Edição 156     Diretor / Editor: Osias Wurman Sexta, 26 de Fevereiro de 2010

 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


- Continuam os distúrbios entre palestinos e tropas israelenses na cidade de Hebron onde o primeiro-ministro Fayyad orou hoje na Tumba dos Patriarcas.

- Mahmoud A-Zahar, negociador sênior do Hamas para a troca de prisioneiros palestinos pelo soldado israelense Shalit, retirou-se das negociações alegando impasse na lista de terroristas que Israel não admite libertar.

- Hillary Clinton intervém para suspender o embargo ao embarque de peixe carpas asiático de uma peixaria americana  destinado a Israel para a festa de PESSACH.
- Polícia de Dubai procura colaboração internacional para localizar 26 suspeitos de participarem das ações contra militante do Hamas.
- Cresce a popularidade internacional do Mossad com aumento nas vendas de objetos com seu emblema.
 
 



Osias Wurman
Jornalista

 

PURIM SAMEACH

Neste final de semana a comunidade judaico-brasileira organizou inúmeros eventos para comemorar a festa de Purim.

Desde um bloco de rua no bairro do Leblon-Rj com melodias cantadas em hebraico alusivas à data, até um elegante baile de máscaras ao estilo europeu em elegante salão de festas em São Paulo.

Notável o despertar comunitário para um dos episódios bíblicos de grande significado judaico: lutar contra a extinção de nosso povo, abraçados às nossas tradições, com a força de nossos heróis e heroínas.

Em nossos dias, o povo judeu passa por desafios tão grandes como na época relembrada em Purim.

O impostor atual é da mesma malignidade de Haman, o conselheiro do imperador persa Assuero, e não esconde a idéia genocida de “varrer” Israel do mapa.

Assim como Ester e Mordechai lutaram e reverteram os maus desígnios contra os judeus na Pérsia, nossas heroínas e heróis, nos dias de hoje, também saberão suplantar os que nos ameaçam.

Chag Sameach para Todos !


 




 


COMUNICADO AOS LEITORES


A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer que todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.

 
 


EVENTO EM DESTAQUE


 

 
 

JORNAL ISRAELENSE HAARETZ REVELA ALTA TRAIÇÃO NO HAMAS

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ordenou a abertura de uma investigação para apurar se passaportes britânicos teriam sido usados por suspeitos de assassinar o líder do grupo islâmico Hamas Mahmoud al-Mabhouh, no dia 20 de janeiro em Dubai. A polícia de Dubai divulgou nesta semana a lista das 11 pessoas que teriam participado do assassinato do comandante militar do Hamas.


Mosab Hassan Yousef, filho de um dos fundadores do Hamas, serviu como um informante do Shin Bet, o serviço de segurança interna de Israel, por mais de uma década. Agora, as memórias de Musab, escritas por Ron Brackin e reunidas no livro "Filho do Hamas", serão lançadas nos EUA, como informa a edição desta quarta-feira do jornal israelense Ha'aretz.

Segundo o periódico, as informações secretas fornecidas aos agentes israelenses pelo filho de Sheikh Hassan Yousef, fundador do movimento islâmico palestino e um dos seus líderes na Cisjordânia, ajudou a prender ativistas e a impedir dezenas de atentados. Mas a obra, que estará nas livrarias em uma semana, é vista como uma ameaça ao Shin Bet, pois expõe os métodos que o serviço secreto adotou entre os anos 2000 e 2005 para aniquilar terroristas palestinos.

"Durante a Segunda Intifada (a da Mesquita al-Aqsa, lançada em 28 de setembro de 2000), Musab entregou informações que levaram à detenção de palestinos responsáveis pelo planejamento de atentados suicidas, entre os quais estariam Ibrahim Hamid, Marwan Barghouti e Abdullah Barghouti", diz a publicação.
Na sua página no Facebook, Musab Hassan Yousef define o livro como ''um relato envolvente de terror, traição, intriga política, e escolhas impensáveis".

"A minha história vai surpreender a todos. Vai ser como um tsunami no Oriente Médio", escreveu Musab. "Isso vai se espalhar como fogo selvagem.

O seu primeiro contato com o Shin Bet, conta, se deu em 1996, quando agentes o prenderam. No ano seguinte, ele foi libertado como informante israelense. Considerado a mais confiável fonte do Shin Bet no alto escalão do Hamas, Musab ganhou o apelido de "príncipe verde" - em referência à cor-símbolo do movimento islâmico e ao seu "pedigree".


A revelação é mais um golpe para o Hamas, que sofreu um revés mês passado, quando um de seus comandantes foi assassinado em Dubai. As autoridades do movimento acusaram Israel pelo crime, e houve relatos de que uma informação privilegiada teria ajudado os assassinos.

O Hamas alega que já desconfiava das atividades de Yousef  há anos, e o mantinha sob observação para impedi-lo de coletar informações valiosas. Seu pai, o xeque Hassan Yousef, um dos fundadores do grupo militante islâmico em 1980, emitiu um comunicado através de seu advogado dizendo que seu filho tinha sido vítima de ''chantagem' 'pelas autoridades israelenses durante uma temporada na cadeia, em 1996.

Segundo fontes do serviço secreto de Israel, no entanto, Musab não ajudou as forças israelenses em troca de dinheiro, mas porque "queria salvar vidas". Na entrevista ao Ha'aretz, ele teria declarado que "gostaria estar em Gaza no momento, para vestir um uniforme do Exército (israelense) e se unir às forças especiais para libertar Gilad Shalit", o soldado sequestrado pelo Hamas e outras duas facções palestinas há três anos e meio.

Musab disse ao jornal que esperava enviar uma mensagem de paz, mas que permanecia pessimista sobre as perspectivas para acabar com o conflito entre israelenses e palestinos.

- O Hamas não pode fazer a paz com os israelenses. Isso vai contra o que seu Deus lhes diz. É impossível fazer a paz com os infiéis - disse ele ao Ha'aretz.


 
 

FLASH


Ahmadinejad chegou inesperadamente a Síria onde passeou de mãos dadas com
o presidente Assad. Segundo a imprensa local o assunto foi a crescente tensão na
fronteira de Israel com seus vizinhos ao norte.



 
 

Senado quer explicações de Amorim sobre apoio ao Irã

O Senado quer explicações do governo sobre o eventual apoio e participação no programa nuclear do Irã. A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional aprovou nesta quinta-feira o convite para o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, prestar esclarecimentos sobre o assunto. O tema é considerado polêmico e ganhou novos elementos depois que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, informou que haverá enriquecimento de até 20% do urânio.


A iniciativa para que Amorim compareça ao Senado foi do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), vice-líder da oposição na Casa. O senador pediu ainda a aprovação de um voto de pesar da Casa à família do oposicionista cubano Orlando Zapata - que morreu na quarta-feira, depois de 85 dias de greve de fome. A morte foi confirmada no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitava Cuba.

Os partidos de oposição querem saber em detalhes qual a posição do governo brasileiro sobre o programa nuclear do Irã. Em várias ocasiões, Amorim afirmou que o governo é favorável ao desenvolvimento de um programa para fins pacíficos e que defende o desarmamento. Porém, um grupo de países liderado pelos Estados Unidos levanta dúvidas sobre o programa iraniano.

Para os governos dos Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra e Rússia, o anúncio de Ahmadinejad de que as usinas iranianas enriquecerão o urânio a 20% foram interpretadas como uma ameaça. Para algumas autoridades estrangeiras, o governo do Irã poderia ter no seu programa nuclear projetos para a construção de armas e bombas.

O presidente Ahmadinejad nega as acusações. Amorim reitera que é necessário buscar o diálogo entre as Nações Unidas e o governo do Irã. Em novembro de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente iraniano, em Brasília. O encontro foi criticado por vários setores da sociedade brasileira e no exterior.
Além da aprovação do convite a Amorim, os senadores querem ainda um encontro com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, na próxima quarta-feira, quando ela estará em Brasília. A solicitação será feita pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O pedido foi encaminhado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).



 
 

FLASH


Operários israelenses na cidade de Kfar Saba dão os retoques finais nas alegorias
que serão usadas no carnaval de rua em comemoração a Purim.


 
 

A HISTÓRIA DA RAINHA ESTER EM MINISSÉRIE NA TV

Nova minissérie da Record, com estréia prevista para 03 de março, A História de Ester, conta a trajetória de uma mulher audaciosa e determinada que se tornou referência da cultura judaica e de toda a História. A trama, adaptada por Vivian de Oliveira, e dirigida por João Camargo, se passa por volta de 400 a.C., na antiga Pérsia, onde hoje é o Irã. Hadassa, órfã, judia, adota o nome Ester para se defender da perseguição dos amalequitas aos judeus. Sem revelar sua verdadeira origem, Ester conquista o amor de Assuero (rei da Pérsia), se torna rainha e provoca mudanças na personalidade do monarca, que logo são notadas por todo o reino. Mas influenciado pelo Primeiro Ministro, que é amalequita, Assuero decide aniquilar o povo judeu da Pérsia. É quando Ester, após 3 dias e 3 noites de orações e jejum de seu povo, se enche de fé e decide revelar sua verdadeira origem ao rei, implorando pelos judeus e por sua própria vida.


Por Lorena Forti

Assuero decreta a permissão para que o povo judeu prepare a sua defesa. E no dia 13 de Adar ocorre o grande duelo, donde os judeus saem vitoriosos. A vitória é comemorada até hoje pelos judeus de todo o mundo com a festa de Purim. A minissérie de 10 capítulos tem como casal protagonista os jovens talentos: Marcos Pitombo (como Assuero) e Gabriela Durlo (como Ester). No elenco, outros nomes, alguns já consagrados na teledramaturgia brasileira: Ewerton de Castro (como Mordecai, pai adotivo de Ester), Paulo Gorgulho (como Hamã,o primeiro ministro amalequita), Paulo Figueiredo (como Memucã, nobre persa conselheiro do rei), Roberto Pirillo (como Escriba) e Giuseppe Oristanio (como Joel). Outros, da nova geração, firmam suas carreiras na TV: Vanessa Gerbelli, Juan Alba, Paulo Nigro, Cássia Linhares, Gabriel Gracindo, Rocco Pitanga, Daniela Galli, André Di Mauro, Letícia Colin, Maria Ceiça, Eliece Cigarini, Márcio Kieling, Maurício Ribeiro, Felipe Martins, Lana Rodes e Vitor Hugo.

 

 
 


FLASH



Vista geral e interior da Tumba dos Patriarcas (Kever Hamachpelah), em Hebron,
onde encontram-se sepultados Abraão, Isaac, Jacob, Sara, Rebeca e Léa. O local foi
declarado local sagrado israelense pelo primeiro-ministro Binjamin Netanyahu



 
 

PATRIARCAS E RAQUEL JUDAICOS

Milhares de palestinos protestaram contra o anúncio de que Israel quer incluir dois locais sagrados na Cisjordânia como parte do patrimônio nacional israelense.


Religioso estuda o Pentateuco na Tumba de Raquel.

Um deles é a Tumba de Raquel na entrada da cidade de Belém, a sete quilômetros de Jerusalém. Venerada pelos judeus como o túmulo da matriarca Raquel, ela é guardada por soldados israelenses. O outro é a Tumba dos Patriarcas, em Hebron, ao sul de Jerusalém, considerada sagrada para judeus e muçulmanos.

Na terça-feira passada, em Belém, as lojas ficaram fechadas durante todo o dia. Já em Hebron, houve choques entre manifestantes e soldados israelenses.

A Autoridade Palestina condenou a posição israelense e disse que ela viola as leis internacionais. Em Gaza, o primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que o projeto tem por objetivo alterar os monumentos islâmicos e roubar a história palestina. E convocou os palestinos a lançar uma nova revolta popular em protesto contra a medida.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chamou a reação palestina de uma campanha de mentiras e hipocrisia.



 
 

SELEÇÃO URUGUAIA JOGARÁ EM ISRAEL

A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) anunciou na quarta-feira que a "Celeste Olímpica" fará um amistoso contra Israel no dia 26 de maio, no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Este será o jogo de despedida do Uruguai dos torcedores do país antes do embarque para a África do Sul, onde no mês seguinte disputará a Copa do Mundo. Os israelenses também jogarão contra o Chile poucos dias depois, e há a possibilidade de enfrentarem a Argentina, o que ainda não foi confirmado. Na Copa, os uruguaios enfrentarão a anfitriã África do Sul, além de França e México pelo grupo A.


 
 


TV MOSTRA CRESCIMENTO RECORDE DA ISLAMIZAÇÃO NO BRASIL


CLIQUE ABAIXO PARA ASSISTIR O FILME NARRADO EM FRANCES :

http://www.liveleak.com/view?i=215_1265570218


 
 

DENÚNCIA DE LEITOR

Aviso importante às autoridades! Uma empresa de São Paulo e uma loja do Rio de Janeiro estão vendendo produtos que fazem apologia ao nazismo. A empresa CLASSICPHOTOS, vende um poster de Hitler. Sem valor educacional ou histórico algum, a foto simplesmente é uma adoração ao líder máximo do nazismo. A loja Modern Sound, situada em frente à um clube israelita e num bairro de vivência de judeus (Bairro Peixoto) é uma das lojas que vendem o maldito poster. As autoridades (como o brilhante delegado do Rio, Exmo. Henrique Pessoa) e organizações tem que fazer valer a Lei que nos protege. Em anexo está uma foto do poster à venda na Modern Sound, uma foto da loja e a página na "web".
Favor divulgar de forma anônima.


 
 

UTILIDADE PÚBLICA – PROCURA-SE



A PERGUNTA
SHEIVA E BERENICE BAR
OSIAS, PROCURO SHEIVA E BERENICE BAR-FILHAS DE NARMAN BAR  E FANI BAR. PERDI CONTATO HÁ 35 /38 ANOS MORAVAM NA RUA NORMANDI 22 - S.PAULO. SOU PEDRO ARGETOJANU (AVREIMELE) COMO FANI ME CHAMAVA, FILHO DE TANIA E VASILE(PINEK)ARGETOJANU.OSIAS, AMIGO DE MEIO SECULO, ACOMPANHO SUA CURVA ASCEDENTE , QUE NUNCA TERMINE AMIGO.
PEDRO ARGETOJANU

A RESPOSTA

Osias, Sou o filho da Sheva Bar ( sobrenome de solteira ), o meu avo  Nahman faleceu em 1980 em israel e avó faleceu em maio de 2009, a Sheva tem 2 fillhos eu e a Tamar que tem um casal de filhos a Taly e o Rafael, e Berenice tem 2 filhas a Vanessa que tem um casal de filhos e a Tatiana. Favor passar estes dados para o Pedro Argetonu, e o e mail da minha mae a Sheva é  sheva@........  Abraços,
Ilan Wainchelboim

PEDIDO ATENDIDO
Shalom achí!
Recebi um contato de um de seus leitores que me deixou muito contente, pois finalmente encontrei alguém disposto a me ajudar. Sou grato a Hashem pela força e por minha alma estar se encontrando a cada dia. Até mais.
JEFFERSON CARLO BESERRA GUALDA


 
 

Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

OFRA HAZA: MAIS EXPLORAÇÃO DEZ ANOS DEPOIS

Israel viveu uma espécie de “Festival Ofra Haza”, na semana passada. Em lembrança aos 10 anos da morte da cantora, alguns canais de rádio e de TV dedicaram partes de suas programações à obra da artista. Canções e videoclips de várias épocas da vida de Ofra Haza voltaram à tona. E velhos e novos documentários sobre sua vida e carreira foram transmitidos. Mais do que uma celebração, no entanto, a impressão que deu foi a de que os israelenses ainda buscam alguma explicação inexistente para a morte de uma de seus maiores ídolos. Algum mistério ainda oculto. Algo que possa apontar os verdadeiros “culpados”.

O canal 10 da TV israelense prometeu revelar novos fatos sobre a morte e o legado de Ofra Haza num documentário inédito anunciado aos quatro ventos. O canal prometia relevar o “tesouro secreto” da cantora. Ao final de uma hora de enrolação, no entanto, o tal “tesouro” era apenas uma caixa com ursos de pelúcia, fotos antigas, documentos escolares... Tinha também alguns discos de ouro (prêmios por vendas de discos), mas nada parecido com “tesouro” ou com pistas que possam levar a uma “explicação” para sua morte.


A morte de Ofra Haza, no dia 23 de fevereiro de 2000, surpreendeu a todos. Ela tinha apenas 42 anos e estava no auge de sua carreira internacional. As circunstâncias do falecimento são, até hoje, discutidas. Ela morreu de falência de órgãos devido à AIDS, doença que poucos sabiam que ela havia contraído. Mas muitos veículos de comunicação preferiram, na época, dizer que ela havia morrido de pneumonia. O tabu em volta de soropositivos era ainda muito maior do que hoje. Principalmente no caso de Ofra Haza, cuja imagem era a de uma mulher casta, modesta, quase virginal.

Em  meio à comoção, o marido da cantora foi apontado como culpado por infectar a esposa, dando corda à já existente contenda familiar. A família de Haza nunca aprovou completamente o casamento, em 1997, com o empresário Doron Ashkenazy. O marido também acabou tendo uma morte trágica, pouco mais de um ano depois, por overdose de drogas. Até hoje, os israelenses estão certos de que não sabem todos os detalhes dos últimos anos da vida do casal. Muitos cultivam teorias conspiratórias. Para muitos, ela era uma cantora com voz de ouro tímida e ingênua que foi explorada por agentes, pela família e pelo marido.

A fascinação por Ofra Haza também tem a ver com sua história de “cinderela”. Ela nasceu no bairro Hatikva, em Tel Aviv, um dos mais pobres da cidade. Começou cantando em grupos locais até alcançar o estrelato internacional, em 1988, com a canção “Im Ninalu”, que chegou ao primeiro lugar nas paradas de sucesso européias misturando pop com música iemenita. Ela colaborou com artistas como Michael Jackson, Paula Abdul, Iggy Pop e Sarah Brightman. E participou das trilhas sonoras de filmes como "Dick Tracy" e "O Principe do Egito".

Dez anos depois, parece que Ofra Haza continua sendo explorada. Quem sabe está na hora de deixá-la em paz.

 
     
 

O RABINO E A COCA-COLA KASHER

Uma cerimônia em homenagem aos 40 anos de falecimento do Rabino Tuvia Geffen foi realizada em Israel. Este rabino ortodoxo, que sempre conseguiu encontrar soluções criativas para suas questões, marcou época e deixou seu nome na história do mundo Kasher. Como sabemos, a Coca-Cola, um dos símbolos americanos mais conhecidos do mundo, tem sua fórmula secreta guardada a sete chaves, porém, durante muitos anos, uma das únicas pessoas em todo planeta que sabia sua fórmula, era o Rabino Tuvia Geffen, o homem que transformou a Coca-Cola em um produto Kasher. 

R.Geffen nasceu em Kovno, Lituânia, no dia 1 de Agosto de 1870. Estudou na Yeshivá de Kovno e Grodno e se tornou rabino formado pelos seus mestres R.Tzvi Hirsch Rabinowitz de Kovno e R. Danishevsky de Slobodka. Casou-se com Sarah Hene Raninowitz em 1898. Teve 8 filhos e seu casamento durou 63 anos. Em 1903, após o progrom em Kishniev, R.Geffen e sua família foram morar em NY, onde se tornou rabino em Canton, Ohio, e depois de alguns anos, optou em se mudar para Atlanta, onde o clima era mais agradável. Trabalhou na organização Sheerit Israel, até Fevereiro de 1970. Sua filha Helen estava estudando química alimentar na Universidade da Geórgia, quando, como parte de seu projeto, resolveu analisar a composição da Coca-Cola. Encontrou em sua fórmula glicerina de origem animal. Alguns rabinos na época já autorizavam o consumo da Coca-Cola como produto Kasher, muitos devido a regra de 1/60, onde se existe uma parte não kasher para 60 partes kasher, estaria ok o consumo, e outros por não saber da presença da glicerina na fórmula.

Quando o rabino Geffen escutou de sua filha a respeito da glicerina de origem animal ficou muito preocupado, e viu que ali havia um problema, já que a regra de 1/60 somente se aplicaria caso esta parte não kasher se misturasse de forma acidental com as outras 60 partes kasher, mas sendo feito a mistura de forma intencional, todo o produto seria considerado como não kasher. O rabino de imediato entrou em contato com o Sr.Harold Hirsch, um grande empresário e líder comunitário em Atlanta. Harold se encontrou com o Sr. Asa Candler, um dos fundadores e donos da Coca-Cola. Muito antes do mundo se tornar tão globalizado, o sr. Candler já sonhava em ter seu produto vendido em todos os países do mundo. Ao escutar sobre o problema, Mr. Candler disse: Se todo o mundo vai tomar Coca-Cola, não quero que exista um grupo, o grupo dos Judeus que deixem de tomar meu produto, todos devem ter a chance de tomar Coca-Cola".  Sr. Candler chamou seus diretores e disse: "Quero que vocês por gentileza acompanhem o rabino e resolvam este problema o quanto antes".

R.Geffen teve diversas reuniões com executivos e químicos da Coca-Cola, assinou um termo "segredo de Estado" com a empresa e passou a ter acesso a fórmula secreta do produto. Como resultado, Coca-Cola desde então aceitou substituir a glicerina de origem animal por um outro produto Kasher (não de origem animal), e também substituir derivados de milho, para que pudesse existir a opção de Coca-Cola Kasher para Pessach.  Após estas mudanças, a Coca-Cola se tornou oficialmente Kosher.

De uma história como esta podemos ver que quando um judeu decide que quer comer Kasher e assume com orgulho sua opção, os outros, inclusive os não-judeus, não somente respeitarão a decisão, como inclusive darão apoio e ajuda para que a comida Kasher não seja um obstáculo para reuniões de negócios, encontros sociais e festas.

Editado por Fernando Bisker(EUA-Miami) - matéria adaptada do Jerusalem Post - fev.2010


 
 


FLASH


Judeus ortodoxos acompanham o funeral do rabino Menachem Porush, em Jerusalém,
que morreu de ataque cardíaco aos 93 anos e era considerado um dos líderes mais influentes
da facção ultra-ortodoxa do Parlamento.



 
 

Grupo ultraortodoxo importa fantasias nazistas para Carnaval judaico

O Neturei Karta, um grupo radical e antisionista integrado por judeus ultraortodoxos, distribuiu panfletos incentivando os israelenses a se fantasiarem de nazistas ou inquisidores no Carnaval judaico.

A campanha, noticiada hoje pelo jornal israelense "Yedioth Ahronoth", foi lançada às vésperas da festa do Purim, que lembra como o povo hebraico escapou pela primeira vez de seu extermínio há dois milênios e meio.

O Neturei Karta, que não acredita que deva existir um Estado judeu antes da chegada do Messias, disse em um folheto que importou para o Carnaval judaico fantasias como uniformes de policiais e militares nazistas, das juventudes hitlerianas, dos esquadrões da morte e de inquisidores.

"Após o sucesso do ano passado, em resposta à grande demanda e após um grande esforço, conseguimos importar fantasias especiais para o Purim" que serão "historicamente precisas", escreveu o grupo em um dos textos.

Ainda em relação à tradicional festa judaica, o rabino-chefe da cidade de Safed (norte), Shmuel Eliyahu, proibiu os homens de se fantasiarem de mulher, ao lembrar que no Purim também é preciso respeitar a frase do Deuteronômio: "A mulher não porá roupa de homem nem o homem porá roupa de mulher".(EFE)


 
 

FLASH


Homem palestino segura uma espada durante as comemorações do aniversário
do profeta Mohammad, na Faixa de Gaza


 
 

MENSAGEM DE LEITOR


DRESDEN EM CHAMAS
Nestes dias mais uma vez comemora-se o ataque e a destruição de Dresden, jóia arquitetônica da Europa, isolada no interior do Alemanha, em meio a comentários sobre a selvageria dos bombardeios aliados sobre o país. Muito se criticou o ataque à indefesa população civil com bombas incendiárias, as armas de destruição mais terríveis existentes na época.

Nada, entretanto, se escreveu sobre a atuação desta população (que a historiografia denominou de “espectadores”, para diferenciá-los dos perpetradores e das vítimas) que na retaguarda era responsável pelo sucesso da eficiente máquina de guerra alemã, e se beneficiava do espólio enviado dos países ocupados.
Esta população que durante os primeiros anos do governo nazista assistiu impassível à perseguição de seus compatriotas,  e mais tarde jubilou-se com o esmagamento de seus vizinhos quando a guerra começou.

Esta população que trabalhou lado a lado  com os prisioneiros, escravos inanimados dos campos de concentração, que foi conivente com as marchas da morte, estas mães, irmãs e esposas dos soldados das SS que os ovacionaram nos desfiles, coroados de suásticas e caveiras cruzadas.

Esta população que cuspia nos prisioneiros quando no inverno estes passavam, famintos e maltrapilhos, em suas jornadas para o trabalho que fatalmente os levaria à morte.

Esta população, que recusava um gole de água aos prisioneiros, atulhados como gado em vagões lacrados, expostos ao calor infernal do verão.

Esta população que considerava judeus, ciganos e eslavos povos inferiores, destinados ao extermínio.

Esta população não só mereceu o fogo dos céus sobre ela despejado  pelos bombardeios aliados; merece também queimar no fogo do inferno, ao qual fez jus por seu comportamento, sua alienação.

Também os judeus faziam parte desta população civil tão pranteada, também as sinagogas vilipendiadas e queimadas faziam parte do acervo arquitetônico que tanto se lamenta ter sido destruído.

Que nestes dias de terríveis lembranças, não nos esqueçamos de que o terror nazista só foi possível por ter sido levado ao poder, democraticamente, pelo povo alemão.

E que estes terríveis bombardeios da população "civil e indefesa" sejam lembrados como alerta, para que no futuro os povos determinem sua conduta, senão pela moral, então pelo temor da justa retaliação.

Samuel Feldberg - filho de pais sobreviventes dos campos de concentração

 


 
 

Muhammad Ali testará tratamento contra o Parkinson em Israel

Lenda do boxe, o norte-americano Muhammad Ali se submeterá a um novo tratamento contra o mal de Parkinson doença que vem debilitando sua saúde com o passar dos últimos anos. A iniciativa é de uma empresa de Israel, especializada em biotecnologia. “Rashida Ali, a filha do ex-pugilista, contatou-nos após ouvir falar do nosso trabalho com células tronco adultas e assegurou que seu pai gostaria de fazer parte dos testes que faremos”, afirmou à AFP um porta-voz da companhia Brainstorm. O tratamento inicialmente será usado para um tipo de esclerose, mas se os testes foram conclusivos positivamente, poderia-se ampliar o uso para pacientes do mal de Parkinson, como o norte-americano.


Ali com o ex-presidente Clinton.

Segundo a Brainstorm, os testes realizados com ratos para esse tipo de doença, incluindo o Parkinson, tiveram sucesso. O próximo passo é provar sua eficácia em seres humanos. Um dos maiores pugilistas de todos os tempos, Muhammad Ali encerrou sua carreira de campeão dos pesos pesados em 1981. Três anos mais tarde, teve diagnosticada a doença, que afeta gravemente sua capacidade de comunicação. Rumores dão conta que os golpes sofridos pelo norte-americano poderiam ter causado a doença, mas isso nunca foi comprovado cientificamente. Outros ex-pugilistas apresentam o mal, como Freddie Roach, hoje técnico de Manny Pacquiao.

 

 
 

FLASH


A polícia palestina em Hebron, na Cisjordânia, observa imóvel o conflito entre os
atiradores de pedra e os soldados de Israel.


 
 

POLÍCIA ISRAELENSE USA PATINADORES PARA PERSEGUIR CULPADOS


 
 

AZUL E BRANCO NAS OLIMPÍADAS DE VANCOUVER


Mykhaylo Renzhyn desce a montanha na prova do esqui alpino nas
Olimpíadas de Inverno de Vancouver.


Alexandra Zaretsky e Roman Zaretsky apresentaram-se na patinação no gelo
e emocionaram a platéia interpretando uma dança ao som da melodia
do filme “A Lista de Schindler”.



 
 

FLASH


Jovens palestinos atendem ao chamamento de líderes do Hamas para que iniciem
uma nova Intifada na cidade de Hebron na Cisjordania.



 
 


Kadhafi não Recebe Abbas para Reunião

O líder líbio Muammar Kadhafi evitou se reunir com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, durante a sua visita a Trípoli apesar de seus pedidos explícitos, informou o noticioso al-Quds al-Arabi baseado em Londres na terça-feira. Segundo o relatório, Abbas se reuniu com autoridades líbias no domingo, numa tentativa de se chegar a uma decisão sobre a composição da delegação palestina na reunião da cúpula árabe, que está sendo programada para ocorrer no país no final de março. As negociações falharam quando a liderança líbia não alterou a sua decisão de permitir que representantes do Hamas participassem da cúpula, situação essa que Abbas se opõe. O relatório afirma ainda que Abbas se reuniu com o primeiro-ministro líbio Baghdadi Mahmudi, o Ministro das Relações Exteriores e outros altos funcionários, mas não conseguiu se reunir com o Presidente Kadhafi.


Kadhafi e Abbas nos bons tempos......

Fontes da comitiva de Abbas disseram que as negociações falharam em relação a uma reconciliação entre a Fatah e o Hamas e a composição da delegação palestina. Segundo o relatório, Khaled Mashaal que é o chefe político do Hamas, tinha oficialmente pedido à Líbia para que lhe permitisse comparecer à cúpula árabe como um representante do Hamas, mas também informou que o movimento islâmico concordará em participar da delegação palestina hachemita que irá participar da conferência.


 
 

Vodka é a Mais Consumida em Israel

Os israelenses beberam mais álcool em 2009, e tomaram mais vodka do que qualquer outra bebida alcoólica, conforme uma pesquisa realizada pela empresa de informações comerciais BDI. A vodka lidera as vendas da indústria de bebidas alcoólicas (não incluindo a cerveja nem outras categorias como o vinho, nem as vendas através do Duty Free), com cerca de 16 milhões de garrafas vendidas - cerca de 75% do total das garrafas vendidas em 2009 pela indústria de bebidas alcoólicas.



Em 2009 os israelenses consumiram cerca de 21 milhões de garrafas - um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Este foi um aumento significativamente menor do que o registrado no setor em 2008, que observou um aumento de 11% no número de garrafas vendidas em relação a 2007. A receita proveniente da venda de bebidas alcoólicas foi de cerca de NIS 1,65 bilhões (cerca de US$ 440 milhões), um aumento de 3% em relação a 2008. Este aumento também é muito mais moderado do que o aumento registrado em 2008, que se situou, em termos financeiros, em cerca de 14% em relação a 2007. A BDI ressaltou que as principais razões para o crescimento moderado são devidas a uma tendência mista, que incluía o aumento do consumo de bebidas alcoólicas após um aumento na publicidade e no ano passado o desenvolvimento de uma cultura de consumo de álcool, mas por outro lado, a recessão econômica forçou a diminuição de gastos do consumidor em relação a bebidas.
O índice de risco de negócios das principais empresas do setor mostra que, no ano passado, o nível de risco do setor foi menor do que o índice de risco empresarial no conjunto da economia, estimado em 3,9 em 2009. O ano passado até apresentou uma queda no nível de risco do setor em comparação com o aumento do nível de risco de toda a economia.


 
 


FLASH


Uma jovem judia ascende uma vela no interior do Túmulo de Raquel em Bethlehem, Cisjordânia.



 
 

Bnei Brak e o Fumo em Purim

As ruas de Bnei Brak nos últimos dias tinham cartazes distribuídos pela municipalidade antes do feriado de Purim. E não eram convites para uma peça relativa à Purim nem para um baile festivo, mas uma campanha dirigida aos jovens adultos para que não fumassem durante as comemorações das festividades. A campanha, que ostenta o título de "os grandes estudiosos de Israel contra o tabagismo" destina-se a motivar os jovens haredim  para que não comecem a fumar devido a atmosfera de alegrias dos feriados, que poderia ser uma ocasião para uma mudança de comportamento decorrente de um experimento de uma única vez que poderia se tornar um hábito fixo e causador de vicio.


"Em Purim os jovens pensam que é possível se divertir e fumar sob o disfarce da folia", explicou Avraham Tannenbaum que é secretário municipal e seu porta-voz. "Por causa da alegria do feriado, eles se permitem fumar e não estão cientes de que um cigarro provavelmente irá gerar mais vontade de fumar, até que terão grandes dificuldades quando tentarem parar de fumar". Tannenbaum explicou que uma decisão haláchica foi recentemente publicada sobre o assunto após uma investigação científica que provou os danos causados pelo fumo. "Está escrito: conservem vossas almas, e, fumar prejudica o corpo e a alma e, desta forma é contra a Toráh". A campanha está sendo conduzida pelo departamento de educação da Prefeitura. Centenas de cartazes, panfletos e folhetos serão distribuídos como parte dos esforços.


 
 

Novo Humor Iídiche no Canadá e EUA

A maioria das pessoas nos seus sessenta e poucos anos já se aposentou ou está na iminência de se aposentar. Sam Hoffer de Toronto no Canadá é uma das exceções à regra e está no caminho para uma nova carreira como um comediante ‘stand-up’ em iídiche. Não que ele realmente pretendia se tornar um artista. Como tantas coisas na vida - apenas aconteceu. Muitos dos judeus ashkenazi da sua geração cresceram ouvindo seus pais ou avós falando em iídiche, Hoffer não só ouvia mameloshen, mas na verdade ele falava fluentemente porque cresceu em uma parte do Canadá em que o iídiche era uma língua comum. Na verdade, durante os primeiros sete anos de sua vida, Hoffer que nasceu romeno, só falava o iídiche. Aos sete anos emigrou com seus pais, da sua Czernovitz natal para se juntar aos seus irmãos mais velhos em Hoffer em Sasketchewan, uma comunidade agrícola judaica nas pradarias canadenses fundada no início de 1900 por parentes distantes do mesmo nome. Embora todos na comunidade soubessem falar o inglês, falavam iídiche entre si, o que proporcionou ao jovem Hoffer contato e familiaridade com o idioma.

Quando alguns dos agricultores e suas esposas reuniam-se na fazenda da família Hoffer nas noites de sábado, sua mãe servia sanduíches de salame e os convidados ouviam fascinados seu pai ler o mais recente capítulo de uma novela que tinha sido serializada por um dos jornais em iídiche. Hoffer sempre estava consciente do que estava acontecendo ao redor dele e tinha uma visão divertida sobre episódios do dia a dia e com os quais quase todos conseguiam se identificar. Mas somente há uns dois anos atrás que, quando assistia a um vídeo de Dzigan e Shumacher, ele se sentiu inspirado para fazer algo de sua autoria. Para quem gosta do humor iídiche, é muito bom ver que Hoffer teve sucesso em conseguir que uma língua que foi considerada como uma ‘língua morta’ fosse introduzida na era e espaço cibernético, que é repleto de problemas e frustrações diários Sua expressão tem um sotaque de Bucovina com nuances canadenses, especialmente ao utilizar palavras universais, tais como “computador”. Hoffer pronuncia a palavra como se fosse em Inglês ao invés de dizer "compyuter ", que estaria mais próximo da pronúncia em iídiche. Recentemente Hoffer lançou um CD intitulado “S'helft nisht Keyn Krekhtsn!” com o subtítulo em inglês "There's No Use Complaining! (Não Adianta se Queixar)" Isto já é em si uma indicação das nuances envolvidas numa tradução do iídiche. Pois krechts é mais do que se queixar - é se lamentar !

O CD foi um esforço inicial com cinco faixas nascidas do que Hoffer acredita que as ironias da vida não terminam no shtetl. Embora o projeto estivesse durante dois anos em produção, sem nenhum objetivo específico em mente, foi somente depois que a sua primeira faixa "Meyn Kompyuter" foi transmitida pela ‘Yiddish Forward Radio’ em Nova York que ele decidiu produzir um CD. Foi um pouquinho perturbador que a gravação não foi feita com a participação de um público ao vivo. Risos, gargalhadas, aplausos e até mesmo gritos acrescentam qualidade à apresentação, pois sem este fundo de acompanhamento Hoffer soa um pouco monótono.


 
 

FLASH


Militantes da Frente de Libertação da Palestina marcham em Gaza em
manifestação anti-Israel no dia 24/2.



 
 

Muralha do Templo do Rei Salomão

Fortificações em pedras antigas que foram recentemente descobertas fora dos muros da Cidade Velha de Jerusalém foram datadas de cerca de 3.000 anos, ou seja, da época do Rei Salomão e testemunham a narrativa bíblica sobre aquela época, conforme a arqueóloga Dra. Eilat Mazar declarou na segunda-feira para um grupo de jornalistas no local. Se a idade da parede estiver correta a descoberta seria uma indicação de que Jerusalém era a sede de um governo central forte, que possuía recursos materiais e humanos necessários para a construção de fortificações maciças no século 10 AC. "É a construção mais importante que temos da época do Primeiro Templo em Israel" afirmou Mazar na segunda-feira. "E isso significa que, naquela época, o século 10, em Jerusalém, havia um regime capaz de realizar tal tipo de construção".

A secção revelada da muralha da cidade tem 70 metros de comprimento e altura de seis metros e está localizada na área conhecida como Ofel, entre a cidade de David e a parte sul do Monte do Templo.Um portão interno de acesso para a parte ‘real’ da cidade foi descoberto no complexo da cidade, juntamente com uma estrutura da realeza perto do portão e uma torre de canto da qual se tem uma visão ampla do Vale de Kidron  que fica ao lado. As escavações na área de Ofel foram realizadas ao longo de um período de três meses sob os auspícios da Universidade Hebraica e com fundos doados por Daniel Mintz e Meredith Berkman, um casal de Nova York interessado em arqueologia bíblica. As escavações foram realizadas em cooperação com a Autoridade de Antiguidades de Israel, a Autoridade para a Natureza e Parques de Israel e a Empresa para o Desenvolvimento de Jerusalém Oriental. Estudantes de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, bem como alunos voluntários do ‘Herbert W. Armstrong College’ de Edmond em Oklahoma e trabalhadores contratados participaram nos trabalhos de escavação. "A muralha da cidade que foi desenterrada testemunha uma presença dominante" disse Mazar. "Sua resistência e forma de construção indicam um alto nível de engenharia e está localizada no extremo leste da área de Ofel, numa localização estratégica no alto da encosta ocidental do vale de Kidron. "Uma comparação entre esta recente descoberta com muralhas e portões do período do Primeiro Templo, assim como a cerâmica encontrada no local, permite-nos postular, com um grande grau de certeza, que a parede que foi revelada é a que foi construída pelo Rei Salomão em Jerusalém, ao final do século X AC" ela continuou. "Esta é a primeira vez que uma estrutura daquela época foi achada e que pode se relacionar com descrições escritas sobre a construção de Salomão em Jerusalém" acrescentou ela. "A Bíblia nos diz que Salomão construiu - com o auxílio dos Fenícios, que foram extraordinários construtores - o Templo e o seu novo palácio e os cercou com uma cidade, muito provavelmente ligada às paredes mais antigas da Cidade de David". Mazar citou especificamente o terceiro capítulo de ‘Reis I’ que inclui a expressão "até que ele [Salomão] tinha finalizado a construção da sua própria casa, e da casa do Senhor, e a muralha de Jerusalém ao redor".

 
 

Velho Cemitério Polonês é Recuperado

Após anos de negociações um centenário cemitério judeu no sudeste da Polônia, que havia sido profanado pelos alemães durante o Holocausto, foi devolvido para a comunidade judaica. O cemitério, localizado na cidade de Przemysl, perto da fronteira da Polônia com a Ucrânia, remonta ao século 16 e foi utilizado pela comunidade judaica local bem como das cidades próximas, como Jaroslav, Pruchnik, Kanczuga e Dynów, durante centenas de anos. Mas a prefeitura de Przemysl, que assumiu o local depois do fim da II Guerra Mundial, resistiu aos apelos para a sua devolução. Em uma reunião na semana passada, no entanto, o governo da Polônia –apoiado pela Comissão Reguladora, que arbitra reclamações relativas a propriedades comunitárias judaicas, instruiu os funcionários da prefeitura para devolverem o cemitério para o controle judaico.

A decisão marca uma vitória para a Fundação para a Preservação da Memória Judaica na Polônia, com sede em Varsóvia e especialmente da sua presidente, Monika Krawczyk, que durante os últimos anos liderou os esforços para a recuperação do cemitério. Krawczyk, da fundação que é a responsável pela proteção de milhares de locais de interesse cultural, histórico e religioso por toda a Polônia, manifestou-se satisfeita com a notícia. "Estamos felizes que o cemitério Przemysl voltou para as mãos de judeus" disse ela ao ‘The Jerusalém Post’ observando que "a sua história é tão importante e intrigante". Conhecido como o "cemitério velho" o cemitério Przemysl esteve em uso por mais de 300 anos até que ficou cheio em meados do século 19, o que levou a comunidade judaica para abrir um outro na área. Ocupando dois hectares (20 dunams) o cemitério "velho" tinha túmulos que datavam desde 1574. Mas depois que os alemães invadiram a Polônia em 1939 e ocuparam Przemysl, eles vandalizaram e saquearam o local. Antes do Holocausto moravam na cidade cerca de 20.000 judeus, que constituíam quase 30 por cento da população da cidade. A maioria deles foi assassinada pelos alemães e seus colaboradores. "As pedras tumulares do cemitério foram utilizados pelos alemães durante a guerra para pavimentar estradas locais e, até agora, ainda não conseguimos localizá-las" disse Krawczyk. "Depois da guerra o muro de tijolos ao redor foi demolido, e os materiais foram utilizados pelos moradores para consertarem os edifícios locais". Não se podem ver atualmente sepulturas no local, que foi invadido por ervas daninhas e vegetação e que necessita urgentemente uma reforma. O único vestígio que resta é um dos portões de entrada para o cemitério.

Krawczyk, cujo grupo será responsável pela restauração e administração do local disse que a primeira prioridade será tomar medidas para evitar a continuação da deterioração. "Temos de proporcionar a segurança do perímetro do cemitério e a construção de um muro para protegê-lo" disse ela. A fundação já encomendou a uma equipe técnica a elaboração de um projeto. Krawczyk manifestou a esperança de que os judeus do exterior irão auxiliar a reforma do terreno do cemitério. "Temos que lembrar que nós fazemos isto para as gerações passadas, que tanto contribuíram para o nosso povo e para nossa cultura, e também fazemos isso para as gerações futuras" afirmou ela. "O mínimo que podemos fazer para aqueles que foram enterrados no velho cemitério de Przemysl é tentar restaurar a dignidade do local de descanso final" acrescentou ela.


 
 

Alunos brasileiros poderão concorrer à bolsa de estudos para o Instituto Weizmann de Ciências

Com modernos laboratórios que abrigam mais de 2500 cientistas, técnicos de laboratório e estudantes, o Instituto Weizmann, localizado em Rehovot, Israel, figura na vanguarda da investigação científica e vêm fazendo grandes contribuições para a humanidade no tratamento de doenças como o câncer e a esclerose múltipla e no campo das investigações científicas. Pelo terceiro ano consecutivo, o grupo Amigos do Instituto Weizmann do Brasil vai proporcionar a três alunos brasileiros, que serão escolhidos por meio de um concurso, a oportunidade única de participar do International Summer Science Institute, curso de verão do Instituto, juntamente com cerca de 70 estudantes recém formados no segundo grau e provenientes de diversas partes do mundo.

O International Summer Science Institute do Instituto Weizmann vai acontecer de 05 a 29 de julho de 2010. Os estudantes do International Summer Science Institute terão à sua disposição os mais modernos laboratórios nas áreas de bioquímica, biologia, química, matemática, ciência da computação e física. Além disso, participarão de seminários de pesquisa e apresentarão seminários em assuntos de seu interesse. Após três semanas de trabalho laboratorial, o grupo se deslocará  para realizar um trabalho de campo no deserto, próximo ao Mar Morto, onde realizarão estudos de biologia, geografia, história e arqueologia, em um eco-sistema único e peculiar. Poderão se inscrever estudantes de todo o Brasil que estejam cursando o primeiro ano do Ensino Superior. É essencial o domínio do inglês. 

Para participar do processo seletivo é necessário acessar o site:  www.amigosdoweizmann.org.br/issi, preencher a ficha de inscrição e elaborar uma redação em inglês que deverá ser despachada até o dia 22 de março de 2010. A segunda fase do processo inclui a entrevista pessoal com os candidatos selecionados, que acontecerá em São Paulo, no dia 10 de abril de 2010.


 
 

MENSAGEM DO MIDRASH SOBRE EVENTO DE PURIM


ESCLARECIMENTO
Na divulgação anterior sobre o evento do Bloco de Purim aparece a letra do SAMBA DO MASHIACH [MA-MA-MACHIACH] do qual não constou crédito ao autor PAULINHO ROSENBAUM.

SAMBA DO MASHIACH [MA-MA-MACHIACH, MATÁI ATÁ MAGUIA]

Autor da letra: Paulinho Rosenbaum
Arranjador e tecladista: Robert Arias
Intérpretes: Paulinho Rosenbaum e Claudio Goldman
Produção: Tropicasher Ltda.

Mamamamamama-Mashiach, mamamashiach, matai ata kvar maguia?

Nishté Lechaim, be Ierushalaim, Nirkod be iachad ve há Simchá tihié Kiflaim!

Alpaim shana chikínu ba Golá, achshav highia há zeman, veód meat Mashiach bá,

Assinu ma she iacholnu, nishar davar katan:


Lehevot et hasheni chinam ve lachzor be Teshuvá! (2x)

Paulinho
é pioneiro na adaptação de marchas de carnaval para o hebraico e português utilizando conteúdos judaicos em suas letras. Você pode conferir seu trabalho no site:
Tropicasher- www.tropicasher.com.br

PALAVRAS DO RABINO NILTON BONDER SOBRE PURIM

A idéia de um bloco em Purim está em sintonia com a intenção da Festa de Purim de atenuar a distinção entre Sagrado e Profano. Este bloco, portanto, não deve ser entendido em seu sentido literal, pshat, equiparando Purim a Carnaval. Ele é um Purim Shpil, uma paródia que usa o espírito carnavalesco tão especial em nossa cidade e país.

Sua conexão não é entre arcaicos significados pagãos e o judaísmo, mas a relação simbólica que Purim e Carnaval compartilham: do oprimido que se livra da opressão; do perseguido que em sua fantasia se faz forte; enfim, uma troça que mostra a vida pela outra ponta. Ki-Purim, o dia mais sério de nosso calendário, é quando chegamos ao sagrado pela contrição; em Purim chegamos pela galhofa, por um lugar secreto, oculto, mascarado pelo mundano.

Portanto, convidamos a você que não veja em Purim heresias, o que seria o menos sagrado e mais mundano ao seu espírito. Nossos mestres chassídicos não se furtaram no uso de melodias camponesas e folclóricas do Leste Europeu pelo fato de representarem uma cultura diferente e por vezes antagônica a valores da sua. Reconheciam nelas manifestação de grande qualidade pela capacidade de expressar a alegria e o mistério da vida. Graças a essa coragem, criatividade e capacidade de se aproximar do povo é que temos hoje a riqueza de seu legado espiritual.

Nosso bloco de Purim sai ingênuo e alegre. Fala da semelhança entre o oprimido pela miséria e exclusão do povo brasileiro e o povo judeu de Shushan ha-bira, da cidade-império onde, sem cidadania e expostos a todo o tipo de exceção como em tantos momentos de sua História, se viram à mercê da intolerância.

À frente do bloco, estará Mestre Riko que realiza um trabalho musical de alto nível buscando a inclusão social e a preservação da cultura no Brasil. Mesmo que você não seja do samba - se não tiver problemas na cabeça ou no pé - esteja lá para curtir esse espetáculo de ritmo, balanço e integração da comunidade com a cultura de nosso país.

PURIM SAMEACH!!!


 
 

Israel apresenta jato não tripulado que alcança o Irã

A Força Aérea de Israel apresentou uma frota de grandes aviões não tripulados que, segundo as autoridades, poderiam voar até o Golfo Pérsico, o que colocaria o Irã dentro do raio de alcance. Construído pela estatal Israel Aerospace Industries, o Heron TP tem 26 m de extensão entre uma asa e outra - o mesmo tamanho de um Boeing 737, que transporta passageiros - e é a maior aeronave não tripulada do exército israelense. Segundo as autoridades, os aviões podem voar a uma altura maior que 12 mil m e são capazes de permanecer voando por até 20 horas consecutivas. De acordo com a Força Aérea, os novos jatos serão usados principalmente para vigilância e carregamentos. O avião vem sendo desenvolvido há uma década e foi usado pela primeira vez durante a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza em dezembro de 2008.

Apesar de apresentar a aeronave em uma cerimônia, as autoridades não revelaram qual o tamanho da nova frota ou se os aviões foram desenvolvidos para serem usados em um eventual ataque contra o Irã. Em entrevista à agência de notícias AP, autoridades de defesa de Israel, que não foram identificadas, teriam afirmado que o Heron TP seria uma ferramenta útil contra o Irã. O governo israelense acredita que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares e já ameaçou atacar o país caso as negociações para limitar o programa nuclear iraniano fracassarem. Na semana passada, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, exigiu que a comunidade internacional imponha sanções "paralisantes" para impedir o Irã de obter armamentos nucleares. A afirmação foi feita diante do avanço do programa nuclear iraniano depois que o presidente Mahmoud Ahmedinajad anunciou que o país já teria alcançado a capacidade de enriquecimento de urânio no nível de 20%.


 
 

UMA MÃO LAVA A OUTRA

Israel aumentará sua ajuda à América Latina em troca do apoio de países da região em foros como as Nações Unidas, afirmou hoje o vice-ministro de Assuntos Exteriores israelense, Dany Ayalon. "Israel quer aumentar a ajuda que envia aos países da América do Sul e da América Latina. Mas, em troca, espera receber o apoio deles nas Nações Unidas", disse Ayalon em uma conferência com líderes das comunidades judaicas latino-americanas, informou o serviço de notícias "Ynet". O vice-ministro israelense também pediu aos presentes que trabalhem para "frear a ameaça do avanço iraniano nos países sul-americanos".


O porta-voz de Ayalon, Ashley Perry, disse à Agência Efe que "Israel quer oferecer ajuda humanitária e cooperação para o desenvolvimento a países no mundo todo por meio da organização Mashal". "Não é que necessariamente esperemos algo em troca, mas gostaríamos que nossos amigos e aliados não se unam diretamente à maioria automática que vota contra Israel nos fóruns internacionais", afirmou. Em julho do ano passado, o ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, fez a primeira viagem de um diplomata israelense à América Latina nas últimas duas décadas, em uma tentativa de aumentar as relações com os Estados latino-americanos. Na viagem, ele visitou Brasil, Colômbia, Peru e Argentina, focando as trocas comerciais com o Estado judeu e a resistência das nações regionais à influência de Governos inimigos de Israel, como o iraniano. EFE


 
 

Agora, na Hungria, negar o Holocausto é crime!

Por Judith Klein, de Budapeste – Hungria-Especial para Rua Judaica.

Em Assembléia Nacional convocada pelo Primeiro Ministro Bajnai Gordon, o Parlamento Húngaro se reuniu em sessão em 22 de fevereiro de 2010, e votou o Projeto de Lei que caracteriza como crime a negação do Holocausto.


Parlamento Húngaro e primeiro-ministro Bajnai Gordon.

Este foi o último ato relevante do atual Primeiro Ministro, que está deixando o governo, pois haverá eleições parlamentares na Hungria em abril. Em votação aberta, 197 deputados se manifestaram a favor, houve 142 abstenções, e apenas um parlamentar – Gulyás Jozsef, do Partido Liberal Democrata – votou contra o Projeto de Lei, que precisa agora ser sancionado pelo Presidente da República.

Fidesz, o principal partido da oposição, já tinha apresentado anteriormente uma proposta para criminalizar a negação pública dos crimes contra a humanidade cometidos pelos comunistas e pelos regimes fascistas, mas foi rejeitada, sob a alegação de violar o direito constitucional da liberdade de expressão.Se aprovada esta Lei, que entrará em vigor 30 dias depois de assinada, ninguém mais poderá negar o Holocausto, nem agredir moral ou fisicamente pessoas que tenham vividos as atrocidades cometidas contra os judeus durante a Era do Nazismo, e os infratores poderão ser condenados a reclusão de até três anos.

O Presidente da República László Sólyom, representado por László Mandur, Presidente do Partido MSZP (Partido Socialista), saudou nominalmente cada um dos sete representantes da Comunidade Judaica e dos sobreviventes do Holocausto da Hungria, sentados na tribuna de honra do Parlamento.


Péter Feldmájer, Gusztáv Zoltai, György Sessler e György Dénes


Ernõ Lazarovits, Szemes Györgyné e Imre Lebovits


 
 

Aos 95 anos, atleta alemã judia recupera recorde nacional conquistado em 1936

O plano era ousado. Vencer a prova do salto em altura nos Jogos Olímpicos e constranger o ditador Adolf Hitler nas tribunas. Margaret Bergmann até tinha credenciais para executá-lo. Corria o ano de 1936, e ela era um dos maiores prodígios do esporte alemão. Era também judia em um país já dominado pela doutrina nazista. Dois meses antes da abertura das Olimpíadas, no dia 30 de junho, Bergmann venceu com folga o Campeonato Alemão de Atletismo. Saltou 1,60m, recorde nacional. A vaga olímpica era sua. O plano estava de pé.

- Eu sonhava com os Jogos, sabia que podia vencer qualquer atleta. Mas meu mundo desabou logo depois - recorda Margaret, hoje com 95 anos.



Bergmann, 95 anos, hoje mora nos EUA

O motivo estava em um documento que chegou à sua casa duas semanas antes da abertura olímpica. Assinado por Karl von Halt, então dirigente máximo do Comitê Olímpico Alemão, o comunicado dizia que ela havia sido excluída da competição. Seu recorde também fora anulado.

- Queriam reduzir o número de judeus atletas dos Jogos a quase zero. Em troca, me ofereceram ingressos para ver as provas no meio do público. Claro que eu não fui.

Em seu lugar competiu uma fraude. Os alemães inscreveram um homem disfarçado de mulher – Herman Ratjen apareceu na prova como Dora Ratjen. Mas ele acabou apenas na quarta posição. A vitória ficou com a húngara Ibolya Csák, que saltou exatamente 1,60m (a mesma distância conseguida por Bergmann meses antes).


Margaret em ação na Alemanha, em 1936

Bergmann percebeu que a situação poderia piorar e decidiu fugir do país – seus familiares que ficaram morreram em campos de concentração. Ela embarcou em um navio pouco depois das Olimpíadas e aportou em Nova York. Queria retomar a carreira atlética, voltar a sonhar com o ouro olímpico. Ficou longe disso. Precisando de dinheiro na nova casa, trabalhou boa parte da vida como faxineira.

- Todas as vezes que eu via esporte na TV eu chorava. Chorava muito. Tudo o que vivi retornava à minha cabeça, como num caleidoscópio. Era horrível - conta, de Nova York, onde vive com o marido Bruno, de 99 anos.

Era preciso encarar os fantasmas para acabar com essas mágoas. E Margaret resolveu agir. A partir dos anos 80, passou a escrever cartas para dirigentes esportivos do mundo todo. Ela contava sua história, e pedia ao menos uma palavra de resignação da Alemanha e das autoridades olímpicas.


A atleta treina na Alemanha nazista

- Eles me deviam desculpas, e eu prometi que jamais descansaria sem recebê-las.

Margaret conseguiu, quase 75 anos depois de ser ultrajada pelos nazistas. Ela acaba de receber um documento da Associação de Atletismo Alemã com uma decisão surpreendente. Seu recorde obtido em 1936 foi revalidado. Ela foi reconhecida como melhor atleta daquele ano. A vaga olímpica era mesmo dela.

- A lista de recordistas do atletismo alemão jamais foi alterada. Mas agora a exceção se justifica. Você será lembrada para sempre - diz o documento.

Os detalhes dessa incrível saga vivida por Margaret Bergmann você conhece domingo, no "Esporte Espetacular" da Rede Globo de Televisão.


 
 


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DEVIDO AO GRANDE NÚMERO DE MATÉRIAS E EVENTOS, A TRIBUNA DOS LEITORES VOLTARÁ NA PRÓXIMA EDIÇÃO.

 

 
     
 

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof