cada ano, sendo 1 milhão no Brasil?  É preciso, sim, que se atraia a atenção do mundo para esta terrível situação social. Mas a minha dúvida, aqui, é por quê tocar no holocausto?
O bispo acusa o mundo de omissão? O que ele teria a dizer sobre as omissões do papa Pio XII?  Ele dispunha da única rádio independente em toda a Europa ocupada durante a II Guerra, porém jamais alçou-se em fazer sequer uma denúncia pública das atrocidades que os nazistas estavam cometendo. Ninguém nas altas esferas do Vaticano superava a germanofilia do Cardeal Eugênio Pacelli. A Alemanha era a sua segunda pátria, o alemão seu outro idioma, e os Hohenzoller, a dinastia lá reinante, os soberanos do seu coração. Ele estava em Munique em 1917 quando nomearam-no arcebispo e núncio, autorizando-o a negociar uma concordata com os bávaros. A seguir, de 1925 a 1929, fixou-se em Berlim, quando então o Papa Pio XI chamou-o à Roma nomeando-o secretário de estado. Anos perigosos e difíceis aqueles, quando a Igreja Católica, indisposta com o liberalismo e inimiga de morte do comunismo, decidiu-se associar-se ao fascismo.
ABRAHAM SHAPIRO

Prezado Jornalista, Fiquei surpreso em ver que não foi publicado uma só linha da homenagem as vitimas do holocausto, realizada na Camara Municipal de São Paulo, no Último Dia dia 05 de março, por iniciativa do vereador Jojji Hato, a pedido da AMISRAEL- Mensajeiro da Paz. Um abraço
Oswaldo Natale

Estimado Osias, Fico feliz por voce estar divulgando as notícias de "Ofertas de Emprego" que tenho lhe enviado. Tenho recebido gratuitamente estas informações e estou repassando gratuitamente tudo o que recebo e espero que vc possa incluir estas infos no seu jornal pois muitos se desesperam por "pensar que não tem
oferta/demanda de trabalho" mas ao contrário, provo que existem sim muitas opções e as envio com prazer na esperança de ajudar a um irmão ou irmã a encontrar seu sustento com dignidade.Um forte abraço
Isac Liberman

ISSO NAO E' PROTESTO, ISSO E' AGRESSAO ISLAMICA DIANTE DE UMA SUBMISSAO RIDICULA AO  CUMPRIMENTO DA LEI E ORDEM. http://www.cnn.com/video/#/video/world/2009/03/07/vo.sweden.anit.israel.demo.tv4
Dave Miami

Estimado Osias, Li ontem no jornal que o deputado Fernando Gabeira esta convocando o chanceler Celso Amorim para explicar o voto do Brasil no Conselho de d.h. da Onu apoiando o presidente Bashir, acusado de genocidio. Estiveram em Cartum para dar apoio ao presidente os presidentes dos parlamentos do Irã e da Siria, e o numero dois do Hamas Moussa Marzuk. Estamos mais uma vez em boa companhia!!!!!!!!abraços,
Nissim Cohen Hallale   

Meus prezados. Estou retransmitindo a mensagem do Prof. Dr. Dani Rudnicki para continuar sua divulgação. Abri apenas o arquivo do Sr. Fábio Konder Comparato, e percebi que esse “intelectual” parece desejar que os EUA e Israel – ou qualquer nação que se preze – sejam privados ou repudiados por usar o direito de se defender contra inimigos que os atacam de forma selvagem ou hedionda. Isso não é anti-americanismo nem anti-semitismo e muito menos anti-sionismo: é o desejo de converter qualquer pessoa que tenha seus mínimos sentimentos ou pensamentos de auto-estima em imbecis completos. Isso revela o desejo de se praticar simultaneamente “limpeza étnica” e “limpeza ética” acusando quem se defende do terrorismo de ser o vilão da estória.
Abraham Zakon

"Shalom" Amigos, Queiram, por favor, ajudar-nos a divulgar este festival, ai na imprensa no Brasil. Visitem o belissimo website do festival em http://www.blumental-festival.org/artistbio.asp?cid=143 Muitos Brasileiros estarao aqui em Maio, aproveitando a inauguracao da rota direta Sao Paulo - Tel Aviv. Portanto, um excelente programa. Obrigado,
Ivo Jacome - ISRAEL

Prezado Osias. Já coloquei o teu site nos favoritos. Ele é muito interessante e inteligente, um amalgama de política, história e variedades. Além disso, ele nos dá alguns argumentos adicionais para combater o antissemitismo, agora disfarçado de anti-israelismo.Um abraço
Mário Epstein-Porto alegre, RS

Querida amiga presidente. Como vc sabe estamos trabalhando na Comissão para o Fortalecimento da Identidade Judaica do Conselho Deliberativo da FIERJ. Seu depoimento sobre o seminario que  assistiu em Israel é importatissimo,para  sabermos como Israel vê a questão . Alem disso  teremos algum modelo  para  estudar,adaptar ao nosso meio,e eventualmente seguir. O artigo sobre Edgar Bronfman ao publicar o livro:-Hope ,not fear(que já adquiri) que saiu na Rua Judaica do amigo Osias foi muito bom,pois pretendemos aproveitar algumas informações  para nosso estudo. Pessoalmente, ideia do Judaismo inclusivo  é muito simpatica,e espero termos algum entendimento na comissão do Fortalecimento da Indentidade JUdaica(FIJ) para desenvolver a ideia,pois sentimos que a comunidade está diminuindo. E pretendemos atingir todos os judeus,de todas vertentes religiosas e até os seculares.E até os afastados.Como? É a grande questão.e seu depoimento é importantíssimo.Abraço afetuoso e fraterno de
Jayme Gudel

B"H
Lembra do Enéas? Pois é, um rabino de Israel disse que para ter toda a brachá possível nesta vida eu teria que me chamar pelo nome judaico. Agora é que ele me fala, depois de tanto marketing encima de "Paulinho", mas rebe é rebe. Decidi fazer um email com esse nome, fui ao hotmail, imaginando que seria o 'pessach2569@hotmail.com' ou algo assim, com milhares de Pessachs na minha frente, e para o meu espanto total, NÃO TINHA NENHUM PESSACH ANTES DE MIM, então consegui registrar simplesmente pessach@hotmail.com  Pasmem.
Por isso doravante utilisarei este email.abraços Pessáchicos
Pessach, aquele que fala.(Ex-Paulinho Rosenbaum)

Caros amigos. Tomei a liberdade de escrever estas linhas após saber pelo Rabino Adi da Yeshivá de Petrópolis que ele precisa saldar um passivo hoje de R$ 60.000,00 que vem se acumulando desde dezembro. Subprime, Madoff, empobrecimento do Yishuv podem ser apontadas como algumas das causas, mas, a meu ver, a assimilação é o núcleo do problema. A um companheiro assimilado pode não alcançar a razão de querer ajudar no fortalecimento ou mesmo na continuidade de seu povo. E o resultado é que o ônus da ajuda acaba recaindo sempre sobre os mesmos, que têm recursos limitados. E justamente a Yeshivá, que é uma das vacinas mais eficazes contra o vírus desta assimilação se torna vítima da cegueira. Ela que produziu alguns dos melhores rabinos do Brasil, Argentina e de outros países, espalhando o orgulho de ser judeu pelo mundo afora, está agora com sua mão aberta esperando outra. Passos concretos podem ser seguidos: 1) Acessar o site www.yeshivapetropolis.org.br e selecionar “DOAÇÕES” se tornando um doador(a) mensal ou depositar no Banco Itaú Ag.0122, CC 08333-0. Dez pessoas contribuindo com R$ 180,00 por mês conseguem manter as despesas básicas de um aluno cuja família não tem como faze-lo. 2) Sensibilizar aquele seu amigo ou parente com capacidade contributiva e que se encontra alheio das necessidades comunitárias a ter o mérito de passar a fazer parte desta nossa corrente. 3) Passar este e-mail para o maior número possível de pessoas . Que D’s nos ajude e que não tenhamos mais este tipo de necessidade com a vinda de Mashiach brevemente em nossos dias. Tenham todos um excelente dia.
Pinchas Kauffmann.


ABSURDO NA UFRJ

Israel: de erro em erro

Para além do ponto de não-retorno


Cláudio Thomás Bornstein*

Uma boa parte dos países da atualidade tem suas origens em guerras, conflitos e disputas. A sua capacidade de sobreviver a longo prazo, implica, no entanto, na superação destes conflitos, no estabelecimento de um equilíbrio geopolítico dentro da região em que estão inseridos. Olhando-se a estratégia de Israel nos últimos 50-60 anos sente-se a falta da busca deste equilíbrio.

 

Qual é o papel geopolítico que Israel acredita lhe ser reservado? Um bastião do ocidente dentro do oriente? Isto é viável? São aproximadamente 6 milhões de judeus contra 104 milhões de árabes, isto contando somente a população dos países limítrofes (Egito, Síria, Líbano e Jordânia) e sem contar os 10 milhões de palestinos espalhados pelo mundo (1,3 milhão vivendo em Israel)? Será que é possível segurar tal disparidade com uma estratégia cujo principal elemento é a supremacia militar? Loucura, delírio, prepotência, fanatismo ou um pouco disto tudo?

Aprofundemos um pouco a questão da estratégia, ou melhor, a ausência desta, focando o povo palestino, pivô da crise atual. Examinando a história da fundação do estado de Israel desde os seus primórdios o que se nota é a inabilidade no estabelecimento de acordos com este povo. Ora, os palestinos deveriam ter desempenhado papel fundamental na implantação do estado de Israel. Afinal eram eles que ocupavam a maior parte da terra. Culpar os palestinos pela impossibilidade de um acordo é um argumento de difícil aceitação uma vez que negociações costumam quase sempre ser possíveis dependendo das condições e das concessões oferecidas.

Houve sim intensa negociação com o Reino Unido no final dos anos 40 que acabou resultando no plano de partição da ONU em 1947, propondo a criação de um estado palestino e um estado judeu. A não aceitação desta partilha pelos palestinos e a guerra de 1948 devem, na minha opinião, ser creditadas a esta negociação por cima, ou seja, à incapacidade de Israel incluir de forma adequada os interesses dos países árabes envolvidos. Este arrogância já transparece nas aliyahs (ondas de imigração) que levaram a proporção de judeus na Palestina a aumentar de 11% em 1922 a 33% no final da Segunda Guerra Mundial. Ou seja, nos meados dos anos quarenta, 1/3 da população da Palestina era constituída de judeus! Como reagiríamos nós brasileiros se a nossa população passasse dos atuais 190 milhões para 250 milhões em cerca de 50 anos com a vinda de 60 milhões de imigrantes? Países liberais como EUA e o Reino Unido não permitiram nem de longe que a onda de imigração atingisse estas proporções por ocasião da Segunda Guerra Mundial, mesmo levando em conta os motivos humanitários.

Que me entendam bem. Não sou contra o movimento das aliyahs que muitas vezes era a única porta ainda aberta para judeus perseguidos e massacrados. O que eu acho sim é que por ocasião da fundação do estado de Israel deveria ter sido levado em conta o imenso preço que os palestinos estavam pagando fazendo-se as correspondentes concessões.

A negociação entre Egito e Israel nos anos 70 mostra que acordos com os árabes são possíveis. Houve a devolução da península do Sinai e, por outro lado, o reconhecimento do estado de Israel. Concessões aos palestinos incluídas neste acordo, no entanto, jamais foram concretizadas.

Por quê?

Olhando-se o desenvolvimento de Israel desde a sua fundação até os tempos atuais parece que a estratégia adotada em relação ao povo palestino foi a da exclusão e expulsão. Estratégia esta que se assemelha a dos colonizadores na América em relação ao aborígene. Qual é, no entanto, a chance desta estratégia funcionar em um Oriente Médio onde os árabes são vasta maioria?

O ideal, na minha opinião, teria sido um estado multirracial em que judeus e palestinos convivessem harmoniosamente. Para que isto fosse possível o processo de ocupação de Israel teria que ter sido diferente, procurando-se desde o início a integração com os palestinos. Infelizmente não foi o que ocorreu.

A impossibilidade deste estado integrado parece ter sido reconhecida pela ONU nos anos 40 levando à proposta de dois estados independentes. Os limites estabelecidos pela ONU em 1947 e de certa forma ratificados no armistício de 1949, após a guerra árabe-israelense, parece ainda hoje fornecer as bases para uma separação em dois estados. Estes limites implicam um recuo considerável de Israel em relação às fronteiras ocupadas atualmente o que se torna cada dia mais difícil devido à lenta mas constante política de ocupação da Cisjordânia. Uma política de reparações e indenizações que facilitasse a instalação de uma nação palestina em muito podia ajudar na tentativa de superação dos conflitos e diferenças e servir de reconhecimento pelos erros cometidos.

Enquanto isto não acontece o que se verifica é uma sucessão de golpes e contragolpes entre árabes e judeus de tal forma confusa e intrincada que não só torna a discussão moral cada vez mais difícil como, pior, cada vez mais remota a possibilidade de um acordo. Aproximamo-nos de um ponto de não retorno em que relações amigáveis e harmoniosas entre Israel e o mundo árabe tornam-se inteiramente inviáveis. Face a uma crise econômica sem precedentes que se avizinha e que certamente levará a um enfraquecimento do papel dos EUA no mundo nem mesmo a estratégia israelense da supremacia militar parece mais fazer sentido. O que resultará daí não é difícil de imaginar.
*Professor da Coppe/UFRJ

10 de Março de 2009
Prof. Claudio Thomás Bornstein-COPPE/Sistemas


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Técnico de Segurança do Trabalho - Jundiá – Alagoas-Experiência como Técnico de Segurança do Trabalho em empresas de gás e óleo. Formação Técnica de Segurança do trabalho completo . Possuir Carteira de Habilitação e Registro e/ou Protocolo no Ministério de Trabalho. Disponibilidade total para viagens, atuação em estações de gás. Vagas para Jundiá - Alagoas
Salário - base R$ 1.669,75 +  30% de periculosidade = R$ 500,93.
Enviar currículo com pretensão salarial para alessandra@elitherh.com.br
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Nível de experiência desejado: Profissional-Período: 40 horas semanais-Duração: permanente-Remuneração Média Mensal: a combinar
Forma de contratação: PJ-Descrição:-Atividades do cargo: atividades de gerência e controle de projetos nas áreas de tecnologia (desenvolvimento de software) e modelagem de estruturas metálicas (ênfase naval). Implementação do PMO (Project Management Office), treinamento de equipes e assessoria aos gestores de diversos departamentos (consultoria interna). Controle de
cronogramas e orçamentos, gerência de escopo, criação de formulários
(templates), confecção de relatórios e back-office com clientes. Levantamento e especificação de processos e rotinas para implementação de manuais e melhorias diversas. Requisitos: Graduação em Engenharia Civil, Mecânica ou Naval com pós-graduação ou certificação em Gerência de Projetos. Experiência mínima de 01 um ano em atividades correlatas. Amplo domínio tecnológico,
incluindo Ms Project e Autocad (2D/3D). Inglês intermediário.
Disponibilidade integral para início imediato. Desejável: experiência nas áreas de construção civil, naval ou em ramo tecnológico. Certificação PMP. Complementam o perfil: capacidade de adaptação a mudanças; dinamismo;
facilidade de comunicação e relacionamento com clientes internos e externos; liderança; excelente apresentação pessoal; redação própria. Nome da empresa: PhDsoft Tecnologia. Home page da empresa: www.phdsoft.com .Cidade: Rio de Janeiro. Estado: RJ
Envio de currículos: cv@phdsoft.com mencionando no assunto do e-mail
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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch,
Jerusalém - Daniela Nelstein, Israel - Beny Schipper
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof