Edição 070 Domingo, 25 de Maio de 2008
 
 



Osias Wurman
Jornalista


“ABRAÇO DE AFOGADO”


Esta é uma expressão popular usada para definir uma situação em que o afogado abraça desesperadamente seu pretenso salvador, provocando a morte de ambos por afogamento.

Assim parece a situação na reiniciada conversação de paz entre Síria e Israel.

Ehud Olmert, afogado em denuncias e desprestigio político, agarra-se no escorregadio presidente da Síria, Bashar Assad, um falso instrumento para salvar sua imagem política, sendo quase certo o destino histórico desta aproximação: o fracasso!

Lembremos que a Síria sempre foi, nos 60 anos de existência do Estado judeu, o seu vizinho mais indesejável.  Assad, pai, esteve envolvido em todas as aventuras bélicas iniciadas com o propósito de destruir o Estado de Israel. Nunca fez um gesto sequer de aproximação.

Um ódio mortal aos israelenses e aos seus militares faz com que há 43 anos, o governo sírio recuse a entrega humanitária dos restos mortais de Eli Cohen, o maior herói da espionagem israelense, enforcado em praça publica na capital síria Damasco.
Por ironia da História, o anuncio feito por Israel, Síria e Turquia, em 18 de maio, coincide com a data da execução de Eli Cohen.

Difícil também ignorar a “hospedagem” síria ao líder maior do movimento terrorista Hamas, Kaled Meshaal, inimigo mortal do sionismo, um apoiador dos lançadores de foguetes Qassam sobre Israel.

As novas negociações são intermediadas pela Turquia. A mesma Turquia que permitiu o uso de seu espaço aéreo em setembro passado, quando os jatos israelenses invadiram o espaço aéreo sírio e destruíram totalmente o reator atômico de modelo norte-coreano, já em avançada fase de construção. Os sírios jamais perdoarão esta liberalidade turca.

Estes são apenas alguns poucos itens que demonstram o abismo que separa Israel da Síria.

Acreditar que um debilitado Olmert, abraçado num tradicional inimigo mortal de Israel, possa construir uma ponte para unir as duas pontas, é mero exercício especulativo, protelatório e de alta periculosidade.

A maioria absoluta (mais de 50%) dos israelenses é contrária à devolução das estratégicas Colinas de Golan, onde se encontram as nascentes de mais de 1/3 da água que abastece Israel.

O trauma das trágicas saídas do sul do Líbano em 2000 e da Faixa de Gaza em 2005 ainda está muito vivo nos corações e nas lágrimas da população israelense.
Sem devolver Golan não haverá paz. Devolvendo Golan haverá guerra. O eterno impasse!



Eli Cohen, o maior herói da espionagem israelense


A mulher de Cohen, Nadia, exige os restos
mortais de seu marido, há 43 anos



 
 

SÁBIAS PALAVRAS


Sábias palavras de Elie Wiesel
“Caso o Irã consiga armas nucleares, certamente a primeira bomba será dirigida contra Tel Aviv” advertiu o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Elie Wiesel, quando discursava na conferência sobre energia que ocorreu na Universidade de Tel Aviv, na semana passada. “O líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad é um inimigo a quem não se pode permitir que consiga obter a capacidade nuclear” disse Wiesel, acrescentando que “uma coisa está dolorosamente clara: Se algo acontecer aqui em Israel, o judaísmo em todo o mundo estará em perigo”. "O que pode ser feito contra o anti-semitismo? Contra o ódio?” Wiesel perguntou durante a sua palestra.
Ele assinalou que na era da Internet, qualquer um pode pedir socorro por assassinato e não haverá ninguém para socorrê-lo. O Presidente Shimon Peres, que também falou no evento, disse que para Israel seria melhor usar a energia solar ao invés de depender do petróleo árabe. Peres observou que a energia solar "não é um membro da liga árabe" e adicionou que o aumento do preço do petróleo serve para financiar o terror. O ex-vice-presidente anterior dos EUA, Al Gore, também estava presente na conferência e enfatizou que “cada cidadão do mundo é responsável para conservar a criação de Deus para a posteridade".


 
 

MULTIDÃO EM LAG B’OMER

Mais de 200 mil pessoas participaram das comemorações de Lag B’Omer no Monte Meron, em Israel, local onde está situado o tumulo de Rabi Shimon Bar-Yohai, o sábio da Torah(Pentateuco) que viveu no século II da Era Comum. Cerca de 4.300 policiais e voluntários foram deslocados para o local para manter a ordem. A data lembra o dia do falecimento de Rabi Shimon, e inclui a transferência de um rolo da Torah da cidade de Safed, berço da Cabalá, para o tumulo do homenageado. Danças que duram quase 24 horas e fogos de artifício são as marcas da celebração que reúne judeus religiosos de todas as regiões de Israel.

Jovens e idosos dançam e celebram o Lag B’Omer no Monte Meron


 
 
DE NIRO HOTELEIRO



De Niro será hoteleiro em Israel
Em luxuoso evento ocorrido na quinta-feira passada no restaurante de sushi Nobu em Londres, os sócios do Grupo Nobu anunciaram o lançamento de um novo hotel em Hertzliya, Israel, no qual investirão aproximadamente US$178 milhões. Dentre os sócios deste novo negócio estão Robert De Niro e seu filho Raphael. Entre os presentes estavam o chef Nobu Matsuhisa, assim como os antigos sócios israelenses Meir Teper e Richie Notar, e os sócios israelenses neste projeto, a família Strauss e o Grupo Tidhar. Também compareceu ao evento Paris Hilton com seu noivo. "Nós temos fé na economia israelense" disse Notar, também informando que o sócio De Niro compareceu pessoalmente às reuniões com arquiteto David Rockwell, para discussão do projeto do hotel a ser erigido sobre o Shopping Arena, de propriedade de Jacky Ben-Zaken e seus sócios. O hotel que terá 225 apartamentos, e iniciará suas atividades no prazo de dois anos.

Conforme informado pelo diretor de vendas, Sigal Ben-Moshe, todos os apartamentosserão vendidos com preços variando de US$600.000 por um estúdio, até US$1,7 milhão por uma cobertura. O conceito de vendas é que cada proprietário receberá um reembolso anual de até 5% do investimento além de uma porcentagem adicional proveniente dos lucros do empreendimento. O hotel em Hertzliya será construído em estilo japonês, caracterizado como um grande Clube SPA, e projetado para fornecer às pessoas de negócio um ponto de encontro inovador e relaxante. De acordo com o Grupo Tidhar, a sociedade de Nobu com a família Strauss poderá se expandir para outros hotéis, pois os sócios procuram outros lugares na Grécia e na Europa Oriental.


 
 
JERUSALÉM É AQUI


Foi inaugurado o Centro Cultural Jerusalém, na Av. Dom Helder Câmara no RJ, onde a atração principal é uma grandiosa e belíssima maquete da Cidade Santa como era na época do Segundo Templo, rodeada pelo muro, e com o Grande Templo de Salomão em seu interior. Entre os presentes, o Governador em exercício, Luiz Fernando Pezão, Embaixadora de Israel Tzipora Rimon, Senador Marcello Crivella, Ministro dos Esportes Orlando Silva, Revmo. Bispo Jerônimo Alves, Presidente da Igreja Universal do Reino de Deus - IURD, Secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, Vice-presidente da CONIB Osias Wurman, Presidente da FIERJ Sergio Niskier, Israel Blajberg, Diretor de Cidadania da FIERJ, Didi Apelbaum do Fundo Comunitário, Renato Aizenman do CEMBRI e outros. Foram executados os Hinos Nacionais de Israel e do Brasil, com as autoridades e o publico postados diante da entrada ao local da maquete, ainda fechada por uma cortina branca. Em seguida ocorreu a troca de presentes entre a Embaixadora de Israel e o Bispo Jerônimo Alves, representante do Bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que não pôde comparecer. A Embaixadora usou da palavra ressaltando os laços de amizade que unem Brasil a Israel, e agradecendo pela realização da cerimônia, que foi também comemorativa dos 60 Anos da Independência de Israel, ressaltando a satisfação em receber na Terra Santa os inúmeras grupos de turistas e comitivas da IURD que visitam regularmente Israel. Durante a visitação, a cantora Fortuna interpretou musicas alusivas, encantando o publico presente, que pode também visitar a Expo Israel – 60 anos de um marco histórico, apresentando os acontecimentos que culminaram na independência do Estado de Israel – da Antigüidade até o dia 14 de maio de 1948.



A gigantesca maquete de Jerusalém bíblica ocupa área superior a 700 m2


Na cerimônia de inauguração Osias Wurman, Sergio Niskier,
Secretária de Estado Benedita da Silva e Senador Marcelo Crivella


Embaixadora Tzipora Rimon agradece a homenagem a Israel

( I.Blajberg)



 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

O EUROVISION E AS COLINAS DO GOLÃN

Esta semana aconteceram duas coisas mais do que interessantes por aqui. Uma delas fútil e a outra, mais complicada. As duas, no entanto, são prova de que, quando você acha que entendeu a realidade de Israel no mundo, tem que pensar de novo.

No front da futilidade, o representante israelense no 53º Eurovision, um concurso musical que reúne 43 países da Europa e arredores, foi qualificado para concorrer na noite de gala da competição na contagem dos votos dos moradores dos países participantes. A semifinal aconteceu na terça-feira passada em Belgrado, na Sérvia, com 19 países competindo por 10 vagas na final. Boaz Maúda (ganhador do "Fama" israelense do ano passado), cantou uma música composta pela vencedora do concurso em 1998, a travesti israelense Dana International, e foi muito aplaudido. Uma segunda semifinal do Eurovision 2008 aconteceu dois dias depois, com mais 10 países qualificados. No total, 25 músicas (as 20 qualificadas e mais 5 isentas) concorreram na noite de gala, que aconteceu no sábado, dia 24. Isso quer dizer que, se vocês estiverem lendo este texto no domingo, a final do Eurovision já terá acontecido.

 


Boaz Maúda, o astro israelense no Eurovision 2008

Maúda provavelmente não ganhou o Eurovision 2008. Mas o fato de que foi classificado para a final deixou os israelenses felizes e surpresos. Mesmo que artística ou esportiva, qualquer competição internacional contém sementes de política. Israel venceu três vezes o Eurovision, mas sempre quando a imagem do país estava em alta no mundo (em 1978 e 1979, no auge das negociações de paz com o Egito, e em 1998, poucos anos depois do aperto de mão entre Rabin e Arafat). A partir de 2000, com o começo da intifada palestina e a piora da imagem de Israel, o país fez feio no Eurovision, recebendo poucos votos (com exceção de 2005, quando a cantora Shiri Maimon ficou em 4º lugar com uma música linda que, a meu ver, poderia ter ganhado a competição caso fosse de outro país...). Ser qualificado para a final, este ano, foi surpreendente tendo em vista a queda no prestígio de Israel na Europa.

Isso me leva à segunda coisa que aconteceu esta semana – essa sim importante. O primeiro-ministro Ehud Olmert confirmou a renovação das negociações de paz com Síria depois de oito anos de hiato. Não são conversas diretas, mas é um (re)começo. Internamente, o anúncio de Olmert causou alvoroço no país. A oposição criticou, afirmando que ele quer apenas desviar a atenção dos escândalos de corrupção nos quais se envolveu, principalmente do mais recente (o suposto recebimento de suborno de um milionário americano). Os moradores das colinas do Golan (o território que estaria em jogo nas negociações com os sírios) entraram em desespero.

Externamente, no entanto, o anúncio das negociações de paz causou boas reações. Claro, quem não gosta quando dois países inimigos decidem conversar? Mesmo que um aperto de mão entre Olmert e Bashar Assad ainda possa demorar (se é que vai mesmo acontecer), só o fato de que eles estão discutindo as diferenças é visto de maneira positiva pela comunidade internacional. Talvez influencie até mesmo na posição do cantor Boaz Maúda no Eurovision deste ano... E ano que vem, caso Jerusalém e Damasco se entendam, vai dar Israel na competição!!!



 
     
     
 


ARTE ROUBADA PELOS NAZISTAS

Uma importante coleção de arte roubada pelos nazistas está em exposição pela primeira vez, e mostra a trágica história de um importante negociante de arte que morreu quando fugia da Europa, e os esforços bem-sucedidos de seus herdeiros para a devolução destas obras. A exposição no Museu Bruce, em Greenwich-EUA, e que leva o nome de “Recuperadas: As Pinturas da Coleção de Jacques Goudstikker” mostra 40 das melhores pinturas da coleção e ficará aberta até setembro. Goudstikker era o maior marchand de arte dos Países Baixos, na década de 1930, influenciando os gostos dos colecionadores e dos museus, enquanto entretinha prodigamente seus convidados na sua casa de campo ou no seu castelo. Mas Goudstikker, que era judeu, foi forçado a fugir de Amsterdam com a esposa e seu jovem filho, pouco antes da invasão nazista em 1940 de maio, tendo que deixar aproximadamente 1.400 obras de arte.

Um dos quadros recuperados em exposição

Ele morreu quando caiu num alçapão do navio em que viajava na sua fuga. Logo após a invasão nazista, cerca de 800 obras de arte foram confiscadas por Hermann Goering, que era a mão direita de Hitler. Depois da guerra, várias centenas de obras de arte, principalmente de artistas holandeses, foram devolvidas ao governo holandês. Outras obras, incluindo pinturas de Van Gogh, Rembrandt, Velasquez, Goya, Rubens, Brueghel, Titian e Tintoretto, permanecem perdidas. A viúva de Goudstikker não conseguiu recuperar as obras de arte, mas Marei von Saher, nora de Goudstikker, e que mora em Greenwich, começou em 1996 a luta pela recuperação, para si e para suas filhas que são netas de Jacques Goudstikkers, das obras de arte pintadas por artistas holandeses. O governo holandês, em 2006, efetuou a devolução de 200 obras, que teriam o valor estimado entre $79 milhões a $110 milhões, e foi uma das maiores restituições da história. A exposição será apresentada no próximo ano em Nova Iorque, no Museu Judaico.


 
 
JACOB DO BANDOLIM



Jacob do Bandolim,
filho de mãe judia polonesa
Jacob Pick Bittencourt, nasceu em 14/02/1918, no RJ. Filho único, do capixaba Francisco Gomes Bittencourt e da polonesa Raquel Pick, morava na casa de n° 97, da Rua Joaquim Silva, na Lapa, onde, sem ter muitos amigos e com restrições para ir brincar na rua, costumava ouvir um vizinho francês cego tocar um violino.
E esse foi o seu primeiro instrumento. Ganhou-o da mãe aos 12 anos, mas, por não se adaptar ao arco do instrumento, passou a usar grampos de cabelo para tocar as cordas. Depois de várias cordas arrebentadas, uma amiga da família disse; "..o que esse menino quer é tocar bandolim..". Dias depois, Jacob ganhou um bandolim, comprado na Guitarra de Prata. Era um modelo "cuia", estilo napolitano, e que segundo o próprio Jacob: " ...aquilo me arrebentou os dedos todos, mas eu comecei...".

Não teve professor, sempre foi autodidata. Tentava repetir no bandolim trechos de melodias cantaroladas por sua mãe ou por pessoas que passavam na rua. Aos 13 anos, da janela de sua casa, escutou o primeiro choro, “É DO QUE HÁ”, composto e gravado por Luiz Americano. Era tocado no prédio em frente, onde morava uma diretora da gravadora RCA. "Nunca mais esqueci a impressão que me causou", afirmaria Jacob, anos mais tarde.

Raramente saia à rua. Seu negócio era ir a escola e tocar o bandolim. Freqüentava, após a volta das aulas, a loja de instrumentos musicais Casa Silva, na rua do Senado, n° 17, onde ficava palhetando os bandolins.

Certa vez, na Casa Silva, um conhecido intérprete de guitarra portuguesa, Antonio Rodrigues ouviu Jacob tocando violão. Provavelmente, os baixos acentuados da levada "chorona" do jovem violonista impressionaram o fadista, que o convidou para acompanhá-lo ao violão em suas apresentações.

Em 05.05.34,  Jacob se apresentou no Programa Horas Luzo-Brasileiras, na Rádio Educadora, e no mesmo dia à noite, no Clube Ginástico Português, ao lado do guitarrista Antonio Rodrigues e dos cantores de fado Ramiro D' Oliveira e Esmeralda Ferreira. Jacob ficou surpreso com o interesse dos fadistas por seu violão. Além disso comparecia a saborosas bacalhoadas e conheceu famosos artistas portugueses como a cantora Severa e o guitarrista Armandinho. Boa comida, reconhecimento, experiência, mas nada de cachê. A fase fadista durou pouco. O bandolim chamava por Jacob.Jacob do Bandolim faz parte da história da comunidade judaico-brasileira.


 
 


SEX AND THE CITY

Jerusalém e Petach Tikhva não tem inclinação para o sexo, ou ao menos assim parece, devido às exigências feitas pela empresa de outdoors Maximedia aos produtores do novo filme “Sex and the City”, que está programado para estrear em Israel na próxima semana. Não será possível fazer propaganda, conforme originalmente criado, porque as populações destas cidades se opõem que a palavra “sexo” apareça nos cartazes de propaganda. Não é a primeira vez que tais exigências são feitas. Durante a campanha em 2002, do filme “Homem Aranha”, os programadores gráficos da divulgação do filme tiveram que trabalhar horas extras para a mudança de pôsteres, pois para indivíduos conservadores, os dois protagonistas mostravam-se demasiadamente próximos. Em conseqüência, os dois protagonistas foram mostrados em cartazes separados. Em outro caso ocorrido em 2006, a Maximedia recusou divulgar pôsteres do filme francês “The Page Turner”, afirmando que eram demasiadamente provocativos.

O mundialmente famoso seriado “Sex and The City”
teve o cartaz de seu filme barrado em Israel


 
 


CAÇA ÀS SUÁSTICAS


A repressão policial ao Partido Nazista no Estado de São Paulo e aos alemães suspeitos de adesão ao nazismo durante o Estado Novo (1937-1945) é o tema de Caça às Suásticas, da historiadora Ana Maria Dietrich, uma co-edição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Associação Editorial Humanitas e Fapesp. O livro integra a Coleção Histórias da Repressão e da Resistência, coordenada por Maria Luiza Tucci Carneiro. O livro é uma adaptação da dissertação de mestrado apresentada em 2001 ao Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, sob orientação da professora Maria Luiza Tucci Carneiro. A primeira contribuição da pesquisa de Ana Maria Dietrich, baseada em documentos do Arquivo da Delegacia de Ordem Política e Social de São Paulo, que foi aberto em 1994, é trazer à luz a própria existência do Partido Nazista em São Paulo. Outra revelação importante é que o Partido Nazista de São Paulo era o maior do Brasil, superando os três estados do Sul, pois São Paulo contava com o maior número de alemães natos, que emigraram para o Brasil depois da crise da República de Weimar (1919-1933). Isso justifica porque a pesquisa foi feita em torno dos arquivos do DOPS/SP. “Pioneira, a pesquisa de Ana Maria Dietrich é do maior interesse, pois revela e analisa fatos até então desconhecidos.
A obra traz novos dados que permitem ampliar nosso conhecimento sobre o período do Estado Novo, o funcionamento de suas instituições repressivas e suas contradições políticas”, comenta Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.


 
 

AL GORE PREMIADO

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos chegou a Israel na semana passada para receber o Prêmio Dan David por seu trabalho em prol da ecologia. Os organizadores do Festival de Eco-cinema decidiram homenagear o ganhador do Premio Nobel que revolucionou a luta pelo meio-ambiente apresentando o seu inovador filme “Live Earth” (Terra Viva). Durante a visita, Gore também participou de uma conferência sobre energia renovável organizada pela Universidade de Tel Aviv. Como parte de sua campanha internacional contra o aquecimento global, Gore lançou no ano passado, nos Estados Unidos, um concurso para curtas-metragens que tratem da ecologia. Ele pediu a cineastas do mundo inteiro que através de

Al Gore recebe o premio em Israel
de modos e meios originais auxiliem na divulgação de alertas para a consciência ambiental. “Este Festival de Filmes é um gesto para homenagear o homem que revolucionou a luta pelo meio-ambiente no mundo inteiro”, afirmou Zur Mashal, Diretor do Festival.


 
 

Por Júlio Messer
Presidente do
“American Friends
of Likud"
direto de
Nova Iorque


ISRAEL, SÍRIA E TURQUIA
Em duas ocasiões desde a Conferência de Madrid de 1991, Israel esteve prestes a assinar um acordo de paz com Hafez Assad, presidente da Síria, em troca de uma retirada total do Golan. Durante o governo de Yitzhak Rabin, um amigo meu muito ligado a Shimon Peres, e durante o governo de Ehud Barak, um outro amigo que havia lutado na guerra de 1967 na mesma unidade militar que o então chefe do estado maior, retornaram de uma viagem a Israel com a idêntica informação de que um acordo já havia sido fechado (“it’s a done deal”). Apostei com cada um que o acordo não seria assinado– e ganhei.



Família Assad, começa mas
não conclui a paz com Israel
 

Expliquei a ambos que para entender Assad (o pai) era preciso conhecer Marx – não o Karl, e sim o Groucho, que havia dito que “nunca seria membro de um clube que o aceitasse como membro”: no momento que um acordo fosse aceito por Israel ele passava a ser inaceitável para Assad.

Na semana passada foi anunciado que Israel e a Síria começarão em breve negociações indiretas em Istambul.  O objetivo principal de Israel seria romper o eixo Irã-Síria-Hizbolá-Hamas, fazendo com que a Síria se alinhe com o Ocidente e mantenha a paz.  Mas as intenções reais do primeiro-ministro Olmert podem ser outras: desviar as atenções atualmente voltadas para as investigações por suspeita de corrupção, obter “proteção” da mídia e justiça israelenses contra um indiciamento que o levaria à renúncia, e tomar do partido trabalhista a plataforma de paz com a Síria no caso de eleições antecipadas. O objetivo principal da Síria seria recuperar o território perdido e a honra ferida, além de restabelecer relações econômicas com os EUA e a Comunidade Européia.  Mas as intenções reais do presidente sírio Bashar Assad também podem ser outras: consolidar a sua posição no Líbano (que a Síria considera, até hoje, parte do seu território), enfraquecer o inquérito internacional por suspeita de haver ordenado o assassinato do primeiro-ministro libanês Rafik Hariri em 2005, e ganhar tempo para que o seu aliado estratégico Irã se torne uma potência nuclear.

A grande ironia das negociações é que dessa vez o mediador é a Turquia.  Desde 1939, quando a França cedeu à Turquia a província síria de Alexandreta (Hatay em turco), a Síria exigiu a sua devolução, permitindo que terroristas curdos usassem o seu território para cometer atentados contra os turcos..  Em 1998 a Turquia concentrou tropas na fronteira, ameaçou invadir a Síria – e as bases curdas foram desmanteladas.  Finalmente, em dezembro de 2004, como parte de um acordo de livre comércio, a Síria reconheceu a fronteira atual entre os dois países, abrindo mão de fato da sua ex-província.

As chances de um acordo entre Israel e a Síria são menores ainda do que no passado.  Dois terços dos israelenses, receosos de que o território abandonado, a exemplo do sul do Líbano e de Gaza, se torne uma base iraniana, são contra uma retirada do Golan – um número maior ainda do que os que se opõem à divisão de Jerusalém.  Assad (o filho) declarou em entrevista recente que a sua aliança com o Ira é inquebrável.  E, acima de tudo, o governo Bush, que teria de bancar o acordo com ajuda econômica à Síria e o financiamento das enormes despesas para a transferência de bases militares e mais de 18.000 israelenses, é contra um possível acordo. Ou seja, essas negociações não vão dar em nada.  Mas como eu previ em minha coluna de Rosh Hashaná que os candidatos à presidência dos EUA seriam Rudolph Giuliani e Hillary Clinton ...


 
     
     
 

PENA BRANDA NA ALEMANHA


Retrato falado do muçulmano-alemão Sajed Aziz
Lideres das comunidades judias na Alemanha estão “perturbados” e “desapontados” diante da sentença “demasiadamente branda” relativa ao jovem muçulmano que esfaqueou um rabino em Frankfurt. Sajed Aziz, de 23 anos, foi condenado a 3 anos e meio de prisão por apunhalar o Rabino Zalman Gurevitch, de 43 anos, em setembro do ano passado. De acordo com Gurevitch, Aziz gritava palavrões anti-semitas antes de enfiar uma lâmina de sete centímetros na barriga do rabino. Azis alegou que seu ataque foi em defesa própria depois que supostamente Gurevitch o agarrou pelo colarinho. O Juiz Klaus Descher declarou que não havia provas suficientes para corroborar a acusação de tentativa de homicídio e considerou culpado apenas por ferimentos corporais. A corte informou que os testemunhos não mostraram que Aziz tinha a intenção de matar o homem, embora Drescher claramente notasse que ele chamou Gurevitch de “porco judeu”. “Acho que a justiça perdeu uma oportunidade de sinalizar claramente que não tolerará violência contra outras religiões”, afirmou o professor Salomon Korn, que é o chefe da comunidade judaica de Frankfurt. “Esta condenação foi demasiadamente branda e não transmitiu uma mensagem clara para outros jovens muçulmanos, e não-muçulmanos, que poderiam repetir o mesmo ato”.


 
 


MUÇULMANOS NA RÚSSIA

O líder muçulmano russo Nafigulla Ashirov, um dos presidentes do Conselho dos Muftis da Rússia, sugeriu a construção de áreas residenciais separadas para muçulmanos. Segundo Ashirov, estas áreas poderiam proteger os muçulmanos de ataques racistas. "Vamos supor que os muçulmanos possam estabelecer uma companhia de investimentos e investir na construção de um grande complexo residencial", afirmou Ashirov à agência de notícias russa Interfax. "Não apenas empresários muçulmanos iriam investir neste projeto, todas as pessoas sujeitas a ataques fascistas (poderiam investir)", acrescentou. Ashirov lembrou que em Moscou os membros de minorias étnicas precisam usar os transportes públicos para ir para casa e, por isso, "no momento, o metrô freqüentemente se transforma no local destes crimes".

O mufti Nafigulla Ashirov
O líder muçulmano afirmou que os grandes complexos residenciais teriam segurança e também sua própria infra-estrutura, como lojas e escolas. "Aqueles que não se sentem seguros e protegidos seriam capazes de investir juntos na construção destes complexos", afirmou. "Tártaros, uzbeques, chechenos, judeus e ciganos também poderiam viver lá." O presidente do Centro de Coordenação de Muçulmanos do Norte do Cáucaso, Ismail Berdiyev, afirmou que a idéia de Ashirov está "fadada ao fracasso". "A Rússia não é e nunca será um país em que muçulmanos vivem em isolamento total do resto da sociedade", disse. "A força espiritual e a força do povo russo vêm justamente do fato de que não podemos ser divididos em blocos e reservas."


 
 

JUDEUS NA INGLATERRA


A sinagoga londrina ortodoxa de New West End
A comunidade judaica britânica está passando por um reflorescimento demográfico, pela primeira vez em 50 anos, devido ao maciço crescimento de sua população ortodoxa. De cada quatro bebes judeus que nascem na Inglaterra, aproximadamente três vem de famílias ortodoxas que totalizam 46.500 pessoas entre a população judaica, atualmente estimada em 280.000, conforme reportado pelo Dr. Yaakov Wise do Centro de Estudos Judaicos da Universidade de Manchester. Na metade deste século, estima-se que a população ortodoxa supere a dos judeus seculares. “Embora sendo a população judia da Inglaterra a quinta do mundo, ela já declinou em 40 por cento, passando de 450.000 pessoas em 1950 para as atuais 280.000, afirma Wise. “A alta taxa de natalidade dos judeus ortodoxos está revertendo atualmente esta tendência, e isto terá um impacto significativo na comunidade judaica nos próximos anos. "O número dos judeus seculares está declinando em aproximadamente 2 por cento ao ano devido à baixa taxa de natalidade, imigração para Israel e grande taxa de casamentos mistos”, informa Wise. “A taxa de natalidade excedeu em 2005, pela primeira vez, a taxa de mortalidade, desde a Segunda Guerra Mundial” disse Wise. “As mulheres judias seculares tem uma média de 1.65 filhos, enquanto as ortodoxas têm uma média de 6.9 filhos”.


 
 

DIREITO DAS MULHERES

Em duas iniciativas separadas, uma coalizão de organizações de direitos civis das “Mulheres Judias Ortodoxas” está apelando para advogados, oficiais de registros de casamentos e rabinos, para que apóiem a institucionalização de acordos pré-nupciais como uma solução ao fenômeno de negativa de divórcio para as mulheres (agunot). Em Israel, o casamento e o divórcio entre judeus são regidos pela lei religiosa judaica. Devido a este fato, os rabinos e os rabinos-juízes, são os responsáveis pelos casamentos e divórcios. De acordo com a lei ortodoxa, é essencial a plena cooperação do marido, assim como da esposa, para que o processo de divórcio seja realizado. Só em raros casos é possível que um lado seja coagido a se divorciar. Até que o processo do divórcio esteja completado, o que pode levar anos, nenhum dos cônjuges pode casar-se novamente. Teoricamente, a lei judaica torna possível que um marido ou esposa vingativa recuse o divorcio, mantendo o outro cônjuge cativo. Usualmente, é a mulher que é mantida cativa pelo marido, que tenta utilizar a aprovação do acordo de divórcio (get) como um instrumento de barganha. Mulheres que se encontram nesta situação são conhecidas como "agunot", ou seja, literalmente "mulheres acorrentadas”.



Mulheres israelenses protestam contra amarração aos homens



 
 

CARRO ELÉTRICO EM GAZA

Um carro elétrico desenhado por palestinos atraiu olhares admirados dos habitantes de Gaza que estão forçados a utilizar óleo de cozinha como combustível para seus carros devido à falta de combustível. “No começo as pessoas riam dizendo que não funcionaria, mas agora as pessoas nos imploram para converter os seus carros", diz Fayez Amman. Trabalhando com o seu companheiro Wasim AL-Khuzundar, que é engenheiro eletricista, Amman conectou 32 baterias a um motor. Enquanto guiava seu pequeno carro pelas ruas da Cidade de Gaza, demonstrou que o veículo poderia percorrer até 200 km com uma única carga. As autoridades israelenses reduziram a quantidade de combustível que fornecem à Gaza desde abril, quando houve o ataque terrorista contra o terminal de combustível de Oz de Nahal. Distribuidores locais de combustível estão em greve como protesto às reduções israelenses, forçando assim o fechamento de muitos postos de combustível, e alguns motoristas passaram a utilizar o gás de cozinha, e óleo de cozinha, para movimentar seus carros. "A falta de combustível, o mau cheiro do óleo de cozinha e o cerco continuado, motivaram nossos esforços até conseguirmos ser bem-sucedidos e tornarmos o carro operacional", disse Annan. Ele estimou em US$ 2.500 o custo do projeto, mas disse que o preço para a conversão de um carro para propulsão elétrica depende do seu tamanho.



O auto elétrico e seus idealizadores palestinos



 
 

PARAÍSOS MUNDIAIS

A Islândia é a nação mais pacífica do mundo, enquanto Israel se classifica em 136º lugar dentre 140 nações, conforme o "Índice Global da Paz” compilado pelo “Economist Intelligence Unit”. O estudo classificou os Estados Unidos como o 97º colocado. O Iraque, invadido em 2003 pelos EUA, foi posicionado em último lugar da classificação. O Afeganistão também ficou entre os últimos cinco países, juntamente com o Sudão, a Somália e Israel. Comentando sobre a classificação dos EUA, Sean McCormack que é o porta-voz de Departamento de Estado, disse que para se conseguir chegar a um mundo mais pacífico e próspero, "freqüentemente você tem que fazer coisas difíceis e que em muitas ocasiões as pessoas não concordam com elas. Elas não gostam das restrições. Muitas vezes você perde posições nestas listas, mas o objetivo é a defesa de democracia e o

A guerra no Iraque
rebaixou os EUA
modo de vida que nós gozamos nas últimas décadas", ele concluiu. O índice analisa 24 indicadores de medidas externas e internas da paz, como remessas de tropas da ONU para outros países, níveis de crimes violentos, respeito pelos direitos humanos, o número de soldados mortos no estrangeiro e comércio de armas. O Grupo dos oito países, que detém o maior poder econômico do mundo, formam uma mistura variada. O Japão foi classificado em 5º lugar, Canadá no 11º, Alemanha no 14º, Itália no 28º, França no 36º e a Grã-Bretanha no 49º. A Rússia ficou perto dos últimos, no 131º lugar, e foi o único do grupo que ficou abaixo dos Estados Unidos.


 
 
DE PARIS PARA JERUSALÉM



Fonte parisiense para Jerusalém
Uma fonte com quatro metros de altura, duplicata de fontes localizadas na Cidade Luz, será erigida nos próximos dias na Place de France em Jerusalém (também conhecida como a Praça Paris), bem no coração da capital israelense. A fonte foi presente do prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, um grande amigo da comunidade judaico-francesa, em comemoração ao 60º aniversário do Estado de Israel. O custo da sua construção é estimado em centenas de milhares de shekels. “As fontes são lugares maravilhosos para a vida e como atrações turísticas” expressou o prefeito de Jerusalém, Uri Lupolianski. “Não há razão para que Jerusalém, que é uma cidade turística, não tenha lugares charmosos”.


 
 


ESPAÇO SOCIAL

Com o salão do CIB lotado, o presidente do clube, Cezar Benjó, recebeu um belo presente de aniversário: a “Medalha Tiradentes”, concedida pela Assembléia Legislativa do RJ, por iniciativa da deputada Graça Pereira. A “Mesa de honra” foi composta por Menahem Miguel Benjó, advogado e pai do homenageado; Celso Benjó, procurador de Justiça e irmão do homenageado; Sinésio D’Almeida Junior, presidente da Amacopa; Henrique Radwanski, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Professor Ivo Pitanguy; Osias Wurman, vice-presidente da Conib; Sergio Niskier, presidente da FIERJ; desembargador Antonio Carlos Esteves Torres; desembargador Liborni Bernardino Siqueira, e o secretário de Estado Carlos Alberto Lopes.(Alef)



Cezar Benjó com a Deputada Estadual Graça Pereira e abraçando Osias Wurman
da CONIB, Jayme Gudel da Bnei Brith e seu irmão Celso Benjó.



 
 





 

 
MANCHETES DE FECHAMENTO



-A Economia de Israel cresceu 5,4%, muito acima das previsões.
-Israelense de origem iraniana acusado de espionar para Irã.
-Israel mandou 1,5 milhão de dólares para auxiliar as vitimas na China.
-Fazendeiro egípcio enforcou filha por motivos de honra familiar.
-Aeroporto Ben  Gurion bate recorde de movimento com aumento de 13% neste ano.
-Abbas afirmou aos lideres do Hamas que não evoluíram as negociações com Israel.
-Soou o alarme anti-fogo em  Kehlsteinhaus,  antigo retiro de Hitler nos Alpes.



 
 


GERALD THOMAS

Senhores e senhoras da comunidade judaica,
Decorridos quase dois dias após a minha manifestação do ato deplorável e irresponsável de anti semitismo que presenciei em um evendto do Fronteiras do Pensamento e que foi encaminhada aos senhores, é de causar perplexidade diante da postura de passividade ou indiferença que a mesma tenha provocado. As duas gloriosas exceções foram os retornos de duas caras pessoas, cujas privacidades estão preservadas: uma prima querida, mulher combativa e coerente com os seus ideais libertários,  dentro da melhor tradição da nossa familia Scliar; e a outra, uma amiga, igualmente querida, minha ex-colega do Colegio de Aplicação e ex-diretora de um Colégio de Porto Alegre:
"por que o zalmir assina como presidente em exercício? a quem ele está substituindo?
as tuas colocações em relação ao texto do zalmir são muito boas.
alguém te respondeu?"
"Para mim a resposta da Federação é típica da mentalidade de gueto. Não tomam posição firme, achando que assim acalmam e neutralizam os ataques.
Os precedentes históricos de tal atitude já mostraram  em que resulta a atitude contemporizadora e tipo avestruz.
Só faltou pedir desculpas a esse panaca que esconde a mediocridade em "performances" de baixo nível".Soube, ainda, por encaminhamento de mensagem de terceiros, que o meu e-mail teria provocado uma reação por parte de um dirigente da FIRGS, o qual teria reagido com estas palavras dirigidas aos seus pares:
"Olhem  a quantidade de gente copiada...
Quem cala consente...e algumas ponderações parecem corretas.
Um abraço,"
Sim, senhor excelentíssimo dirigente da FIRGS, a V. conclusão é simples "quem cala, consente". E nós seguimos consentindo. E sendo consensual, segundo a Lei Maior, não é estupro.
Telmo Adolfo Kotlhar –Porto Alegre-RGS

Uma informação de cocheira: a mãe do Gerald ficou com alzheimer e foi parar no Froien Faran, onde mora a minha mãezinha, acometida do mesmo mal. Detalhe : em todo o tempo em que ela esteve lá, por sinal, num dos melhores quartos,  o seu filhote não foi vê-la, suponho, sequer uma vez, pelo relato das pessoas de lá. Finalmente, ela morreu, acho q ano passado. Sempre soube q os dois eram super ligados. Fico pensando: como esse sujeito ra é traumatizado....não é mesmo? Merece a nossa compaixão....bjs,
Eva Spitz

Mas afinal quem é Gerald Thomas ? O que ele pensa é importante???
Decio Kruter

Essa edição do Fronteiras do Pensamento gerou bastante polêmica aqui em Porto Alegre, nao tanto por causa da agressividade do Thomas para com a comunidade judaica, a memória do holocausto e Israel, (isso aparentemente nao gera polêmica, né...) mas tb pelos insultos ao outro participante, Fernando Arrabal e pelo culto ao próprio ego... e aí ficou marcado como "querendo aparecer".
a noticia é do dia 13, mas aí vai...Fonte: Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1
860458.xml&template=3898.dwt&edition=9852&section=67

MINC

A nomeaçao do Minc para o Ministério do Meio Ambiente bate forte no coração dos jovens do Hillel Rio. Todos vem nele um defensor do direito da atual e das futuras gerações de gozar as benesses da natureza preservada, daquele que recusa curvar-se  ao imediatismo destrutivo. Reconhecemos que seu amor e irrestrita defesa do meio ambiente vem de longa data, muito antes de virar moda, Suas camisas coloridas apenas refletem sua dedicação ao verde da natureza, ao amarelo do Brasil e o azul e branco da ética judaica. O Minc é um exemplo para os jovens da nossa comunidade, pois eleva a imagem do politico honesto, de carreira limpa e dedicada. O Hillel Rio se orgulha por ter o deputado entre os “amigos da casa” e parabeniza o Governo pela escolha acertada.
Georg Lipsztein- Presidente do Hillel Rio

TEMAS GERAIS

Foto do leitor


Guilherme Bruzzi e Andre Frankenthal, alunos do Instituto de Tecnologia ORT, ficaram entre os 17 melhores (sobre um total de 680 competidores) na segunda fase da Olimpiada Brasileira de Informática 2008, e  ganharam uma viagem para Campinas, para um curso avançado de programação na UNICAMP, bem como para concorrer a uma vaga entre os 4 representantes do Brasil na IOI (International Olympiad in Informatics), que esse ano vai ser no Cairo, Egito.
Instituto de Tecnologia ORT-RJ

Kol hakavod a Daniela Kresch por sua reportagem “História mal contada”. Ela conseguiu de forma resumida dar uma lição de História. Não tem apelação, não enfeita a história, conta a verdade. O texto deve ser usado e repetido, ele é de “dar samba”. Nota 10!
Judite Orensztajn, Jerusalém

Eng Jacob Steinberg eleito Conselheiro da Associacao dos Antigos Alunos da Politecnica - A3P. Entre outros, integram tambem o Conselho Diretor os Engenheiros Leizer Lerner (Presidente de Honra e Membro Vitalicio, Pres 1961-1976)), Bernardo Griner, Israel Blajberg e Marconi Nudelman.
Israel Blajberg

Segundo o Jewish Virtual Library, o representante dos Judeus no Irã (atualmente o Siamak Morsadegh) é obrigado por lei a seguir a política anti-zionista iraniana.  Segue o link: http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/anti-semitism/iranjews.html
Gabriel Buchman

Recomendo a leitura da materia na Revista Piauí. Vocabulario do Jornalismo Israelense.
http://www.revistapiaui.com.br/artigo.aspx?id=600&pag=1
Dany Geller

Prezados representantes da Comunidade Judaica, Seria de vital importância que pelo menos algum dos meios de comunicação judaicos comentasse o programa Milênio desta semana.
Por ser judeu e israelense, o entrevistado transmite confiança e passa uma mensagem altamente negativa da história da criação do Estado de Israel e de seus líderes.
Segue o link para o programa: 
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM829992-7823-ILAN+PAPPE,00.html
Luis Claudio Spielmann

Senhor Osias,Não sou um amigo dos judeus apenas. Me vejo como amigos dos seres humanos. Talvez por isso e por praticar vigilância epistemológica não concorde com algumas posições que os adeptos de sua religião em Israel tomem. Mas acredito que não me torne um inimigo dos seus por isso. Gostaria de pedir ao senhor que ajude a conscientizar a população para a realidade predominante no mundo: A INDIFERENÇA. Foi por causa dela que os judeus sofreram por milênios. É por causa dela que todos sofrem hoje.Um abraço.
Carlos Eduardo Fernandes Teixeira 

Caro Owurman,Tenho   recebido   sempre  suas  noticias,   aqui  em  Israel  mas  não   consigo   ver   as   fotos,   !!!!,   Obrigado
Fany Fligentaub- ISRAEL

Caro Osias, Leio semanalmente o Notícias da Rua Judaica e peço-lhe ajuda para responder ao jornal Estado de São Paulo que, em 16 de Maio último publicou uma reportagem de uma página acerca dos 60 anos do estado de Israel e, dentre as reportagens, havia um artigo do correspondente em Paris Gilles Lapouge aonde o mesmo comenta que o Estado de Israel faz um holocausto em relação aos palestinos.Necessitaria de alguns fatos históricos para responder ao jornal, apesar de ter algumas informações extraídas do seu semanário.
Antecipadamente agradeço.
Dr. Manes R. Erlichman- Médico do CTI-HIAE- SP

Shalom! Sou leitor do informativo "Notícias da rua judaica". Admiro muito o estado de Israel, o qual ainda não tive o privilégio de conhecer pessoalmente. O motivo desta mensagem é pedir orientação, se possível, no tocante à genealogia e origem de minha família, a fim de conhecer se tenho algum sangue judaico entre meus antepassados. Pesquisando na wikipédia descobri que também haviam na antiga Itália, pelo que pude entender, os assim chamados cristãos-novos, como nos países da península ibérica. Segundo apurei esses judeus eram denominados Italkim ou Bnei-Roma. Se for possível, poderiam me ajudar nessa questão?
Walter E. Colombini

Prezado Osias, Cada vez mais muito me emociono ao ler os seus artigos.Todos os e-mails que recebo do ilustre jornalista são arquivados em uma pasta específica em meu micro. Espero contar sempre com o privilégio de receber semanalmente as Notícias da Rua Judáica.
Marc Grassiano   

Era realmente necessário terminar mais uma brilhante edição da NRJ com a propaganda política-religiosa do senador-pastor Marcelo Crivela? Nós sabemos a ânsia que algumas correntes dentro dos evangélicos tem para “converter” algns judeus, ignorantes, que são pegos de surpresa...Se for pra conhecer Jerusalém através deste tipo de evento, é melhor não conhecer. Saudações judaicas,
Iossi Katri- ISRAEL

Informamos que a exposição A Fonte - diversidade religiosa de Israel fica só até o dia 30 de maio, na Galeria Manuel Bandeira, da ABL. Contamos com sua visita, abraços,
Simone Barreto - Deptº de Relações Fraternais da LBV/RJ

Caro Companheiro Ozias:Como você pode ver, nas colunas do Notícias, o que ocorre pelo mundo nada mais é do a disseminação de crenças estabelecidas contra o povo judeu. Não se trata de um preconceito étnico, mas a pura disseminação de crenças. Essas crenças podem ser combatidas facilmente, mas precisa de uma modificação de mentalidade dentro da comunidade judaica e não no sentido de ir cada vez mais para o reformismo e para o sionismo, mas se afastando disso. Lamento que a Daniela Kresch seja tão anti-religiosa, ainda bem que dessa vez ela não escreveu nada contra a gente. Mas observe, até ela sabe o que está acontecendo, são crenças e boatos que não são combatidos pela comunidade. Eu faço parte do PT local em minha cidade, e tenho combatido os ranços anti-judaicos, eu prefiro usar esse termo anti-semita inclui árabes, que os militantes palestinos incutem dentro dos partidos de esquerda no Brasil, eu faço isso desde 2002, o que você tem feito? O que a comunidade como um todo tem feito? Não precisa muito, basta estar á vista, agir como judeu, não somente na questão da observância à Kashrut, ao Shabat, às festas, etc., mas usando a ética judaica e o senso de justiça que nos ensinam nossos sábios, as pessoas vêem que você á alguém do bem e lhe tratam com respeito. É assim que a gente ergue a imagem da comunidade judaica como um todo, não se apegando ás estruturas de poder, nem puxando o saco de políticos e empresários sabe, mesmo porque tais pessoas são uma parcela ínfima da população, não são ninguém, têm dinheiro, têm poder, têm influência, até quando o povâo quiser, e é aí que ocorre o problema. O que ocorreu no Holocausto foi justamente isso, a comunidade achava que estava segura porque detinha o controle da maioria das estruturas de poder, até se deu o luxo de financiar a ascenção de Hitler, e aí os nazistas tomaram o poder, e os mesmos empresários e políticos que tanto eram a salvaguarda da comunidade foram os primeiros a se voltar contra ela. Maridos denunciavam as esposas, esposas denunciavam os maridos, dizendo esse ou essa é judeu, não fique cego a isso. Ainda bem que vocês têm percebido esses movimentos, mas isso tem sua origem no obstinado combate ao judaísmo dentro da própria comunidade, vindo de vocês mesmos, os "líderes" da comunidade, até que ponto é válida sua liderança? Você já se questionou sobre isso? Eu morei no Rio de Janeiro, e, naquela época, 1985/88, a Sochnut só tinha alguma importância para quem ia para Israel. Até que ponto as entidades judaicas representam mesmo a comunidade? Até que ponto elas lutam pelos direitos dos judeus tanto no Brasil como no mundo? A FIERJ, da qual você foi presidente, já emitiu algum atestado para algum judeu universitário que era religioso para que ele não fizesse provas em Kipur? Ou para que alguém pudesse cunprir Shabat? Eu penso que isso são papéis de entidades judaicas, mesmo que as pessoas que a compõem não queiram cumprir. Isso é que é lutar pelos direitos dos judaicos, lutar pelo direito de ser judeu, e ser judeu é isso.
Eliezer Abensur - Manaus - AM


 
 
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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Nova Iorque - Júlio Messer, Tel-Aviv - Daniela Kresch
e Jerusalém - Daniela Nelstein
Diagramação: MarketDesign - Aline Grynapel
Colaborador Especial: Jaime G. Christof