Edição 121 Domingo, 17 de Maio de 2009
 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- Papa encerra visita a Israel e Cisjordânia.

- Egito encontra carregamento maciço de armas para o Hamas na fronteira com Israel.

- A Corte americana condenou o governo palestino a indenizar em 116 milhões de dólares por um ataque do Hamas que matou um casal americano.
- Judeus messiânicos e religiosos ortodoxos entram em choque na cidade de Rehovot-Israel.
- Vídeos antissemitas postados no YouTube por australiano chocam comunidade judaica do país.




Osias Wurman
Jornalista

 

RESULTADO POSITIVO

A visita do Papa Bento XVI ao Oriente Médio, terminada na tarde desta sexta-feira, deixa um grande saldo positivo para as populações visitadas.

Pouco importa se o Papa falou a menos, ou deixou de falar, sobre memórias e recordações do passado.

A mídia corrigirá os esquecimentos e trará as explicações que faltaram.

As imagens que marcaram foram de uma visita papal a uma região que busca viver em paz há 61 anos.

O carinho no encontro com Shimon Peres, presidente de Israel, não deixa duvida sobre o desejo do Papa em manter relações de amizade e fraternidade com o Estado judeu.

Também sua cordial visita ao primeiro-ministro, recém-empossado, Binjamin Netanyahu, desarmou os planos midiáticos dos que desejam demonizar um governo que acaba de assumir, lançando sobre seus ombros a suposta e absurda culpa pela inexistência do Estado palestino.

Alguns membros de organizações religiosas israelenses tentaram boicotar a visita papal, mas foram neutralizados pela ampla maioria da população israelense que aprovou os efeitos da visita. Até anúncios na imprensa de Israel foram publicados por rabinos e instituições da liderança comunitária, com mensagens amistosas em busca de amizade e entendimento.

Quando celebrou missa ao lado do muro defensivo que separa Israel da Cisjordânia, o Papa disse que esta divisão é um forte motivo para o ódio entre os povos. Gostaríamos de ter ouvido do Papa a lembrança de que antes do muro defensivo, ataques covardes e suicidas eram perpetrados, quase que semanalmente, contra civis inocentes em ônibus, restaurantes, danceterias e até salões de festa religiosas. Que após a construção do muro, estes ataques foram totalmente neutralizados.

Salvar vidas é um dos maiores objetivos das religiões judaica e cristã, mas este é apenas um detalhe do que faltou dizer.

O que fica na memória dos que assistiram no mundo inteiro a vista de Bento XVI a Israel e Cisjordânia, é que os lugares santos das três religiões monoteístas, sob administração israelense, permanecem preservados, respeitados e abertos para todos os visitantes. Isto nunca aconteceu até 1967, quando Israel venceu a “Guerra dos Seis Dias” e re-integrou os locais sagrados à sua soberania.

 

 
 

IOM HATZMAUT EM SP

Realizou-se ontem o evento em homenagem ao Iom Hatzmaut, nos 61 anos de Independência de Israel, nos salões da Hebraica de São Paulo. A festa foi promovida pela Embaixada de Israel, Hebraica, CONIB e FISESP. A noite contou com a apresentação de musicas e danças folclóricas israelenses. Nas fotos o presidente da CONIB, Claudio Lottenberg, Embaixador de Israel-Giora Becher, casal Rottemberg da Hebraica e Boris Ber, presidente da FISESP. Na segunda foto o deputado Walter Feldman com o presidente executivo da FISESP.



 
     
 


TZAVAH IN RIO

 

Apoio Especial de:

 

 
 

CLARA ANT NA COMUNIDADE

O salão do Hotel Marriot na Av. Atlantica-RJ, ficou lotado no evento promovido pela FIERJ, presidida por Léa Lozinsky, tendo como convidada a Assessora Especial do Presidente da República, Clara Ant.


O público presente lotou o salão do Marriot em Copacabana

Presentes inúmeros representantes das entidades federadas, lideres comunitários e ilustres convidados. O deputado federal Fernando Gabeira, vereadora Patricia Amorim, ex-deputada estadual Jurema Batista e o representante das religiões de matriz africana, Ivanir dos Santos, prestigiaram o evento.


Os rabinos Sergio Margulies da ARI e Nilton Bonder da CJB fizeram a benção do vinho. Dentre os presentes, Rosane e Sergio Niskier, Suzana Wurman, Léa Lozinski, Gabeira e Patricia Amorim.

Em homenagem ao dia 14 de maio, dia da Independência de Israel, falou Osias Wurman, que representava o presidente da CONIB Claudio Lottenberg. Os dois rabinos presentes, Sergio Margulies e Nilton Bonder, abençoaram o vinho num brinde coletivo pelos 61 anos do Estado de Israel.

Após a explanação de Clara Ant, recordando o envolvimento do Presidente Lula com a comunidade judaica, incluindo a exibição de fotos dos acontecimentos passados, foram feitas perguntas pelo auditório, tendo como mediador o ex-presidente da FIERJ-Sergio Niskier.


Na mesa, Osias Wurman, Clara Ant, Léa Lozinski e Sergio Niskier, ouvindo a fala de Gabeira.

O deputado federal Fernando Gabeira questionou com veemência a indicação pelo governo brasileiro do egípcio Farouk Hosni, um notório antissemita que declarou que queimaria todos os livros em hebraico existentes no Egito, em detrimento de um brasileiro, Marcio Barbosa, que já tinha o apoio de importantes países como México, Argentina, França, Índia, China e os EUA.

Ant declarou não ter dados suficientes para recriminar o egípcio, no que recebeu a promessa do representante da CONIB de que postará pela Internet o vasto relatório das declarações inaceitáveis de Farouk Hosni.

Foram muitas as perguntas sobre a quase-vinda de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, no que Ant considerou um exagero de preocupação da comunidade com a possível presença do iraniano. Acrescentou que a aproximação como o Irã não seria feita às custas do relacionamento tradicional e amigável do Brasil com o Estado de Israel.


 
 

CARTA DE LEITOR : VALTER POMAR


Senhor Osias Wurman
Há vários erros em nota publicada em sua página eletrônica.
A nota diz que "Valter Pomar, membro da direção do PT, vai visitar Ramallah na Cisjordania, com um grupo de petistas, mas recusou convite para visitar Israel. A moeda de Pomar tem um só lado !!!"
Os erros são os seguintes:
1) não se trata de uma "visita" pessoal, mas da participação oficial do PT em uma delegação do Foro de São Paulo, para expressar nossa solidariedade ao povo palestino;
2) não visitamos Ramalla na Cisjordânia, visitamos a Palestina, a convite oficial do Conselho Legislativo Palestino;
3) ao menos desde 2005, a Secretaria de Relações Internacionais do PT nunca recebeu nenhum convite oficial para visitar Israel.
Atenciosamente
Valter Pomar 

Nota da redação: Consultada pela reportagem da Rua Judaica, a Embaixada de Israel em Brasília confirmou que perguntou ao assessor do Sr. Valter Pomar se ele estaria interessado em participar de encontros com autoridades em Israel, e a resposta foi negativa. 


 
 

LAG BAHOMER E O CORTE DE CABELO

Centenas de milhares de judeus reuniram-se na terça-feira passada, no Monte Meron, junto ao túmulo do Sábio Mishnaico Rabino Shimon Bar Yochai, enquando as festividades de Lag Baômer estavam em pleno vapor com música, dança e festa. Cerca de meio milhão de fiéis (450.000) haviam chegado ao local por volta das 6:00 horas na terça-feira, de acordo com informação da Polícia Distrital do Norte, incluindo cerca de 200.000 que chegaram na segunda à noite ao local. Fogueiras que duraram a noite inteira, churrascos de 24 horas e centenas de garotos que se preparam para receber o seu primeiro corte de cabelo foram o foco de alguns dos eventos deste feriado.As fogueiras foram acesas em comemoração a passagem do Rabino Shimon, que foi dito que provocou um incêndio no campo com o seu olhar após a sua saída de uma caverna para se esconder dos ocupantes romanos ocupantes há cerca de 2.000 anos atrás; Os bombeiros de Israel estiveram muito ocupados durante toda a noite apagando 51 incêndios por todo o país.

A tradição de cortar os cachos de meninos na idade de três anos é um ritual que conta séculos de idade e é realizado em Lag Baômer por Chassidims todos os anos neste local na Galiléia. Líderes de numerosas seitas chassídicas fazem suas aparições anuais em Meron em diversas horários durante o dia e vêem para rezarem, abençoarem para os que solicitem, para comemorar junto com os outros judeus e realizar a primeira tesourada honorária do cabelo de meninos.

A cerimônia de corte de cabelo é aquela que marca a ocasião que um garoto é matriculado num  cheder, que é a escola onde vão aprender a Torah. Embora para a maioria dos meninos o corte de cabelo ocorre na idade de três anos, em algumas comunidades chassídicas a idade tradicional é, na realidade, de dois anos, pois se acredita que esta é a fase que se diz que a criança se torna pela primeira vez verdadeiramente consciente da sua identidade religiosa.


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

PAPA POLÍTICO

Antes da chegada do papa Bento XVI a Israel, na semana passada, a expectativa dos especialistas em Vaticano era a de que política ficaria de fora do roteiro. Esperava-se que o chefe da Igreja Católica usasse de muita diplomacia numa das regiões mais complicadas do planeta, onde qualquer passo em falso, qualquer palavra a mais, pode irritar judeus ou árabes (ou ambos). "Imagino o esforço que os porta-vozes do Vaticano estão fazendo para assegurar que os discursos do papa sejam diplomáticos e neutros", me disse, dias antes do desembarque do pontífice em Tel Aviv, o professor Joshua Schwartz, da Universidade Bar-Ilan, estudioso do relacionamento entre cristãos e muçulmanos na Terra Santa.

Segundo Shwartz, o papa sabia que tanto os israelenses quanto palestinos esperavam que apoiasse suas causas. Israel gostaria que ele condenasse o terrorismo dos grupos fundamentalistas islâmicos e endossasse a existência de um Estado Judeu no Oriente Médio. Sem contar com a esperada visita ao Museu do Holocausto, que muitos esperavam contar com um discurso emocionado do papa, com uma forte condenação a quem nega o Holocausto, como o presidente iraninao Mahmud Ahmadinejad e o bispo britânico Richard Williamson (para quem "só" 300 mil judeus morreram no Holocausto e os campos de extermínio nazistas não tinham câmaras de gás).


 

Já os palestinos gostariam que o papa falasse contra a ocupação israelense da Cisjordânia e reconhecesse o sofrimento dos moradores de Gaza, dando um poderoso empurrão à luta palestina por um estado nacional.

Ao contrário dos que imaginavam que o papa mediria cada palavra e enfatizaria assuntos espirituais na peregrinação à Terra Santa, o pontífice decidiu falar muitas vezes de política, tocando em temas delicados no relacionamento entre israelenses e palestinos.

No dia que visitou Belém, na Cisjordânia, ele fez discursos que atenderam a todas as expectativas dos palestinos: falou mal do muro da Cisjordânia, pediu a criação de um estado palestino e condenou o bloqueio econômico à Faixa de Gaza, entre outros pontos. Para chateação dos israelenses, ele visitou um campo de refugiados palestinos, num evento totalmente político. Mesmo tendo pedido aos palestinos que evitem a tentação de usar a violência, ele demonstrou um entendimento e uma compaixão que não foi vista no lado israelense do muro.

Em Israel, alguns se decepcionaram com o discurso dele no Museu do Holocausto, dizendo que ele não mostrou empatia, não citou o regime nazista nem lembrou seu passado como membro involuntário da Juventude Hitlerista. Mesmo não concordando que o discurso tenha sido assim tão ruim, entendo a sensação dos israelenses de que o papa não vê Israel da mesma maneira que vê os territórios palestinos. Em momento nenhum, ele condenou claramente os grupos terroristas palestinos ou mostrou compreensão quanto às preocupações dos judeus em relação à segurança do país. Mesmo tendo repetido sua ojeriza ao anti-semitismo e pedido que os palestinos evitem a violência, ele pareceu mais frio com os israelenses.

Um dos motivos para isso seria, segundo alguns especialistas, o fato de que o papa queria "agradar" os palestinos, já que a maior parte dos cristãos na Terra Santa é palestina. O papa teria a intenção de fortalecer os cristãos – principalmente os dos territórios palestinos – e evitar choques entre eles e a maioria muçulmana. Uma palavra em falso e os cristãos da Cisjordânia e de Gaza poderiam sofrer as consequências.

Mas, a verdade é que cada público interpretou de sua maneira a passagem do papa por aqui. Os israelenses acharam que ele prefere os palestinos. Já os palestinos ficaram chateados com o que acharam ser uma preferência do papa por Israel. Alguns líderes palestinos ficaram irritados porque Bento XVI aceitou, por exemplo, receber a família do soldado israelense Guilad Shalit, sequestrado em Gaza há 3 anos, mas não se encontrou com famílias de palestinos presos em Israel. Isto é: aqui no Oriente Médio, é quase impossível alcançar algum consenso. Para isso, só ficando calado.


 
 

MEMÓRIA DA COMUNIDADE

O escritor judeu-austríaco Stefan Zweig foi o autor europeu mais traduzido na década de 30. Com a ascensão do nazismo na Áustria, Zweig e sua mulher vieram morar no Brasil, estabelecendo residência na cidade serrana de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A foto abaixo, de propriedade de Fany Malin Tchaicovsky, retrata a sua visita ao Ginásio Hebreu Brasileiro, no RJ, em 1940.



 
 

O PAPA E O RABINO CHEFE DE ISRAEL

O Chefe do Rabinato emitiu recentemente uma declaração contra a entrega de lugares santos para o Vaticano, e rabinos da extrema-direita de Israel conclamaram um boicote sobre um encontro programado com o Papa, mas pouco antes da chegada do Papa Bento XVI um membro graduado do Rabinato decidiu intervir a favor do líder cristão. O Rabino David Rosen, que é conselheiro e membro do Comitê das Relações Inter-religiosas e presidente do Comitê Judaico Internacional para Consultas Inter-religiosas, afirmou que as alegações dos últimos dias contra o Papa eram "infundadas" e criticou os rabinos que as manifestaram. Falando no domingo à Ynet, o Rabino esclareceu que "este é o mesmo grupo de acusadores de nove anos atrás, quando da visita do Papa João Paulo II. - Eles não sabem nada sobre a Igreja e as mudanças nos seus pontos de vista, e certamente não estão dispostos a aceitá-las".


O Papa conversa com o ex-Rabino Chefe de Israel, Rav Israel Meir Lau e o presidente do Knesset(Parlamento) Reuven Rivlin

Rosen, que se reuniu com o Papa em Roma há cerca de dois meses atrás para uma "reunião de reconciliação" como membro da delegação do Chefe do Rabinato, acredita que o fato de que Bento foi membro da juventude hitlerista é insignificante pois foi "uma pessoa recrutada contra sua a vontade para tal organização, o que não o torna um nazista". Segundo o rabino, "a única coisa importante é a sua atitude em relação ao judaísmo e a Israel, que é consistentemente muito boa" - Ele observou que o Papa atual tem sido um membro da comissão do Vaticano que aprovou o estabelecimento de relações com o Rabinato Chefe, e disse que ele considerava este como um "trabalho de Deus". Referindo-se a relatos que os rabinos principais planejavam boicotar a cerimônia de recepção para o Papa no aeroporto Ben-Gurion, o Rabino Rosen disse "Isto simplesmente não é verdade. A decisão foi tomada há muito tempo, em conjunto com o Vaticano, independentemente do recente protesto". A idéia é fazer uma distinção entre o Estado e os aspectos religiosos, entre o Vaticano como um Estado e do Papa como um líder religioso. Não é apropriado que os rabinos participem da cerimônia e, portanto, a fim de manter o status de Chefe do Rabinato, eles vão se reunir no Hechal Shlomo (o Centro de Herança Judaica)".

O rabino também apresentou uma abordagem mais flexível sobre a entrega de lugares santos cristãos para o Vaticano. Segundo ele, isso não significa que Israel abriria mão da sua soberania, mas sim conceder uma delegação de autoridade à entidades cristãs, tal como é concedida para Waqf no Monte do Templo. No entanto, ele se opõe sobre a mudança do ‘status quo’ do  "Cenáculo – ou o Lugar da Última Ceia", no Monte Sião, pois este é um lugar que é sagrado para o Islã e também para outras denominações cristãs. "Eu recomendaria que evitemos colocar nossas cabeças neste vespeiro", disse ele. E como se sente um rabino que tem a coragem de defender um líder cristão como o Papa, de todas as pessoas? "É um pouco ridículo e mesmo algo embaraçoso", diz ele. "Mas os nossos sábios, de abençoada memória, nos ensinam a dizer a verdade e quando os fatos são distorcidos, e há calúnia, eu tenho que apresentar as coisas como elas são. Rosen conclamou aos seus colegas rabinos para dar-lhe algum crédito,  salientando que "quando eu penso que existe espaço para críticas contra o Papa, eu as faço sem medo, e esse foi o meu modo de agir quando o caso de Richard Williamson começou, e minhas declarações foram contundentes após o erro do Vaticano”.(YNET)


 
 

HITLER DECAPTADO

Um tribunal na Alemanha multou um homem em 900 euros (cerca de R$ 2.500), nesta terça-feira, por ele ter decapitado uma estátua de cera do líder nazista Adolf Hitler no ano passado. O ex-policial Frank Lachner, de 42 anos, arrancou a cabeça da estátua pouco depois de ela ter sido inaugurada no museu Madame Tussauds, em Berlim, no último mês de junho. Segundo ele, o ato foi um protesto contra a presença de um boneco representando o líder nazista em um museu que fica a cerca de 500 metros de distância de um memorial em homenagem às vítimas do Holocausto.


No site do Museu Madame Tussauds de Berlin, a figura de Hitler é omitida na página dedicada às personalidades históricas......

O museu, no entanto, alega que a estátua está lá por representar uma importante figura histórica. Depois de restaurada, a estátua de Hitler voltou a ser exposta, mas agora ela está protegida por uma parede de vidro. Mesmo antes que a estátua do líder nazista fosse inaugurada no museu, ela já causou uma grande polêmica na Alemanha. Vários políticos, historiadores e representantes da comunidade judaica criticaram a estátua. Na Alemanha, é ilegal expor símbolos nazistas ou peças de arte que possam ser consideradas elogiosas a Hitler. Correspondentes afirmam que a decisão de permitir que a estátua de cera fosse exposta representa uma redução gradual na cautela do governo em relação ao temas relacionados ao nazismo, mais de 60 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial.


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque


A RESPEITO DO NEW YORK TIMES

Desde que a primeira visita de Benjamin Netanyahu à Casa Branca de Barack Obama foi marcada para 18 de maio, todos os jornais israelenses, a maioria dos jornais americanos e diversos jornais de outros países não se cansam de “aconselhar” ao novo primeiro ministro israelense o que ele deve ou não fazer para “salvar” as relações especiais entre Israel e os EUA. Num editorial nessa semana, porém, o New York Times foi além dos limites: “As respostas [de Netanyahu] não tem sido nem convincentes nem suficientes … Comprometeu-se a negociar [com os palestinos] 'sem demora e sem pré-condições' ... mas soou insincero ... A decisão do presidente [Obama] de dialogar com o Irã ... deixou Israel apreensivo. Netanyahu – talvez numa tentativa de garantir que as negociações com os palestinos nunca levem a nada – insinuou que poderia impor como condição para a busca da paz [no Oriente Médio] o sucesso de Obama em acabar com o programa nuclear de Teerã. Mas Netanyahu não deve restringir artificialmente [o diálogo de Obama com o Irã]. E Obama deve dissuadir Netanyahu de levar Israel, ou forçar os EUA, a executar operações militares desnecessárias ... A demora de ... Bush em envolver-se seriamente nas negociações de paz entre israelenses e palestinos sabotou os interesses dos EUA no Afeganistão, Paquistão, Iraque e Irã e energizou o antiamericanismo da Al-Qaida e de outros [grupos] extremistas ... Netanyahu, cheio de lábia, deverá fazer mais do que promessas vagas ... Pensem só no que poderia acontecer se ele acabasse com a construção nos assentamentos e reiniciasse imediatamente negociações substanciais para um acordo final”.


Barak, Clinton e Arafat em Camp David, num dos momentos mais próximos de um acordo de paz.

 


Duas das cartas dos leitores, uma pró e outra anti-Israel, mostraram que tanto a mensagem nem um pouco sutil do jornal quanto a sua motivação foram claramente entendidas.  O presidente da Liga Antidifamação escreveu:  “Como é curta a sua memória.  Israel emprendeu iniciativas pela paz em várias ocasiões nos últimos anos – a retirada unilateral do Líbano, a proposta de um estado palestino em Camp David ... a retirada unilateral e o desmantelamento de assentamentos em Gaza, e a proposta recente de um acordo [final] feita por ...  Olmert a ... Abbas.  Nenhuma dessa ações produziu o menor passo em direção à paz por parte [dos palestinos, e só] resultou num radiscalismo islâmico maior ... Quando chegar a hora certa, Israel demonstrará uma vez mais o seu interesse pela paz por meio de [novas] concessões.  [Mas ignorar] os obstáculos do lado palestino e desvalorizar [as medidas israelenses positivas] é estabelecer Israel como bode expiatório caso a paz não sobrevenha rapidamente”.  E uma leitora do Kansas agradeceu o jornal “por defender os interesses americanos ao invés dos de Israel.  É crucial não permitir que uma nação que desafia constantemente os nossos presidentes e secretários de estado nos envolva em mais uma guerra, e que os nossos interesses tenham precedência sobre qualquer lealdade a Israel ... Nada foi pedido a Israel além de que cumpra a lei internacional ... a remoção de colonos ilegais de toda a Cisjordânia.

Esse é o mesmo New York Times que limitou a divulgação das violências e devastações contra os judeus antes e durante a Segunda Guerra Mundial.  Que no pós-guerra criticou o presidente Truman por pressionar os ingleses a permitir a entrada de 100.000 sobreviventes judeus no Mandato da Palestina. E cujos donos judeus foram contra a criação do Estado de Israel por temerem a acusação de dupla lealdade.


 
 

JUDEUS BARRADOS NA ÁUSTRIA

Um hotel no sul da Áustria recusou uma reserva de quarto para uma família de judeus ortodoxos por causa da sua religião. O caso denunciado na imprensa está suscitando uma onda de indignação na Áustria, numa altura em que se multiplicam os incidentes de caráter anti-semita. A família judia queria ir passar férias em Serfaus, na região do Tirol, mas foi obrigada a mudar de planos quando recebeu um e-mail da administração do hotel dizendo que não acolhia mais clientes judeus devido a "más experiências”. A posição do hotel foi condenada pela comunidade judia do Tirol e pelas autoridades regionais. O Presidente do departamento de turismo local considerou o comportamento “inaceitável”.


Serfaus, paraíso racista no Tiro- Áustria.

Num outro episódio controverso, neonazis perturbaram sábado uma cerimônia de comemoração da libertação de um campo de concentração nazi em Mauthausen. Os ativistas gritaram “Heil Hitler” e fizeram a saudação nazi aos olhos de antigos deportados franceses e italianos, em Ebenesee, no centro do país.


 
 

DISCRIMINAÇÃO ON-LINE

Quer seja por meio de e-mails, serviços de mensagens instantâneas, celulares, mensagens de texto ou em sites, a intimidação virtual está se tornando um problema sério.Mais de metade dos adolescentes dos Estados Unidos podem estar sofrendo com o problema da intimidação virtual, que talvez seja tão grave ou até pior do que sofrer agressões físicas na escola. A persistência dos ataques e a devastação emocional que causam podem resultar até mesmo em suicídio. Nos últimos 10 anos, 37 dos Estados norte-americanos adotaram leis que impõem às escolas a criação de normas contra esse problema. "A questão está se tornando algo que as pessoas veem como significativo, à medida que mais e mais estudantes falam a respeito e que, infelizmente, se tornam mais comuns casos de suicídio ou de estudantes que causam ferimentos a eles mesmos por conta disso", disse Dan Tarplin, diretor educativo em Nova York da Anti-Defamation League (ADL), que combate o anti-semitismo e todas as formas de intolerância.

Ao contrário das brigas e da intimidação física que podem ocorrer em uma escola, Tarplin diz que o anonimato da mídia eletrônica pode tornar os agressores mais ousados, e sua onipresença permite que um comentário desagradável, uma declaração áspera, uma foto ou vídeo pouco lisonjeiro sejam exibidos a grande número de pessoas instantaneamente. "Com as formas eletrônicas de intimidação não existe refúgio", disse Scott Hirschfeld, diretor de currículo e treinamento na divisão de educação da ADL, que criou seu programa a fim de conscientizar as pessoas sobre formas de combater a intimidação virtual. "A agressão acontece 24 horas por dia. Está sempre online. Mesmo que a vítima desligue o computador, sabe que a página de web está lá, ou que há pessoas espalhando boatos sobre ela. O fato de que a pressão é ininterrupta se prova devastador em termos psicológicos", acrescentou. Adolescentes que participaram de uma conferência da ADL disseram que acreditavam que a intimidação fosse só "brincadeira", até que ouviram o depoimento de John Halligan sobre Ryan, seu filho de 13 anos que se suicidou em 2003, depois de anos de intimidação, online e fora da rede. "Ele era intimidado constantemente pela possibilidade de que fosse gay", disse em entrevista Halligan, ex-executivo da IBM que agora conta a história de Ryan em escolas de todo o país.


 
 

RACISMO NA BÉLGICA

Os ataques anti-semitas têm aumentado muito na Bélgica neste o início de 2009, conforme divulgado por uma agencia que acompanha as ações governamentais. O diretor desta agência comparou este aumento com "a campanha de ódio anti-muçulmana após o 11 de setembro". Na semana passada, o Centro para a Igualdade das Oportunidades e Luta contra o Racismo afirmou que o número de incidentes anti-semitas nos primeiros quatro meses de 2009 igualou o número de tais incidentes registrados durante todo o ano de 2008. Segundo Jozef De Witte, que é o diretor da agência governamental, a qual está sob a responsabilidade direta do Primeiro-Ministro da Bélgica, este aumento é decorrente do conflito no Oriente Médio entre Israel e alguns dos seus inimigos. Entre 2004 e 2008 o Centro registrou cerca de 60 incidentes anti-semitas por ano, porém este mesmo número de incidentes já foi registrado nos primeiros quatro meses deste ano. Estes incidentes incluem ataques violentos e também a divulgação do ódio. Cerca de um terço dos incidentes são emails de ódio e os restantes dois terços são importunações ou insultos físicos. Alguns casos envolvem violência grave e os autores pertencem na sua maioria a grupos muçulmanos, mas também a organizações de extrema-direita e de indivíduos. De acordo com De Witte, o impacto que ele definiu como sendo "o conflito entre Israel e a Palestina" é "comparável com a campanha de ódio contra os muçulmanos na Bélgica" que ocorreu logo após o atentado terrorista de 2001 contra o World Trade Center em Nova Iorque. Esta declaração aborreceu muitos judeus belgas.


Em vários países europeus o conflito em Gaza serviu para encobrir um latente antissemitismo.

"As duas realidades são incomparáveis", disse David Lowy, que é o fundador do grupo JOBI para a juventude belga em Israel. "Houve alguns lamentáveis ataques contra os muçulmanos depois do 11 de setembro por parte de elementos da extrema direita, mas mesquitas não foram incendiadas como foram sinagogas em janeiro, e os muçulmanos não foram ameaçados nas ruas". Lowy assinala que o atentado de 11 de setembro foi perpetrado em nome do Islã enquanto que a invasão de Israel em Gaza foi "em auto-defesa e não tem qualquer ligação com os judeus da Bélgica" – e também observou que nenhum judeu belga ou belgo-americano atacou qualquer muçulmano após o 11 de setembro. "O mesmo não pode ser dito sobre muçulmanos belgas durante ‘Operação Cast Lead’. De Witte ainda disse que o conflito do Oriente Médio é "uma questão latente que poderia eclodir e causar mais e novas preocupações sob a forma de uma nova onda de incidentes no âmbito do mandato do Centro". O Centro já solicitou um novo relatório com o propósito de delinear o modo que o conflito no Oriente Médio está afetando o racismo na Bélgica.


 
 

FOTO HISTÓRICA


O primeiro avião da EL AL pousa em São Paulo inaugurando a linha regular São Paulo - Tel Aviv. O Embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta Pinto Coelho, foi um dos convidados de honra do vôo inaugural direto, com duração de 15 horas.


 
 

PAPA NÃO FOI NAZI

“O Papa Bento XVI foi forçado a alistar-se na Juventude Hitlerista, ainda como adolescente e estudante seminarista, mas foi oposto ideologicamente ao movimento”, disse na terça-feira o Rev. Federico Lombardi que é o porta-voz da Santa Sé. "Houve um momento em que o Papa era um jovem seminarista que foi obrigado a aderir à ‘Hitler Jugend’, disse Lombardi, ao Jerusalem Post. "Ele ocasionalmente foi forçado a faltar aos estudos do seminário, mas se opunha à ideologia nazista e saiu logo que pode". Os comentários de Lombardi contradizem novas estórias que apareceram durante a terça-feira, e diziam que o Papa nunca serviu na organização paramilitar ligada ao Partido Nazista. Um relatório da Reuters citou Lombardi como dizendo que o Papa, que nasceu na Alemanha, realmente foi envolvido numa unidade antiaérea que foi convocada entre 1944 e 1945. "O Papa nunca foi da Juventude Hitlerista, nunca, nunca, nunca", afirmou Lombardi. “As unidades antiaéreas alemãs”, conforme sublinhou Lombardi, “nada tinham a haver absolutamente com a Juventude Hitlerista e os nazistas e a ideologia nazista”.


O Papa coloca flores no Memorial das Vítimas do Holocausto em Jerusalém- Yad Vashem.

Segundo o relatório, o porta-voz enfatizou "É importante dizer o que é verdade e não dizer coisas falsas sobre uma coisa tão sensível como esta". No entanto, pesquisas anteriores e os comentários feitos pelo próprio Papa, mostram um quadro diferente. De acordo com o pontífice, ainda como um adolescente, a sua adesão à Juventude Hitlerista não foi voluntária, mas sim obrigatória, e lhe foi concedida uma dispensa das suas atividades devido aos seus estudos religiosos. Além disso, Bento XVI, que serviu numa unidade antiaérea, desertou durante a guerra. O Papa era filho de um policial antinazista. Ratzinger tem estado muitas vezes no foco devido ao seu suposto passado 'problemático'.


O Papa coloca uma carta no Muro das Lamentações

Em 1997 no livro ‘Sal da Terra’, Ratzinger é perguntado se ele alguma vez esteve na Juventude Hitlerista. “No começo não” , disse ele, e falando de si mesmo e do seu irmão mais velho, “Mas quando a obrigatoriedade da Juventude Hitlerista foi introduzido, em 1941, o meu irmão foi obrigado a aderir, e eu era ainda muito jovem, mas mais tarde como seminarista fui  registrado na Juventude Hitlerista. Assim que saí do seminário, nunca mais lá fui e isso foi difícil porque a bolsa de estudos para a redução das mensalidades era o que eu realmente precisava e que era vinculada à prova de comparecimento à Juventude Hitlerista. Graças a Deus que havia um professor de matemática muito compreensivo - ele próprio era um nazista, mas um homem honesto e disse para mim: 'Vai lá apenas uma vez, para obtermos o documento ...' mas quando viu que eu simplesmente não queria, ele disse 'eu entendo, eu mesmo vou providenciar " e dessa maneira fui capaz de me livrar dela".


 
 

FACEBOOK E O HOLOCAUSTO

Facebook, que é um site muito popular de relacionamento social,  não desqualificará os usuários que utilizam o site como um fórum para a negação do Holocausto, informou na terça-feira um porta-voz da empresa através de um blog tech. Em resposta a uma onda generalizada de indignação, o Facebook se pronunciou na segunda-feira após ter retirado diversos sites de negação do Holocausto, embora muitos outros ainda se mostrassem visíveis. Esta mudança ocorreu após um porta-voz da Facebook ter recusado a retirada de grupos de negação do Holocausto com nomes como ‘Holocausto: Um Monte de Mentiras’, ‘Holohoax = A Enganação do Holocausto’, e o ‘Holocausto é um Mito’; Embora estes sites ainda estivessem ativos na segunda-feira, outros foram retirados incluindo: ‘Baseado nos fatos ... Não Houve Holocausto’ e o ‘Holocausto é uma HoloEnganação’. Mas na terça-feira,  parece que a empresa estava fazendo uma meia-volta. "Negar o Holocausto não é uma violação dos nossos termos ", disse Barry Schnitt, que é o porta-voz da  Facebook através do site Techcrunch.com

O Facebook foi fundado por Mark Zuckerberg, um judeu que estudou em Harvard. "Nós abominamos as idéias nazistas e achamos que a negação do Holocausto é repugnante e ignorante", afirmou um porta-voz durante o fim de semana. "Somente ser ofensivo ou censurável não os fazem retirar do Facebook. Todavia acreditamos que as pessoas têm o direito de discutir estas idéias, e queremos que o Facebook seja um lugar onde idéias, ainda que idéias controversas, possam ser discutidas". No final da semana passada Brian Cuban, que é advogado em Dallas, tornou pública a política do Facebook causando observações indignadas por toda a internet; Muitas pessoas assinalaram que no início deste ano o fato de que o site utilizou o seu poder para proibir fotos do aleitamento materno. "Os que odeiam os judeus são bem-vindos no Facebook, desde que não estejam amamentando", o influente blog techCrunch divulgou em uma manchete. Ezra Callahan, que é gerente de produto da Facebook, foi citado pelo techCrunch como defensor da política da empresa. Randi Zuckerberg, que é o porta-voz da Facebook, se referiu a críticas desta política expressada através de um artigo escrito por Callahan sobre este assunto: A Facebook é uma "empresa gerida por um judeu proeminente", e de nenhuma maneira pode "demonstrar um tratamento preferencial em relação a um grupo que se considera ofendido em detrimento de outros" e, de acordo com Zuckerberg, Callahan é também judeu.


 
 

JORNALISTA É LIBERTADA NO IRÃ

A jornalista Roxana Saberi estava presa desde janeiro, mas na segunda-feira passada uma Corte Judicial de Apelação indeferiu a sua condenação de oito anos (de prisão), um mês após o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ter escrito uma carta solicitando ao Tribunal para que fosse justo na sua revisão. Funcionários do governo americano disseram que o tratamento do caso Saberi ressaltou o aumento da divisão em relação a sua liderança sobre como responder às recentes propostas de abertura do Presidente Obama. Também reflete a política interna do país, há apenas um mês antes que Ahmadinejad enfrente uma eleição crítica, conforme indicam os analistas.

Na sua primeira declaração pública, desde a sua soltura, Saberi disse na terça-feira aos jornalistas que estava muito feliz de estar livre e reunida aos seus pais. Ela agradeceu a todos aqueles que ajudaram a conseguir esta libertação. Ela informou que não tinha planos específicos e imediatos, e que queria passar mais tempo com a sua família. "Estou muito feliz por ter sido liberta e voltar a ficar junto com o meu pai e minha mãe" ela disse; "Estou muito grata a todas as pessoas que me conheciam ou que não me conheciam, mas que me ajudaram para a minha libertação". A TV mostrou imagens dela usando um lenço turquesa sobre a cabeça e sorrindo; repórteres que a conheciam disseram que ela parecia mais magra que antes da sua prisão, possivelmente como resultado de uma greve de fome que durou duas semanas, mas que teve que interromper por problemas de saúde. A Secretária de Estado Hillary Rodham Clinton informou em Washington aos jornalistas que Saberi, que tem 32 anos e vive no Irã desde 2003, e trabalhou como jornalista free-lance para a ‘National Public Radio’ e para a BBC, retornará aos Estados Unidos nos próximos dias quando se reunirá com os seus pais. Ela havia sido presa por comprar uma garrafa de vinho, o que é ilegal no país, mas as acusações foram posteriormente aumentadas por trabalhar sem credencial de imprensa e por espionagem. "Continuamos a não concordar com as acusações contra ela e os respectivos veredictos, mas estamos muitos animados pela sua liberação", afirmou a Sra. Clinton.


 
 

JOVEM MATADOR DE JUDEUS

Foi divulgado no sábado que Stephen Morgan de Connecticut e é suspeito de matar uma estudante judia na Wesleyan Universit, alegadamente escreveu no seu diário que "é certo matar os judeus". James Morgan que é empresário aposentado e que mora em Marblehead disse à polícia que o seu filho saiu na terça-feira da sua casa com todos os seus pertences e dizendo que tinha se decidido mudar para Newport em Rhode Island. Morgan cujo pai descreveu como um solitário alegadamente escreveu numa revista sobre "todas as pessoas belas e inteligentes" da Wesleyan, que é uma universidade de artes liberais com 3.000 alunos; a Polícia encontrou esta revista no carro do suspeito. "Eu acho que está tudo bem para matar judeus e continuar com uma matança nesta escola" ele supostamente escreveu numa carta. Esta carta solicitava um fechamento da Universidade enquanto Morgan agia e assim como o fechamento da única sinagoga da cidade.


Em Marblehead a polícia examinou o quarto de Morgan onde disseram que encontraram uma caixa cheia de munições e o coldre vazio de uma arma. Morgan de 29 anos foi preso na quinta-feira à noite depois que ele viu uma foto sua publicada no jornal e pediu ao balconista de uma loja de conveniência para chamar a polícia. Os policiais encontraram-no do lado de fora da loja a apenas 10 milhas de Middletown - Connecticut onde Johanna Justin-Jinich foi morta a tiros numa livraria por um homem baixo usando uma peruca. Justin-Jinich de apenas 21 anos, de Timnath - Colorado veio de uma família judia, e a sua avó era uma sobrevivente do Holocausto. Morgan freqüentou a mesma turma de com Justin-Jinich no verão em 2007 na Universidade de Nova York. Ela apresentou queixa contra ele por repetidos assédios através de telefonemas indesejados e e-mails insultuosos, mas ela decidiu não iniciar um processo. Morgan compareceu na sexta-feira perante o Tribunal Superior de Middletown onde um juiz aumentou o valor da fiança de US$ 10 milhões para US$ 15 milhões. Os seus pais e duas irmãs, que pediram que ele se entregasse assistiram a esta curta audiência. Morgan, que serviu quatro anos na Marinha antes da sua baixa em 2003 se apresentou com aparência desleixada e uma irmã chorou quando ele saiu algemado e escoltado por dois policiais judiciais. "Eu conheço muito bem os Morgans - eles são pessoas maravilhosas e também é o Stephen" disse Penny Wigglesworth, que mora no mesmo bairro de alta classe média dos pais de Morgan. "Eles são muito gentis e são vizinhos maravilhosos; nós criamos nossos filhos juntos". Porém Wigglesworth disse que não conhecia Stephen Morgan tão bem, em parte porque ele não era da mesma faixa etária dos seus filhos, mas ela achava que era agradável e educado. Ela achava que ele era "tão bonitinho" quando ele brincava com os seus sobrinhos e sobrinhas neste bairro de casas imponentes de tijolos. "Eu ainda não consigo acreditar" disse Wigglesworth.


 
 


KAMENEI E AS ELEIÇÕES NO IRÃ

O Ayatollah Ali Khamenei, que é o líder espiritual supremo do Irã, ofereceu na terça-feira o seu apoio implícito ao Presidente Mahmoud Ahmadinejad que é candidato para a eleição presidencial de junho. "Devemos eleger aqueles que têm o apoio popular e que vivem de uma maneira simples e modesta, e que são sensíveis ao sofrimentos e dor das pessoas", disse Khamenei num discurso em Sanandaj, que fica na parte ocidental da província do Kordestão, numa aparente referência ao linha-dura Ahmadinejad que é conhecido pelo seu estilo modesto de vida. "Acho que estas são características importantes" disse Khamenei neste grande encontro.


Ahmadinejad deseja um segundo mandato como presidente do Irã cuja votação está programada para o dia 12 de junho. Em agosto do ano passado Khamenei, num discurso ao governo no qual se referia a Ahmadinejad disse que ele deveria fazer "planos para os próximos cinco anos". O líder supremo continuou dizendo que os candidatos "deveriam estar próximos do povo e se distanciarem da corrupção - não devem ser aristocratas para que arrastem a nação nesta direção". Em seu discurso, Khamenei também defendeu a política econômica, pois os críticos afirmam que a inflação aumentou e o desemprego não foi reduzido. Vários analistas políticos no Irã alegam que devido a crise econômica mundial o experiente Mir Hussein Mousavi daria um presidente melhor que Ahmadinejad e, além disso, Mousavi prometeu mudar a imagem extremista do Irã e não excluiu a abertura de negociações com os EUA do Presidente Barack Obama.


 
 

ENCONTRO MUBARAK x NETANYAHU

"A era de empurrar com a barriga e das evasivas terminou" - esta é a mensagem que o Egito está transmitindo para Israel através de uma série de ‘opiniões de editores’ se referindo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante a sua visita à Sharm el-Sheikh na segunda-feira passada. "Durante a reunião (em Sharm) o Presidente Hosni Mubarak transmitiu mais de uma mensagem ao primeiro-ministro israelense, que é conhecido por ‘empurrar com a barriga’ e por suas táticas evasivas" escreveu o editor do jornal El-Gomhuriah. "Os comentários do presidente transmitiram a mensagem de que o objetivo é claro - o estabelecimento de um Estado palestino ao lado de Israel" escreveu em seu artigo Muhammad Ali Ibrahim. "Não há mais volta e não há possibilidade para se tentar coisas novas ou adiar a execução que governos israelenses tinham concordado no passado sob a alegação de que o Likud (o partido de Netanyahu) não tomou parte do processo de tomada de decisão".

Conforme o editor do El-Gomhuriah, durante a reunião com o primeiro-ministro israelense, Mubarak transmitiu outra mensagem "muito importante" segundo a qual "o Egito e Israel não têm nada a discutir além da questão palestina".  O Egito e Israel não tem nada a discutir além de uma solução para o conflito árabe-israelense e que o Egito não dará apoio caso Israel agrida o Irã devido ao seu programa nuclear. A animosidade entre Cairo e Teerã é baseada em outras divergências e as tentativas dos meios de comunicação israelenses de alegar que o programa nuclear do Irã ameaça o Egito, da mesma maneira que ameaça Israel, é apenas uma tentativa de produzir um racha entre o Egito e vários países árabes" ele escreveu. Osama Saraya, que é o editor-chefe do jornal Al-Ahram, editado pelo governo, publicou artigo antes da visita de Netanyahu a Sharm afirmando que analistas tinham admitido a possibilidade que " Netanyahu mudou desde o seu mandato anterior como PM, quando o processo de paz foi congelado”. "A questão é saber se Netanyahu, que no momento está formulando a sua política através de uma série de reuniões, a qual ele iniciou com o Egito, permanecerá na história como o (Menachem) Begin e (Yitzhak) Rabin - como o (Presidente Israelense Shimon) Peres conclamou durante o recente encontro com o AIPAC (‘American Israel Public Affairs Committee’) - ou se permanecerá como o seu mentor político, o ex-primeiro-ministro Yitzhak Shamir, e se sujeitando a pressões políticas internas". Outro artigo de opinião publicado no Al-Ahram afirmou que "este não é o momento de táticas evasivas: O estabelecimento de um Estado Palestino independente, de conformidade com a solução de dois estados é a questão principal que interessa ao Egito ... não podemos ignorar as táticas  evasivas israelenses, que afastaram qualquer esperança de uma solução para o problema palestino”.


 
 

APROXIMAÇÃO SÍRIA - LÍBANO

As autoridades militares de Síria e Líbano se reuniram hoje com o objetivo de estreitar laços e desenvolver a cooperação contra o terrorismo e o "inimigo comum israelense". O chefe do Estado-Maior do Exército sírio, general Ali Habib, viajou hoje a Beirute na primeira visita de um alto representante militar da Síria desde a retirada das tropas deste país, em 2005, e se reuniu com o presidente do Líbano, Michel Suleiman. Segundo um comunicado do gabinete de Suleiman, este agradeceu a ajuda que Damasco ofereceu no passado ao Exército libanês.O presidente elogiou as relações entre os dois países, assim como a de seus exércitos em sua luta contra "o inimigo comum", Israel, e também contra "o terrorismo e as redes de espionagem" que atuam em seu território. O general Habib se reuniu também com o comandante-em-chefe do Exército libanês, general Jean Kajwayi, com quem discutiu o futuro da relação e a coordenação entre ambas as instituições, informa a agência libanesa "ANN". Kajwayi pediu ao general sírio uma maior cooperação e reafirmou os esforços para fazer frente aos "planos do inimigo israelense contra o Líbano e a Síria".Já Habib agradeceu o apoio do Exército libanês e disse que a Síria respalda "o que beneficiar o irmão Líbano e garanta sua segurança". Os Governos de Beirute e Damasco formalizaram suas relações diplomáticas em 15 de outubro de 2008. Em 2005, a Síria retirou as tropas que manteve no Líbano durante 29 anos, após pressões da comunidade internacional e dos grupos libaneses opostos a esta presença. Além disso, os distúrbios ocorridos no Líbano após o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri em fevereiro de 2005 também contribuíram para a retirada. (EFE)


 
 

FILME GAY NA TERRA SANTA

O único estado judeu do mundo. Uma terra com lugares sagrados: igreja do Santo Sepulcro, local do nascimento de Jesus, Muro das Lamentações. Nada disso impediu que Israel virasse cenário para o novo filme do celebrado ator, diretor e empresário do cinema erótico gay Michael Lucas. Ainda sem título divulgado o filme está consumindo duas semanas de gravação em cidades de Israel. Nascido Russo, mas radicado nos Estados Unidos, Lucas é defensor da cultura judaica. "É uma idéia ousada promover a cultura israelita atraindo o público numa viagem sexual que explora os homens de Israel" explicou o empresário. Luca disse ainda que os homens de Israel são quentes o suficiente para se fazer o filme. O roteiro do longa fala sobre um homem que supera as dificuldades de um país devastado pela guerra e passa a viver um amor incluindo sexo em grupo.


Michael Lucas tornou-se o mais bem sucedido empresário do cinema pornô por filmes como "La Dolce Vita" gravado na loja do badalado estilista Marc Jacobs. A produção ganhou 14 estatuetas do GayVN, o Oscar do cinema pornô dos Estados Unidos. Aos 37 anos, Lucas é também destaque dos seus filmes com atuações em nenhuma restrição. "Não se tem idéia de como os gays vão reagir com um filmes usando essa cultura como a burka ou com o rigoroso Alcorão (a bíblia mulçumana)"disse o empresário que escalou modelos israelitas para a produção. Lucas anunciou também que quer se tornar um cidadão judeu pela Lei do Retorno. "Meu coração pertence aos Estados Unidos e Israel" disse.


 
 


PLETZ.COM ENTRE OS TOP 10

O site JTA.org - Jewish Telegraphic Agency - uma das maiores, importantes e respeitadas agências de noticias judaicas do mundo, elaborou um ranking com os 100 mais influentes "twitters" judaicos do mundo. O ranking, foi dividido em 3 categorias, da seguinte forma:
* 25 Most Influential Jewish Newswires (mídia judaica)
* 25 Most Influential Jewish Organizations (instituições e organizações judaicas)
* 50 Most Influential Jewish Individuals (blogueiros, twitters individuais, etc)
O Pletz.com ficou em 10º lugar da categoria Newswires (mídia judaica) ao lado de nomes como Haaretz, Yedioth Achronot, The Jerusalem Post, JTA e Jerusalem Post.
Veja a matéria completa no link abaixo:
http://blogs.jta.org/telegraph/article/2009/05/01/1004826/jtas-100-most-influential-jewish-twitterers


 
 

POSICIONADOS OS MÍSSEIS DO IRÃ

O Irã posicionou baterias de mísseis no Golfo Pérsico como uma tentativa de impedir um ataque contra suas instalações nucleares, noticiou na terça-feira o jornal saudita al-Watan.Uma fonte iraniana informou ao al-Watan que esta mobilização aconteceu depois que a República Islâmica recebeu informações secretas que os Estados Unidos e Israel planejavam atacá-lo. Segundo a reportagem, os iranianos deslocaram mísseis terra-ar e terra-mar como parte desta mobilização. Os mísseis são portáteis e controlados pela Guarda Revolucionária, um ramo das forças militares do Irã, e considerada como ferozmente leal aos governantes clericais do país.


Este deslocamento de mísseis indica que o Irã acredita que um ataque contra suas instalações nucleares será realizado vindo do ar ou do mar. O Irã informou claramente aos Estados árabes da região do Golfo que o deslocamento de mísseis não tinha o propósito de ameaçá-los. Ao mesmo tempo, um novo estudo concluiu que o Irã atualmente tem a capacidade de realizar um ataque de mísseis convencionais contra Israel - uma ameaça substancial apesar de não ser existencial. Uzi Rubin, que foi chefe do Projeto Homa (nome-código para o Sistema de anti-mísseis balísticos Arrow) do Ministério da Defesa, e Tal Inbar, chefe do Instituto Fisher de Estudos Estratégicos do Ar e do Espaço, dirigiram esta pesquisa e consideram o arsenal de mísseis do Irã como seu principal meio de dissuasão e descrevem os investimentos significativos daquele país nesta área.


 
 

ENTRE DOIS PONTOS, A MAIOR DISTÂNCIA: A QUE SEPARA A VIDA DA MORTE

Budapeste- Judith Klein-Exclusivo para a Rua Judaica.


Bethlen Gábor tér e Józsefvárosi pályaudvar

Na edição anterior, escrevi sobre a homenagem tardia que a nação húngara prestou aos mártires e aos sobreviventes do Holocausto, que serviram como trabalhadores escravos (“Munkaszolgálatosok”) durante a II Guerra Mundial, erguendo em sua memória um monumento na (Praça) Bethlen Gábor tér, em Budapeste. Se considerado no contexto histórico, o local tem amplo significado.

No mais tenebroso inverno de 1944, num frio de congelar a alma, para esta praça foram trazidos os judeus que ainda sobreviviam em Budapeste, que ainda eram capazes de trabalhar e, sob pauladas e pedradas, obrigados a percorrer o caminho que os levariam até a estação de trem de Józsefváros. E de lá, amontoados em vagões de carga, como se transporta os animais, levados para os campos de trabalho escravo na Áustria. Muitos nem chegaram ao destino. Morreram no caminho, de frio e de tanto apanharem.

Pois foi desta mesma praça que partiu, no dia 19 de abril passado, a Marcha pela Vida, em memória às vítimas do Holocausto. A distância física entre estes dois pontos é de aproximadamente três quilômetros. E todos os centímetros quadrados deste percurso estavam ocupados pelos cerca de 10 mil cidadãos húngaros, homens e mulheres, jovens e idosos, judeus ou não, que vieram prestar sua homenagem às vítimas do Holocausto.


A Marcha pela Vida, partindo da Praça Bethlen Gábor, em Budapeste, e chegando à (Estação) Józsefvárosi pályaudvar.


Presença do Primeiro Ministro Bajnai Gordon (3º da esquerda em 1º plano)


 
 

RACISTA JUVENIL


O garoto Koresh Mouzuni, de 12 anos, anunciou nesta terça-feira (12) que vai tentar concorrer ao cargo de presidente do Irã nas eleições marcadas para 12 junho. Mostrando desenvoltura, Mouzuni concedeu entrevistas falando sobre suas propostas e deixou claro que, assim como o atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, aposta em uma plataforma antissemita. De acordo com o site Ynet, Mouzuni tem como principal objetivo, se for eleito, “impedir a matança de crianças no mundo, como a que está ocorrendo na Faixa de Gaza”, o território de maioria palestina controlado por Israel. Nesta terça, os repórteres que cobriam a entrega das candidaturas no Ministério do Interior, em Teerã, ficaram surpresos com juventude do garoto, mas o trataram como um candidato comum. Quando perguntado sobre o que faria em relação à Israel, o garoto transpareceu sua orientação. “Eu vou comprar o Havaí, o lugar de nascimento de Obama, dos Estados Unidos e vender para os israelenses irem morar lá – assim não vão matar crianças em Gaza”, afirmou. O garoto, único candidato a apresentar um programa de governo, ainda mostrou habilidade ao lidar com os jornalistas. Um deles questionou Mouzuni sobre o “bolo amarelo”, uma das fases do processo de enriquecimento de urânio, a base da energia e do polêmico projeto de armas nucleares do Irã. “Um presidente não precisa conhecer tudo sobre energia nuclear e saber enriquecer urânio sozinho”, disse o garoto. “O presidente precisa saber como administrar as coisas”. Mouzuni ainda comentou sobre a possível formação de seu gabinete, e rechaçou a possibilidade de nomear o pai. “Meu primeiro vice será Ahmadinejad”. Todos os candidatos à Presidência do Irã devem passar pelo crivo do Conselho dos Guardiães da Revolução. É esse grupo que define quem pode ou não concorrer e que decidirá se a candidatura de Mouzuni é válida. (ynet)


 
 

ISRAEL NA MÍDIA

(Do jornal “Público” de Portugal)

A narrativa que prevalece costuma ser a dos vencedores, mas no caso do conflito israelo-palestino é a dos perdedores. Esta é uma das convicções fortes do investigador francês Daniel Dayan, que lançou um livro na conferência internacional Conflito e Cultura, na Universidade Católica de Lisboa. O título da conferência de Dayan no evento é "Where are wars to be won: in the field or in the screen?" ("Onde é que se ganham as guerras: no terreno ou no ecrã?"). Segundo explicou este acadêmico, pouco depois de chegar a Lisboa, os palestinianos podem estar a perder no terreno, mas estão a ganhar no ecrã, porque "Israel é prejudicado pela cobertura da mídia", em geral. Judeu nascido em Casablanca em 1943, deixou Marrocos aos 18 anos e fez a sua carreira em França, onde foi discípulo de figuras lendárias das Ciências Sociais como Lévi-Strauss, Roland Barthes ou Edgar Morin. Atualmente é investigador do Centre National de la Recherche Scientifique. Tem analisado a linguagem dos media, e interessa-se por problemas como "a visibilidade" e o que a visibilidade constrói.


Depois do 11 de Setembro, recorda, criou-se "nos media franceses uma idéia terrível de Israel, com uma necessidade constante de declarar que não se tratava de anti-semitismo". Mas Dayan acha que era. Exemplo? "Uma sinagoga nos subúrbios de Paris era incendiada e o Libération perguntava: porque falam de anti-semitismo? Esse artigo era típico."

O problema, diz, estendia-se ao Monde, à Arte, à France 2, à Euronews. Dayan tomou medidas. "Com amigos, reuni fatos que não apareciam na imprensa para mostrar o regresso de formas sérias de anti-semitismo." Isto teve efeitos, diz. "Alguns jornalistas compreenderam e a situação mudou." Mas a atenção manteve-se. "A partir daí interessou--me o poder do jornalismo."Que é grande, crê. Tão grande que "os jornalistas deviam ser melhores do que a maior parte das pessoas". Em vez disso, "são semi-intelectuais, semi-educados, impreparados e partidários". Há três formas de testemunhar um acontecimento, diz. "Testemunhar o que acontece, testemunhar em nome de um grupo, e em nome de uma idéia." Os jornalistas em geral "testemunham em nome de uma idéia", do que julgam uma ética. "Porque é que se tornam jornalistas? Querem ser úteis, atingir fins éticos." Mas ético seria testemunhar em nome do leitor. Nem vale a pena discutir a questão da objetividade, diz Dayan. "O jornalismo é um exercício artificial, uma performance. E então temos que o julgar como performance e ver qual é o seu objetivo." O objetivo certo, segundo Dayan, é "narrar de forma a permitir um debate". Mas no conflito israelo-palestiniano as "narrativas fecham, causam indignação". Um exemplo foi a morte de Mohammed Al Dura, o menino palestiniano que morreu alvejado ao colo do pai em Setembro de 2000, incendiando a Segunda Intifada. A reportagem da France 2 correu mundo. Dayan testemunhou em tribunal contra essa reportagem. "A narrativa e as imagens não coincidiam. A história é falsa. Como acadêmico, não tenho prova, mas é a minha convicção." Assumindo-se como "pró-israelita", ressalva que isso não é "demonizar os palestinianos". Identifica-se com o Peace Now, que advoga um estado para os palestinianos, e acha que a guerra de Gaza "foi mais do que um crime, foi um erro, porque não serviu qualquer propósito". Mas o que critica acima de tudo é isto: "Por causa dos crimes, condena-se Israel a não-existência."


 
 

COMUNIDADES JUDAICAS DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE


O presidente da Colômbia, Dr. Álvaro Uribe Vélez, abre o evento.

O Colégio A. Liessin Scholem Aleichem esteve presente entre os dias 02 e 06 de maio, em Cartagena, Colômbia, no 11º Encontro de Dirigentes de Instituições e Comunidades Judaicas da América Latina e Caribe, representados pelo Sr. Flávio Kelner, Presidente do Diretório de Pais e Edith Napchan, Diretora Geral. Com o objetivo de promover a discussão de idéias, programas e projetos, assim como analisar o futuro cenário que se apresenta às comunidades, o evento contou com a participação de mais de 650 pessoas entre professores, acadêmicos, pensadores, dirigentes comunitários, líderes empresariais, rabinos e mais de 100 jovens universitários provenientes de diferentes países da América Latina e Caribe.  Tal diversidade conferiu ao evento um cunho altamente pluralista que representa toda a dimensão da tipologia judaica da região envolvida. O ato de abertura contou com a presença do Presidente da Colômbia, Dr. Álvaro Uribe Vélez, como orador principal, e de importantes personalidades nacionais e diplomáticas.  O Brasil foi representado pela assessora da presidência, Sra. Clara Ant, por dirigentes das Federações Israelitas de São Paulo, diretores de escola de São Paulo e Porto Alegre, Bnei Brith, Fundo Comunitário e Hillel. Dentre os temas importantes, foram abordados nos plenários:

-Vozes e silêncios dos judeus não filiados às organizações.  Porque não participo da vida comunitária?  Desinteresse, irritação ou falta de propostas?

-Crise Mundial: Fenômeno conjuntural ou estrutural?  Novos paradigmas.  Mudanças no equilíbrio internacional e sua influência no mundo judaico.

-Correntes judaicas na América Latina.  Passado, presente e futuro.  De onde viemos?  Onde estamos?  Para onde vamos?

-Presidentes de instituições.  Administradores ou líderes?  Revisando decisões: aprendizagens, dificuldades, sucessos e fracassos.

-Novas ameaças na América Latina: antisemitismo, judeufobia e expressões antiisraelenses; opinião pública, segurança e meios massivos de comunicação.

-As mudanças nas atitudes de e entre as comunidades judaicas e árabes da região perante as modificações que vem se desenvolvendo nos últimos anos no contexto mundial.  História, atualidade e cenários futuros.  Ações a desenvolver.

-A religião no século XXI e seu impacto nas comunidades judaicas da região:  Experiências grupais de aproximação e conversões ao judaísmo na Colômbia e no Peru.

-Liderança e compromisso das novas gerações na vida judaica: Legado, mandato ou eleição?


 
 

DEPUTADO AMIGO

Jornal Meia Hora
Artigo de autoria do Deputado Estadual (RJ) Wagner Montes, grande amigo da comunidade e de Israel, e apresentador de programa na Rede Record de TV, com audiência de 2 milhões de telespectadores.


 
 

EVENTOS SOCIAIS




A comemoração do 60º aniversário do Weizmann Institute de Israel, foi realizada em Paris e Bordeaux, de modo a incluir dois parceiros essenciais da história do Weizmann – o Instituto Pasteur e a família Rothschild.  Houve uma agenda festiva incluindo um jantar no Palácio Versailles, com a presença de autoridades da França e embaixadores de diversos países, inclusive do Oriente Médio. Amigos do Weizmann de 15 países estiveram presentes durante os quatro dias do evento. Na foto Mario e Angela Fleck da comunidade judaica de São Paulo.

 

 

 

CONVITE PARA PORTO ALEGRE
A 22ª Festa na Rua, será realizada no próximo dia 31 de maio de 2009, evento que consta do calendário oficial de nossa cidade, sendo objeto de Lei Municipal. Esta ano a festa homenageia o 61º aniversário de Independência do Estado de Israel e, para isso, fechamos a Rua João Telles, entre a Av. Osvaldo Aranha e a Rua Henrique Dias no bairro Bom Fim.  Na confluência da João Telles com Henrique Dias montamos um palco, onde muitas das etnias que compõem nossa cidade, apresentarão seus folclores e suas atrações. Além disso, este ano teremos 90 (noventa) barracas, muitas das quais cedemos para várias entidades beneméritas poderem vender seus produtos, e ficar com todo o lucro deste trabalho em prol de seus necessitados. O horário é das 10.00 às 18.00 horas. Às 13.00 horas as autoridades presentes serão homenageadas no palco.

 

 

 

 

CONVITES
Dia 04/06 Sessão Magna Publica de Palestra com Walter Feldman, secretario Municipal de Esportes e com vereador Floriano Pessaro.É importante o comparecimento de todos os IIr.'. da Rei Salomão.
 Dia 18/06 XI Noite da Fraternidade na Hebraica, evento das Lojas Maçonicas co-Irmãs, e oportunidade de prestigiar aqueles que engrandecem a nossa Ordem e a nossa comunidade.

 

 

IV RIOHARP FESTIVAL - Sérgio da Costa e Silva, Diretor do RioHarp Festival - Música no Museu, e Grande Templo Israelita do Rio de Janeiro têm o prazer de convidar a todos para o Concerto do IV RioHarp Festival com a harpista da Escócia JENIFFER CAMPBEL, dia 21 de maio às 19:00 no Grande Templo à Rua Tenente Possolo, 8. Entrada Franca. Jennifer Kathryn Campbell é escocesa e toca harpa desde os 5 anos de idade. Ela já ganhou vários prêmios musicais, estudou musica em Londres e Paris. O seu vasto repertório inclui música contemporânea e jazz. Apresentou-se em alguns dos melhores palácios e museus do mundo. É solista da Orquestra Sinfônica Brasileira desde julho de 2008.


 

 
 
 


Ola Dr. Osias,Li no New York Times de ontem que e capaz que a visita do Ahmadinejad ao Brasil e os outro paises de American de Sul foi cancelada porque ele demitiu um favorito de Ayatollah Khameni.  O ayatollah respondeu a demissao por uma forte bronca publica contra Ahmadinejad.  Tem os que pensam que o ayatollah nao esta mais apoiando a candidatura de Ahmadinejad para reeleicao no dia 12 de junho.  Se isso for o caso, o NYT disse que uma pessoa mais moderada pode ser a escolha do Khameni para presidente do Ira.  Tomara que sim.Atensiosamente, Adorei o cartoon de Chico!!
Nathalie Hoffman-eua

Prezado Osias,Informamos que o pesquisador em Historia do Povo de Israel Adolfo/Zeev Kazachinsky, crescido e educado no Rio, morando em Israel ha sessenta anos, viajará ao Brasil, com destino a Belo Horizonte, por dois meses, de 15 de Julho e 10 de Setembro e se propõe a dar conferencias sobre os temas que se segue abaixo.No ano 2007 esteve de pasagem pelo Rio e deu uma conferencia    projetada    na Hebraica do Rio.  Zeev Kazachinsky tem realizado voluntariamente conferencias na Organização Latino Americana em Israel - OLEI, entidade civil destinada a dar apoio aos Olim que chegam a Israel. Domina perfeitamente o portugues, espanhol e hebraico .  No caso particular em nossa OLEI Filial em Natania tambem.  As conferencias não visam recebimento financeiro. Para as entidades de Belo Horizonte não envolve nenhum custo pois seu destino é la. Para outras entidades fora de Belo Horizonte tão somente que se responsabilisem pelos custos de transporte  de ida e volta a Belo Horizonte e de pousada em hotel. Abaixo pequeno resumo e lista de conferencias que poderao ser realizadas. Qualquer contacto nesse sentido, maiores esclarecimentos e fixação de local e data, bem como outras informações  podera ser feito diretamente ao conferencista utilizando o E-Mail zeevinho@gmail.com
Jose Julio Rozental-Presidente OLEI Filial Natania- Israel

Caro primo Osias, parabens pela organizacao da manifestacao contra a visita deste louco. Nao podemos desistir, temos que fazer uma em junho contra a reeleicao dele no Ira. Um grande abraco e se precisar de algo, eh soh pedir.
Marcelo Korn-ISRAEL

Caro Osias,Hag Sameach,Saude e longa vida ao povo judeu,nesta vespera de Lag Ba-Omer. O que poderia estar sabendo um menino ,que saiu `as ruas de Campos dos Goytacazes,la no Estado do Rio de Janeiro, atras de outras tantas criancas,para comemorar o fim da guerra ? Era noite, a famila ,e seus parentes ,colada ao radio de valvulas, enorme monstrengo, que muitas vezes era preciso dar pancadas no seu cucurutu para poder voltar a funcionar, quando explodiu em lagrimas,alegria,incredulidade e a incerteza em reencontrar seus irmaos,pais,parentes,amigos que se mantiveram na europa; e nos, as criancas, so sabiamos que tinhamos de sair pelas ruas junto com os estudantes. E hoje, quis Ds. que essa crianca, seu humilde leitor, estivesse presente em Israel na visita do Papa Beneditus 16, invocando lembrancas tristes, de 2 mil anos de destruicao e seus dias finais na grande tragedia do nosso povo-Aushvitz!Com nosso respeito e kavod,
Adolfo e Mathilde Berditchevsky

A Noticias da Rua Judaica.
A cerca de dois dias presenciei aqui na nossa televisao(Israel) uma reportagem de muito interesse, por isto resolvi escrever. Apos pesquisas em nosso laboratorios, foi descoberto que uma grande parte da populacao palestina, isto e que vivem na regiao da Faixa de Gaza, carregam um DNA identicos aos judeus asquenazim.
Eles abrangem um total de quatro mil e vivem ans aldeias da regiao. Eles tem consciencia da origem deles, tanto que praticam o judaismo as escondidas, como faziam os judeus Anossim de Portugal. Depois de ler a Tora eu ja imaginava que uma parte dos palestinos tinham uma descendencia judia (Shemim). (Shem filho de Noah) a outra parte dos palestinos sao dos povos antigos inimigos de Israel (Edomim e Moabim, etc.) quem sabe hoje sao Hamas, Hezbolah. Isto me alegrou muito de saber que talvez a paz com pelo menos estes palestinos, esta mais proxima do que pensamos. Quanto a outra parte ainda teremos muitos problemas ate conseguirmos a paz tao esperada. Nosso Deus (HaShem) sempre nos da uma ajuda, por isto sempre ha uma esperanca.
Dalia Rapson-ISRAEL

Mesmo morando em Israel, gosto de receber as notícias que você escreve sobre Israel e sobre o Brasil. Hoje estou te escrevendo para discordar completamente de sua jornalista Daniela sobre a visão dela sobre o Dia da Independência. Não estava um sol arrasador para quem morou no Rio de Janeiro. Estava uma temperatura agradável, cerca de 26 graus; moro em Jerusalém, mas Tel Aviv dá uma diferença de 2 graus, não mais que isso.Para quem mora aqui, sabe que a primavera está mais amena que o outono paulista e foi um dos dias mais agradáveis que vivi na minha vida.Essa coisa do churrasco me parece encantadora, significa a união das pessoas, que compartilham entre si a felicidade desse maravilhoso Estado. E todos os parques e praças tem muitas árvores para que as pessoas fiquem abrigadas do sol, se desejarem. Nunca vi uma confraternização igual, foi simplesmente um dia perfeito, maravilhoso. No dia seguinte, todos ainda estavam com os reflexos desse encantamento, felizes da vida. Muitos não tiraram ainda as bandeirinhas das casas e dos carros e eu penso que alguns nem vão tirá-las, até que se estraguem. Eu sou uma dessas pessoas.Eu tenho certeza que nunca vou me esquecer dessa data.um grande abraço,
Pérola Wajnsztein-ISRAEL

O recente encontro entre os presidentes Shimon Peres e Barack Obama, trouxe uma grande e lamentável surpresa na troca de presentes que é praxe quando presidentes e primeiros ministros visitam um ao outro. O presidente Norte-Americano presenteu o presidente Israelense com uma linda mezuzá, recebendo em troca de Peres uma estátua, que em nada representa a Israel como um Estado Judeu, como gostaríamos que o mundo nos reconhecesse! De forma completamente oposta, Ben Gurion, Levy Eshkol e Golda Meir entenderam a importância de divulgar esta mensagem em seus presentes: David Ben Gurion deu ao presidente Eisenhower um Livro de Tanach; Levy Eshkol presenteou à Lyndon Johnson com uma peça rara da época do Segundo Templo; e o presente que Golda Meir trouxe para o presidente Richard Nixon e sua esposa foi uma grande menorá. Como é então, que os atuais governantes israelenses podem querer que os palestinos reconheçam Israel como um Estado Judeu?
Iaacov HaCohen - Israel

בס'ד
Desculpe mais não estou conseguindo dormir não sei o que fazer , talves alguém do grupo seja advogado criminalista e possa ajudar a tirar um garoto de 15 anos não judeu , convertido pela CIP de são Paulo , que veio com sua família para Israel .Ate o momento só fazem besteira , não só ele como todos ! Chegaram aqui e eh problema atais de problema . briga na escola , fuga de casa para o aeroporto onde tomaram o maior conto do vigário , roubo na casa de custodia , reclamação dos outros olim da conduta deles dentro do mercaz , briga em  praças publica , assalto a super mercado lojas e o pai não da conta disso pois isso só vem acontecendo aqui , nada acontecia no Brasil. Por fim a policia pegou um deles hoje a noite roubando um celular de um garoto na praça e fugindo na bicicleta dele dita que foi encontrada por eles no lixo , em otimo estado, como a TV o vídeo o ténis novo etc. O menino foi levado preso e os policiais disseram que amanha vao leva-lo ao juiz para decidir se ele fica preso ou não!  Bem o pior que venho trabalhando para fazer que eles retornem para Bahuru, foi uma luta enorme  mais de 4 vezes eu estive no missrad a pnim para entrar com o pedido de passaporte e só semana passada conseguimos dar entrada  ,o pai e me prometeu logo que conseguíssemos as teudot maavar, compraria 4 passagens para o Brasil e levaria os três para a guarda da mãe e do irmão dele em Bahuru, porem como sempre fiquei sabendo depois da investigação policial que vai deixar o mais velho aqui para fazer exercito e a irmã mãe solteira de um filho de 2 anos também quer fazer exercito, cabe também lembrar que ele lutou de todas formas e  maneiras possíveis para mudar o nome dele e de todos da família no misrad ha pnim mais a chefe do missrad impediu , e ofereceu somente encaminhar o pedido da teudah maavar. Acho isso muito estranho pois, a única coisa que me vem a cabeça eh, que eles estão tramando algo  ,no meu conceito  pessoas da idade deles no Brasil que vivem na rua não tem como ideal de vida fazer exercito, acho que  estão querendo aprender a manusear armas com precisão , se a minha suspeita eh verdadeira isso eh muito perigoso , tanto aqui como no Brasil. Espero que alguém me ajude amanha a convencer ao juiz e convence-lo de só soltar o rapaz na hora da saída e mediante a volta de todos ao Brasil em paz !Se tiver um advogado humanista que queira ajudar de graça nessa empreitada meu telefone eh 0546355659.Obrigado.
Donald Cohen- ISRAEL

Prezados Sras e Srs, membros ou nâo da comunidade.,Claro que devemos comemorar o cancelamento da visita do tal de Mahmud, mas acho que mais do que comemorar, agora è torcer e rezar muito para que esta cruel figura fantasiada de gente, não ganhe as eleições no proximo dia 12/06, no Irã.Pois caso contrario não tenham duvidas, quem tem um ministrinho de Relações Exteriores como o Brasil, Sr. Celso Amorim, pode esperar qualquer trapalhada, e nova visita será marcada, pois para este Sr. a cadeira no Conselho de Segurança da ONU, não tem preço.Vide noticia de que o Brasil votara a favor de um membro do Egito para assumir a Unesco, sendo que temos 2 brasileiros concorrendo ao mesmo cargo.Parece piada , mas é a verdade, mais uma trapalhada do Itamarati.
Boris Ber-S.Paulo(Pres.da Federação Israelita de SP) 

Encontro em cartagena- “Como educadora tive, uma vez mais, a possibilidade de estar em contato com colegas latino-americanos para conhecer a realidade de cada instituição judaica, em um momento tão problemático, seja pela situação econômica global, seja pelo antisemitismo renascente e que, mesmo assim, trabalham para manter ativa a vida comunitária e a qualidade acadêmica de cada uma de suas instituições. Creio que  este intercâmbio nos dará energia para continuar nesta luta e recomendo a todos a participação em um próximo encontro.
Edith Napchan – Diretora Geral Colégio Liessin.

Encontro em cartagena-“Como Presidente do Diretório de Pais pude perceber a importância de um ativista participar nesse Congresso que só vem reforçar em mim a percepção que nós temos de investir hoje nas gerações mais jovens para formar futuras lideranças.  Foi muito forte em mim o sentimento de como mais de 600 representantes tinham um pensamento em comum, que é trabalhar no presente para colher no futuro e fortalecer a comunidade judaica.
Flávio Kelner – Presidente do Diretório de Pais do Liessin.

Senhores, Meu nome é Mario Michael Kanter, filho de Eva Singer Kanter e neto de Margit Singer e Bella Singer. Fato é que minha mãe saiu fugida da Hungria, Budapeste; meu avô Bella morreu na Hungria, o irmão da minha mãe que era um químico famoso foi enviado para a frente de combate onde desapareceu. Minha avó possuia um restaurante, um café e perdeu todos os bens sobrevivendo ao holocausto chegou no Brasil em 1947, onde se re-encontrou com minha mãe que agora casada e seu único neto.Tendo em vista que o Governo da Hungria está indenizando, a pergunta é saber se eu tenho ainda algum direito tendo em vista que todos já faleceram.
 Agradeceria que repasassem este e-mail para a Sra. Judith Klein.
Mario M Kanter

Até agora estou sem saber o que eu deveria ter feito ou como deveria  proceder ontem de manhã dia 12.05.2009 quando estava tomando café na padaria Aracaju que fica na rua Maranhão esquina com a rua Aracaju em Higienópolis. Desde já esclareco que no ocorrido não existe responsabilidade alguma da Padaria em questão como voces irão entender ao ler meu relato.  Eram aproximadamente 7:00 hs. da manhã quando eu e minha filha estavamos tomando café na Padaria e minha filha , espantada comenta que tem um rapaz mulato (Hitler diria que ele é Negro) com uma suastica tatuada na perna. Eu ainda comentei com minha filha que ela deveria estar enganada, que jamais alguem tatuado com uma suastica entraria numa padaria aonde varios de seus frequentadores são Judeus e num bairro aonde moram centenas ou milhares de pessoas de origem Judaica.Esse rapaz é um fornecedor da Padaria Aracaju eu percebí que ele estava lá com um pequeno caminhão estacionado na porta e efetuando entregas não sei do que. Como eu disse eu achei que minha filha estivesse enganada.Fui verificar se ele tinha mesmo a suastica tatuada na perna e para minha desagradavel surpresa SIM ELE TINHA UMA SUASTICA TATUADA NA PERNA.Gostaria apenas de dividir com todos voces além da minha indignação e revolta minha surpresa comigo mesmo com relação à atitude que eu deveria ter tomado.O rapaz era alto, forte e até gordo mas poderia sim haver confusão se eu falasse algo para ele. Que confusão? sabe-se lá!!! Eu deveria ter armado essa confusão? Com minha filha do lado, de pé quebrado indo para a Faculdade?Eu deveria informar a ele que Hitler o teria enviado  a um campo de concentração e ele teria sido assassinado como muitos Judeus, no caso dele por ser Negro? Vamos convence-lo a retirar essa suastica? Como? Quem? Enquanto isso ele ficará andando por aí com esse diabólico simbolo da morte !!!!! Seria esse rapaz um ignorante e por isso nós Judeus ficariamos tomando nosso café da manhã olhando para uma suastica pois justo ele ficou de pé parado do nosso lado para ser atendido pelo pessoal da Padaria? Devemos ignorar uma situação dessas????
A verdade é que aquele café da manhã de ontem está entalado até agora em minha garganta.
David Volyk-SP CAPITAL

Querido Osias,Fico feliz por existirem pessoas como você!  Que Hashem te dê sempre muita saúde e força pra seguir com este trabalho maravilhoso.
Sheila Kurc - São Paulo  

Caro amigo, escrevo-lhe para desabafar um pouco sobre as dificuldades de se administrar um clube judaico. Apesar de não ser um administrador efetivo, dôo o meu tempo para tentar aglutinar amigos em torno desse patrimônio comum.Esse patrimônio é esportivo, cultural e acima de tudo um bem de família. Muitos falam de que o nosso clube da Barra é muito longe, mas posso garantir-lhes que ele sempre esteve no mesmo local, nunca saiu de lá. Na verdade nós é que nos distanciamos deles e de outras instituições judaicas. Quando olho para trás me vejo brincando no prédio abandonado do colégio Bialik do Meier, com todas as mesas , cadeiras, livros, provas, redações, brinquedos etc. jogados no chão, não conseguia entender as causas daquele abandono.. Eu ía lá para acompanhar meu avô que rezava na Sinagoga que funcionava ainda alí dentro. Essa mesma Sinagoga permanece teimando em funcionar numa velha casa ao lado. Existe pela teimosia de meu pai e de outros obstinados. Até quando ??? Quando começamos a   negligenciar esse nosso passado ? A Tijuca. Onde estão os nossos colégios da Tijuca ? Hebreu Brasileiro, Scholem, Hertzlia e Talmud Torah ? Viraram lembranças. Nossos clubes vivem de tercerização de espaços, os poucos sócios, pouco pagantes não têm atividade social. Um dia ouví que quanto mais rica fica a comunidade judaica mais fracas ficam as suas instituições, e esse pensamento ou desabafo é verdadeiro. Cruel e verdadeiro. Quando jovens vivíamos nas festas dos nossos clubes, Hebraica, Cib e Monte Sinai, boates, "hi-fis" e discotecas, sempre lotadas. Nossos jovens hoje saem para boates e danceterias mas não se propoem a ir a um clube para um evento social. Onde está o êrro ? Em nós que os educamos equivocadamente ou em nós mesmos por não darmos as nossas instituições condições de sobreviver ? Será que se fornecessemos condições razoáveis eles participariam ? Será que após a nossa morte nossos filhos lutarão por essas instituições ? Será que um dia todas elas serão passado ? Uma festa no Clube da Barra no dia 23 de Maio, uma banda linda , alegre e maravilhosa em todos os aspectos. Porque é tão difícil para um sócio ou não, judeu, que acredita em suas instituições , se dignar a divertir-se com a sua família, em um local totalmente preparado para isso, refrigerado, seguro, com facilidades de estacionamento, cercado de amigos e velhos companheiros ? Porque fugir desses locais ? Porque desdenhar, desconfiar, desacreditar ou simplesmente se descomprometer. Não vejo razão para essa fuga, não vejo motivos para esse distanciamento, mas mesmo assim eles existem .  Pode ser que um dia tudo acabe e NÓS seremos os principais responsáveis porque nos omitimos, porque nos descompromissamos, porque entendemos que essa não é a nossa responsabilidade, porque preferimos ir a um cinema ou teatro no Shopping. Devemos largar tudo, acompanhar a maioria , deixar tudo seguir o rumo normal do limbo ? Pode ser que eu esteja enganado ou apenas em um momento de desânimo e pessimismo, ou que sabe em um relance de pura antevisão. Peço a todos que reflitam e lutem para não deixar morrer mais nenhuma das nossas instituições, que não se esqueçam que há 65 anos  nosso povo quase foi dizimado e que agora nós mesmos estamos trucidando com aquelas nossas tradições.Beijos
Sergio Sender-Advogado-RJ

Caros,Sei que temos um número mínimo de representantes paranaenses por aqui e que os mesmos já receberam essa comunicação, mas há possibilidade de conferir o programa divulgado abaixo pela Kehila do Paraná via internet se alguém estiver interessado (e por UHF também, sem certeza, mas posso confirmar). Trata-se de um "direito de resposta" no programa Brasil Nação da TV Paraná Educativa (do Governo do Paraná) que em outra edição trouxe o tema "Questão Palestina" - dá pra imaginar a abordagem do assunto, não é? Conheço alguns dos participantes. Vamos torcer para o direito ser bem aproveitado.Não costumo assistir. Não sei se é sempre ao vivo na primeira apresentação, mas no site estão alguns contatos para participação também.
Sugestões. Produção: (41) 3331 7565 brasilnacao@rtve.pr.gov.br
Ligações gratuitas: (0800) 643 7555 Abraços,
Fran Baras

Parabenizo a Osias  Wurman  pela brilhante  atuaçaõ contra a visita  do presidente do Irã. Sem a sua ajuda jamais teriámos tido uma passeata tão bem organizada e com tanta participação especialmente de jovens. Parabens e continue na sua luta estaremos sempre ao seu lado.
Sylvia Mekler União Associaçaõ Beneficente.

Caro amigo Osias Wurman, A cobertura do Notícias da Rua Judaica foi a mais séria, a mais completa e a mais informativa sobre a movimentação em torno da visita de Ahmadinejad ao Brasil. Contudo, quero registrar a iniciativa da Academia Brasileira de Filosofia, da qual você é Acadêmico Honoris Causa, em parceria com o Instituto Millenium, na figura de Paulo Uebel, o conjunto de eventos que realizamos a partir do dia 25 de abril intitulado FILOSOFIA DO ESTADO DE DIREITO, realizado em nossa sede, no Clube de Aeronáutica - com o Clube Militar - e na ARI. No dia 28 de abril, eu, Alejandro Esclusa - ex-candidato à presidência da República da Venezuela -, Heitor de Paola e Maria das Graças Salgueiro assinamos e publicamos um virulentíssimo MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA CONTRA O TOTALITARISMO BOLIVARIANO, no qual pediamos o cancelamento da visita de Ahmadinejad. Neste Manifesto, enviado para o seu Notícias da Rua Judaica, todo o Senado da República, Deputados Federais, Forças Armadas, Clubes Militar e da Aeronáutica, grande imprensa, Folha Dirigida e diversas personalidades, mostramos os vínculos da Revolução Bolivariana com o narcotráfico, o terrorismo internacional, o sequestro e toda a série típica da barbárie contemporânea. Lamento, mas Luís Fernando Veríssimo deu uma notinha de pé de artigo, meio envergonhado, sobre a visita de Ahmadinejad, não merecendo nenhum destaque em seu artigo. O nosso Manifesto encontra-se no YouTube para aqueles que não tiveram acesso à informação. Escrevo esta carta para que a verdade dos fatos seja completa. Com o fraterno abraço do admirador –
João Ricardo Moderno - Presidente da Academia Brasileira de Filosofia.

Ola!!!Shalom!!Bom queria agradecer pelas informaçoes recebidas todas semanas....
E parabenizar pelo manifesto feito para a nao vinda do sanguinario e tirano lider do Irã,tenho acompahado tudo aki....Amo Israel...amo este este povo d+++
estive la em 2000...Ainda quero voltar la pra servir em algo...Bençãos sobre vc!!!
Pr.Alberto Comunidade Zoe

Olá Osias Wurman, li a sua matéria no jornal O Globo de hoje.Gostaria de expor meu ponto de vista. Os judeus são uma nação como tantas outros milhares que existem no mundo. E a nossa história sempre houve a lamentável perseguição de uma etnia por outra. Na segunda guerra mundial, várias etnias foram perseguidas pelo regime nazismo e foram executadas em massa, ou seja holocausto, como está definido no dicionário Aurélio. A execução em massa é condenável contra qualquer etnia, mas condenável ainda é julgar que uma etnia tenha sido mais injustiçada,ou que ela seja melhor do as outras e que por isso mereça um tratamento especial. Isso é repugnante.  Achar que os judeus sejam um povo melhor e que mereçam um país a custa de outro me soa como uma idéia de nazista, de supremacia de uma raça sobre as demais.Houve e ainda há holocaustos de dezenas de etnias no mundo todo, na Chechênia, nas ditaduras da África, na Georgia e etc. Portanto tentar criar um país (Israrel) a custa do holocausto palestino é imoral. É isso que o presidente iraniano condena.Os palestinos não foram consultados ssobre se eles doariam ou venderiam mais da metade do seu solo para os judeus criarem um país.A questão de se criar um Estado judeu só será legitma e pacífica se for feita de maneira honesta. Se um país doar parte de o seu terrítório para os judeus criarem seu Estado. Porque não os EUA doarem o Alaska para ser Israel? Lá não tem quase ninguém morando, e ainda tem um monte de petróleo, e já foi vendido pelos Russos uma vez. Porque não vendê-la para ser Israel. A paz do mundo ia agradecer.Pela força de violência (paga pelos EUA) não está dando certo e nem derá. A força do Direito está acima do direito da força.A moral do que é honesto ou não ultrapassa fronteiras. Nenhum país opóia a criação de Israel sobre os milhares de cadáveres palestinos. PAZ mundial é feita com o dever de respeito ao direito do outro. Viva e deixe viver, o mundo é tão grande, tem espaço para todas as etnias.Espero que você leia com calma. O mundo está mudando, os EUA estão ficando sem dinheiro, o Irã está aumentando o comércio com o Brasil, e terá armas atômicas que aumentarão seu poder de convencimento diplomático, todo celular agora tem câmera filmadora para mostrar via internet a violência dos judeus na Palestina, as pessoas hoje têm mais acesso à verdade
Guilherme Willen Nascimento

Osias – excelente! Esta é a hora de cada um de nós usar toda a sua capacidade de reagir contra a estupidez de um chanceler dos mais obtusos que o Brasil já teve e você o fez muito bem.
Mario Fleck

Caro Osias,Sou paulistano, mas moro no Paraná há 5 anos. Vejo com apreço a posição do governador do Estado Roberto Requião em combater as prática nazistas no Estado.O  Paraná é depois do Rio Grande do Sul, o Estado com maior incidência de atos neo-nazistas e anti-semitas. Contudo, esse posicionamento do governador é um começo contra essa ideologia animalesca. Parabéns pelo jornal.
Silvio Ruiz Ben Abraham Paradiso

Caro Amigo Wurman: Data vênia quero parabenizá-lo pelo excelente artigo de vossa autoria, publicado hoje n'O Globo", sob o título "Inimigo da Paz", no qual V.S. retrata fielmente o que é este homem que enoja o mundo hodierno e o Brasil, por sua vez, que é tão solícito com outros povos, inclusive o próprio Irã, poderia cancelar esta próxima e abominável visita que não nos trará nada de benefícios de vez que acredito que com esse camarada lá, não nos serveria para nada, haja visto a retirada 'in totum' da bancada europeia no ultimo 'meeting' que ele participou esbravejando asneiras como sempre.
Fica aqui o meu apoio inconteste ao grande articulista e prazer em conhecê-lo atraves das linhas de O Globo", do qual sou assinante.Atenciosamente
Vittorio Esposito-Bairro Santa Cruz-Ubá-Minas Gerais

Companheiro Ozias:Fico feliz em saber que, enfim, a comunidade carioca se mobilizou para alguma coisa. Foi preciso um crápula internacional como Ahmadinejad para isso ocorrer. A não mobilização da comunidade, principalmente em assuntos referentes ao judaísmo é que causa as perseguições, você mesmo tem uma história de vida a esse respeito, eu li. Portanto, eu espero, que doravante as grandes comunidades, que têm poder de fogo inclusive político, passem a se mobilizar não somente nesse assunto, mas em todos os outros. Os reformistas nunca se engajarão, eles nem sequer se sentem mais judeus. Infelizmente, a comunidade carioca é a mais reformista do Brasil. Espero sinceramente que a partir de agora vocês das grandes comunidades passem a se mobilizar em assuntos judaicos e dêem o exemplo para as pequenas.
Eliezer Abensur - Manaus/AM

Prezados Senhores,Sou professora de literatura em uma universidade pública e, a própósito do centenário de morte do escritor Euclides da Cunha, estou escrevendo um artigo sobre o texto "Judas-Asvero", de autoria desse escritor, que foi publicado em 1909.Como estudiosa de literatura (faço doutorado na Universidade de Brasília), privilegiarei aspectos da análise literária e teórica. Entretanto, para que o meu objetivo seja alcançado com sucesso, precisarei consultar referências sobre o "mito do judeu errante".Solicito aos senhores, por gentileza, que me enviem, se possível, indicações bibliográficas que poderão fundamentar esse meu estudo.
Antecipadamente agradeço.Atenciosamente,
Professora Rita de Cássia.

Ola Osias,Uma pergunta pairava não perguntada em toda esta questão: Porque, entre tantos paises que o Brasil precisa melhorar seu relacionamento comercial o Irã foi escolhido? A resposta apareceu nessa analise da Debka: Alem da identificação ideologica, o Brasil de Lula envida primeiros passos numa escalada nuclear com suspeito objetivo de obter a bomba, com apoio russo.A novidade, pelo menos para mim, foi a grave insinuação de uma cooperação militar e estratégica entre ambos países na area de armamentos nucleares. A questão levantada não é mais o Irã, mas nós mesmos.... O convite ao Irã, o acordo com a França (submarinos que podem ser nucleares), a prospecção russa de Uranio no Brasil e oferta de apoio em tecnologia de extração, a suspeita de que os acordo comerciais teriam como ponto central o fornecimento de Uranio em troca de tecnologia nuclear belica, as recentes mudanças na tradicional postura diplomatica brasileira,  a retomada de Angra 3, ......  tudo isso nos leva a ficar atentos a uma guinada nos rumos estratégicos do país. Aonde Lula quer chegar com tudo isso?Este movimento denunciou pretensas intenções lulianas .  Estas intenções não vão mudar, o cara é persistente.Abraços,
Jorge Feffer

Praticamente passou em branco o dia 8 de maio, o dia da Vitória. Parece que a TV Record fez programa sobre o dia e o nazismo, no domingo, dia 10. Como eu havia saído cedo no dia 8, sem ler dieito os jornais e não tive tempo o dia todo, nada falei, por não saber o que se passara. Mas as pessoas consultadas, depois, confirmaram nada terem visto. Somente as Forças Armadas fizeram cerimônia no Monumento aos Mortos da 2ª Guerra, no Aterro no dia 8. Um branco na menção e um negro no fato (assim não se  pode falar em racismo)
Herman Glanz

Ficamos surpresos pela carta publicada em Notícias da Rua Judaica, no dia 26 de abril, domingo, assinada por Louiza Paskin Szenkier, na qual afirmava que uma professora de História Judaica do ORT falou para os alunos, na terça-feira, 14 de abril, que o Holocausto não existiu. Apesar de saber que seria praticamente impossível que isso fosse verdade, para esclarecer o fato, conversamos com as turmas que tiveram aulas nos dias 13 e 14, e  todos  os alunos afirmaram que o narrado na carta não aconteceu. Falamos diversas vezes com a Sra. Louiza, que manifestou que a intenção não era publicar a carta em seu site, senão pedir ajuda contra o que ela acreditou ter acontecido. Depois de ouvir as informações coletadas, ela reconheceu
que teria sido um mal entendido..........
 Hugo Malajovich, Diretor da ORT Brasil

Gostaria de retirar o que eu disse sobre a professora da escola ORT. Segundo o Sr. Hugo, Diretor da mesma, ninguém ouviu falar sobre isso nas salas de aula. Ou eu ou o aluno interpretamos errado. Peço desculpas caso isso não tenha ocorrido.
Louiza Paskin Szenkier

Olá Osias, tudo bem? Há exatos dez anos, o autor israelense Hanoch Levin faleceu de câncer nos ossos deixando uma obra de 50 peças, além de esquetes, romances, poesia e canções.Trabalhador incansável e um dos mais importantes escritores israelenses, Levin foi também diretor de 22 de suas peças, função que desempenhava com igual rigor e ousadia.  O artigo em anexo foi publicado no jornal The New York Times em 1999, na época da morte de Levin, e registra a importância e pertinência deste artista, ainda desconhecido em terras brasileiras.Pela dificuldade da língua e talvez pela distância cultural é sempre difícil ter contato com a dramaturgia israelense contemporânea por aqui. Assim, a produção do espetáculo Réquiem quer, mais uma vez, ressaltar a importância de trazer ao público, pela primeira vez, a produção de uma obra de Hanoch Levin.  Muito obrigada!Um grande abraço,
Dinah Feldman

Há algum tempo, tomei conhecimento do trabalho difícil e arriscado de Aracy Guimarães Rosa, quando ela facilitava os vistos de entrada no Brasil de Judeus para fugirem da Europa na 2ª Grande Guerra.Muitas vidas hoje, que fazem o nosso Brasil, descenderam desses irmãos, salvos por Aracy. Peço que seja divulgada uma matéria sobre o assunto para enaltecermos o espírito de amor ao semelhante demonstrado por Aracy e, para que este feito nos sirva de exemplo e orientação num rumo de paz para todos os povos.
Antonio Carlos Premoli

Meu nome é Ruth Vianna de Abreu, admiro muito o povo Judeu, até porque meu ídolo é Jesus Cristo e amo muito Sua Mãe, Nossa Senhora e ambos eram judeus. Acho sinceramente que o que causa esta luta doida contra os judeus só pode ser inveja, porque onde eles estão e o que fazem traz progresso e bem estar a eles e a quem os rodeia. Além de inteligentes, são esforçados e bons naquilo em que se aplicam. Conheci Israel em 1972, quando o Congresso de Ortopadia foi lá. Que bom que foi lá, senão não sendo judia e nem tendo amigos judeos, na época, não teria conhecido Israel e sentido de perto a qualidade deste povo como sentí. Fui a Jerusalém, além de outras cidades. Adorei! Só um idiota pode achar que os judeus dariam Jerusalém a um muçulmano, e mantendo-a, nunca ouvi dizer que tenham impedido os de religião diferente frqüenta-la. Algum dos outros faria o mesmo? Tenho recebido Notícias da Rua Judaica atravéz de uma amiga judia. Como posso fazer para receber eu mesma?
Ruth  Vianna de Abreu

Caro Osias,Muito agressiva a colocacao sobre a saida da Polonia.Incompativel com o belo trabalho da Rua Judaica.Lembre-se que o caminho de um lider eh cuidar dos desgarrados tambem.
Elias Nigri

Osias, desta vez deu certo.O Sr. José Henrique foi muito gentil e me prestou várias informações sobre Cuba.Muito obrigada.Um abraço,
Yvonne Stern

Chegou ao meu conhecimento que ANTONIO SEBASTIÃO DE LIMA um juiz aposentado aqui do RJ e que tem uma razoável atividade na internet, está divulgando conteúdo anti-semita, preconceituoso e revisionista do holocausto por meio da internet, utilizando seu blog e em fóruns diversos, divulgando Norman Finkelstein e outros aspectos angustiantes.
http://verdadehistorica.wordpress.com/2009/01/09/a-industria-do-holocausto-2/
http://antoniosebastiaolima.blogspot.com/2009/02/atributos-divinos-antonio-sebastiao-de.html
http://pt.wordpress.com/tag/antonio-sebastiao-de-lima/
(se não abrir diretamente, copie e cole o link no seu navegador - salvei algumas páginas - veja o anexo). O que me assusta mais neste tipo de manifestação anti-semita é que a mesma acaba tendo alguns seguidores desinformados. Alguns seguidores se tornam adeptos pois, sem reflexão, revelam seu preconceito latente, inerente a uma certa perversidade humana instintiva, que se alfora de forma inexplicável. Outros o fazem porque buscam culpados para seu fracasso pessoal. Não sou psiquiatra mas só desta forma consigo entender tais manifestações.Acho que a FIERJ, por seu departamento jurídico, deve imediatamente promover medidas judiciais. Na minha opinião, as manifestações anti-semitas passam a ser um problema sério quando ganham proporção e quando recebem o apoio de entidades políticas de visibilidade ou de pessoas que detém cargos importantes e que, portanto, passam a idéia de que têm certa autoridade para expor seus pensamentos, o que daria um ar de seriedade ou de verdade à sua opinião, ganhando adeptos.O que me deixa perplexo é o fato deste Juiz se dizer constitucionalista e fazer apologias preconceituosas. Também levanto a hipótese de que há pessoas que se tornam anti-semitas por interesse. Pode ser que esteja sendo financiado por quem tenha interesse em estabelcer o ódio racial no Brasil. É uma hipótese.Encaminho esta mensagem pois não sei se este caso já chegou ao conhecimento da FIERJ, OW, BB etc.
Arnaldo Goldemberg

Prezado Osias, É com grande satisfação que recebo o newsletter da Rua Judaica.
Tenho recomendado e repassado para outros amigos judeus que não o conheciam, salientando a diversidade de assuntos abordados e o embasamento de seus artigos.
Parabenizo o sucesso alcançado na passeata.Estamos organizando uma venda especial em benefício da WIZO São Paulo e pediria seu apoio na divulgação da mesma.Desde já agradeço sua atenção.Abraços,
Rosely Beçak

Caro Chaver Osias, Com a certeza que tenho acerca da sua natureza humana, como cidadão solidário com as questões sociais e acima de tudo, um judeu integro. Peço por gentileza que tu possas divulgar o manifesto abaixo, pois julguei ser necessário pressionar esse governo, usando as ferramentas que eu tenho, que são: Os amigos, a Internet e o e-mail. Sei que você é muito articulado, tanto na área jornalística como na política, por isso estou te pedindo o favor de nos ajudar nessa causa. É de todo o conhecimento, que o Governo Lula, e principalmente através de seus auxiliares, estão tomando medidas atabalhoadas, muitas vezes demonstrando uma falta de sensibilidade, e que a meu ver beira a loucura. Esse manifesto vem de uma pessoa (Manoel Moura Filho) que está sofrendo penúrias por conta de uma dessas ações, trazendo toda ordem de dificuldades, pois o mesmo tem que sustentar a família, teve o seu padrão de vida abalado, sua integridade arranhada, ou seja, a vida desse cidadão se tornou um verdadeiro inferno. Esse Chaver é um dos nossos bastiões na causa Sionista, um Moreh super capacitado, um filosofo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e membro ativo de nossa Kahal. Provavelmente devam existir mais Chaverim e Chaverot passando por esse infortúnio, e que são funcionários ativos ou aposentados da Previdência Oficial. Fica aqui o meu repúdio, pois nem na época do chumbo, houveram tantas medidas malucas, ainda mais quando se trata de uma causa ganha a mais de 15 anos (Plano Collor). Para encurtar, veja os arquivos em anexo.
Ricardo Rabello (Shimon Ben Osmir V’Albuquerque)-Chazan Oficial da Sinagoga Braz Palatinikl – Natal/RN

Ozias. Você não acha que foi um pouco de precipitação nossa diante da vinda de Ahmadinejad? Se parássemos um pouco pra pensar, não iríamos concluir que esse sujeitinho seria o primeiro a não querer vir ao Brasil? Desde que foi feito o convite, ele deve ter passado as noites em claro, com aquerles apertados e sinistros olhinhos  bem arregalados, imaginando o que o esperaria por aqui.Como iria ele encarar um passeio pelas praias da Zona Sul? Suas mãos iriam ficar todas crispadas, suando, doidas de vontade de apedrejar aquelas mulheres todas praticamente nuas, aquelas sem-vergonhas! Para ele, todas deveriam receber trinta chicotadas antes de serem liberadas para o apedrejamento público. E o que dizer dos cervejeiros dos quiosques? Açoitados também, dentro da mente do sujeitinho, se é que o sujeitinho tem mente? O que é que “God Allmighty” iria pensar das prostitutas e dos travestis a céu aberto pela cidade? Uma cidade permissiva assim, aos olhos de um muçulmano fundamentalista tão radical, não mereceria uma bomba atômica? — A comissão de recepção do Itamaraty poderia também arranjar um ensaio de Escola de Samba para o sujeitinho ir, com todas aquelas popozudas emplumadas se rebolando e praticamente esfregando o bumbum na cara dos espectadores. Eu não tenho dúvidas: se os brasileiros não fossem como são: amantes da LIBERDADE, amantes da VIDA, da ARTE, da CULTURA (quer dizer: salvo poderosíssimas exceções... alô Domingão, alô Só Para Baixinhos!), enfim: amantes do AMOR em todas as suas formas e dimensões, aquele sujeitinho viria sim, descaradamente, falar em Deus Todo Poderoso e Deus Todo Amor. E encontraria muitos “materialistas dialéticos históricos” de esquerda, aqui,  para dar-lhe apoio total. Mas ele pensou bem, viu que se sentiria tão mal andando por estas plagas, que resolveu adiar sine die. Acho que foi só isso. Claro que foi bom as passeatas, as manifestações, os artigos em jornal, tudo isso foi mesmo muito bom. Afinal, o povo precisa ser esclarecido. Mas, assim como trinta anos atrás os militares se precipitaram com medo do comunismo (que caiu de podre anos depois, dando lugar a uma sociedade de gente boba, violenta e corrupta), parece que o medo que Ahmadinejad sentiu  foi maior do que qualquer reflexão racional feita aqui. Foi ele que não quis vir. A desculpa foi a mais esfarrapada possível. E o verdadeiro motivo: o medo da liberdade que se pratica no Brasil, este país mais infernal do que o infernal Ocidente.
Viva o Estado de Israel, viva o heróico povo judeu, iluminado por um otimismo e um amor à vida que não se vê em nenhuma outra parte. Viva o exemplo dos judeus. Shalom.
Roberto Franco Valente.

Shalom chaverim! Gostaria de obter autorização para colocar na integra, fornecendo a fonte, do presente material no site www.kehilah.net Shalom ubrachah
João B. Ventura

"Pegando carona" em alguns comentários abaixo,
(a) Devia-se fazer outra manifestação frente ao Palácio do Planalto contra a atitude do Lula e de alguns dos seus ministros.  Até um marciano ou um ET viria ao Brasil se fosse convidado! E por que não Ahmadinejad?Ele é que tem tudo para ganhar - ou perder - pois o Irã precisa muito mais de nos do que nos deles!
(b) Devia se colocar anúncios e cartazes nas mídias mundiais, seguindo o exemplo dos filmes de bangue-bangue:"Procura-se Vivo ou Morto(de preferência) um tal de Ahmadinejad, assassino, ladrão, inimigo da humanidade".
(c) Dar uma certa quantidade de "bolsas" ou convênio de parar de os perseguir,  a uns traficantes dos morros do Rio de Janeiro ou de componentes do MST para executar essa aberração e aborto da natureza que se chama "Presidente" e que pensa ser representante da vontade do povo Iraniano.
(d) O Islam NUNCA procurará uma paz verdadeira c om outras crenças e religiões.  Basta ler e interpretar o Al Quran e seus dogmas "anti-infieis".
Mas infelizmente estamos vivendo num país onde impera a mentira, as falcatruas, a corrupção, e pior de tudo: a impunidade.   Todos nos deviamos nos manifesstar também contra outras manipulações e desmandos!!!!
S. Levy

Prezado Osias:Gostaria de lhe repassar um divrei Torá muito interessante sobre a Parashá desta semana, Behar-Bechukotai, que foi escrita pelo Rabino Issachar Frand. No meio das admoestações citadas na Parashat Bechukotai, encontra-se a seguinte, “E Eu vou deixar a terra desolada e seus inimigos que habitarem nela serão pobres.” O que significa isso? O Ramban vê isso como uma benção no meio das maldições, uma palavra de consolo. É uma garantia ao povo Judeu de que mesmo quando eles estiverem no exílio, a Terra Santa não será hospedável a outros povos que procurarem se estabelecer por lá. Isto, conclui o Ramban, é a maior prova da Providência Divina, já que nenhuma outra terra no mundo é boa e fértil como a Terra Santa era, e ela acabou ficando desolada por séculos.Pense sobre o que o Ramban está dizendo. Pelos últimos dois mil anos, Eretz Israel, a terra que emana leite e mel, ficou sob o domínio estrangeiro – Romanos, Persas, Árabes, Turcos, Ingleses – e o que se tornou dela? Um local árido, empoeirado, desértico. Como Hashem nos assegurou na Torá, nenhuma grande comunidade surgiu na terra durante nossa ausência, nenhuma cidade prosperou. Imagine se os Índios tentassem reaver a Ilha de Manhattan. “Queremos renegociar,”dizem eles. “Nós vendemos essa ilha para vocês por $24,00. Vamos devolver o dinheiro que vocês pagaram e ainda vamos dar um retorno de 100%, $48,00, em dinheiro. Não é suficiente? O.K., nós entendemos, a inflação comeu os dólares durante trezentos e cinquenta anos. Que tal $48.000,00? Quarenta e oito milhões? Quarenta e oito bilhões? Não querem vender? Ugh!”Simplesmente a Ilha de Manhattan não tem preço. Agora imagine se as civilizações que por aqui passaram tivessem conseguido desenvolver Eretz Israel nos últimos dois milênios. Imagine se no século 20 Israel fosse como uma grande Ilha de Manhattan. Teria sido possível para o povo Judeu recuperar sua terra? Foi somente através da benção que “seus inimigos que habitarem nela serão pobres” que nos foi possível recuperar a terra.Pare e pense na distribuição das reservas de petróleo no Oriente-Médio. A Arábia Saudita tem petróleo, e também o Iraque, Kuwait, Quatar, Bahrein, Yemen e até o Egito tem um pouco. Porém de Eretz Israel, não podemos espremer uma gota sequer. No entanto, vamos observar o outro lado da moeda; se Eretz Israel fosse rica em óleo, teríamos sido capazes de recuperá-la? Sem chance. Mais uma vez a benção da desolação preservou a terra para nosso povo. Se abrirmos nossos olhos, veremos claramente a Povidência Divina, como Hashem guiou e continua guiando todo o povo Judeu.
Iaacov HaCohen – Israel

 

 
 
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