Edição 127        Diretor / Editor: Osias Wurman Domingo, 19 de Julho de 2009

 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- Ministro do Exterior de Israel, Avigdor Lieberman, visitará o Brasil na próxima semana.

- Voltaram os foguetes Qassam lançados pelo Hamas desde Gaza sobre o território israelense em Negev.

- Protesto em Israel contra a privatização de terras do Estado.
- Judeus ultra-ortodoxos do Naturei Karta encontram-se com liderança do Hamas na faixa de Gaza.
- Fornecimento de armas iranianas ao Hamas foi duramente prejudicado pela Guerra de Gaza.
- Imprensa alemã destaca ação judicial contra “anão de jardim” que faz saudação nazista banida na Alemanha.






Osias Wurman
Jornalista


AMEAÇAS CONCRETAS

Na semana em que lembramos os 15 anos do massacre na AMIA argentina, quando terroristas suicidas explodiram o prédio da federação israelita em Buenos Aires, explosões em hotéis de luxo na Indonésia nos demonstram que o perigo está vivo e mais presente do que nunca.

O fundamentalismo ataca em ondas de terror que intercalam as investidas quase diárias no Iraque, com o salpicar de massacres na Índia, Afeganistão, Paquistão e agora na Indonésia.

O fundamento do terror é sempre igual: atacar civis em locais de grande visibilidade para amedrontar a população, no intuito de subjugá-la. Este é o objetivo primordial para o terrorismo.

Quando Ahmadinejad do Irã diz que deseja “varrer Israel do mapa”, ele deve ser levado a sério, e devem ser acionadas todas as iniciativas legais para impedir que tenha meios para perpetrar tamanha aventura.

O desmantelamento das instalações nucleares no Irã não deve ser ônus apenas do Estado de Israel. É dever e obrigação de todas as nações do mundo ocidental que estejam interessadas num mundo de paz e fraternidade.

Esgotadas as iniciativas pacificas para impedir a proliferação nuclear no Irã, certamente assistiremos uma ação física internacional, com apoio até de países árabes e/ou muçulmanos, que temem serem dragados pelas ondas do fundamentalismo xiita, como o Líbano, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Turquia , Emirados Árabes e muitos outros.

Assistimos e falamos de ataques terroristas internacionais, mas não podemos esquecer, nem relaxar, das ameaças para a América do Sul e, em especial, ao Brasil.

As ameaças são concretas !

 

 
 

Procura-se atores mirins e adultos que conheçam a língua iídiche
para filme sobre imigração judaica – Colônia Philippson


José de Abreu – Ator e Diretor - Exclusivo para Rua Judaica

Lendo o prefácio de uma edição americana do livro de Sholem Aleichem Tevie, the dairyman and The Railroad Stories, escrito pelo tradutor do livro Hillel Halkin, mais forte fiquei nesse meu projeto de contar, no cinema, como foi a implantação e desenvolvimento no Brasil da primeira colônia judaica agrícola organizada, a Colônia Philippson. Patrocinada pela JCA – Jewish Colonization Association - entidade fundada no final do século 19 pelo filantropo bávaro-francês Barão Maurice von Hirsch auf Gereuth - a colônia foi uma das centenas formadas nos Estados Unidos, Canadá, Argentina e Brasil para salvar os milhares de judeus que, no Pale of Settlement (Fronteira de Assentamento) da Rússia czarista, viviam nos shtetl uma situação extremamente difícil. A esse respeito diz o tradutor:

Today, its true, when modern Jewish history is read backwards in the monstrous light of the Holocaust, it is difficult to be as shocked as contemporaries were by the plight of Russian Jewry in the last decades of the Czarist Empire (...) But in the context of its own time and place the era of 1881-1917 in Russia was an exceedingly black period, the most savage experienced by the Jews anywhere (...) ...a third of them would be forced to emigrate, a third to convert, and a third to perish from hunger.

Quando, há quatro anos, começaram a nascer meus netos, que são tataranetos de imigrantes da Bessarábia das famílias Keiserman-Scliar e Wladimirsky-Nikolaievsky, que vieram para Philippson em 1904, comecei a estudar a história de seus ascendentes.


Foto de época dos meninos judeus.

O que mais me comoveu foram os cantonistas, meninos de oito a doze anos que eram obrigatoriamente enviados pelos pais para centros de preparação para o exército czarista, mas na verdade centros de tortura para forçar a converter os meninos ao cristianismo. Para depois enviá-los ao exército, aos 18 anos, onde deviam permanecer por mais 25! Se cada shtetl não cumprisse sua cota anual de meninos, eram eles raptados pelos “khapers” nas escolas, sinagogas, e até dormindo em casa ou arrancados dos braços das mães, protegidos que eram pelos soldados do czar.


Meninos cantonistas

Elaborado o roteiro do filme pelos autores Marcos Bernstein (Cidade de Deus), e Melanie Dimantas (Carlota Joaquina), após quatro anos de pesquisas nos quais fui levado a Israel, França e Alemanha (com o apoio das embaixadas dos três paises no Brasil) atrás de informações e documentos, começamos agora a enfrentar mais um desafio.

O protagonista é um menino de 12 para 13 anos que chega ao Brasil poucos meses antes de seu Bar-Mitzva. Como o filme vai ser falado em sua grande parte em iídiche, começaremos a fazer um levantamento da possibilidade de se encontrar no Brasil 3 crianças-atores (dois meninos e uma menina) de aproximadamente 13 anos para o filme. E também, para representar seus pais, mais 3 atores (dois homens e uma mulher), de aproximadamente 35 anos, que tenham bom conhecimento da língua iídiche.

Espero que os leitores possam nos ajudar. Se for muito difícil conseguir no Brasil, partiremos para uma pesquisa mais abrangente, nos EUA, Argentina e Israel.

Quem souber de alguém que se encaixe em nossas necessidades ou que possa nos ajudar de alguma forma nessa busca que – pelos contatos que tenho feito ao redor do mundo – vem ao encontro de um movimento internacional da comunidade judaica para o renascimento do estudo dessa língua tão importante para a história e que se encontra perigosamente perto do desaparecimento.

Shalom!

José de Abreu

(Para contatos, por favor envie e-mail para selecaoatores@globo.com )


 
 

Britney Spears em Filme sobre o Holocausto

A mega pop star americana Brtiney Spears foi vista na semana passada usando um colar com a Estrela de Davi, o que levou a muitas pessoas a perguntar: Será que a "rainha que retorna" está se convertendo ao Judaísmo? Os boatos sobre as ligações da cantora com o Judaísmo têm surgido nos últimos anos, com o seu interesse em relação à Cabala e o seu namorado judeu Jason Trawick.

Também está sendo informado que Spears voltará em breve para a tela grande como a protagonista de um filme sobre o Holocausto, sete anos depois do seu último papel em ‘Crossroads’ que fracassou nas bilheterias. De acordo com relatos à Spears foi oferecido um papel no próximo filme sobre o Holocausto ‘The Yellow Star of Sophia and Eton’ (ainda sem nome em português), que integra viagem no tempo, campos de concentração e uma história de amor.


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

A GUERRA DESCONHECIDA

Sempre digo que Israel é um dos países mais subdivididos do mundo. Há divisões por religião (ortodoxos x laicos), etnia (judeus x árabes), país de origem (imigrantes x nativos), status social (ricos x pobres) e ideologia (esquerda X direita), só para citar as mais latentes. Se por um lado, isso significa uma intensa e interessante diversidade cultural e política, por outro isso se traduz numa constante queda-de-braço. Quer dizer: além do conhecido conflito entre israelenses e palestinos (que eu não considero exatamente “interno”, mesmo que muitas vezes envolva colonos israelenses), Israel testemunha diariamente guerras locais pouco divulgadas.

A mais recente se desenrola em Jerusalém, cidade que já testemunhou conflitos mis. Há cinco anos, durante a intifada palestina, os moradores da cidade temiam homens-bomba em ônibus ou restaurantes. Nas últimas semanas, no entanto, quem vive em Jerusalém teme as violentas manifestações dos ultra-ortodoxos de Meah Shearim e adjacências. Durante essas manifestações, os participantes jogam pedras e outros objetos, põem fogo em latas de lixo, quebram vidros de carros e de lojas, atacam prédios públicos, destroem sinais de trânsito e atacam policiais ou soldados.

Nas últimas duas semanas, manifestantes ultra-ortodoxos se rebelaram por dois motivos. Primeiro: a prefeitura decidiu abrir, aos sábados, um estacionamento para turistas que queiram visitar a Cidade Velha (onde fica o Muro das Lamentações). Para os ultra-religiosos, isso é um sacrilégio. Nada de carros circulando no shabat perto do Muro, mesmo que o estacionamento fique fora da Cidade Velha, a centenas de metros do local. Para os moradores laicos de Jerusalém, a proibição se assemelha às regras do regime talibã do Afeganistão. Isto é: os ortodoxos (um terço da população) ditam como todo o resto deve viver.

O segundo motivo que incendeia os manifestantes é a prisão de uma mulher ultra-ortodoxa, de 30 anos, na semana passada. Segundo a polícia, ela é responsável pela internação de seu filho de 3 anos porque deliberadamente não o alimenta. O menino pesa apenas sete quilos e se parece, sem brincadeira, a um sobrevivente de campo de concentração. Uma foto da criança, divulgada pela mídia israelense, transformou o assunto em ti-ti-ti nacional (pessoalmente, achei de péssimo gosto a divulgação da foto na imprensa). Segundo os médicos, a mulher sofre daquela doença horrível chamada Munchausen by Proxy (Munchousen por Procuração, em português), na qual uma pessoa causa mal a outra para teoricamente chamar a atenção de médicos e receber consolo de parentes.

Os ultra-ortodoxos saíram às ruas para que a mulher seja libertada. A polícia acusa os manifestantes de ignorarem os fato de que ela é doente mental ou uma criminosa.

Antes de ser criticada por leitores que acham que sou contra os ultra-ortodoxos, quero deixar claro que nem todos são violentos ou vandalizam Jerusalém. Fora isso, é claro que não-religiosos também são violentos, quando querem. Mas é importante que a guerra entre ortodoxos versus laicos seja conhecida, porque ela só tende a aumentar de intensidade. Jerusalém, capital do Estado Judeu, realmente se tornou, nos últimos tempos, palco de conflitos entre judeus com e sem quipá, com e sem peiot. É uma pena.


 
 

Israel Testa o Míssil Arrow

Israel irá testar em breve o Arrow, que é um míssil interceptador, numa área de provas americana no Oceano Pacífico, num exercício conjunto que abrangerá três sistemas de defesa antimísseis americanos, informou na terça-feira um dos principais generais dos EUA. O Tenente-General do Exército Patrick O'Reilly, que é diretor da Agência de Defesa de Mísseis do Pentágono, disse que o teste irá permitir que Israel possa utilizar e avaliar o seu avançado sistema Arrow contra um alvo situado a uma distância de mais de 1.000 km, e que é demasiada grande para os lugares anteriores usada para testes do sistema Arrow na região leste do Mediterrâneo.


O sistema Arrow está sendo desenvolvido conjuntamente por Israel e os Estados Unidos e foi concebido para defender Israel contra possíveis ataques de mísseis balísticos do Irã e da Síria. "Eles serão lançados para vôos de teste no início deste verão", informou O'Reilly aos jornalistas. "Eles estão limitados em relação aos testes de alcance míssil que podem realizar na parte leste do Mediterrâneo. Existe uma questão de segurança" ele comentou. "Essa é a principal razão para a vinda deles para os Estados Unidos a fim de utilizarem as nossas áreas para testes"

Porém, O'Reilly não informou quando os testes de vôo irão ocorrer. "Os próximos testes também nos darão a oportunidade em relação aos sistemas Patriot, THAAD e o sistema Aegis, todos interagindo com o sistema Arrow, para que seja demonstrada a plena interoperabilidade durante a execução desse teste", ele acrescentou.

Israel realizou um teste bem sucedido do lançamento do seu míssil interceptador Arrow II em abril, quando interceptou sobre o Mediterrâneo um alvo que simulava o míssil iraniano Shehab. A Rádio de Israel informou que o exercício de abril foi o lançamento de teste nº 16 do Arrow, e uma fonte da defesa de Israel comentou que 90 por cento dos testes foram bem sucedidos. Pelo menos duas baterias do Arrow 22At foram mobilizadas em Israel, que tem testado o sistema para melhorar o seu desempenho em grandes altitudes contra vários mísseis simultâneos.

 
 

Fone no Shabat por Colonos

Dov Lior, que é o Rabino chefe de Kiryat Arba, deu permissão para que os moradores dos assentamentos na Cisjordânia possam utilizar seus telefones celulares no Shabat com a finalidade de informar sobre "movimentos suspeitos da IDF", conforme informado por ativistas dos assentamentos. Uma mensagem que está sendo divulgada pelo Comitê de Ação de Efrat-Gush Etzion-Kiryat Arba Hevron advertiu para que os colonos permaneçam vigilantes e afirmando que: "Devido à ameaça de destruição dos postos avançados deverão ficar alertas e denunciarem qualquer movimento suspeito de tropas". E a mensagem continua com: "Se alguém observar movimento de tropas no Shabat e existir a possibilidade de que essas tropas estejam a caminho para destruir os postos avançados, poderão utilizar o telefone no Shabat e informar aos ativistas designados da área que irão verificar o que está acontecendo e informarão as instruções necessárias para as pessoas".


Nadia Matar que é uma representante do Comitê de Ação do Efrat-Gush Etzion-Kiryat Arba Hevron explicou que depois que o Ministro da Defesa, Ehud Barak, se reuniu com o enviado americano para o Oriente Médio, George Mitchell, que os colonos tinham receio que a qualquer momento o IDF desmantelasse os postos avançados. Matar notou que seis ou sete bulldozers Caterpillar D9 blindados foram deslocados para uma base militar perto Alon Shvut, em Gush Etzion, e deixou claro que os colonos estão em "alerta alto", pois temem que esses veículos sejam utilizados para desmantelar os "20 e tantos postos avançados na região e num futuro próximo". Lior é um dos rabinos sionistas mais proeminentes do país e é conhecedor desta controvérsia. Em 2005 durante a retirada da Faixa de Gaza, Lior exortou todos os seus ex-alunos para desafiarem os seus comandantes e se recusarem a participar naquela "expulsão" dos judeus. No início deste ano ele também disse numa entrevista que os judeus estão proibidos de dar emprego ou alugarem imóveis em Israel aos árabes.


 
 

INVESTIGANDO AS QUADRILHAS NAZISTAS

Com a experiência de quem esteve à frente da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal e da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB/RJ) participou de uma audiência pública, nesta segunda-feira, em Porto Alegre (RS), com autoridades policiais daquele estado. Itagiba coordena a comissão externa da Câmara Federal criada para acompanhar as investigações de quadrilhas neonazistas. Para o deputado Itagiba, as audiências públicas, que também deverão ocorrer em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, estados em que foram encontradas células da quadrilha desarticulada no RS, poderão mobilizar a Polícia Federal a participar de investigações nacionais. Segundo ele, "o trabalho da comissão externa servirá para apressar a aprovação de uma legislação mais severa capaz de reprimir práticas intolerantes". Itagiba é autor do projeto de lei que enquadra no crime de racismo aqueles que negarem o Holocausto, com a finalidade de promover a segregação.


 
 

Aumenta a Imigração para Israel

Após anos de declínio da imigração, Israel espera este ano absorver 15 por cento mais de novos imigrantes que no ano passado, e neste verão deverão chegar 20 vôos que irão transportar mais de 5.000 novos imigrantes provenientes da América do Norte, França, Grã-Bretanha, África do Sul, além de outros países. Destes, cerca de 3.000 imigrantes chegarão em vôos organizados em conjunto pela Agência Judaica e pelo Nefesh B'Nefesh. Cerca de 2.000 são esperados dos Estados Unidos e do Canadá.

Cerca de 200 imigrantes deverão chegar respectivamente da França e da Grã-Bretanha, 130 da África do Sul e 100 de países da América Latina. Cerca de 250 etíopes, recentemente reconhecidos como judeus pelas autoridades rabínicas, também irão imigrar. Todos os imigrantes que participarem no programa irão chegar em vôos especiais incluindo, pela primeira vez, um vôo especial para imigrantes provenientes do Brasil. O primeiro destes vôos chegou a Israel na terça-feira passada. Durante anos o Nefesh B'Nefesh e a Agência Judaica competiram pelo controle da promoção da imigração proveniente da América do Norte, até à assinatura de um acordo no ano passado, que estipula que o Nefesh B'Nefesh será o responsável por localizar imigrantes potenciais e acompanhá-los até Israel, enquanto que a Agência Judaica financiará a sua chegada e a absorção destes novos imigrantes.

As estatísticas estavam em constante declínio desde o ano de 2000. No ano passado, apenas 16.500 imigrantes chegaram ao país, e foi o número mais baixo desde o início da enorme onda de imigração da antiga União Soviética na década de 1990. Eli Cohen que é o chefe departamento de imigração e absorção da Agência Judaica mencionou a crise econômica mundial como o principal motivador para o aumento de imigração. "As pessoas consideram que Israel é como uma ilha de estabilidade em comparação com outros lugares", disse ele.


 
 

“Árvores são mais fortes do que bombas”

Pilar Rahola planta árvore no Memorial Kennedy do KKL

Pilar Rahola é personalidade muito conhecida por gente de fala espanhola e portuguesa de todo o mundo. Foi deputada no Parlamento Espanhol e vice-prefeita de Barcelona, tendo publicado vários livros em espanhol e catalão. Encontra-se na vanguarda da luta em prol dos direitos humanos e dos animais, e é uma das mais importantes comentaristas do mundo hispânico sobre o conflito árabe-israelense. Embora se defina como parte da esquerda européia, já escreveu centenas de artigos condenando, de modo claro e contundente, o terrorismo islâmico, desmascarando também a mensagem antissemita subliminar que se oculta por trás do discurso de condenação a Israel, tão popular na Europa hoje em dia. Na 6ª feira, 26 de junho, ela foi ouvida por mais de 1.300 pessoas na Universidade de Tel Aviv, após ter sido homenageada com a Ordem do Presidente desta universidade. Pilar falou de improviso durante mais de uma hora, expondo suas idéias da forma coerente e brilhante que seus admiradores tão bem conhecem, sendo interrompida várias vezes pelos aplausos da platéia, que a ovacionou de pé, durante longos minutos, ao final do discurso. Embora já tenha visitado Israel diversas vezes, essa foi a primeira vez que veio acompanhada de seus pais; foi também sua primeira oportunidade de conhecer de perto o KKL. Nesta ocasião, a família foi convidada a plantar árvores no Centro de Plantio do Memorial Kennedy, localizado nas Colinas da Judéia, bem próximo a Jerusalém.


 
 

BRASILEIROS NO BROOKLYN EM MEMÓRIA DO REBE

A cada ano cresce o número de brasileiros que viajam para os EUA especialmente para homenagear o Yortzait - aniversário de falecimento - do Lubavitcher Rebe. Este ano completaram-se 15 anos de sua partida.

O REBE, Menachem Mendel Schneerson, foi o maior líder espiritual do povo judeu em sua geração.

Os seus emissários (schluchim) estão hoje em 3.000 organizações espalhadas por 48 países em 6 continentes.


O grupo brasileiro participa do evento na sede central do Movimento Lubavitch Mundial, nos EUA- Brooklin, no tradicional numero 770 da Eastern Parkway.

SE DESEJAR ASSISTIR A HOMENAGEM FEITA NO BRASIL, NA SINAGOGA DO MORUMBI, E APRESENTADA PELO PROGRAMA DE TV SHALOM BRASIL, CLIQUE AQUI:

http://www.shalombrasil.com.br/programas/mostrarprograma?id=64


 
 


LULA INAUGURA PRÉDIO VICKY E JOSEPH SAFRA

O Hospital Israelita Albert Einstein inaugurou seu novo prédio, denominado em homenagem a Vicky e Joseph Safra, em cerimônia no último dia 23 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras lideranças políticas e sociais. O presidente enfatizou a importância das parcerias do HIAE com o governo federal e declarou, em discurso: “A construção do hospital é um exemplo que a comunidade judaica dá ao mundo”. No evento, estiveram presentes também o governador de São Paulo, José Serra; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; o ministro da Saúde , José Gomes Temporão; a assessora da presidência Clara Ant; o secretário estadual de desenvolvimento, Geraldo Alckmin e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, entre outras lideranças políticas. Também compareceram à inauguração o líder da Sociedade Beneficente Muçulmana, Sheik Mohamad El Moughrabi; o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), Dom Raymundo Damasceno Assis; o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer além de rabinos e líderes comunitários. O novo prédio duplicará a capacidade de atendimento do Hospital Albert Einstein. O número de leitos saltará de 485 para 700. A ampliação, que vem acompanhada de um novo método assistencial de atendimento, foi projetada para que todo o processo de construção e utilização do novo ambiente fosse realizado de maneira sustentável. “Nossa preocupação com a sociedade é colocada em prática com iniciativas sustentáveis como esta, sejam na área da saúde, da responsabilidade social ou do meio ambiente”, disse Claudio Luiz Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Claudio Lottenberg após o descerramento da placa de inauguração


Da esq. para a dir.: Gilberto Kassab, Dom Odilo Pedro Scherer, Marisa Letícia, Luiz Inácio Lula da Silva, José Serra, José Gomes Temporão e Claudio Lottenberg

Fotos: Eliana Assumpção (CONIB)


 
 

BRASILEIROS PESQUISAM EM ISRAEL

Por Daniela Nielstein – Exclusivo para Rua Judaica

O Weizmann Institute of Science, localizado em Rehovot, Israel, é considerado um dos mais importantes e reconhecidos institutos de ciência no mundo. Equipado com modernos laboratórios de bioquímica, biologia, química, matemática, ciência da computação e física, o instituto conta com 2500 cientistas, técnicos e estudantes, e vem contribuindo para a Humanidade com descobertas em diversas áreas, com destaque para a saúde e bem-estar social.

Rodrigo Carlessi, gaúcho de 26 anos, é mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, e desenvolve seu projeto de Pesquisa no Departamento de Genética Molecular. Quando ainda estava na faculdade, a Federal do Rio Grande do sul -UFRGS- e ouviu falar do Instituto, já se planejou: "quando terminar a graduação, posso unir o sonho de conhecer e viver em Israel com a possibilidade de obter uma formação científica de nível internacional."

Nesse meio tempo, conheceu Grazia Audino, também bióloga e gaúcha, com quem casou e fez aliah (imigração). Hoje, os dois moram nas "Meonot" (dormitórios) do Instituto. Grazia também trabalha no Weizmann, e é funcionária de um dos laboratórios, onde é auxiliar de pesquisa em Evolução Direcionada de Enzimas. Rodrigo diz estar muito satisfeito, feliz e ainda garante: "quando terminar o Mestrado, quero fazer meu Doutorado no Weizmann e seguir a mesma linha de pesquisa. É apaixonante trabalhar com algo que pode salvar ou melhorar a vida das pessoas". No laboratório onde trabalha, a pesquisa é sobre os mecanismos genéticos e moleculares envolvidos no processo de morte celular, o que é de vital importância para a compreensão de patologias como o câncer e doenças de Parkinson e Alzheimer. A partir de estudos como esse, será possível o desenvolvimento de estratégias de tratamento para tais desordens.

Outros brasileiros que também estão na equipe Weizmann são: Fabio Ramos, carioca de 29 anos, pós-doutorando em Matemática Aplicada, Julia Farache, carioca de 27 anos, doutoranda em Imunologia e Ticiana Sharcansky de Faria, gaúcha de 27 anos, que trabalha em dois Laboratórios, o de Genética e no de Imunologia.

No final da entrevista, Rodrigo deixa uma dica para jovens que estão no Brasil: "Se vocês tem vontade de estudar aqui, acreditem no seu sonho, o Weizmann é realmente um dos melhores lugares para se obter uma incrível formação acadêmica de nível internacional. Um conselho seria ter ótimas notas na vossa graduação, pois elas contam muito aqui. A língua de instrução é o Inglês, então não se preocupem com o hebraico, isso vocês aprendem aqui em Israel, aperfeiçoem ao máximo o vosso inglês".


 
 

ARREPENDIMENTO LITUANO

A Lituânia anunciou que pretende ampliar um plano de indenizações para proprietários de imóveis pertencentes a judeus confiscados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial - confisco mantido durante a URSS - após críticas contra a atual proposta de compensação. O primeiro-ministro, Andrius Kubilius, disse à imprensa que o governo investirá 17 milhões de litas (6,9 milhões de dólares) "em espécie" a mais no projeto, além das 113 milhões de litas que já haviam sido prometidas em março.

O dinheiro extra é o valor estimado de dois prédios em Vilnius; um deles abriga atualmente um museu de história judaica, enquanto no outro funcionava uma biblioteca. O governo prometeu devolver o valor das propriedades confiscadas em espécie depois que grupos judaicos lituanos condenaram a proposta original de compensação apenas financeira.


O debate sobre as propriedades judaicas começou quando a Lituânia se separou da União Soviética, em 1990. As sinagogas foram devolvidas à comunidade há vários anos, mas jamais houve qualquer acordo para dezenas de outros imóveis. Diante desta situação, a cidade de Vilnius tem sofrido pressão de grupos judaicos internacionais e de advogados americanos nos últimos meses.


Kubilius disse que o governo esperava poder enviar o projeto de indenizações ao parlamento o mais cedo possível, e que, se este for aprovado, deve começar a pagar compensações por propriedades da comunidade judaicas expropriadas em 2011. Antes da Segunda Guerra Mundial, moravam na Lituânia 220.000 judeus. No entanto, 95% deles foram mortos durante a ocupação alemã, que durou três anos (1941-44), e hoje apenas 5.000 judeus residem no país.


 
 

PALESTINOS CENSURAM TV AL-JAZEERA

A Autoridade Palestina baniu as operações da TV Al-Jazeera em seu território na quarta-feira e disse que tomaria medidas legais contra a emissora por ter veiculado acusações contra o presidente Mahmoud Abbas. O Ministério da Informação disse em um comunicado que o canal, com sede no Catar, propagou calúnias e incitou os telespectadores contra as autoridades que administram a Cisjordânia, ocupada por Israel. O ministério disse que eram falsas as acusações exibidas na Al-Jazeera na terça-feira e atribuídas a Farouq al-Qadoumi, uma importante figura do partido Fatah, de Abbas. O canal citou Qadoumi dizendo que Abbas conspirou com Israel para matar seu antecessor, Yasser Arafat, em 2003. Arafat morreu em um hospital de Paris em novembro de 2004 de uma doença não revelada. "A TV Al-Jazeera vem dedicando espaço significativo de suas transmissões ao incitamento contra a Organização para a Libertação da Palestina e a Autoridade Nacional Palestina", disse o ministério em um comunicado. "Apesar de nossas repetidas solicitações (à Al-Jazeera) para que seja objetiva quando cobre os assuntos palestinos e expresse uma posição equilibrada em relação à situação interna, o canal continua incitando", diz o texto.

Ao divulgar o banimento, um apresentador da Al-Jazeera afirmou que o canal "expressa sua perplexidade por esta decisão da Autoridade Palestina e declara que vai divulgar um comunicado em resposta às acusações do Ministério da Informação palestino." A Al-Jazeera, disse o apresentador, foi um entre vários órgãos de imprensa a divulgar os comentários de Qadoumi sobre o suposto esquema para matar Arafat. A emissora transmitiu um programa especial de meia-hora sobre as alegações. Três policiais palestinos à paisana visitaram a sede da TV em Ramallah nesta quarta-feira para entregar a ordem de encerramento das atividades. "Os funcionários da Al-Jazeera não têm permissão para trabalhar, não têm permissão para transmitir, e suas equipes não tem permissão para produzir reportagens enquanto o Judiciário não der seu veredicto", disse Adnan Damiri, porta-voz do serviço de segurança palestino. "Nós vamos monitorá-los." A Associação da Imprensa Estrangeira, cuja sede fica em Jerusalém, divulgou um comunicado no qual expressa profunda preocupação e pede à Autoridade Palestina que reconsidere sua decisão, levando em conta seu compromisso com a liberdade de imprensa. Dirigentes palestinos definiram como calúnias as acusações de Qadoumi, que eles dizem ter como objetivo romper os esforços de unidade no Fatah. O partido atravessa um período de turbulência por causa das divisões entre suas facções. Qadoumi vive fora dos territórios palestinos e há tempos critica Abbas. As relações entre a Autoridade Palestina e a Al-Jazeera se tornaram tensas depois que o grupo islâmico Hamas desalojou as forças de Abbas da Faixa de Gaza, dois anos atrás. Os correspondentes do canal disseram então que os assessores de Abbas e autoridades do setor de segurança estavam incitando a população contra eles. Dirigentes palestinos acusaram a emissora de tomar o partido do Hamas, alegação negada pela Al-Jazeera. Na época, os correspondentes da Al-Jazeera foram proibidos de entrar nos escritórios de Abbas ou retirados dali.


 
 

Começaram as Macabíadas

Os 18º Jogos Macabeus foram oficialmente abertos na segunda-feira à noite com a cerimônia da abertura oficial no Estádio de Ramat Gan perante um público de 30.000 pessoas. Mais de 7.000 atletas estão competindo nas "Olimpíadas Judaicas" durante 10 dias.

Os primeiros Jogos Macabeus foram realizados em 1932. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o Presidente Shimon Peres discursaram. No seu discurso Netanyahu se dirigiu aos milhares de atletas: "Através de vocês estão representados 65 países nesta Macabíada, mas existe um país que realmente vocês representam – é o Estado de Israel. Eu vos peço para fazerem a Aliyah". "A Macabiada é feriado no Estado de Israel" disse Peres no seu discurso. "Ao contrário da guerra, uma vitória de um no atletismo não é uma derrota para o outro atleta, pois o atletismo é uma guerra sem vítimas. É um magnífico projeto para a paz. E é bom pois os atletas permanecem eternamente jovens".

A tocha da Macabíada foi acesa pelo nadador americano Jason Lezak, ganhador de medalha olímpica e que optou em renunciar a campeonatos mundiais de natação para que pudesse competir em Israel. "Esta é a melhor época para participar na Macabíada. Já competi muitas vezes em campeonatos mundiais, por isso para mim é importante que eu viva esta experiência" explicou Lezak. De uma perspectiva esportiva, o evento mais importante é a participação de Lezak juntamente com o saltador de vara Alex Averbukh. Este israelense das pistas e de campos irá competir pela última vez na sua longa e ilustre carreira. Os jogos terminarão no dia 23 julho.


Brasileiros na delegação das Macabíadas 2009. (foto:Cinthia Griner)


 
 

Declaração de Israel marcando o 15º Aniversário da explosão na AMIA em Buenos Aires 18 de julho de 2009

Há exatos quinze anos, nas primeiras horas da manhã do dia 18 de julho de 1994, uma poderosa explosão estremeceu a pacífica cidade de Buenos Aires. Um ataque terrorista havia sido lançado contra o centro comunitário judaico AMIA (Asociación Mutual Israelita Argentina). Tragicamente 85 pessoas perderam suas vidas no ataque e centenas ficaram feridas, todas vítimas do terrorismo internacional. O prédio de sete andares da AMIA, o local central das atividades comunitárias judaicas na Argentina, ficou reduzido à escombros e os arquivos da comunidade foram destruídos pela explosão.

A dor e pesar causados por este ataque antissemita é agravado pelo fato de aqueles responsáveis por este ato horrível não serem julgados. Mas enquanto ainda esperam por ser individualmente citados, a responsabilidade pelo ataque não é de maneira alguma anônima. Após anos de inquéritos, o magistrado argentino que investiga o ataque concluiu que a responsabilidade é do Irã que enviou os terroristas assassinos. O governo da Argentina chegou a apelar para a Interpol para que esta emitisse mandados de prisão para muitos suspeitos e este apelo foi aprovado pela Assembléia Geral da Interpol.

Este ataque terrorista, que tinha como alvo cidadãos argentinos inocentes, constitui evidência adicional da natureza antissemita do regime fanático do Irã. Enquanto o Irã deseja agressivamente expandir sua influência na América Latina, nós denunciamos o Irã perante todo o mundo por estar atrás de muitos ataques financiando, treinando e armando organizações terroristas, tentando obter armamentos nucleares e ameaçando varrer Israel do mapa.

Nesta hora difícil, o povo e o governo de Israel se identificam com as famílias enlutadas, com a comunidade judaica na Argentina como também com todo o povo argentino. Ao mesmo tempo, gostaríamos de parabenizar a comunidade judaica que conseguiu se recuperar deste trágico evento, restaurar a comunidade e manter laços firmes com o Estado de Israel. Além do mais, endossamos os esforços do governo argentino de trazer a juízo os responsáveis por este ataque terrorista.

 
 

Canal 10 na Iminência de Fechar

O Empresário Yossi Meiman, que detém uma participação no controle do Canal 10, ameaçou ‘fechar as torneiras’ dizendo que o seu grupo de mídia poderia parar de financiar as suas transmissões já no final de julho. O anúncio de Meiman veio apenas um dia após que a Segunda Autoridade para a TV e o Rádio completou seus preparativos para lances para uma nova franquia para o canal. O CEO (Presidente Executivo) do Canal 10, Yossi Varshavsky, convocou uma reunião de emergência com os funcionários a fim de explicar a situação.

As criticas de Varshavsky em relação ao Ministério das Comunicações, do Ministério da Fazenda e da Segunda Autoridade para Televisão e Rádio foram públicas quando ele disse que o canal "no ano passado foi jogado de um para o outro (entre os três), e desta forma criando uma situação absurda e maluca. Israel poderá ter somente um canal comercial devido à burocracia". O presidente executivo acrescentou que caso o canal interrompesse as suas transmissões poderiam causar a ‘ruína’ de 500 pessoas, incluindo as famílias, e de cerca de 2.000 fornecedores. Fontes do Canal 10 disseram que os fundos ainda disponíveis deverão ser utilizados para pagar os fornecedores e indenizações trabalhistas. Fontes do grupo de mídia Meiman informaram que "os acionistas estão fartos. Todos concordam que esta crise foi causada por falhas regulatórias. Não estamos nos eximindo de nossas obrigações, mas estão nos enrolando - a Segunda Autoridade diz que a responsabilidade é do Ministério, o Ministério diz que é da Autoridade - é hora de tomar uma decisão". O Canal 10 já está em funcionamento há quase um ano, porém com a ameaça de encerramento iminente. Os seus empregados já realizaram comícios de protestos no passado, e espera-se que tomem medidas semelhantes agora. No entanto, fontes do Ministério das Comunicações disseram que tudo está sendo feito para encontrar uma solução viável para o Canal 10, e que "ninguém em Israel quer ver uma estação de televisão fechar".


 
 

“We Want The Light”

Feito originalmente para a televisão pela BBC, este extraordinário documentário em DVD relata o conturbado relacionamento de judeus com a música erudita, o povo e a sociedade alemães nos últimos 200 anos. Mostra a evolução da música alemã de Bach até Schoenberg, e a influência de compositores judeus no processo, como Felix Mendelssohn Bartholdy e Gustav Mahler. É narrado por sobreviventes de campos de concentração, que participaram das atividades musicais mesmo durante o cativeiro e descrevem suas experiências musicais e sentimentos sobre os protagonistas desses episódios.

Entremeando a narrativa, performances da Orquestra Gürzenich de Colônia, regidas por Vladimir Ashkenazy, com trechos de obras de Mahler, Bach, Schoenberg, Bruch, Schumann, Mendelssohn, Wagner, Schubert, Bloch e Brahms, e comentários do próprio Ashkenazy, e de Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Itzhak Perlman e Pinchas Zukerman. O nome do documentário “We Want The Light” vem de um poema de uma menina de 12 anos, escrito enquanto era prisioneira no campo de concentração de Theresienstadt, e posteriormente musicado. A Lasermania - Associação Cultural Laser Digital – apresenta “We Want The Light” em sessão gratuita no próximo dia 04 de Agosto, terça-feira, às 20h30, com a presença de Caio Amaral, que participa de um bate-papo com a platéia após a apresentação. O home theater da Lasermania tem espaço limitado somente para 32 pessoas, por isso é necessário fazer reserva pelo telefone (11) 3167-0196. Caio Amaral é roteirista, estudou cinema em Los Angeles, trabalhou como diretor de comerciais e videoclipes, foi colaborador e crítico da revista Flash e do site Cinema com Rubens Ewald Filho, e assina o blog http://www.profissaocinefilo.blogspot.com


 
 

Antissemitismo na Espanha

"Lamentavelmente, não causou espanto mas sim, muita indignação", expressou Jack Terpins, presidente do Congresso Judaico Latino-Americano (CJL) em relação a recente caricatura antissemita publicada no jornal espanhol 'El País'. A caricatura, que é grosseiramente antissemita, mostra estereotipada as características do judeu ortodoxo, acusando os judeus de abusarem de seu poder financeiro para "ajudar Israel a violar leis humanitárias e internacionais". A obra é do caricaturista Romeo e foi publicada em 29 de junho. Nela, aparece uma imagem acompanhada pela questão: "Mas como pode Israel violar, impunemente, todas as leis humanitárias e internacionais?" O judeu ortodoxo tem a resposta: "Isso é algo que nos custa muito dinheiro". O presidente da Federação das Comunidades Judaicas da Espanha, Jacobo Israel Garzón enviou uma carta ao diretor do jornal, afirmando que publicaram "uma caricatura não muito diferente das publicadas por Goebbels na Alemanha nazista, que desencadeou em um ódio brutal contra os judeus e culminou, como todos sabemos, com um mar de sangue na Europa. Nós, quanto instituição, manifestamos nosso mais profundo repúdio a vinheta de Romeo e solicitamos que não sejam mais veiculadas vinhetas como essa, que somente servem para confundir a opinião pública espanhola no que diz respeito as relações com judeus e Israel" Não é a primeira vez que aparecem caricaturas deste gênero no jornal El País.



 
 

JULGAMENTO DA FERA DE SOBIBOR

A Procuradoria de Munique anunciou a acusação formal contra o criminoso de guerra de origem ucraniana John Demjanjuk como colaborador em 27,9 mil casos de assassinato durante o nazismo. A Procuradoria acusa o idoso, de 89 de anos, de ter conduzido, em 1943, milhares de judeus às câmaras de gás no campo de extermínio nazista de Sobibor, na Polônia ocupada.

Demjanjuk, que insiste em sua inocência, se encontra em prisão preventiva em Munique desde sua extradição à Alemanha pelos Estados Unidos, em maio. A principal prova contra Demjanjuk é seu antigo documento de identificação como integrante do pessoal a serviço das SS, com o número 1393, cuja autenticidade foi certificada por peritos policiais de Munique e que foi determinante para que os EUA aceitassem sua extradição. Além disso, os promotores têm uma lista de transferências de março de 1943, na qual anuncia o envio de John Demjanjuk ao campo de concentração de Sobibor para que trabalhasse como guarda.

A Procuradoria afirmou que não se determinou ainda a data do começo do processo contra Demjanjuk, decisão que fica nas mãos dos juízes da Audiência de Munique. Após a entrega da folha de acusação, Demjanjuk e sua defesa têm um prazo para fazer possíveis alegações, e depois o tribunal decide a data para o começo do processo.


 
 

EXPLODIDO O PAIOL DO HIZBOLÁ

O Exército israelense informou que explodiu um paiol da milícia xiita libanesa Hisbolá no sul do Líbano, a poucos metros da fronteira com o país. A operação, feita na terça-feira, foi informada por fontes do próprio Exército, que pediram anonimato. A munição estava em uma casa na cidade de Khirbet Selm, ao sul do rio Litani, e a cerca de 20 quilômetros da fronteira com Israel. De acordo com o Exército, havia munição e foguetes de curto alcance no local. "Achamos que este é um dos muitos armazéns de munição no sul do Líbano usados pelo Hisbolá", apontou. A explosão foi tão forte que danificou as paredes e o teto de uma casa em Kiryat Shmona, em Israel. O militar informou ainda que tropas da Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Finul) e do Exército libanês tentaram chegar ao local, mas o acesso foi impedido por milicianos do Hisbolá.


Apesar de a imprensa libanesa apontar que a casa estava abandonada desde a guerra entre Israel e o Hisbolá, em 2006, o Exército israelense nega o fato. Antes de negar qualquer relação com a explosão ocorrida ontem, o responsável do Exército qualificou o fato de "clara violação" da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, sobre o cessar-fogo entre Israel e o Hisbolá, mas ainda não levou uma queixa formal. (EFE).


 
 


Israel quer padronizar placas

O ministério dos Transportes de Israel divulgou um plano para mudar as novas placas de trânsito do país para que sejam escritas apenas na língua hebraica. Atualmente, as placas são escritas em inglês e árabe, além do hebraico. Segundo representantes do ministério, a falta de uniformidade nos escritos "confunde" os motoristas. Pelo novo plano, a palavra Jerusalém, por exemplo, atualmente identificada como "Jerusalem", em inglês, "al Quds", em árabe, passará a ser identificada apenas como "Yerushalaim".


"A falta de uniformidade nas placas tem sido um problema para aqueles que falam línguas estrangeiras, tanto cidadãos como turistas", disse Yeshaayahu Ronen, do Departamento de Planejamento dos Transportes. Em entrevista ao site de notícias Ynet, o ministro dos Transportes israelense, Yisrael Katz, explicou algumas das razões da decisão. "Alguns mapas palestinos continuam a se referir a cidades israelenses pelos nomes pré-1948", disse Katz ao site Ynet, se referindo a data de fundação de Israel. "Não permitirei isso nas nossas placas. Esse governo, e certamente esse ministério, não permitirão que ninguém torne a judaica Jerusalém na palestina al Quds", afirmou. Segundo ele, as áreas ocupadas da Cisjordânia onde Israel exerce o controle civil permanecerão com as placas em árabe. De acordo com o ministério, as mudanças serão graduais e nenhuma placa já existente será modificada, a não ser que precise de troca por defeito. O plano do governo foi criticado por políticos árabe-israelenses. "Katz está enganado se pensa que ao mudar algumas palavras, apagará a existência do povo árabe", disse o parlamentar Ahmad al Tibi. Israel tem mais de 1 milhão de cidadãos árabes, que representam 20% da população.(BBC)


 
 

Preso Membro da Ku Klux Klan em Israel

Micky Louis Mayon, que está na lista dos 10 criminosos mais procurados pelo FBI, foi preso em Tel Aviv. Segundo informou um investigador, ele atualmente está morando em Israel com a sua namorada judia, e ela está grávida do seu filho. "Ele mostrou ingenuidade, inocência, e também medo – e é apenas o oposto do que a primeira impressão de um membro da Ku Klux Klan causaria", comentou para a Ynet um oficial da inteligência israelense que dirigiu a operação que teve como resultado a prisão de Mayon. A sua unidade tinha recebido informações da Interpol antes de realizar a operação.


Ele disse que o seu grupo iniciou o planejamento para a prisão imediatamente após receberem as informações e, como primeira medida, passaram a vigiar a hospedaria onde Mayon estava.

"Quando ele chegou à noite, foi identificado e a prisão realizada. Se poderia dizer que ele ficou muito chocado", informou o oficial. "Ele estava apavorado e pediu um copo de água para se acalmar". O oficial acrescentou que Mayon não ofereceu resistência à prisão. Durante o seu interrogatório por agentes do controle da imigração, Mayon pediu para permanecer em Israel pois ele estava esperando um filho da sua namorada judia. Ele disse que sobrevivia através de biscates e com dinheiro enviado pelos seus pais.

Mas a questão do porquê uma pessoa procurada por crimes de ódio teria vindo para o Estado judeu, permanece sem resposta. "Quando eu perguntei o que ele estava fazendo em Israel, ele afirmou que conheceu as pessoas mais incríveis da sua vida por aqui", o oficial relatou. "Talvez ele tivesse chegado aqui por acaso e ficou porque gostou muito do lugar". Fontes do Ministério do Interior disseram que a gravidez não impediria a extradição de Mayon. Uma fonte disse que a sua história era duvidosa, pois a namorada não tinha apelado às autoridades para a legalização da sua estada em Israel devido à sua gravidez. (YNET)

 
 


Ortodoxos Rejeitam Ex-não-religiosos

O caso da mãe em Beit Shemesh, apelidada de "Mamãe Talibã", que foi acusada de maus tratos em 12 crianças e de fechar os olhos ao incesto na sua família, chocou a opinião pública israelense no ano passado. Mas agora, parece que esse fato acontecido na comunidade ultra-ortodoxa de Beit Shemesh, não é mera coincidência.


Um estudo realizado pelo sociólogo Dr. Shlomi Doron da Faculdade Acadêmica de Ashkelon, argumenta que a rejeição dos haredim pelas comunidades ultra-ortodoxas em Jerusalém serve como um catalisador para a adoção de comportamentos extremos. Em livro a ser brevemente publicado, Doron alega que ao recusarem aceitar no seu meio antigos seculares, a sociedade haredi pressiona as pessoas para formarem as suas próprias comunidades, por vezes fundamentalistas.

"Tornar-se religioso é um fenômeno interessante na sociedade israelense", explicou Doron. "Por um lado, essas pessoas realizaram uma atitude espiritual de forma significativa e de grande valor, e por outro lado, os haredim colocam muitos obstáculos no seu caminho", disse ele, referindo-se aos obstáculos em matéria de educação, casamento e habitação. "Um lugar no qual vivem muitos ex-seculares é considerado como menos desejável. Quando uma nova família haredi pretende alugar um apartamento, os outros moradores imediatamente vão verificar quem são e se tiveram quaisquer raízes seculares", disse Doron. Essa conduta, ele acrescentou, obriga muitas famílias a formarem as suas próprias comunidades. "Essas são pessoas que cortaram todos os vínculos com as suas famílias seculares, com a comunidade laica e suas identidades seculares. Quando eles não conseguem ser aceitos pelo mundo haredi, isso lhes causa uma crise pessoal", explicou Doron. “Esse vácuo é frequentemente preenchido por pessoas de “dominação espiritual” como o ‘Rabino’ Elior Chen, que consegue levá-los para locais extremamente horríveis".

Referindo-se ao caso da mãe dos maus tratos, Doron sugeriu que a rejeição pelo mundo haredi criou para ela um vácuo não somente espiritual, mas também mental. "Quando se altera a sua identidade religiosa, e não há ninguém para dar-lhe as boas-vindas do outro lado, isso pode causar sérios problemas mentais ... na verdade, e de certa forma, os haredim são culpados do extremismo dos antigos seculares". A solução para esta situação, concluiu Doron, só pode vir dos grandes rabinos.

 
 

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AGRADECEMOS SENSIBILIZADOS AOS NOSSOS LEITORES AS CENTENAS DE MENSAGENS RECEBIDAS NAS ÚLTIMAS SEMANAS, TOTALIZANDO MAIS DE 400 E-MAILS.

CONSIDERANDO O LIMITE DE TAMANHO DE NOSSO VEÍCULO, IREMOS ENVIAR, NOS PRÓXIMOS DIAS, AS CARTAS EM EDIÇÃO EXTRA.

Mais uma vez, querido irmão Osias, todo o orgulho por sua nomeação. Que felicidade para nós, sua comunidade judaica. Como amigo, parceiro, leitor e admirador, me sinto realizado, representado e contemplado.
Carlos Minc - Ministro de Estado do Meio Ambiente

 

 

 
 
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Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch,
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Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof