Edição 122 Domingo, 24 de Maio de 2009
 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- Comissão de Relações Exteriores do Senado pede que Celso Amorim apoie candidatura de brasileiro à UNESCO.

- Bibi Netanyahu rejeita categoricamente a idéia de Obama para fazer tremular a bandeira da ONU no Kotel Hamaravi- Muro das Lamentações.

- Fontes do Hezbollah dizem que Israel está preparando o assassinato de seu líder Sheique Nasrallah.
- O suposto rabino Elior Chen, acusado de maltratar crianças, será extraditado para Israel por determinação do STF.
- Manobras militares de Israel simularão ataque simultâneo com foguetes do Hamas em Gaza, Hezbollah no Líbano e da Síria.
- Milhares de israelenses saíram às ruas para comemorar o Dia de Jerusalém.




Osias Wurman
Jornalista

 

PANORAMA PREOCUPANTE

Acaba de ser divulgada pesquisa do Centro de Estudos Iranianos da Universidade de Tel Aviv que mostra uma profunda preocupação da sociedade israelense com a possibilidade da obtenção de armas nucleares pelo Irã.

Cerca de 23 % dos israelenses chegam a pensar em deixar o país caso esta hipóteses se concretize. Os que acham que o Irã terá armas nucleares alcançam 85 % dos entrevistados, 57% acham que as novas conversações iniciadas pelos EUA irão fracassar e 41% acham que Israel deve atacar as instalações nucleares iranianas.

Este é o panorama da malignidade causada na população israelense pela ameaça repetida por Mahmoud Ahmadinejad de “varrer os sionistas” do mapa.

A verborréia de Ahmadinejad está pressionando os dirigentes israelenses a prepararem iniciativas que poderiam não ser as desejadas pelos pacifistas de Israel e do mundo.
O terror iraniano está conseguindo intranqüilizar a sociedade israelense, a tal ponto, que as negociações de paz com os palestinos ficou em segundo plano.

Uma vitória eleitoral de Ahmadinejad nas eleições de 12 de junho próximo poderá deixar o mundo ocidental sem opções: atacar em poucos meses ou viver ameaçado para a eternidade.

A proliferação de artefatos nucleares não é problema que atinja unicamente, nem preferencialmente, o Estado de Israel.

É um risco existencial para o mundo civilizado, com destaque para as nações não islâmicas e, em especial, para os governos árabes não xiitas e conservadores, considerados inimigos mortais dos iranianos.

Em matéria de segurança nacional, é melhor prevenir do que remediar.

Nesta semana completam-se 44 anos da execução de Elie Cohen, o mais importante espião israelense conhecido, e que foi enforcado em Damasco.

Até hoje seu corpo não foi devolvido à família. Cohen foi o responsável pela vitória israelense na frente norte durante a Guerra dos Seis Dias em 1967.

> Clique aqui e assista o vídeo sobre Cohen, em inglês

 

 
 



 
 

GUERRA SANTA EM MANHATTAN

Os quatro detidos em Nova York acusados de preparar atentados contra duas sinagogas da cidade e de planejar derrubar aviões militares não pertenciam a um grupo especial, mas queriam fazer a jihad (guerra santa) nos Estados Unidos, segundo informa a Polícia local. O comissário da Polícia de Nova York, Raymond Kelly, assegurou hoje em coletiva de imprensa que um dos detidos na quarta-feira chegou a dizer que "seria bom" que no ataque que preparavam "morressem judeus". "Disseram que queriam fazer a jihad, que estavam preocupados com o que acontecia no Paquistão e que muçulmanos estavam sendo mortos", completou Kelly, que qualificou os detidos como "delinquentes de pequeno porte", que poderiam ter se conhecido na prisão. Os suspeitos foram detidos pouco após pôr o que acreditavam ser um explosivo no porta-malas de um carro parado diante de uma sinagoga, no bairro de Riverdale, no Bronx, e outras duas bombas falsas no banco traseiro de um veículo estacionado em um prédio religioso similar nas proximidades.


A Sinagoga no Bronx “The Riverdale Temple”.

Segundo a Procuradoria do Distrito Sul de Manhattan, os terroristas pretendiam disparar mísseis contra aviões da base aérea de Newburgh, a cerca de 100 quilômetros ao norte de Nova York, onde viviam os quatro, que há meses eram vigiados por agentes do FBI. O FBI e outros corpos de segurança americanos tinham vigiado e fornecido armas falsas aos detidos. "Essa última tentativa de atentar contra a nossa liberdade revela que as ameaças à segurança interior em Nova York são, tristemente, reais demais e demonstram que devemos manter a vigilância em nossos esforços para prevenir o terrorismo", declarou hoje o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, na mesma coletiva de imprensa, oferecida perante uma das sinagogas alvejadas.


Os presos Onta Williams e James Cromitie que queriam explodir sinagogas e praticar atentados.

"Mais do que me assustar, o fato me dá mais confiança do que nunca, porque demonstra que quando há algo em andamento, a Polícia de Nova York descobre e aborta. Isso me dá tranquilidade", explicou o prefeito. Bloomberg detalhou que os detidos - James Cromitie, David Williams, Onta Williams e Laguerre Payen - foram acusados de conspiração para utilizar armas de destruição em massa nos EUA e para adquirir e usar mísseis antiaéreos. Os detidos compareceram nesta quinta perante um juiz do Tribunal Federal do Distrito de White Plains e foram informados oficialmente sobre as acusações apresentadas. O governador de Nova York, David Paterson, detalhou que três dos detidos são americanos e só um tem ascendência estrangeira (Haiti). "Graças à cooperação, o trabalho duro e a dedicação das autoridades federais, estaduais e locais (...) foi eliminada uma grave ameaça e foram frustrados os ataques terroristas em nosso estado", apontou Paterson, que insistiu que em nenhum momento houve perigo real para os cidadãos. Nesse mesmo sentido, o senador democrata por Nova York, Charles Schumer, disse em comunicado que "se há uma boa notícia é que este grupo era relativamente pouco sofisticado". Segundo ele, as forças de segurança conseguiram se infiltrar rapidamente e o grupo não estava ligado a nenhum outro.


 
 


NOVO FILME DE SEAN PEN
N

O ator ganhador do Oscar Sean Penn concordou em assumir o papel de protagonista de um filme sobre um músico aposentado que decide encontrar o carrasco nazista que executou o seu pai, conforme informado pela mídia. Penn desempenhará o papel de um rico roqueiro  que está entediado com a sua aposentadoria e empreende uma missão para encontrar o assassino do seu pai, um ex-criminoso nazista de guerra que se refugiou nos EUA.


O roteiro do "This Must Be the Place" foi co-escrito por Sorrentino e Umberto Contarello e marca a estréia do diretor italiano Paolo Sorrentino em filme falado em inglês. Penn assumirá este novo papel logo após o término das filmagens dos seus três projetos atuais - "Os Três Patetas = The Three Stoges", "Cartel" e "Fair Game". Penn ganhou no ano passado o seu segundo Oscar de Melhor Ator pelo seu papel em "Milk" que foi o primeiro prefeito de São Francisco a se declarar abertamente como gay judeu.


 
 

NAZISTAS “MADE IN BRAZIL”

A quadrilha de neonazistas que começou a ser desarticulada no Rio Grande do Sul pretendia realizar atentados a sinagogas no país e pelo menos 50 pessoas estão envolvidas no movimento apenas em cidades gaúchas. O grupo tem células organizadas em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Segundo o delegado Paulo César Jardim, titular do 1° DP de Porto Alegre, responsável pela investigação, o grupo articula também candidaturas políticas em pequenas cidades. Para atrair adeptos entre os que não têm simpatia pela ideologia nazista, integrantes do movimento passaram a colecionar casos de homicídios praticados por negros em todo o país.


- Não estamos lidando com marginais ou traficantes comuns. Eles acreditam que existam subraças e se organizam em torno desta idéia - diz o delegado Paulo César Jardim, do 1º Distrito Policial de Porto Alegre.

Na última segunda-feira, material de propaganda nazista foi apreendido em residências de cinco municípios gaúchos (Alvorada, Cachoeirinha, Porto Alegre, Caxias do Sul e Bento Gonçalves). Entre o material apreendido foi achado o plano de ataques a sinagogas. A primeira cidade em que os partidários do neonazismo pretendia lançar candidato fica em Santa Catarina.


Segundo Jardim, dois grupos neonazistas estão identificados nos quatro estados. O mais antigo deles é o Blood & Honor (Sangue e Honra),acompanhado há cerca de oito anos pela polícia gaúcha. O outro é o Neuland (terra nova, em alemão), cuja criação é atribuída ao economista paulista Ricardo Barollo, 33 anos, ex-funcionário de uma construtora e acusado de ser o mandante da morte de Bernardo Dayrell Pedroso, de 24 anos, e Renata Waechter Ferreira, de 21. O assassinato ocorreu no Paraná, onde havia ocorrido uma reunião de célula do grupo. Dayrell era estudante de Direito em Minas Gerais. Ela, aluna do curso de Arquitetura na PUC do Paraná.


O nazi-brasileiro Ricardo Barollo.

De acordo com as investigações, Barollo pagava cursos de informática e dava computadores para atrair jovens para o grupo. Segundo Jardim, os dois jovens mortos no Paraná foram assassinados porque discordaram dos atentados que começaram a ser planejados pelas pessoas ligadas ao grupo Neuland. A polícia gaúcha não descarta a possibilidade de envolvimento de empresários e executivos. Foi identificada a compra de pelo menos 40 armas por integrantes do grupo, incluindo até mesmo uma metralhadora e uma submetralhadora. Os dois grupos têm atuação paramilitar, de propaganda da ideologia nazista e política. Na paramilitar, são destacadas pessoas com conhecimento de eletrônica e na preparação de artefatos explosivos. Na de propaganda, materiais com mensagens da ideologia são preparados e distribuídos. O braço político, além de organizar candidaturas, tem como objetivo cooptar novos participantes, a quem chamam de "soldados". Boa parte dos novos adeptos são jovens. Os que aceitam participar, porém, são submetidos a testes de coragem e enfrentamento. E fazem juramento similar ao da máfia, diz o delegado.

- Eles seguram uma tocha e falam as palavras mágicas do neonazismo, que são 14. Fazem ainda juramento de lealdade: "Se tu me traíres, só tem um destino: a morte"

Jardim afirmou que o trabalho de acompanhamento destes grupos é permanente e os estados envolvidos têm trocado informações. Segundo ele, o crime só pode ser punido em fase de execução, não de planejamento, se não houver provas. O delegado afirma que os estados do Sul do país são os mais procurados por neonazistas por conta das colônias de imigrantes, que supostamente preservam a "pureza da raça branca". Além disso, há ainda a ideologia do separatismo, que sugere a criação de um país integrando os quatro estados.


 
 

CÂMARA VAI ACOMPANHAR INVESTIGAÇÕES DE GRUPO NEONAZISTA

A Câmara Federal poderá constituir uma comissão externa para acompanhar as investigações sobre a quadrilha de neonazistas desarticulada, em parte, nesta quarta-feira (dia 20), no Rio Grande do Sul. O grupo possui células organizadas em São Paulo, no Paraná e Santa Catarina. O requerimento foi encaminhado ao presidente da Câmara, Michel Temer, pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). Segundo Itagiba, “a criação da comissão externa é de grande importância para que o parlamento acompanhe o andamento das investigações que precisam resultar numa resposta rigorosa a esses neonazistas que pretendem se articular e disseminar o ódio por todo o território nacional”.

No requerimento, Itagiba ressaltou o perfil do grupo neonazista elaborado pelo delegado Paulo Cesar Jardim, do Primeiro Distrito de Porto Alegre, que coordena as investigações. De acordo com o delegado, “não estamos lidando com marginais ou traficantes comuns. Eles acreditam que existam sub-raças e se organizam em torno desta idéia”. Marcelo Itagiba é autor do projeto de lei nº 987, que enquadra no crime de racismo todos aqueles que negarem a ocorrência do Holocausto e de outros crimes contra a Humanidade, com a finalidade de incentivar práticas racistas. Semana passada, o parlamentar conseguira as assinaturas dos líderes dos partidos na Câmara, pela votação do projeto, em caráter de urgência.

Discurso na íntegra
 


Senhor Presidente,

Tenho uma grave denúncia a fazer a esta Casa, sobre a constituição e desarticulação, em parte, no Rio Grande do Sul, de um grupo neonazista que tinha como objetivo articular candidaturas políticas e explodir sinagogas no território nacional.

O grupo estava constituído também em Santa Catarina e em São Paulo, numa grave ameaça ao Estado Democrático de Direito, por pretender atacar todos aqueles que não são, na famigerada opinião deles, de raça superior.

Portanto, o meu protesto e a minha solicitação a V.Exa. para que, com base no artigo 38 do Regimento da Câmara dos Deputados, constitua uma Comissão Externa destinada a acompanhar esses trabalhos de investigação, para que o Estado, como um todo, possa dar a resposta devida a esses neonazistas, que hoje pretendem se articular e disseminar o ódio por todo o território nacional.

Muito obrigado, Senhor Presidente.

Discurso feito no plenário da Câmara Federal no dia 20 de maio de 2009


 
 

FESTIVAL DE ARTES EM JERUSALÉM

O nono Festival Musrara Mix será aberto no próximo dia 25 de maio em Jerusalém e terá como tema o conceito de avodah zara, que em hebraico significa trabalho estrangeiro como também idolatria. O festival é uma criação da Escola de Fotografia, Mídia e Música Nova Musrara's Naggar e é produzido com a ajuda de seus alunos e docentes, residentes de Musrara e organizações israelenses e estrangeiras.

No primeiro dia do festival, as ruas do bairro Musrara ficarão cheias de fotografias, vídeos-arte, artes performáticas, instalações e exposições divididas em diversas exposições coletivas, sendo que cada uma irá focar um aspecto diferente do conceito de avodah zara; por exemplo, os trabalhadores estrangeiros e a identidade cultural, a liberdade do indivíduo versus os mandamentos divinos, introspecção tribal, trabalho e dinheiro, e trabalho e satisfação pessoal emocional.

De acordo com Avi Sabag que é o diretor da escola e curador-chefe do festival "sair para as ruas faz parte de um processo que começou há 10 anos, um processo de saída das galerias e dos museus e indo para as ruas levando artes orientadas para ações sociais, e de levar a arte para as pessoas que não visitam necessariamente os museus e galerias". Entre os participantes das exposições: Anisa Ashkar, Dor Guez, Leah Golda Halterman, Micha Kirshner, Zohar Kaniel e Amon Yariv. O festival irá até o dia 27, e em todos os dias haverá  apresentações musicais no palco central do evento.


 
 

EMBAIXADORA HEBE CAMARGO

A Dra. Jane Silva e Dr. Nilton Serson participaram do Programa Hebe Camargo, uma das apresentadoras de programa de TV mais querida do Brasil. Eles convidaram Hebe Camargo para participar do Festival Gospel pela Paz em Israel, receber o titulo de “ Embaixadora da Paz na Terra Santa” e plantar uma arvore em Jerusalém.

Anualmente acontece em Jerusalém, Israel, o Festival Gospel pela Paz,  evento que faz parte do calendário oficial das festividades anuais da Cidade Santa de Jerusalém. Cantores do Brasil e outros países são convidados a cantar pela paz nas escadarias do antigo Templo de Jerusalém. Artistas, personalidades, políticos e jornalistas, dentre outros, tem apoiado e participado deste projeto. Evento interdenominacional,  idealizado pela Reverenda Dra. Jane Silva, fundadora e presidente da Comunidade Internacional Brasil & Israel. O projeto é apoiado pelas comunidades e autoridades israelenses e brasileiras. O Dr. Nilson Serson é advogado, professor universitário, presidente do Fundo Comunitário e representante do Keren Hayesod no Brasil.

Vídeo Programa Hebe Camargo: http://www.youtube.com/watch?v=wRJyBFDPQGg


 
 

JERUSALÉM JUDAICA E UNIFICADA

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que Jerusalém "nunca será dividida" e seguirá como capital do Estado judeu, provocando reações indignadas de palestinos. As declarações foram feitas no “Dia de Jerusalém” e após encontros com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no início desta semana em Washington nos quais o líder israelense disse esperar expandir o processo de paz pelo mundo árabe, mas não fez referências à criação de um Estado palestino independente. Palestinos que desejam estabelecer seu próprio país na Cisjordânia, ocupada por Israel, e na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, como parte de um acordo futuro de paz com Israel, dizem querer sua capital em Jerusalém. Os comentários de Netanyahu nesta quinta-feira, durante cerimônia que marca a libertação por Israel da parte árabe de Jerusalém na Guerra dos Seis Dias, em 1967, seguem sua promessa de campanha de manter Jerusalém "unida". "Uma Jerusalém unida é a capital de Israel. Jerusalém foi e sempre será nossa. Não deverá nunca ser dividida e desunida novamente", disse Netanyahu na cerimônia.


Pintura retratando a destruição da Jerusalém judaica e do Grande Templo no ano 70 E.C.

Netanyahu, cuja coalizão direitista assumiu há quase dois meses, disse que somente a soberania israelense sobre uma Jerusalém unificada poderia garantir liberdade religiosa e acesso aos locais sagrados pelas três maiores religiões. Netanyahu deseja que as conversas com os palestinos devem se pautar no progresso econômico e melhorias na segurança na Cisjordânia, ao invés de negociar questões mais delicadas como a situação de Jerusalém, o futuro dos refugiados palestinos e assentamentos judaicos e as fronteiras finais. Palestinos rejeitam tal política, dizendo que a renovação de negociações de paz com Israel depende do apoio público de Netanyahu à criação do Estado palestino e da suspensão nas ampliações dos assentamentos. As declarações de Netanyahu sobre Jerusalém foram similares às feitas por Obama durante sua campanha presidencial no ano passado. Em um discurso a um grupo lobista pró-Israel em junho de 2008, Obama disse que Jerusalém "seguirá como a capital de Israel, e deve seguir não dividida". Depois, Obama disse que palestinos e israelenses tinham que negociar o status de Jerusalém. "Não queremos arame farpado por Jerusalém, como o que acontecia antes da guerra de 1967", explicou Obama.


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

O ANTICLÍMAX POLÍTICO E O PRECEDENTE RELIGIOSO

A semana passada começou em clima de apreensão em relação ao encontro entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente americano Barack Obama, em Washington. Não sei o que tanto todos esperavam, porque estava claro que desse primeiro encontro, nada de concreto sairia. Fora isso, não era segredo que Obama e Netanyahu não compartilham das mesmas idéias. Pouco foi divulgado sobre o que realmente eles falaram e como foi o clima da reunião. Mas a conclusão parece ser que a Casa Branca deve exercer certa pressão sobre o premiê israelense nos próximos anos.

Obama quer que Israel faça concessões aos palestinos para ajudar numa espécie de reconciliação entre o Ocidente e o mundo árabe. O presidente americano parece seguro de que um acordo entre israelense e palestinos é o ponto de partida (ou um dos pontos de partida...) para convencer o mundo árabe a, entre outras coisas, se opor com mais força ao programa nuclear iraniano. Netanyahu discorda. Para ele, o relacionamento de Israel com os palestinos não tem nada a ver com a luta mundial contra as armas nucleares do Irã.

Mesmo assim, a polícia israelense desmantelou um assentamento judaico ilegal na Cisjordânia dois dias depois do encontro em Washington, no que muitos interpretaram como um gesto de boa-vontade para com Barack Obama e um sinal de que Israel não quer comprar briga com a maior potência mundial – e seu principal parceiro político no mundo – neste momento. Mas tenho cá minhas dúvidas se a retirada de sete trailers do alto de uma colina vai apaziguar a Casa Branca. Obama, como todos os seus antecessores, adoraria ser o mediador de uma paz final no Oriente Médio. No final das contas, ele quer a criação de um Estado palestino, idéia mais do que sedimentada mundialmente e que Netanyahu insiste em não apoiar.


 

Vai ser interessante acompanhar a dinâmica entre Israel e Estados Unidos, nos próximos anos. Será que Bibi vai mudar, como Ariel Sharon e Ehud Olmert antes dele? Sharon e Olmert também eram bastiões da direita israelense antes de serem eleitos. Mas foi Sharon – com apoio de Olmert – quem comandou a histórica retirada da Faixa de Gaza (que os palestinos retribuíram, infelizmente, com mais terrorismo). Além disso, não custa nada lembrar que foi um premiê de direita, Menachem Beguin, quem assinou a paz com o Egito, há 30 anos.

Para mim, no entanto, a grande novidade da semana não teve a ver com política internacional. Na quarta-feira, a Suprema Corte de Israel ordenou ao Estado que pare de privilegiar os centros de conversão ortodoxos do país e passe a financiar igualmente os reformistas e conservadores. A decisão, um precedente na história israelense, pode acabar com o monopólio do rabinato ortodoxo sobre os assuntos religiosos do país.

Segundo a Suprema Corte, o monopólio ortodoxo fere o princípio de liberdade religiosa num país democrático como Israel. Como se sabe, até hoje os movimentos reformista e conservador – que pregam um Judaísmo mais moderno, liberal e acessível a judeus não-religiosos e aos não-judeus que querem se converter – não são reconhecidos oficialmente pelo rabinato ortodoxo em Israel.

Isso significa que muitos judeus da Diáspora, convertidos ou não, encontram dificuldades em serem reconhecidos como tais em Israel. A decisão do Supremo israelense é um passo importante na transformação de Israel num país para todos os judeus, mesmo os que não cumprem todas as "mitzvot".


 
 

FOGUETE NUCLEAR IRANIANO

O Irã realizou teste de disparo de míssil terra-terra que tem um alcance de cerca de 2.000 km, conforme anunciou o Governo iraniano e confirmado por funcionários ocidentais. Este alcance do míssil Sejil-2 possibilitaria o ataque à Israel e contra bases americanas no Golfo Pérsico, embora o líder iraniano não fizesse alusão a qualquer objetivo específico para fora, além das fronteiras do Irã, conforme divulgado pela agência de notícias. "O míssil Sejil - 2, que possui uma tecnologia avançada foi lançado hoje", a agência noticiosa IRNA citou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, como dizendo que "acertou exatamente o seu alvo".


Ele falou durante uma visita à província Semnan, no norte do Irã, onde a IRNA reportou que foi o local de lançamento, porém não informou qual foi o alvo. Este lançamento representaria, aparentemente, o primeiro teste bem sucedido do Irã de um míssil de combustível sólido, o que o tornaria muito mais móvel e mais fácil de esconder do que a sua atual geração de foguetes do combustível líquido. Até agora o míssil de maior alcance do Irã era o Shahab-3 que utiliza combustível líquido e que foi baseado num míssil desenvolvido pela Coréia do Norte.  "Acho que este é um desenvolvimento significativo" afirmou Gary Samore, que é o encarregado principal do presidente Obama para o controle de armas e segurança nuclear, durante uma entrevista em Washington. "Sob o ponto de vista da mobilidade este é muito mais fácil para se mover de um local para outro". Samore afirmou que esperava que a administração Obama "será capaz de capitalizar em relação a este lançamento para reforçar o nosso caso" sobre os perigos do programa nuclear iraniano. Funcionários do governo americano e inspetores internacionais estão preocupados, pois que o Irã parece ter feito significativos progressos no campo das três tecnologias necessárias para a obtenção de uma arma nuclear eficaz: o enriquecimento do urânio para atingir o nível de utilização como arma, o desenvolvimento de um míssil capaz de atingir Israel e partes da Europa Ocidental e o desenho de uma ogiva que caiba no míssil. O maior mistério é em torno do programa da ogiva, que os serviços de inteligência informaram, no final de 2007, que tinha sido interrompido no final de 2003.


 
 

AVES NO LUGAR DE AGROTÓXICOS

Corujas e gaviões estão sendo empregados por fazendeiros no Oriente Médio para controlar pestes de roedores na agricultura. Muitos fazendeiros estão instalando caixas para encorajar a construção de ninhos pelos pássaros, que são predadores naturais dos roedores. Em Israel, onde há uma iniciativa para reduzir o uso de pesticidas tóxicos na agricultura, a prática foi transformada em um programa com financiamento do governo nacional. Agora, cientistas e organizações pela conservação da natureza da Jordânia e dos territórios palestinos se uniram ao esquema. Segundo a ONG BirdLife International, centenas de aves de rapina - entre elas várias espécies ameaçadas - foram mortas em Israel por comer roedores que haviam ingerido raticida colocados nas plantações para combater as pragas. Mas os cientistas agora trabalham junto aos agricultores para combater o problema usando os pássaros em vez do veneno. "Muitos fazendeiros acreditam que os pesticidas químicos são sua única opção. Eles usam grandes quantidades, borrifando a substância nas plantações com a ajuda de aviões", disse Motti Charter, pesquisador da Universidade de Tel Aviv e líder do Global Owl Project em Israel. "Temos procurado os fazendeiros para encorajá-los a diminuir o uso de raticidas e instalar as caixas para ninhos."


O esquema começou em 1983, quando algumas caixas para ninhos foram erguidas perto de um kibbutz, uma fazenda comunitária, no vale de Bet-She'na, ao sul do Mar da Galileia. O projeto foi se expandindo gradualmente para incluir caixas que encorajem a construção de ninhos por gaviões. "Os gaviões caçam durante o dia e as corujas caçam durante a noite", disse Charter. "Esta ameaça constante de predadores 24 horas por dia causou mudanças no comportamento das pragas, resultando em menos danos à produção agrícola." Segundo a World Owl Trust, que financiou parte da pesquisa de Charter, há cerca de 1.000 ninhos de corujas-de-igreja em vários locais em Israel. A ONG chegou a instalar uma câmera em uma dessas caixas. Como a sub-espécie de coruja-de-igreja em Israel é menos territorial do que as da Europa, e porque a população de roedores é estável durante todo o ano, as caixas para a construção de ninhos podem ser colocadas a uma distância relativamente curta umas das outras. "A Jordânia entrou recentemente a bordo do esquema", disse Tony Warburton, presidente honorário do World Owl Trust. "Então o projeto está realmente unindo as pessoas." "Os pássaros constroem ninhos onde quer que haja comida e um habitat adequado. Eles não conhecem fronteiras nacionais", disse Charter.( BBC) .


 
 

CABALA AJUDOU MADONNA E LUZ

Não foi apenas a beleza, a juventude e o charme latino de Jesus Luz, 22, que levou a popstar Madonna a ficar atraída pelo brasileiro. Segundo afirma o tabloide "New York Post", o fato de ele ser adepto da cabala --mística do judaísmo da qual a estrela é seguidora-- antes mesmo de eles se conhecerem foi fundamental. O tabloide diz que Jesus aderiu à cabala enquanto ainda era um esforçado modelo no Rio. Já Madonna é uma ávida seguidora do movimento desde a década de 90. "Madonna deve ter pensado que encontrou Deus quando ela conheceu Jesus", afirma um devoto da cabala em Nova York, lembrando a relação do nome do modelo com conceitos do movimento.

Leonardo Reis, que dirige o Centro de Cabala no Rio, ajudou Jesus com seus estudos, iniciados em julho de 2008, cerca de seis meses antes de Madonna conhecer o modelo. "Tudo que eu posso dizer é que Madonna está muito feliz com Jesus", afirmou Reis ao tabloide.  Após Madonna conhecer Jesus em uma sessão de fotos em dezembro passado, Reis organizou um jantar especial para o casal e alguns amigos. O jantar, totalmente a luz de velas e convidados todos de branco, foi realizado em um fim de tarde na luxuosa suíte da cantora no hotel Copacabana Palace, no Rio.  Ainda segundo o "New York Post", quem levou Jesus para a cabala foi sua ex-namorada Krishna Siqueira, com quem o modelo rompeu logo após a sessão de fotos em que conheceu Madonna. O encontro de Jesus com o movimento teria ocorrido em julho do ano passado.  "Minha mãe deu algumas cartas da cabala para que ele meditasse", afirma a ex-namorada que, segundo amigos, perdeu contato com Jesus após ele se mudar para Nova York com Madonna. O tabloide também afirma que a espiritualidade sempre foi parte da vida do modelo brasileiro. A mãe de Jesus, Cristiane Regina da Silva, 37, é evangélica e o pai, Luis Heitor Luz, 46, afirma que decidiu batizar o filho com este nome pois admira a filosofia de Cristo. (Folha)


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque


ENCONTROS

Nessa segunda-feira “encontrei-me” com Michelle Obama – eu e as outras 3994 pessoas que superlotaram a Metropolitan Opera na noite de abertura da temporada em Nova Iorque do American Ballet Theater. A esposa do presidente Barack Obama, que horas antes havia inaugurado uma nova ala no Metropolitan Museum of Art, foi apresentada por Caroline Kennedy (filha de uma outra primeira-dama, Jacqueline Kennedy Onassis) e aplaudida de pé por cerca de 20% da platéia – platéia essa com muitos superstars e políticos, e dividida entre os muitos que foram ser vistos, os que foram ver, e alguns que foram assistir ao balé. No programa duas obras pequenas especialmente criadas para a noite de gala, uma peça dançada pelos 50 alunos da escola de balé do ABT, e 8 fragmentos dos balés dessa temporada. Entre os 15 dançarinos principais estava o amazonense Marcelo Gomes, que dançou com a russa Diana Vishneva a cena do balcão de Romeu e Julieta e foi muito aplaudido.


 


No dia seguinte encontrei-me em Washington com o primeiro ministro Benjamin Netanyahu – eu e outros 40 líderes de organizações judaicas convidados para a Blair House, onde ficam hospedados os chefes de estado em visita oficial ao presidente americano.  Como escreveu Alon Pinkas, ex-consul israelense em Nova Iorque, “12 presidentes americanos e 13 primeiro ministros israelenses já haviam se reunido desde a independência de Israel em 1948, mas nenhum encontro havia causado tanta expectativa e especulação quanto o [primeiro] entre Obama e Netanyahu” (na verdade eles já haviam se encontrado duas vezes antes, mas não nos seus cargos atuais).

Uma visita oficial “de trabalho” à Casa Branca (diferentemente da “de estado”) é dividida em três partes: uma reunião dos dois governantes na presença de seus respectivos assessores, um tête-à-tête, e uma photo-op durante a qual os líderes fazem um breve pronunciamento e respondem, cada um, a duas perguntas dos repórteres. O meu palpite era que, com Obama há pouco tempo no poder e cheio de problemas urgentes, não haveria um confronto nessa viagem.  Mas quando assisti à photo-op ao vivo pela TV, confesso que fiquei preocupado com a linguagem corporal de Netanyahu, tenso e desconfortável, em nítido contraste com a do presidente. Como a grande preocupação de Netanyahu era o Irã (e não o conflito árabe-israelense), imaginei que ele havia ouvido de Obama que Israel deveria resignar-se com a nuclearização do Irã.

Pelo que vim a saber em Washington (inclusive através de uma pessoa ligada ao presidente), o inusitadamente longo tête-à-tête, quase que inteiramente devotado à questão iraniana, foi bastante cordial e encorajador.  Tudo leva a crer que Obama adotou a posição do conselheiro de segurança nacional James Jones (oposta à do secretário de defesa Robert Gates) de que a produção de armas nucleares pelo Irã representa uma ameaça inaceitável para Israel, para os países árabes alinhados com os EUA e para os interesses americanos.  Se até o final de 2009 o “diálogo” do governo Obama com o regime do Irã não resultar na cessação comprovada do enriquecimento de urânio, medidas de “autodefesa preventiva” poderão ser adotadas.

É inegável que algumas posições divergentes entre Obama e Netanyahu, especialmente com relação ao conflito israelo-palestinense, poderão causar fricção entre os dois líderes no futuro. Porém, como declarou nessa semana Aaron Miller, ex-conselheiro de seis secretários de estado, “aqueles que esperavam um rompimento nas relações entre os EUA e Israel [tem motivos para ficarem] decepcionados”.


 
 

MALANDRAGENS DE AHMADINEJAD

Os opositores do presidente iraniano linha dura o estão acusando de tentar comprar votos antes da próxima eleição presidencial de junho, dando cheques e legumes de graça para os pobres. Porém, o governo de Mahmoud Ahmadinejad defende tais pagamentos dizendo que os cheques de 500.000 e 1 milhão de ‘rials’, equivalentes a cerca de US$ 50 e US$100,  nada têm a ver com a eleição. Mas os críticos  do presidente consideram estes pagamentos e doações como um meio para enfrentar uma de suas maiores vulnerabilidades na votação do dia 12 de junho - o descontentamento pela condução titubeante da economia do país. O governo desde o ano passado tem distribuído dinheiro para famílias pobres, que na sua maioria vivem nas zonas rurais e em cidades pequenas, porém, nas últimas semanas aumentou a distribuição a fim de incluir os alunos e professores; ele também anunciou que no dia 10 de maio começará a pagar US$ 80 para 5,5 milhões de pessoas nas zonas rurais por todo país. Os adversários de Ahmadinejad o acusam de utilizar o dinheiro para conseguir os votos de pessoas que sofrem duramente pela crescente inflação e desemprego.


''A tentativa de conseguir os votos das pessoas por meio da utilização de fundos públicos é um fenômeno perigoso e que está sendo empregado pela primeira vez (pela administração de Ahmadinejad), conforme foi divulgado pelo partido reformista, chamado de Organização Mujahedin da Revolução Islâmica. Mohammad Reza Khatami, que é ex-porta-voz do parlamento disse: “O governo de Ahmadinejad não tem quaisquer outro planos além de somente entregar cheques de US$ 100” - Ahmadinejad, ele próprio que vem de uma infância pobre, foi eleito em 2005 utilizando uma plataforma populista que prometia compartilhar as receitas do petróleo do Irã com cada família, de erradicar a pobreza e diminuir o desemprego. Funcionários do governo que o acompanham nas suas viagens pelo Irã começaram no ano passado a entregar o dinheiro para pessoas que pediam ajuda financeira. Políticos de ambos os lados, reformistas e conservadores, afirmaram que esses pagamentos promoviam “uma cultura de pedir esmolas ”.

Um candidato oponente de Ahmadinejad é o conservador Mohsen Rezaei, que afirma que o presidente deveria criar empregos para os jovens, em vez de simplesmente entregar dinheiro para eles com fundos do governo. ''Não dêem dinheiro para os jovens, mas sim empregos com bons salários'' disse ele num comentário postado no seu site, na segunda-feira. ''As atuais condições econômicas estão prejudicando a dignidade dos iranianos''.

Iranianos reformistas, que buscam uma flexibilização no país das restrições sociais e políticas, e melhores laços com o Ocidente, antevêem uma grande oportunidade para estragar as chances para a reeleição de Ahmadinejad, e um dos seus principais argumentos é o fato que Ahmadinejad gasta muito do seu tempo se opondo e criticando os EUA e Israel e pouco do seu tempo para cuidar da economia do seu país. Mir Hossein Mousavi, que é o principal candidato reformista, disse que esses pagamentos ''às vésperas de uma eleição são uma afronta à dignidade dos iranianos' - também disse que esse dinheiro deveria ter melhor destinação em projetos de infra-estruturas para o país. O jornal reformista ‘Etemad-e-Melli’, ‘Confiança Nacional’ publicou que estudantes protestaram contra a distribuição de cheques de US$ 50 no domingo num dormitório universitário em Teerã, pois consideravam aquilo um insulto. A agência semi-oficial de notícias Mehr, no entanto, citou Farhad Rahbar que é o reitor da Universidade de Teerã como dizendo que os alunos estavam zangados porque queriam mais dinheiro que o governo estava oferecendo. Auxiliares de Ahmadinejad também entregaram cheques de US$ 50 para estudantes do sexo feminino durante a visita do presidente em março. O governo chamou estes pagamentos do presidente como um presente para Nowruz que é o ano novo persa. Nas últimas semanas o governo também tem distribuído batatas em pequenas cidades. Na segunda-feira estudantes num evento de campanha para Mousavi na cidade de Yazd, na parte central do país, cantavam: ''Não queremos um governo de batatas'' e ''Morte às batatas'' como uma paródia ao ''slogan de ''Morte à América'' que sempre aparecem nos comícios dos linha-dura. O governo disse que as batatas nada tinham a ver com a eleição, dizendo que foi uma escolha entre a sua distribuição ou deixar elas apodrecerem.


 
 

LULA É CÚMPLICE DESSA MALUQUICE ?


O egípcio Farouk Hosni desfilando, esta semana, pela Av .Atlântica no Rio.

Escrito por Gilberto Dimenstein para a Folha Online

O Brasil tem uma chance imensa de colocar um brasileiro como diretor-geral da Unesco --um cargo importante para um país que tenta colocar a educação no topo de sua agenda. Mas o Itamaraty, mais precisamente o ministro Celso Amorim, não quer-- e pior, está apoiando alguém acusado de racismo que, por isso, perdeu apoio de países como a França. Há tempos não via um disparate tamanho.

O vice-diretor da Unesco chama-se Márcio Barbosa, que tem apoio da países como Estados Unidos e França. Significa que, na prática, estaria eleito. Acontece que sua candidatura não irá para frente se não tiver o apoio de seu próprio país. E não tem.

Celso Amorim justifica sua decisão, alegando que o Brasil tem um compromisso com os países árabes, ao apoiar o ministro da Cultura do Egito, Farouk Hosni. Até não seria tão ruim deixar de sustentar um brasileiro se o outro candidato fosse melhor. Ocorre que o ex-ministro da Cultura é autor de uma série de frases polêmicas, como a de que queimaria livros em hebraico --e, depois, foi obrigado a dizer que não foi bem assim que falou. Também foi contra a criação de um museu judaico no Cairo.

Convenhamos que alguém com esse perfil não é exatamente o melhor nome para chefia uma entidade internacional dedicada à cultura e à educação. O prazo para o posicionamento do Brasil vai até o final deste mês. Fico no aguardo para saber se Lula vai permitir ou se é cúmplice dessa maluquice diplomática.  


 
 

ISRAEL REABRIRÁ CONSULADO EM SÃO PAULO


O Ministério das Relações Exteriores de Israel planeja abrir um novo Consulado Geral em São Paulo até 2010. O Chanceler israelense Avigdor Liberman informou ontem (19) pessoalmente por telefone ao chanceler brasileiro, Celso Amorim, a novidade.

Nos últimos anos houve um considerável crescimento nas relações econômicas entre os dois países, como o acordo assinado de livre comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel, por exemplo. Hoje existem mais de 150 escritórios representando empresas israelenses em São Paulo, e cada vez mais companhias tem interesses em desenvolver negócios no Brasil. Em 2008 houve um aumento de mais de 35% no intercâmbio comercial entre os dois países e o fechamento do ano ultrapassou 1,5 bilhões de dólares.

Desde o início de maio deste ano a El-Al Israel Airlines opera um vôo direto entre Tel-Aviv e São Paulo. São três viagens semanais entre os dois países, o que conseqüentemente gerou um aumento no turismo de pessoas e de negócios entre Brasil e Israel.

Mas o motivo da reabertura do Consulado não é somente econômico. Ambos os países mantém relações bilaterais para cooperação cientifica, tecnológica, acadêmica, nos campos de saúde e agropecuária, além de cooperações e trocas culturais. Israel também quer fortalecer as relações com as comunidades judaicas de São Paulo e do Sul do Brasil. Todos estes dados mostram a necessidade de uma nova representação israelense na cidade, além dos escritórios da Missão Econômica e do Ministério do Turismo de Israel já existentes.

Hoje os brasileiros não precisam de visto para visitar Israel e o mesmo vale para israelenses visitarem o Brasil. Ambos os países mantém um acordo que permite a entrada de seus cidadãos e a permanência nos dois países (como turistas) por até três meses, salvas as exceções, sem a necessidade de visto.


 
 

ATAQUE ANTISSEMITA NA ARGENTINA

A Polícia de Buenos Aires, na Argentina, prendeu pelo menos cinco pessoas após manifestantes antissemitas atacarem pessoas judias que comemoravam no domingo o 61º aniversário da criação do Estado de Israel, informou a polícia.

Durante a cerimônia do grupo judaico manifestantes brandindo cartazes antissemitas invadiram e provocaram cenas de violência e cinco pessoas foram presas após o tumulto, disseram as autoridades.


Atacantes detidos e cartaz dos agressores.



Panfleto distribuído pelos agressores durante o ataque em Buenos Aires.

Uma unidade anti-discriminação da polícia teve que escoltar o Embaixador israelense Daniel Gazit para longe do tumulto.

> Clique aqui e ouça a entrevista do Embaixador Gazit

Conforme relato dos organizadores diversos judeus foram espancados e necessitaram de cuidados médicos. "Foi assustador" disse à Ynet Enrique Greenberg que foi um dos organizadores e segundo ele os confrontos duraram 15 longos minutos. "Nós ficamos completamente chocados. Ocorreram protestos anti-Israel na ocasião da Operação ‘Cast Lead’, mas o que aconteceu aqui foi completamente incomum. Há apenas três semanas atrás nós comemoramos o Dia da Independência de Israel e sem quaisquer incidentes" disse ele. "A multidão nos exortou para continuarmos as celebrações. As pessoas se recusaram a sair e pediram que não deixássemos (os anti-semitas) ganharem ou quebrarem o nosso espírito e animo. Esta é uma prova da força da comunidade judaica aqui. "A Argentina tem a maior comunidade judaica da América Latina e este país sul-americano já sofreu dois ataques terroristas anti-judaicos mortais. Um carro bomba que explodiu um centro de caridade social matando 85 pessoas e deixou 300 feridos em 1994, e um ataque à embaixada israelense dois anos antes quando foram mortas 22 pessoas e 200 feridos.


 
 

DESENCONTRO DE BIBI E OBAMA

O Presidente Obama disse, segunda-feira, que ele esperava saber até o final deste ano se o Irã estará fazendo "esforços de boa fé para resolver as diferenças" nas conversações destinadas a pôr um fim ao seu programa nuclear, e sinalizar para Israel bem como para o Irã, que existem limites para a sua vontade para se engajar nesta diplomacia. "Não vamos manter conversações indefinidamente" disse Obama ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após uma reunião que durou duas horas no Salão Oval. O presidente também acrescentou que não tinha a intenção de excluir "uma série de medidas" caso o Irã não colaborasse. Netanyahu, por sua vez, disse a Obama que estava pronto para retomar imediatamente às conversações de paz com os palestinos, mas estas somente teriam êxito se os palestinos reconhecerem Israel como um Estado judeu. Depois deste encontro a portas fechadas os dois líderes falaram para um pequeno grupo de repórteres e responderam a perguntas. A reunião entre os dois líderes, que estão a pouco tempo em seus postos mas com estilos políticos e perspectivas muito diferentes, ocorrem num momento delicado na relação entre os seus países e em especial sobre a questão do Irã. Obama quer tempo para que suas aberturas diplomáticas produzam efeito; Israel está confuso sobre estas medidas e preocupado se o Presidente Obama não vai ser um firme defensor de Israel como foi o seu antecessor George W. Bush.

Na segunda-feira Obama parecia tentar aclarar esta preocupação, falando sobre o desenvolvimento, implantação e utilização de armas nucleares. Ele disse que "não vamos criar uma situação na qual conversações se tornem uma desculpa para falta de ação, enquanto que o Irã continue com seus avanços", e Obama ainda acrescentou que pretende " aferir e realizar uma reavaliação até ao final do ano "sobre se a abordagem diplomática estava produzindo resultados.  Esta reunião entre Netanyahu e Obama foi a primeiro reunião face-a-face depois que cada um assumiu suas funções, e que demorou muito mais tempo que a uma hora inicialmente prevista – e foi tão longa que o presidente precisou re-arrumar sua agenda para o resto do dia, adiando uma reunião com um candidato para chefiar a NASA. Netanyahu e Obama chegaram à reunião com objetivos discordantes : Obama queria que Netanyahu  abraçasse uma solução de dois-Estados para o conflito israelense-palestino, e Netanyahu queria que Obama assumisse uma forte posição em relação à ameaça do Irã contra a segurança de Israel. Alguns dos analistas independentes disseram, logo após, que Netanyahu parecia ter tido sucesso. "A lógica da argumentação de Netanyahu é: 'O que você faria se o poder da diplomacia e o endurecimento das sanções não funcionar?' disse Aaron David Miller que é ex- negociador no Oriente Médio tanto para as administrações Democrata como para a Republicana. "Quem estava esperando um grande racha nas relações EUA-Israel vai ficar desapontado" -  Ainda assim algumas diferenças ficaram evidentes: Netanyahu que é mais ‘falcão’ agradeceu a Obama por manter "todas as opções em aberto" em relação ao Irã e esta é uma frase que Obama raramente usa, mas que foi frequentemente invocada por Bush, tipicamente para significar que os Estados Unidos poderiam utilizar sua força militar contra o Irã se o seu programa nuclear avançasse muito, e Netanyahu não abraçou  explicitamente a solução de dois-Estados como Obama tinha esperanças, mas em vez disso ele disse: "Quero deixar claro que não queremos governar os palestinos, queremos viver em paz com eles". Obama, por sua vez, pressionou Netanyahu para que congelasse a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia - "Os assentamentos têm que ser interrompidos para que possamos avançar" disse Obama. "Esse é um assunto difícil e reconheço isso, mas é um passo importante e por isso tem de ser discutido".


 
 

SHOW DE TARANTINO EM CANNES

Quentin Tarantino cruzou faroeste, filme de gângsteres e fita de guerra em "Bastardos Inglórios" ("Inglorious basterds", no original em inglês canhestro), seu novo longa-metragem, apresentado nesta quarta-feira no festival de Cannes. O filme é estrelado por Brad Pitt no papel de líder de um bando de implacáveis (e improváveis) matadores de nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Tão temível é o bando de "bastardos" judeus americanos que o próprio Adolf Hitler toma conhecimento de sua existência, e a narrativa - como era de se imaginar, violenta e repleta de ação - une figuras da vida real numa trama turbulenta que não se importa de reescrever a História.

- As pessoas têm me perguntado: 'isso é um conto de fadas? É uma fantasia judaica?' - disse Tarantino. - Meus personagens mudaram o resultado da guerra. Mas eles não existem.

O filme dura duas horas e 40 minutos e de fato começa como um conto de fadas revisionista: "Era uma vez... na França ocupada pelos nazistas..." Para o cineasta judeu Eli Roth (de "O albergue"), que no filme do Tarantino é um dos "bastardos" anti-nazistas, "fantasia" é uma palavra fraca para definir a vingança que os personagens promovem.

- Eu diria que é quase um "pornô kosher" - brincou. - Este filme é algo que eu fantasiei desde que era criancinha.


A maior parte do filme é falada em alemão e francês, com legendas, o que pode limitar seu potencial nas bilheterias dos Estados Unidos, mas em Cannes, onde o filme disputa a Palma de Ouro, houve aplausos calorosos após a sessão para a imprensa.

- Não sou um cineasta americano. Faço filmes para o planeta Terra, e Cannes é o lugar que representa isso - disse o diretor de 46 anos, que recebeu a Palma de Ouro em 1994 por "Pulp Fiction - Tempo de Violência".
Aldo Raine, o personagem de Brad Pitt, forma um grupo de soldados judeus norte-americanos encarregados de escalpelar suas vítimas nazistas. Eles têm tanto êxito na empreitada que Hitler passa a temê-los. Diane Kruger faz uma famosa atriz alemã que também é agente secreta cuja missão é abater os líderes do Terceiro Reich. As diferentes narrativas convergem num pequeno cinema parisiense onde, num clímax explosivo, a história é posta de ponta-cabeça.

O elenco internacional do filme inclui Diane Kruger como uma estrela de cinema alemã simpatizante dos Aliados, Daniel Bruhl no papel de um herói de guerra nazista, Michael Fassbender como um crítico de cinema inglês convertido em espião, Martin Wuttke como Hitler e Sylvester Groth como seu braço direito, Joseph Goebbels. Christoph Waltz rouba a cena como um caçador de judeus, e Mike Myers surge como um oficial da inteligência britânica por trás das operações dos "bastardos" de Pitt.

Boa parte do humor em "Bastardos inglórios" deriva da linguagem. A reputação dos norte-americanos de não falar outra língua senão o inglês é um tema recorrente. O italiano tosco falado por Pitt é destacado comicamente pelo personagem poliglota de Waltz.

Tarantino disse que ele e Brad Pitt vinham querendo fazer o filme havia algum tempo. Pitt contou que concordou em representar Raine depois de discutir o papel com o diretor até tarde da noite.


 
 


FALTA DE MORADIAS EM ISRAEL

Embora o mercado imobiliário em Israel esteja enfrentando uma recessão, o Conselho Yesha relata que os preços de alugueis e de venda de propriedades nos assentamentos na Cisjordânia estão subindo. De acordo com os dados do Conselho uma casa na área de Benyamin, que seria vendida por NIS 500.000 (aproximadamente US$ 120.000) agora poderia ser vendida por NIS 800.000 (US$ 192.000), um apartamento no assentamento de Shilo na Cisjordânia ao norte de Jerusalém agora está avaliado em cerca de US $ 192.300, e na área de Eli em US$ 173.740. Uma casa em Kfar Adumim seria das mais caras, pois esta alcança preços de quase NIS 1 milhão - US$ 240.600.


Os preços dos alugueis também estão aumentando, enquanto imóveis pudessem ser alugados na área por cerca de NIS 500 (cerca de US$ 120), há apenas três anos atrás, atualmente os preços variam entre US$ 240 e US$ 385. "O aumento dos preços para a venda e aluguel nas áreas de Judéia e Samaria é um resultado direto da paralisação total dos projetos de construção, imposta pelo governo do ex-Primeiro-Ministro Ehud Olmert", comentou Danny Dayan que é o presidente do Conselho Yesha à Ynet. "Cabe ao governo Netanyahu mudar essa situação", falou Pinchas Wallerstein, que é o Diretor-Geral do Conselho Yesha, acrescentando que "os preços dos imóveis são estabelecidos pela oferta e da demanda - não existe oferta, mas existe realmente uma demanda. Eventualmente, seremos capazes de atender apenas 50% da demanda e os preços vão subir ainda mais".


 
 

ESPIÕES NO LÍBANO

Dois homens de origem libanesa e suspeitos de espionagem a favor de Israel fugiram na segunda-feira através da fronteira fortemente vigiada com Israel, sendo a segunda fuga desde que o Líbano intensificou uma campanha para a prisão de pessoas que suspeitem serem espiões, informaram funcionários do governo. As autoridades libanesas prenderam no final da semana outros dois homens por suspeita de colaborarem com Israel, elevando para 15 o número de pessoas presas e acusadas de espionagem durante as últimas semanas, conforme relataram funcionários da segurança. O Líbano se considera em guerra com Israel e a espionagem ou a colaboração com Israel pode ser punida com a pena de morte. Estas prisões, que ocorreram principalmente no sul do Líbano, parecem ter o propósito de prender os suspeitos de colherem informações sobre os militantes do Hezbollah para o Mossad, que é a agência de inteligência de Israel.

Os dois homens fugiram com os seus filhos na segunda-feira e cruzaram a fronteira de Israel perto da aldeia de Yaroun, informou um oficial militar sênior. Outro homem procurado pelas autoridades libanesas escapou de forma semelhante no dia 5 de maio, também conforme informado por um oficial de segurança. Não ficou claro como os homens conseguiram passar pela barreira da fronteiras sem acionar os alarmes eletrônicos que têm alertado os israelenses sobre tais tentativas em ocasiões anteriores. Cidadãos libaneses que tentam entrar escondidos em Israel são normalmente detidos, interrogados e enviados de volta para o Líbano. Não houve nenhuma declaração por parte de Israel que tem se recusado a comentar sobre estas recentes acusações espionagem.

Nove das 15 pessoas presas nas últimas semanas foram acusadas de colaborarem com Israel e incluem um general aposentado juntamente com sua esposa e o seu sobrinho, e um agente de segurança governamental. O Sheik Hassan Nasrallah, que é o líder do Hezbollah, disse na segunda-feira num discurso televisionado que a sua guerrilha tinha elevado o nível de alerta durante a manobras militares israelenses que iriam acontecer em futuro próximo.


 
 

DISCORDIA ENTRE PALESTINOS

Salam Fayyad foi reconduzido na terça-feira ao posto de primeiro- ministro da Autoridade Palestina na Cisjordânia, liderando um novo governo que exclui a autoridade do seu principal rival, o grupo islâmico Hamas. Fayyad, um economista educado nos EUA e que ganhou a confiança da comunidade internacional, apresentou a sua renúncia em março, dizendo que queria ajudar a preparar o caminho para um governo de unidade palestino com o Hamas. Porém, estes esforços têm naufragado; uma quinta rodada de conversações para a reconciliação que foram mediadas pelo Egito e mantidas entre Hamas e o Fatah que é a força dominante da Autoridade Palestina terminaram na segunda-feira sem quaisquer resultados concretos. Enquanto o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que é também o líder da Fatah, uma facção palestina que discorda do Hamas, o Sr. Fayyad é um político independente e que durante o seu último governo liderou um grupo constituído principalmente por tecnocratas independentes.

Muitos membros da Fatah se sentiram marginalizados pelo governo anterior. Dentre os 20 membros do governo que tomaram posse, estão oito membros da Fatah, numa manobra com a finalidade de amenizar tais críticas. Ainda assim os membros do bloco parlamentar da Fatah se recusaram a participar do novo gabinete, dizendo que o mesmo foi formado sem as devidas consultas. Esses oito ministros provenientes da Fatah não incluem quaisquer legisladores. A autoridade deste novo governo, com sede em Ramallah, abrangerá principalmente a Cisjordânia pois o Hamas, que controla Gaza, disse que o mesmo não tinha legitimidade. O Hamas venceu as eleições parlamentares em 2006 e em Junho de 2007, após uma breve, porém, guerra sangrenta de facções que tomaram o controle da Faixa de Gaza, expulsando as forças pro-Fatah, leais a Abbas. Desde então, administrações em separado tem governado a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. A divisão política entre estes dois territórios tem dificultado as perspectivas de um Estado palestino e prejudicado os esforços de reconstrução de Gaza dos efeitos da guerra.


 
 

VAGAS PARA CURSO INTERNACIONAL NA SAÚDE

A Embaixada de Israel por meio do Centro de Cooperação Internacional, MASHAV abre vagas para mais um curso internacional. Titulado de "A saúde da mãe e da criança: novos conceitos", o curso terá lugar no "Sackler Faculty of Medicine" da Universidade de Tel Aviv e acontecerá de 18 de outubro a 11 de novembro de 2009. As inscrições estarão abertas até o dia 08 de setembro.


As aulas serão ministradas em inglês e abordará temas variadas como: análise laboratorial, farmacologia clínica, nutrição, tratamento intensivo pediátrico e de recem-nascidos, complicações na gravidez, hipertensão durante a gravidez, ultrasom na obstetrícia, restrições de crescimento intrauterino, protocolos de imunização, visitas à hospitais e clínicas israelenses, dentre outros.

Para os candidatos selecionados será oferecida uma bolsa de estudos que inclui meia pensão, assistência e seguro médico durante o período do curso. A passagem aérea não está incluída e as despesas pessoais são por conta do estudante.

Para maiores informações os candidatos devem entrar em contato com a Embaixada de Israel em Brasília, em horário comercial, pelo e-mail: consulsec@brasilia.mfa.gov.il, pelo telefone (61) 21050500 ou pelo site http://brasilia.mfa.gov.il


 
 


BRASIL VOTA CONDENANDO ISRAEL

Ironicamente no mesmo dia em que mais um dos 200 foguetes Qassam lançados sobre Israel desde a “trégua” com o Hamas caía sobre a cidade de Sderot, o Brasil dava seu voto favorável a um projeto de resolução que acaba de ser aprovado na 62ª Assembléia Mundial de Saúde em Genebra (Suíça) condenando o estado de Israel por impedir o acesso de pessoal e equipamentos médicos aos territórios palestinos ocupados, provocando novas baixas entre a população local.


O foguete lançado no mesmo dia da votação.

A resolução acusa Israel de violar normas do direito internacional humanitário e pede que o governo do país – qualificado no documento como “força ocupante” – suspenda imediatamente o cerco ao território palestino, em particular às vias de acesso à Faixa de Gaza.

A resolução foi aprovada por 92 votos favoráveis, seis contrários (Israel, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Papua Nova-Guiné) e cinco abstenções. Todos os países membros da União Européia votaram a favor. Da América Latina, somente El Salvador e Barbados se abstiveram – os demais países votaram favoravelmente.

O projeto foi apresentado pela Argélia com apoio de Cuba, Venezuela e Líbano. Na mesma sessão, foi lido um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) que considera “gravíssima” a situação de saúde nos territórios palestinos ocupados, sobretudo na Faixa de Gaza.

Nenhuma recomendação foi dada ao grupo guerrilheiro Hamas para que faça cessar o lançamento de foguetes contra a população civil de Israel.


 
 

DISTÚRBIOS NA AUSTRÁLIA

Estudantes judeus universitários da cidade de Melbourne, na Austrália, entraram em choque com membros de partidos da extrema esquerda, durante uma apresentação da peça "Sete Crianças Judias" que compara a política israelense em Gaza com o regime nazista durante a Holocausto.

Este caso começou uma semana antes quando os alunos judeus viram folhetos publicitários anunciando a peça e decidiram realizar um protesto na sua próxima apresentação na exibição Biblioteca Estadual de Melbourne - "Nós percebemos que um limite tinha sido ultrapassado e que teríamos que responder e, por isso, decidimos realizar uma manifestação do lado de fora do local" informou à Ynet Tal Dror, que é o representante da Agência Judaica para Melbourne. "Distribuímos folhetos que explicavam porque a peça é anti-semita e estudantes mostravam cartazes que diziam: " Vocês apoiam o terror - racistas, anti-semitas", e conforme Dror a platéia era composta principalmente por membros da extrema esquerda e de oradores árabes".


A situação se agravou quando a platéia começou a provocar o grupo de estudantes judeus, que gritaram de volta "Vocês apoiam o Holocausto!" e havia uma pessoa que gritava em árabe "Vamos jogar todos os judeus no mar". A uma certa altura os policiais foram obrigados a intervir e separar os grupos. "Ele disse que a comunidade judaica local, que é de cerca de 100.000 pessoas, foi surpreendida com o fato de a peça ser apresentada em Melbourne, mas elogiaram aqueles cujos " protestos se fizeram ouvir". Na semana passada, um homem de 38 anos da cidade de Perth na costa oeste foi acusado de postar vídeos anti-semitas no YouTube.


 
 

CÂMERA DE OURO DO FESTIVAL

Um filme israelense notavelmente dirigido por Haim Tabakman, "Eyes wide open", que aborda o tema tabu da homossexualidade na comunidade judaica ortodoxa, tornou-se nesta quarta-feira um sério candidato à Câmera de Ouro do Festival de Cannes, prêmio que recompensa uma obra de estrÉia de um diretor. Aaron (vivido por Zohar Strauss) é um açougueiro respeitado da comunidade ortodoxa de Jerusalém, um "justo", casado e pai de quatro crianças. Pouco depois da morte de seu pai, ele encontra Ezri (Ran Danker, conhecido ator israelense), um belo jovem recém-chegado a Jerusalém. Ezri quer estudar. Ele não tem nem casa, nem família. Descobre-se então que ele chegou à cidade para encontrar um homem que amou, mas que o rejeita. Aaron aceita empregá-lo em seu açougue e o abriga no sótão do estabelecimento. Pouco a pouco, os dois homens descobrem o amor que sentem um pelo outro, apesar da reprovação crescente da comunidade. "Os judeus ortodoxos não dizem nem que o homossexualismo é ruim, eles consideram que não existe", ressalta Haim Tabakman em uma entrevista à AFP.


Aos 34 anos, ele assina este longa metragem, de fotografia irretocável e roteiro apurado, adaptado de uma "tragédia" escrita pelo roteirista Merav Doster há sete anos. O filme foi apresentado na seção "Un certain regard" (Um certo olhar). Tabakman mostra a atração reprimida de Aaron por Ezri. Convencido da importância "do uso do espaço" na imagem, o cineasta deixa os personagens à distância, separados pelo balcão do açougue como uma barreira invisível. Depois, fora de Jerusalém, longe da pressão do bairro de Mea Sharim, os dois homens se sentam um ao lado do outro. Em uma cena que revela sua proximidade, cada um coloca seu chapéu preto sobre uma pedra ao lado deles. Os corpos se aproximam e depois se tocam em um banho ritual no sótão do açougue. Mas a ameaça não está longe. De uma janela, uma vizinha observa. Relatos anônimos denunciando "uma infâmia" circulam pelo bairro. Será que judeus ortodoxos, que não têm, a princípio, o direito de ver filmes, assistirão a "Eyes wide open"? "Espero que sim", disse Tabakman, para aqueles que vivem uma vida dupla.


 
 

APRECIAÇÃO NAZISTA DE BACH E MENDELSSOHN

"Sangue e Espírito – Bach, Mendelssohn e sua música no 'Terceiro Reich'": esse é o título da mostra organizada pela Casa de Bach, em Eisenach, por ocasião do aniversário de Felix Mendelssohn-Bartholdy. A exposição aborda a instrumentalização de Johann Sebastian Bach como músico nacional e a difamação da música de mendelssohniana por parte dos nazistas. A obra do judeu Felix Mendelssohn (1809-1847), celebrada como rasgo de genialidade pelos estudiosos, passou a ser considerada um mero "incidente" da história da música pelos pesquisadores adeptos do regime nazista. O assustador é que essa avaliação continuou se repetindo nos verbetes de enciclopédia, mesmo após 1945. Numa vitrine da mostra de Eisenach, é possível conferir essa informação em importantes guias de concerto.


Felix Mendelssohn.

Gerald Voigt, co-curador da exposição, cita um exemplo: "Otto Schumann [1897-1981] incluiu em seu guia de concertos muitas observações antissemitas, totalmente normais na época. Disse que Mendelssohn era um exemplo típico de músico judeu, autor de uma música frouxa. Na edição dos anos 80, ainda se veicula a mesma imagem, mesmo que os antissemitismos tenham sido cortados. Ele afirma, então, que Mendelssohn faz uma música suave e que foi privilegiado desde a casa paterna".

"Ele também escreve que o mundo finalmente deveria reconhecer que a música de Mendelssohn é afrouxada mesmo. O guia foi publicado em 1984, e ainda pode ser encontrado em toda biblioteca especializada em música. É uma mentalidade que se perpetuou até hoje e turva a imagem de Mendelssohn", opina Voigt.

A mostra na cidade natal de Bach revela como o cultivo de sua obra, iniciado 100 anos antes por Mendelssohn, passa a obter conotações racistas a partir de 1933. O culto nazista a Bach se fundamentava na árvore genealógica do compositor e na argumentação de que a polifonia bachiana remete à música dos germanos.


Johan Sebastian Bach

Em sua obra Musik und Rasse (Música e Raça), Richard Eichenauer teve a presunção de afirmar que "a fuga é loira e tem olhos azuis". Em 1935, Eisenach sediou – ao lado de Leipzig – as comemorações dos 250 anos do nascimento de Bach. Uma foto mostra Adolf Hitler no camarote de honra da Gewandhaus de Leipzig (onde Mendelssohn fora mestre-de-capela), ouvindo a música de Bach emocionado, com a cabeça apoiada nas mãos. O mais tardar nesse momento, o visitante se pergunta por que a mostra foi realizada em Eisenach, num espaço relativamente pequeno. Jürgen Ernst, diretor da Casa Mendelssohn em Leipzig, se diz grato pela iniciativa de Eisenach. Seria difícil fazer uma exposição dessas em Leipzig, onde Bach é venerado como um santo.

Neste ano, por ocasião da reinstalação de um monumento a Mendelssohn retirado pelos nazistas em Leipzig, Jürgen Ernst pôde constatar que as reservas daquela época contra o compositor ainda se fazem sentir hoje: "A questão do leitmotiv, que aparece pela primeira vez em Sonho de uma noite de verão [de Mendelssohn], e continua sendo atribuído a Richard Wagner. Embora Mendelssohn tenha sido reabilitado na programação de concertos, ainda há indícios de que essa mentalidade se arraigou em toda aquela geração". (Deutchewelle)


 
 

SOBREVIVENTE DO INFERNO DAS MINAS DE BOR

Judith Klein-Budapeste-ESPECIAL PARA RUA JUDAICA


Atualmente, Aristides (Teddy) Francisco Láslo vive feliz em São Paulo, tem filhos e netos, muitos amigos e naqueles anos terríveis, Teddy trabalhou nas minas de carvão mineral e cobre de Bor, na Sérbia (Antiga Iugoslávia). Para quem conhece a história, a simples menção da palavra já provoca arrepios. Esta semana, em Budapeste, ele nos falou de suas muitas lembranças. Mas a vida de Teddy nem sempre foi assim tão suave. Ele faz parte da história daqueles judeus que viveram os anos da II Grande Guerra no território da Grande Hungria, e que foram condenados à morte desde o nascimento, pelo simples fato de serem judeus, seja através de trabalho escravo em condições sub-humanas, ou através de deportação para os campos de extermínio nazistas.

Mesmo para quem já viveu tanto, soou espantosa a informação de que se passaram 65 anos até que fosse encontrado o local onde ficava um dos vários acampamentos em que trabalharam – em condições de escravidão – os 6000 judeus húngaros levados para as minas de Bor.

Neste mesmo acampamento esteve também um dos mais brilhantes poetas da língua húngara, Miklós Radnóti, de quem Teddy foi amigo próximo.

No centenário de seu nascimento, a Sérbia homenageou um dos seus heróis ,erguendo um monumento no local para onde - por ser judeu -  Radnóti foi levado à força, trabalhou, e sofreu maus tratos até a morte.


Memorial de Miklós Radnóti, em Bor, na Sérbia


Prof. Baconi Gábor, Sessler György e Prof. Dr. Szita Szabolcs junto ao memorial das vítimas de Bor



Imagem impressionante das minas de Bor

Convidados pela Embaixada da Hungria em Belgrado, estiveram em Bor os pesquisadores e professores de História Baconi Gábor, Dr. Szita Szabolcs, e György Sessler, dirigente da Confederação dos Sobreviventes do Holocausto na Hungria. Outras importantes revelações foram feitas para a Delegação Húngara que participou das solenidades em homenagem ao poeta e a todas as vítimas dos campos da Sérbia. O campo de trabalho forçado de Bor teve grande importância estratégica para a máquina de guerra alemã. Dos 1500 m de altitude da montanha que se vê na fotografia, até o nível do mar, foi construída uma estrada de ferro, para transportar o material extraído destas minas, e que seria mais tarde utilizado na fabricação de armas e munição. Enquanto ativa, esta mina utilizou um grande contingente humano não apenas de judeus, mas também de trabalhadores escravos de países vizinhos. Num raio de 2.500 km, eles se deslocavam em grupos, em longas caminhadas, sem abrigos nem sapatos, a que apenas os fortes resistiram. Os que não tiveram esta sorte eram enterrados em valas comuns, pelo caminho.

Os restos mortais de 600 destes mártires estão guardados em urnas funerárias, no cemitério da cidade. Uma tarefa para os pesquisadores e historiadores é tentar identificar quem foram essas pessoas, a fim de permitir que seus parentes e descendentes possam levar uma pedra, ou uma flor e lhes render a homenagem que até agora só era possível em abstrações.

Nosso entrevistado faz parte deste seleto grupo de quinze sobreviventes que ainda vivem. Uma vida e tanto!!!!


 
 

EVENTOS SOCIAIS


Morreu na madrugada desta quinta-feira (21) a ex-primeira-dama do Paraná Fani Lerner, esposa do ex-governador Jaime Lerner. Fani foi a criadora do Provopar (programa de trabalho voluntário), uma organização não governamental que conta com uma rede de mais de 400 voluntários. Foi secretária municipal da Criança de Curitiba nas gestões de Jaime Lerner. Nos oito anos (1995-2002) de seu marido à frente do governo do Estado, Fani exerceu o mesmo cargo. Em 2003, foi vencedora do Prêmio Kellogg's para o Desenvolvimento da Criança. Fani Lerner nasceu em Curitiba, filha de imigrantes judeu-poloneses que vieram para o Brasil para escapar do nazismo. Formou-se psicóloga e atuou como voluntária em favelas. Casou-se com o arquiteto Jaime Lerner em 1964. O casal teve duas filhas.


 

 

 

 


No último domingo (17/05), os clubes judaicos se transformaram numa espécie de “extensão territorial de Israel”. Isso porque os cerca de 220 atletas que disputaram a 1ª rodada da Copa Macabi Rio de Futebol, defenderam as cores das 25 cidades israelenses. O evento, que é comemorativo a Yom Haatzmaút, transcorreu de forma alegre e cordial.

 

 


AINDA DA TEMPO DE VOCE PARTICIPAR DO MAIOR EVENTO JOVEM JUDAICO DO MUNDO NA DIASPORA !!!! MAIS DE 20 GAUCHOS !!!! PODEM ACREDITAR !!! MAIS DE 150 PAULISTAS !!!! MAIS DE 200 CARIOCAS !!! HOTEL DO FRADE, 5 Á 7 DE JUNHO!!

* 3 FESTAS,  . 2 NOITES ATE O AMANHECER, SEXTA E SABADO !!! AS DUAS FRENTE PRAIA !!! VENDO O SOL NASCER !!!! NESTE ANO ACRESCENTAMOS O ALMOÇO E AS BEBIDAS !!!!* 390 REAIS COM 3 REFEICOES E BEBIDAS.* 350 JOVENS JA PAGOS.

* PRAIA , PISCINA ,CACHOEIRA, MUITA GENTE BONITA *  MAIS BARATO QUE NO ANO PASSADO... SÃO ESPERADOS 600 JOVENS NESTA VIAGEM !!!!!  INFO: zenigri@gmail.com

 


COMUNICADO

 A ANAJUBI - Associação Nacional de Advogados e Juristas Brasil - Israel comunica que as correspondencias devem ser remetidas para o novo endereço do seu Presidente Nilton Aizenman:Rua Santa Luzia nº 735 - Sala 1101, Centro - Rio de Janeiro – RJ-CEP.: 20030-041
Tel.: (21) 2240.6681    -  Fax.: (21) 2220.0860 E-mail: aizenman@terra.com.br   e contato@anajubi.org.br






 

 
 
 


FAROUK HOSNY

irmão osias,
com estas opiniões obscurantistas, este senhor deveria ser candidato a Torquemada, nunca a Diretor da Unesco; é um outro equívoco sério, creio que nosso presidente está mal assessorado nesta questão. falarei com ele nesta semana, levando em mão estas pérolas da cartilha faroukiana, um libelo anti-liberdade, anti respeito cultural e civilizatório. continuarei não me conformando ou me calando com opções que privilegiem o atraso e a barbárie.
saudações eco-judaicas do seu irmão              
carlos minc-ministro de estado do meio ambiente

Essa eh a resposta honesta e isenta de partidarismo;essa  verdade foi emitida pelo interessado em difundir mentiras terrificas para se transformarem em verdades absoluta!!!Parabens por elucidar e ensinar aos partidarios do PT que afirmam nao conhecer a intencao malefica  desse tal sr. Hosny.A historia, verdadeira,os fatos e as consequencias so nao aprendem quem queira estar ao lado da tirania, por motivos escusos que ora afloram na imprensa-vide os artigos anexo desta edicao.Parabens!
Adolfo Berditchevsky – Israel

Noticias tragicas, é o nazismo revisitado!
Anita Renaud – Suíça

Segunda haverá rally em Washington pró-Bibi e contra a pressão americana sobre Israel. Mas...
Segunda estará no Brasil o egípcio que o governo brasileiro apóia para a UNESCO, contra um brasileiro (!?). Manifestação? algum pronunciamento, conforme ficou claro depois que a Clara falou e Osias se comprometeu a informar quem é a peça?
Herman Glanz –Pres. Organisação Sionista do Brasil

Oi, Osias:Tudo bem ?
Parabéns pelas suas fundamentadas e pertinentes palavras no evento de ontem.
Imagine se você estivesse sem gripe...Abraços,
Mauro Wainstock – Jornal Alef

Obrigada por enviar. A comunidade precisa se organizar rápido e combater esse novo absurdo. Se tiver abaixo-assinado, quero assinar ´"várias vezes". Se for prá ir prá rua, já estou lá.Fiquemos de olho. Beijo grande,
Rebeca Schwartz

When Abraham hears the Voice of God speaking the unexpected words "Go Forth", the concept of an unknown future takes hold and Western civilization is born. From this insight the Jews evolve a new vision of men and women with unique destinies - a vision that thousands of years later will inspire the Declaration of Independence and our hopeful belief in progress and the sense that tomorrow can be better that today"

Thomas Cahill "The Gift of the Jews: How a Tribe os desert nomads changed the way everyone thinks and feels" 
Regina  Caldas

As pessoas estão ficando LOUCAS? O que é que está acontecendo no mundo? Ao invés de com o passar dos anos, a educação instruir o Homem, ela simplesmente o faz mais parecido à uma formiga!E nosso país, o Brasil, está parecendo que não tem iniciativa própria! Indica para futuro diretor de um Órgão de alto escalão, um maluco sem saber do seu passado, do que disse anteriormente e quais são seus pensamentos... O mundo ta maluco mesmo!
Alyssa Rozenbaum Kagan

Se pudermos fazer outro protesto na rua contra esse ABOMINAVEL apoio do governo brasileiro a Farouk Hosny CONTE com a minha presenca esteja eu como estiver. Como no ultimo protesto mostramos que nao temos medo de irmos as ruas darmos nossas caras a tapa gritando que como judeus queremos continuar tendo a liberdade de vivermos num pais que lutou contra regimes totalitarios e contra os radicais racistas e antisemitas, mas que infelizmente nos ultimos tempos provam exatamente o contrario. Temos que deixar ecoar de nossas gargantas o grito de direito contido que eles fazem questao de tentar calar! Bjs, 
Sheila Chor

Prezado Osias,Voce leu hoje o editorial do Estadao? Sugiro distribui-lo a todos leitores do seu site.Por onde andam nossas liderancas?Estou surpresa por nao ver uma manifestacao formal das liderancas judaicas e tambem de perceber que a comunidade judaica, sobretudo a carioca e a mineira, nao conversam com seus aliados.O que diz a Comunidade Judaica mineira ao Senador Eduardo Azeredo, Presidente da Comissao de Relacoes Exteriores do Senado? A COmissao que vota e sabatina os Emabaixadores e que, portanto, certamente seria ouvida pelo Chanceler Amorim (ou Amoral, como ja chamam alguns).O que diz a comunidade judaica carioca a Sergio Cabral que se cala diante do fato de que um carioca, Marcio Barbosa, competente e honrado, esta sendo preterido para que o Brasil apoie um anti-semita? E este o Governador amigo da comunidade judaica?Estamos chegando ao fim dos tempos e é bom lembrar que há uma hora em que não poderemos dizer mas nada.Abracos,
Mazal Silva

Coitados dos antissemitas, eles não sabem, ou não querem saber, a realidade dos fatos !!
Armand Samuel Mifano


ASSUNTOS GERAIS

Caro Osias,
Segue notícia de deferimento parcial da extradição daquele rabino torturador. O julgamento foi ontem. Segundo consta da certidão de julgamento (abaixo), o Estado de Israel, o requerente, se fez representar por um advogado, o que é possível mas raro nas extradições. É um advogado de Brasília. Acho que é do escritório Veirano Advogados. A defesa foi promovida pelo escritório do Arthur Lavigne. Na prática o chamado “deferimento parcial” de uma extradição significa que o extraditando é entregue ao país requerente, mas com limitações na punição que a lei brasileira impõe. É uma entrega condicionada. Por exemplo, Brasil autoriza a prender e processar o indivíduo por crime de homicídio e roubo, mas não por ameaça e lesão corporal leve. O cumprimento dessas limitações pelo país que recebe o preso é questão de respeito às normas internacionais, mas sabe-se que alguns Estados descumprem deliberadamente após receberem o preso. Um abraço,
Ricardo Sidi

Caro Osias, Chamo-lhe a atenção para um livro escrito em 1695 por Hadriani Relandi, geógrafo, cartógrafo e filólogo, narrando sua visita à então Palestina, e na qual pesquisa cerca de 2500 locais citados pelo Tanach e Mishná. Ao contrário do que a propaganda Palestina apregoa, não havia praticamente muçulmanos em Eretz Israel. A população se concentrava nas cidades de Jerusalém, Aco, Sfat,Yafo, Tiberia e Aza (Gaza). A maioria dos habitantes dessas cidades era de judeus e os demais eram cristãos. Muito poucos muçulmanos, em geral beduínos, que acorriam durante as colheitas como mão-de-obra ocasional. Interessante tb que ele chama a atenção para a origem dos nomes das cidades e nenhuma tem origem árabe. A origem dos nomes das localidades é hebraica, grega ou romana (latina). Os nomes árabes de hoje não têm significado nenhum em árabe, com exceção de Ramalah. Não há nenhum significado em árabe para os nomes Aco, Haifa, Iafo, Nablus, Aza, ou Jenin. Ramalah naquela época era chamada de Batalah (Bet-El), Chevron era Chevron e a Mearat Hamachpelá era El Chalil que era o nome de Avraham Avinu em árabe.Até o próprio nome Palestina tem origem latina.Uma refutação absoluta e definitiva dessas teorias pós-modernas de um povo histórico palestino.Valeria muitíssimo traduzi-lo para o inglês, francês, espanhol.kol tuv!
Eliahu Rochlin - ISRAEL

Silvio,a mim ,acho que ha muitas formas de dizer uma boa piada.....falar  o sr governador requiao que  e contra os  nazis OK e lei de seu pais e tem que  respeitar com o governador.mas fazer crer que um defensor do povo judeu.retroceda  a epoca qdo era  dono de um cartorio no centro de curitiba.vj oque fez contra o prefeito laureado Lerner  e outros ....abraco
abram d sztutman-Israel

Prezado Osias:Gostaria de lhe repassar um divrei Torá muito interessante sobre a Parashá desta semana, Behar-Bechukotai, que foi escrita pelo Rabino Issachar Frand. No meio das admoestações citadas na Parashat Bechukotai, encontra-se a seguinte, “E Eu vou deixar a terra desolada e seus inimigos que habitarem nela serão pobres.” O que significa isso? O Ramban vê isso como uma benção no meio das maldições, uma palavra de consolo. É uma garantia ao povo Judeu de que mesmo quando eles estiverem no exílio, a Terra Santa não será hospedável a outros povos que procurarem se estabelecer por lá. Isto, conclui o Ramban, é a maior prova da Providência Divina, já que nenhuma outra terra no mundo é boa e fértil como a Terra Santa era, e ela acabou ficando desolada por séculos. Pense sobre o que o Ramban está dizendo. Pelos últimos dois mil anos, Eretz Israel, a terra que emana leite e mel, ficou sob o domínio estrangeiro – Romanos, Persas, Árabes, Turcos, Ingleses – e o que se tornou dela? Um local árido, empoeirado, desértico. Como Hashem nos assegurou na Torá, nenhuma grande comunidade surgiu na terra durante nossa ausência, nenhuma cidade prosperou. Imagine se os Índios tentassem reaver a Ilha de Manhattan. “Queremos renegociar,”dizem eles. “Nós vendemos essa ilha para vocês por $24,00. Vamos devolver o dinheiro que vocês pagaram e ainda vamos dar um retorno de 100%, $48,00, em dinheiro. Não é suficiente? O.K., nós entendemos, a inflação comeu os dólares durante trezentos e cinquenta anos. Que tal $48.000,00? Quarenta e oito milhões? Quarenta e oito bilhões? Não querem vender? Ugh!” Simplesmente a Ilha de Manhattan não tem preço. Agora imagine se as civilizações que por aqui passaram tivessem conseguido desenvolver Eretz Israel nos últimos dois milênios. Imagine se no século 20 Israel fosse como uma grande Ilha de Manhattan. Teria sido possível para o povo Judeu recuperar sua terra? Foi somente através da benção que “seus inimigos que habitarem nela serão pobres” que nos foi possível recuperar a terra. Pare e pense na distribuição das reservas de petróleo no Oriente-Médio. A Arábia Saudita tem petróleo, e também o Iraque, Kuwait, Quatar, Bahrein, Yemen e até o Egito tem um pouco. Porém de Eretz Israel, não podemos espremer uma gota sequer. No entanto, vamos observar o outro lado da moeda; se Eretz Israel fosse rica em óleo, teríamos sido capazes de recuperá-la? Sem chance. Mais uma vez a benção da desolação preservou a terra para nosso povo.
Se abrirmos nossos olhos, veremos claramente a Povidência Divina, como Hashem guiou e continua guiando todo o povo Judeu.
Iaacov HaCohen – Israel

Meu nome é Rachel Benjoya sou esposa do Rabino Victor Benjoya, nós fundamos o Projeto Ahavat Israel há oito anos basicamente nossa instituição visa trazer o Chinuch HaYehudi a todos nossos irmãos, bem estamos em uma nova empreitada se chama: ESCOLA JUDAICA VIRTUAL, o nome já diz tudo.E Gostaríamos de pedir a você que nos desse uma força na Divulgação deste novo projeto.Estamos preenchendo o site com várias atividades como você vai notar clicando no link abaixo.Gostaríamos que não só a nível de São Paulo mas sim a nível de Brasil o site fosse acessado e usufruído.Por favor uma resposta sua o mais breve possível, claro se não for pedir demais, seria bem apreciada.Clique aqui:www.escolajudaicavirtual.org  E esperamos poder contar com o seu apoio. Aí no Brasil tem bastante trabalho na área de Chinuch a ser feito e o mérito daqueles que ajudam um Yehudi a se aproximar de suas raízes é imenso. Você já tem uma mitzvá só por ter a intenção de ajudar. Esperamos ouvir de vc em breve. Tudo de bom.
Rachel Benjoya-ISRAEL

Querido Osias. Fico feliz por existirem pessoas como você! Que Hashem te dê sempre muita saúde e força pra seguir com este trabalho maravilhoso.
Sheila Kurc - São Paulo  

Minha mae nasceu na Hungria e gostaria de receber indenização do Governo Democratico Hungaro!favor entrar em contato victor.minerbo@gmail.com Muito Obrigado
Victor Minerbo

Prezado Ozias, Iradj Roberto Eghrari, brasileiro filho de iranianos da fé bahai ficou como relator da redação final do recente Conferência Mundial contra o Racismo da ONU em Genebra. Ira – como o chamo carinhosamente desde o ginásio que cursamos juntos – proporcionou uma verdadeira "saia justa" no embaixador iraniano presente ao encontro como pode constatar nos dois artigos publicados na Folha de São Paulo. Particularmente, como leitor assíduo, acredito que seria de interesse uma matéria / entrevista com o mesmo, tanto pela
convergência de experiência de perseguições desta fé quanto ao fato de que a grande mídia na ocasião exibiu a delegação brasileira numa posição de omissão frente ao discurso de negação de Ahmadinejad. Caso exista a qualquer momento interesse da NRJ posso estabelecer contacto com Iradj deixe-me saber.Expressando minha estima pelo seu trabalho incessante, seguem, abaixo, os artigos mencionados.Abs.,
Gilberto | C A T R A N

Meu nome é Mario Michael Kanter, filho de Eva Singer Kanter e neto de Margit Singer e Bella Singer. Fato é que minha mãe saiu fugida da Hungria, Budapeste; meu avô Bella morreu na Hungria, o irmão da minha mãe que era um químico famoso foi enviado para a frente de combate onde desapareceu. Minha avó possuia um restaurante, um café e perdeu todos os bens sobrevivendo ao holocausto chegou no Brasil em 1947, onde se re-encontrou com minha mãe que agora casada e seu único neto.Tendo em vista que o governo da Hungria está indenizando, a pergunta é saber se eu tenho ainda algum direito tendo em vista que todos já faleceram.Agradeceria que repassassem este e-mail para a Sra. Judith Klein. Shalom
Mario M Kanter

Osias,tive o prazer de encontrar Silvio Santos em Israel, e meu amigo Henry Hazan deixou de presente para ele alguns livros de Torah. Silvio Santos, cujo nome real: Senor Abravanel.
Veja este video do Silvio sobre seu judaismo que impressionante.
http://www.youtube.com/watch?v=xH9Qatx6VrE
Fernando Bisker


Prezado Osias, Sou sua leitora assídua, admiradora de seu trabalho e coragem. Por tudo isto, envio-lhe o convite para o lançamento do livro abaixo.  Foi escrito pelo colecionador e editor George Ermakoff e traduzido para o Inglês por Carlos Brown Scavarda - que tambem deu a idéia da confecção do livro ao editor e fez a revisão em Inglês e Português. A Prefeitura e a Brasilcap patrocinaram o livro que nos mostra detalhes primorosos , bem como as mazelas do Rio antigo (mazelas e belezas que ainda continuam)... Penso que devemos muito aos fotógrafos por seus testemunhos de diversos momentos de nossa História antiga e atual.  Seus olhos de antanho são nossos olhos de agora; já com outras lentes do tempo e pátinas de alegrias ou de dor. Seria uma honra contarmos com sua presença! Cordialmente,
Elza Troian Scavarda - (jornalista e professora)

Senhores, lamentavelmente perdemos.
http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/
mat/2009/05/14/vestibular-2010-periodo-de-
inscricoes-do-novo-enem-esta-previsto-para-
comecar-partir-de-15-junho-755872162.asp

Tudo de bom e obrigado pelo esforço,
Alberto Rabinovitsch

Amigo e Irmão, Osias Wurman,É triste este acontecimento que aconteceu em Buenos Aires, e são triste
estes ataques ao querido Povo Judaíco, amigos do progresso e da humanidade. Como se não bastasse ao mundo, o terrível holocausto, a perseguição e a diáspora deste povo que luta por seu direito de viver e de sua terra secular. Ainda persiste em vários cantos do mundo a xenofóbia. O exemplo de grandes homens, Einsten, Sabin, que tantos bem fizeram  a humanidade. E este povo transformarão grande parte do deserto em terras férteis. Nós poetas, desejamos paz e amor, Viva Israel e o seu lindo e promissor povo,
Roberto de Castro  Del'Secchi, organizador da Antologia Literária Del'Secchi, em seu Volume 19- Cidade de Vassouras/RJ.

Caro Sr. Aleksander Laks,
Recebi seu email, porém necessitamos de sua compreensão para que a data da palestra seja transferida para o dia 2 de junho, ou seja, ainda numa terça-feira, no mesmo horário e local. A mudança é apenas para  uma semana depois. Precisamos de mais tempo para divulgação, confecção de cartazes, bem como convidar diretores e membros representativos da comunidade de nossa escola que possui outras unidades em vários bairros e que estejam interessados no tema. Solicitamos que concorde com essa pequena mudança, pois nosso objetivo é muito mais grandioso do que isso. Esperemos que, com sua generosidade, considere nosso pedido, por favor. A Professora Greicie, a qual me referi na última correspondência,  fará parte da mesa. Abraços.
Prof.Fernanado Gama  (organizador do evento).

Kol Hakavod!!!! Gente o Hillel-Rio est[a noticiário Israelense,Michel Gherman do Hillel e entrevistado na Galei Tzahal( radio mais importantede Israel) sobre a manifestação de domingo contra a visita do presidente do Iranao Brasi. Aproveitando a entrevista dada a um programa especial sobre o Taglitda America do Sul, Michel explica como se deu o sucesso na organização dapasseata em Ipanema, enfim Hillel-Rio esta na mídia em Israel, nossa passeataesta fazendo historia alem das fronteiras brasileira. Para que sabe hebraico abaixo enviamos o link, com aentrevista completa: http://glz.msn.co.il/pop_video.aspx?newsid=40528
Alexandra Liberman

Presado Osias: Solicito a fineza de me re-enviar o último número do Notícias, aquele que tem uma foto da visita do Stephan Zweig ao Ginásio Hebreu Brasileiro, em 1940.  A  foto é importante e foi apagada acidentalmente.
Bernardo Hartenberg

Constatei hoje, estarrecido a existência do site, cujo link envio em anexo, site este, negacionista do holocausto.Minha intenção no sentido de que este email chegue aos nossos representantes, para que sejam tomadas as medidas cabíveis.Fico à disposição.
http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/auschwitz.html
R.R.

Prezado Osias, teria maiores informações a respeito do noticiado no link abaixo (tema no assunto)?!?!
http://islamizationwatch.blogspot.com/2009/05/curious-case-of-brazilians-arrested-in.html
Rodrigo Amar

Gostaria de receber sempre... sou de PORTO ALEGRE mas quem me enviou meu primo vi que não da para acessar meu nome
ROSA ROSENTHAL GRINBERG

Constatei hoje, estarrecido a existência do site, cujo link envio em anexo, site este, negacionista do holocausto.
Minha intenção no sentido de que este email chegue aos nossos representantes, para que sejam tomadas as medidas cabíveis. Fico à disposição.http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/auschwitz.html
Sergio Sender -Advogado

Shalom Osias, Tenho muita satisfacao ao receber a rua judaica, mas como estou ausente de Israel, vim a Sao Paulo visitar minha filha, peco a partir desta data remeter-me o referido para sonibarg6@.......
Desde ja grata,Shabat Shalom
Soniah Bargh

 

 
 
  Acesse nossas últimas edições:
 


> Notícias da Rua Judaica - edição No 121 (17.05.2009)

> Notícias da Rua Judaica - edição No 120 (10.05.2009)


> Notícias da Rua Judaica - edição No 119 (03.05.2009)

> Notícias da Rua Judaica - edição No 118 (26.04.2009)

     
 
 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch,
Jerusalém - Daniela Nelstein, Israel - Beny Schipper
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof