Edição 043 Domingo, 18 de Novembro de 2007
 


Osias Wurman
Jornalista


MOEDAS NÃO RESGATAM ALMAS
A revista semanal alemã Der Spiegel acaba de revelar que o Ministro Para Assuntos de Aposentadorias de Israel, Rafi Eitan, enviou uma carta para a chanceler alemã Ângela Merkel, cobrando 500 milhões de euros devidos pela Alemanha ao Estado de Israel. Segundo Eitan, o acordo de Luxemburgo, que tratou das reparações aos sobreviventes do Holocausto, não levou em conta variáveis existentes na atualidade.



Jovens brasileiros visitam o campo de extermínio nazista em Auschwitz-Polônia


Originalmente foi acordado o pagamento de 833 milhões de dólares em dinheiro e mercadorias, ficando Israel responsável pelos sobreviventes que não poderiam processar a Alemanha individualmente. Nos 50 anos, entre 1954 e 2004, o Estado de Israel teve um custo de 3,5 bilhões de dólares com os sobreviventes, mais de quatro vezes o valor inicialmente estipulado. Na época do acordo, ninguém imaginava que a sobrevida média em Israel iria aumentar em 10 anos e que os custos médicos, em idade avançada, iriam crescer geometricamente. Também não foi considerada a imigração de 175 mil sobreviventes judeus da antiga União Soviética. Apenas com o acordo do mês passado, efetivado entre o governo de Israel e os sobreviventes, serão despendidos mais 2 bilhões de shekalim (meio bilhão de dólares) pelo governo israelense.

O pleito de reavaliação foi recebido com profunda indignação pelo governo alemão.

Mas vale lembrar, que apesar dos valores pagos pelos alemães, moedas não resgatam almas, e vidas humanas não tem preço.



 
 


CALE A BOCA CHAVES

Mais um monarca puxa o tapete de Hugo Chaves em publico. Agora foi a vez do rei Abdullah, da Arábia Saudita, durante o encontro da OPEP neste final de semana em Riyadh. Chaves queria escandalizar o mundo ao declarar que em caso de um ataque ao Irã ou Venezuela, os preços do barril de petróleo atingiriam a casa dos 200 dólares.

Minutos após Chaves ter acrescentado que a OPEP deveria atuar como uma entidade política, o rei Abdullah retrucou afirmando que a entidade sempre agiu de forma sábia e moderada.


Hugo Chaves leva bronca do rei Abdullah

"O petróleo é uma energia para o desenvolvimento e não deve ser uma ferramenta para conflitos ou emoções" acrescentou Abdullah. O anarquista e aprendiz de ditador perdeu mais uma boa chance de calar a boca.


 
 

MUITO BRITISH

Após o absurdo boicote britânico às instituições universitárias israelenses, agora é a casa real que provoca turbulência na comunidade judaica da Inglaterra e furor em Israel. O jornal judaico-londrino Jewish Chronicle acaba de revelar que em agosto passado, assessores do príncipe Charles, herdeiro da coroa inglesa, recusaram o convite oficial feito ao príncipe para visitar Israel. O motivo da desfeita, segundo o e-mail, é que a visita seria usada para melhorar a imagem internacional de Israel, o que seria inaceitável para o príncipe. A liderança judaica da Inglaterra divide-se nos que lembram a tradicional simpatia de Charles às causas judaicas, e os que acham o gesto de seus assessores ultrajante.


Charles o "very british"


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

POUCA NOTÍCIA E MUITO OTIMISMO
Respiro aliviada toda vez que os noticiários das TVs israelenses começam com coisas que acontecem em qualquer país do mundo: greve de professores, escândalos financeiros, acidentes de trânsito... Não que sejam boas notícias, mas não se comparam com o horror dos atentados terroristas que eram cotidiano em Israel até dois anos atrás. Ou com as sangrentas batalhas da guerra de 2006 contra o Hezbollah. Ultimamente, os noticiários têm sido até mesmo morosos, desinteressantes. Algo incrível para um país que já conheceu tanta turbulência.

A chatice só foi abalada, semana passada, pela violência na Faixa de Gaza entre as duas principais forças políticas palestinas: os terroristas islâmicos do Hamas e os laicos do partido Fatah, mais moderados.




Cai apoio aos fanáticos
do Hamas
 

Milicianos do Hamas abriram fogo contra simpatizantes do Fatah que lembravam os três anos da morte do ex-presidente palestino Yasser Arafat no maior comício visto em Gaza desde 1994. Oito morreram e centenas ficaram feridos.

O incidente ajudou a diminuir ainda mais o apoio dos palestinos ao Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza na marra em junho, expulsando os principais líderes do Fatah da região. Eleito democraticamente em 2005, o Hamas só tem, hoje, o apoio de 20% dos palestinos. O Fatah, fortalecido, tem o dobro de apoio : 40%.

Não que o Fatah morra de amores pelos israelenses. Mas pelo menos não tem como objetivo explícito a destruição de Israel. Os líderes do Fatah preferem negociar, mesmo que isso seja difícil. O enfraquecimento do Hamas pode ser um bom sinal. Sinal de que o terrorismo está mesmo em baixa para a grande maioria dos palestinos - como o marasmo dos noticiários israelenses parece comprovar.



 
 

MARAVILHA EM PERNAMBUCO

A comunidade judaica de Recife está mobilizada para o concurso promovido pelo Jornal do Commercio que apontará "As Sete Maravilhas de Pernambuco". Uma das concorrentes é a Sinagoga Kahal Zur Israel, a mais antiga do continente americano. A sinagoga foi construída em 1636 pela comunidade sefaradita, que na época gozava de inteira liberdade religiosa, durante a ocupação holandesa no norte do Brasil. A reconstrução deste local histórico foi terminada em 2001, incluindo a mikvah (local para banho ritual) original, e teve como principal patrocinador o Grupo Safra. O presidente da Federação Israelita de Pernambuco, Ivan Kelner, vem liderando uma campanha para obter votos e indica o endereço para quem desejar participar: http://www.as7maravilhasdepernambuco.com.br


A fachada da sinagoga em Recife


 
 

COMBATENDO O ESTEREÓTIPO

A associação dos jovens empresários americanos de origem árabe resolveu criar um grupo de pressão em Hollywood, com a finalidade de combater os estereótipos usados pelo cinema americano, que prejudicam a imagem de toda comunidade árabe do país. "A equação na televisão americana e no cinema é: árabe igual a terrorista", declarou Jack Shaheen, um dos lideres do movimento.


Pressão pró-árabe em Hollywood


 
 

FALA O GÊNIO


Livro sobre Woody Allen lançado nos EUA
O genial e polemico Woody Allen vai deixando marcas biográficas em seus filmes e, principalmente, em suas afirmações. "Eu estou convicto que quando você está morto, dar o seu nome a uma rua não ajudará o seu metabolismo". Ou ainda, "Ao invés de viver nos corações e na memória de meus fãs, eu prefiro viver no meu apartamento". Estas e outras tiradas podem ser lidas no livro que está sendo lançado neste final de semana nos EUA sob o titulo "Conversations With Woody Allen", de Eric Lax. O livro foi escrito após infindáveis horas de entrevista de Lax com o gênio do cinema americano. Allen foi fundo em suas idéias e opiniões e declarou que o melhor filme da historia do cinema americano é "Cidadão Kane".


 
 

MEMÓRIA EM PARIS

A mais antiga sinagoga judaico-espanhola construída na França pelos primeiros imigrantes turco-salônicos, que chegaram em Paris no começo do século XX, está ameaçada de ser vendida como um simples imóvel. A pequena sinagoga da rue Popincourt, situada no bairro do 11ème, atualmente fechada, guarda lembrança de uma era em que foi o centro espiritual e cultural da comunidade sefaradita oriunda da Turquia e de Salônica na Grécia. Em agosto de 2004, após um incêndio criminoso que destruiu a fachada da sinagoga, o local foi fechado. Em outubro do mesmo ano foi criada a sociedade "al Syete" para proteger o local como patrimônio histórico da comunidade judaico-francesa. Atualmente está em andamento uma campanha internacional, que já conta com 1300 assinaturas, para rechaçar a nova tentativa de venda do imóvel, e foi constituído um comitê de honra com personalidades do mundo cultural e político, com destaque para o ex-presidente de Israel, Isaac Navon.


A fachada da sinagoga em Paris


 
 

AMÉRICA É AMÉRICA


Bush e Clinton unidos por Israel
Dois pesos pesados da política americana encabeçarão o comitê nacional para as comemorações dos 60 anos de independência do Estado de Israel. Serão os ex-presidentes Bill Clinton e George Bush (pai), conforme anuncio feito pelo presidente da Conferencia das Principais Instituições Judaicas na América, June Walkker. "Nós estamos excitados e agradecidos pela aceitação de dois dos mais importantes lideres americanos, para o posto honorário de co-lideres do comitê nacional, quando vamos realçar as relações especiais entre Israel e os EUA", declarou Walker.


 
 

POBRES NOS STATES

Difícil de acreditar, mas a pobreza judaica nos EUA é maior do que em Israel. Segundo a ultima estatística nacional, cerca de 20% da população judaico-americana é pobre, enquanto em Israel 24% da população total é carente, mas cerca da metade não são judeus. Uma pesquisa anterior, realizada há cinco anos por iniciativa da federação israelita, mostrou que cerca de 350 mil judeus nova-iorquinos encontram-se nos limites da pobreza. O maior percentual de carentes do estado está situado no Brooklyn. Os ultra-ortodoxos tem 27% de pessoas abaixo da pobreza, 23% falam russo com idade abaixo de 65 anos, 21% falam russo com mais de 65 anos e 16% são desempregados ou deficientes físicos. A linha de pobreza corresponde a uma receita anual inferior a 15 mil dólares para uma família de 3 membros. Em Chicago, considerada uma das cidades mais ricas dos EUA, mais de 4 mil judeus carentes recebem atualmente auxilio social da federação israelita local.


Voluntários preparam refeições para carentes
em Chicago


 
 


Luiz Benyosef
Pesquisador Titular do Ministério da Ciência e Tecnologia
Pres. do Memorial Judaico de Vassouras
Diretor do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro - RJ.


O IMPERADOR D. PEDRO I E OS JUDEUS

A ligação de D. Pedro II com os judeus é relativamente bem divulgada, entretanto seu pai, D. Pedro I, também tinha consideráveis laços com a comunidade israelita local. Um dos mais destacados é o comerciante Bernardo Wallerstein que foi fornecedor da Casa Imperial durante o primeiro império. É bastante curiosa uma carta redigida por Wallerstein - em 07 de setembro de 1829 - informando o Imperador que tinha valores a receber pelos suprimentos fornecidos.

Outro nome de grande ligação com nosso primeiro imperador foi a família Phillips, judeus de origem alemã, que inicialmente foram para a Inglaterra, em meados do século XIX, onde se casaram com pessoas da família Samuel. Seus descendentes, no Rio, na primeira metade do século XIX abriram a firma Samuel, Phillips & Cia que tinha grande proximidade com a família imperial. Por ocasião da abdicação de D. Pedro I, no navio inglês "Warspite" que o levaria de volta a Europa, assinou um documento nomeando-os seus procuradores, este documento tinha os dizeres: "Dom Pedro de Alcântara, ex-Imperador do Brasil e a Imperatriz, pelo nosso presente Alvará de Procuração constituímos nossos bastantes procuradores aos senhores Samuel, Phillips & Cia, para assinarem as escrituras de doação que fazemos do seguinte:.... "

 

À esquerda - Cópia do caderno de compras do Imperador D. Pedro I na loja de Bernardo Wallerstein.
À direita - O financista José Buschenthal escreve carta de aconselhamento
para D. Pedro
 


Dessa maneira é gratificante ver a cordialidade e a confiança reinante entre membros da comunidade israelita e a família imperial brasileira. Ainda que remota, talvez seja uma possível explicação pelo grande interesse posterior do seu filho, D. Pedro II, pela aproximação com a cultura judaica e por seus amigos judeus.



 
 


RACIONALIZAÇÃO FILANTRÓPICA


O mega-filantropo americano
Charles Bronfman
O mega-filantropo americano Charles Bronfman propôs uma reorganização do sistema judaico-americano de filantropia nacional, o UJC. Pelo sistema atual, cerca de 155 federações israelitas e mais 400 comunidades judaicas independentes fazem parte de um sistema global de mutua assistência em momentos de crise nacional ou de emergência em Israel. Bronfman propõe a criação de um mini-board, constituído de alguns executivos de destaque, para tratar de dois ou três objetivos a nível nacional, deixando os problemas do dia a dia, e as causas mais gerais, diretamente com as federadas. Na avaliação de Bronfman, a queda no numero de grandes doadores, de um milhão para cerca de 540 mil, está mandando um sinal de alerta: os doadores querem mais satisfação das aplicações realizadas e estão menos engajados nas causas globais. A campanha anual do UJC, incluindo as 155 federadas, alcançou a soma de 1 bilhão de dólares, destinados às causas emergenciais das comunidades, Israel e diversas comunidades em outros países.

Nos momentos de emergência a motivação cresce, e este seria o momento do board agir, como na guerra do Líbano em 2006, quando foram aplicados 360 milhões de dólares na ajuda à população israelense atingida.


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de Nova Iorque


EGITO E O ACORDO DE 2005
Há dois anos o Knesset aprovou o posicionamento de 750 guardas egípcios na fronteira Egito-Gaza. No debate que precedeu a votação, dois deputados do Likud fizeram prognósticos opostos. Yuval Steinitz, então chefe da comissão de relações exteriores e defesa, que apoiou a retirada de Gaza (por razões demográficas) mas não da fronteira (por razões de segurança), alertou que o contrabando de armamentos para Gaza aumentaria dramaticamente, e que o Egito usaria esse aumento para requisitar um número maior ainda de soldados egípcios



Baderna e contrabando
na fronteira Gaza-Egito

 

próximo à fronteira - relaxando a crucial desmilitarização do Sinai ditada pelo acordo de paz de 1979 entre o Egito e Israel. Shaul Mofaz, então ministro da defesa, garantiu que não havia nada a temer, pois "o acordo compromete o Egito a combater o contrabando de armas e infiltrações terroristas."

Desde então, o Shin Beth(Serviço de Segurança) informou ao Knesset(Parlamento) que o contrabando aumentou exponencialmente, que os terroristas dispõem agora de mísseis anti-aéreos e Katyushas, e que vários deles são treinados no Irã e depois retornam tranquilamente a Gaza. Mofaz, atual ministro dos transportes, reconheceu publicamente em Nova Iorque que o que ocorre agora não é mais contrabando, e sim "importação aberta". A Câmara de Deputados dos EUA aprovou o congelamento de 200 milhões de dólares (dos 1,7 bilhões concedidos anualmente ao Egito) até que a secretária-de-estado certifique, entre outras coisas, que o Egito está fazendo todo o possível para impedir o influxo de armamentos.

Como o Senado americano não aprovou uma cláusula semelhante, Steinitz, atual chefe da subcomissão de inteligência e serviços secretos do Knesset, escreveu na semana que passou, a pedido do Sen. Jon Kyle (republicano do Arizona), uma carta aos senadores explicando que "tudo que [os egípcios] tem de fazer é erguer barreiras ao longo das poucas estradas (...) a fim de impedir os caminhões (...) com rifles e mísseis de chegarem à fronteira. [Ou] eles podem declarar a fronteira uma área militar fechada, com uma profundidade de 2-3 milhas para dentro (...) do Sinai, e proibir aí qualquer movimento."

Também na semana que passou Israel rejeitou o pedido do Egito para dobrar o número de guardas na fronteira. E surgiu o boato de que Bush informou ao Egito que está disposto a congelar não só 200 mas 500 milhões de dólares.



 
 

VALE TUDO

A imprensa israelense divulgou informação de que o Ministro de Turismo Itzjak Aronovich propôs permitir a abertura de cassinos na cidade de Eilat, para aumentar o turismo. Segundo Aronovich, também está sendo estudada a permissão para Mitzpe Ramon, Yeruham e no Mar Morto. Aronovich disse esperar uma forte oposição à sua proposta, mas espera convencer os opositores da necessidade de incrementar a vinda de visitantes atraídos pelo jogo livre.


Eilat, a nova Las Vegas do Oriente


 
 

SOLDADOS CHASSIDICOS


Rabinos Klebanow e Bar Haim com soldados ortodoxos no Vale do Jordão.
Cresce o numero de estudantes das Yeshivot-seminários religiosos- que procuram o exercito de Israel para servir. Um dos motivos é o "Batalhão Ortodoxo" que garante a comida kasher e não tem mulheres em seus quadros. Mas a causa principal é a necessidade de encontrar um emprego, o que requer quitação com o serviço militar. No universo dos jovens com 18 anos, existe uma evasão do exercito da ordem de 28%, sendo 11% deles de jovens religiosos. Somente 37% dos homens religiosos têm emprego fixo, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central de Israel. Apesar da garantia oferecida, apenas 250 jovens ortodoxos alistam-se a cada ano, 30% dos quais são sionistas. Uma campanha de panfletagem foi lançada pelo exercito nos bairros religiosos de Israel, convocando os jovens que não pretendem continuar na vida de estudos em seminários, para que ingressem nas forças armas do país.


 
 

ARQUITETURA EM OURO

Claudia Leroy, carioca e suíça, bisneta de José Adler, há 7 anos decidiu abraçar mais uma atividade além de arquitetura e urbanismo, que exerceu em Barcelona e Genebra.

Claudia não deixou de trabalhar como arquiteta especialista em estruturas metálicas, mas há 4 anos vem sendo jurada no quesito de originalidade nos Concursos de Design da AngloGold Ashanti South América. Recentemente recebeu uma encomenda para ser presenteada à esposa do presidente mundial da Anglo Gold Ashanti, Mrs. Godsell, residente na África do Sul.


A designer Claudia Leroy e
uma de suas criações


 
 


REPORTAGEM EXCLUSIVA
PORQUE FAZER MESTRADO EM ISRAEL? - POR DANIELA NELSTEIN

"Para poder entrar no mercado de trabalho." Essa foi a resposta dada pelas duas brasileiras aqui entrevistadas.

Tathiana B. Boukai, 30 anos, arquiteta formada pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e Natalie Vaisman, 22, microbiologista formada pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) são mestrandas em Israel. Tathiana estuda no Technion de Haifa, e está na fase final de sua tese cujo tema é sobre as Estruturas Retráteis com Uso de Membranas, o que a levou para a área da Engenharia Portuária. Enquanto isso, Natalie completa a primeira semana de aula de seu novo curso, Biotecnologia, da Universidade Hebraica de Jerusalém, pois ela quer estudar as bactérias do Mar Morto. 

Segundo uma publicação inglesa do "The Times Highter Educaction Supplement" de 2006, entre as 200 melhores universidades do mundo, três delas são israelenses.


O renomado Instituto de Tecnologia
Technion - de Haifa

Obviamente, não foi apenas devido a essa informação que as duas jovens cariocas decidiram vir morar em Israel, mas também pelo amor ao sionismo.


Natalie Vaisman em frente ao campus
de Guivat Ram

O processo de entrada nas universidades foi lento e burocrático. E a dica que elas deram, para quem estiver interessada em Mestrado aqui, é fazer os primeiros contatos quando ainda estiver no Brasil, buscar nos sites das universidades desejadas como se dá o processo de seleção dos alunos, procurar por professores, mandar e-mails, contata-los, enfim, mostrar interesse.

Apesar da saudade da família e amigos, elas concordam que está valendo à pena. A maior queixa, além da rotina ser muito corrida, é o hebraico. Para morar e viver bem em Israel é preciso falar o idioma local. Tanto Tathi, como é chamada pelos amigos, quanto Nat, também apelido, vieram para cá com o nível de hebraico das escolas judaicas. Elas fizeram Ulpan, se dedicaram, finalizaram o nível desejado para o ingresso na universidade, já falam fluentemente, no entanto, o hebraico é sempre o desafio diário.



Tathiana já trabalha e conta que, quando foi selecionada na empresa, ter o tópico no currículo "mestranda do Technion" foi decisivo para garantir a vaga. Trabalhando cerca de 11 horas por dia, Tathi reclama não ter tempo para nada. Mas no fim da tarde, ela faz academia, pois é lá que alivia as tensões. Na sexta-feira, coloca a vida em ordem, vai ao mercado e organiza a casa, e sábado é dia de baixar a cabeça e estudar. No início do curso, trabalhou de garçonete, até que foi promovida a confeiteira. Enquanto fala sobre todas as empreitadas de Aliá, ela da risada e comenta:   "minha rotina é uma ralação só, mas eu gosto disso. Se o dia tivesse 36 horas, ainda assim não seria suficiente."

Natalie está muito empolgada com o inicio do curso, porém, chateada com a questão da greve dos professores e lamenta:


Tathiana Boukai em seu novo trabalho

"É um saco! Alguns professores estão em greve e outros não,então a gente tem que descobrir quais as disciplinas que já estão tendo e quais não. Além disso, vão atrasar as provas, então não sei quando vou poder visitar o Brasil."

 
Natalie Vaisman no laboratório de Biotecnologia
Apesar disso, Natalie se mostra muito disposta e ativa. A rotina dela é bem corrida. Chegou a Israel há 10 meses e, desde que pisou na Terra Santa, não parou mais. No Brasil, ela contatou com um professor da Universidade Hebraica, o qual hoje é seu orientador. A partir daí, começou a fazer estágio voluntário no laboratório de Biotecnologia da Universidade Hebraica. Simultaneamente, de domingo a quinta, cursava o Ulpan Etzion, onde estudou hebraico até atingir o nível para o mestrado. Não satisfeita, quis cursar também o Ulpan Kaitz, que é oferecido aos futuros mestrandos. Atualmente, vai à faculdade nos horários que tem aula, trabalha em uma loja em um Shopping Center e faz aulas de dança israeli duas vezes por semana à noite.

Diversos alunos brasileiros estão atualmente cursando o mestrado em Israel. Citamos alguns: Lucas Lejderman - RS - Filosofia da Educação - Univ. Hebraica de Jerusalém; Marina Kruter- RS-Odontologia - Univ. Hebraica de Jerusalém; Liat Carmi- SP-Interdisciplinar de Artes - Univ. de Tel Aviv; Yair Mau- SP-Física - Univ. de Ben Gurion em Beer Sheva; Jéssica Landes- RJ-Processos de Ensino e Aprendizado - Univ. Hebraica de Jerusalém; Nathalia Watkins- RJ-Relações Internacionais - Univ. Hebraica de Jerusalém; Miriam Gottlieb- RJ-Sociologia da Educação- Universidade de Tel Aviv; Ana Levy- MG-Judaísmo Contemporâneo- Univ. Hebraica de Jerusalém

Daniela Nelstein
Exclusivo de Jerusalém



 

 


MANCHETES DE FECHAMENTO


-MTV vai lançar canal em árabe em busca de audiência
-Palestinos recuam em todos os itens pré-estabelecidos para acordo de paz
-União Européia estuda novas sanções contra Irã
-Paises da OPEP vão sair das aplicações em dólar americano
-Pesquisa demonstra que 65% dos israelenses acreditam na sinceridade do governo
com relação aos palestinos
-Em Israel custo da água sobe 11,3% para residências e 17,8 para a indústria
-Falta sorvete em Israel devido à escassez do leite em pó
-Irã pode transferir o enriquecimento de urânio para Suíça
-Ministro da Defesa de Israel considera Gaza um caso perdido



 
 


Dedicamos a tribuna do leitor desta edição aos mais de 300 pedidos que recebemos, de diversos estados brasileiros e do exterior, para envio do livreto da Ética dos Pais- Pikei Avot. Agradecemos o interesse de todos e listamos alguns destaques.

MENSAGEM

Caro chaver Osias Wurman
Em nome das  chaverot da  Na´amat Pioneiras no Brasil, queremos cumprimentá-lo pela bela e merecida homenagem prestada em memória da inesquecível chaverá  Pioneira  Miriam Wurman ZL .  Tal gesto é mais uma prova da grandeza de Miriam, que soube transmitir à seu filho e a geração futura,os valores do judaísmo ,através da Tsedaká,cultura judaica, sionismo e  idishkeit.  O Pirkei Avot, livro da ética dos Pais, traduzido em português, será de suma importância para a  continuidade na transmissão dos valores judaicos às próximas gerações. Kol a Kavod
Leia Hecht - Presidente - Na´amat Pioneiras - Brasil

SOLICITAÇÕES EXTERIOR

FANNY FRUCHT - ANTWERPEN - BELGIQUE
Esther Hessing Tank -Miami Beach - USA
Polly Zaicaner -yokneam illit - Israel
Virginia Shadpour - Redondo Beach -California - USA.
Jorge Weissmann - Aachen - Alemanha
Esther Dámaris Tavares - Las Palmas- Ilhas Canárias - Espanha
Sarah Avraham-Bronx - NY- EUA
Leon Esperanza - Montevideo-Uruguai
Esther Crouch - Tecumseh - Oklahoma - USA
Ascher  Szames - Kiryat  Yam - Israel
Vivian Avraham - Raanana - Israel
Milton Ryfer - Kfar Saba - Israel
Silene Bohadana - Nancy - France
More Laercio Hillel Pintchovski - Lisboa-Portugal
Frank Herles Matos - Fall River -MA - USA
Judite Orensztajn - Pisgat Zeev - Jerusalém - Israel
Gladis Berezowsky - Mevasseret Zion - Israel
A H Brafman - Londres - Inglaterra
NILA ELKAYA - HAR ADAR -ISRAEL
Eva Sonnenreich -Tel Aviv - Israel

SOLICITAÇÕES NACIONAIS

Jayme Blay  - São Paulo - SP
Matilde e Pedro Gus - Porto Alegre - RS.
Ivan Kelner - Jaboatão dos Guararapes - PE
Anita Novinsky - São Paulo -SP
Cláudia A.P.Ferreira -Rio de Janeiro- RJ
Sheilla Figlarz -Curitiba - PR
Samuel Szerman - Brasília - DF
Bella Jozef - Flamengo - RJ
Luiz Paulo Leão - Salvador - Bahia
Maria Cristina Nogueira Moreira - Vitória-ES
Michael Lengui - Ribeirão Preto-SP
Luciano Navarro Orenstein Bueno - Brasília - DF               
Marcelo Walsh - Taguatinga - DF
Sérgio L. B. Capovilla - Vitória - ES.
Jose Aker -Curitiba - Paraná
ISAK BEJZMAN - Porto Alegre - RS
Rosemeire Mathias Thomé - Marília - SP
Rubens Moises Plosconos -Sto.André -SP
Maria Cristina Nogueira Moreira -Vitória-ES
Aviva Avritzer -Belo Horizonte -MG
Suzana Andrade Gomes - Aracajú-Sergipe
João Nicácio Rodrigues Filho (Yochanan ben-Yochanan)
RIO BRANCO-ACRE
Sony Teig -Curitiba - PR
Armando Malul -PETROLINA-PE
Johann Wollvsttaven- São José - SC
Marcos Glazer - Florinaopolis - SC
Ricardo Coelho- Imperatriz -Ma
Gladis Blumenthal - Porto Alegre- RS
Eliézer Zac - São José dos Campos - SP
Ricardo Levi -Florianópolis - SC
Mordko Meyer - Porto Alegre - RS
Silvana David Müzel - Osasco - SP
Geraldo Guimarães - São Lourenço - MG



 
 
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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch
e Jerusalém - Daniela Nelstein
Diagramação: MarketDesign - Aline Grynapel